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História .amor de fim de festa ; minsung - Capítulo 1


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Notas do Autor


Oioi! Voltei com outra oneshot triste porque eh o que eu sei fazer, quem tá surpreso?

Eu espero de verdade que gostem, ao meu ver eh uma das melhores que eu escrevi em um bom tempo, então deêm amor a ela por favorzinho.

Como de costume, música de inspiração: Fim de Festa - Jão

Boa leitura!

Capítulo 1 - .conveniente


30 de janeiro, 2019

Com certeza uma festa nunca foi tão monótona para mim, via as pessoas rindo, gritando, bebendo, se divertindo mas eu simplesmente não conseguia fazer o mesmo, francamente, eu estava completamente deslocado ali, não havia uma única pessoa que não estivesse bêbada. Eu havia tomado alguns poucos goles de uma bebida qualquer que uns amigos me deram mas de nada adiantou, não fiquei nem mesmo um por cento mais animado, por que mesmo eu aceitei entregar meu costumeiro sábado de maratona para vir nessa festa ridícula? É, eu pareço um velho preso no corpo de um cara de 21 anos, mas todo esse problema tem nome e sobrenome.

Han Jisung

Se tem uma coisa que eu sou por causa desse garoto é trouxa, trouxa e otário. Ele nem deve se lembrar como nos conhecemos — ainda mais agora que deve estar trocando saliva com qualquer um depois de beber além da conta — mas eu me lembro perfeitamente de cada detalhe. Foi numa quarta-feira, numa cafeteria perto da minha casa, eu entrei e lá estava ele no balcão, aparentemente era um funcionário novo já que eu nunca havia o visto. Sabe o tal do amor à primeira vista? Pois é, eis aqui mais uma vítima dele.

2 de junho, 2018

Estava tão nublado e frio lá fora que eu nem devia ter saído do meu apartamento quentinho, infelizmente a vontade de tomar um cappuccino cremoso da melhor cafeteria do mundo foi bem maior que eu. Ao menos dentro do estabelecimento estava quente e aconchegante.

Se antes eu me arrependia de ter saído, depois de o ver no balcão qualquer arrependimento foi embora num passe de mágica.

Eu devo ter parecido um idiota parado em frente a uma mesa vazia olhando na direção daquele garoto, ele estava concentrado demais atendendo um cliente para me perceber praticamente o secando, por isso, eu ainda fiquei mais tempo o encarando com aquele olhar de peixe morto típico. Tudo ia bem até ele terminar com o cliente e voltar o olhar para mim, automaticamente encarei o chão vendo que havia sido pego no flagra, é Minho, quem diria que as pessoas notam esse tipo de encarada. Que ridículo.

Tentei apenas ignorar meu vexame e limpei a garganta umedecendo os lábios logo depois, me preparei mais alguns segundos para ir até o caixa, é claro que tendo que realmente encarar o garoto e fazer meu pedido. O olhei com um sorrisinho fechado apenas para ser educado e logo depois murmurei um “bom dia”, ele me respondeu da melhor forma possível, um sorriso lindo e um “bom dia” mais animado que o meu, confesso ter sentido um borbulhar no estômago só por aquele sorriso.

— Um cappuccino cremoso por favor — pedi evitando o olhar muito ou eu provavelmente ficaria preso nele novamente. Era possível alguém ser tão bonito assim?

— Certo… — respondeu enquanto marcava no computador meu pedido — Só isso?

Assenti com a cabeça concordando e logo mais eu já paguei e fui me sentar na mesma mesa que antes eu estava em frente, passando aquele vexame, ao menos não estava cheio o café. Pode dizer que eu sou louco, mas tenho certeza que vi aquele garoto me olhando também enquanto eu esperava pelo cappuccino.

Não demorou muito para que meu pedido estivesse na mesa e, curiosamente, embaixo da xícara, preso ao pires havia um papel. Olhei aquilo um pouco confuso mas antes de reclamar, decidi ver o que era, tenho certeza que a minha cara de surpresa foi cômica para quem estivesse vendo.

“Quer sair um dia desses? Me liga! xxxxx-xxxx - Han Jisung”

Ainda olhei ao redor para ver se era alguém de uma das mesas vizinhas, porém nem tive muito tempo de olhar muito e logo vi o garoto do caixa me olhando com um sorriso meio tímido. Dá pra saber como ficou minha situação depois disso, disfarçando um sorriso e tentando tomar meu café sem parece um idiota.

Por incrível que pareça, eu não me arrependo de ter ligadoe saído com ele, mas com certeza me arrependo de ter me deixado levar e me apaixonado tão rápido por ele. Mas como não me apaixonaria? Ele era tudo que eu sempre quis para mim.

Eu finalmente decidi ir embora, meus amigos já não estavam mais por perto há um bom tempo então não seriam eles a me fazer ficar. Estava extremamente difícil andar entre as pessoas e conseguir chegar em algum lugar, no caso, a porta de saída. Depois de muito empurrar e ser empurrado, finalmente consegui chegar na porta, eu estava indo bem até ali,isso se não fosse pela cena que eu tive que ver mais uma vez.

Eu sei, não havia como Jisung saber que eu estava passando por ali no momento, mas vê-lo se atracando com um outro garoto no meio da festa mais uma vez foi praticamente a gota d’água, eu só queria ir para casa. Saí o mais rápido que pude e finalmente cheguei no meu carro, segurando minhas lágrimas mais do que nunca, eu estava cansado de sempre terminar chorando por aquele garoto. E eu nem ao menos podia culpá-lo, ou pelo menos eu acho que não.

Dirigi o caminho todo lutando contra as lágrimas, engolindo o choro a todo momento, apertava o volante com força entre as mãos enquanto nos meus pensamentos só passavam todos os momentos que eu tive com Jisung que sempre acabavam parecendo sonhos, não sei se eu quem era muito emocionado ou se Jisung que parecia não se importar nem mesmo um pouco comigo e meus sentimentos.

Nem sei quanto tempo passou desde que cheguei em casa, só sei que eu já estava deitado, rolando na cama numa tentativa de dormir totalmente falha, eu não havia chorado desde o carro, talvez por isso eu sentia que nada melhoraria se eu não colocasse tudo pra fora primeiro, mas eu não queria me render a isso, isso só provaria como eu ainda não tinha superado nem mesmo um pouco Jisung. E por falar nele, a única mensagem nova no meu celular era dele, como eu não imaginei que isso aconteceria?

00:23 Hyung… tá acordado?

Parte de mim quis dizer que não e ir dormir, parte de mim quis finalmente bloquear o número e me esquecer de uma vez por todas dele, mas uma pequena parte de mim quis responder e mais uma vez me entregar para esse garoto. É óbvio que eu fiz a escolha errada. Respondi e esperei sei lá quantos minutos até a resposta vir.

00:28 Eu não tô bem, pode vir aqui?

00:29 Por favor, preciso de você

Não seria eu se não aceitasse. Mesmo assim, não tive a menor pressa para me levantar e ir até lá, não é como se fosse fazer diferença a essa altura do campeonato. A parte mais cômica é como eu me lembrava perfeitamente da primeira vez que aconteceu e de todas as seguintes também.

25 de outubro, 2018

Com certeza não tinha como um aniversário ser pior que esse.

Tudo bem, eu tinha saído algumas — muitas — vezes com Jisung, mas mesmo assim, em todas elas Jisung nunca tinha dito ou dado alguma dica de que queria algo sério comigo e eu tentava ao máximo não me iludir pensando nisso, mas porra, seria impossível dizer que eu não sentia nada mais forte por Jisung, por mais que eu tentasse, eu nem sei dizer quando nem como eu me apaixonei por esse garoto e por todos os seus detalhes.

Mas aparentemente, Jisung não tinha se apaixonado por mim.

— Vocês dois são inacreditáveis! — Eu só ouvia Chan dando uma bronca em Jisung e em Hyunjin, a essa altura do campeonato eu já estava saindo da casa dele e indo até meu carro no qual eu tinha vindo com Jisung, justamente porque pensei que ele gostaria de fazer parte da minha festa de aniversário já que ele já estava se enturmando com meus amigos. Eu nem devia ter chamado ele no fim das contas.

Não sei exatamente em que momento da festa eu me afastei de Jisung para ajudar Woojin a trazer algumas caixas de soju que ele havia comprado para nós mais cedo. Só não esperava que quando voltássemos para a sala, eu acabaria vendo Jisung e Hyunjin juntos, mais especificamente, aos beijos. Tentei parecer tranquilo com aquilo, mas quase derrubei a caixa então foi impossível que Woojin não desse conta daquilo. E foi aí que eu causei o fim da festa. Eu nem quis mais ficar ali e os garotos começaram a discutir entre si, eu apenas disse que não estava me sentindo bem e decidi ir embora.

***

— O que você tá fazendo aqui, Jisung? — perguntei assim que vi Jisung parado em frente à minha porta, eu estava visivelmente exausto, não tinha sido fácil ver aquela cena, até então eu estava achando que ele sentia pelo menos... sei lá, consideração por mim, aquela cena me mostrou o contrário.

— Eu… precisava vir conversar com você… me desculpa pelo que aconteceu — ele respondeu e ao encará-lo melhor, eu percebi as lágrimas secas em suas bochechas. Ele não havia chorado por mim, havia…? Isso era impossível.

— Você estava chorando? Por que? — voltei a perguntar, ignorando pelo menos por agora o pedido de desculpas dele. eu ainda preferia saber se ele estava bem, se tivesse sido por mim, eu definitivamente não me perdoaria.

— Só… nada, aconteceram ums coisas depois que você saiu, nada demais. — É, é claro que não tinha sido por mim, eu devo ser muito idiota. — Você me desculpa por aquilo?

Mordi meu lábio inferior nervoso enquanto o olhava, eu devia? Não. Eu iria? Definitivamente sim. Não me culpe, eu nunca fui de pensar muito, quando se tratava de Jisung então... eu pensava menos ainda.

— Desculpo, tudo bem. — Forcei um sorriso enquanto o olhava e ele sorriu verdadeiramente para mim, se aproximando e abraçando meu pescoço, me forçando a abaixar um pouco, eu o abracei de volta e quase comecei a chorar por isso, eu queria poder ter isso todo dia com ele. Mas eu sabia que não estava nem um pouco perto disso.

E fique sabendo que não foi a primeira nem a última vez, porém começamos a sair menos, ter menos momentos como um casal e mais como se fôssemos apenas amigos, ás vezes Jisung nem se lembrava que eu existia. Eu só servia para quando ele levava um fora numa festa e precisava de consolo, aí eu era importante, era a pessoa que ele gostava.

Quando finalmente cheguei na casa dele, eu nem precisei tocar a campainha e lá estava ele abrindo a porta assim que eu pisei no tapete de entrada. Me abraçou e eu pude ver as lágrimas molhando suas bochechas nos poucos segundos de distância entre nós dois. Ele ainda nem tinha tirado a roupa da festa, cheirava a bebida, uma bagunça de all star vermelho. Eu sabia que ia sobrar para mim.

— Que tal se entrarmos e você me contar o que aconteceu? — perguntei vestindo mais uma vez a máscara que eu sempre usava quando ia consolá-lo, fazendo carinho em seus cabelos. Ele assentiu e logo entramos, eu fiz meu melhor para não demonstrar que só o toque dele na minha mão me fazia sentir arrepios e acelerava meu coração.

E como sempre a história era a mesma, ele estava numa festa com um cara que ele estava saindo e lá o cara dispensou ele. A verdade é que Jisung adorava a ideia de gostar de alguém, mas não gostava das pessoas, eu precisei de muitas noites em claro e choros para entender isso.

— Ainda bem que eu tenho você — ele disse novamente me abraçando, porém dessa vez no sofá, já que eu achei melhor sentarmos enquanto ele contava a mesma história com um ou outro detalhe diferente.

Aquela frase me atingiu pior que um trem, depois de tudo ele ainda me tinha, mesmo depois de tantas mancadas, de tanto que meu coração apanhou por causa dele, ele ainda me tinha, eu já estava cansado disso.

— Claro, estou aqui — respondi mais no automático enquanto passava minha mão por suas costas, tentando o fazer sentir melhor, mesmo que ele não fosse fazer o mesmo por mim se eu precisasse.

— Te amo. — Eu senti meu corpo congelar com aquela frase, foi como se me jogasse um balde de gelo nas costas, eu mal conseguia me mexer, meu coração acelerado e a vontade de chorar me atingindo.

Mas não era um choro de emoção, era de tristeza, eu sabia bem que ele não me amava, nunca amou, só disse aquilo pelo momento, era óbvio. E foi aí que eu entendi que Jisung só me amava quando era conveniente para ele, eu só queria entender o que eu fiz pra merecer esse tipo de amor, a última coisa que eu queria era ser usado por ele, servir só quando ele estava triste e carente.

— Eu também te amo… — Diferente dele, meu “eu te amo” foi o mais verdadeiro que eu já direcionei a alguém, eu realmente o amava, Jisung foi e ainda é meu primeiro amor, deve ser por isso que doeu tanto dizer isso a ele, da minha parte era sincero, mas da dele não era.

Aos poucos ele desfez o abraço e me beijou segurando em minha nuca como se eu fosse tudo para ele, eu apenas deixei rodeando sua cintura com calma, como se não quisesse que ele escapasse de mim. Eu estava me afundando cada vez mais naquele mau amor, mas deixei porque era a última vez, eu não podia continuar desse jeito, se continuasse, aos poucos isso iria me destruir e eu não conseguiria mais continuar. Não importa o que acontecesse, essa era a última vez que eu seria o amor dele.

***

Já era quase manhã, depois de ter passado a noite toda cuidando de Jisung e aproveitando a última noite que eu teria com ele, mas dessa vez, acabou sendo um pouco diferente do normal, nem percebi quando deixei que acabássemos os dois no quarto, ele embaixo de mim e eu por cima, nos beijando fervorosamente antes de levar aquilo a outro nível, foi a noite mais memorável entre nós dois, mesmo que eu me sentisse péssimo de ter feito isso, era ruim para mim pois eu me iludi ainda mais, mesmo que na hora tivesse parecido extremamente certo.

Ele acabou dormindo antes de mim pelo cansaço do que fizemos somado ao cansaço da festa que ele estava antes. Eu geralmente ia embora assim que ele dormia, mas isso porque eu tinha a certeza de que voltaria mas depois de hoje, eu sabia, eu nunca mais voltaria para essa casa, essa cama e nem para esse garoto.

Ainda fiquei o olhando dormir muito tempo, aproveitando para lhe fazer um cafuné enquanto chorava silenciosamente. Você tinha que ser assim, não é, Jisung? Inconsequente, complicado, inconstante, egocêntrico… e eu tinha que ser tão ingênuo ao ponto de achar que eu mudaria essa realidade. Você é meu primeiro amor, mas eu não sou o seu, nunca fui e nunca vou ser.

Me levantei da cama apenas quando o sol já nascia, me vesti e aproveitei para jogar uma água no rosto já que o suor já estava totalmente seco por toda minha pele. Após tudo isso, finalmente me senti confiante o suficiente para ir embora de vez. Peguei um papel e uma caneta em sua escrivaninha e, apenas por não querer sumir apenas sem nenhuma explicação — por pior que fosse —, escrevi um bilhete e o levei comigo até a cozinha, o deixando pendurado na porta da geladeira com um imã qualquer.

 “Não quero ser seu amor de fim de festa.

- Minho”

Suspirei uma última vez enquanto olhava aquelas palavras e finalmente voltei ao meu caminho até a porta de entrada, a abrindo e simplesmente seguindo até meu carro, sem olhar para trás e sentindo meu coração em um milhão de pedaços, isso era o de menos, eu daria um jeito de consertar e continuar seguindo. Entrei no carro e nem esperei para pegar o celular e abrir no contato dele, meus olhos já estavam cheios de lágrimas, eu quase hesitei mas consegui, bloqueei seu número e em seguida apaguei o número, eu não tinha nada para dizer, não saberia como, não teria as palavras certas.

 Eu agora estava livre disso, não tinha mais que me preocupar com ligações no meio da madrugada ou com Jisung quebrando meu coração sem nem se importar repetidas vezes.

Mas mesmo sabendo de tudo isso, eu não sabia que sair da vida dele seria tão mais doloroso do que sair da casa dele dessa vez.


Notas Finais


Foi issoo, espero que tenham gostado, comentários são sempre bem-vindos!
Até a próxima, um beijo no coração!


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