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História Amor de Fogo e Gelo- Malec short fic - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


Oiii meus amores, eu demorei mas cheguei e minha nossa... vocês estão preparados para este capítulo final? Eu não acho que estou, mesmo tendo sido eu a escrever ele! 🤭

Eu sempre falo mais nas notas finais, por isso, espero que gostem e boa leitura! O capítulo ficou gigante, por isso, se coloquem de um jeito confortável e leiam com calma. 🙏❤

P.s- algumas pessoas falaram que não conseguiram abrir o link da musica da fic, que é sempre a mesma, por isso , vou deixar aqui outro. É a mesma musica claro, mas com outro video. 💓

https://youtu.be/HB1kr7h2zKw

Capítulo 3 - Diamantes de Luz- 2


O rei sorriu cruelmente ao sentir a presença das almas gêmeas no seu castelo. Ao sentir que as tinha aprisionado de novo. 


Não era preciso muito para as sentir. O castelo estava cheio de encantamentos e feitiços que poderiam levar o mais nobre dos homens à loucura profunda.

 

Saiu do seu trono lentamente, sentindo a maldição entrar no salão.

 As restantes pessoas que estavam com o rei, os membros da corte, estremeceram e sentiram um arrepio terrível ao sentir a magia verde passar pelos seus corpos, mas não ousaram disser nada com medo de invocar a fúria do amo deles.

 

- “Eles estão lá fora meu amo….lá fora…separados…como o amo ordenou”….- A voz da maldição soou obscura enchendo o espaço com sentimentos negativos.

 

O rei pegou no seu copo de vinho branco e bebeu lentamente.

 

- Muito bem, guardas …- o rei falou para os homens que estavam ao seu lado direito - vão buscar os dois, mas em separado. Coloquem eles nas celas que eu preparei.

 

Os guardas assentiram e de seguida, desapareceram para poderem cumprir a missão. Um silêncio tenebroso e horrível encheu o salão. 


O rei voltou a se sentar no trono e continuou bebendo o seu vinho, observando os rostos cheios de medo dos membros da corte que viviam no seu Castelo. Gostava que tivessem medo dele. O medo os tornava dóceis às suas vontades.

 

Do nada, o rei soltou uma estrondosa gargalhada e começou rindo como se lhe tivessem contado uma piada incrível. Os membros da corte, olharam confusos uns para os outros, mas como o rei é quem manda ali, começaram rindo também.

 

- Hoje vamos assistir a um pequeno espetáculo- o rei falou alto e a bom som- e que este espetáculo sirva de exemplo para todos aqueles que um dia ousarem sequer pensar em me trair!

 

A voz dele foi ficando cada vez mais grave e alta, fazendo os candeeiros de cristal frágil vibrarem no teto. As respirações das pessoas na sala ficaram mais rápidas e alguns começaram suando frio.

 

- Vocês vão ver o que acontece quando tentam me derrubar! Os traidores serão punidos e aniquilados deste mundo e se alguém tentar evitar isto por solidariedade idiota, aviso já que terá o mesmo destino!

 

O rei parou de falar e ninguém ousou responder, o fazendo se sentir satisfeito. Voltou a se sentar no trono. Pegou na sua espada de prata e a colocou lentamente ao seu lado, para que todos vissem que ele não estava brincando.

 

A maldição correu pelo salão todo, até que parou em frente ao rei. De repente, imagens de Alexander e Magnus sendo levados pelos guardas para dentro do Castelo surgiram no ar, envolvidas pela magia verde, como se fosse uma tela de cinema.

 

O espetáculo estava de facto começando. O rei tinha preparado tudo. Ordenou que os músicos começassem tocando as melodias que ele escolhera.


A música envolveu o espaço e ele se acomodou melhor no trono, não largando o seu copo de vinho branco.

 

Tudo iria começar, só faltava saber quem seria o mais forte.



♦️♦️


 Pov´s Alec

 

Sinto mais frio que o que deveria ser normal. O frio e o gelo sempre foram os meus companheiros ao longo da minha vida, fazem parte de mim, contudo, este frio é diferente e isso me obriga a abrir os olhos com esforço.

 

A minha visão está embaceada e demoro um pouco até conseguir enxergar direito. Olho para os lados e percebo que estou deitado em cima de um banco de pedra, dentro de uma pequena sala também ela revestida de pedra, com apenas uma janela a iluminar o espaço.

 

De repente, me lembro de Magnus e isso faz meu coração começar batendo muito forte, de uma forma quase dolorosa. Me lembro de nos separarmos na floresta, mas depois…tudo está vazio na minha mente.

 

Me levanto rápido. Não me lembro como cheguei aqui e isso me deixa nervoso. Onde está Magnus? Onde raio eu estou?

 

Passo a mão pelo rosto e para meu horror, o anel também desapareceu.

 

- Não, não, não.. – digo sentindo cada nervo do meu corpo entrar em desespero. Procuro pelos bolsos das minhas calças, mas não há nada.

 

Eu preciso de perceber o que está acontecendo. Decido ir até à janela para perceber onde estou. Mas assim que percebo, é como se o meu ar tivesse sido roubado e eu estivesse vivendo o meu pior pesadelo.

 

Eu estou no Castelo. Eu estou no Castelo sem o anel e sem Magnus.

 

Olho muito rápido para a tatuagem, temendo que ela volte a arder e que as vozes comecem soando na minha cabeça de novo. Mas mais uma vez, o meu coração salta de espanto.

 

Não há tatuagem nenhuma no meu braço. Ela desapareceu.

 

- Eu preciso de sair daqui, preciso de encontrar Magnus..- falo para mim mesmo. A porta deve estar trancada, mas eu posso tentar abrir ela com os meus poderes. Eu preciso de a abrir custe o que custar.

 

Mas mais uma vez, como se o filme de mistério tivesse se transformado num filme de comédia, assim que toco na maçaneta da porta, me preparando para usar toda a minha força, ela se abre.

 

Estico a cabeça e olho para os lados. Não há ninguém e isso me assusta mais do que deveria.

 

Respiro fundo e decido sair da sala finalmente, fechando a porta atrás de mim. O corredor está muito escuro e os meus passos parecem ser os únicos sons que se ouvem, me deixando cada vez mais agitado e com os nervos à flor da pele.

 

Algumas velas começam aparecendo me permitindo enxergar melhor e eu não sei se me sinta aliviado ou cada vez mais desesperado. 


Decido avançar em frente, pois sinto alguma coisa me puxando nessa direção e como não faço ideia para onde devo ir, decido seguir os meus instintos, por mais que no fundo da minha mente, eu tenha consciência que não são os meus instintos que me estão puxando mas sim o próprio Castelo.

 

“Foco Alec, foco”. 

 

Avanço lentamente, até que chego a uma esquina e decido virar à esquerda. Uma das muitas portas que se encontram no corredor, parece brilhar mais do que as outras. Tento ignorar esse facto. Não posso confiar nas direções que o Castelo me dá.

 

“ Talvez  você devesse ir naquela porta Alexander Lightwood….aquela porta pode esconder coisas do seu interesse..”, uma voz surge de repente na minha mente, me assustando.

 

- Eu não vou ceder, eu não vou- falo, fugindo daquele corredor antes que a tentação seja demais.

 

Ando um bom bocado, me sentindo cada vez mais cansado, cada vez mais confuso. O ar parece que não chega corretamente aos meus pulmões e isso me deixa confuso e com dores de cabeça.

 

- Magnus! – grito sem saber mais o que fazer.

 

Não recebo nenhuma resposta e uma lágrima cai pela minha face, uma lágrima que logo limpo. Não vou quebrar assim, eu fui treinado para melhor. Respiro fundo de novo e continuo seguindo em frente.

 

Contudo, sinto uma sensação horrível de que estou andando em círculos e de facto, isso se comprova quando, depois de tanto caminhar, me encontro de novo em frente à porta que brilhava.

 

“Se você não entrar nessa porta, você vai andar em círculos por toda a eternidade”- de novo a voz idiota surge na minha mente.

 

 A minha pele se arrepia e eu quero imenso resistir à voz, à tentação, à porta.. mas quando dou por mim, o meu corpo parece ganhar vida própria e por mais que eu não queira, avanço até à porta e a abro.

 

Tudo está escuro inicialmente, mas sem eu estar contando com isso, a sala se ilumina de repente e todo meu corpo parece ficar sem uma pinga de sangue.

 

- Magnus! Meu amor não… eu digo desesperado correndo até Magnus que está deitado no chão, sangrando da cabeça.

 

As lágrimas começam caindo e sem pensar, eu pego em Magnus e o puxo para meus braços, assustado.

 

Magnus está com os olhos fechados e muito pálido. A luz verde idiota volta a entrar pela sala e eu sinto um ódio enorme.

 

- “Pensei que você fosse mais esperto Lorde Lightwood…..”

 

Eu fico muito confuso e quero gritar para que ela pare e que me deixe em paz. Porém, quando vou apertar meu Magnus de novo nos meus braços para tentar acordar ele do seu sono profundo e mortal, Magnus vira pó.

 

Era apenas uma alucinação. Não era real e essa realização me faz sentir pior.

 

- Onde está ele? Porque estão fazendo isto connosco? Hã? Me diga!- eu grito me colocando de pé- onde está aquele tirano!?

 

A maldição solta uma risada e antes que eu sequer possa pensar em mais alguma coisa, o chão literalmente se abre por debaixo de mim e eu caio num buraco enorme.

 

A sensação de estar caindo me deixa em pânico. Contudo meus olhos começam se fechando de novo, o ar sumindo e meus pensamentos se desligando. Tudo fica escuro e eu sou levado à inconsciência mais uma vez.

 

♦️♦️


 Pov´s Magnus

 

- Mas que merda !- grito pelo que parece ser a milésima vez.

 

Quando acordei nesta cela horrível, meus pensamentos foram logo para Alexander tendo se intensificado mais quando reparei que estou sem o anel e a tatuagem.


 Eu quero fugir daqui, deste Castelo cheio de armadilhas. Não me lembro como vim cá parar e isso me deixa aflito.

 

Estou tentando abrir a porta da cela à imenso tempo, mas ela está trancada e também enfeitiçada pois cada vez que lanço fogo nela, nada acontece.

 

Me sento de novo em cima da cama, tentando pensar. Tudo fica num silêncio sufocante até que meus pensamentos são interrompidos por uma luz muito forte que me ofusca a visão.


 Não consigo ver nada por largos minutos, mas quando finalmente consigo enxergar de novo, uma porta que antes não existia, apareceu na parede à minha frente.

 

Nem penso duas vezes e logo desato a correr em direção a ela, agradecendo a tudo que possa existir o que facto de ela estar aberta. Apesar de sentir uma força me puxando em direção à outra porta, aquela que está trancada, eu decido entrar nesta.

 

Tudo está escuro. Acendo uma pequena chama na minha mão para me iluminar o caminho, fazendo com que o corredor super apertado em que me encontro fique com um ar fantasmagórico que faz arrepiar todo meu corpo.

 

O corredor vai ficando cada vez apertado e mais apertado e mais apertado, me deixando em pânico. Eu tenho claustrofobia e o facto de estar ficando sem espaço, faz minha respiração acelerar .

 

Estanco no lugar, tentando me acalmar mas é em vão.

 

-“ Se deste espaço te queres livrar, uma coisa irás ter de adivinhar…”- uma voz surge no corredor que está ficando cada vez mais apertado.

 

- O que é? O que eu preciso de adivinhar? Por favor…- minha voz quebra um pouco. Se Alexander estivesse aqui, eu me sentiria melhor, mais confiante. Mas eu estou sozinho e isso é horrível.

 

Uma luz verde surge e ilumina todo o espaço.

 

-“O que é que dá muitas voltas e não sai do lugar, esta é a adivinha e para sair deste lugar, a terás de desvendar… o que é que dá muitas voltas e não sai do lugar…”- a voz diz e tento pensar rápido.

 

Nada me ocorre e a parede à minha frente começa avançando até mim, me sufocando cada vez mais.  Alguns segundos passam e nada acontece, mas sei que estou demorando demais a pensar, pois a luz verde parece estar ficando mais poderosa e isso só pode ser mau sinal.

 

- Pensa Magnus, pensa….

 

Eu não sei qual é a resposta. Minha cabeça está começando doendo com tanta pressão, com tanta falta de ar, estou ficando sem tempo…

 

Tempo….

 

- É isso!- grito de repente- o que é que dá muitas voltas e não sai do lugar! O relógio, a resposta é relógio!

 

Nada parece acontecer e eu começo pensando que errei e que vou morrer ali.

 

-“Muito bem Magnus Bane”…- a voz finalmente diz e desaparece. Tudo fica escuro de novo.

 

Sinto o corredor voltar a alargar, mas quando volto a convocar uma chama na minha mão para poder enxergar o espaço, já não estou num corredor, mas sim num salão vazio.

 

Me levanto do chão. O salão não é muito grande, mas é assustador, tal como todas as outras partes deste maldito Castelo. Existem várias velas acesas e vários auto-retratos do rei de Caterville. Como eu odeio este homem.

 

- Ora, ora.. pensei que você fosse morrer naquele corredor Magnus Bane… ou será Magnus McMillan… já nem sei qual é o seu nome ao certo.

 

O rei entra na sala e todo o meu corpo fica tenso. Não faço ideia do que ele está falando, mas isso não importa. Sinto um ódio imenso percorrer cada canto do meu corpo e a minha magia começa se formando à minha volta.

 

- Onde está Alexander?- pergunto de um jeito rude e frio.

 

O rei se aproxima de mim e eu levanto uma mão para o atingir com fogo, contudo, quando o vou fazer, nada acontece. A minha magia foi imobilizada.

 

- Boa tentativa, mas aqui no Castelo, mando eu- ele diz andando à minha volta em círculos- Você está bem igual, é pena que eu vou ter de estragar esse rosto bonito mais uma vez.

 

- O que você está falando? Como eu cheguei aqui? O que você fez com ele! Eu exijo saber !- grito, querendo atacar o rei com todas as minhas forças.

 

O rei começa rindo e eu quero tanto mas tanto que ele desapareça. Nunca quis algo com tanta força, como se todo meu corpo fosse explodir.

 

- Tantas perguntas.. você não percebe que tanto você como a sua alma gêmea foram atraídas até aqui?  A voz, a magia verde, os anéis desaparecidos, a tatuagem.. eu fiz com que isso tudo acontecesse. Nada acontece em Caterville que eu não saiba Magnus Bane, nada! Achavam mesmo que me ia derrotar?

 

Eu encaro os olhos dele. As luzes do salão aprecem ficar cada vez mais escuras assim como meus pensamentos relativamente a este homem.

 

- Então porque não nos matou logo? Já que está tão contente por nos ter aprisionado aqui, porque nos deixou vagueando pelo Castelo? Você tem medo dos nossos podres, por isso é que não nos prendeu juntos, a mim e a Alexander, você sabe que os nossos poderes vão derrotar você.

 

Só o simples de facto de voltar a referir o nome de Alec, enche meu corpo, meu peito e meu coração de tristeza e desespero. O rei não parece ficar abalado com as minhas palavras, como se ele já soubesse o que eu iria dizer.

 

Será que é mesmo suposto terminar assim deste jeito?

 

- Oh, eu não vos vou matar.. isso correu mal da outra vez. Mas eu quero que vocês morram claro, mas não vou ser eu a faze-lo. Vão ser vocês….

  

Antes que eu pergunte e questione tudo que ele acabou de falar, sinto os meus braços serem imobilizados por alguém. Vários guardas aparecem vindos sabe se lá de onde, me prendendo com as suas armas. Me obrigam a ajoelhar e eu, de má fé, o faço.

 

O salão começa  se enchendo de gente. Nobres, lordes, príncipes…pessoas que nunca vi na vida e esperava nunca ter de ver.

 

Eu estou no meio do salão, preso e ajoelhado. O rei se senta no seu trono sempre com um sorriso arrogante no rosto.

 

De repente, o salão que estava começando a ficar escuro, volta a ficar todo iluminado. A magia verde invade o espaço e passa por mim, me fazendo sentir tonto e sem ar.

 

- Meus senhores, tragam ele!

 

Eu penso que estão falando para mim e logo me preparo para tentar atacar alguém quando tiver hipótese. Nenhum destes idiotas me é alguma coisa, não vou hesitar em matar qualquer um deles.

 

Porém, as portas ao meu lado voltam a se abrir e agora eu entendo as palavras do monstro.

 

- Não! Me larguem! Não!- eu tento me debater mas sem sucesso.

 

Alexander entra na sala, preso como eu por várias guardas. As mãos dele estão arranhadas e cheias de cortes e isso me enche de medo , raiva e tristeza ao mesmo tempo.

 

Mas aquilo que mais me assusta não é ver a minha alma gêmea, o meu Alexander, preso nas mãos daqueles guardas, mas sim o olhar dele.

 

Alexander está enfeitiçado. Os olhos azuis dele que eu mais amo no mundo inteiro, estão verdes. Céus, como eu odeio esta cor ridícula e cruel.

 

- Por favor, não lhe façam isto, o que nós fizemos de mal? Você é que trata mal o povo, o explora! Nós apenas queríamos fugir disto tudo! Não o atacamos!- grito até que os meus pulmões começam pedindo por ar.

 

O rei pega na sua espada, mas eu não estremeço. Ele se levanta e vai até Alexander, que continua com o mesmo olhar vazio, me deixando desesperado.

 

Ninguém ousa dizer nada e isso me deixa ainda mais irritado.

 

- Você ainda não percebeu?- o rei diz troçando de mim.

 

Ele fica atrás de Alexander e coloca a espada à frente de seu pescoço. Alec não faz nada, mas eu fico cada vez mais em pânico.

 

- Largue ele! Se me quer matar, me mate a mim, mas não ele! Por favor..- eu tento de tudo, mas o rei apenas fica rindo de mim.

 

Sinto os meus olhos ficarem marejados quando ele pressiona mais um pouco a espada no pescoço de Alec.

 

- Vocês podem não ter feito nada agora, mas fizeram à 19 anos atrás! Vocês foram as almas gêmeas que provocaram a maldição! Vocês foram os culpados por hoje, estarem aqui! Vocês dois, poderiam ter tido uma vida perfeita, mas me desafiaram. Eu já vos matei uma vez, não vou hesitar em fazê-lo de novo!

 

Todo meu corpo , que sempre está quente, parece congelar de repente. Tudo fica assustadoramente quieto à minha volta e dentro de mim. Tantas vezes que eu amaldiçoei aquelas almas gémeas e agora…

 

Olho para Alexander e tudo parece encaixar na minha mente. Nós renascemos de novo e voltamos a nos revoltar. 


Como não percebemos que tudo dentro de nós gritava para a revolta como se já o tivéssemos tentado fazer? Como não percebemos que éramos únicos cujos poderes se anulavam e como isso era estranho?

 

Todas estas realizações que acabei de ter poderiam me deixar ainda mais fraco e triste, mas não é isso que eu sinto. Olho para o rei que está sorrindo para mim. Saber que eu e Alec, que o nosso amor foi tão forte que voltou a nascer, apenas me enche de força e coragem.

 

- O problema é que desta vez a história vai ser diferente, nós vamos vencer você e no fim, vai ser você a implorar misericórdia - digo tudo com a voz carregada de ódio.

 

O rei parece vacilar por uns segundos e os seus olhos passam de confiança para raiva.

 

- Muito bem, é o que veremos, espero que consiga então conter a força do gelo, já que você está sem a sua magia…- ele diz num tom que, inconscientemente, faz meu peito apertar.

 

- O quê…?- pergunto muito confuso, mas logo minha voz morre.

 

O rei afasta a espada do pescoço de Alexander e antes que eu possa respirar de alívio, a magia verde, a maldição, envolve o corpo do Alec e o rei volta a se sentar no trono. Parece que se está preparando para ver um espetáculo e eu simplesmente estou odiando isso.

 

- O que você fez com ele?- pergunto de novo, mesmo sabendo que não vou obter resposta. Os meus braços estão doendo com o aperto dos guardas, um aperto que parece pequeno comparado ao que estou sentindo no coração ao ver Alexander assentir com a cabeça para a maldição.

 

De repente, para minha grande surpresa, os guardas me largam e eu caio no chão. Olho para os lados, mas ninguém se mexe, nem mesmo o rei. Então, eu decido correr até Alec, eu preciso de o acordar do sono em que ele se encontra, preciso de tentar..

 

- Alexander, amor, eu estou aqui, você precisa de lutar contra isso, sou eu o Magnus, você me ouve?

 

Alec nem me olha. O seu olhar está fixo na parede em frente dele. Eu pego em suas mãos, sentindo o básico frio proveniente dele e deixo cair algumas lágrimas. Eu preciso que ele acorde.

 

-Que deprimente…… Alexander Lightwood pode começar- o rei diz e eu tento ignorar, continuando chamando por Alec em desespero.

 

Então, Alec me olha finalmente.

 

- Sim, sou eu o Magnus, você te…

 

Aconteceu tão rápido que eu só me dou conta do que está realmente se passando quando sinto meu corpo embater contra a parede e duas mãos completamente geladas me prendem e me impedem de sair.

 

Alexander está me prendendo na parede de uma forma dolorosa, me encarando mas não me vendo realmente. Ele está preso dentro de um feitiço qualquer.

 

- Alexander, você tem que lutar contra isso, por favor, lute, isso é a maldição falando com você! Se lembre de nós dois, Alec….- eu falo aos prantos e começo chorando tanto pela dor que sinto por ver o homem que amo me machucando sem saber , como pela dor que estou  sentindo com o aperto.

 

Alec não manifesta nenhuma expressão e coloca umas das suas mãos no meu peito, perto do meu coração.

 

- Por favor Alexander, não faça isso, você está aí, me ouça..- eu tento me debater e lutar, mas Alec é mais forte que eu e no fundo, eu nunca o conseguiria machucar com ou sem os meus poderes. Foi assim desde do primeiro minuto que o vi e será sempre assim até eu morrer.

 

Uma névoa branca começa envolvendo nossos corpos e de alguma forma, eu sinto que é uma névoa boa, mas rapidamente a magia verde a engole.

 

Alexander aproxima seu rosto do meu e minhas lágrimas caem.

 

- MATA ELE LOGO!- O rei grita furioso no salão.

 

- Não, Alexander eu…

 

Meu rosto se contorce de dor quando sinto a magia de Alec, uma magia que eu sempre amei sentir, tentando atingir meu coração, me congelando. Eu sei que se Alec continuar assim, eu vou morrer e isso me desespera.

 

Os olhos dele continuam verdes e vazios e eu simplesmente não sei o que fazer…

 

-“ O amor sempre vence tudo…- uma voz que eu nunca tinha ouvido, começa soando na minha mente- um ato de amor verdadeiro… o amor vence tudo…fogo e gelo… Alec e Magnus…vocês são fortes…

 

A voz é fraca, como se estivesse sendo atacada. O meu coração começa doendo cada vez mais, o gelo está me invadindo, o ar fica mais difícil e Alec me aperta mais.

 

A luz branca e verde começam lutando à nossa volta, criando uma bolha e aí eu percebo. A voz que soara na minha cabeça é uma magia boa. Ela disse que o amor vencia tudo…..

 

Com mais firmeza, olho nos olhos de Alec e mesmo sentindo muita dor , com muito esforço, aproximo meu rosto do dele e o beijo. 


Os lábios dele não se movem contra os meus, pelo contrário, parece que ele ficou mais forte e começou me congelando mais. Mas eu não desisto.

 

- Eu te amo Alexander, volta para mim por favor…- eu digo nos lábios dele, fixando meus olhos nos dele.

 

Alexander não parece perceber o que digo, mas uma esperança volta a atingir meu peito quando o aperto dele fica mais leve. Ele está fraquejando, ele está lutando.

 

- Eu te amo, sou eu o Magnus, volta para mim, você é forte! – eu continuo falando.

 

Desvio o olhar por uns segundos e percebo pela primeira vez que o tempo parece ter congelado. O rei está imóvel no lugar, assim como as restantes pessoas. Todos estão envolvidos por uma leve magia branca, mas é uma magia mais fraca e que está começando a desaparecer.

 

Tenho de ser mais rápido.

 

Olho de novo para Alexander e quase choro de felicidade quando percebo que os olhos dele voltaram a ser azuis. Meu Alexander voltou.

 

- O que se passa? Meu deus Magnus, me perdoa..- ele se afasta de mim horrorizado, quando volta à consciência,  percebendo o que estava fazendo.

 

- Alexander, está tudo bem, você estava enfeitiçado amor, mas você está bem, eu estava com tanto medo..- eu não resisto e salto para os braços dele, sentindo a sua presença me acalmar.

 

Alec me aperta mais, me confortando.

 

- Eu.. eu acordei numa cela, eu caí e depois.. nada, não me lembro de nada, mas eu ouvi sua voz no meio da escuridão, seus lábios- Alec passou os dedos pelos meus lábios, me fazendo tremer um pouco pelo frio das suas mãos.

 

- Eu sei, eu sei, nós vamos falar, mas nós temos que sair daqui Alexander, você está vendo a magia branca que envolve estas pessoas?

 

Alec olha pela primeira vez para o salão e repara no mesmo que eu. A magia está desaparecendo e algumas pessoas estão se começando a mexer. Apenas o rei parece está envolvido com a magia verde, que parece estar tentando proteger ele da magia branca.

 

Ele olha para mim e eu olho para ele. Nossos olhares sempre estiveram sincronizados, tal como os nossos corações, mas neste momento, é mais do que isso.

 

Alec sempre demonstrou mais confiança que eu desde do momento em que nos conhecemos, mas depois de eu ter passado por isto, eu me sinto igualmente confiante.

 

Agora sim, estamos prontos, estamos em sintonia.

 

Alexander pega na minha mão e eu aperto os seus dedos e sem saber como, sinto a minha magia retomar ao meu corpo, me fazendo sentir quente e poderoso de novo.


Não são precisos anéis, nem tatuagens, apenas nossos poderes e nosso amor.


Que a revolta comece.

 

♦️♦️

 

Pov´s Autora

 

O rei consegue ver Alec e Magnus juntos e unidos e isso o deixa ainda mais furioso. Ele não sabe de onde veio a magia branca que está do lado das almas gêmeas, mas ele sabe que vai ter reverter o jogo.

 

A maldição o está protegendo e isso o descansa um pouco. Ele sabe que é mais forte e nada o vai derrubar.

 

Alec sente a presença da magia de Magnus nas suas mãos, um pequeno fogo que se está alastrando pelo seu corpo todo , se fundindo com o seu gelo.

 

Alguns guardas começam se mexendo cada vez mais e outros membros da corte começam fugindo do salão.

 

- Agora Magnus!- Alec grita, pois eles estavam esperando que a magia brana lhes desse abertura. Ele não a conheciam , apesar de saberem que não é má, naquele Castelo , havia sempre que ter cuidado com a magia. Nem sempre tudo que parecia ser, o era na realidade.

 

Magnus assente com a cabeça e sem largar a mão de Alec, lança o seu fogo, criando uma barreira entre eles e os guardas.

 

Alec reforça a barreira de Magnus com outra barreira de gelo até que eles fiquem mais seguros.

 

- Eles estão tentando quebrar as barreiras , temos de ser mais rápidos!- Magnus grita, pois o barulho no salão começou a ficar ensurdecedor.

 

Os guardas começam batendo com as suas armas na barreira de gelo e outros tentam passar pelo fogo, então Magnus o aumenta ainda mais, sentindo casa fibra do seu ser se concentrando no fogo.

 

De repente, a magia deles começa falhando de novo e a magia verde volta a atacar e antes que eles possam reagir, as barreiras são quebradas e os corpos deles separados são projetados para cantos diferentes do palácio.

 

- Magnus!- Alec tenta se levantar, mas logo um guarda aparece e tenta atacá-lo com uma espada.

 

Os poderes de Alec não estão funcionando direito, mas ele sabe lutar. É uma luta injusta. São eles dois contra um batalhão de guardas e um rei que continua no lugar envolvido por magia verde, como se estivesse ganhando poderes. Isso aflige Alec e ele sabe que tem que impedir aquilo.

 

Magnus consegue derrotar dois guardas, roubando a espada de um deles e lutando com outro que aparece vindo do nada. Alguns guardas estão a ser derrotados pela magia branca, o que de certa forma os ajuda, mas não é suficiente.

 

Ele olha de relance para Alec que está combatendo dois guardas ao mesmo tempo e o seu coração se aperta quando percebe que um dos guardas atingiu Alec na testa, lhe deixando um corte que está sangrando levemente.

 

Magnus fecha os olhos por um momento, tentando concentrar a sua energia em alguma magia que ainda possa ter.


 Algumas chamas aparecem ao seu redor e ele aproveita essa chance e atira com dez guardas de uma vez, os imobilizando no chão na outra ponta do salão.

 

- Alexander, espere!- Magnus corre em direção à sua alma gêmea que está começando a fraquejar.

 

Antes que o guarda tente matar ele com a espada, Magnus o acata primeiro e nem se preocupa em saber se o matou ou não, naquele momento ele só quer saber de Alec, que está respirando pesadamente.

 

- Você está bem? O que aconteceu?- Magnus perguntou muito rápido tentando permanecer calmo mas sem sucesso ao ver Alexander tentando permanecer focado.

 

Alec estava muito pálido, mas tentando focar a sua visão.

 

- Eu..estou bem..apenas fui apanhado de surpresa por um guarda. Temos de destruir a maldição, eu acho que sei onde é o espelho, ele é a fonte de tudo.

 

Magnus sabia disso, mas a situação deles não estava nada favorável. Apesar de alguns guardas ,ainda vivos, estarem a ser contidos pela magia branca, havia outros que estavam tentando chegar até eles com todas as suas forças. 


Para não falar do rei que estava envolvido numa bolha verde enorme e impossível de ser atacada.

 

-“ Vão até essa sala, destruam o espelho…eu não posso conter eles para sempre….destruam o espelho e reforcem o vosso poder…”- a voz da magia branca soou nas mentes deles ao mesmo tempo- eu consigo guiar vocês…eu estou aqui para vos ajudar…. A partir do momento em que Magnus soube quem vocês são…. Eu ganhei mais força… mas não duro para sempre…vocês são a principal força…

 

Alec olhou confuso para Magnus, mas este parecia ter conhecimento acerca daquilo que a voz lhes estava dizendo. Antes que pudesse perguntar, uma flecha voou em direção a eles e Alec rapidamente pegou em Magnus e os afastou.

 

- Temos de ir Magnus, anda!- Alec disse puxando Magnus consigo, para os dois poderem sair do salão e ir em busca do espelho.

 

- Mas e o rei? Não o podemos deixar aqui, ele está ficando cada vez mais poderoso- Magnus tentou falar.

 

O rei estava com os olhos fechados, como se estivesse absorvendo a magia verde que o envolvia. O corpo dele também parecia estar crescendo em altura, o tornando cada vez maior e gigante. Estava se transformando num monstro.

 

- Magnus, ele está se transformando por causa da maldição, por isso…

 

- Já entendi, me perdeo, vamos…cuidado Alexander!- Desta vez foi Magnus que teve de desviar Alec de uma outra flecha que quase voou em direção a eles. A situação estava ficando cada vez mais descontrolada.

 

Se encararam uma última vez e juntos, uniram suas mãos e correram para fora do salão, atravessando as portas por onde Alec havia entrado momentos antes totalmente enfeitiçado.

 

As portas se fecharam atrás dele, deixando um rasto branco em volta delas. Os gritos de batalha e o som de flechas tentando destruir a porta eram muito altos, mas à medida que eles corriam pelos corredores, esses sons ficavam cada vez mais pequenos até tudo ficar em silêncio de novo.

 

- O meu tio falou que era no piso mais alto do Castelo, mas temos de ter cuidado, eu sinto que as paredes e os corredores estão sempre mudando- Alec falou, apertando mais a mão de Magnus, lhe passando conforto no meio de todo o caos.

 

- Eu sei, posso dizer que as minhas experiências nos corredores não foram agradáveis… você sente isto?

 

Alec não respondeu logo, mas sim, ele sentia o que Magnus estava falando. Apesar de eles estarem seguindo uma direção mais para a direita, havia algo que os puxava para o outro lado, mas eles também sentiam que era algo obscuro e perigoso, logo, desta vez, não iam ceder. 


Juntos iriam percorrer verdadeiramente o que os instintos deles lhe diziam.

 

Atravessaram alguns corredores escuros e outros mais iluminados, assim como subiram várias escadas, até que chegaram a um cruzamento com dois lances de escadas. 


As escadas da direita eram iluminadas e mais bonitas, mas as escadas da esquerda eram feias e escuras, fazendo tremer seus corpos.

 

- A sala da maldição só pode ser no piso a seguir, não há mais nenhum.. qual caminho escolhemos?- Magnus perguntou, se bem que no fundo, a ideia de ir nas escadas obscuras não lhe parecia ser boa.

 

- Este Castelo não é de confiança Magnus.. por isso, pense comigo: todas as pessoas seguiriam as escadas bonitas, pois são as que transmitem mais segurança… é como um doce que parece bonito por fora, mas por dentro, é horrível. Temos de ir pelas mais obscuras, tenho a certeza que são estas.

 

Alec tinha aprendido muito com o tio e apesar de ter caído numa ilusão mais cedo, não iria voltar a cair no mesmo erro. Ele via a hesitação nos olhos de Magnus e sem pensar, o puxou para si e o beijou rapidamente, mas fortemente.

 

- Confie em mim- Alec sussurrou perto dos lábios de Magnus e observando seus olhos cheios de amor mas também medo.

 

Era óbvio que eles tinham medo, mas isso não os ia impedir. Ele tinham que continuar.

 

- Eu confio, vamos então pelas escadas da esquerda.

 

Alec sorriu e isso acalmou um pouco mais Magnus. Apesar das escadas bonitas começarem brilhando mais, como se tivessem pressentido que eles não as iam escolher, Magnus e Alec respiraram fundo e começaram subindo as escadas obscuras.

 

Cada degrau que subiam, mas escuro ficava o espaço. As escadas eram feitas de pedra e em caracol, os fazendo sentir como se andassem às voltas, sempre subindo.

 

Contudo, a certa altura, a pressão do ar começou ficando mais forte e sombras começaram aparecendo nas paredes.

 

- São ilusões, é o Castelo nos impedindo, tentando nos provocar- Magnus falou e Alec concordou.

 

Até que por fim, depois de subirem imensos degraus, chegaram a uma porta e sem dizerem nada, apenas trocando um breve olhar, eles souberam logo que tinham encontrado a sala da maldição.

 

Tinha vários espinhos à volta e uma luz verde saía por baixo da porta.

 

- Eu ainda tenho algum poder, se afasta Alexander, vou queimar estes espinhos.

 

Alec se afastou um pouco e Magnus voltou a fechar os olhos , sentindo algumas chamas aparecerem nas suas mãos. Rapidamente as lançou e destruiu os espinhos, deixando a porta livre.

 

Apesar de ambos terem consciência que as cosias estavam parecendo fáceis demais, os dois tocaram na maçaneta e abriram a porta ao mesmo tempo, sentindo uma enorme tensão e pressão dentro deles.

 

A sala era pequena, mas o que eles realmente queriam, estava lá, brilhando e envolvido em muita magia verde.

 

- A maldição está no salão, esta é a nossa chance para destruir esta coisa de uma vez por todas e libertar o reino finalmente. Podemos não ter a nossa tatuagem, mas quantas almas gêmeas neste reino não estarão se matando enquanto estamos aqui os dois, correndo perigo?- Alec falou, pegando num copo de diamante que estava em cima da mesa ao lado do espelho.

 

O espelho estava preso à parede, então, só restava partir o vidro, antes que fosse tarde demais.

 

- Vamos fazê-lo juntos- Magnus disse, se aproximando de Alec, pegando na sua mão que tinha o copo de diamante.

 

Alec assentiu e beijou os dedos de Magnus. De seguida, os dois olharam para o espelho. De facto, eles não sabiam o que poderia acontecer caso o espelho se partisse, mas não havia tempo para pensar.

 

A sala começou ficando cada vez mais pequena e algumas pedras começaram caindo. Como se fosse em câmara lenta, Magnus e Alec, os dois unidos, o fogo e o gelo, levantaram as mãos e atiraram com toda a força que tinham, o copo em direção ao espelho.


 Alec já começava a sentir a sua magia voltar em força e um sentimento de felicidade se encheu no seu peito. Ele se sentia incompleto sem a magia dentro dele e tê-la de volta era perfeito.

 

A reação foi rápida, mas ao mesmo tempo pareceu levar séculos. Assim que o copo partiu o vidro do espelho, este explodiu e um grito muito alto soou na sala, fazendo com que eles tivessem de tapar os ouvidos, pois parecia que o grito penetrava diretamente nas mentes deles.

 

A sala começou caindo e os pedaços de vidro começaram voando em todas as direções. Alec os protegeu com um escudo de gelo e Magnus pegou na sua mão livre e os dois começaram fugindo da sala que estava se destruindo.

 

- Temos de sair do Castelo, eu acho que ele vai se despedaçar, tem…

 

A voz de Alec morreu, quando mais uma vez, o chão se abriu por debaixo deles, os fazendo cair por um buraco enorme.

 

- MAGNUS AGARRA A MINHA MÃO!- Alec gritou, enquanto os dois caíam. Ao contrário da primeira vez que ele caiu, desta vez, ele não sentia perdendo os sentidos.

 

Magnus agarrou na mão de Alec e os dois acabaram por cair de novo no meio do salão, onde tudo acontecera antes. O problema é que onde antes estava um rei envolvido numa bolha, agora estava um monstro, um monstro com a cara do rei, mas enorme e deitando magia verde das mãos.

 

- O que aconteceu? Nós destruímos a maldição!-Magnus falou se sentindo muito confuso e frustrado.

 

Alec estava do mesmo jeito. Um sentimento de raiva e repulsa crescia dentro dele de uma forma poderosa.

 

- Vocês são uns tolos! Vocês quebraram de facto a maldição, de certeza que as almas gêmeas no reino devem estar contentes, mas eu consegui realizar o feitiço e agora, eu vou finalmente destruir-vos! MORRAM!- a voz do rei era fria e estrondosa, carregada de maldade. Os olhos dele vibravam.

 

Num movimento rápido, no meio do salão, um jato de luz verde se projetou das mãos do rei em direção a Magnus e Alec e eles, muito rapidamente, reagiram e sem pensar, uniram suas mãos  e com as suas outras mãos livres lançaram  também um jato de magia branca contra a magia verde.

 

Um duelo se formou no salão. Um duelo branco e verde, um duelo entre duas almas gêmeas e um rei cheio de ódio e gigantesco.

 

- Não desistas Magnus, continua amor! - Alec gritou sentindo a sua magia ficar fria e quente ao mesmo tempo, sentindo cada fibra do seu ser lutar contra a magia verde que parecia muito perto deles.

 

- Eu não vou!- Magnus respondeu, apertando ainda mais a mão de Alec e projetando mais magia.

 

-EU VOU VENCER !- O rei gritou, sentindo a magia branca das almas gêmeas querendo atingir seu peito, mas ele gritou de novo e a magia verde pareceu ganhar muita força, fazendo as mãos de Magnus e Alec vibrar com a força das magias se enfrentando.

 

Contudo, sem que eles estivessem esperando, Alec e Magnus sentiram os seus pés começar deixando do chão. O rei percebeu que eles dois estavam de facto a serem levantados do chão e isso o fez fraquejar um pouco.

 

Mas foi esse fraquejar que deu a Alec e Magnus, que pareciam dois anjos voando e projetando magia branca, uma grande vantagem.

 

Concentraram todo o seu poder, todo o seu corpo, mente, nervos e corações na magia e com um impulso final, a lançaram com mais força.

 

- NÃOOOOOO!- O rei ainda gritou, mas era tarde demais.

 

A magia verde foi consumida pela magia branca e o grande rei voltou a ficar pequeno acabando por cair no chão completamente derrotado.

 

Alec e Magnus regressaram ao solo lentamente.

 

- Conseguimos?- Magnus perguntou, sentindo um silêncio enorme encher o salão, apenas se ouvindo as respirações deles completamente ofegantes. Também se ouviam algumas respirações de guardas que estavam desmaiados no chão, mas isso era irrelevante.

 

- Eu…eu acho que sim.. acabou…- Alec falou e um sorriso pequeno começou se formando no seu rosto.

 

Mas antes de festejarem, Alec decidiu ir até ao corpo do rei, verificar se ele estava mesmo morto. Se aproximou dele e se ajoelhou, verificando a pulsação.

 

Após alguns segundos, ele percebeu. O rei estava morto. Ele estava livres.

 

- Magnus… conseguimos!- Alec disse cheio de esperança.

 

Correu em direção a Magnus e o pegou nos seus braços, o rodopiando no ar, fazendo ele rir imenso.

 

- Eu estou tão feliz… depois do que passamos…vamos ser felizes?- Magnus perguntou quando Alec o voltou a colocar no chão.

 

Eles se olharam e sorriram, apenas para se beijar depois, sentindo todas as emoções borbulhar dentro deles.

 

- Vamos ser felizes meu amor, nós merecemos… - Alec disse e pegou nas mãos de Magnus, beijando calmamente e com carinho as nós dos seus dedos machucados.

 

Magnus sorriu e olhou nos olhos de Alec, pronto para falar que queria sair dali rapidamente.


Contudo, pelo canto do olho, pois Alec estava de costas para a porta, Magnus viu, em câmara lenta, um guarda do rei, que antes estava caído no chão, levantar a mão com muito esforço e lançar uma flecha que estava a caminho de atingir o coração de Alec.

 

Sem ter tempo de os proteger, Magnus se colocou na frente de Alec e como o tempo tivesse parado, ele sentiu a flecha perfurar o seu peito, roubando parte do seu ar.

 

- Magnus! Mganus, não, de novo não, Magnus!- Alec gritou quando percebeu o que acontecera. Magnus caiu nos seus braços e uma flecha saía do seu peito.

 

Alec olhou para o guarda que o atingira. O homem estava rindo e isso provocou uma raiva tão grande em Alec, que ele lançou todo o gelo que tinha dentro dele e matou o guarda sem sequer pestanejar.

 

Se ajoelhou ao pé de Magnus e o colocou no seus braços. As sua lágrimas começaram caindo em abundância e o seu coração parecia estar sendo despedaçado.

 

Magnus mal parecia respirar, apesar dos seus olhos estarem abertos.

 

-Magnus, você tem de ficar acordado, por favor, não me abandone, não me deixe… e-eu não posso..- Alec soluçou, apertando Magnus.

 

Magnus não podia morrer, não podia, Alec não iria sobreviver a isso. Depois de tudo que eles passaram e sofrerem, não era justo!

 

- A-Alexander… n-não chore…- Magnus disse com esforço, sentindo as suas forças deixando seu corpo lentamente.

 

Alec abanou a cabeça e passou as mãos pelo rosto de Magnus, desesperadamente.

 

- Não me deixa amor, agora não… Magnus…

 

Magnus sorriu pequeno e pegou na mão de Alec. A dor no peito parecia ficar cada vez maior e ele sabia que estava morrendo.

 

- V-você foi a m-melhor coisa q-que me aconteceu Lorde…L-Lightwood, eu te amo…e t-te amarei em t-todas as vidas…

 

- Não! Magnus, não se despeça, não faz isso, n-não..- Alec implorava entre muitas lágrimas.

 

Mas para seu pior pesadelo, o aperto da mão de Magnus começou ficando mais fraco, até que deixou de ser um aperto.

 

Alec ficou em choque por uns segundos.

 

- Magnus…- ele chamou, sem querer acreditar.

 

Magnus fechara seus olhos e não os voltara a abrir. As luzes do salão pareceram se apagar. As velas deixaram de estar acesas.

 

- Não! Magnus, não pode! Eu...

 

Alec não conseguiu acabar de falar, pois a sua voz falhou e ele gritou, tentando libertar toda a sua tristeza. O sentimento que ele estava sentindo não podia ser descrito. Parecia que ele tinha morrido junto com Magnus, junto com a sua alma gêmea.

 

- M-meu a-amor, volta para mim…- Alec encostou a sua testa na testa de Magnus, deixando sua lágrimas de dor sair.

 

Ele abraçou o corpo de Magnus e se deixou chorar, gritar, implorar e pedir que alguém o ouvisse. Mas nada aconteceu.

 

Pareceram passar muitas horas desde que Magnus fechara os olhos. Alec continuava no mesmo lugar, sem se mexer, se sentindo morto e derrotado por dentro.

 

Ele já não chorava, mas parecia que ele nem conseguia respirar de tanta dor.

 

Até que algo começou acontecendo e ele pensou que estava enlouquecendo de vez.

 

Uma pequena luz branca, começou saindo do peito de Magnus, uma luz que começou ficando cada vez maior, iluminando todo o espaço escuro e tenebroso.

 

- O que…?- Alec falou confuso. A sua foz estava rouca e seca de tanta gritar e chorar.

 

Ele olhou para cima e a luz que saíra do peito de Magnus, estava agora à frente dele e imagens começaram aparecendo no ar. Alec não sabia o que sentir nem sabia o que estava acontecendo.


 Eram imagens confusas. Primeiro apareceram dois imperadores. Pareciam imagens muito antigas e que se passavam em Roma.

 

Então Alec percebeu finalmente e ficou incrédulo. Eram imagens deles dois, de Alec e Magnus em outras vidas.

 

Ele se levantou, pousando gentilmente a mão de Magnus no chão e se aproximou das imagens.

 

As imagens dos imperadores romanos deram lugar a outras memórias. Voltavam a ser dois rapazes, mas desta vez, eram vampiros. Alec conseguia perceber isso pelos sacos de sangue que carregavam e pelos dentes afiados.

 

Um dos vampiros estava sorrindo e formando gelo com as suas mãos. Um sorriso surgiu nos lábios de Alec. Era ele. Os dois tinham os mesmos cabelos e os mesmos olhos, o mesmo amor.

 

De seguida, as memórias voltaram a mudar como se fossem um filme e desta vez era Alec e Magnus numa outra vida mas com filhos. Isso fez o coração de Alec tremer e os seus olhos ficaram marejados. 


Um dos filhos estava comendo bolachas e o outro estava quieto observando o irmão. Alec e Magnus os olhavam super babados.

 

- Nós fomos tão felizes..- Alec sussurrou, sentindo seu corpo se encolher de dor.

 

Mais uma vez, eles voltaram a aparecer em outra vida, mas desta vez Alec riu ao ver que eles dois estavam brincando na neve, no que parecia ser um Castelo também, mas um castelo muito mais luminoso.

 

A última imagem que a magia branca deu lugar foi a que deixou Alec mais impactado e incrédulo. Eram eles dois em Caterville, tentando lutar contra o mesmo rei que eles haviam morto. Alec ainda não sabia, mas agora as palavras do rei e da magia branca fizeram sentido.

 

Eles foram as almas gêmeas que se revoltaram. Eles voltaram a fazer tudo de novo, mas desta vez, apenas um deles morreu e Alec teve vontade de gritar novamente para todo mundo como aquilo era injusto! Ele amava tanto mas tanto Magnus e saber que não iriam compartilhar mais uma vida, era terrível.

 

-“ Alexander Lightwood, eu sou a fonte do vosso poder… eu mostrei tudo isto para você, com um objetivo…”- a voz da magia branca voltou a falar no salão, mas desta vez, ela estava mais forte, pois não havia a magia verde para a derrubar.

 

- Que objetivo?- Alec questionou fracamente- Magnus morreu, eu não tenho mais objetivos… toda a minha vida se passou comigo treinado até ao dia em que iria ter de matar a minha alma gêmea e agora que íamos finalmente ser felizes… o mundo nos trai de novo.

 

- “O vosso amor realmente é dos mais fortes…. Fogo e gelo deviam ser opostos.. mas nem tudo está perdido… mas um grande amor exige sacrifícios, Alexander Lightwood… eu posso dar para vocês mais uma chance… o mundo da magia e das almas gêmeas está em divida convosco…logo…há mais uma chance à vossa espera…pense nisto como o nosso presente…”

 

Alec não entendera logo as palavras da maldição, mas quando tudo ficou mais claro, ele nem esperou mais.

 

- Eu faço qualquer coisa, mas traga Magnus de volta, eu imploro, eu preciso dele mais do que qualquer outra coisa, por favor- Alec não sabia quantas vezes já tinha implorado naquele dia, mas ele não queria saber. Por Magnus, ele o faria de novo até a sua voz falhar.

 

- “Muito bem… o que você está disposto a sacrificar pela sua Alma gêmea?…”

 

Alec olhou para trás e foi até Magnus, se ajoelhando ao pé dele de novo. O corpo de Magnus, que sempre fora quente, agora estava frio.

 

Fechou os olhos e deu um beijo na testa de Magnus, agarrando firmamente em uma das suas mãos de novo.

 

-Eu…eu sacrifico meus poderes pela vida de Magnus- Alec falou sem hesitar.

 

Não havia mais nada que ele pudesse sacrificar, porque ele não tinha mais nada. Sempre fora ele e a sua magia e ele sempre se contentou com isso.


 Ainda naquele dia mais cedo, quando se viu sem os seus poderes, Alec se sentiu vazio, mas nada se comparava ao buraco enorme e sem fundo que ele sentia naquele momento ,dentro do seu coração, por não ter Magnus com ele.

 

Era horrível e ele o queria de volta mais do que tudo.

 

-“ Você tem a certeza?”- a magia perguntou e Alec voltou a afirmar seguro de si mesmo.

 

De repente tudo voltou a ficar escuro e Alec temeu o pior, temeu que tivesse sido enganado, mas então, o seu próprio corpo começou brilhando e ele sentiu a sua magia fugindo de si mesmo e o abandonando. Não conseguiu evitar que uma lágrima que lhe caísse pela face.

 

Depois do gelo ir embora, ele sentiu o seu corpo ficar mais quente e sem ter sequer notado, Magnus voltou a apertar sua mão com força.

 

- M-Magnus?- Alec falou com medo mas também com esperança.

 

Magnus mexeu os olhos e no segundo seguinte, os abriu com algum esforço. Alec estava olhando para ele e os seus olhos estavam marejados. Magnus se sentia um pouco confuso. Se lembrava da dor e depois da escuridão, mas agora ele estava acordado, bem acordado.

 

- Lorde Lightwood? Porque você está chorando?- ele brincou, mas Alec soluçou e o abraçou fortemente.

 

- Você voltou! Eu pensei que te tinha perdido para sempre!- Alec disse entre os soluços e passou as mãos pelo rosto de Magnus, apenas para verificar que ele estava mesmo ali perto dele, sorrindo.

 

Magnus pegou no seu rosto, limpando algumas da suas lágrimas.

 

- Você nunca me vai perder meu amor, somos um só.

 

Alec deu um gritinho de felicidade e abraçou Magnus de novo, sendo que de seguida, começou dando vários selinhos por todo o seu rosto, fazendo Magnus rir um pouco com o gesto.

 

Eles estavam de novo juntos e desta vez, não havia rei, nem maldição, nem trevas que os separassem. Apenas eles e só eles.

 

 

♦️♦️

 


- Povo de Caterville….. hoje é um célebre dia. A maldição foi quebrada e podemos finalmente viver em paz. As fronteiras serão abertas e quem quiser sair, é livre de o fazer. A partir de hoje, esta terra não terá um rei, mas sim um povo, um povo unido e que jamais será vencido!

 

Alec acabara de falar e todos aplaudiram com muito entusiasmo. Estava no centro da aldeia, um dia após a batalha deles, contando para a população o que acontecera. O reino de Caterville brilhava de novo e o povo gritava de alegria.

 

O povo estava contente e não parava de felicitar o Lorde Lightwood e o Conde Bane por os terem libertado. 


Houve até quem quisesse que eles fossem os novos reis, mas eles, gentilmente, rejeitaram essa proposta. O povo, em conjunto, é que iria tomar as decisões a partir de agora.

 

Alexander olhou para a multidão e piscou o olho para Magnus, que estava falando com a mãe. Depois de Magnus se ter recuperado mais um pouco, Alec lhe contou tudo que acontecera e como ele morrera e quase que levou Alec à morte também, mas uma morte de desgosto.

 

Magnus se sentiu culpado por Alec ter perdido a magia, mas Alec explicou que não se sentia mal e essa era a verdade. Ele amara a sua magia, mas Magnus era o seu mundo.

 

Além disso, ele sempre estava com frio e agora, ele quase que se sentia uma nova pessoa de tão quentinho que todo o seu corpo se tornara.

 

- Eu estou muito orgulhoso de você Alec, você nos libertou, se tornou num grande homem.

 

Alec sorriu para o tio e o abraçou, se sentindo um pouco emocionado.

 

- Você me ajudou imenso, não teríamos conseguido se você não me tivesse treinado tio, obrigada por tudo.

 

- Me perdoe se eu fui muito rígido com você, mas eu só queria que você fosse forte o suficiente para um dia ter que matar a sua alma gêmea, mas eu sabia que você estava destinado a grandes feitos e claro que teve de alterar a realidade. Estou mesmo contente.

 

- Não se preocupe tio, eu percebo que tudo que fez foi para ajudar…e por falar em alma gêmea, você ainda não conheceu o Magnus.

 

Alec puxou Magnus para perto de si, pois ele aparecera ali de repente, um pouco tímido, pois não sabia como se apresentar para o tio de Alexander.

 

- Muito gosto, eu sou o tio de Alec, como você deve saber, obrigada por tudo que fez pelo meu sobrinho.

 

- Não precisa de agradecer , acho que foi o destino que quis que assim fosse- Magnus apertou a mão do senhor, proferindo as ultimas palavras com o olhar fixo em Alec.

 

O olhar deles era tão poderoso que o tio se afastou levemente, os deixando sozinhos. Alec pegou na mão de Magnus, e rodeou a sua cintura com o braço, os aproximando mais. Magnus ofegou sentindo a presença do corpo de Alec tão perto de si.

 

- Parece um sonho tudo isto, mas ao mesmo tempo, é como estivesse revivendo algo, mas com novas sensações…- Magnus disse, sentindo a respiração de Alec tão perto de si, que quase se tornava doloroso não o beijar.

 

- Isso é porque nós já nos conhecemos, uma vez em um outro sonho… numa outra vida- Alec respondeu e puxou Magnus consigo.

 

Magnus começou rindo e juntos correram para dentro do salão onde iria ocorrer o baile de celebração. Ainda não havia lá ninguém, o espaço era só deles.

 

Alec fechou a porta e antes que tomasse a iniciativa, Magnus sorriu e o prensou numas das colunas de pedra branca que decoravam o salão .Com uma mão no rosto de Alec, Magnus o beijou, fechando os olhos com a sensação suave dos lábios de Alec nos seus.

 

Alec apertou a cintura de Magnus, aproximando seus corpos. Sentiu seus cabelos serem um pouco puxados pelas mãos de Magnus e isso o fez gemer e sorrir ao mesmo tempo nos lábios dele.

 

O beijo deles foi interrompido pela música do salão que começou tocando sem ninguém a ligar. Os dois riram com isso, se sentindo embalados pela melodia clássica que enchia o salão.

 

- Você me dá a honra desta dança Conde Magnus Bane?- Alec brincou e Magnus fez uma vénia.

 

- Claro, Lorde Alexander, tudo que você quiser.

 

Os seus olhares se cruzaram mais uma vez e tal como na primeira vez em que dançaram, as suas mãos se tocaram, fazendo com que uma bola de magia se formasse em volta deles.

 

- Mas eu não tenho magia… como isto ainda pode ser possível?- Alec perguntou observando a bolha azul e vermelha.

 

Eles entrelaçaram os dedos e Alec quase chorou de emoção quando um pequeno floco de gelo apareceu no ar, junto com uma pequena chama de fogo.

 

- Talvez seja um presente, talvez as forças superiores a nós tenham pensado melhor e devolvido a magia amor- Magnus disse e os dois se aproximaram mais.

 

- Parece mesmo um sonho..- disse Alec, repetindo as palavras de Magnus. De facto, ele voltara a sentir algo pequeno dentro dele. Talvez fosse a sua magia que estava crescendo de novo aos poucos, mas fosse o que fosse, Alec estava grato e feliz.

 

A música começou tocando de novo e eles começaram dançando e deslizando pelo salão. Os seus passos estavam totalmente sincronizados assim como os seus corações.

 

- A nossa vida começa agora Alexander e eu não podia pedir mais nada, o nosso amor venceu tudo.

 

Alec os rodopiou pelo salão e beijou Magnus mais uma vez, partilhando as emoções que não conseguia exprimir por palavras.

 

A música continuou tocando pelo salão, um salão que antes fora tenebroso e assustador, agora era luminoso e cheio de felicidade.

 

 Alexander nunca pensou, quando estava bebendo aquele vinho antes de sair para o baile e tentar encontrar a sua alma gêmea para a poder matar, que as coisas terminariam assim e Magnus, definitivamente, não esperava encontrar a felicidade do jeito belo que encontrou.

 


Esta era mais uma das vidas de Alexander e Magnus, uma vida que seria feita de batalhas diárias mas também de muito amor.

 

 Pois de facto não importava o que eles vivessem, não importava se havia reis malvados ou pessoas que os gostariam de destruir. Tudo que importava era a união que eles tinham e sentiam todos os dias.

 

Havia que viver um dia de cada vez, uma hora de cada vez, um minuto de cada vez até que um dia, a música da vida deles se desligasse por completo.

 

Mas até lá, eles continuariam dançando e se amando, como se tudo fosso um sonho. O sonho da vida deles. Os sonho do amor deles.

 

Um sonho de um Amor feito de Fogo e Gelo.

 



♦️-Fim-♦️


Notas Finais


Que aventura....eu não estou chorando nem sentindo adrenalina, nem pensar!... Eu sempre amo as minhas fics claro, mas com esta eu saí bem da minha zona de conforto, mas eu amei isso, foi literalmente mágico.❤

Eu senti muita emoção de verdade escrevendo esta fic, foi quase eletrizante, por isso, muito obrigado por mais uma vez , me terem incentivado a escrever um pouco mais e a desenvolver esta fic, que de certeza que vai ser daquelas que eu vou reler imenso! 💖💖

Esta versão do Alec e do Magnus, misturado com todo o mistério, classe, musica, bailes... foi delicioso e muito bom para mim de escrever. Tenho que confessar que estava precisando de mudar um pouco e explorar novos mundos, não que eu não esteja bem com as outras fics, eu amo elas, mas estava com a necesidade de sentir de novo a emoção de escrever algo novo, mesmo que nem sempre tenha tempo para tudo! 🤭💝

Por isso, agradeço imenso o vosso apoio, os vossos comentários e favoritos , foi muito importante como sempre, VOCÊS SÃO INCRIVEIS e espero que tenham gostado da fic tal como eu! 🙏💓

Um beijo do tamanho do mundo e se cuidem!🥰🥰🥰


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