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História Amor de Inverno - Capítulo 7


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Notas do Autor


Olá meus queridos! Andei sumida aqui do site, mas não esqueci de atualizar a fic! Mesmo surtando com esse corona vírus, nunca vou deixar de atualizar. Lembrem-se de lavar as mãos o tempo todo e evitar aglomerações, nada de sair na rua sem necessidade, fiquem em casa lendo fics e assistindo animes!
Recado dado, agora só me resta desejar boa leitura!
PS: Leiam as notas finais!

Capítulo 7 - Capitulo 7


Fanfic / Fanfiction Amor de Inverno - Capítulo 7 - Capitulo 7

Kushina Uzumaki, em dias normais, teria acabado com a raça de seu filho por ter se metido em uma briga. Mas aqueles não eram dias normais. Naruto não estava em seu melhor estado e por isso a ruiva se conteve e não disse uma só palavra a respeito da confusão na academia. Mas, o principal motivo para que a ex-patinadora não tenha interferido foi seu marido Minato, que havia garantido ter uma conversa séria com seu filho.

Mas nada no mundo abalaria a felicidade da mulher, que mesmo com todos estes problemas acabou tendo uma boa noticia. E, agora que havia conseguido uma patinadora tinha muitas coisas para acertar, eram tantos detalhes que a mulher estava ficando maluca. Música, figurino, coreografia e um cronograma que ela precisava preparar imediatamente.

Hinata era uma ótima patinadora, mas todo seu treinamento havia sido focado na patinação solo. Algumas coisas eram semelhantes, é claro, mas havia novos movimentos e a sincronia que precisavam muito praticar. De certa forma, era como se precisassem condensar um treinamento de meses, até mesmo anos, em poucos dias.

Não era muito boa em fazer listas, mas estava se esforçando para organizar os detalhes da apresentação. Não queria admitir, mas Sakura era muito organizada e sempre criava os cronogramas de treino e acertava estes detalhes chatos, deixando para Kushina e Naruto a parte divertida do trabalho.

Era obvio que teria que discutir tudo isso com Hinata e Naruto, afinal, a apresentação era deles e a decisão final seria dos jovens. Saltou da cadeira ao perceber que também precisariam reservar a viagem e o hotel. Muitos detalhes e pouquíssimo tempo.

Pelo menos havia conseguido reservar a piscina aquecida do colégio de Konoha pela parte da tarde. Ao menos uma coisa poderia ser riscada da lista. Suspirou cansada com toda aquela papelada a sua frente e fitou o marido que usava um avental branco enquanto cozinhava.

Minato preparava o almoço, e Kushina não pode deixar de admirar o marido. Estavam casados há mais de vinte anos e o que sentia por ele só aumentava. O homem estava concentrado em sua atividade e não percebeu a aproximação de sua esposa. Kushina o abraçou e apoiou o rosto no ombro do marido.

— Estou preocupada com ele. — Kushina suspirou. — Mal vejo nosso garotinho sorrir.

— Ele só precisa de um pouco de tempo. — Minato provou o molho e ficou satisfeito com o sabor. — Experimente. — a ruiva saboreou o molho. — E algumas distrações. O almoço está pronto! Poderia chama-lo pra mim?

— Naruto! Venha almoçar! — a ruiva gritou.

— Estou jogando! — o filho gritou de volta.

— Desce já! E jogue depois! — Kushina gritou também.

Minato apenas ouvia a gritaria e sorria. Naruto e Kushina tinham um gênio forte e brigavam constantemente por serem tão parecidos. Eram totalmente transparentes com relação ao que sentiam e muito leais. Seu filho lembrava-lhe muito de Kushina quando mais jovem. Recordou-se da época em que sua esposa era conhecida como pimenta malagueta, apelido que ela odiava.

Houve uma época em que ela decidiu até tingir os cabelos para que os garotos parassem de atormenta-la. Minato, que na época ganhava uns trocados a mais limpando o gelo depois de treinar com sua equipe de roquei, acabou ouvindo quando a ruiva confidenciou à sua melhor amiga a decisão de escurecer os fios. E para impedir que Kushina fizesse essa atrocidade com seus belos cabelos acabou confessando seu amor.

Começaram a namorar naquela época e estavam juntos até hoje. Certamente passariam cada dia de suas vidas um ao lado do outro e nunca, e nem por um segundo, deixariam de se amar. Alguns diziam que eles eram opostos, mas Minato gostava de pensar que os dois eram complementares e não havia nada que não pudessem resolver se estivessem juntos.

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Hiashi estava em seu escritório lendo os documentos de um caso de patente, quando sua esposa chegou como um furacão. Sayuri jogou a bolsa em uma cadeira, as chaves do carro sobre a mesa e o casaco sobre a caixa de arquivos do marido. Hiashi sempre tão organizado nunca se conformaria com a capacidade de sua esposa para criar o caos.

— Onde está Hinata? Não a vejo há uns dois dias. — beijou os lábios do marido e jogou-se na cadeira.

— Nós precisamos ter uma conversa, meu amor. — Hiashi fechou a pasta e organizou os arquivos metodicamente. — Sobre a Hinata e você não pode ficar brava com ela. Me prometa.

— São drogas? — a mulher franziu o cenho. — Ela não está grávida, está?

Hiashi acabou rindo. Hinata era uma menina muito responsável, jamais faria esse tipo de coisa. Mas, pensando bem, ele poderia ter explicado de outra forma sem preocupar demasiadamente a esposa. Ainda que acreditasse que a mulher preferiria lidar com um futuro neto a reconhecer que Hinata precisava de Kushina para voltar ao gelo.

— Fique calma Sayuri. Hinata não faria nada disso. Ela só voltou para a patinação. — falou como se fosse algo trivial.

— Sério!? — um sorriso surgiu em seus lábios vermelhos. — Acho que consigo preparar um programa pra ela participar das eliminatórias.

 Patinação era a única coisa que tinha em comum com sua filha mais velha. Em tudo mais, Hinata sempre podia contar com o pai, o que sempre lhe deixava bastante enciumada. Mas não na patinação, aquilo era uma coisa só delas.

Quando Hinata, ou melhor, Hiashi, pois sua filha sempre foge de confrontos e envia seu advogado para negociar com a mãe, lhe confessou que desejava deixar o esporte, Sayuri sentiu que havia perdido seu último elo com Hinata. Mas, agora ela teria uma segunda chance e as coisas seriam diferentes.

— Não vai ser preciso. — prendeu o ar esperando que Sayuri compreendesse.

— Ela está treinando com outra pessoa. — não era uma pergunta, mas a constatação de que havia perdido sua filha. — Com quem? — foi impossível não se sentir traída.

Hiashi preparou-se para o que estava por vir. Sayuri não ficaria nada feliz com aquilo e precisava garantir que ela não fosse se encrencar com Hinata. Não via sua filha tão feliz e empolgada assim desde que lhe dera um telescópio no aniversário passado.

— Ela vai competir nas duplas. — fez uma pausa ponderando as palavras. — Vai ser a parceira de Naruto.

A omissão do sobrenome foi proposital, mas Sayuri frequentava competições de patinação desde criança e conhecia todas as pessoas que circulavam pelos rinques. Kushina Uzumaki. Foi traída de todas as formas possíveis. Sua filha e a vadia que lhe roubou o ouro em 1996.

— Não bastou me roubar o ouro em 96 e agora decidiu roubar minha filha também?! — disse entre dentes. — Não consigo entender porque Hinata faria uma coisa dessas comigo.

— Hinata não lhe traiu. — a mulher estava furiosa, mas Hiashi precisava fazê-la compreender. — A parceira deixou o rapaz às vésperas da competição e ela só quis ajudar. Você se lembra da paixonite que ela tinha pelo garoto, não lembra?

Sayuri sabia, bem lá no fundo, ela sabia. Sua filha foi apaixonada por aquele garoto na infância, mas aquilo foi há muito tempo. Hinata abandonou os patins e se enfiou em livros. Parecia muito com seu pai, e talvez por isso se desse melhor com ele. Foi muito triste perceber que sua filha havia se afastado tanto a ponto de se tornar uma completa estranha para ela. Não saberia dizer se a filha ainda tinha sentimentos pelo loiro, ou se havia se envolvido com outros rapazes. E essa constatação lhe fez sentir a pior mãe do mundo.

— Ela nunca me disse que queria voltar. Eu teria feito tudo por ela. — a culpa lhe corroía o coração.

— Eu sei disso, meu amor. — Hiashi tentava consolar a esposa. — Ela está treinando todos os dias às sete da manhã. No ginásio. Não vá brigar com ela, por favor. Não vejo Hinata tão empolgada assim, há muito tempo.

— Não vou prometer nada. — fez um biquinho e arrancou um sorriso do marido.

Sayuri era um furacão, enquanto ele era apenas calmaria. Ainda que estivessem casados há tanto tempo, era completamente apaixonado pela esposa. Amava até mesmo a mania que ela tinha de bagunçar tudo ao seu redor. Incapaz de se conter, foi até a esposa e lhe roubou um beijo, desmanchando o beicinho aborrecido.

— Eu sei que você vai fazer a coisa certa. — acariciou o rosto bonito da mulher.

Enquanto seus pais conversavam, Hinata estava com sua amiga Ino Yamanaka no shopping procurando um maiô para seu treino. Ela até tinha um biquíni que usou há alguns anos, quando viajaram para a praia, mas não seria capaz de usar só um biquíni na frente de Naruto. Usar um maiô, já estava deixando-lhe ansiosa e envergonhada o suficiente.

Ino Yamanaka era a garota mais famosa da faculdade. Todas as garotas que a conheciam desejavam ser como ela. Bonita, rica, elegante e divertida. Ela não seguia a moda, ela a criava. Se Ino Yamanaka usasse um saco de lixo como vestido, no dia seguinte todas as garotas da universidade estariam usando. Não era atoa que o Instagram da loira fosse o mais badalado da região.

E por isso Hinata havia recorrido à ajuda dela, mas estava começando a se arrepender, pois a loira estava insistindo que Hinata usasse um biquíni. De preferencia um bem sexy, que deixasse em evidência as curvas avantajadas da morena. Deixaria o loiro babando, certamente.

— Gostei desse. — a loira erguia um maiô vermelho cavado e decotado.

— Eu vou treinar saltos. — a morena apontou para o decote enorme. — Meus peitos enormes vão acabar saindo do maiô.

— E quem disse que isso seria ruim. — o olhar malicioso da loira fez a Hyuuga corar. — Tem tanta coisa que dá pra fazer em uma piscina.

— Ino! — sua imaginação havia funcionado e sabia que assim que visse o loiro se lembraria disso. — Pare de falar essas coisas.

Hinata estava com as bochechas coradas, e a Ino gargalhou do constrangimento da amiga. Hinata era muito fofa, e corava por qualquer coisa, o que a deixava ainda mais fofinha.

— Vai me dizer que você não gostaria? — escolheu um maiô preto com decote alto e uma abertura em gota bem discreta. — Este aqui?

Hinata já ia dizer que não, mas até que aquele parecia ao menos decente. A parte de baixo era discreta e cobriria quase todo o quadril. Parecia perfeito. Era a primeira peça que a loira sugeria que não mostrava mais que o necessário.

— Eu gostei. Vou experimentar e podemos almoçar depois.

— Claro! Quero saber os detalhes da separação deles e quero conhecer seu plano de ataque.

— Plano de ataque?

Ino amava Hinata, mas em certos momentos tinha que se segurar para não chacoalhar a amiga por ser tão lerda.

— Você sonha com esse cara desde criança. Imaginei que já estivesse com seu time em campo só esperando para dar o bote.

Pegaram um lanche e sentaram-se em uma mesa no centro da praça de alimentação, que estava bem movimentada no horário de almoço.

— Não é assim. Eu gosto dele, mas ele nunca teve olhos pra mim. É só platônico. — deu de ombros mostrando que já estava conformada com essa situação.

— Platônico só porque você não deixa claro que o quer. Você é bonita, gostosa pra caralho e a melhor pessoa que eu já conheci. Se eu fosse lésbica ia dar em cima de você.

As palavras de sua amiga faziam muito bem para sua autoestima, mas sua insegurança era mais forte e insistia em apontar seus inúmeros defeitos. Ela não era boa o bastante. Nunca seria o suficiente para um cara como Naruto. E estava conformada com isso. Não se deve sofrer por algo que nunca vai lhe pertencer.

— Se eu fosse lésbica você seria meu sonho de consumo.

— Querida, eu sou o sonho de consumo de todo mundo. — riu convencida e pior era que estava certa.


Notas Finais


A piscina ia ser nesse capitulo, mas estava ficando gigante e achei melhor dividir. Juro de dedinho que a piscina será o próximo e que já escrevi uma boa parte, então não deve demorar. Por hoje é só! Fiquem a vontade para comentar e me contar o que estão achando. Até!!!


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