História Amor de irmão - Capítulo 7


Escrita por:

Postado
Categorias Saint Seiya
Personagens Afrodite de Peixes, Hyoga de Cisne, Ichi de Hidra, Ikki de Fênix, Jabu de Unicórnio, Mascára da Morte de Câncer, Mitsumasa Kido, Shaina de Cobra, Shaina de Ofiúco, Shun de Andrômeda, Shun de Virgem
Tags Afrodite, Amor De Irmão, Assassinato, Drama, Ikki, Incêndio, Máscara Da Morte, Mask, Shun, Yaoi
Visualizações 93
Palavras 2.036
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shounen, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 7 - Vingança ou suicídio? Incêndio no orfanato parte 1



Dois dias já se haviam passado, desde o incidente no orfanato.

 

Ikki se encontrava na enfermaria devido aos ferimentos causados pelas inúmeras pancadas do Tatsumi, Shun sempre que podia ia visita-lo.
A princípio ele evitou contar ao mais velho o que  haviam lhe feito, entretanto de tanto este insistir, o esverdeado contou que ficou horas sobre grãos de milho e que seu joelho até mesmo havia ficado com algumas pequenas escoriações.
Os dias a partir daí foram mais tranquilos, no entanto a dor para estes garotos ainda se fazia presente.

 

Afrodite e Mask finalmente haviam decidido adotar os meninos e amanhã  mesmo pretendiam vir busca-los, Ikki não queria ir de jeito algum, Shun ia no embalo de seu irmão, entretanto a vontade dos garotos não era nem ao meno ouvida.
O mais velho então resolveu bolar um plano, um plano de vingança contra o povo do orfanato; pelo que haviam lhe feito, mais especificamente contra Tatsumi, Ichi, Jabu e todos àqueles que lhe importunaram durante todos os anos.
Tudo estava sendo friamente calculado, agora era apenas esperar a hora chegar e colocar o plano em prática

 


00:45

 


Shun levantava-se de sua cama, a passos largos porém silenciosos, pretendia sair do cômodo sem ser percebido, pois caso alguém o vê-se poderia atrapalhar, claro que ele também não queria que ninguém de seus companheiros se machucasse, o Hyoga principalmente, então ele havia colocado o despertador para tocar uma hora da madrugada, dando a sí mesmo a vantagem de apenas alguns poucos minutos.

 


— Pra onde você vai?

 


Questionou um dos garotos que ainda estava acordado, ou que talvez houvesse acordado devido ao movimento do mesmo.


— No banheiro

 


O de cabelo verde lhe respondeu, era mentira mas, não podia se expor neste instante, por sorte este garoto apenas se movia sobre a cama, provavelmente estivesse em um estado entre o sono e a realidade, ou realmente  não se importasse.

Shun saiu do quarto, seguiu pelo corredor já escuro devido as luzes terem sido apagadas, o toque para se ir dormir já havia sido dada a horas atrás. Porém Shun ainda tinha que ter cautela, pois há o risco de algum dos responsáveis estar acordado e a andar pelos locais do orfanato.
Finalmente o jovem chegou a escadaria e as desceu uma a uma, o escuro nunca foi algo que lhe trouxesse agrado ele apenas aprendeu a conviver, por enquanto tudo estava indo bem, como o planejado.

O último degrau da escada havia sido pisado e logo já se encontrava na sala, ele pegou um rumo que levasse a sala da enfermaria.


Não era comum Ikki ficar dias lá, muito menos até se recuperar, mas, como não queriam que soubessem dos maltratos e obviamente tinham medo de serem denunciados estavam tendo muito mais zelo que o normal, além e claro de bolarem uma mentira qualquer para distorcer os fatos do ocorrido, afinal era a palavras deles contra a de um delinqüente que nem ao menos que ir.
Shun empurrou a porta, e adentrou na enfermaria.


Ikki já estava de pé e jogava álcool sobre uma das camas sem dizer nada, enquanto o mais novo apenas assistia, apenas o mais velho se encontrava no cômodo anteriormente o que lhe dera liberdade para encontrar as coisas, elaborar o plano e agir sem muita preocupação.

Ikki acedeu um esqueiro e bem devagar tocou onde a pouco estivera a derramar álcool, puxou o braço assim que viu o fogo subiu, por alguns instantes admirou as chamas, sentiu seu calor.


Este era o plano; Hoje o orfanato vai pegar fogo, literalmente. Todos estavam destinados a morrerem queimados ou asfixiados se não tiverem sorte, foi por isso que Shun colocou o relógio para despertar. Não queria que seus colegas órfãos falecessem, porém também, não podia denunciar seu irmão.
Ikki andejou até outra das macas e o mesmo processo se repetiu e o fogo rapidamente se espalhava.

 


— Ótimo.

 


A voz do mais velho se fez presente quebrando o silêncio e acompanhando o som dos passo, enquanto o restante do álcool era jogado pelo cômodo.
Ikki pegou outra garrafa com o líquido inflamável, com a mão livre segurou o pulso do Shun e o puxou para que o menor acompanhasse-o para fora da enfermaria .

 


— Mesmo que não consiga tocar fogo perto do quarto daquelas prega, já está feito.

 


Ele acrescentou, enquanto o outro em silêncio prevaleceu.

 


— Shun, quero que saia do orfanato e me espere lá fora!

 


— Mas...

 


O mais jovem tentou falar, no entanto antes mesmo de fechar a boca e pudesse ajuntar outra palavra era interrompido.

 


— Sem mas! É questão de pouco tempo para que tudo esteja em chamas e se te pegarem também vão achar que e culpa tua.

 


“Eu já estou ferrado você sabe... ”

 


Ikki ajuntava mentalmente tais pensamentos a suas palavras, enquanto se recordava do dia em que havia assassinado Shaina, o corpo da vítima sobre a cama, o sangue jorrando, pintando os lençóis.

No início ele sentia uma ânsia só de se lembrar, hoje em dia já superou e mesmo sendo agressivo, podendo agredir outras pessoas jamais havia cometido outro homicídio, a verdade e que não sabia se fazia isso por sí ou se fazia isso pelo Shun.


Por um breve momento ele hesitou e reduziu o ritmo de seus passos, se o pegassem teriam que passar por tudo isso novamente.
Os irmãos ainda sofrem preconceito pelo ocorrido, as chances de separa-los agora é bem maior, nisso Ikki recordou-se da ameaça que o Tatsumi havia lhe feito; que iria fazer o Shun sofrer.
Provavelmente o mesmo dessa vez não teria mais escapatória, iria para algum reformatório, pensando bem... Talvez fosse até melhor, Tatsumi não poderia mais tortura-lo mas, qual seria o destino do Shun? Se Tatsumi sobreviver vai cumprir sua promessa?

 


— Droga!

 


O de cabelo azul proferiu, sendo mais para sí mesmo do que para o outro, por um breve instante se arrependerá do que havia feito e o pior o odor do queimado começava a impregnar no ar.
Ikki finalmente parou, havia decidido não colocar fogo perto do quarto daqueles trastes, isso poderia dar muitíssimas consequências se fossem pegos,  e se mantendo distante tinham a chance de se fazerem inocentes.

 


— O que foi?

 


Shun, questionou assim que percebeu seu irmão parando e afrouxando seu pulso… Era questão de pouco tempo para que o fogo se alastrasse, Ikki parecia pensativo, enquanto o mais novo o encarava em silêncio. Então após alguns o menor sorriu e falou:

 


— Ikki eu deixei o despertador pra tocar uma da manhã

 


Ikki olhou em direção ao seu irmão caçula, mesmo que ele não houvesse falado a respeito o mesmo não queria assassinar a todos, Shun sabia disso; então o mais novo bolou uma estratégia, havia alertado o Hyoga no dia anterior; “ quando o despertador tocar em um horário inapropriado e eu não estiver aqui no quarto, saía, fuja pra fora do orfanato ”
Hyoga não compreendeu e questionou porque?; Entretanto Shun não lhe forneceu mais detalhes, não podia explicar, tudo o que o esverdeado fez foi dizer algumas coisas que preocuparam o loiro, nem tanto pelas palavras talvez, mas, pela forma que estás haviam sido dita; parecia que o garoto tramava algo que lhe pudesse custar a vida.

 


— Vamos sair então.



Ikki proferiu, enquanto virou devagarinho a garrafa de álcool que ainda trazia consigo, espalhando pela sala e principalmente pelos móveis, era a última coisa que fariam antes de se retirar.
O odor da fumaça, começou a fazer o Shun tossir, Ikki puxou a golpa da camisa para cima e usou para cobrir seu nariz e diminuir um pouco, por mínimo que fosse aquele cheiro de coisa queimando.

 


— Ikki um minuto.

 


Disse Shun enquanto seus olhos miravam o relógio de parede, faltava pouquíssimo para que o ponteiro maior se encontrasse sobre o número 12, se não prestasse bem atenção até diriam que já era uma da manhã.

Ikki acentiu com a cabeça, a fumaça já era visível até mesmo para os olhos, a porta havia sido deixada aberta. Então não tardaria para que o caos começasse.

 


— Vamos sair.

 


O mais velho sussurrou, ao virar-se e começar a andar na direção de uma das janelas; pois a porta em uma hora dessas se encontra fechada e a janela podia-se abrerta pelo lado de dentro.

 


— Ikki 

 


Shun falou, ninguém havia acordado ainda e mesmo que acordassem levaria um tempo até convencer todos a saírem, o que poderia prejudica-los.

 


— Você avisou o Hyoga, não foi?

 


Questionou o mais velho, enquanto abria a janela.

 


— Foi mas...

 


— Não se preocupe, tenho certeza que ele ficará bem.

 


O esverdeado ainda estava receoso, não queria perder seu amigo, não queria que ele fosse morto de uma maneira tão cruel.


Uma hora! O relógio devia ter tocado lá no quarto, os meninos terem despertado.

 


— Anda logo Shun!

 


Ikki ordenou, já se virando e encarando o mais jovem, porém o caçula mantinha-se inerte no mesmo lugar, somente a retribuir o olhar.

 


— Sai!

 


Novamente, ele ordenava e o Shun prevalecia estancado.
Raios! Shun sabia o que iria ocorrer, já estava de acordo e porque isso agora? Tá ele questionou, ele hesitou, ele aceitou contra vontade.

 


— Eu cuido disso, me espera lá fora.

 


Dessa vez o mais velho pedia e o mais novo a contra gosto atendia o pedido.

 


— O que pretende COF COF COF fazer?

 


— Só sai!

 


Ikki correu em direção as escadas.

 


— IKKIIIII!!!

 


Shun gritou!

 


“O que este moleque tem na cabeça pra gritar uma hora dessas?! ”

 


Ikki questionou-se, pois um grito no meio da noite, acordaria até mesmo os indesejados,  ele subia apressadamente os degraus da escada, seguia pelo corredor e com tudo adentrava no quarto dos órfãos.
Sorte, alguns já estavam de pé,  embora outros continuassem deitados, tentando retornar ao seu sonho.

 


— ... Vocês não ...

 


Hyoga proferia alguma coisa, quando a porta era  aberta e o azulado cuja já adentrava.

 


— O bando de folgados, bora levantar!

 


Ordenou.

 


— Não enche Ikki.

 


Jabu foi o único que respondeu, já se sentando sobre a cama, ainda tinha assuntos inacabados com o azulado, não poderia deixar àquilo que o outro havia lhe feito barato.

 


— Tu pode ficar! Os demais mete o pé pra fora do orfanato.

 


— Tá louco Ikki?

 


Um dos órfãos questionou e outro ajuntou.

 


— Nós quer dormir.

 


Ikki: — O orfanato tá em chamas.

 


Ikki disse como se àquilo não fosse nada e ainda se orgulhasse do feito

 


— COMO É?

 


Alguém gritou! Enquanto um parecia farejar o ar e respondia.

 


— Cheiro de queimado mesmo!

 


— Ikki você e louco! Colocou fogo no orfanato! Não se preocupa nem com o seu irmão?

 


— Ou será que o Shun te ajudou?

 


— Talvez a culpa seja do Shun e este ai esteja só encobrindo.

 


Os garotos começavam a falar ao mesmo tempo, as vezes era até impossível de distinguir quem falava ou compreendê-los.

 


— É do Ikki que estamos falando.

 


— Eu vou verificar!

 


— Eu vou é sair daqui!

 


Alguns correm, fugem, outros pegavam alguns de seus pertences antes de fazer o mesmo mas, o Ikki!


Ikki se jogou sobre um garoto. Este que acusava seu irmão de incendiário, Ikki cai sentado sobre o garoto, lhe socando inúmeras vezes na face, enquanto o que estava por baixo tentava se erguer, tirar o outro de cima, debatia-se e gemia de dor.

Jabu se intromete, indo em direção ao Ikki e lhe chutando, atingindo-o pelas costa. Um ato consideravelmente covarde e por pouco Ikki não caía, suas costas, corpo estavam doloridos ainda, o azulado lançou um olhar de canto para o Jabu, o que estava por debaixo de sí conseguiu joga-lo para o lado e derruba-lo, podendo assim escapar e arrancando do Ikki um gemido de dor.

 


— ARG!

 


Cuja o mesmo proferiu em um tom de voz alto, mas, sem chegar a gritar, o impacto normalmente não lhe causaria dor, isso se ele não estivesse debilitado.

 


— Não briguem!

 


Hyoga proferiu, ao ver o garoto que antes Ikki socava se levantando e o Jabu chutando o azulado que ainda estava no chão.

 


— O incêndio!

 


Alguém gritou da soleira da porta e o Hyoga sem pensar, foi para cima do Jabu, segurando-o pelo pescoço e o puxando para trás.
Dando assim tempo do Ikki levantar-se. O cômodo começava a se aquecer, os garotos a suar, provavelmente devido ao incêndio está a se propagar rapidamente.
 


Notas Finais


Quem deve falecer no incêndio?

Um dos órfãos? Tatsumi? Ichi? Jabu? Mitsumasa Lido? Ikki? Shun?


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...