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História Amor de Máfia - Capítulo 6


Escrita por: ApolloKook

Notas do Autor


Veeeem

Capítulo 6 - Capítulo Seis



Han Seo POV

Minha respiração estava completamente fora do normal. Eu sentia que esse era um desses momentos bonitos demais e que eu nunca iria esquecer.

Nossos rostos estão tão perto que posso sentir a respiração de Vincenzo. Fechei meus olhos automaticamente sem saber exatamente o motivo.

Ouvi um som de palmas invadir a sala junto com passos fortes. Abro os olhos e sinto meu coração parar. O medo se instalando da ponta do meu pé até o topo do meu peito.

De repente eu senti lágrimas escorrendo do meu rosto involuntariamente. No fundo eu sabia que meus momentos ao lado de Vincenzo acabariam sendo interrompidos por ele.

- Olá irmãozinho! Achei que estaria em casa chorando sozinho - ele tem um sorriso nojento no rosto - mas qual não foi a minha surpresa ao descobrir que você tem tirado férias com uma má companhia. Eu achei que fosse mais esperto que isso.

Horas antes de Han Seok aparecer...


Vincenzo POV



No estacionamento do hospital eu já queria desistir. Não achei que teria coragem o bastante para vir até aqui. No final, eu sempre acabo obedecendo esse menino.

Talvez por Han Seo parecer muito com minha versão criança, esperando ansiosamente pela minha mãe que nunca veio, isso acaba me fazendo querer proteger ele. Como se estivesse protegendo a mim mesmo.

Ele agora olha para fora da janela, seu olhar sem foco parece carregado de preocupações. Sinto que ele sabe que deveríamos descer do carro. Porém, ele espera por mim como se soubesse que é difícil para mim.

Sem perguntas, sem invadir meu espaço ele apenas espera eu reunir a coragem que preciso. Suspiro pesadamente várias vezes antes de realmente abrir a porta. Assim que ele ouve o barulho de mim descendo ele abre sua porta também.

Só consigo abrir um pequeno sorriso. Seus olhos me fitam talvez tentando ter certeza se estou pronto para isso. E eu não estou!

Só de lembrar do quanto chorei esperando por ela, aquilo doeu tanto. Ser abandonado e deixado para trás sendo uma criança sozinha em um mundo assustador.

Talvez não teria doído tanto se ela não tivesse prometido voltar. Se ela não tivesse me dado esperanças! Mas me deixar não fez bem para ela também e isso doía mais ainda. Tudo que ela teve que passar sozinha me fazia me sentir culpado mesmo que eu não tenha feito nada.

- Vincenzo! - ele me chama para a realidade - você não precisa dizer nada. Se for muito difícil eu converso com ela e você pode apenas assistir em silêncio.

Suas palavras são acolhedoras, de um modo que quase consigo sentir o calor. Ninguém nunca foi assim comigo, minha personalidade faz com elas sejam diretas e indiferentes comigo, como se eu pudesse suportar qualquer coisa. Mas eu não posso!

- Han Seo...

- Eu não sei o que aconteceu entre vocês. Nem como é a sua relação com ela  eu só sei que você quer muito  vê-la. E você já está aqui então só falta ir até lá e dar uma olhadinha. Não importa o quão difícil seja eu estarei aqui.

Ele continua tagarelando sem parar e eu apenas assenti concordando. Caminhamos até  o hospital deixamos nossas informações na recepção e fomos ver ela em seu quarto.

Mais um passo muito difícil de dar, eu encarava a porta sem saber o que fazer. Meu coração estava doendo como se tivesse um buraco nele. As mãos frias de Han Seo envolveram as minhas. Elas não eram quentes mas transmitiam calor. Um calor mais puro que o calor corporal. Solto de sua mão com um sorriso sutil e abro a porta.

Deitada na cama está uma mulher de meia idade de cabelos cumpridos. Na verdade, não somos muito parecidos. Mas os olhos dela são idênticos aos meus. Assim que nos vê ela levanta e se senta na cama murmurando algo inaudível.

- Olá! - Han Seo cumprimenta sorrindo.

- Quem são vocês? - ela pergunta mas não sei como responder.

Estou paralisado sem palavras e reação enquanto sinto uma dor forte no peito. Ela estava tão magra e pálida eu podia ver como ela estava se agarrando a um fio muito pequeno de vida. Mãe? Como chegou a esse ponto?Aquilo era muito triste e doloroso pra mim.

- Eu sou um amigo do seu filho. Ele queria que eu viesse ver como a senhora está - as palavras saíram da boca de Han Seo sozinhas.

Ela o encarou surpresa e pude ver lágrimas escorrendo de seu rosto. Ele nem sabe meu nome coreano, ela nem ouviu ele provar que realmente me conhece mas está emocionada.

- Cadê ele? - ela pergunta olhando ao redor mas estranhamente quando parou seu olhar em mim ela parou de procurar.

- Como a senhora está? Ele ficará bravo se eu não souber nem isso - ele diz sorrindo e segurando as mãos dela.

- Ah! Eu estou bem em saber que ele ainda se preocupa com essa mulher miserável - ela diz cabisbaixa

- Ele é seu filho! Claro que se preocuparia. - Han Seo sorri de modo doce para ela que não consegue evitar e acaba retribuindo. Ela é como eu, não quer sorri mas não consegue evitar sorrir se Han Seo estiver a fitando carinhosamente.

Continuo em silêncio assistindo a cena do Han Seo falando com ela com tanto carinho. Sinto algo completamente novo em meu peito.

- Eu fui uma péssima mãe e o abandonei - uma bala nove milímetros parecia ter perfurado meu pulmão pois meu ar saiu de mim completamente. Ela está chorando ao falar de mim para ele.

- Deve ter sido difícil abandonar ele - Han Seo diz e aquilo me faz  despertar da sensação de morte.

- An? - ela pergunta

- Que mãe se sentiria feliz abandonando o filho? Se está chorando enquanto fala dele é porque o ama muito. Deve ter sido  duro deixar alguém que ama para trás. - suas palavras parecem ser para a confortar mas também parece que ele quer me alertar. Como se soubesse de algo que eu não sei.

- Nunca me perdoei. E nunca me perdoarei! - ela cobre as mãos enquanto chora.

- O médico nos disse que se recusa a se tratar. - finalmente me meto na conversa.

- Eu mereço isso! Uma mãe que deixa o filho pra trás merece esse tipo de destino! - ela fala me encarando.

- Que coisa mais idiota! - respondo nervoso - além de deixar seu filho  pra trás também pretende deixar ele órfão? Acha que isso vai fazer ele se sentir melhor em relação a você?

Minhas palavras deixam a sala em silêncio absoluto. Ela está paralisada mas Jang Han Seo começa a sorrir. Sim, gargalhar, quase achei que ele estava louco.

- Acho que falo pelo seu filho quando digo que ele deseja que faça o tratamento. - ele envolve as mãos dela de novo. - fique bem! Para que quando o seu filho vier a ver ele possa reclamar que a senhora está bem demais! Deixe que ele fique nervoso por você está bem. Mas, não deixe ele triste por estar doente.

Minha mãe que agora está soluçando de tanto chorar abraça  ele. Essa cena, foi esse momento aqui agora, vendo ele abraçar minha mãe com força enquanto da tapinhas em suas costas a consolando. Foi nesse instante que deixei de me atrair pelo Han Seo.

Não sinto mais uma atração física, estou completamente perdido como um cego em meio ao tiroteio pois acabou o sentimento superficial entre nós dois. Eu encontrei um motivo, eu sabia que isso acontecer e queria evitar. Agora é tarde demais pois achei uma razão e uma vez que a encontrei não estou mais atraído por ele. Pois, acabo de me apaixonar por Jang Han Seo!

Meu coração acelerou no peito se enchendo de uma coisa estranha. Como se um sentimento vazio tivesse sido expulso para que outra coisa preenchesse o lugar. Esse garoto  pequeno e fraco na verdade é tão forte. Ele me ajudou e graças a ele pude ver minha mãe. Mesmo que não tenha falado muito.

Ele a consolou e quando o fez estava me consolando também. Eu estava afogando sem um jeito de voltar a superfície quando suas mãos geladas decidiram me puxar pra fora do mar. Não consigo pensar com clareza uma vez que fui fisgado. Sem ele esse momento não teria acontecido. Ele é incrível!



Han Seo POV

Eu já sabia que Vincenzo não falaria nada quando visse sua mãe. Sua hesitação o caminho todo até o hospital deixou claro que ele estava perdido. Então eu decidi que não importa o que acontecesse eu iria ajudar.

Eu fui o intermediário desse encontro. E quando sentei perto da mãe dele eu tive certeza que ela sabia que o Vincenzo era seu filho. Mas ficou claro que para os dois aquele era um encontro difícil e doloroso que trazia memórias escuras.

Pelo menos Vincenzo viu a mãe. E isso me deixou animado, porém o caminho de volta para casa parecia estranho. Ele parecia aéreo como se estivesse fora do ar. Se ele tivesse visto um fantasma não estaria tão estranho.

Ele dirigia rígido e suas mãos apertavam o volante com força podia ver pelos nós dos dedos. Vincenzo Cassano o que aconteceu com você? Ele parecia estar tendo uma crise existencial enquanto dirigia feito bêbado na rua.

Finalmente ele quase nos fez bater em um carro branco quando perdi a paciência e mandei ele encostar o carro.

- O que houve Vincenzo? - pergunto preocupado. - O encontro com sua mãe não foi tão mal afinal.

- Não é isso - ele sacode a cabeça enquanto fita um ponto vazio. O que diabos aconteceu com ele no hospital? Ele está esquisito demais.

- Eu vou dirigir.

- Nem fodendo! - ele grita, sei que seu carro esportivo de cor chamativa azul é extremamente caro mas eu também sou rico, pelo amor!

- Vincenzo você vai matar nós dois! - grito de volta.

Essas palavras fizeram ele perder a fala. Ele estava tão assustado enquanto me fitava que me deu as chaves e mudou comigo. Se ele ia ceder tão rápido não entendi o motivo de gritar comigo.

Já era noite mas estávamos em casa. Eu dirigi com cuidado enquanto ficava extremamente preocupado com meu guardião.

Ao entramos tiramos os sapatos, joguei as chaves do carro em cima da mesa e vi Vincenzo ir direto para o quarto. O jeito frio que ele está agindo me irrita. Ouço o som do chuveiro logo depois. Ele podia ao menos avisar que ia banhar primeiro.

Me jogo no sofá e estou esperando por ele enquanto assisto televisão. Minha mente olha para a tela sem emoção já que não presto atenção, minha mente está no banheiro com aquele homem.

Minutos depois ele sai com uma toalha enrolada na cintura. Sua barriga definida está exposta e posso ver seus músculos definidos. Eu geralmente não me interesso por esse tipo de coisa mas admito que deixei o controle cair da minha mão quando vi.

Abaixei para pegar o controle mas bati a cabeça na mesinha e então me levantei assustado. Meu rosto está em chamas ao ver que ele me assiste de braços cruzados.

- Que diabos está fazendo de toalha pela casa! O banheiro está no seu quarto, você deveria se vestir antes de sair. - falo rápido atropelando as palavras enquanto aponto para o quarto dele e para seu corpo.

- Vim aqui tomar uma água, minha garganta está seca.- ele diz dando de ombros e abrindo a geladeira na cozinha.

Eu continuo encarando ele tentando não olhar para sua parte despida mas continuo sendo atraído pelo seu corpo. Quando percebi que ele estava me fitando.

- Você por outro lado parece gostar de me ver assim - ele sorri quase irônico.

Engasgo com minhas palavras sem conseguir formar um argumento. Então ele se aproxima de mim, seus olhos brilham intensamente e ele diz com seus lábios bem perto do meu. Ondas elétricas passam pelo meu corpo enquanto aquelas borboletas estão rasgando meu estômago.

- Eu deveria te castigar agora? - ele pergunta seus olhos estão diferentes agora. Sinto uma intensidade neles.

Meu coração acelerou forte mesmo assim eu tentei responder ele.

- Hum... desencana disso cara - respondo tentando parecer indiferente mas eu gaguejei e ele sorriu.

- Mas algo me diz que você quer. - ele toca seu nariz no meu e eu me afasto mais para trás.

Foi bem idiota na verdade, já que  isso me fez tropeçar no sofá e cair. Cai sentado em cima da mesinha  onde bati a cabeça antes. Eu pensei que a mesa ia quebrar mas ela aguentou meu peso bem.

Vincenzo foi até o quarto caindo na gargalhada como se tivesse visto a coisa mais engraçada da sua vida. Eu juro que me arrepiei já que nunca vi ele sorrir assim. O som da sua gargalhada me fez me sentir estranho.

Quando Vincenzo saiu de novo estava apenas com uma bermuda preta e uma camiseta branca. Ele limpava os cabelos na toalha e parecia adorável. Diferente da versão estranha dele que quase me beijou antes.

Foi a minha vez de banhar, me distrai no banheiro por bastante tempo. Quando sai quase me assustei, eu estava com a toalha enrolada na cintura e de frente pra mim na porta do banheiro estava ele.Seu olhar percorreu meu corpo inteiro e então ele sorriu para si mesmo. Isso é engraçado para ele?

- Certo, que caralhos você está fazendo? Uma hora é frio como gelo e agora louco!!- grito estressado não aguento essa bipolaridade toda.

- Eu só não queria perder a chance de ver isso de novo. - ele aponta pro meu abdômen.

Empurro Vincenzo com as duas mãos para fora do quarto. Que maluco! Meu rosto está de uma cor indecifrável a vergonha que sinto não pode ser expressa em palavras.

Visto uma calça de moletom vermelha que encontrei no guarda roupa dele. Pego uma camiseta também vermelha e saio do quarto me perguntando o que vamos comer. De repente senti fome.

Eu estava morrendo de vergonha e queria me esconder desse lunático mas agora eu percebi que preciso de comida, prioridades neném.Vejo  Vincenzo sentado no sofá fitando a televisão.

Minha vez de provocar esse demônio da máfia. Envolvo ele por trás o abraçando. Ele tenta sair do meu aperto mas sou forte o bastante para o manter. Ele desiste de lutar contra mim e bufa.

- O que você quer? - ele pergunta

- Comida

Apoio minha cabeça no ombro dele, uma vez que estou em pé e ele sentado tranquilamente. Ele suspira nervoso mais uma vez ao ver que estou ainda mais próximo. 

- Me solta! - ele diz perdendo a paciência

- Não! Só se você me alimentar. - resmungo em seu ouvido

- Você parece uma criança agora. - ele reclama de novo. 

- Me alimenta!!

Ele se solta facilmente do meu aperto e se levanta. Agora ele se apoia com um dos joelhos no sofá e está me olhando de frente seu rosto bem perto do meu.

- Eu posso fazer o que você quiser - ele diz sorrindo.

Sério! Ele está diferente de antes, não consigo entender o motivo dele estar sendo tão ousado quando não faz muito tempo ele ficava me afastando e gritando comigo.

Agora ele parece querer explorar meus sentimentos me provocando constantemente. Não sei se posso me acostumar a esse garoto tão impulsivo e aleatório.

Minha respiração estava completamente fora do normal. Eu sentia que esse era um desses momentos bonitos demais e que eu nunca iria esquecer.

O sorriso que ele me dá agora é tão lindo que fico encarando seu rosto. Ele se inclina ainda mais se aproximando de mim, enquanto meu coração salta do peito.

Nossos rostos estão tão perto que posso sentir a respiração quente  de Vincenzo. Seus olhos intensos me atraem de modo que quero continuar o encarando para sempre. Mesmo assim fechei meus olhos automaticamente sem saber exatamente o motivo.

Ouvi um som de palmas invadir a sala junto com passos fortes. Abro os olhos e sinto meu coração parar. O medo se instalando da ponta do meu pé até o topo do meu peito.

Não sei como ele entrou aqui, mas só posso ter medo dele. Só de imaginar ele fazendo algo  mal para Vincenzo faz meu coração doer e me sinto extremamente triste.

De repente eu senti lágrimas escorrendo do meu rosto involuntariamente. No fundo eu sabia que meus momentos ao lado de Vincenzo acabariam sendo interrompidos por ele.

- Olá irmãozinho! Achei que estaria em casa chorando sozinho - ele tem um sorriso nojento no rosto - mas qual não foi a minha surpresa ao descobrir que você tem tirado férias com uma má companhia. Eu achei que fosse mais esperto que isso.

Minha voz sumiu. Vincenzo se levantou imediatamente enquanto olhava do meu irmão pra mim. Eu comecei a andar na direção de Jang Han Seok quando a mão do mafioso me segurou.

- Aonde você vai? - ele pergunta

- Não pode mais manter meu irmão aqui. - Han Seok parece sem expressão. - Ele vem comigo para casa.

- Ele não está sendo obrigado a ficar aqui - Vincenzo se adianta.

Engulo em seco vendo a expressão do meu irmão mudar de indiferente a irritação. Posso ver ele ficar vermelho de raiva e isso me faz involuntariamente me encolher.

- Ok! Isso é ainda mais irritante - ele responde.

- Como entrou na minha casa ? - o tom de voz ameaçador de Vicenzo me assustou. Eu não sabia quem temer agora. Eu devo me preocupar com quem? De qualquer forma sei que vai sobrar pra mim. Eu quem me ferro no final, esse é meu destino. Pois no final sempre sou eu quem tem que lidar com um demônio. Seja ele da máfia ou meu irmão. Ambos são perigosos um para o outro e ambos são perigosos para mim.

- Eu tenho meus meios - ele sorri - Você sabe que te vigio 24 horas por dia! Achou mesmo que eu não ia saber onde estava ?

A parte final ele disse olhando pra mim. Sim, eu já suspeitava que ele me vigiava eu não deveria me sentir surpreso. Mas ainda assim me sinto traído. Meu silêncio parece deixar os dois sem saber como reagir a essa situação. Eu  também não sei o que fazer.

- Bem, de qualquer forma ele não é obrigado a ir - Vincenzo fala nervoso.

Vários homens entram assim que ele termina de falar. Todos cercam Vincenzo com armas. Que porra é essa? Meu coração gela no peito. O medo de algo acontecer com ele por minha causa. Começo a ter um milhão de devaneios ao mesmo tempo.

- Nada pessoal - Han Seok sorri - mas esse carinha aqui é meu!

As palavras dele me deixam confuso. O que ele está fazendo? Ele nunca agiu assim antes, como assim sou dele?

- Para Han Seok! - finalmente falo algo.

Ele me encara com um sorriso debochado. Ele gira sua própria arma despreocupado e eu apenas desprezo esse sorriso em seu rosto.

- Não precisa fazer um espetáculo.- ponho as mãos no bolso. As lágrimas que me surpreenderam antes secaram. E o medo também desapareceu. Uma vez que minha preocupação agora é Vincenzo.

- Ajoelha! - Han  Seok manda Vincenzo e ele o faz imediatamente enquanto me encara.

- Está tudo bem. - ele diz para mim  calmamente.

- Deixa ele em paz! - ordeno.

- Você se importa com ele?

- Jang Han Seok estou tão cansado de você! Apenas deixe ele em paz e eu vou com você  por vontade própria!

Ele me encara como se estivesse satisfeito. Claro, minha atitude já é uma resposta para sua pergunta.

- Han Seo! - Vincenzo me chama - Não precisa fazer isso por mim. Eu vou ficar bem.

Entro no meio dos homens e então me agacho perto dele. Ele me encara segurando minhas mãos.

- Você vai ficar bem e eu também - respondo sorrindo. Então cochicho no seu ouvido. - você sabe como me encontrar.

Deixo um beijo no topo da sua  testa,meu rosto fica imediatamente quente. Não sei  da onde veio essa coragem,mas tudo bem eu o verei de novo, ele é minha alma gêmea. Mesmo que não seja eu o farei ser.

A expressão dele era de surpresa. Mas eu sorri mais uma vez e então fui até meu irmão. Segurei as mãos do demônio enquanto sorria falsamente para ele.

- Senhor, pode mandar seus homens se retirarem. - aviso rindo com uma voz de bobo.

- Ele pode matar a gente se fizermos isso. - seu tom é normal mas ele dá um peteleco no meu rosto como se eu fosse burro demais pra perceber o óbvio.

- Juro que isso não vai acontecer. - seguro suas mãos mais forte. - Você parece cansado, vamos eu cozinho pra você.

Quando demonstrei minha falsa preocupação com ele, o idiota mordeu a isca. Ele sorriu para si mesmo e deu um sinal. Os homens saíram da casa e fomos logo atrás. Não olhei para Vincenzo, se eu fizesse isso ele poderia encarar como um pedido de ajuda e vir até mim. Isso seria catastrófico afinal os homens de Han Seok ainda estão ali fora. E não importa quão habilidoso ele seja Vincenzo não é um deus para derrotar todos esses caras armados.

Adeus Vincenzo, obrigado por me acolher com você na sua linda casa. Obrigado por me dar momentos de paz e por me fazer sentir essas borboletas no estômago de modo tão intenso que mesmo sendo carregado pelo meu irmão ainda estou pensando bem você. Não sei o que essa sensação estranha mas talvez seja isso que significa amar, e sentir amor.


Notas Finais


Ahhhh que isso aqui mano


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