História Amor Depois Das Núpcias - Capítulo 4


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Categorias Histórias Originais
Tags Drama, Mistério, Romance, Tragedia
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Palavras 2.352
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Hentai, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


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Capítulo 4 - Capítulo IV


Kate estava numa casinha de tijolos, a mobília era antiga e bonita, o ar era mantido aquecido por conta da lareira, as paredes era em tons alegres e monocromáticos, havia vasos de porcelana chinesas com amores perfeitos, uma roseira no jardim, as janelas de madeira e vidro, algo lindo e esplendoroso. Kate estava triste, já havia assistido dois filmes de terror, um de comédia e o ultimo de romance.

— Finais felizes, até quando? Até ser traída? Até ser acusada de traição?

Kate murmurou com uma fúria determinante. Idiota! Amara a vida toda um idiota! Sua mente brilhava, o inconsciente a presenteava com as memórias do seu casamento, de como se conheceram, da loucura que cometera na primeira vez em que fizeram amor, na dor de ter sido abandonada, no amargor da dúvida, lembranças dos gestos românticos de Dylan... Há quanto tempo era traída?

— Você está dramática demais Kate, venha, vamos dançar tcha-tcha-tcha. — Jacob a puxou de uma só, Thomas ligou o som.

— Querido, busque uma garrafa de vinho para mim

Jacob havia dito, Thomas foi atrás da tal garrafa, Kate tentou acompanhar os passos ritmados de Jacob. Kate — coitada — é um desastre em dança, porem seu condutor fazia a cena parecer, digna de principiante.

— Vamos querida, mexa essa bunda! — Saphira gritou desnecessariamente, Kate corou e sorriu, deixou o corpo mais suave. Avistou Saphira repousar suas mãos nas de Thomas, os dois dançam com maestria e sensualidade, Kate tentou inutilmente imitar Saphira.

— Chega, meus pés estão doendo.

Kate gargalhou tanto quando fez essa afirmação, que quase se convencera que era mentira.

— Mais um pouco minha lady

— Mais um pouco e terei de ir no ortopedista. — Jacob gargalhou no seu ouvido, fez com que Kate girasse e saltitasse em direção ao sofá, acompanhada de gritinhos e gargalhadas. Kate sentou-se no sofá, se sentia leve e livre. A saudade de Edwin a envolvera, mas soube de alguma forma que, seu filho estava bem.

Viu seu telefone tocar, a foto de Gabrielle apareceu no visor, o som estridente de Hello Kit, Avril Lavigne soou no telefone. Em um gesto suplicou para o volume ser reduzido e assim foi feito.

— Você está viva Kate? — a voz de Gabi estava agitada, a preocupação era visível a milhas de distancia.

— Sim, porquê? — Kate imediatamente ficou preocupada com a possibilidade de algo ter acontecido a Edwin, e eu aqui dançando tcha-tcha-tcha, pensou.

— Dylan acabou de me ligar, dizendo que você havia sumido, que vocês havia discutido, Ana havia falado que você tinha ido a Washington, ele mandou checar todas as linhas do aeroporto para saber se você havia embarcado em algum voo, ele está preocupado Kate e eu estou preocupada, o que houve com você? Está tudo bem? Aonde você está?

Gabrielle estava aflita, Kate percebeu isso, se puniu por isso, então lembrou-se que era necessário. Já havia três dias que Kate havia saído de casa e agora que Dylan havia contatado Gabi?

— Ele deve ter me procurado para eu assinar as papeladas do divorcio...

Kate deixou-se murmura, nem ao menos notara que havia dito aquilo em voz alta. Enquanto isso em Gesolo, Gabrielle sentiu-se como se fosse ter um ataque cardíaco, conhecia a história de Dylan e Kate de cor, sabia do que havia enfrentado juntos e separados, um amor além da distância e compreensão, Kate amara Dylan de um jeito que Gabrielle se sentia intimidada, viu sua prima sofrer o suposto abandono da pior maneira possível e então deixou de ser uma garota doce e gentil para se torna; maliciosa e festeira. Viu a prima sofrer a angústia dilacerante de perder ambos os pais num trágico acidente de carro, Kate havia se punido por dentro, se culpando pelo acidente, quando ela nem estava presente na cena devastadora. Viu a prima fazer terapia depois de uma tentativa de suicido mal feita — Gabrielle agradeceu os deuses por isso —, viu ela se entregar ao amor que sentia por Dylan. Viu todas as dificuldades, todas as demonstrações de amor, viu a alegria de Dylan e Kate ao saber sobre Edwin, sabia que estavam num momento delicado do casamento, mas jamais pudera acreditar que seria o fim de uma história que perdurava por mais de treze anos, algo que se iniciara quando Kate tinha seus quatorze anos; chegara ao fim na idade de vinte e oito anos, Gabrielle não pudera acreditar, chega ser irracional acreditar.

— Você está brincando?

Gabrielle Negri havia conseguido murmura depois de milésimos segundos, que se passara para ambas como a eternidade, ambas estava entretidas em seus próprios pensamentos conclusivos.

— Nunca brincaria com algo tão sério

— Kate! Ele te ama, vocês se amam. — Gabrielle gritou, não queria ver Kate sofrer de novo, não queria ter a Kate deprimida de volta.

— Quem ama não trai, ele me traiu Gabrielle, me deixa sozinha por semanas, tem um caso com uma mulher chamada Mônica e ainda me acusou de estar traindo ele com Jacob.

Kate sorriu quando ouviu a risada de Gabrielle, ela levantou o olhar para as estrelas, a brisa suave no jardim de Jacob a envolvia.

— Me diz que você está brincando, por favor! — Gabrielle estava um pouco mais relaxada, mesmo assim a preocupação prevalecia, será possível que Dylan realmente estivesse tendo um caso?, perguntou-se.

— Não. Ele realmente está tendo um caso; e realmente me acusou de ter um caso com Jacob — Kate suspirou ao dizer aquelas palavras, era decepcionante e humilhante. Jamais esperava um atitude dessas por parte de Dylan, nunca se sentira tão humilhada — quer dizer, houve a vez em que fora abandonada por Dylan, após a primeira noite de amor, mas agora era diferente — tinham um filho juntos, ele não teve ao menos consideração com Edwin.

— Você os viu juntos?

— Não. Não vi os dois juntos, mas ouvi eles conversarem cheios de intimidade e a forma que ele pronunciou o nome dela...

— Espere, tipo: Mônica ou Mônica...

A primeira vez que Gabi pronunciou foi de forma natural, já a segunda cheia de afeto, as silabas foram ditas com muito cuidado.

— Pior do que a segunda

— Peça socorro em Deus Pai

Gabrielle murmurou, a situação estava precária, particularmente não perdoaria uma traição de forma alguma, mas desejava que essa situação não fosse o suficiente para destruir o relacionamento da Kate.

— Pedirei, acha que eu devo ir atrás dele?

A pergunta de Kate fora objetiva, talvez haja esperança concluiu Gabrielle.

— Acho que sim

Kate estava de frente ao prédio aonde mora, talvez morasse, devia ir ou não?, perguntou-se. Ela ainda estava no táxi quando decidiu que iria a sua casa.

Usou o elevador, decidiu que se fosse subir as escadas, as chances de voltar seriam altas. Chegou ao seu destino rápido, em frações de minutos, estava na sua cobertura, no seu lar, seu lugar era ali, seu lugar era estar ali, com Edwin, afinal a casa era sua.

Abriu a porta enfiou-se dentro da sala e se chocou, estava uma bagunça plena, alguns vidros estilhaçados perto da cristaleira, algumas almofadas atiradas pelo o chão, achou estranho ver roupas espalhadas pelo o chão. Andou até o corredor que leva ao seu quarto, então ela viu...

Uma mulher magra com a pele dourada, os olhos verdes esmeraldas, a boca miúda e delineada, as feições no rosto dela são delicados, os cabelos eram cascatas pretas como a escuridão. A mulher sorriu, ela é linda, pensou Kate.

— Você é a faxineira certo? — a mulher tinha um sorriso nos lábios, ela vestia a camisola que Kate comprara na Itália. — desculpe pela a bagunça que você vai arrumar, o seu patrão é bem voraz na cama, me deixou tontinha — ela se abanou com a mão direita, como se estivesse com calor, Kate estava petrificada, chocada e estática. — que foi? Não está acostumada comigo? Sua antiga patroa já era, Dylan vai pedir o divórcio e ai se casar comigo, Dylan vai ter tudo o que é dele. — os olhos verdes parecia despir a Kate, a mulher tinha um sorriso cínico nos lábios, estava se degustando do prazer de ter o marido de Kate em mãos.

— Qual o seu nome? Patroa — Kate perguntou, sua voz firme, não se entregaria, não se renderia de forma alguma.

— Mônica, mas me chame de sra. Evans. — Kate apreciou aquela informação, não tinham o porque de lutar pelo seu queridíssimo marido, que ele curta umas férias no inferno, pensou Kate.

— Claro, sra. Evans, realmente Dylan terá tudo o que for dele, então gostaria de pedir que você espere na sala por favor, vou separar os pertences de Dylan.

Kate passou pela mulher atônita, não haveria muito o que procurar, concluiu Kate. Pouquíssimas coisas pertencia a Dylan, Kate era a responsável pelas compras da casa, até as roupas do Dylan eram ela que comprava com seu próprio dinheiro, só usava o dinheiro do marido quando não encontrava o seu, o que raramente acontecia.

Depois de algum momento, Kate voltou a sala, com uma mala média, colocou os objetos e as pouquíssimas roupas de Dylan e juntou-as com as roupas de Mônica, que fora encontradas no chão do banheiro. Pegou a chave do mustang do Dylan. A maior partes das coisas de Dylan estavam numa casinha no campo, que ele comprou a anos atrás.

Kate viu a mulher sentada no sofá. Deu um sorriso cínico.

— Aqui estão as coisas do sr. Evans. Diga a ele que mandarei a conta por e-mail, agora saia da minha casa, saia da minha casa agora! — O bom humor havia indo embora, eu ainda fui tola por pensar em outra coisa, pensara com angustia interna.

— O quê?! Essa casa é do Dylan! Ele mora aqui! — a raiva e zombaria foi comtemplada por Kate, nos olhos de Mônica.

— Errou duas vezes sra. Evans, essa casa não pertence a Dylan e sim a mim, casamos sem comunhão de bens, Dylan também não pisara aqui, nem por cima do meu cadáver, aqui ele não mora mais, ou você sai agora ou eu chamo a policia e te processo por invasão de privacidade, muitas felicidades para vocês dois. — Kate disse com sorriso no rosto.

— E seremos, pode crer, Dylan não ama mais você, ficou decepcionado por descobrir que você é uma vadia!

— Saia!!!

Kate avistou a mulher de olhos verdes sair da sua casa, da casa em que ela chamava de lar, a casa que ela escolhera com Dylan.

Kate não precisou de muito para desmoronar, as lágrimas corriam pela sua face sem a devida autorização. A dor dilacerante em seu peito a sufocava.

Ela se pergunta o por quê, o por que da traição. Depois de tanto tempo... Ela havia dado o seu melhor, ela abrira mão de homens encantadores para viver ao lado dele e ele... Ele a traíra.

A saleta estava iluminada pelas lâmpadas claras e rosadas, como num tom de rosa chá. Ela havia levantado da cadeira, andará até a estante de vinil, então suas mãos delicadas e forte se encontraram com o frio do vidro. Servirá-se de um copo generoso de uísque escocês. Arrastando os pés a cada passo, Kate caminhará até a janela. Observava o movimento na rua, sua mente era tomada por pensamentos. Estava tão absorta na sua própria mente que não havia notado o barulho que vinha de fora da sala. A porta fora aberta. Ela sentiu em suas veias que ele estava ali, bebericou um gole generoso do uísque, precisaria de coragem para o que iria enfrentar. Além do mais Katherine Evans tinham o seu orgulho. Prometera a si mesma que jamais se humilharia de novo. Dylan não a veria chorar nunca mais.

— Do que se trata isso?!!!

Ele berrou, Kate virou-se e encontrou com os olhos negros e frios como o gelo, sentiu uma leve sensação de nervosismo e a ignorou de imediato. Avistara Mônica, ainda vestida com a camisola italiana de Kate, a face da mulher estava vermelha, lágrimas corriam pela sua face.

— Dylan esqueça isso vamos embora!!! — a mulher de olhos verdes implorava, Kate sentiu-se incomodada com a devida situação.

— Senhora Jones, eles se recusaram a sair, devo chamar os seguranças? — Elizabeth havia dito, os olhos apreensivos.

— Não, creio que eles serão rápidos em anunciar a data do casamento.

Kate havia dito com muita naturalidade, os olhos de Elizabeth se arregalaram, a boca se entreabriram, então ela acenou e saiu.

— Kate... Você está louca! Louca! Essa sua ideia ridícula de me incriminar uma traição é absurda! — a voz rouca, soou como um trovão. A mandíbula estava cerrada, a expressão de fúria predominava. — Estava estudando e Mônica apareceu chorando, você a expulsou da nossa casa e ainda me expulsou — Dylan tinha a expressão confusa, Kate internamente sabia que aquilo era perigoso, jamais vira Dylan tão irritadiço.

Kate sorria, a calma dela confundia Dylan. Kate se sentara em sua cadeira giratória.

— Sr. Evans, poupe o nosso tempo, a Sra. Evans já confessou tudo.

— O quê? É mentira, Dylan ela está mentindo! — Mônica gesticulava na direção de Dylan — Sua louca!!! — Mônica gritou, tentou inutilmente saltar sobre Kate, entretanto Dylan havia sido rápido o suficiente para impedir tal ato, com seus braços fortes de guerreiro, Dylan segurou Mônica pela a cintura, enquanto a mesma chutava o ar e batia em si. A cena aos olhos de Kate poderia parecer cômica, porém Kate lamentara o fato de ser irrevogavelmente trágica. Ele ainda tem a audácia de negar, Kate pensou. Um sorriso floresceu em seus lábios.

— Bem as provas valem muito mais que minhas palavras...

Com as mãos de fada, Kate Evans pegou em seu celular, os dedos hábeis logo fizeram a magia, o vídeo rodava claramente em seu dispositivo.

O que começara com a ideia ingênua de apenas gravar os estragos de Dylan pela casa, registraram toda a conversa de Kate e Mônica. Dylan estava atordoado. Kate sorria.

— Não há como negar querido...


Notas Finais


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