História Amor Disturbado - Capítulo 19


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Categorias Supernatural
Personagens Adam Milligan, Balthazar, Castiel, Charlene "Charlie" Bradbury, Crowley, Dean Winchester, Gabriel, Lúcifer, Michael, Personagens Originais, Rowena MacLeod, Sam Winchester
Tags Destiel, Midam, Sabriel
Visualizações 46
Palavras 4.197
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Hentai, Lemon, LGBT, Policial, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoal! Meu cérebro está totalmente pifado então desculpem as poucas palavras aqui kkkkkk
Enfim, desculpem os erros e boa leitura, até lá embaixo!

Capítulo 19 - The Start of Ending


Uma leve brisa entrava pela pequena janela, balançando os cabelos negros agora nos ombros na frente do rosto inexpressivo, eram sete em ponto, sabia disso já que ouvira o baixo click metálico, então aproveitaria os poucos minutos em paz já que não demoraria muito para seu silêncio ser interrompido. Não dormira naquela noite, uma maldita dor de cabeça deixava seu humor pior do que o costume e, mesmo disfarçando muito bem, odiava ficar distribuindo sorrisos por ai. Mas ela o fazia, porque precisava de todos unidos, como em um castelo de cartas, se um não estiver alinhado com os outros tudo desaba no entanto já estava na hora de parar de se adaptar ao resto de seu grupinho.

- Lucy? Já de pé? – Respirou fundo e tentou manter a paciência quando a voz enjoativamente carinhosa de Jack invadiu seus ouvidos como o dono da mesma invadia seu quarto, sentando-se na cama.

- Você sabe que acordo cedo, não faça perguntas idiotas. – Não poupou rispidez na voz, parando de olhar o pátio e olhando para o mais jovem que encolheu os ombros pela repreensão.

Inferno, ela odiava isso. Odiava ter que lidar com Jack, odiava o quanto ele era carente mesmo que fosse pela merda da doença dele, porém, o que ela mais odiava, era não conseguir o chutar para longe,  evitar o leve – bem leve – arrependimento que sentia toda vez que era grossa com o mesmo ou ir de encontro a ele fazendo um leve carinho em seus cabelos macios toda vez que ele fazia sua expressão triste quando a irritava. Parou o leve cafuné, levantando o queixo do Ross ate que ele olhasse em seus olhos, selando seus lábios levemente.

- Preciso que vá chamar o Mich e o Dam. – Afastou-se dele, de novo indo em direção a janela, olhando por sobre o ombro para Jack. – Está na hora.

Um suspiro soou atrás de si.

- Tem certeza que vai dar certo? – Perguntou Jack.

Um sorriso insano e sombrio rasgou os lábios rosas, dispensou o castanho com um aceno de mão ouvindo seus passos se afastarem, suspirou ainda com o sorriso no rosto. Sim, daria certo. Ela sabia, sabia desde o começo que qualquer caminho que os outros tomassem, eles acabariam pensando naquele única opção. Lembrava da sensação que teve ao ver Castiel na porta do seu novo quarto, ele tinha alguma coisa, algo que fez ela ter certeza que ele seria seu bilhete de saída daquele hospital. Era engraçado como a mente humana funcionava, ela via nas orbes azuis os instintos do moreno o mandando se afastar mas sua consciência sobre as coisas estava abalada, ele não queria estar sozinho, ela via isso.

Então Balthazar apareceu, tinha certeza que o ex-enfermeiro seria um problema já que ele não gostava de si mas ele apenas limpou o caminho dela. O loiro era tão perigoso quanto um filhote de gato, presunçoso e burro demais para entender o que fazia. Se tivesse notado sua intenções de primeira teria agido diferente. E no momento que ela viu Cas agarrado ao Dean e o olhar carinhoso de Gabriel para Sam era como se a vida estivesse facilitando as coisas para ela e , já que o destino estava sorrindo para si, não perderia sua chance.

A conversa com Mich e Dam foi fácil. Adam sempre estava drogado demais para discordar de algo e Michael não perderia a oportunidade de tirar o amor da sua vida daquele lugar, ele faria qualquer coisa. Paciência, ela teve que esperar, Balthazar provavelmente estava cheio de ódio por ter sido jogado na cozinha depois de ter batalhado por tantos anos para ter o antigo cargo, então era mais que óbvio que ele não deixaria barato. E de novo ela estava certa. Claro que a ameaça que fez a  ele quando Castiel teve sua crise foi real, ter ele chegando perto demais do seu bilhete premiado poderia causar traumas a Castiel e tudo o que ela menos precisava era que ele decidisse ficar ali. Okay, admitia que sentia certo afeto com o moreno, provavelmente pela semelhança com Jack, então toda essa ideia visava o bem dele também.

A ideia era simples: sair dali com Jack, vivos e inteiros. Ela já tinha marcas demais pelo seu treinamento na Rússia , não precisava de uma marca de bala, ou pior, ser morta. Tinha certeza que seu pano daria certo mesmo que sofresse algumas baixas, o que não a incomodava em nada. Ela não era louca, ela sempre soube que era sã, mesmo quando a diagnosticaram com esquizofrenia, psicopatia e sociopatia. A loucura não existe, a insanidade é normal e natural de qualquer ser pensante, então porque esconder? Por que negar seus desejos e vontades? Por isso machucava e matava qualquer um sem ressentimento, porque ela não tinha e não precisava de falso altruísmo.

- Lucynda. – Saiu de seus devaneios com a voz grave do seu amigo (será que psicopatas tem amigos? Nem ela sendo psiquiatra sabia).

Virou-se e, apenas com um olhar , Michael entendeu e um sorriso tão insano quanto o da Carter surgiu em sua boca.

                                                     (...)

Fazia uma semana que Sam tinha sugerido que todos fugissem – e Lucy achava fofo o modo como ele imaginava todos juntos – mas era algo superficial, uma ideia gerada pelo pânico de uma alucinação e que logo deveria ser esquecida. Bom era o que Dean pensava até Sam inclinar-se sobre a mesa no meio do café da manhã.

- Então como vai ser? – Ele parecia nervoso e ela entendeu de cara que assunto estava colocando em pauta, talvez tenha medo da reação do irmão pensou ela fingindo e espelhando os olhares confusos a sua volta. – Acharam que eu estava brincando? Nós temos que ir embora.

- Sammy... Achei que já tivesse deixado essa historia ‘pra trás. – Dean disse.

- Dean o que você esta esperando? O que vocês  estão esperando?

Lucy engoliu um sorriso, como ela pensara, seria fácil.

“- Oi Sam. – O Whinchester mais novo tirou o rosto do livro em suas mãos, vendo que ainda eram 7:05 da manhã e  olhando confuso ao ver Lucynda na porta com um sorriso preocupado no rosto, algo realmente incomum. – Eu vim ver se esta bem, sei que já faz uma semana daquele ‘acidente’ mas tenho te achado estranho a semana toda... Quer conversar?

Sammuel quis negar, a morena tinha uma aura escura que repelia qualquer um mas hoje tudo que ele via era a preocupação que alguém teria com um amigo, isso o deixou mais relaxado.

- Sim, eu... Eu quero. – Lucy sentou-se em uma cadeira no quarto. – O que eu disse, sobre a fuga. – Suspirou. – É real, nós não podemos mais ficar aqui mas ao mesmo tempo eu sinto que não posso pedir isso ao Dean ou Gabriel, seria tão egoísta da minha parte que não posso-

- Sam, é claro que pode. – A morena o interrompeu, ignorando a cara confusa dele, continuando a falar. – Eu sei que Dean quer ficar com Castiel mas o Gabriel iria aonde você for, eu sei que ele te ama assim como sei que o ama também.

O castanho corou um pouco e sorriu feliz com oque ela disse, foi reconfortante de uma forma que ele não imaginava mas seu sorriso sumiu quando viu os olhos dourados marejarem e a voz, normalmente indiferente, embargar.

- Vou te dizer uma coisa Sam, você não é egoísta de querer ter uma vida boa ao lado daqueles que ama, eu sei que a ideia de fugir parece loucura para todos mas não para mim. – Levemente boquiaberto, Sam viu algumas lagrimas descerem pela bochecha pálida da mulher.--  Porque eu faria qualquer coisa para ter uma vida normal, dar uma vida normal ao Jack. – A morena limpou as lagrimas, sorrindo fraco ao maior e indo em direção a porta.

Sam estava chocado, nunca vira a Carter assim e surpreendeu-se mais ainda com o aperto em seu peito com vê-la assim. Todos ali tinham laços uns com os outros e, mesmo ela sempre mantendo-se a margem quando o assunto era amizades, ele também era ligado a ela. Ele sabia que seria mais fácil ir logo embora, com sorte levaria Gabriel e manteria contato com Dean pelo celular sempre que pudesse mas e os outros? E quanto ao Jack e Lucy? Adam e Michael? Poderia ele simplesmente ir e deixa-los aqui?

A resposta era perigosa mas mesmo assim a aceitou. Não, ele não conseguiria ir.

- Lucy,espera.”

- Você pode ir se quiser Sam. – Castiel disse de forma cabisbaixa, era egoísta de sua parte mas ele queria ambos Whinchester ali, eram parte de sua família.

- Cas quando eu pensei em fugir daqui não é apenas voltar para Nova Iorque, Dean e eu fizemos uma decisão, nós abandonamos nossa antiga vida e não pense que me arrependo ou que quero deixar todos aqui. Eu estou falando em todos nós juntos, estou falando de vida nova, novos nomes e todas essas coisas

- Sammy eu entendo que você esteja meio nervoso pelo negócio do veneno mas uma hora tudo isso passa e-

- E o que Dean? Você pensou num futuro que não seja apenas os próximos meses? As coisas não vão se resolver com mágica.

- É mesmo? Eu e Gabriel podemos sair daqui numa boa, então me diga , seu grande sabe-tudo imbecil, como você pretende passar pelos guardas com quatro pacientes em perpétua? – O rosto de Dean assumiu uma coloração vermelha em raiva.

- Se vamos pensar sobre essa possibilidade, ótimo. – Gabriel disse, o rosto serio enquanto olhava a sua volta e via muitos olhos curiosos sobre a expressão de raiva de Dean. – Mas que seja em um lugar mais discreto.

                                                               (...)

Estava quente mesmo quando escureceu, o clima abafado de Loiusiana fazendo algumas gotas de suor aparecerem nas nucas das oito pessoas no quarto pequeno da Carter. Claro que para Sam o calor não era o causador das gotículas que molhavam seus cabelos da nuca porem, mesmo com o nervosismo, ele tinha certeza que aquela decisão era certa. Era loucura, e como era puta que pariu, talvez passar aqueles meses no hospital tenham mudado sua visão das coisas. O antigo Sam, aquele que fazia faculdade de direito e achava uma loucura invadir um hospital cheio de guardas, jamais teria essa ideia e jamais iria querer leva-la a diante. Mas ali estava ele, encarando todos com a determinação de estar fazendo o melhor para aqueles que ama e para si também.

- Antes do Sam começar a falar, peço que todos ouçam com atenção tudo que ele falar, controlem-se, tudo o que não queremos agora é atenção indesejada. – Lucy disse dando um passo a frente e ficando perto de Sam, fazendo Dean a encarar desconfiado.

Dean sabia que não podia julgar o irmão por ter uma ideia daquelas, ele não era  hipócrita a esse nível, mas ele também tinha que admitir que estava meio receoso com toda a determinação que o mais alto transpirava. Ele sabe que Sam é o mais sentimental dos dois, sempre querendo conversar sobre sentimentos e ajudar os outros, mas ele também sempre tivera o pé atrás consigo mesmo sobre esse assunto, era como se alguém o tivesse incentivado e pela situação, era óbvio quem era.

- Nós temos a mania de complicar tudo Dean. – Os olhos verdes de Sam focaram no irmão com uma expressão cansada, fazendo Dean relaxar a postura um pouco. – Não vamos fazer isso agora, eu sei que você não confia em mim mas eu preciso do seu apoio, preciso que me escute. A mesma coisa com você Gabe. – Suspirou recebendo um aceno do irmão mas sentiu o coração aquecer quando Gabriel foi até ele colocando uma mão em seu ombro em sinal de apoio. – Okay, as coisas serão simples porque nós já vamos chamar atenção demais no momento que Crowley notar que sumimos. Se todos concordarem terão suas partes a fazer. Gabriel, você vai falar com a Charlie, nós vamos precisar de oito identidades falsas e todo o resto para deixarmos isso para trás. – Gabriel assentiu em silêncio. – Lucynda e Castiel, vocês são os melhores em química aqui, então invés de nocautear os guardas e sermos pegos em seguida, preciso que façam algo para os desmaiar, a enfermaria é cheia de coisas então façam o que for possível. – Castiel e Lucy entreolharam-se e deram de ombros, Castiel se perguntava como eles entrariam na enfermaria do prédio principal mas conhecia sua amiga o suficiente para saber que seria fácil. Já Lucy estava impressionada, aqueles Whinchester eram uma raça abençoada, se Sam for seguir essa linha de pensamentos tudo que ela precisaria fazer seria preencher as poucas lacunas.

O Whinchester mais novo direcionou seu olhar agora para seu irmão, Jack, Adam e Michael.

- Depois que eles apagarem os guardas, Adam e Jack vão pegar todas armas e coletes que estiverem ao alcance, eu, Michael e Dean vamos estar esperando próximos num ponto que discutiremos.

- E depois? – Dean perguntou quando Sam ficou em silêncio. – Vamos atirar em todos até sairmos daqui e ir até a casa do Bobby? – O loiro expelia sarcasmo em cada palavra.

- Só vamos atirar se necessário e em nenhum lugar fatal. – Lucy tomou a frente. – Eu tenho um lugar, longe o suficiente ‘pra começar uma vida nova.

- É claro que tem. – Dean apertou a ponte do nariz com dois dedos dando uma risada raivosa. – Sabe o que eu acho dessa merda toda? – Ninguém disse nada. – Você é uma maldita manipuladora! – Apontou para Lucynda com raiva, trincando os dentes quando a mesma não mudou a expressão, como se não ligasse para o que ele pensava. – E você Sam, como pode ser tão burro?! Não vê que ‘ta fazendo o que ela quer?

- Chega Dean. – Todos ficaram em silêncio quando a voz rouca de Castiel soou, ele vinha agindo de um jeito diferente esses dias, mais forte e decisivo, Dean não precisava de um Castiel frágil e chorão e o Novak sabia disso. – Não estou te chamando de inocente Lucynda, eu imagino que você tenha falado com Sam e o ajudado a amadurecer tudo isso, mas esta passando dos limites Dean. – Castiel ficou no centro do quarto de forma que todos o vissem e ele pudesse olhar nos olhos de cada um. – Tudo tem passado do limite, aqui não é mais seguro para nenhum de nós, não da mais para arriscarmos , não da mais para a arriscar a sua vida Dean. Todos aqui tem seus problemas e questões uns com os outros mas juntos somos mais fortes e inteligentes que que qualquer pessoa normal. – Suspirou e segurou a mão de Dean num gesto carinhoso. – Todos vocês são minha família, então meu amor, se temos uma chance de sermos felizes e estarmos juntos bem longe daqui eu vou entrar de cabeça nessa mas preciso de você.

Dean não tinha raiva da Carter, na verdade, ele sabia que fora ela que o ajudara a entrar no hospital e em tudo que passaram até agora ela sempre ajudou todos. Mas havia riscos e... Espera ai! Desde quando tornou-se tão covarde? Ele invadiu aquele hospital, fingiu ser enfermeiro por meses, ele sabia dos riscos desse plano mas agora, olhando nos olhos de Castiel, ele via tudo que faltava nele nesse momento: coragem.

Encheu o peito de ar, o calor da mão de Castiel na sua correndo todo seu corpo, lançou um breve e – esperava ele – discreto olhar de desculpas a Carter e olhou para seu irmão mais novo.

- Quando agiremos então?

                                                      (...)

Já era quase hora de ir embora, as portas dos pacientes iriam fechar logo, então não foi surpresa para Balthazar encontrar Crowley arrumando uma pasta já de pé para ir. Lançando um olhar superior ao ex-enfermeiro, Crowley resolveu quebrar o silêncio.

- Pensei que fosse mais educado Sr. Smith e soubesse bater na porta mas vejo que me enganei em muitas coisas com você. – O loiro não se abalou com isso, tinha coisas mais importantes para fazer no momento.

- O senhor se enganou com muitas pessoas Sr. MacLeod, inclusive os enfermeiro do andar do Gabriel. – Colocou as folhas que estavam em sua mão na mesa do diretor, o vendo arregalar minimamente os olhos ao ver o conteúdo dos papéis. – Eu os ouvi conversando hoje, eles planejam fugir com todos, Sam e Dean Whinchester entraram aqui com identidades falsas e fingiram ser enfermeiros porque Castiel Novak é parceiro do loiro. Gabriel também esta envolvido. – Crowley olhou rapidamente para si, depois para os papéis.

- Tem provas concretas quanto ao Gabriel?

De modo presunçoso, o Smith tira um pequeno gravador do bolso da calça, apertando um pequeno botão e a voz de Gabriel, Sam e Dean soou.

“E o que Dean? Você pensou num futuro que não seja apenas os próximos meses? As coisas não vão se resolver com mágica.(Sam)

É mesmo? Eu e Gabriel podemos sair daqui numa boa, então me diga , seu grande sabe-tudo imbecil, como você pretende passar pelos guardas com quatro pacientes em perpétua?(Dean)

Se vamos pensar sobre essa possibilidade, ótimo. Mas que seja em um lugar mais discreto.(Gabriel)”

Ao final do áudio, Crowley tinha a expressão sombria, fora engado embaixo do nariz. Dera carta branca a Gabriel para praticamente tudo apenas para ver sua confiança no enfermeiro se estilhaçar como vidro.

- Quero que amanhã você controle qualquer paciente que se alterar.

- O que vai fazer senhor? – Balthazar perguntou mesmo já sabendo a resposta, mas ele queria ter o prazer de ouvir.

- Resolver essa situação. – O mais velho respirou fundo, mais problema, era só o que me faltava pensou ele. – Já pode se retirar Balthazar, obrigado pela informação, será recompensado por isso.

Assentiu se retirando do escritório fechando a porta, um sorriso rasgando seu rosto. Ele tinha vontade de rir, de gargalhar bem alto mesmo que isso o fizesse parecer tão louco quanto as pessoas dali, mas não ligava naquele momento. Fora tão fácil, ele sabia que uma hora eles iriam se desestabilizar e falariam algo comprometedor, por isso havia colocado um pequeno gravador no bolso do paciente que senta na mesa ao lado dos oito. Claro que ele cortou as partes que poderiam o comprometer, se Crowley soubesse que ele envenenou alguém dentro daquele hospital seria preso antes que pudesse fazer uma mala para fugir. Teve vontade de rir de novo, eles realmente achavam que iam fugir, tão tolos.

Como se ele fosse deixar. Não ligava se isso estava o jogando na beira do abismo da insanidade, ele queria Castiel então ele teria, era simples. Mas pensaria nisso depois, agora ele precisava dormir e descansar, amanha seria um dia longo e extremamente satisfatório.

                                                              (...)

Quando amanheceu Lucynda não quis descer para o café, havia algo, um comichão em sua cabeça a indicando que algo não estava certo. Estava na mesma posição que ficava para relaxar: de pé observando o pátio da sua janela onde tinha uma visão perfeita do portão. Viu o portão abrir e sua expressão tornou-se confusa, mais um companheiro de manicômio?

Seu rosto empalideceu, os olhos se arregalando enquanto sentia seu corpo ficando rígido. Aquele carro não era o mesmo de quando traziam alguém, era uma viatura, uma não, várias como se precisassem fazer uma contenção. Enfiou a mão dentro do seu colchão, tirando um bisturi que havia roubado da enfermaria quando chegou ali e saiu correndo do quarto em direção ao refeitório mas não daria tempo de avisar, ela seria pega antes de chegar a 10 metros da porta. Olhou rapidamente cada policial visível e viu uma mulher indo em direção a parte do jardim que continha mais árvores, provavelmente cobrindo todo o perímetro do terreno. Novo plano meninos pensou ela antes de seguir a mulher de forma imperceptível.

                                                                (...)

Paz. Eles estavam a um passo da paz, Dean pensava, Gabriel ligaria para Charlie hoje e conhecendo aquela garota nerd não demorariam muitos dias para estar tudo pronto e eles finalmente deixariam tudo para trás, todos os erros e problemas, seriam pessoas novas em um lugar onde ninguém os conheceriam.

Dean deveria ter adivinhado, nada nunca seria fácil, nada nunca foi fácil para ele e seu irmão mas não pode evitar a surpresa quando o refeitório foi invadido por pelo menos sete policiais, as armas engatilhadas nas mãos e Crowley na frente, com uma expressão que lembrava Lucynda. Todos levantaram de imediato, alguns pacientes ficando assustados com aquela invasão repentina, Dean e Sam na mesma hora entreolharam-se já sabendo do que aquilo se tratava, saindo da mesa rapidamente e começando a caminhar em direção a porta onde o diretor parecia esperar que eles se pronunciarem. Não ia ter resistência, aqueles caras não pareciam ligar de atirar em alguém.

Castiel pensava que seu coração sairia pela boca de tão acelerado, os olhos já marejando pelas lágrimas de desespero esquecendo-se totalmente da postura compenetrada dos últimos dias, levantando junto de Gabriel e indo atrás dos irmãos.

- Dean, não! – O moreno segurou no braço do loiro, as lagrimas descendo pelo rosto alvo que contorcia-se pelo choro. Dean olhava para o rosto do seu anjo, paralisado. – Por favor, não me deixa de novo! Por favor!

- Dean Campbell Whinchester, Sammuel Campbell Whinchester e Gabriel Bennett, vocês estão presos, deem um passo a frente e entreguem-se. – O policial ao lado do diretor se pronunciou, a voz grave num tom calmo mas a mão direita descansando em cima do coldre na cintura.

Crowley sabia que não precisava de todo esse show, poderia ter apenas os chamado para seu escritório e resolver  sem escândalos, mas ele não suportava ser enganado. Se eles decidiram o fazer de idiota então ele faria questão de fazer uma cena para todos.

Gabriel tremeu quando ouviu seu nome ser chamado, preso? Ele seria preso? Suas pernas tremiam e sua mente parecia em branco, ele não podia acreditar, toda sua carreira , sua vida estavam indo para o lixo nesse momento e, assim como Cas, não conseguiu refrear as lagrimas de desespero que surgiram em seu olhos, dando pequenos passos a frente. Não olhou para os lados, não queria ver o olhar de pena de ninguém, todo aquele tumulto o deixava com vergonha, ele havia sim feito algo que era ilegal mas Crowley os estavam fazendo parecer aqueles vilões de novela.

Sam apenas seguiu em frente, tentava controlar suas emoções tanto por si quanto por Dean e Gabriel. Não olhou para trás ao caminhar porque não queria ver seu irmão dizendo adeus a Castiel ou os olhares de Jack, Adam e Michael.

Dean tremia, tinha certeza que se não tivesse o mínimo de controle começaria a hiperventilar, a dor que aquela cena causava – Castiel chorando o implorando para não ir – era tanta que ele poderia compara-la a algo físico. Apertou a mão de Castiel e lhe deu um sorriso.

- Eu te amo Cas, vai ficar tudo bem. – Soltou a mão do moreno de seu braço, virando e caminhando junto de seu irmão e o Bennett, ouvindo o choro alto e soluçado de Castiel que ainda chamava por si. Nada ficaria bem, aquilo era penas uma promessa vazia.

Os três deixaram-se der segurados pelos oficiais, sendo algemados e logo saindo dali , deixando nada mais que uma grande confusão e lágrimas. Aquele dia não poderia ser pior.

Ou pelo menos era o que pensavam, até irem levar Castiel em seu quarto e Jack notar o quarto da Carter vazio, ela não estava no refeitório e ele a teria visto se estivesse no pátio, ele tinha estranhado ela não ir de encontro a eles durante a prisão dos irmãos e do enfermeiro. Jack travou encarando o quarto vazio fazendo todos o olharem.

- Não, não ,não... – Sussurrava varias vezes enquanto afastava-se do batente da porta, o rosto inocente formando uma expressão de pânico. – Onde ela está? Ela deveria... Deveria estar aqui, não, isso ‘ta errado.

Jack não tinha forças para correr, ele conhecia bem a morena, sabia que no meio da confusão de viaturas e policiais ela poderia ter se esgueirado entre todos e ido embora... Não pense nisso, ela te ama, ela te ama repetia em sua mente de forma frenética.

Castiel as vezes achava que seu timing eram horrível, hoje ele via que com certeza era, já que Balthazar apareceu no corredor, com um sorriso sádico e os olhos com um brilho presunçoso.

- Onde ela esta?! O que você fez com ela?! – Ross correu ate o loiro, agarrando a gola de sua camisa e batendo suas costas na parede. – Cadê a Lucynda? – Sibilou as palavras, o ódio tomando o lugar do pânico de forma tão intensa que Jack poderia mata-lo bem ali, com as próprias mãos.

- Tire as mãos de mim seu doente! – Michael correu até Jack o puxando para trás com esforço já que o castanho se remexia violentamente. – Eu não sei onde a vadia está se quer saber, mas fico feliz em ser informado que ela sumiu, mais felicidade para mim certo? – Tirando os grunhidos raivosos de Jack, tudo que se tinha ali era silêncio. – Só vim aqui porque achei que vocês iam querer dar as boas-vindas ao novo enfermeiro desse andar. – Agora era Castiel quem fez barulho, arquejando com o medo que aquela frase trazia.

Quando aquele inferno ia terminar?


Notas Finais


Bom pessoal, quero avisar a vocês que o próximo cap será - provavelmente - o penúltimo, sim meus queridos, estamos na reta final de Amor Disturbado.
Enfim
Até outro dia docinhos!


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