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História Amor do mar. - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Amor do mar. - Capítulo 1 - Capítulo Único

O mar estava calmo naquela manhã preguiçosa de sábado.

Porém, o porto estava em fúria, com homens andando de um lado ao outro, carregando caixas e mais caixas de condimentos para dentro de caravelas grandes e escuras enquanto suas velas balançavam devagar.

Steve Rogers sentia que aquela viagem seria tranquila. Ele iria junto de sua tripulação da América do Note para a Inglaterra, vender tecidos, açúcar, sal, pimenta e outras coisinhas. O loiro gostava muito de pensar que era um “homem de negócios”.

Sua caravela era a maior de todas e havia recebido o nome de “Conquistadora das Águas”. O Rogers era respeitado, temido, admirado e invejado tanto por seu ouro quanto por sua beleza. O capitão que tinha fama de ter ido para a cama com muitas mulheres.

Mas a verdade era que Steve não tinha gosto por mulheres. Ele preferia coisas “diferentes”, tipo... Homens. O loiro era gay, mas não ousava contar aquilo a ninguém, pois sabia o que iria acontecer se descobrissem seus gostos pessoais.

- Capitão? – Um dos marinheiros veio andando em direção ao mais alto. – Um novo marinheiro entrou para nossa tripulação. O nome dele é Anthony Stark. Ele já trabalhou em outros navios antes, foi indicado por seu último chefe, que está se aposentando por estar muito velho. Quer conversar com o rapaz?

- Tudo bem. Traga-o, por favor.

O marinheiro assentiu e se retirou rapidamente. Uma brisa fresca soprava, trazendo junto de si o cheiro do sal. Steve retirou do bolso de seu casaco um charuto, o acendendo com habilidade e prendeu o objeto entre os dentes, dando uma longa tragada.

- Senhor Rogers? – Uma voz chamou a atenção do Capitão, fazendo o homem se virar.

O queixo do homem despencou quando ele se deparou com um jovem alto, bonito e com olhos tão profundos e escuros quanto o mar. Seus músculos definidos se destacavam por baixo da blusa branca de linho.

- Oi. Meu nome é Anthony. Sou marinheiro faz muito tempo. Acho que um de seus serviçais te contou a meu respeito.

O sorriso do Stark era cheio de dentes brancos e alinhados. Seu olhar estava iluminado, parecendo refletir todo o céu. Steve não podia negar que se sentiu atraído de modo imediato. Com toda certeza iria levar aquele homem junto de si na caravela.

- Prazer em conhecê-lo, senhor Stark. – O loiro estendeu a mão para o outro.

Tony apertou a mão de Steve. O homem tinha um aperto firme e a pele era quente e áspera. Mão áspera significava muito trabalho.

- Prazer, senhor Rogers. Eu tenho vinte e quatro anos. Sou marinheiro desde os doze. É tradição familiar. Meu pai era marinheiro. E meu avô também. Assim como meu bisavô. Nós conhecemos bem o mar, o oceano. Fui duas vezes á Inglaterra.

- Começou bem cedo sua vida no mar. Sua esposa não fica incomodada com suas viagens? – Anthony perguntou aquilo como quem não queria nada.

- Bom, eu não tenho esposa e nem filhos. Isso me deixa livre para viajar mais.

Steve abriu um sorriso. Ótimo... Ele era solteiro. O capitão só precisava saber se o moreno também gostava de homens e aí, poderia investir nele, mas sempre sendo o mais discreto possível.

- Tudo bem. Então começa a trabalhar para mim hoje, Tony. Pode ajudar seus colegas a carregarem o resto das caixas para dentro da caravela.

- Obrigado, capitão.

O moreno fez uma pequena reverência e se foi. Steve ficou o olhando ir, admirando suas costas largas. Aquele marinheiro era do tipo chamativo. Outros homens o olhavam por onde quer que Tony passasse, parecendo ficarem tão impressionados quanto Steve estava.

Steve apagou o charuto, pisando em cima do mesmo. Ele sentia que aquela viagem seria muito boa e que novos ventos soprariam em sua vida com a chegada do novo marinheiro.

-X-

Estava tudo pronto para a viagem, as caixas foram devidamente guardadas e os marinheiros se achavam dentro da caravela.

Steve procurava Tony com os olhos, ansioso para conversar mais com o moreno. O Rogers o viu perto das caixas, falando com Bruce Banner, o braço direito do capitão, seu melhor amigo de infância e quase irmão.

- Acho que vai gostar daqui. Somos os melhores. – Bruce tinha um sorriso exibido. – E o Capitão nos paga muito bem.

- Eu já ouvi falar muito sobre Steve. Meu pai o chama de Midas, por que parece que tudo vira ouro quando ele toca.

- É um bom apelido. – Bruce soltou uma risada alta. – Senhor Steve Midas.

Steve ficou escutando Anthony rir. Algo naquele som fez com que todos os pelos do corpo do loiro se arrepiassem. O Rogers respirou fundo e se aproximou mais dos dois homens, sorrindo para ambos.

- Estão prontos? – Steve olhou de Bruce para Tony, sentindo o coração acelerar.

- Sim. – O Stark parecia estar genuinamente empolgado. Ele devia mesmo ser um homem do mar.

- Estamos prontos, senhor capitão. – Bruce bateu continência, fazendo Tony rir e Steve rolar os olhos. – Posso ordenar que zarpem?

Steve assentiu e o Banner correu, gritando ordens para os outros companheiros, o s fazendo se moverem rapidamente de um lado para o outro.

- Me acompanhe, Stark. Quero que fique ao meu lado hoje, me entretendo. Afinal, nossa viagem será das longas.

O moreno foi andando junto do capitão. O loiro se posicionou atrás do timão da caravela. Ele era muito bom em pilotar aquele transporte pesado. Havia começado a aprender pilotar com seu pai quando tinha seus doze anos.

- Então, por que não me conta mais sobre você? – Steve aguardava as velas estarem prontas para poder prosseguir.

- Eu sou o filho único. Os homens de minha família sempre foram do mar. Sempre velejando. Minha mãe morreu quando eu ainda era bem jovem, então, vivi com meu pai e meu avô. Eu lembro bem pouco de minha mãe, mas recordo que ela era gentil e tinha mãos quentes e voz angelical.

Steve suspirou pesado. Ele nunca havia conhecido a mãe, pois segundo seu pai, ela os deixara assim que o garoto nasceu. Foi embora com um homem muito mais rico, pois queria subir na vida.

- Eu nem sequer sei o nome de minha mãe. – O Rogers comentou de modo distraído, mordendo o lábio inferior com cuidado. – Mas também não fico pensando demais nisso, por que é melhor assim.

- Sinto muito.

Bruce apareceu correndo, suas bochechas estavam coradas e o suor escorria na fronte de sua testa. Ele estava eufórico.

- Está tudo pronto. Podemos ir.

Steve começou a mover o timão de modo calmo e habilidoso. Ele se sentia bem quando fazia aquilo. As velas balançavam de modo leve e algumas gaivotas voavam pelo céu limpo. Tony aproveitou para observar as ondas.

O Stark e o Rogers ficaram em silêncio por um longo tempo, mas não era do tipo desconfortável. Os dois ficaram ouvindo os outros marinheiros conversarem e rirem. Alguns já estavam bebendo vinho, comemorando mais uma viagem de negócios.

- Você pretende se casar algum dia, senhor Stark? – Steve quebrou o silêncio.

- Acho que não. Meu compromisso é com o mar somente. Não me vejo como um homem comprometido, deixando a pessoa que amo para trás.

Steve o entendia. O Rogers já havia se envolvido com muitos homens, mas nunca pensou em casar. Aliás, mesmo que se quisesse fazê-lo, não poderia. Afinal, nenhum gay se assumia naquela época tão preconceituosa. E o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo era praticamente impossível de ser aceito.

- Você conhece as lendas de marinheiros? – O capitão perguntou ao moreno, apenas por curiosidade.

- Lendas como as sereias e tritões? – O mais jovem abriu um sorriso largo. – Sim, as conheço muito bem.

- E acredita que essas criaturas possam existir?

Anthony ficou pensativo, encarando a água e algo pareceu mudar em seu olhar e em suas expressões, mas poderia ser apenas impressão de Steve. O Stark ficou em silêncio por um tempo, mas depois disse:

- Acho que tudo é possível nessa vida. Não conhecemos todo o oceano, nem sabemos quantos animais podem ter no fundo do mar ou as formas de vida que habitam as águas mais profundas. E dizem que lendas se baseiam em coisas que já existiram, ou existem.

- Então você é uma pessoa de mente aberta?

- Vamos dizer que eu seja. Gosto de tudo que seja diferente, de mistérios.

O Rogers decidiu que definitivamente estava gostando daquele marinheiro. E não iria se desfazer dele tão cedo assim.

- Steve?

- Sim?

Tony encarou o mais velho como se quisesse ler sua alma e aquilo provocou arrepios profundos na espinha do capitão. O homem sentiu como se estivesse totalmente exposto naquele momento, nu.

- Eu acho que essa viagem vai ser muito boa para nós dois. – O Stark parecia estar prometendo algo.

- Acha mesmo ou está falando isso para me ganhar? – Steve disse em tom de brincadeira.

- Eu realmente acho isso. E gostei muito do senhor.

O loiro sentiu as faces arderem, assim como o pescoço e as orelhas. Ele tinha certeza de que estava ficando totalmente rubro e se sentiu ridículo por aquilo.

- Digo o mesmo. – O Rogers sorriu.

Tony meneou a cabeça e foi ajudar os outros marinheiros com tarefas corriqueiras, deixando Steve e seus pensamentos á sós.

-X-

Já estava bem tarde, a Lua Cheia pairava no céu, refletindo-se nas águas escuras. A viagem estava correndo muito bem e Steve gostava daquilo, pois sentia que chegariam á Inglaterra bem antes do previsto.

O Rogers decidiu dormir por algumas horas enquanto Bruce pilotava a caravela. Os pés e pernas do capitão estavam doloridos, assim como suas costas, mas o homem não ligava para aquilo. Ele até que gostava da sensação.

O loiro estava andando para sua cabine, perguntando á si mesmo onde Anthony poderia estar, quando, de repente, ouviu uma voz muito bonita, suave e masculina que cantava uma canção bem antiga e conhecida entre os marinheiros.

Steve parou de caminhar, prestando atenção á letra que contava a história de um capitão que se apaixonava perdidamente por uma sereia e se matava afogado no final de tudo para ficar com sua amada para sempre no fundo do mar.

Aquilo causou arrepios no Rogers, que estremeceu. Porém, a voz ainda o manteve ali, parado e prestando atenção. Ele se sentia hipnotizado por aquele canto, por aquela voz. Seu corpo todo parecia estar leve como uma pluma.

O moreno foi caminhando, procurando pelo cantor. Seu cérebro parecia estar anuviado e suas pernas pareciam se mover sozinhas. O coração de Steve começou a acelerar, batendo alto e suas pupilas se dilataram. O capitão acabou parando em uma cabine isolada, a cabine do “co-capitão”.

Bruce abriu a pesada porta de madeira bem lentamente, encarando a sem-escuridão do cômodo. Algumas velas acesas se dispunham no local, o iluminando de modo meio precário. O Rogers conseguiu ver uma silhueta recortada contra a luz das velas.

A pulsação do capitão aumentou quando ele reconheceu Tony. Bom... O que parecia ser o Stark ao menos, pois a pessoa ali parada, tinha a pele bem clara e em seu rosto belo e jovem haviam marcas azuladas, como tatuagens que imitavam as ondas do mar.

Seus olhos eram castanhos e brilhantes, vívidos. Nas pernas altas e torneadas haviam pequenas escamas em tom azul escuro. Steve constatou com assombro que estava na frente de um tritão.

- Steve. – Tony disse e estendeu os braços. – Venha.

O Stark fechou a porta atrás de si devagar, andando em direção ao Rogers lentamente...

(...)

Steve simplesmente atirou Tony na cama, fazendo com que o colchão se afundasse por sob o peso do moreno, ficando por cima de seu corpo magro e frágil, o observando com atenção, parecendo hipnotizado.

O capitão ergueu a mão e tocou nas faces coradas de Anthony com as pontas de seus dedos, afagando a pele do tritão gentilmente. Depois, o loiro se inclinou novamente por sob o outro e o beijou com ainda mais força do que antes, fazendo o mais jovem perder o fôlego.

Os dedos de Steve se enroscaram de modo hábil no tecido fino da camisa que Tony usava e ele rasgou a peça com a maior facilidade do mundo, fazendo o corpo do Stark ficar totalmente exposto.

O Rogers pegou os trapos que um dia foi uma camisa e mais uma vez agarrou os pulsos de Tony, deixando seus braços formar um ângulo reto. Utilizando os pedaços de pano, Steve amarrou ambas as mãos do menor na cabeceira da cama, deixando-o imóvel.

- Muito bem. Agora você é apenas meu. – O capitão disse com um sorriso maléfico. O tom de voz sensual dele fazia Tony ficar cada vez mais excitado. – Diga-me o que quer que eu faça. Implore isso á mim que eu te darei tudo e qualquer coisa.

- Por favor, Steve, me toque. – O moreno estava sem ar. Sua voz saiu baixa e rouca.

- Eu não ouvi direito. – O maior fingiu não compreender o que o mais novo havia lhe dito. – Diga mais alto e me chame de senhor ou vai ser punido. Entendeu bem?

Tony engoliu em seco. Steve parecia ser uma espécie de dominador natural e aquilo o agradava intensamente. Ele mordeu o lábio inferior, respirando fundo, sentindo o cheiro de mar que vinha do capitão. O cheiro de sal o agradava.

- Por favor, senhor, me toque. – O moreno disse com a voz mais alta, olhando o mais alto no fundo dos olhos.

- Está certo, meu querido. – Steve passou seu polegar pelo lábio inferior de Tony, fazendo o moreno gemer. – Vou ser muito bom com você.

Steve levou seus dedos até a cueca de Anthony, deslizando a peça lentamente pelas pernas altas do moreno, deixando-o nu e totalmente vulnerável. O loiro levou seus lábios até os ombros do moreno, trilhando uma série de beijos na pele do homem. Tony se contorcia freneticamente, desejando poder tocar no maior, mas as amarras o apertavam furiosamente.

- Senhor, por favor, me solte.

Steve olhou para Anthony e balançou a cabeça de forma negativa.

- Nem pensar. Eu quero você assim: Sem defesa. Mas não precisa ter medo de mim. Aliás, tive uma excelente ideia.

O loiro pegou outro pedaço de pano e o colocou por sob os olhos do menor, deixando-o completamente á cegas, o que foi meio estranho para o tritão á princípio. Aquela experiência estava sendo boa e aterrorizante ao mesmo tempo. O Stark queria que o capitão apenas o tocasse de uma vez por todas.

- Agora, pare de se mexer. Quero você bem paradinho enquanto eu me divirto. – O tom de voz de Steve era autoritário e Tony não ousaria a desobedecer, pois tinha que ir até o fim com aquilo.

Tony apenas balançou a cabeça lentamente enquanto Steve continuava a beijar cada uma das partes de seu corpo. Os lábios do moreno pareciam produzir uma carga elétrica poderosa na pele do tritão, fazendo-o torcer os dedos dos pés.

Steve beijou as pontas dos quadris de Tony e o espaço por entre as pernas do homem. Depois ele arranhou as coxas do moreno, fazendo-o soltar um pequeno gemido. O Stark queria muito saber o que o maior faria em seguida, mas a venda estava o impedindo.

E então, o menor sentiu a mão do capitão agarrar seu membro ereto com força, fazendo-o arquear as costas e abrir os lábios para soltar um grito de prazer. Os dedos de Steve tocavam cada um dos pontos mais sensíveis e prazerosos de Tony, fazendo-o tremer e suar frio.

O moreno mordeu as bochechas por dentro com força enquanto Steve o masturbava com força. O Stark movia os quadris lentamente, querendo mais contato com as mãos, quebrando a ordem do capitão.

- Fique quieto. – Steve disse apertando o membro de Tony com força, fazendo-o trincar os dentes. – Lembre-se de que te ordenei a permanecer parado, baby.

- Senhor... – O moreno não estava mais conseguindo falar direito. – Por favor, termine logo com isso.

- E para que tanta pressa? Ainda estamos começando.

Tony estava perdendo o controle de sua sanidade mental enquanto Steve continuava á tocá-lo, torturando-o bem lentamente. Ele tentou ficar parado, mas estava ficando cada vez mais difícil fazer aquilo. Era preciso muito esforço e muita força de vontade.

-Senhor, vá mais rápido, por favor. – Stark praticamente estava implorando ao outro, fazendo o loiro sorrir.

O Rogers aumentou a velocidade, fazendo Anthony atingir seu ápice, gritando pelo nome de Steve, derramando seu líquido quente nos dedos do capitão, o sujando. Com muito cuidado, o loiro virou o menor de costas.

- Fique de quatro. – Steve ordenou ao menor, que o obedeceu sem hesitar.

O Rogers estalou os dedos e espalmou sua mão contra uma das nádegas de Tony, dando-lhe um tapa forte e estalado que fez o outro gritar de surpresa. As marcas dos dedos do loiro ficaram na pele alva do moreno. E então, Steve agarrou a cintura do mais jovem com firmeza, penetrando nele bem fundo, entrando por completo.

Anthony soltou um gemido alto ao sentir o capitão dentro dele, movendo-se com rapidez, fazendo-o rolar os olhos de prazer. Os dedos de Steve se enterraram nos cabelos do menor, puxando-os com delicadeza, fazendo a cabeça de o moreno ir para trás.

- Tony. – O maior sussurrava o nome do tritão junto ao pé de seu ouvido, fazendo-o ficar maluco.

O Stark sentiu a região de seu ventre se contrair a cada estocada dada por Steve. Ele estava cada vez mais perto do ápice, chegando aos céus, vendo estrelas. Sua próstata estava sendo surrada sem a menor piedade. Steve sabia o que fazia.

Anthony sabia que não conseguiria se aguentar por muito mais tempo. Ele sentia sua bunda se colidindo de modo violento contra a pélvis do Rogers, fazendo um barulho alto e erótico. Os dois homens estavam suados, corados, ofegantes.

Depois de minutos sendo fodido com força, o tritão se libertou por fim, rolando os olhos, gritando, gemendo e caindo com tudo no colchão, tentando se recuperar, totalmente anestesiado.

Steve também atingiu o clímax, derramando-se dentro do Stark enquanto gritava por seu nome, sentindo espasmos fortes tomarem conta de seu corpo. Depois, o capitão saiu de dentro do tritão com cuidado, se sentindo plenamente exausto. Ele desamarrou o menor e tirou a venda do moreno que aproveitou a situação para ficar perto do Rogers.

Os braços de Tony se envolveram na cintura do loiro, puxando-o para perto. O Stark grudou seu corpo no dele e enterrou a cara no pescoço do loiro, aspirando seu doce cheiro de mar, que sempre fora seu verdadeiro lar.

Steve riu e apertou Tony ainda mais contra si, amando o fato de estar tão unido a ele. Passou a mão nas costas do menor e depois em seus cabelos. Anthony começou a beijar o pescoço do loiro, fazendo-o sentir arrepios na nuca.

Tony beijou o maior repetidas vezes. Depois, subiu para o rosto, encostando os lábios em sua bochecha, ponta do nariz, testa queixo e por fim, chegou á sua boca.Demorou-se. Queria deixar o homem ansioso. Queria provocá-lo e ouvi-lo suplicar por mais.

- Tony. - A voz de Steve era praticamente um gemido agora.

O Stark gostou daquilo. Era aquilo que precisava: Seu nome sussurrado em meio a um gemido dele. Deixá-lo suado e ofegante. Doido de prazer. Causar prazer e ter prazer era o que alimentava a energia do tritão, o deixava vivo.

- Steve. – Chamou-o, olhando-o ardentemente. O desejo sexual aflorava dentro de si. – Quero... Quero... – A voz fraquejava.

Anthony agarrou a cintura de Steve. Puxando-o para si. O capitão arregalou os olhos e o olhou. Sentiu a mão do menor por sobre sua pele nua. O mais jovem o queria. Não precisava que falasse. O modo de agir já dizia tudo.

Steve ergueu a cabeça um pouco para ver o moreno deitar-se em cima de seu corpo. Deus!Ele era tão forte. Tão poderoso e grande. Tão sobrenatural. Steve queria ficar no fundo do mar com o Stark para todo sempre. Queria e iria se fosse preciso.

- Tony... Você quer fazer amor de novo, não é?

O Stark inclinou a cintura em resposta e esfregou sua parte intima na de Steve.  O capitão entendeu aquilo como um sim e se preparou para o que aconteceria. O moreno queria amá-lo até nunca mais poder mais.

- Meu Tony. – Steve sussurrou, derretendo-se para ele.

O moreno sentiu o calor dentro dele. Pulsava por suas veias. Estava ficando excitado, ligado. Tomaria o capitão naquele instante.Passou as mãos pelo peitoral do maior, pegando seus mamilos entre seus dedos. Eles estavam muito duros. Apertou-os e os puxou, fazendo o Rogers gritar, massageou-os logo em seguida.

Então, Tony abaixou a cabeça e tomou-lhes na boca, sugando-lhes lentamente. Fazia movimentos circulares com a língua, sentindo sua dureza. Mordeu-o de forma leve, para não machucar o humano.

Repetiu o mesmo ato no outro, fazendo o loiro gemer e arquear o corpo. Steve não parou de beijá-lo no peitoral até se cansar. Depois passou os lábios por seus ombros e pescoço. Chupou-o e o mordeu, deixando uma pequena marca roxa.O Rogers riu, sentindo pequenos arrepios na coluna e barriga, arranhando as costas do tritão de leve.

Tony sorriu e o olhou, lambendo o lábio inferior, extasiado, mal acreditando que Steve seria seu. Só seu naquela noite. O moreno se inclinou e deitou totalmente por sobre ele. Olhou-o nos olhos e levou os lábios aos dele, beijando-o, penetrando-a com a língua.

O loiro estava morrendo por ele. Os lábios do Stark eram como o mais puro cetim. Tony encaixou o corpo ao de Steve e bem lentamente deslizou a língua por sua barriga, beijando as pontas de seus quadris. Passou a mão em suas pernas, apertando sua coxa.

Tony contornou as curvas do maior com um dedo, encostando a cabeça em seu ventre. A pele dele estava um pouco fria, mas não isso não o incomodava. Mordiscou a orelha do capitão, passou a mão por seu cabelo.

Então, de modo lento, começou a penetrar no mais velho, afundando-se nele mais e mais, até sentir que todo seu membro já havia entrado no maior. Seu interior era quente e apertado, delicioso.

Steve gemeu e mordeu o lábio inferior, passando os braços ao redor do pescoço de Anthony. O Stark começou a mover os quadris, dando fortes estocadas sem parar, bombando com força, fazendo a cama ranger. O Rogers arfava e gemia, agarrando-se cada vez mais ao moreno, movendo os quadris no mesmo ritmo, fazendo seus corpos se colidirem.

Tony não pegava leve, queria sentir o loiro por inteiro. Ele era tão apertado, estava suando. Mexia-se violentamente, ficando cansado e sem fôlego, assim como o maior. Quando ambos estavam prestes á ter um orgasmo, o tritão parou.

O Stark saiu de dentro do loiro sem pressa, para provocá-lo. Steve arqueou as costas e caiu na cama. A respiração de ambos saía de modo entrecortado. Estavam suados e ofegantes, como se tivessem corrido uma maratona de 100 km. E aquilo não era nem a metade do que queriam fazer. Tony mordeu a ponta do queixo do loiro e o lambeu, fazendo Steve morder os lábios e sorrir levemente.

Anthony agarrou as coxas grossas de Steve para separar-lhe as pernas melhor.E foi aí que abaixou a cabeça, encontrando seu sexo com a ponta da língua, fazendo Tony revirar os olhos e gemer alto.

O loiro deslizou as pontas dos dedos por entre a cabeleira do moreno. O Stark passou as mãos por suas pernas, colocando-as por fim, na cintura dele, apertando-o.

- Tony. – Steve disse com a voz alternada.

O moreno levantou os olhos doces e brilhantes, olhando o capitão fixamente.  Então movimentou a língua de cima para baixo de modo frenético, repetidas vezes, sentindo o gosto dele em sua boca. Era tão macio e quente. Rosado, grosso, grande e com veias pulsantes.

Steve gemia e arfava. Tudo estava tão perfeito. Tony seria somente dele daquele momento em diante, se quisesse. Nada e nem ninguém poderia mudar aquilo. E o Rogers sabia que aquela relação seria intensa e marcante se o moreno aceitasse ficar na caravela...

(...)

Na manhã seguinte, o céu amanheceu azul como nunca antes. As nuvens haviam abandonado a paisagem, dando espaço para que o Sol pudesse em fim brilhar, mas, uma brisa fresca soprava. Os marinheiros haviam levantado cedo para continuarem suas tarefas enquanto a caravela cortava a água.

Porém, o capitão ainda dormia profundamente, exausto pela noite intensa que havia tido. E o Rogers estava sendo observado pelo tritão. Anthony sabia que não poderia ficar tempo demais com o loiro.

Os dois não poderiam mais dormir juntos, ou Steve começaria a ficar muito fraco aos poucos, até morrer. E o loiro só havia ido para a cama com ele, por que havia caído em sua hipnose e com certeza não se lembraria de nada assim que abrisse os olhos.

Mas, Anthony queria que ele se lembrasse, queria que Rogers sempre se lembrasse dele. Havia algo naquele humano que havia o conquistado desde o momento em que o vira no porto. Só que se o loiro lembrasse, seria ruim também.

Tony estava confuso demais. Steve lhe despertou algo no coração. Algo proibido e perigoso. Humanos e criaturas do mar não podiam se apaixonar. E o Stark sabia que sua natureza jamais permitiria que o romance durasse muito.

Tritões e sereias eram amantes de uma só noite. E humanos, sua fonte de juventude e energia. Anthony estava de coração apertado por ter ciência daquelas coisas. Seria melhor ir embora antes que as coisas piorassem.

O moreno se ergueu, colocando as roupas. Ele olhou Steve pela última vez e beijou sua testa com carinho. Lágrimas queimaram em seus olhos. Doía saber que nunca poderia ter o amor de uma pessoa.

O Stark se retirou do quarto do capitão, andando depressa. As lágrimas já escorriam por seu rosto. O tritão foi para um local deserto da caravela, encarando a água e sem pensar duas vezes, se atirou nela.

O moreno teve suas pernas substituídas na mesma hora por uma longa cauda verde e brilhante e suas tatuagens azuis em formas de onda apareceram no rosto e pequenas guelras apareceram por entre os dedos de suas mãos e seus olhos se tornaram escuros.

O tritão começou a nadar depressa, se afastando o mais rápido que podia da caravela, fazendo a água se agitar a seu redor. E enquanto ele ia embora, Steve se lembrava dele e o procurava desesperadamente, querendo saber onde Anthony fora, sem saber que o tritão partira.

E partira carregando em seu ventre, o fruto de uma noite tórrida.



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