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História Amor do passado (imagine momo) - Capítulo 6


Escrita por: cantstop

Capítulo 6 - A descoberta do celular


( Y/N )'s point


— Qual problema? E por que começaram a acreditar em mim? 


— Eu estava trabalhando em alguns ajustes na FrankenTV na noite passada para que pudesse mandar vocês para casa se fosse verdade. Porém, sem querer, acabei sobrecarregando a energia da casa e acabou que algumas partes internas... Queimaram... 


— Você deu o nome da máquina do tempo de FrankenTV? — não consegui segurar o riso. — Por que? 


— Leeteuk quem deu a ideia! — Heechul pareceu ficar bravo e revirou os olhos. O ruivo tomou o lugar, respondendo-me. 


— A televisão é composta por várias peças, como Frankenstein. 


— Entendi. Mas, por que começaram a confiar em nós? 


— Estamos dando esse voto de confiança em vocês, por favor, se for só uma brincadeira... — interrompi Heechul. 


— Não é uma brincadeira, eu juro, a coisa que eu mais necessito nesse momento é voltar pra casa. — olhei ao redor para ter certeza de que não havia ninguém prestando atenção no que dizíamos. — Não sei quais estragos mais podem acontecer se continuarmos por aqui, o efeito borboleta pode virar um efeito bola de neve. 


— Como assim? 


— Bem, podemos causar tantas alterações nessa linha do tempo que isso irá virar uma bola de neve, ficando cada vez maior até que colida com a nossa época e cause grandes estragos como, não sei, o fim do mundo! 


— Céus, melhor começarmos a consertar a FrankenTV o mais rápido possível! — Heechul pegou seu cachorro de pequeno porte no colo. 


— Aonde vocês estão vivendo? — Leeteuk perguntou. 


— Não se preocupe, Leeteuk, Hyunjin e eu estamos morando na casa do dono da lanchonete Media Luna.


— De forma alguma! É ainda mais perigo vocês viverem no mesmo teto que uma pessoa desta época, ainda mais tão velho quanto o senhor Hwang! Essa noite mesmo iremos buscar vocês na casa dele e então moraram na minha casa. 


— E o que dirão para o senhor Hwang? 


— Que eu sou seu primo, eu moro com Leeteuk mas o senhor Hwang não precisa saber e eu posso dizer que meus pais pediram que eu fosse busca-los. — o vovô deu a ideia. 


— Muito obrigada por acreditarem em nós, Hyunjin não está aqui mas, acreditem, tenho certeza que ele também ficará extremamente grato por isso! Ele não vê a hora de voltar para casa e sua rotina de revistas em quadrinhos. 


— Melhor você voltar para dentro antes que comecem a suspeitar. Tenha uma boa aula, ( Y/N ). — Leeteuk acenou para mim, meu avô apenas virou de costas com o Bok ainda em seu colo e os dois homens foram embora. 


Entrei novamente, agora estava caçando Hyunjin pela escola. O encontrei com muito custo sentado ao lado de Yuna, Hueningkai e quem parecia ser o Namjoon, na quadra de basquete. Eles ainda estavam almoçando. 


— Hyunjin! Tenho ótimas notícias! — gritei enquanto entrava correndo na quadra, ele imediatamente se levantou e veio na minha direção. 


— O que houve, ( Y/N )? — ele me deu apoio para que não caísse, estava muito cansada de tanto correr. 


Conferi novamente se havia mais alguém prestando atenção em nós, a resposta foi não então prossegui. 


— Eles acreditam em nós, Leeteuk e o vovô vieram aqui para dizer que finalmente acreditaram em nós! — Hyunjin começou a pular de felicidade, ele me abraçou forte. 


— Como? Quando? — perguntou eufórico. 


— Eles vieram aqui para me dizer isso, a FrankenTV agora precisa de alguns ajustes já que o vovô sem querer queimou algumas peças mas eles irão arrumar o mais rápido possível para que possamos voltar pra casa! 


— FrankenTV? 


— Por causa do Frankenstein! Leeteuk me disse que irá nos buscar na casa do senhor Hwang e iremos viver na casa dele. 


— Do que estão falando? — Yuna surgiu atrás de nós, sua chegada repentina me deu um susto. 


— Nada de muito importante, Yuna. 


— Mas vocês estavam gritando e pulando, e você disse que tinha ótimas notícias ( Y/N ). 


— É algo da nossa família. — Yuna pareceu engolir aquela desculpa. 


— Entendo. Você já almoçou, ( Y/N )? Eu trouxe um sanduíche extra, talvez você queira. 


( . . . ) 


Estávamos voltando da casa do senhor Hwang e indo falar com ele na lanchonete, já havíamos arrumado algumas coisas nossas e demos muita sorte que o homem mais velho havia me dado uma mochila, assim eu pude guardar nossas roupas nela. Bem, não nossas né mas acho que agora são. 


— Senhor Hwang, temos uma boa notícia para lhe contar. — Hyunjin disse quando abriu da lanchonete. 


— Não grite, Hyunjin, não grite. Isso afasta os clientes. — o senhor de idade saiu da cozinha e veio até nós. — Qual é a maravilhosa notícia que vocês não podiam esperar para contar? 


— Nossos primos foram na escola hoje, iremos ir morar com os nossos tios! 


— Que bom! Agora vocês estão com sua família! imagino que tenha sido muito difícil para vocês, não? 


— Sim, claro. — respondi cabisbaixa, ainda sinto muita falta do In e dos meus pais mas eu preciso olhar pelo lado bom. 


Pelo menos, agora, só precisamos consertar a FrankenTV para voltar pra casa, só alguns ajustes. 


— Por que essa carinha, ( Y/N )? Espere, irei fazer um milkshake por conta da casa para vocês, de que sabores? 


— Não precisa, senhor Hwang... — Hyunjin tapou minha boca com sua mão. 


— Cala a boca, ( Y/N )! O que conversamos sobre falar demais? — ele sussurrou entre os dentes perto do meu ouvido mas aposto que o senhor Hwang conseguiu ouvir já que em seus lábios se formou um pequeno sorriso, uma coisa muito rara. — O que a minha querida irmãzinha quis dizer, senhor Hwang, é que ela adoraria um milkshake de chocolate, pra mim pode ser um de creme, capricha no chantilly e traga também duas porções de batatas! 


— Ok, volto logo. — ele entrou novamente na cozinha. 


Aproveitei o momento para terminar uma das tarefas de casa então eu e Hyunjin nos sentamos na mesa dois e começamos nossos deveres. Bem, eu comecei a fazer e ele começou a copiar minhas respostas, claro. 


Mesmo que Hyunjin seja um pouco irritante às vezes, ele ainda é meu irmão e meu melhor amigo e eu o amo muito. Sempre fomos opostos mas isso não nos fazia detestar um ao outro e um sentir inveja do outro por algo que alguém seja melhor, muito pelo contrário, eu costumava ajudar ele com física quando começamos a ter lições desta matéria e ele já até tentou me ensinar a jogar basquete, nenhuma das duas ideias havia dado certo porém foi divertido ver ele fazendo gracinhas com os lápis e réguas e aposto que ele achou vem engraçado me ver errado cada cesta no basquete. 


O senhor Hwang logo chegou com os nossos pedidos. 


— Aqui estão, os milkshakes e as batatas, aproveitem. — deu uma golada em meu milkshake de chocolate, estava mais gostoso que o normal. — Eu coloquei um pouco mais de sorvete pra vocês, pareciam tão tristes que acho que merecem isso. 


— Obrigada senhor Hwang, viremos sempre aqui para ver o senhor, não sei aonde estaríamos caso vocês não nos deixasse ficar por aqui. — o mais velho bagunçou nossos cabelos e voltou ao trabalho, ele podia ser bem rígido com essa questão. 


— E então, qual você marcou na 3, ( Y/N )? 


— P... — disse sorrindo, ele nem havia percebido. 


— Eu também, letra P... Calma aí, só vai até o E sua mentirosa! — ri alto. 


— Você só quer roubar minhas respostas, desculpe Jin, mas você tem que se esforçar pelo menos nessa questão não é? 


— Olha ela, usando roupas de homem! — ouvi três garotas cochichando na mesa três, eu sabia que elas estavam falando de mim e como não queria me chatear com isso, apenas prestei mais atenção em minhas anotações. 


— Ela é tão cafona! Será que não sabe que isso é praticamente um crime da moda? — a segunda menina disse, seu sotaque era forte então deduzi que era estrangeira, como puxava bastante o ' R ', acredito que seja tailandesa. 


— Ela parece querer ser igual ao menino na frente dela, será que é seu namorado? — a terceira disse, um sorriso maldoso estava estampado em seu rosto. 


— Não diga isso, Jennie! — a primeira falou novamente, seu cabelo era escuro e estava preso em um rabo de cavalo, ela era extremamente bonita. — Uma garota como aquela nunca teria um namorado! 


— Já chega, qual o problema de vocês três, hein? — Hyunjin se levantou e bateu na mesa três, aonde as garotas estavam sentadas. 


— Por acaso você sabe com quem está falando? — a que parecia ser estrangeira, talvez tailandesa, se levantou e logo depois as outras duas também. 


— Não, mas poderia ser o Elvis, a Marilyn Monroe ou até mesmo o Papa! Eu não vou deixar ninguém falar com a minha irmã desse jeito! 


— Viu, Jennie, eu disse que não era um namorado. — as três riram. — É melhor você levar sua pequena aberração para o circo novamente, ela me incomoda! — a morena rabo de cavalo falou. 


— Vocês deveriam ter vergonha de vocês mesmas, mas se vocês não tem, eu tenho. Vamos, ( Y/N ), podemos terminar nosso lanche em casa. — Hyunjin guardou os meus e os seus livros, peguei nossos copos de milkshake e os saquinhos de batata frita. 


— Isso, vai lá com seu irmão, ( Y/N ), ninguém precisa de vocês por aqui. — a estrangeira riu. 


Eu sentia meus olhos cheios de lágrimas, toda via, não iria chorar na frente de três bullys, eu não daria esse gostinho a elas. Mas se eu pudesse, aish, iria acabar com elas na hora! Meus sentimentos inchados são sensíveis demais então, mesmo que eu tentasse, não iria conseguir dar uma resposta a altura e acabaria me sentido mais humilhada ainda. Hyunjin tinha noção disso então ele sempre me defendia quando alguém dizia esse tipo de coisa para mim, eu adoro seu jeito protetor. 


— Não chore por elas, ( Y/N ), não se sinta mal por esse tipo de gente. — continuamos nosso caminho até a casa do nosso avô. 


— É muito difícil, eu fui humilhada só por estar usando outro tipo de roupa que elas! — chutei o chão, sentindo algumas lágrimas escorrendo do meu rosto. Hyunjin pegou em meu braço e nos sentamos no meio-fio da rua. 


— Elas são só três retardadas, aposto que não iremos mais trombar com elas por aí. E se elas vierem sempre na Media Luna, podemos frequentar aquele boliche bacana que tem no final da esquina e ir visitar o senhor Hwang na casa dele. — Hyunjin limpou algumas das minhas lágrimas como polegar, ele pegou uma das batatinhas do seu saquinho e levou até a minha boca, eu não pude deixar de sorri. — Isso, eu gosto de te ver assim, feliz! — ele puxou o resto da batatinha e comeu. 


— Obrigada, Jin, eu te amo muito! 


— É, eu sei, vamos. — ri, ele se levantou e me ajudou a me levantar também. Terminamos nosso milkshake e batata frita durante o caminho. 


Quando chegamos na casa do vovô o Hyunjin bateu na porta, o Leeteuk abriu e então um sorriso angelical apareceu em seu rosto. 


— Que bom que vocês chegaram. — seu sorriso doce se transformou em um nervoso. — Precisamos de ajuda! — ele nos deu espaço para entrar, o vovô estava no meio da sala com a FrankenTV e ele parecia bem ocupado. 


— O que houve? 


— As peças da FrankenTV não podem ser reutilizadas, não temos renda o suficiente para comprar outra televisão e nem peças que sejam compatíveis com a máquina. — Heechul começou a tirar as peças queimadas de dentro da televisão. 


— Será que as peças do meu celular são compatíveis? — perguntei mais para mim mesma do que para eles. 


— Do seu o que, garota? — o homem de cabelos pretos longos falou, sua expressão era confusa e isso me fez rir. 


— Meu celular, é algo que todas as pessoas do futuro tem. — comecei a procurar na minha mochila. 


— E serve para que? — Leeteuk questiona. 


— É um aparelho eletrônico que serve para enviar mensagens, ligar e receber ligações, assistir vídeos online, jogar jogos de diversos tipos. Você também pode tirar fotos, ver a hora, marcar compromissos na agenda... Várias coisas. — Hyunjin respondeu ao ruivo. 


— Meu Deus, me deixe ver isso! — Heechul pegou o aparelho das minhas mãos, ele olhou a tela, tocou e sacudiu. — Como liga? 


— Está descarregado, estamos aqui a uma semana e sua bateria só dura um dia no máximo, os celulares dos anos 2000 duravam bem mais, a mamãe tinha um que chegava ter três dias de bateria constante! 


— Claro, é um Nokia Tijolão! 


— Mas ele era bom, só não tinha conexão com a internet e esse tipo de coisa. 


— Conexão com o que? — Leeteuk olhava cada parte do celular. 


— É muito difícil de explicar mas, basicamente, o que nos permite ter todas as informações do mundo nos nossos celulares. 


— Todas as informações do mundo? — Leeteuk e o vovô disseram em unisolo. 


— Como carrega, energia solar? — Heechul colocou o aparelho por fora da janela, apontado para o sol. 


— Ei! Não! — eu peguei de sua mão. — É um IPhone! É muito sensível é pode trincar com qualquer quedinha! — esfriei o celular com minhas mãos. — Precisa de um carregador, você coloca a ponta do cabelo nesta entrada e a outra ponta em uma tomada, assim ele carrega. 


— Será que funciona com uma bateria de carro? 


— Acho que isso pode estragar o aparelho... Mas podemos tentar! — Leeteuk entrou na onda de Heechul. 


— É melhor não arriscar, rapazes, talvez ele queime e então ferrou! Precisamos voltar para casa. 


— Ainda temos o meu celular, ( Y/N ), podemos tentar carregar o meu já que o seu é novo. — Hyunjin mostrou seu Samsung. — Você ganhou no seu aniversário e eu sei o quanto queria esse modelo. Toma, podem fazer o teste no meu. 


— Você adora seu celular, Hyunjin! 


— Eu sei mas ele não serve muito sem Wi-Fi, todos os meus aplicativos são online e não custa nada tentar carregar. 


— Ok, fiquem os dois aqui e não deixem o Gibok fugir, irei na oficina do meu pai trazer uma bateria de carro. Podemos usar um adaptador! — Heechul pulou de alegria. — Imagina ter toda informação do mundo em nossas mãos, podemos dominar o mundo! 


— Não temos internet! — Hyunjin os lembrou. 


— Oh... — o vovô parou de pular. — Ainda sim! É interessante, vamos Leeteuk! — eles saíram com o celular do Hyunjin. 


— Não me lembro do vovô ser tão maluco assim. — Hyunjin comentou. 


— Nem eu. — rimos. — Você acha que vamos conseguir voltar para casa? 


— Claro que vamos, em breve nós veremos nossos pais, nosso irmão e o nosso vovô. 


— Espero. 



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