História Amor Doce: "Sweet Harem" (hentai, shoujo, daddy kink, bdsm) - Capítulo 57


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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Armin, Castiel, Kentin, Leigh, Lynn, Lysandre, Nathaniel, Rosalya
Tags Amor Doce, Amordocefanfic, Armin, Castiel, Corazon De Melon, Daddy Kink, Daddykinky, Fanfic, Hentai, Kentin, Leigh, Lysandre, My Candy Love, Nathaniel, Roleplay, Rosalya, Shoujo, Sweet Amoris
Visualizações 209
Palavras 4.119
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fantasia, Harem, Hentai, Literatura Feminina, Musical (Songfic), Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Incesto, Linguagem Imprópria, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bom, na votaçao passada o resultado foi um empate entre encontrar o Castiel e o Lysandre. Entao no capitulo 12 vamos ver os dois. A fic provavelmente vai ter um capitulo 13 e 14 ainda, pq nao vai dar pra concluir tudo no 12.
A foto da capa é a borboleta que a Lynn fez.

Capítulo 57 - Quem sou eu?


Fanfic / Fanfiction Amor Doce: "Sweet Harem" (hentai, shoujo, daddy kink, bdsm) - Capítulo 57 - Quem sou eu?

CAPÍTULO 12 – PROVANDO DOMINAÇÃO

Opção 1: Lysandre.

LYNN’S POV. 20.12.2014

D e v a n e i o s

“Borboletas”

Quem sou eu? Uma mistura de todo mundo, ou eu mesma? Eu gosto do que eu sou? Eu tenho medo do que eu sou?

Já são cinco da tarde, já passou uma hora desde que enviei a última mensagem para ele, e elas seguem ser chegar, ele segue com o celular desligado. Estou com o chat do Armin aberto na tela no celular enquanto seguro o aparelho com uma mão, e o pote de comprimidos na outra, apreensiva.

Decido mandar-lhe um áudio sobre o fato de eu estar com sua mochila. Claro que é pura manipulação. Mais preocupada do que por estar com seus pertences, ou com seu remédio – já que ele pode, sei lá, ir na farmácia comprar mais – estou muito ansiosa, e quero que ele me responda. Portanto qualquer desculpa é válida.

“A-armin... E-eu...” Alguns soluços estão brotando da minha garganta, e me amaldiçoo por isso e respiro fundo. Sempre quero parecer forte. Também sou orgulhosa, e se ele não quer mais nada comigo eu não vou me rastejar. “E..eu estou com a sua m-mochila e...” fungo algumas vezes, chorando. Me sinto realmente inútil e desprezível. “...E o seu remédio está nela... Pensei q-que... Talvez você precisasse deles.”

Após alguns segundos, essa mensagem deu erro. Fui checar o que era e o meu celular tinha 4G, mas por muito que eu clicasse tentando enviá-la de novo, não dava certo. Quase atiro meu celular no chão. Fico por um momento me sentindo bem sozinha, e muito triste.

Eu ainda não quero voltar para casa e aturar o clima pesado que tem lá. Além disso, ninguém vai perguntar como estou me sentindo e porque estou mal. A última vez que eu chorei perto do meu pai, ele disse que já tinha muitos problemas para escutar as minhas palhaçadas de menina pequena. E sua atitude com respeito às minhas emoções sempre foram deste nível. Enquanto à minha mãe, não quero que ela se preocupe por mim.

Abro a galeria do celular, procurando alguma foto da gente juntos. Amplio no seu rosto e coloco esse ‘corte’ como desbloqueio de tela. Logo começo a tocar o seu rosto com o indicador, suavemente. Armin... Dou um longo suspiro. Amor...

Ele é lindo, perfeito. Seu sorriso imaculado, seus olhos, suas sobrancelhas arqueadas, seu cabelo escuro, sua pele lisa e branca. Sua voz... Seu corpo... Seu... Seu pau... Hehe. Merda, acho que estou realmente apaixonada.

Sentir essa distância e mistura de sentimentos, me faz me dar conta de que, nesse momento exato, tem algo realmente daninho e destrutivo florescendo desde o meu peito até o meu cérebro, enquanto tenho um sorriso pequeno aberto, que possivelmente pareceria estranho para qualquer pessoa que o flagrasse no meu rosto. Se eu fosse colocar um nome nesta flor, seria “uma espécie de emoção sombria e tentadora”. Me deixo levar por esta tentação.  Simplesmente abro esse pote branco, e tomo três comprimidos de Ritalina, tão simples assim. Tão fácil. Não é? Hm...

Começo a pesquisar sobre o remédio só agora que já tomei, esse é o meu nível de descuido. Segundo o que acabo de ler, faz efeito em meia hora. É um remédio que se usa para tratar o Déficit de Atenção e Hiperatividade, que acelera o processo psicológico e físico, e que estimula a concentração. No artigo também dizia que, inclusive, alguns estudantes tomam isso sem receita na época das provas finais.

Mas em caso de abuso pode causar overdose. Os sinais de overdose são dores abdominais, agitação, agressividade, pânico, confusão, delírios, febre, alucinações, dor de cabeça, dores musculares, náuseas, vômitos, fraqueza, alto-reflexo exagerado, respiração acelerada, impossibilidade de dormir ou descansar, tremedeira, e inclusive morte. É uma anfetamina. Os efeitos demoram em surgir meia hora e podem durar quatro horas. Se tomei três, acho que vou estar umas doze horas assim, meio louca. Ou com uma overdose não letal. Rio suavemente. Por que rio? Porque sou uma masoquista auto-destrutiva.

Sigo fuçando na mochila do Armin, encontro outro cigarro “daqueles” perdido no fundo dela e começo a fumá-lo enquanto escuto música sozinha.

Obviamente, em pouco tempo estou “voando”, cantando baixo para mim mesma, conversando sozinha, filosofando, e o meu cérebro e imaginação começam a ir a mil por hora. Por um momento senti vontade de escrever. Então tirei um lápis de dentro do estojo do Armin. Mas estavam todos sem pontas. Libero um risinho de amor. Ele é muito desleixado. Certo. Não tenho como escrever, nem papel para isso. Ok... Certo, tem um caderno na mochila dele. O abro. Está cheio de desenhos feitos com caneta azul, e não tem nenhuma folha em branco.

Apesar disso, por um momento fiquei passando as folhas e viajando na maionese. Eu imaginava que as linhas se mexiam, que os personagens falavam, caminhavam. E na verdade eu acho que estive realmente alucinando.

Então no meio dessa viagem decido pegar algumas latas de spray que estavam lá dentro e pintar algo nesse muro abandonado, enquanto escutava música. Isso provavelmente aliviaria minha dor mental, já que me faria parar de pensar nele e estar concentrada em outra coisa. Tem uma lata aqui rosa fúcsia (é melhor dito, um tom que se aproxima do roxo), uma verde (cores opostas, este Armin realmente estuda algumas coisas), uma preta e uma branca. Sim, com tanta tralha a mochila do Armin pesa uns dez quilos. Claro, para ele é pouco, mas para mim parece que a força da gravidade está me puxando para o inferno quando a coloco nas costas.

Começo a passar uma base de spray preta e lisa na parede, tal e como ele próprio me ensinou que era necessário fazer antes de começar a pintar um muro. Eu ia fumando e pintando, e me deixando levar. Acabei fazendo uma borboleta muito colorida. Depois fiquei olhando para ela três minutos, me perguntando, por que raios pintei isso.

Hm. As borboletas simbolizam transformação, metamorfose. Fico assentindo algumas vezes, no mundo da lua. As cores são fortes e parecem que estão me hipnotizando. Começo a sorrir, gostando muito do resultado.

Neste momento de distração, aconteceram duas coisas ao mesmo tempo. Meu celular começou a tocar e eu deixei tudo cair no chão, de tão nervosa e ansiosa. O peguei tremendo. Eu acabo de quebrá-lo. Franzo as sobrancelhas, sentindo raiva para caralho, e pego o “cigarro” do chão como reação espelho, dando outra fumada para relaxar. Problemas? Evasão. (Ao menos é isso que eu pensava há cinco anos atrás, antes de amadurecer).

A segunda coisa que aconteceu, foi que quando olhei para trás, vi Castiel me observando com as mãos no bolso da calça, e um jeito casual, de quem não liga para nada. Dei outro trago.

─ Era você? – lhe pergunto.

─ O que? – ele vai se aproximando, observando tudo o que está ao meu redor.

─ Que estava me ligando. – Digo, com uma cara muito triste. Não sei nem como ele me encontrou, e acho que neste momento nem me importa realmente. Ele deve ter seus métodos, ou deve ter me procurado pelas redondezas. Não é como se eu houvesse ido longe demais. E sendo esperto como ele é, seguramente esse cara já sacou como eu sou e aonde eu iria há tempos.

─ Não. – Ele fica por um momento hesitando, como se não quisesse me dar mais informação, mas acaba soltando. ─ Deve ter sido o Lysandre, ele está preocupado com você. – Castiel responde.

─ Ah... – Sussurro. ─ Diga-lhe que estou bem. – Abro um sorriso um pouco malicioso, e dou alguns risinhos. Logo fico séria de novo. ─ Estou ótima. Não está vendo? – digo para Cass, agora com um tom sério, firme, e um olhar profundo, querendo dizer que posso me cuidar eu mesma.

Ele se aproxima e para do meu lado, com as mãos nas costas. Logo ele ladeia o seu pescoço tatuado, e pára para analisar a minha pintura.

─ Mmm... Interessante... – ele sussurra. ─ No entanto, nada original. Mas, hm... como dizer, cheio de “sentimentos”, mm... – Ele começa a se fazer de crítico de arte, cerrando os olhos para fingir que estava se esforçando. Acabo soltando um risinho irônico desde a garganta vendo sua ceninha, e logo mantenho um sorriso ladeado, enquanto vou chegando do seu lado e olhando seu rosto, de braços cruzados, como a garota dura que sou.

Castiel me olha comicamente. Vejo um brilho de paixão nos olhos dele. Ele também gosta de como eu entendo o seu senso de humor, sem me ofender por tudo, sem tomar as brincadeiras como ataques pessoais. Sem lhe dizer: “e quem pediu sua opinião?”, sem ir choramingar por causa do seu jeito “rude”, que é na verdade apenas ironia e sacanagem.

─ Eu estava preocupado com você, mas já vejo que você se cuida muito bem sozinha. – Ele me diz, com firmeza, reconhecendo que na verdade sou uma pessoa forte.

─ Nós tentamos. – Sussurro.

─ Hm. – Ele abre um sorriso pequeno e me olha nos olhos. Achei que ele ia dizer algo bonito, ou me abraçar, mas da sua boca só saíram pestes.  ─ Você segue chapadaça, não é? Seus olhos estão vermelhos e arregalados, você está descabelada, com olheiras, e parece faminta. E sedenta também.

─ To ligada. – Respondo, séria. ─ Você pode dar uns toques para o Armin? Acabo de quebrar a merda do meu celular. – Mostro-lhe o celular quebrado.

─ Mm. – Ele murmura. ─ Já te disse que não era ele quem estava te ligando. De todos modos... – Castiel pega o seu celular e começa a ligar para o Armin. Apenas olho pra baixo, com vergonha de mostrar para o Castiel o quanto eu estava ansiosa, o quanto eu queria saber se o celular dele ainda estava apagado. O quanto eu queria que fosse ele quem estivesse me ligando antes. ─ Ninguém atende. – Ele responde. O olho, simplesmente séria. Ficamos nos fitando por um tempo. ─ Bonita mensagem de voz. – Ele diz, sarcástico. Ele se refere à mensagem que o Armin deixou na secretária eletrônica. Que filho da puta.

Abro um sorriso irônico e levemente divertido. Por que gosto de pessoas assim, insensíveis? Deve ser porque com elas sei que nunca vamos nos emaranhar num novelo de sentimentos intermináveis e dolorosos? Por que me sinto tão identificada com elas? Deve ser porque o Castiel deve se sentir igualzinho a mim. Tem medo de se prender, e sentir demais. Aí está a origem da nossa atração fatal. Por fora somos gelo, por dentro somos fogo. Temos mais coisas em comum do que aparentamos. E sabemos. Mas a boca de nenhum dos dois vai assumir isso. Nunca.

Vendo o meu sorriso, mesmo sendo sarcástico, Castiel se anima e decide me convidar para comer.

─ Deixa-me te perguntar, você já comeu? – olho que tem uma mochila nas costas dele, e que ele está carregando outra bem frouxa, aparentemente quase vazia. A das costas possivelmente é a minha, que deixei com ele, e a vazia a dele.

─ Ainda não.

São quase seis da tarde e ainda não almocei.

─ Ah, então vamos comer.

─ O que nós vamos comer, não é que eu goste muito de comer, sabe. – Digo, desanimada.

─ Mm... É, dá para ver que você não gosta mesmo de comer, tábua. – Ele abre um sorriso sarcástico.

─ Imbecil. – Digo, com um tom enfurecido e começo a guardar a tralha na mochila, de novo, lentamente.

Castiel ri com suavidade, satisfeito.

─ Vamos comer comida hedonista, porque só vivemos uma vez. Podemos deixar todas essas mochilas na minha casa, tomar banho, trocar de roupa, e ir ao McDonald’s que tem lá perto.

─ Vamos comer hambúrguer? – digo, pensando em todas as calorias.

─ Por que não? – ele ri suavemente. Começamos a caminhar para fora dali um do lado do outro. Só por costume, observo para ver se a área está limpa. Se a polícia ver uma pintura recém molhada na parede, eles olham ao redor para saber quem foi o autor. Então poderia me cair uma multinha bem salgada se eles encontram tinta na minha mochila. ─ Eu odeio hamburguer. – Digo.

─ Ah, é? Então o que você quer comer? – diz Castiel, caminhando. Ele está levemente mais à frente, guiando o caminho para sua casa. Fico por um momento pensando na sua pergunta. Eu não quero comer é nada na verdade. Além de que estou triste e isso fecha o meu estômago, um dos meus segredinhos é que sou bem ruim para comer. Basicamente, só como na frente dos outros para não estranharem.

─ Sorvete. – Digo, com um sorriso divertido.

─ Sorvete. Haha. – Ele ri levemente, provavelmente me achando infantil.

─ Sorvete de leite. – Digo, com um tom arrastado, para provocá-lo e para me divertir. Provavelmente, já estou evadindo.

─ Mm... Sorvete de leite, é? – Castiel ergue uma sobrancelha e roça o seu braço pelo meu, com um leve empurrão, e um timbre malicioso e arrastado.

─ Sai fora. Estou triste. – Digo, entre risinhos. Acabo arrancando outras gargalhadas dele.

Depois de caminhar um pouco, falando de assuntos que não tinham nada, nada a ver com tudo o que aconteceu de manhã, com os problemas que eu tenho em casa, ou com qualquer coisa que desanimasse o Castiel, chegamos até a casa dele.

Nós entramos na sala, que eu já conhecia, e fomos subindo as escadas para a zona dos quartos. No corredor, não sei por que, Castiel abriu uma porta que eu nunca tinha visto.

─ Aqui é o quarto dos meus pais. – Ele disse. Um cheiro de lugar fechado misturado com poeira imediatamente invadiu o meu nariz. Estava tudo escuro, e só uma gretinha de sol iluminava o ambiente através das persianas da janela. Por que ele está me mostrando esse cômodo? Talvez seja um ato inconsciente da parte dele. Mas acho que ele quer me deixar conhecê-lo melhor.

─ É bonito... – digo, sem saber bem onde pisar. Eles têm uma cama grande, um armário embutido. É uma suíte, e é o quarto maior da casa também.

─ Hm. Obrigado, suponho? – ele ri sarcástico e fecha o cômodo de novo. Esse quarto é tenebroso do seu próprio modo. Evade a uma solidão sombria. E por isso deve estar sempre fechado. É como se não existisse nessa casa onde o Castiel mora basicamente sozinho.

─ Este quarto... – ele toca a maçaneta de uma porta fechada, só para me mostrar que está trancado. ─ É meu também.

 ─ Hm... – murmuro. ─ É um quarto misterioso? – ergo uma sobrancelha, com um sorriso divertido.

─ Sim. Tem uma maca nele para fazer tatuagens, meu equipamento, e um livro com desenhos. Dos dezesseis aos vinte eu gostava bastante disso. Costumava usar alguns amigos como lenço humano. – Ele ri com maldade, seu timbre é grave, incluso um pouco mais que o do Armin, seus risinhos são roucos e... como descrever? Um pouco demoníacos? Bom, não chega a tanto, mas são com certeza intimidantes.

─ Interessante. – Digo. ─ Você deveria adorar ver eles sofrendo enquanto você rasgava a pele deles de tinta, não é?

Isso arranca outro risinho satisfeito dos lábios do Castiel.

─ Algo assim, kitty. – Ele murmura. ─ Só que eles não sabiam. – Castiel ri divertidamente após a confissão. Credo. Isso me fez pensar que todo tatuador, cirurgião, esteticista ou enfermeiro deve ter um pouco de personalidade sádica deste estilo.

Vamos indo até seu quarto. Vejo como ele larga as mochilas lá, e faço o mesmo com a do Armin, a deixando num canto. Ele vai até o seu guarda-roupa e o abre, e vai tirando uma jaqueta de couro, uma regata preta, uma calça jeans preta, umas botas de motoqueiro. Vai se trocando sem pudor na minha frente, afinal, eu já o vi pelado e não importa muito. ─ Por certo, fui eu que fiz a tatuagem do Lysandre, e essa que eu tenho no braço esquerdo. O que você acha delas?

─ Bom, a tatuagem do Lysandre é muito bem-feita. Se a sua carreira de guitarrista não der certo, acho que você tem outro possível trabalho. – Digo, tocando a tatuagem do seu braço, enquanto Castiel está de cueca na minha frente. ─ Essa também é linda. – Nos olhamos por um momento, ele está com um sorriso ladeado intenso que acaba me deixando corada. Sua tatuagem é uma caveira preta com alguns outros desenhos que sobem por seu braço, abarcando-o inteiro. Realmente, não sabia que foi ele quem fez isso. Que maligno esse cara, tatuando-se a si mesmo. O ruivo toca meu rosto com a outra mão, descendo o carinho até o meu queixo, me acordando desses pensamentos que eu estava tendo sobre ele. ─ Gatinha suave. – Ele murmura. ─ Mhuhum. Você é linda corada. – Só consigo ficar ainda mais vermelha.

─ Obrigada? – Digo, queimando, e abaixando o olhar. Castiel me olha com um sorriso sarcástico e acaba de se vestir, colocando a regata preta e logo a calça. Vejo como ele vai colocando um cinto de couro com uma caveira no centro, e o apertando com força na cintura, enquanto me encara. O uniforme dele fica ali jogado no chão.

Certo, não? Ele me provoca, e logo se afasta, para me deixar com vontade. Já não sou tão boba assim, Cass. Sei sobre várias técnicas de sedução, ainda que me custe um pouco exteriorizar meus sentimentos.

Vestido, ele começa a caçar algumas roupas para mim no seu armário. Ele encontra uma regata preta da banda Slayer, tamanho M, rasgada nas laterais. ─ Mmm... Acho que essa vai dar certo com a saia do uniforme. Hehe. – Ele ri baixinho. ─ Você deveria ir lavar o rosto um pouco, se arrumar outra vez e tal. Lavar a sua prexeca sangrenta. Etc. – Castiel sugere.

─ Deveria mesmo. – Digo com um sorriso tímido. ─ Apesar de que... Não está descendo tanto sangue já. Acho que amanhã o meu ciclo já acabou.

─ Interessante. – Ele ladeia um sorriso. ─ Usa o banheiro então. Também quero lavar meu pau. Você me deixou cheio de sangue. – Ele pisca um olho.

Acabo rindo. Acho que muitas vezes que dou risada, são para não chorar. Afinal, por que vou ficar com vergonha de algo que é simplesmente natural? Ele que quis por o pau dele lá, mesmo sabendo que eu estou nos meus dias. Então problema dele.

─ Naquele quarto que está trancado... – ele retoma o assunto. ─ Tem mais coisas também.

─ O que você tem lá? – pergunto, curiosa, pegando a camiseta do Slayer que ele vai me emprestar, e também uma cueca sua, que parece bem menor do que as que ele tem no armário. Os garotos são engraçados com suas manias de conservar roupas velhas. Essa cueca é tão pequena e infantil. Tem umas estampas de caveiras brancas pequenas sobre o tecido preto inteiro, e está super gastada. Além disso é cavada. Parece que o Castiel usava isso quando ainda não tinha 1,93. Talvez aos treze anos?

─ Tenho uma gaiola, tenho algemas, chicotes, coleiras, várias coisas para brincar de BDSM. Hm... Essa cueca vai ficar legal em você. – Ele ri levemente, mudando de assunto. ─ Já não dá certo no meu peruzão. Pode ficar para ti.

Rio com suavidade.

─ E seus pais sabem disso? – ergo uma sobrancelha.

─ Claro que não. – diz Castiel.

Pisco um olho e me encaminho pro banheiro do quarto dele. Lá, efetivamente, lavo o meu rosto, e entro para tomar um banho rápido, de uns quatro minutos. Saio e faço um coque alto e bagunçado nos meus cabelos roxos. Coloco a camiseta que ele me emprestou com a saia do uniforme, as meias e o sapato. As meias, por certo, rasgaram um pouco no meio do alvoroço todo de fogo e sexo. Mas até que combina com esse estilo rockeiro, então sem problemas. Percebo que o afeminado do Castiel tem maquiagem preta no armário dele, então uso um pouco nos meus olhos, e também passo um pouco de um dos seus perfumes masculinos.

Sobre o Castiel, gosto do fato dele estar sendo um bom amigo comigo. Isso me faz vê-lo com outros olhos. Ainda que não sejamos um par, ele é uma boa pessoa, e me sinto confortável com ele. Ele está conseguindo fazer com que eu me distraia.

Quando saio do seu banheiro, ele entra rapidamente. Só ouvi um barulho de torneira. Castiel deve estar tomando um “banho polaco”, aqueles onde você só lava as partes mais prejudicadas: as zonas íntimas, as axilas, o rosto, os pés e as mãos. Hahaha. Ele volta com o rosto meio molhado, e com sombra preta nos olhos que nem eu. Ui. Por que ele é tão sexy, mesmo assim feminino? Ele tem uns olhos felinos, sensuais demais e é pecaminosamente alto, com esse corpo dele definido. Ainda tenho que perguntar o que ele faz para manter a forma. Castiel também amarrou as duas laterais dos seus cabelos, só então percebi que ele está rapado dos lados. Muito lindo, poderia ser um modelo alternativo e ganhar milhões com isso.

─ Vai ficar aí babando, é? – Ele ri suavemente. Logo pisca um olho e lambe o lábio inferior, deliciosamente, me encarando sem nenhum reparo.

─ Que nada, diabão. – Rio de novo, abrindo um sorrisinho sarcástico, que Castiel parece haver gostado.

Ele pega dinheiro numa gaveta, uma nota de duzentos euros. Hm, parece bem gastadeiro, e não dar a mínima para economizar este garoto. Deve gastar tudo que ganha. Joga os nossos uniformes no cesto de roupa suja e o sigo enquanto descemos as escadas para sala, e logo outras, que levam até a garagem.

Lá vejo uma moto preta enorme, Castiel balança umas chaves e se senta na frente, colocando um capacete preto. Ele me entrega outro e me sento atrás dele e agarro sua cintura. Logo ele abre o portão elétrico e vamos saindo da sua casa. Começo a notar que todo mundo olha para nós dois enquanto estamos dirigindo pela rua. Castiel chama muito a atenção. Somos muito diferentes. Acho que chocamos os outros. Vou sentindo essa brisa da moto, relaxante, por um momento só quero que ele vá mais depressa incluso. Mas esse doido... vai saber, às vezes eu peço isso e daqui a pouco estamos a 160km/h na estrada.

Me deito em suas costas, o agarrando, me sentindo um pouco triste. Já sei que ele não é o Armin. Mas por este breve momento, o calor do corpo dele no meu me aconchegou.

─ Está começando a anoitecer. Você não acha lindo? – O céu azul escuro está ficando cheio de listras laranjas. Castiel está dirigindo agora por caminhos um pouco vazios, pelas aforas da cidade, onde há mais casas do que edifícios, e onde o trânsito é mais ameno.

─ Você também é poética e paisagista como o Lysandre? – ele dá um risinho rouco.

─ O Lysandre se parece comigo? Eu e o Lysandre somos almas gêmeas, viu só? – Sussurro, com ironia, só para provocá-lo.

─ Tss. Te deixo aqui abandonada, em? – ele ri suavemente, outra vez.

─ Tá com ciúme? – sigo provocando.

─ Sei lá. – Castiel ri baixinho outra vez. ─ Eu estava pensando... Podíamos dar um passeio pela estrada e ver se achamos algo divertido por aí. Nos deixar levar, o que você acha?

─ Acho perfeito. – Sussurro.

─ Você não está com sono, não é mesmo? – Diz Castiel, maliciosamente. Só faltou ele me chamar de drogada.

─ Não. – Como vou estar com sono, após o que eu fiz com meu corpo hoje mais cedo... Vou ficar acordada até de manhã.

Castiel segue dirigindo, até que ele encontra um parque de diversões pregado na entrada da estrada de uma cidade pequena. Já são umas sete da noite. Não pensava que íamos fazer coisas de criança hoje, mas parece algo divertido de todos modos. Há uma roda gigante, uma montanha russa, vários postinhos onde há comida, brinquedos e entretenimento. Também tem um show de música popular mais afastado, que está cheio de adolescentes, jovens, e de adultos mais velhos, todo mundo bêbado – provavelmente familiares das crianças que estão nos brinquedos e, os jovens, gente que não tinha programa melhor para hoje além de assistir os festejos dessa cidade pequena, que está pregada com a nossa.

Tem muito tempo que não venho num lugar assim. Poderíamos nos divertir, já que, claro, nunca dou a mínima para que os outros pensam de mim. Eu poderia dançar à beça, mesmo que a música que está tocando seja odiosa para o meu gosto. E com certeza o Castiel odeia música pop também. Mas gosto de sair da rotina. Bom, se o Castiel me propusesse ir ao pula-pula, eu provavelmente iria. Outra coisa é que me deixassem entrar. Sou uma Peter Pan mesmo... Se isso é bom ou ruim? Ainda não sei.


Notas Finais


* Vamos nos encontrar com o Lysandre dia 22. :)
* Vocês acharam que a Lynn ia estar destruidaça? kk. as pessoas nao mudam de um dia pro outro. agora ela está em processo de metamorfose. :P

* Música do capítulo:
Sweet Dreams by BØRNS (Lynn por fora)
https://soundcloud.com/bornsmusic/sweet-dreams

Hearts in the cage
Coraçoes numa gaiola.
You, you flipped the page and slipped away
Você virou a página e vazou.
Never thought that you were
Nunca pensei que você fosse alguém
Someone to say things that you didn't mean
Que diz coisas que na verdade nao sao as que você sente.
You didn't even call to wish me sweet dreams
Você nem sequer me ligou para me desejar bons sonhos.
Really thought we made a sweet team
Realmente pensava que fazíamos uma equipe bonita.
But don't cry, consider this a lullaby
Mas nao chore, considere este pesadelo um sonho bonito.
Sweet dreams
Doces sonhos.
Ticking clocks on the wall, waiting for your call
O relógio soa na parede, eu esperando por sua chamada.
But that cuckoo bird, won't sing at all
Mas esse pássaro nao vai mesmo cantar.
Never thought you would
Nunca pensei que você pudesse
Take everything we had and up and leave
Pegar tudo o que nós temos e vazar.
You didn't even call or wish me sweet dreams
Você nem sequer me ligou para desejar bons sonhos.

Lynn por dentro:
https://soundcloud.com/pandoras-puppets/broken-inside-nobodys-home
Essa tem letra, é a Nobody's Home da Avril Lavigne que todo mundo que foi emo na adolescencia deve conhecer kkk. Mas eu tava escutando mesmo essa daqui
https://soundcloud.com/dthrill/a-lavigne-nobodys-home-dthrill
Já que combina mais com a lynn, ao ser um tecladinho ativado em algum instrumento. (Os teclados podem imitar varios instrumentos diferentes)

* Música do próximo capítulo:
Suckerpunch VS Marilyn Manson - Sweet Dreams
https://soundcloud.com/bambi-official/suckerpunch-vs-marilyn-manson-sweet-dreams-bambi-remix
Sweet dreams are made of this, who am I to disagree?
Vai dar merda, sim ou claro?

Por favor, mandem uns feedback pra eu me animar a postar mais ainda hoje. To inspirada mas se ninguém tiver lendo é muita sadness. T_T

Bjos, amo vcs. s2


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