1. Spirit Fanfics >
  2. Amor é arte, arte é amor >
  3. Um amor que ultrapassa as barreiras da arte

História Amor é arte, arte é amor - Capítulo 1


Escrita por: e Krysliu


Notas do Autor


Este ciclo apresenta o passado, presente e o futuro. Há situações que nos interligam com nossas vidas passadas, e no nosso universo, é a partir do deja vu. Obrigada ladysharingan- pela capa.

Capítulo 1 - Um amor que ultrapassa as barreiras da arte


Depois de tantos dias nublados, o Sol resolveu aparecer timidamente entre as nuvens. Havia grandes chances de chover, mesmo com os raios solares começando a surgir; no entanto, Jinsoul preferiu aproveitar aquele breve momento em que o clima estava colaborando com a sua vontade de fazer algo diferente, já que Jungeun estava determinada a terminar o “quadro misterioso”, como ela mesma apelidou.

Considerando que os últimos dias foram demasiadamente chuvosos, aquela era a oportunidade perfeita para plantar as violetas que ela havia comprado em uma floricultura perto de casa, já que sua namorada apenas ficava na promessa de que, em algum dia da semana, iria plantar as flores. Jinsoul gostava de implicar com certos detalhes de Jungeun, como o seu “esquecimento” em determinadas ocasiões, e a carranca que surgia em sua face todas as vezes em que ela lhe sugeria visitar algum lugar que não fosse o seu ateliê. 

Jungeun e Jinsoul moravam em uma casa simples, mas que era espaçosa o suficiente para manter um pequeno jardim, e um ateliê no cômodo que costumava ser quarto de hóspedes da família que, por muito tempo, morou ali. Alguns vizinhos não se mostravam à vontade em saber que duas moças moravam juntas ali, já outros indivíduos adoravam vê-las juntas, e até apoiavam o casal sem se preocupar com o que pensariam disso. Com ou sem a aceitação de toda a vizinhança, era muito difícil dizer que não era encantador ver as jovens passeando pela rua, compartilhando sorrisos e alegrias de tantos anos, pois aquele amor juvenil poderia facilmente amolecer o mais difícil dos corações.

Muitas vezes, as garotas pareciam ser opostas demais para formarem um casal tão adorável. Jungeun era uma jovem pintora que se escondia atrás das telas, só saía de casa se houvesse muita insistência por parte de Yerim, sua melhor amiga. Ironicamente, a garota de sorriso tão iluminado quanto o Sol e cabelos roxos tão vibrantes quanto a sua personalidade radiante, também não parecia ser o tipo de pessoa que faria amizade com uma artista ranzinza, porém foi o que aconteceu em um bar de luzes neon que tocava músicas antigas de rock. 

Considerando que a vida poderia lhes proporcionar várias coincidências, foi uma questão de meses até que Jungeun, a artista ranzinza que só queria saber de passar todos os seus dias dentro do próprio ateliê, conheceu Jinsoul, a loirinha linda que frequentava o mesmo lugar que Yerim. Um tempo depois, a Choi confessou à Jungeun que havia arquitetado todo um plano para juntar ela com Jinsoul, e para a sua surpresa, a amiga não quis brigar por ter feito tal traquinagem — pelo contrário, ela ficou muito feliz com o seu plano que, por um momento, foi uma bela de uma coincidência.

No tempo em que Jinsoul permanecia sentada na grama fofa, cercada de ferramentas de jardinagem, Jungeun desceu da grande banqueta de madeira e se colocou de pé, ficando frente a frente com o quadro que escondeu da namorada ao longo daquela semana. Sabendo que a Jung era muito curiosa, a ponto de tentar espiar o seu trabalho nos raros momentos em que não se encontrava no ateliê, ela decidiu que iria terminá-lo até o fim daquela tarde de quarta-feira.  O quadro estava quase pronto, mas ainda assim, queria dar um toque especial na obra que possuía um grande significado à ela. 

Assim como as várias coincidências que surgiram na vida do casal, as últimas pinceladas foram dadas no exato momento em que as últimas violetas voltaram à terra. No momento em que Jungeun deu um passo para trás e viu sua obra completa, um grande sorriso surgiu em seu rosto. Sua intenção era reproduzir uma foto em que a amada segurava um buquê de diversas flores, no levando muito a sério quando foi pedido para posar como se fosse a sua musa inspiradora, contudo, a inspiração tomou conta da tela, trazendo algo totalmente diferente do plano inicial. 

Naquele breve momento, Jungeun relembrou os detalhes que mais adorava em Jinsoul, enquanto fitava a obra recém-terminada. As flores no cabelo loiro representavam o frescor e as cores de Jinsoul, como se ela fosse abençoada pelo encantador espírito primaveril o ano todo. As constelações em suas orbes castanho-escuro representavam o brilho estelar do seu olhar que nunca se apagava, nem mesmo nos momentos mais sombrios. Entretanto, o detalhe mais belo da tela estava estampado em seu rosto angelical: o sorriso que era capaz de iluminar o mundo inteiro daquela que, até então, só era uma artista solitária.

A Kim ficou tão maravilhada com a própria obra que mal percebeu a chegada de Jinsoul. Ela somente se deu conta que havia companhia, quando recebeu um leve beliscão no braço, o que a fez olhar torto para a loirinha.

— Céus, você ainda não perdeu essa mania?! — Jungeun resmungou, logo desmanchando a falsa carranca em um sorriso ao ouvir a risada contagiante da amada. 

— Ué, eu tenho que arranjar um jeito de te tirar desse mundo da pintura, já que você não me escuta! — Jinsoul estava pronta para implicar com a namorada outra vez, no momento em que ela se virou para a tela presa ao cavalete e se surpreendeu com o que viu. — Agora eu entendi porque você não queria sair daqui de jeito nenhum…

— Era ‘pra ser uma surpresa, sua bocó! — A Kim bagunçou o cabelo e mostrou a língua para a namorada, o que ocasionou algumas risadas. 

— Então era por isso que você não queria plantar as violetas, espertinha. — Afirmou, lançando-lhe um sorriso sapeca. — Vou começar a pintar também, assim eu consigo escapar da louça suja.

— Calma lá, não é assim que funciona. Peraí, deixa eu falar bonitinho... — Jungeun pigarreou, o que fez a loira arquear uma sobrancelha. — Minha querida Jinsoul, essa é a minha maneira de te mostrar que amor é arte, e arte é amor. — Por mais que tivesse se esforçado para falar de um jeito muito poético e convincente, não demorou muito até que as duas caíram na gargalhada.

— Devo dizer que você é melhor na pintura do que na poesia. — O comentário de Jinsoul fez a morena murmurar um “ei, também não precisa esculachar”, fazendo-a rir baixo. No mesmo instante, a loira abraçou Jungeun e a encheu de muitos beijinhos.

Depois daquela conversa um tanto peculiar, Jinsoul passou um bom tempo tentando convencer a namorada de saírem naquela noite, mais especificamente, para o lugar onde se conheceram. Como o esperado, Jungeun não estava muito afim de sair de sua cama confortável, mas bastaram mais alguns beijos da loirinha para fazê-la mudar de ideia.

De mãos dadas, as duas garotas saíram pelas ruas, sem se preocupar com o que os outros iriam dizer sobre as suas mãos entrelaçadas e os seus sorrisos. No momento em que passaram pelo corredor escuro, e pararam na entrada de um local que só era possível ouvir músicas antigas no exterior, elas sentiram a alegria de estarem ali, voltando para o lugar onde se conheceram; não mais como amigas, mas como namoradas.

Dentre tantas formas artísticas, para elas, o amor era a mais pura arte que era representada, tanto nas pinturas de Jungeun, quanto nas músicas antigas que tocaram no dia mais especial de suas vidas; afinal, o amor de Jinsoul e Jungeun era capaz de ultrapassar todas as barreiras da arte.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...