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História Amor e liberdade - Nejiten - Capítulo 19


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Notas do Autor


Oooi, cheguei hoje atendendo a pedidos nesse capítulo, espero que gostem hein.
Mas e aí, já ouviram o rap da Akatsuki que o 7mz lançou? Gente, eu tô viciada.
Bom, fiquem com mais um capítulo.

Capítulo 19 - Capítulo 19


O resto da manhã se deu normalmente, meus pais almoçaram em casa por incrível que pareça, nem tinha fé que se lembrassem do meu aniversário, mas vieram e pedimos comida japonesa, eles me deram um cartão de crédito de presente, pois como eu já tinha “tudo” eles não sabiam algo para me dar. O maior presente de verdade, foi ter a presença deles para o almoço e eles nem imaginam isso. Quando terminamos, eles tiveram que voltar aos seus respectivos trabalhos e eu fui a um lugar que há muito não ia, mas hoje eu precisava. Troquei de roupa e fui andando mesmo, pois não era tão longe e eu queria esticar as pernas, parei em um lugar no meio do caminho, mas logo cheguei ao meu destino e entrei porta adentro, achando o que eu procurava.

– Oi... – comecei a falar sem esperar resposta, então continuei – Espero que não tenha esquecido que hoje é meu aniversário. – eu contemplava a foto da minha irmã na lápide em que estava escrito “Aqui jaz Tamaki Mitsashi. Nossa heroína virou estrela.” – Eu sei, você não esqueceria... Sabia que hoje o papai e a mamãe almoçaram comigo? Isso me fez feliz, há tempos eu comia sozinha naquela mesa enorme... Olhe, trouxe isso para você. – me sentei em frente à lápide e pus lá a rosa branca que comprei no caminho até o cemitério, continuei a conversar com ela, me permiti chorar enquanto declarava minhas saudades e contava sobre como estava minha vida, em momentos eu ria como se ela estivesse ouvindo meus relatos e rindo também. Vi que já era hora de ir embora e me levantei. – Sabe, às vezes me pergunto se você sente orgulho de mim aí de onde você tá – uma brisa bateu em meu rosto, balançando meus cabelos que estavam soltos e eu me permiti sorrir, pois considerei como uma resposta... talvez fosse minha carência clamando para pegar qualquer pequeno acontecimento e transformar em um sinal, mas assim o fiz – Tchau Tam, eu prometo não lhe abandonar assim, tá?... Eu te amo, onde quer que esteja. – ia me virando quando dei de cara com...

– Oi – disse simples enquanto aparentava curiosidade ao me ver ali, e eu tinha a mão no peito.

– Que susto, Neji, deveria avisar quando chegar assim. – reclamei e ele riu, logo olhando para onde eu estava.

– Veio visitar alguém? – voltou a olhar para mim.

– Pois é... – respondi simples – E você?

– Também – respondeu do mesmo modo. Estávamos em situações semelhantes e por isso respeitávamos o silêncio do outro, sem perguntar quem viemos visitar, há quanto tempo aconteceu ou como... isso era de certa forma insensível e ambos provavelmente compreendíamos isso – Já estava de saída?

– Sim e você? Chegou agora?

– Não, estava indo também... quer uma carona? – perguntou balançando as chaves do carro.

– Relaxa, eu não me importo de ir andando, minha casa é perto.

– Vamos logo, Mitsashi, sem cerimônias. – insistiu e eu revirei os olhos.

– Tá bom, eu lhe concedo tal honra. – falei divertida o seguindo, saindo do cemitério.

– Hahaha, você é muito engraçada. – disse debochado e eu ri.

Adentramos o carro e seguimos até minha casa, fomos conversando pelo caminho, estávamos mais próximos desde o dia em que ele esteve na minha casa, logo chegamos.

– Obrigada pela carona, Hyuuga. – disse tirando o cinto e ia saindo, quando ele me impediu

– Mitsashi? – murmurei um “hm?” e ele continuou – Vou te levar em um lugar hoje, esteja pronta às 17 horas, passo por aqui nesse horário. – disse simplesmente me deixando com semblante confuso.

– Me levar aonde? – perguntei curiosa.

– O que eu disse é tudo que você precisa saber. Isso se você confiar em mim... – era uma tentativa de chantagem? Não decifrei muito bem.

– Ih, essa coisa de confiança é meio complicada, mas eu vou arriscar dessa vez. Se você me levar a uma mata escura e me matar, eu juro que volto pra te puxar o pé. – ele riu pela minha falsa ameaça.

– Fica tranquila, é coisa boa, acho que você vai gostar.

– Tá né... então tchau, até 17 horas. – disse e saí do carro, o ouvi responder um “tchau” e se foi com seu carro.

Entrei em casa ainda curiosa, me perguntando para onde ele me levaria, pelo visto ele não falaria nada, o jeito era confiar, confiança é algo bem complicado de dizer que se sente por alguém, ainda mais quem você conhece a tão pouco tempo, mas de certa forma eu sentia um tipo de... segurança.

Tomei outro banho e me vesti quando estava perto do horário, então me pus a esperar e pouco mais de 17 horas ele chegou, entrei no carro e tentei o convencer a me contar aonde estávamos indo durante todo o caminho, mas ele continuava a se negar a me contar, estávamos indo para um lado da cidade que eu não costumava ir, até que ele parou o carro e me olhou.

– E aí, Jasmine, vamos? – disse fazendo referência à peça.

– Não sei não... – pensei um tempo – Devo te chamar de Rapunzel ou Aladdin?

– E eu? Devo te chamar de Pucca ou Jasmine? – revirei os olhos.

– Aonde a gente vai, Neji? – perguntei séria dessa vez e ele saiu do carro.

– Vem logo e você vai ver – saí também e o segui, estávamos na porta de um lugar diferente.

– Ok, já pode dizer onde estamos, senhor Hyuuga? – eu realmente estava me irritando sem entender o que acontecia ao meu redor.

– Esse, senhorita Mitsashi, é um estúdio de tatuagem e piercings. – olhei ao redor, logo voltando meu olhar a ele.

– Certo, mas o que estamos fazendo aqui? Você vai fazer mais uma tatuagem ou um piercing? Se for isso, por que eu tô aqui? – indaguei ainda mais confusa.

– Quem vai é você. – disse calmo e eu me alterei

– O QUE? Você vai me obrigar a fazer uma tatuagem, Neji? – ia embora quando ele segurou meu braço.

– Para de gritar e se acalma... Esse é meu presente de aniversário pra você, tu disse que tinha vontade de colocar um piercing na orelha e se pudesse enfeitaria ela toda, lembra? – eu assenti com bico de birra – Então, eu lhe trouxe pra realizar isso. – concluiu simples.

– É, mas lembra que eu também disse que tinha medo e meus pais não deixam? – cruzei os braços

– Lembro e eu já disse que é só você esconder deles, cobre com o cabelo quando eles tiverem perto e pronto, agora deixa de ser covarde, mulher, vamos logo acabar com isso. – me pegou e jogou no ombro, estilo Shrek e Fiona e me levou para dentro do local – E aí, Konan, marquei horário pra hoje aqui, já posso entrar? – falou com a recepcionista de cabelo roxo que olhou assustada à cena de Neji me carregando no ombro, mas logo ignorou.

– Suave, Hyuuga, Yahiko tá te esperando, pode entrar. – ela parecia segurar o riso pela cena enquanto eu a olhava constrangida, logo ele foi andando ainda comigo esperneando e pendurada em seus ombros, entrando em uma sala vazia, me colocando sentada em um tipo de poltrona preta.

– Quem é Yahiko? – perguntei cruzando os braços, por mais que eu tivesse com medo e com vontade de matar o Neji por me carregar daquele jeito, era algo que eu tinha vontade de fazer.

– É um dos donos, ele é o que faz piercing, a Konan é namorada dele, a recepcionista, e tem o tatuador também que se chama Nagato. Um grupo de amigos que montou esse estúdio... Massa né? Juntos ele abriram a “Pain estúdio”.

– PAIN? Você sabe que Pain significa dor em inglês não é? Eu estou literalmente no estúdio da dor... Hyuuga, eu te mato se doer. – disse cerrando o punho e lhe olhando com um misto de medo e raiva dele que ria de mim.

– Recomponha-se e deixe de ser frouxa. Não dói, fica de boa, Mitsashi. – assim que ele acaba de falar, entra um cara com piercings na orelha e rosto, com cabelos laranjas.

– E aí, Neji, desculpa a demora, fui ao banheiro... vai colocar algum piercing hoje? – perguntou e o moreno lhe negou.

– Hoje é a vez dela, trouxe pra experimentar a dor. – O Hyuuga disse e eu o olhei com os olhos arregalados e expressão de “traidor”.

– Relaxa, mocinha, não dói muito... Como é seu nome? – ergueu a mão para mim.

– Tenten... – aceitei seu cumprimento.

– Sou Yahiko... Bom, onde vai ser o piercing? – perguntou Yahiko, colocando sua máscara e molhando um algodão com álcool.

– Na orelha... cartilagem. – pus o cabelo para trás não sei com que coragem e respirei fundo.

Yahiko me deu os piercings pra escolher enquanto limpava o lugar. Quando escolhi e ele avisou que iria furar, respirei fundo e fechei os olhos, agarrei a mão de Neji num impulso, enquanto o homem de cabelos alaranjados começava a perfurar o lugar, tentei me acalmar para não doer tanto. Tinha que admitir, não era a pior dor do mundo, mas ainda apertei um pouco mais a mão de Neji quando a agulha entrou de vez.

– Pronto, já pode abrir o olho. – Neji disse rindo de mim.

– Toma aqui o espelho, olha como ficou. – Yahiko estendeu o espelho e eu vi o resultado, deixando surgir um sorriso, porque sempre quis fazer algo assim. O Hyuuga não perdeu a oportunidade de usar disso para debochar de mim.

– Morreu, Mitsashi? – debochou e eu o olhei com os olhos semicerrados.

– Doeu um pouco, Hyuuga, mas valeu a pena, eu adorei... Obrigada, Yahiko. – olhei para o quase ruivo.

– Que nada, Tenten, ficou muito bonito. – disse simpático.

– Bom, eu vou lá pagar, você fica passando as recomendações anti-inflamatórias para ela, Yahiko? – Neji disse e o amigo concordou, mas eu intervi.

– Não, Neji, você não vai pagar nada. – disse tentando o impedir

– Mitsashi, eu já disse que é presente de aniversário, ouve as recomendações aí, te espero lá fora. – saiu sem que eu pudesse fazer nada.

– É seu aniversário? – Yahiko perguntou fazendo minha atenção se voltar a ele.

– É sim. – respondi com um pequeno sorriso.

– Parabéns então –  me abraçou simpático –  Espero que volte caso queira mais algum piercing ou tatuagem, estaremos de portas abertas.

– Pode deixar que vou voltar, tenho vontade de colocar vários na orelha.

– Eu te entendo. – disse mostrando a própria orelha com muitos brincos. – Você e o Hyuuga formam um casal massa.

– E-Eu e Neji não somos um casal – disse um pouco sem graça com a afirmação.

– Jura? Desculpe, é que me pareceu.

– Tudo bem, não se preocupe.

Yahiko me deu todas as recomendações para não inflamar o local do piercing e eu ouvi atentamente, nos despedimos e fui para a recepção atrás do meu acompanhante, que conversava com Konan, ao me ver se despediu, eu fiz o mesmo, saímos do local juntos e já estava tudo escuro. Olhei para Neji e senti vontade de fazer algo que eu não costumava.

– Ei... Neji. – ele me olhou – Obrigada, de verdade, eu gostei muito do presente. – agradeci um pouco envergonhada pelo que queria fazer, sem saber se ele iria aceitar.

– Relaxa, ficou legal e você disse que tinha vontade... foi o presente que pude pensar. – respondeu simples e eu fiz o que estava pensando, o abracei, era muito difícil eu fazer isso e ele também não parecia alguém que gostava de abraços.

O abraço me fez ficar na ponta dos pés para conseguir enlaçar meus braços em seu pescoço, ele retribuiu desengonçado, passando os braços pela minha cintura, tirei minha cabeça que estava no seu pescoço no momento do abraço, desci meus pés fazendo-os ficarem normais no chão e folguei um pouco o enlace, com meus braços ainda em seu pescoço. Não percebi como, mas nossos olhos se encontraram, suas mãos em minha cintura, minhas mãos em seu pescoço, olho no olho e pouca distância entre os rostos. Sua respiração fazia carinho em meu rosto, enquanto eu me perdia nas duas luas que habitavam os olhos dele, nos aproximávamos sem perceber, como um ímã que atraía, os narizes se encostaram e sem aviso prévio, nossos lábios se encontraram, tocando levemente, mas logo acabando com toda distância por um puxão que ele deu em minha cintura, fazendo com que eu me entregasse àquele beijo, foi pedida passagem com a língua e prontamente cedida, até que eu me dei conta do que fazíamos e me separei bruscamente.

– D-Desculpa, eu... eu não deveria. – pedi um tanto nervosa e ele sorriu minimamente.

– Não é algo que se diga depois de um beijo, Mitsashi. Se arrepende? – arqueou de leve a sobrancelha que tinha um piercing.

– N-Não, eu não me arrependo, m-mas a gente é amigo e eu não quero estragar. – ele riu anasalado e me olhou com sua expressão indecifrável.

– Só estraga se a gente quiser, isso pode é melhorar tudo... nunca ouviu falar em amizade colorida? – questionou e eu franzi o cenho, enquanto ele se aproximava mais – É só seguir às regras... sem compromisso, sem sentimentos e sem cobranças. – aproximou nossos rostos e falou com sua boca quase colada na minha. – Topa? – arqueei minha sobrancelha e fiz minha melhor cara de desafiadora, abrindo um sorriso de lado.

– Topo. – selei minha resposta com mais um beijo... se é para entrar no jogo, que seja de cabeça. Dessa vez ele que se separou e me puxou pro carro.

– Vamos que eu tenho que te deixar em casa. – eu nada disse, apenas entrei no carro e me sentei no banco.

Fomos conversando pelo caminho e eu pude perceber que aquilo poderia mesmo melhorar nossa relação de amizade, deve ser muito massa ter um amigo e uma boca pra beijar na mesma pessoa, então vamos nessa. Chegamos na frente da minha casa e mais uma vez, ele me impediu de descer de vez.

– É... pode me dar um copo d’água? Esqueci de beber no estúdio. – perguntou e eu assenti.

– Claro, vamos entrar. – ele desligou o carro e entramos juntos em casa, estava tudo escuro e eu então acendi a luz da sala, logo indo para a cozinha, ao acender as luzes, quase morro do coração.

– SURPRESA – gritaram todos juntos e confetes voaram com minha cara de abobalhada surpresa, apresentando a boca aberta e os olhos arregalados. Estava todo o grupinho dos 10 lá. Me virei pra Neji incrédula.

– Não acredito que isso tudo foi pra me tirar de casa. – lhe dei um tapinha no braço.

– Eu só uni o útil ao agradável, tinha que lhe dar seu presente e eles precisavam de alguém pra te distrair... – sorri e voltei minha atenção para os presentes ali.

Saí abraçando um por um, até Gaara estava, o ruivo estava me surpreendendo com o tanto que saía de casa ultimamente, o último a ser abraçado foi Shikamaru que dormia debruçado na mesa, o olhei e ri com a cena, ele não desperdiçava lugares para dormir. Temari lhe deu um tapão na cabeça, fazendo-o acordar assustado, para a graça de todos ali. Se levantou, me abraçou e eu agradeci.

Em cima da mesa se encontrava um bolo lindo, salgadinhos, docinhos e alguns refrigerantes e sucos. Agradeci a todo mundo, conversamos, comemos, resenhamos e por fim assistimos um filme de comédia. Passava-se das 23h quando todos decidiram ir embora, pois teríamos aula no outro dia, nos despedimos e todos tomaram seus caminhos.

Fui para meu quarto me sentindo a pessoa mais feliz que existia, tive uma festa surpresa e ganhei um amigo colorido no mesmo dia... Só podia mesmo ser meu aniversário, estava enganada quando pensei que esse seria só mais um ano comum em minha vida, tudo mudou tanto e ainda é dia 9 de março. Deitei em minha cama e olhei para cima.

– Tá vendo irmã? Eu tenho amigos verdadeiros, eu ganhei uma festa surpresa. Tenho até uma amizade colorida agora.

Comecei a rir a ponto de gargalhar, logo começando a chorar pondo as mãos no rosto, mas depois de muito tempo foi um choro de felicidade. Não me permiti chorar na frente de todos no momento da surpresa... e que surpresa. Mas agora era outra coisa, eu estava sozinha, podia me abrir comigo mesma e assim o fiz.


Notas Finais


Gente, vocês ouviram o rap da akatsuki do 7mz? Na moral, eu tô muito viciada. Quem ouviu, diz aí a parte que mais gostou.
Tenho 2 pedidos e um convite.
Bom, primeiro pedido é que comentem o que acharam e o que estão achando da fanfic em si, é muito importante para mim.
Segundo, quem tiver fics nejiten pra me indicar, tô aceitando, porque amo ler. (Fazer o quê, Kishimoto perdeu esse casal no anime, o jeito é ler fanfic.)
E o convite é pra virem ler uma fanfic que eu estou escrevendo Naruhina, que posto amanhã. Vai ser oneshot, mas pelo que tô vendo, vai ser até grandinha.


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