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História Amor e morte no Império - Capítulo 9


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Notas do Autor


Ola, estou de volta mas meio enferrujada. Nâo examinem muito rsrs...Dêem aquele desconto da volta depois de tanto tempo e das situações todas que passei que estão em meu jornal no perfil. Ainda assim espero que gostem, deixem um comentário se possível, me agrada demais!

Beijos

Bella Luna

Capítulo 9 - Poção do sono


Capitulo 9

Poção do sono

 

No dia seguinte Agripina e Livila chegavam em carroça real ao Palácio Imperial. Ambas eram recebidas pela guarda pretoriana e pela família. Agripina, assim que desceu da carroça amparada pela mão de Carlo não desgrudou mais os olhos do general da guarda. June cerrou os dentes com ciúme e raiva. Não sabia o que faria mas não podia deixar sua irmã se aproximar do seu homem.

 

Afrodite ao seu lado sentia o mesmo mas se continha cerrando os punhos de tal forma que podia sentir as unhas nas palmas das mãos. Dividir o general amado com June já era algo conhecido e aceitável mas com mais mulheres ele não aceitaria.

 

- Ora ora minhas irmãs... – Disse Caligula se aproximando delas de braços abertos e em direção as bocas para beijá-las, as irmãs já sabendo de seus modos, desviaram do beijo e apenas o abraçaram. – Vamos entrar, lavem-se e vamos almoçar no grande salão do palácio.

 

Carlo olhou para June, sentindo o olhar de fúria da loira sobre ele. Baixou a cabeça sem saber o que fazer afinal não havia feito nada.

Naquele momento, Shina estava visitando Aiolia para receber mais moedas de ouro da noite anterior quando algumas nobres o pagaram por seus serviços sexuais. Ele mal a olhou, baixando a cabeça.

 

- Hey meu amor – Aiolia sentia seus olhos encherem-se dágua sem se conter – Eu sei do seu sacrifício e não pense que é maior que o meu. Saber que essas mulheres o tocam , o beijam e que eu só posso fazer isso as vezes – Baixou o tom de voz – Mas em breve você estará livre e será inteiramente meu.

 

- Eu não aguento mais isso! – Ele alterou a voz deixando seu temperamento de gladiador explodir ali. Shina segurou seu rosto

 

- Minha vida, acalme-se por amor de Atena! Eu te imploro! Quanto tem aqui?

 

- Acho que cinco áureos...quanto já temos lá? – Ele  se acalmava respirando fundo

 

- Tenho trinta e cinco áureos meu amor, não é suficiente, sei que são necessários cinquenta áureos.

 

Aiolia sorriu para ela, enxugando suas lágrimas. Shina ficou perdida diante daquela alegria repentina e inexplicada.

 

- Meu amor, o Milo que agora é da guarda pretoriana, o escorpião que lutava comigo, ele me disse que posso comprar por quarenta áureos. Então temos minha vida! – Ele falava baixo – Quero que faça o seguinte – falava muito feliz, seus olhos brilhavam – Tente falar com ele, o soldado da guarda de nome Milo, ele é grego também, vai se lembrar do que me disse, diga que já tenho a quantia e quero comprar minha liberdade, peça que ele venha a falar comigo mas não dê dinheiro a ninguém e não deixe ninguém te seguir para pegar as moedas ou para falar com ele, entendeu bem ?

 

Shina sorria feliz.

 

- Claro meu amor, claro que entendi, vou agora mesmo...- Beijaram-se entre a grade, um beijinho rápido e Shina saiu correndo escondendo as moedas. Aiolia ficou parado sorrindo para a parede enquanto fazia mil planos em sua mente.

 

                                           XXX-------XXX

 

A tardinha, quase ao anoitecer Shina conseguiu ir falar com Milo que estava parado ao lado de Carlo na porta dos aposentos do Imperador. De cabeça baixa a serva se aproximou dos dois homens enormes a sua frente.

 

- Senhor Milo?

 

Ele a olhou.

 

- Posso falar com o senhor? – Ela olhou Máscara da morte – Em particular?

 

Ele olhou o general que assentiu com a cabeça e um sorriso sacana nos lábios. Já pensava obscenidades do novo soldado pretoriano com a serva. Nesse meio tempo em que se afastavam, Agripina, a mais bela irmã de Calígula, saía de seu aposento e encontrava Carlo no corredor fazendo a guarda dos aposentos do irmão. Ela parou a sua frente.

 

- Como um belo espécime de homem como você pode ser general da guarda há tanto tempo? Lembro-me quando sai daqui , era criança e você já era um belo homem general...

 

Carlo sorriu.

 

- Alteza, eu sou um homem normal.

 

- Bastante normal! – Gritou June indo em sua direção e segurando seu braço – Vamos, preciso te mostrar o jardim do meu servo com as mais belas flores que eu já vi na vida!

 

Carlo riu-se com o ciúme latente de June e baixou a cabeça sem sair de sua posição de guarda. As duas saíram dali e Agripina não entendeu nada de porque foi retirada dali tão rapidamente mas como era inteligente, fez uma idéia ao ver a beleza do homem.

 

                                               XXX---XXX

 

Shina conversava com Milo a um canto. Ele cruzou os braços para ouvir a escrava.

 

- Senhor Milo, o meu namorado o gladiador Aiolia me enviou ao senhor dizendo que o ajudaria com a compra da sua liberdade.

Milo sorriu e se aproximou da moça.

 

- Mesmo? Ele já tem cinquenta Áureos?

 

- Não senhor, ele tem quarenta e disse que o senhor disse a ele que poderia ser por esse valor. – Ela olhava para os lados com medo de alguém ouvir

 

Então Milo pôs as mãos em seus braços a acalmando.

 

- Minha cara, somos todos iguais aqui, só queremos nossa liberdade, eu sei com quem falar e sei que Calígula o libertará, eu lhe dou minha palavra. Apenas avise a Aiolia que eu irei falar com o Imperador e que ele não diga a ninguém onde estão essas moedas. Certo? Mande que se prepare em sua cela que irá ser libertado.

 

Shina baixou a cabeça tristemente.

 

- Ele será libertado e eu não...Iremos nos separar de qualquer jeito.

 

Milo a fitava com pura piedade no olhar e os cabelos pretos e lisos deslizaram a frente do rosto.

 

- Façamos o seguinte, ele será libertado mas você será uma fugitiva se quiser ir embora com ele. Está disposta a pagar esse preço por ele? – Perguntou Milo seriamente

 

A escrava ergueu o olhar e mirou seus olhos.

 

- É tudo que mais quero, senhor Milo, eu quero ir embora com ele apenas. – O doce rosto da escrava se iluminava com a possibilidade de fuga de Roma e daquele palácio maldito. Os cabelos cor de fogo dela realçavam o brilho dos olhos pela felicidade de deixar aquela vida para trás e ser feliz com seu amor.

 

- Certo, agora vá e avise a ele.

 

Ela sorriu e saiu correndo pelo palácio como uma flecha, voltando a ludo magno.

 

 

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June mostrava o jardim de rosas raras de seu escravo Afrodite a sua irmã Agripina mas sabia que tinha que ir conversar com seu irmão sobre o noivado com o nobre prometido. Calígula então apareceu de surpresa no jardim dentro do palácio. Era um belo local com uma claraboia para a entrada do Sol, aberto sobre as belas plantas que exalavam perfumes maravilhosos.

 

Calígula colocou a mão sobre o ombro de June. Esta se assustou.

 

- Minha irmã, eu soube que ontem meu general impediu sua queda da sacada e devo muito a ele por isso mas não posso mais ignorar o fato de que você me desobedeceu e desonrou na frente de todos ao fugir do seu pretendente...

 

Agripina cruzou as mãos a frente do corpo e toda sua atitude corporal era de medo, assim como a de June que estava paralisada de medo observando o irmão se colocar em sua frente com a expressão de um paranoico. Milo estava passando por ali depois de conversar com Shina e se escondeu para observar e ouvir a cena.

 

- Eu posso falar meu irmão?

 

June perguntou mas o tapa sonoro que levou no rosto fez ecoar o som por toda a área e Agripina dar um gritinho baixo. June permaneceu de cabeça baixa sentindo o rosto arder, vermelho, o ódio lhe consumir.

 

- Não, não pode falar e será devidamente punida na frente de todos inclusive de seu noivo hoje na arena dos gladiadores.

 

- O que?! – Disseram juntas June e Agripina. A expressão de June era de pavor – O que fará comigo?

 

- Algumas chicotadas não lhe matarão, fique tranquila...o novo rapaz da guarda é forte e saberá onde bater para não lhe causar tanto sofrimento mas irmãzinha... – Ele tocou seu rosto com deboche  – Você pediu, da próxima vez espero que não se repita e você me obedeça como uma boa irmã deve obedecer ao irmão mais velho e Imperador de Roma...

 

Milo ouviu aquilo e horrorizado pois sabia que seria ele o castigador, se esgueirou pelo palácio e foi ter com Carlo novamente. Então o gladiador contou tudo ao general, que sentiu muito ódio.

 

- Ele não dará essa ordem, essa noite irá dormir como um bebê e essa semana nosso plano precisará acontecer sem mais demora. Calígula está se tornando um peso perigoso e um inútil déspota ensandecido... fique aqui e se ele perguntar por mim diga que fui ver como anda o uniforme da guarda.

 

- Certo, general...

 

Carlo então se dirigiu até onde encontraria Afrodite, na cozinha, preparando chás das ervas que cultivava. Haviam algumas cozinheiras naquele momento e quando ele adentrou com suas botas barulhentas, pisando firme no chão de mármore, todos pararam. O general da guarda pretoriana estava no ambiente, todos o reverenciaram. Afrodite o olhou, parando tudo que fazia.

 

- Todas pra fora – Disse Máscara da morte

Afrodite fez menção a sair.

 

- Você não, eu disse todas, não todos.. – Disse ele se aproximando lentamente do escravo o fazendo tremer de cima a baixo

 

Afrodite vislumbrava aquela figura de perfeita beleza e imponente força e sentia suas pernas bambearem. Então o escravo se encostou na bancada sem conseguir proferir uma palavra. Apenas observava aquele homem lindo se aproximar com seus lindos olhos azuis.

 

- Afrodite – Carlo se aproximou devagar e colou os corpos dos dois – Preciso de um favor extremamente importante e pra hoje, na realidade para daqui há meia hora – falava baixo e rouco

 

- O- o q-que? – Afrodite olhava dentro dos olhos respirando o hálito gostoso do general.

 

Carlo subiu a mão pela lateral do corpo do escravo até chegar em seu mamilo o acariciando vagarosamente, Afrodite abriu a boca arfando de desejo hipnotizado pela masculinidade daquele homem.

 

- Preciso que você prepare um chá que faça dormir e eu vou dar ao nosso amigo déspota para que durma como um bebê a noite toda...

 

- Mas porque?

 

- Ele quer fazer Milo chicotear June na arena de gladiadores como punição por ter corrido do noivo no jantar.

 

Afrodite levou a mão a boca aterrorizado

 

- Mas é um cretino filho de uma puta.

 

- Sim é e por isso vamos botar esse desgraçado para dormir hoje e essa semana quero aquela poção do sono eterno, entendeu?

 

- Sim, meu amado general, eu entendi

 

Afrodite levou as mãos ao peito de Carlo e acariciou por cima da armadura negra. Carlo roçou o nariz no rosto do escravo.

 

- Assim que ele dormir, vá me visitar loiro...

 

Afrodite sorriu, sabendo que era manipulado de forma mórbida pelo seu general mas este lhe dava o que ele queria. Um pouco de seu ardor e sexo durante uma noite e para ele era o que bastava.

 



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