História Amor e Ódio - Capítulo 1


Escrita por: e EmmaSoh_

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), Black Pink
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Lisa
Tags Colegial!au, Highschool!hu, Hu!school, Liskook
Visualizações 347
Palavras 3.272
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Fluffy, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura!!

Capítulo 1 - Presos na escola


Eu sorri enquanto me aproximava de Jisoo e de MinHyuk. Eles eram fofos juntos, mas achei por certo interromper sua conversa. Afinal, tínhamos trabalho a fazer.

— MinHyuk, pega um lugar para mim e para JungKook também? — falei, chegando levemente por trás da minha amiga. Ela se virou com um pulinho assustado e eu a abracei sem hesitar. — Vamos Jisoo, temos que colocar todos esses alunos dentro do ônibus.

Falei animada com a ideia de poder me distrair um pouco antes dessa viagem.

Meus nervos ferviam só de imaginar em ter que me sentar durante a viagem inteira ao lado de JungKook.

Por que ir com ele então, Lalisa?

Obviamente eu prefiro que ele atrapalhe perto de mim, onde eu posso mantê-lo na linha.

Minha obrigação como vice-representante de sala era manter a ordem.

Se JungKook estivesse contido, tudo estaria sob-controle.

Ainda havia pouquíssimos alunos para entrar quando comecei a ficar preocupada. JungKook não havia chegado e ele me disse que tinha ido buscar seu casaco.

— Só falta o aluno Jeon JungKook e nós duas para entrar no ônibus.

Foi só então que eu me liguei.

Merda, merda. JungKook já estava vestido com o casaco! Como eu pude ser tão burra?

— Ei, Jisoo, ele está demorando demais, não acha? Vou buscar ele, cuide das coisas aqui.

Ela assentiu, ainda anotando os nomes de quem estava entrando no ônibus. Me movi para dentro da escola novamente, totalmente a contra gosto.

Eu odiava a ideia de ter que procurar a peste do Jeon, mas eu também sabia que se Jisoo fosse, ela acabaria por não dar o sermão que ele merecia. Não só um sermão, aliás, Jeon merecia levar uns bons tapas naquele rosto.

Subi as escadas com pressa, pulando degraus e quase caindo por uma ou duas vezes — eu não sabia se era pela minha má escolha de sapatos ou da minha falta de coordenação motora.

Mais alguns passos e cheguei a sala de aula de JungKook, mas ele não se encontrava ali.

Eu pensei em procurar ele no banheiro, já que da última vez que ele chegou atrasado em algo, ele estava dando amassos em uma garota no vestiário. Quando eu ia em direção ao banheiro masculino, um barulho familiar tomou meus ouvidos. Um ronco. O mesmo ronco que eu sempre escuto vindo do meu vizinho, que é, infelizmente, JungKook.

Mas não podia ser, podia?

Eu não conseguia acreditar que JungKook estava dormindo. Não mesmo. Eu preferia muito mais a história dos amassos no banheiro que isso. Não, esqueça sobre os amassos, nada é pior do que ver a cena obscena de JungKook fornicando no banheiro.

Tentei seguir o som, mas sempre fui péssima nisso, assim como em distinguir direita e esquerda, meu senso de direção nunca foi bom.

Parei no meio do corredor, tentando decidir qual lado ir.

Segui pelo lado que me pareceu mais iluminado, torcendo para que eu estivesse certa. Sorri de alívio ao perceber que sim, eu estava certa, já que o som dos roncos e dos resmungos ficava mais alto.

Na frente da sala de reuniões do Conselho, parei. O som era bem alto, tanto que me perguntei como ele não acordava com o próprio barulho. Sério, parecia um trator de 1940 subindo uma ladeira.

Abri a porta, com ódio subindo. Eu não podia me livrar desse garoto nem por um segundo?

Era a minha mãe falando dele, minha avó e meu avô, meu pai e minhas amigas. Eles o viam como o garoto perfeito, mas eu podia ver atrás de sua beleza e suas habilidades em tudo que fazia. Mamãe falava sobre ele ser praticamente um anjo. Mas fala sério! Esse garoto é a maldade em pessoa, acredite em mim.

Ele estava sentado em uma das classes, dormindo sobre seus braços e com seu celular em mãos.

Eu juro, juro mesmo, que acharia fofo, se não estivéssemos atrasados para a viagem escolar, óbvio.

Com o meu ódio se acumulando, caminhei rápido até ele e meti um tapa em sua orelha.

Ele pulou, me olhando assustado e perdido.

— Qual o seu problema?

Ele levou sua mão até sua orelha, agora avermelhada pelo tapa.

— Qual é o seu problema, hein? Estamos te esperando há pelo menos trinta minutos! Será que não dá para deixar de ser uma criança irresponsável por, sei lá, uma hora?

Ele me olhou, depois olhou para seu celular. Sua boca se abriu e ele me olhou surpreso.

— Ah, desculpa vai. Eu nem queria dormir, eu só acabei parando um pouco para descansar e apaguei. Não tem dó de mim, Cupcake?

Ele disse manhoso, mas não mexeu comigo tanto assim. Ah, merda, esse garoto é muito fofo. Eu não posso acreditar que é o mesmo cara que leva uma garota diferente todos os dias para sua casa.

Ignore a fofura e foque no ódio, Lalisa, pensa que agora você poderia estar deitada em um banco no ônibus, super relaxada ouvindo Rihanna. É isso. Ódio.

— Tanto faz para mim, desça logo para o ônibus, antes que eu te chute até lá.

Ele deu uma risadinha e guardou o celular no bolso.

Ele levou suas mãos até as cortinas e puxou uma delas.

— Ah, você é tão agressiva, pequeno Cupcake. Aprecie esta bela noite e respire um pou…

Ele se calou no meio da frase, olhando assustado para fora. Encarei ele e logo me aproximei da janela. JungKook não é do tipo que se cala fácil, então eu realmente me assustei.

— Cupcake, aquele não é…? É?

Eu prendi a respiração, segurando o choro que quase escorreu pelo meu rosto. E não, não é de tristeza. É a pura raiva subindo e pronta para achar uma arma cortante e matar JungKook.

O dois ônibus iam para longe da escola, indo direto para a viagem e nos deixando aqui.

Disparei correndo escada abaixo, torcendo para que fosse apenas uma miragem e que o ônibus não estivesse indo a lugar nenhum. Parada na frente da porta principal, constatei que ela estava trancada. Empurrei, chutei e forcei, mas nada aconteceu. A porta continuava trancada e eu continuava ali, com a peste se aproximando.

— Ah, Cupcake, nem é tão ruim assim. Pelo menos você está aqui comigo.

Me virei em câmera lenta. Sangue nos olhos.

Ficar presa na escola já é ruim, agora, presa com Jeon JungKook é karma dos piores.

Quero deixar bem claro o fato de que eu poderia estar comendo um bom churrasco agora, sem precisar me estressar com o fato de estar presa.

— A parte boa é que eu posso te matar e usar a desculpa de legítima defesa.

Comecei a correr atrás dele sem nenhuma arma além da minha raiva. Bom, para muitos já é o suficiente, porém eu não sou tão alta quanto ele e nem tão forte. Mesmo assim, chutei e dei socos por onde consegui.

Ele deixou por um certo momento, até que ele segurou os meus braços e me prensou contra o peito cheio de músculos e com cheiro forte de perfume, doce, quase feminino. Continuei a me debater por alguns instantes, até desistir e me acalmar. Ele não parecia com nenhuma vontade de me soltar.

— Já acabou, Cupcake? Desculpa, eu dormi mesmo, estava cansado demais.

Ele continuou com o abraço forçado, isso já começava a me deixar desconfortável, mas eu não lutava mais contra. Parecia inútil, já que estava claro de que ele não me soltaria.

— Vamos lá, me surpreenda. Qual a desculpa da vez? Seu cachorro latiu a noite inteira ou você perdeu seu ursinho de pelúcia?

Ele suspirou, soltando uma mão do aperto e indo até meus cabelos. Rosnei em resposta, se ele pensa que pode mexer no meu cabelo está super, mega, hiper enganado. Sua mão voltou para meus braços, prendendo mais firme ainda.

— Mal aí, não queria tocar no seu cabelo não. Agressiva — ele murmurou sem graça. — Desta vez, vou te contar a verdade, beleza? Sem encenações e mentiras.

Eu ri. Sem mentiras? Esse garoto mente tanto quanto respira. Em pouco tempo as minhas risadas viraram gargalhadas. Forçadas, mas ainda sim ele pareceu se estressar.

— Você, sem mentiras? JungKook, você mente tanto que nem sente. Eu acho até que você acredita no que diz.

Ele suspirou, enquanto eu ainda fingia que ria. Seu aperto no meu braço aumentou e então parei de fingir.

— É difícil mentir para você, sabia? Você me conhece bem, mesmo tendo tanto nojo de mim.

Ele falou baixo, eu prendi minha respiração. Eu não sinto nojo, eu só… só não gosto das coisas que ele faz.  

Toda essa situação me deixava confusa. JungKook com os braços envolta do meu corpo, segurando meus braços com força, enquanto meu rosto estava quase em seu ombro.  

Eu estava perdida por começar a gostar desse modo que estávamos?

Sim, Lalisa, você está total e completamente perdida. Por favor, procure um especialista na área psicológica quando sair deste lugar.

Muito obrigada eu interior, era o que eu precisava ouvir.

— Não minta, então. Que eu saiba, ninguém te força a isto.

Ele murmurou alguma coisa e depois me soltou. Ele virou de costas e começou a andar para fora do corredor, direto para o lado de fora. A porta também estava trancada, então ele apenas foi até uma das janelas de correr que estava aberta e pulou.

Estávamos no primeiro andar, então não me preocupei, inclusive o segui.

— Eu passei a noite toda jogando Overwatch.

Ele disse como se fosse uma só palavra, sem tomar ar entre as palavras, mas mesmo assim entendi.

Eu não conseguia acreditar, não mesmo.

Eu tinha vontade de triturar JungKook e jogar os pedaços dele no rio mais próximo.

Overwatch. Ele passou a noite jogando Overwatch e por isso perdemos o ônibus.

Meu corpo tremeu. Mas, desta vez, não foi a vontade de matar ele que bateu, foi a realidade.

Nós estávamos presos até eles voltarem e eu não conseguia raciocinar o que isso significava. Quero dizer, conseguia sim, mas eu não queria.

Eu me agachei no chão e me sentei, sentindo a pedra fria tocar a minha coxa, sentindo um arrepio, mesmo vestindo uma calça.

Algumas lágrimas se formaram, mas eu não iria deixar que JungKook acabasse por me ver chorando. Não mesmo.

— Cupcake? Por que não está batendo em mim ou qualquer coisa assim? Não que eu esteja reclamando é só que… Está tudo bem?

Senti ele voltar até mim, se agachando na minha frente. Ele segurou meu braço, me ajudando a levantar.

Um trovão ecoou no céu, eu não havia percebido que o tempo estava fechando.

Eu tinha definitivamente que sair deste lugar, eu não ficaria mais um minuto ali.

Levei um tempo, mas comecei a caminhar de novo.

— Estará tudo bem quando eu conseguir sair desse lugar e ir para bem longe de você.

Ele apenas sorriu em resposta, me seguindo.

Senti o toque molhado de chuviscos caindo sobre mim. Começara a chover, fraco, mas eu já sentia meus braços ficando gelados. Mesmo assim, continuei andando. JungKook parou.

— Cupcake? Para onde você está indo?

Ignorei e continuei indo até o muro. Será que eu consigo pular ele sem quebrar alguma parte do meu corpo?

A chuva se tornou mais forte e finalmente parei de ouvir os passos de JungKook.

Eu senti todo o meu corpo ficar molhado, inclusive meu rosto. Passei as mãos para tentar me livrar das gotas insistentes que desciam até meus olhos.

Quando cheguei na frente do muro pensei na melhor forma de pular o mesmo. A chuva ficando mais densa e mais gelada a cada momento.

Me segurei em um tijolo meio mal colocado no muro. Comecei a ouvir o barulho das botas de JungKook batendo contra as recém formadas poças de água.

Subi o quanto pude, já estava na metade do caminho quando meu pé deslizou e eu fechei os olhos com força, já esperando o impacto da pedra fria com o meu traseiro. Mas ele não chegou a acontecer, não mesmo.

— Cupcake, eu imagino o quão terrível a ideia de passar a noite comigo pode parecer para você, mas por favor, permaneça viva.

Ele me apertava com força por trás, que era como ele havia me segurado. Seus braços seguravam minha cintura e ele não parecia fazer grande esforço para isso.

Ele tremia levemente, imaginei ser de frio. Seu ar quente era solto no meu pescoço.

Eu não falei nada, então ele me soltou com uma certa dificuldade, parecia hesitar em me soltar.

— Você promete?

Ele murmurou, eu ainda estava de costas para ele. Me virei, a chuva escorria pelo seu cabelo e rosto. Pingos de chuva pingavam em seus lábios.

— Prometo o que? Continuar viva? Faço questão de continuar viva, obrigada.

Ele sorriu, mas negou com a cabeça.

Ele segurou meu braço e começou a me puxar de volta para a escola, ou melhor, para o lado dos vestiários.

— Prometa que não vai fazer nada idiota, nem sempre vou poder te segurar, Lali.

Meu corpo se aqueceu de alguma forma. Talvez por conta do quão acelerado meu coração se tornou.

Havia tanto tempo que ele não me chamava de Lali que eu pensei que ele tivesse esquecido de meu apelido de criança.

Quando éramos pequenos, ele costumava dizer que seríamos inseparáveis. E fomos, até ele se tornar um mulherengo e eu decidir que não era bom para mim continuar próxima a ele.

— Eu prometo, Kookie, prometo.

Entramos pingando no vestiário, mas eu me sentia um pouco melhor, já que o aquecedor estava ligado.

Ele puxou seu casaco e sua blusa, logo pondo as mãos na sua calça. Ele olhou para mim e negou com um sorriso. Ele entrou em um banheiro e eu comecei a me despir também.

O vestiário feminino estava interditado, então minha única opção era tomar um banho ali mesmo.

Entrei no banheiro, ainda com as peças íntimas.

Ouvi o chuveiro de JungKook ser desligado, mas ele não estava sujo, então não demorar fazia sentido. Liguei o chuveiro e levei as mãos ao sutiã, para abrir o mesmo. No momento que eu ouvi o clique e senti a liberdade que isso causava, minha porta se abriu em um baque.

— Sai daqui, garoto! ‘Tá maluco?

JungKook riu, ele tinha uma toalha enrolada em sua cintura e outra em suas mãos, fechando os olhos.

— A toalha, Cupcake. 

Dei uns tapas nele e ele se afastou rindo.

Meu coração acelerou e eu não pude evitar de dar um sorriso bobo.

Concentre-se garota! O que diabos está rolando com você?

Me enrolei na toalha e saí do banheiro, vendo que JungKook já não estava mais ali.

Enquanto eu pensava sobre o que vestiria para não morrer de pneumonia, ele voltou para o banheiro.

— Aqui, tem umas roupas minhas. — Ele me deu sua blusa de educação física e uma cueca. Fiz uma careta de desgosto ao olhar para as peças. — Ei, não faça essa cara, beleza? Eu tomo banho e lavo minhas roupas.

Continuei o encarando, logo tomando as roupas de sua mão.

Merda, eu não deveria vestir as roupas dele, deveria? As roupas íntimas e tudo mais.

— Eu tenho medo de pegar alguma doença vestindo essa cueca. Tem certeza que eu não vou?

Ele me olhou com o típico olhar de deboche, dando uma risadinha.

— Ninguém nunca reclamou de vestir roupas minhas, aliás, ninguém nem mesmo reclamou do que estava por debaixo desta cueca aí.

Joguei ela de volta para ele, ficando apenas com a blusa nas minhas mãos.

— Que nojo, moleque. Eu prefiro pegar uma gripe do que vestir isso aí.

Vesti a blusa e ela foi até o fim das minhas coxas, por sorte minha.

Ele deu de ombros e eu tirei a toalha de meu corpo.

Ele começou a caminhar para fora do vestiário e eu o segui, ele caminhou até a biblioteca.

Eu sabia o que ele queria. Nós andamos até um armário de madeira no canto, tirando alguns cobertores de dentro. Eram para a doação, mas não se importaria de nos emprestar por esta noite, certo?

Jeon me ajudou a arrumar uma espécie de cama ali mesmo.

Algo estava diferente, meu corpo parecia não reagir ao que eu mandava. Eu não sabia o que havia acontecido, mas parecia que eu tinha voltado a ser criança, que nós ainda éramos crianças. Tudo parecia mais tranquilo.

JungKook parecia mais leve também.

Ele se deitou e eu me deitei ao seu lado, colocando minha cabeça sobre meus braços.

E então senti uma calmaria absurda.

Eu só conseguia ouvir os fungados baixinhos de JungKook e o barulho da chuva, que já se acalmava. Não conseguia me lembrar a última vez que me senti tão calma e tranquila, fazia tempo.

Eu desejei poder ter mais momentos com essa calmaria.

— Cupcake, posso te perguntar uma coisa? — Mal consegui ouvir quando ele falou, muito absorta em meus pensamentos. Mexi a cabeça positivamente. — Você sente minha falta?

Demorei para raciocinar.

Era lógico que eu senti e sinto, muito. Todas as palavras que eu conhecia não eram suficientes para definir o quanto. E isso é assustador, porque eu não sabia exatamente o que sentir sobre ele.

Respirei profundamente, tomando tempo.

— Não muito.

Não muito, algo em mim doeu ao mentir dessa forma.

Eu vivia criticando ele pelas mentiras, mas eu mentia tanto quanto ou, até mesmo, mais.

Eu mentia para mim mesma, péssimo para minha sanidade.

— Você sente a minha?

Perguntei, me virando para ele. Ele me olhou e sustentou o que trocávamos pelo olhar.

— Você não sabe o quanto, Cupcake. — Me surpreendi com suas palavras, mas continuei o encarando firme. — Eu ainda me culpo por ter deixado as coisas ficarem assim entre nós.

E, por um momento, pensei que a culpa não era só dele. Era muito minha também.

— Por que você faz isso? Isso com as garotas, por quê?

Puxei mais o cobertor sobre mim. Ele levou sua mão até meu braço e o puxou de leve. Desta vez, nem tentei fugir.

Ergueu seu braço e o colocou ele debaixo  da minha cabeça.

Descobri que eu nunca havia estado tão confortável.

— É uma longa história, Cupcake.

Ele murmurou, sorrindo para mim.

Suspirei e mexi minha cabeça. Dei um sorriso brincalhão para ele.

— Sabe, peste, temos bastante tempo, por mais triste que pareça.

Ele riu e assentiu.

JungKook fechou os olhos, tentando se lembrar de algo.

— Na sexta série, quando eu recebi a minha primeira declaração e a recusei.— Ele voltou a abrir os olhos. — Uma garota muito especial para mim me disse que nunca se diz não para uma garota.— Eu o encarei, porque eu havia dito isto a ele. — Sabe, o engraçado é que eu tinha esperança de que ela me pedisse para sair com ela, ou algo do tipo. Mas ela nunca pediu.

Merda, merda. Esse olhar.

Meu coração começou a pular no meu peito, fiquei com medo de que JungKook conseguisse ouvir o mesmo batendo.

— Nem é tão longa assim, mentiroso.

Murmurei, tentando mudar de assunto. Minha voz quase falhou no meio da frase.

Ele acariciou meus cabelos e desceu para o meu rosto. Sua respiração tocou meu rosto.

Eu precisava dos lábios dele.

— Você pode me pedir para te beijar?

Ele disse tão sério que eu dei uma risada. JungKook estava tão fofo que eu mal pude entender o que aconteceu com seu lado galinha.

— Idiota, você pode, pelo amor de tudo que é sagrado, me beijar?

Ele sorriu e me beijou de leve, doce e delicado.

Sorriu entre o beijou e tocou minha nuca.

Depois do beijo, ele me puxou contra seu peito.

— Namora comigo? — Abri minha boca para responder. — Espera, não fala ainda. Você sabe que não pode dizer não para um idiota apaixonado, não é?


O amor é o ódio são linhas tênues. De amor para ódio, de ódio para amor.


Notas Finais


Muito obrigada por ler!


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