História Amor e Paixão no Caribe - Capítulo 7


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Palavras 4.200
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Gente esse homem é lindo d+ 😍😍😍😍💖💖💖💖
Mais um cap pra vcs!

Capítulo 7 - Seis


Fanfic / Fanfiction Amor e Paixão no Caribe - Capítulo 7 - Seis

– Você veio! – Steve disse com um sorriso no rosto.
– Decidi me distrair um pouco. – Tamara respondeu olhando ao redor. – As meninas estão aqui?
– Não, Lívia e Mallu foram pra uma boate junto com Tom e Bucky, a Anna Laura eu não vejo faz tempo.

            A cara de frustração dela era visível.
– Acho que eu vim à toa.
– Não! – Steve falou um pouco rápido e ela o olhou erguendo a sobrancelha. – Fica. – ele pediu sincero. – Eu levo você até a boate onde as meninas foram.

            Tamara ficou olhando pra ele desconfiada. A cena da tarde voltava aos seus pensamentos, Steve percebeu e se odiou por ter feito aquilo.
– Me desculpa, de verdade, pelo que eu fiz hoje e tarde, eu só queria conversar com você.
– O que você queria conversar comigo? – ela perguntou cruzando os braços.

            Com o gesto, os seios dela se elevaram e pareceram maiores, Steve fingiu não perceber e desviou o olhar, voltando aos olhos cor de chocolate.
– Me acompanha em um drink?
– Não posso beber.
– É claro, então que tal um refrigerante?
– Tomaria um refrigerante comigo? – Tamara perguntou sorrindo surpresa.
– Mas é claro! – ele também sorriu e Tamara ficou viajando naquele sorriso. Ele tinha aparado a barba e estava ainda mais bonito. A camisa de mangas compridas na cor preta destacava a pele clara e os olhos brilhantes. – Vamos?

            A pergunta tirou-a dos pensamentos e ela sorriu assentindo.     

            Eles caminhavam lado a lado pelo navio movimentado. Estava muito quente e os hóspedes circulavam pra lá e pra cá, alguns aproveitavam a última à noite, já que amanhã, muitos desceriam no porto de Miami.        
– Aqui. – Steve disse apontando para a entrada da boate.

            Tamara chegou até a porta e olhou para o ambiente pouco iluminado. As pessoas dançavam, a música estava alta, o barulho era ensurdecedor. Ela sentiu o coração disparar e as mãos suarem, não gostava muito daquele tipo de ambiente e o som alto a incomodava.
– Vamos? – Steve a chamou colocando a mão em suas costas.

            Ela novamente sorriu assentindo e eles entraram, ele a frente e ela tentando segui-lo. De repente um grupo de meninas passou fazendo trenzinho entre eles e Tamara ficou apavorada achando que tinha se perdido dele, tentou ficar calma e viu ele a olhando alguns passos à frente. Caminhou apressada e agarrou a mão dele.

            Steve ficou surpreso, mas não comentou nada e segurou a mão dela também, sentiu que ela apertava a dele e olhava para os lados como se estivesse com medo, talvez tenha sido uma péssima ideia ir até lá. Não sabia do que ela tinha medo, o que a deixava desconfortável.   

            Com dificuldade, eles conseguiram chegar até o bar, onde Steve pediu dois refrigerantes e entregou a Tamara. Percebeu que ela não estava bem e aproximou-se.
– Vai ser difícil achá-las aqui. – ele sussurrou em seu ouvido e ela sentiu um arrepio correr por seu corpo. – Não quer ir lá pra fora?

            Tamara viu preocupação em seus olhos azuis e por um instante esqueceu-se do barulho a sua volta e do calor insuportável, ficou apenas olhando dentro daquele olhar que tanto a fascinava. Era isso mesmo, aquele olhar a encantava, não adianta negar. Não era só a cor, mas algo no jeito dele de olhar pra ela era como se pudesse vê-la por dentro, enxergar sua alma.   

            Steve também ficou parado olhando pra ela, preso no mesmo encanto. Como uma mulher podia parecer tão frágil e ao mesmo tempo tão forte? Isso era um mistério pra ele. A única coisa que sabia, é que ela tinha mexido com ele de um jeito que ele nunca achou ser possível, não depois de ter se desiludido com o amor.

            Uma música mais agitada começou a tocar, e as pessoas dentro da boate se animaram mais ainda. Ainda distraídos um no outro, Tamara e Steve não perceberam e eles só “acordaram”, quando um rapaz, que estava atrás de Tamara a empurrou e ela caiu direto nos braços de Steve.          

            Quase colados, eles sentiram a respiração quente um do outro, Steve viu aqueles lábios entreabertos e teve muita vontade de prová-los, mas se fizesse isso, provavelmente ela ficaria muito nervosa.
– Melhor a gente sair daqui, vem. – forçou-se a ficar calmo e pegando os dois refrigerantes levou Tamara pra fora.

            Aliviada por ter saído da boate, Tamara respirava o ar puro da noite encostada à amurada do navio.
– Como se sente? – Steve perguntou ao lado dela.
– Bem melhor, obrigada. – agradeceu com um sorriso tímido. – Não gosto de lugares cheios e barulhentos. Incomodam-me muito.
– Eu percebi. O que mais você não gosta?

            Tamara o olhou e viu nos olhos dele que o interesse era genuíno. Deu um gole no refrigerante e olhou para a noite estrelada.   
– Não gosto de ser pressionada. – respondeu lembrando-se das brigas com o pai.
– Então somos dois. – Steve sorriu e encostou a garrafinha a dela em um brinde. Tamara sorriu junto com ele afastando as lembranças ruins.
– Também não gosto de gente ignorante, odeio maus tratos aos animais e a natureza.
– Olha só, temos uma defensora a bordo. – Steve brincou e ela riu com vontade. – Talvez o Greenpeace devesse chamar você pra fazer parte do movimento deles.
– Não sei se eu teria coragem pra fazer o que eles fazem, acho muito interessante e apoio, mas fazer o que eles fazem e ir a luta é outra história. Eu acho que não. – concluiu rindo e bebendo o refrigerante.  
– Na vida, às vezes é preciso arriscar. – Steve falou olhando-a intensamente, ela desviou o olhar sentindo-se um pouco intimidada. – Então me diga agora, do que você gosta?

            Eles conversaram tanto e sobre tudo, que não viram à hora passar. Descobriram que fazem aniversário em datas próximas uma da outra, tem gostos parecidos. Tamara conseguiu se sentir solta e livre depois de muito tempo, parecia ser outra pessoa. Seus olhos brilhavam e seu rosto estava corado de tanto rir das brincadeiras e piadas que Steve fazia.
– Nem vi à hora passar. – ela comentou fechando os olhos e sentindo a brisa quente da madrugada afagar seu rosto.
– Isso significa que foi bom. – Steve disse cobrindo a mão dela com a sua e acariciando de leve.

            Music on

            Tamara abriu os olhos e olhou pra ele. Em seguida olhou pro céu que começava a clarear aos poucos, mas não puxou a mão, gostava daquela sensação, a mão dele sobre a dela, o polegar passando de leve sobre sua pele.
– Fazia tempo que eu não via o sol nascer, é tão bonito.   

            Steve se aproximou e olhou pro céu também.
– Realmente é muito bonito.
– Lindo. – ela comentou extasiada fechando os olhos novamente.
– Lindo demais. – Steve disse olhando fixamente pra ela.

            Tamara não percebeu que ele se referia a ela e não ao céu.

            Como é linda! E atraente! Steve pensou. A vontade de beijá-la era imensa, desde quando ela caiu em seu colo à beira da piscina, e não podia mais ser ignorada como ele tinha feito a noite inteira. Mas ela sempre se esquivava, fugia dele. Dessa vez ele não a deixaria escapar.

            Tamara ainda mantinha os olhos fechados e Steve se aproximou devagar, fez um carinho suave em seu rosto. Ela abriu os olhos e viu o rosto dele próximo ao seu, sentiu o hálito morno. Os olhos dele estavam ainda mais azuis e expressavam desejo e paixão. Devagar a mão dele desceu para a nuca dela, fazendo-a se arrepiar.
– Eu sempre quis fazer uma coisa desde que te conheci. – disse com a voz rouca, a boca a centímetros da dela.
– O que? – a moça perguntou em um fio de voz.
– Isso.

            Seus lábios capturaram os dela em um beijo calmo, que em questão de segundos, evoluiu para um beijo ardente. Com uma mão ele a prendia pela nuca e com a outra enlaçou sua cintura.

            Tamara estava trêmula nos braços dele e correspondia ao beijo sem hesitar, nunca havia sido beijada daquela maneira. A moça havia perdido a linha de raciocínio ao sentir os lábios macios e o corpo forte de encontro ao seu.

            O beijo ficou mais sedento, urgente, o desejo incendiou a ambos. Steve virou-se e pressionou o corpo ela de encontro à amurada. Os lábios dele traçaram um caminho pelo pescoço delicado enquanto sua mão subia e encontrava um dos seios, acariciou o mamilo por cima do vestido e Tamara estremeceu, gemendo com a carícia ousada. Ele voltou a beijá-la enquanto continuava acariciando o corpo dela.

            Mesmo por cima do vestido, Tamara sentia sua pele queimar com o toque dele, nunca tinha sentido isso com ninguém, nem com seu ex-namorado. De repente, a lembrança do ex a fez perceber que estava nos braços de um estranho e que esse homem podia machucá-la de novo.

Sentindo o coração pulsar feito um louco, ela o empurrou interrompendo o beijo. Os dois se encaravam ofegantes. Tamara tinha os olhos marejados e passou por ele correndo sumindo dentro do navio. Steve estava abalado demais para segui-la, nunca havia ficado tão excitado com um beijo. 

Music off

 

Tamara chegou a sua cabine alguns minutos depois. Entrou e encostou-se a porta fechada, deixando-se escorregar até o chão. Passou os dedos sobre os lábios, ainda sentindo o gosto dele, nunca havia sentido nada parecido.

Por alguns segundos, durante aquele beijo, ele a fez esquecer-se de tudo. De todo o sofrimento, de toda aquela carga emocional, de absolutamente tudo. Mas a lembrança de seu ex era um lembrete doloroso que os homens não prestam, eles só estão interessados em se divertir.

Lentamente, ela se levantou e foi para o banheiro depois de tirar as sandálias. Precisava tomar um banho e descansar pelo menos por algumas horas, daqui a pouco o navio atracaria em Miami e ela queria sair um pouco, passear pela cidade.

Mallu chegou alguns minutos depois tentando não fazer barulho, Tamara fingia que dormia para não dar explicações, mas o beijo que Steve lhe deu não saía de sua cabeça.

 

O La Reina Del Mar atracou no porto de Miami às sete da manhã em ponto. Ele ficaria ancorado até as sete da noite.

A maioria dos passageiros se despedia do cruzeiro, pois só tinham comprado a viagem para sete dias. Alguns passageiros que começariam o cruzeiro naquela noite já começavam a chegar, mas eram bem poucos, a maior parte deles era esperada depois do meio dia.
– Como se sente? – Tamara perguntou à amiga enquanto as duas desciam a escada até o píer.
– Um pouco melhor. – Viviana respondeu inspirando fundo por causa da náusea persistente, o remédio que Tomas lhe indicou não adiantava muito. 

As duas decidiram passar àquelas horas em que o navio ficaria atracado passeando por Miami. As outras estavam em sono profundo em suas cabines depois de terem chegado de manhã, Anna Laura nem apareceu.
– Ai finalmente! – Tammy exclamou rindo colocando os pés no píer. Vivi a acompanhou. – Pra onde agora? Tomar café?
– Não estou com fome, e se eu comer alguma coisa, eu vou colocar pra fora.
– Vida de grávida é complicada né?
– Você nem imagina o quanto.

As duas riram e foram procurar um taxi.

Rindo como duas crianças, elas estavam cada uma de um lado do taxi e observavam cada detalhe. A cidade era alegre, vibrante e um convite a diversão. O motorista as levou até a Ocean Drive, uma das principais avenidas de Miami Beach. De um lado, a avenida beira-mar tinha bares, restaurantes e clubes, do outro, a areia branca e convidativa que levava ao mar azul turquesa.

Pagaram a corrida e desceram do taxi.
– Gente olha esse lugar! – Tammy disse extasiada. – Imagine acordar todo dia com uma vista dessa!
– Deve ser perfeito! – Viviana concordou.

Foram até o calçadão e pediram duas águas de coco em um quiosque, tiraram as sandálias e caminharam na areia quentinha. Sentaram-se lado a lado olhando para o mar.
– Já contou pro Kevin?
– Não. – Vivi abaixou o olhar triste. – Eu liguei pra ele ontem, mas não tive coragem.
– Oh minha amiga. – Tammy a abraçou e beijou sua bochecha. – Sabe que pode contar comigo, não sabe?
– Sei sim, obrigada. Mas agora me conta, e a noite ontem, como foi?

A lembrança do beijo de Steve voltou a sua mente e ela olhou pro mar disfarçando um suspiro.
– Tamara Guimarães não me esconda nada, conte-me tudo!
– Não tem nada pra contar.
– Ah ta, e eu nasci ontem Tammy. – Viviana deu risada. – Anda conta logo.

Tamara riu sem humor, elas se conheciam desde a infância e uma sabia bem quando a outra escondia algo, ou quando estava triste por algum motivo...
– Ele me beijou. – disse abaixando o olhar.

Viviana arregalou os olhos e quase engasgou com a água de coco.
– É sério isso?! Tammy é sério?!
– É sério sim.
– E como foi? Você gostou? Conte-me tudo!

Ela ergueu os olhos sonhadores para a amiga.
– Foi o melhor beijo da minha vida.
– Ai que coisa boa amiga! – elas se abraçaram rindo e acabaram caindo na areia. 
– Ai sua louca! A gente vai ficar cheia de areia! – Tammy disse rindo e tentando tirar areia da roupa.                    
– Não importa! Eu quero saber tudo! – a loira parecia uma criança curiosa diante de algo novo.
– Sabe aqueles romances que a gente tanto gostava de ler, que a mocinha dizia que sentia borboletas no estômago e parecia flutuar no primeiro beijo? Aquela melação toda.
– Sei. – as duas deram risada.
– Eu acreditei nisso por um tempo, cheguei até sentir, mas depois de tudo que me aconteceu, eu deixe de acreditar, mas ontem Viviana, ontem eu senti tudo isso com o Steve, e até agora quando eu me lembro, sabe da uma coisa aqui dentro, aquela sensação de... Sei lá!
– Uau! Então o negocio foi bom mesmo.
– Foi sim, por alguns segundos, eu consegui esquecer tudo e só aproveitar aquele momento.
– Mas que maravilha Tammy! – ela estava muito feliz pela amiga. – Isso significa que ele te faz bem, olha só ele te fez esquecer toda essa dor que ta aí dentro de você.    
– Eu não posso Vivi. – Tamara olhou para o mar e sentiu seus olhos marejarem, piscou para afastar as lágrimas. – Não posso fazer isso.
– Porque não pode? Até onde eu sei, ele é solteiro.
– Não é isso Viviana. Eu só não... Eu só não posso passar por tudo aquilo de novo, eu não vou aguentar!

Como uma represa que se rompe o choro que ela tentava segurar desde ontem a noite veio à tona e as lágrimas rolaram por sua face. 
– Oh amiga, vem cá. – Vivi a puxou para seu colo e tentava consolá-la. – Amiga nem todo mundo vai te fazer sofrer, mas você precisa tentar.
– Eu... Não aguento... Mais... Fingir...
– Eu sei querida, eu sei, ponha pra fora.

Viviana também estava emocionada, era a primeira vez que Tamara lhe admitia o quanto estava magoada e sofrendo, e aquilo significava muito pra ela. Tammy sempre foi alegre, sonhadora, impulsiva e vê-la se transformar em alguém completamente diferente por causa de um idiota lhe doía muito.
– Eu não posso afirmar que o Steve é diferente, mas você precisa tentar amiga. – ela sussurrou afagando seus cabelos. – Ele é um cara legal e talvez seja disso que você precisa não alguém que venha pra ficar, mas alguém que esteja só de passagem, mas mesmo assim pode te proporcionar algo legal. 
– Engraçado... – Tammy comentou levantando e ajeitando os cabelos. – Mallu me disse a mesma coisa.
– Porque nós duas temos razão gata. – a loira comentou passando a mão em seu rosto para tirar os vestígios das lágrimas. – Me prometa que vai tentar, mesmo que não de certo, mas me prometa que vai tentar Tammy? Você precisa viver amiga.
– Eu prometo. – ela sorriu confiante e as duas se abraçaram novamente. Estava mais calma, ter colocado tudo aquilo pra fora lhe fez muito bem.
– Ótimo, agora vamos ver se Miami é tudo isso mesmo que as pessoas falam em relação às compras. – Vivi comentou piscando o olho e elas levantaram tirando areia das roupas e dos cabelos.  

Jogaram os cocos vazios em uma lixeira e foram chamar um taxi no calçadão.        

 

No navio, Steve estava encostado à amurada e olhava o fluxo de pessoas que desembarcava no píer.

O beijo que dera em Tamara não saía de seu pensamento e ele não tinha conseguido dormir. Queria muito falar com ela, mas não fazia ideia de onde encontrá-la. Não sabia o número de sua cabine, não tinha o número do seu celular e nenhuma das meninas tinha aparecido até agora, deviam estar todas dormindo. Seus amigos também ainda não tinham aparecido, nem Chris que vai embarcar hoje.
– Até que enfim. – Steve se virou ao ouvir a voz conhecida e viu Bruce encostar ao seu lado. – Alguém conhecido.

Steve riu ao ouvir o comentário do amigo.
– Bom dia acordou agora?
– Bom dia. Nada, eu tava na cabine falando com a Nat.
– Ela ta bem?
– Ta sim, ta na Áustria pra uma conferência, volta daqui a dois dias. Ela faz questão de estar aqui quando o navio ancorar no próximo sábado.   
– Que prestígio doutor Banner. – Steve comentou voltando a olhar pra área de desembarque.
– Ta tudo bem? – Bruce perguntou o encarando.
– Ta sim, eu só fui dormir tarde.
– É verdade, você saiu do cassino com a Tamara, e ai como foi?
– Como foi o que? – Steve o olhou tentando desconversar.
– Ué você saiu de lá com a moça, conversaram? Foram pra onde?
– Eu a levei até a boate onde as amigas estavam. – Steve preferiu mentir, não queria os amigos fazendo comentários maldosos ou idiotas antes de ele conversar com ela.       
– Ah ta. – Bruce pareceu não acreditar, mas não perguntou mais nada. – Já tomou café?     
– Só um café preto há uma meia hora mais ou menos. Não to com muita fome.
– Ok, eu vou comer alguma coisa.
– Bom dia meninos. – Anna Laura disse sorridente e os dois se viraram.

Ela vinha abraçada com Jeremy, os dois usavam óculos escuros.
– E ai. – Jeremy cumprimentou os amigos. – O Chris já apareceu?
– Não que eu saiba. – Bruce respondeu.
– Você ia pra algum lugar Bruce? – Anna perguntou notando que ele ia saindo de perto do amigo.
– Tomar café.
– Bruce já é hora do almoço! – a moça comentou rindo.
– Eu nem tinha reparado.
– Anna tem razão. – Jeremy concordou. – E eu to cheio de fome.

Ele beijou Anna que riu abertamente olhando-o tentando passar algo pelo olhar.

Steve odiava esse tipo de coisa, essas insinuações, e Jeremy tinha mania de fazer isso.
– Vamos chamar os outros e almoçar fora no navio. – Bruce sugeriu e Anna bateu palmas adorando a ideia.
– Vou chamar as meninas.

Steve viu Mallu, Lívia, Bucky e Tom se aproximando ao longe. Seu coração deu um salto ao imaginar que Tammy estaria com eles, mas sentiu uma ponta de decepção ao notar que estava equivocado.
– Nem vai precisar. – ele comentou ajeitando os óculos escuros no rosto pra ninguém notar a decepção em seus olhos.

Os outros o olharam sem entender e ele fez um sinal com a cabeça. Anna e Jeremy se viraram e viram o grupo se aproximando.

Todos se cumprimentaram com beijos e abraços.
– Parece que vocês adivinharam. – Anna comentou rindo e abraçando Jeremy pela cintura.
– Por quê? – Lívia perguntou confusa assim como Mallu, Bucky e Tom.
– Nós combinamos de almoçar fora do navio e ela ia chamar vocês. – Bruce respondeu.
– Ótima ideia, eu topo! – as duas moças adoraram a ideia. 
– Então vamos. – Bucky sorriu abraçando Mallu por trás.
– Cadê a Tamara e a Vivi? Estão na cabine?   

As meninas estranharam a pergunta de Anna Laura.
– Achamos que elas estavam com vocês. – Lívia respondeu. – Quando acordei minha irmã não tava na cabine.
– A Tammy também não. – Mallu comentou. – Onde aquelas duas se meteram?

Steve estava prestando atenção na conversa e ficou apreensivo.
– Será que a minha irmã passou mal? E a Tamara levou ela pro hospital? Ai meu Deus!
– Lívia fica calma, tem uma enfermaria a bordo, não seria necessário levá-la pra um hospital. – Tom tentava acalmá-la.     
– Eu vou ligar pra elas. – Mallu pegou o celular no bolso do short e tentou ligar para Viviana, no terceiro toque ela atendeu. – Onde você tá Vivi? Ta com a Tammy?    

Os outros ficaram em silêncio. Steve queria noticias de Tamara.
– Ah ta e as duas bonitas resolveram passear por Miami e não avisam ninguém?

Todos ficaram aliviados.
– É brincadeira viu, e a gente aqui preocupada. – Anna comentou e recebeu um olhar feio de Mallu.  
– Ta a gente vai almoçar aqui perto do porto, vou ver o nome do restaurante e te mando por mensagem. Beijo. – Mallu encerrou a ligação. – As duas madames resolveram passear pela cidade e fazer compras.
– Minha irmã ta bem?
– Deve ta ótima, elas vão fazer compras e nem chamam.
– Anna Laura você nem tava na sua cabine. – Mallu provocou e os meninos começaram a rir. – Então vamos comer? Elas vão nos encontrar lá.
– Bora, to cheio de fome. – Bucky riu abraçando os ombros dela.

O grupo saiu do navio e andou pelos bares e restaurantes perto do porto, até encontrarem um restaurante pequeno e charmoso e o cheiro da comida era uma delicia. Juntaram duas mesas pra caber todo mundo.
– Vou tirar uma foto da frente e mandar pra meninas. – Mallu disse levantando e correu pra fora.
– Gente eu nem acredito que já estamos na metade da viagem. – Lívia comentou bebendo um gole da caipirinha. – Passou tão rápido.
– Relaxa Livinha, ainda temos mais sete dias pela frente. – Anna disse rindo e tomando também sua caipirinha.
– Voltei. – Mallu sentou na cadeira sorrindo e Bucky lhe deu um selinho.
– A gente pediu caipirinha, você quer outra coisa?
– Não, caipirinha ta ótimo.    

Steve estava quieto e olhava a todo o momento pra porta esperando que Tamara chegasse logo.

O garçom veio anotar os pedidos, mas eles só pediram mais uma rodada de caipirinhas. Iam esperar as meninas chegarem.      

A conversa rolava animada na mesa, mas Steve quase não participava. Os óculos escuros escondiam sua ansiedade. Seu coração disparou ao ver o taxi parar em frente ao restaurante e Viviana descer sorrindo, significa que Tamara também tinha vindo. E não demorou até ele vê-la, também usando óculos escuros, sorridente, carregando algumas sacolas. As duas entraram de braços dados.
– Até que enfim! – Anna praticamente gritou chamando a atenção do restaurante todo. Os meninos começaram a rir. – Como assim vocês vão às compras e não chamam a gente?
– Desculpe, da próxima vamos todas. – Viviana respondeu sorrindo e dando um beijo em todo mundo. 
– Ta perdoada amiga, como sente? – Mallu perguntou abraçando-a.
– Muito bem.

Tamara também cumprimentava todo mundo e quando chegou à vez de Steve deu um sorriso pra ele que tirou os óculos sorrindo pra ela também. 
– Tudo bem? – ele perguntou baixinho quando ela se aproximou.   

Tammy assentiu sorrindo tentando acalmar o coração, ele estava cheiroso demais! E aquele perfume mexia com sua imaginação.
– A gente vai sentar onde? – Viviana perguntou divertida colocando as mãos na cintura.
– Não seja por isso. Garçom! – Bucky gritou para o rapaz que trouxe mais duas cadeiras. Steve e Bruce afastaram as suas cadeiras para as duas moças sentarem. Viviana fez questão de sentar ao lado de Bruce, deixando para Tammy a cadeira ao lado de Steve.

Tamara balançou a cabeça rindo e a loira piscou o olho pra ela. Steve percebeu o gesto e olhou de uma pra outra tentando entender.
– Vão de que? – Jeremy perguntou. – Pedimos caipirinha.
– Eu não posso beber então suco de limão, pra combinar com vocês. – Viviana brincou e todo mundo riu. Tamara aceitou a caipirinha.     
– Gente selfie! – Lívia gritou e todo mundo tentou se ajeitar. Ela e Anna Laura estavam nas pontas da mesa e sentaram no colo de Tom e Jeremy respectivamente.

Viviana viu a irmã sentar no colo de Tom e não gostou nada. Tamara percebeu e abraçou-a sussurrando em seu ouvido para ela deixar isso pra depois.

A loira assentiu e sorriu pra foto.
– Ficou perfeita! – Lívia comentou voltando ao seu lugar.
– Envia pra mim! – Anna pediu mostrando o celular.
– Manda pra mim também!
– Eu também quero!
– Calma gente! – Lívia pediu rindo.

No fim, ela enviou a foto pra todos. Todo mundo queria postar em suas redes sociais.

Tamara acabou de postar a foto no status do whatsapp. Era a primeira vez que estava se divertindo depois de muito tempo e queria que todo mundo visse isso.
– Você ta bem mesmo? – Steve chegou perto dela e perguntou pra ninguém escutar. Os outros conversavam animados.

Tamara olhou pra ele e sorriu para aqueles olhos azuis.
– To sim, eu me sinto leve.  
– Que bom. – Steve gostou de ouvir aquilo. – Sobre ontem...
– Ta tudo bem Steve. – ela foi sincera. – Você quis e eu também quis.    
– Você queria realmente? Eu não quero forçar nada.
– Fique tranquilo Steve Evans. – Tammy bebeu um gole da caipirinha.
– Então, vamos pedir o que? – Bucky chamou a atenção do grupo. – To cheio de fome.

Depois de várias sugestões, eles pediram peixe assado, com arroz branco e salada de acompanhamento.
– Gente a comida daqui é muito boa. – Lívia saboreou a primeira garfada.
– É mesmo. – Tom concordou com ela. Os dois riram um pro outro e aquilo não passou despercebido a Viviana.

– E o amigo de vocês que ia embarcar? Cadê?
– Essa é uma ótima pergunta Mallu. – Tom respondeu ainda rindo. – Não consegui falar com meu primo.
– Eu também não, falei com ele ontem à noite sobre uns problemas do restaurante.
– Ta tudo bem por lá? – Mallu perguntou preocupada.
– Ta sim gata, coisa de rotina.  


Notas Finais


Tema https://www.youtube.com/watch?v=qFzTdmZywK8
Primeiro beijo 😍 mto fofo
Já já tem mais. Beijinhos. 💖💖💖💖


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