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História Amor é Tudo o que Dissemos que Não Era - Capítulo 17


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Notas do Autor


Bonjour meus caros leitores, como estão? Lavaram as mãos? Estão fazendo suas tarefas EAD?
Eu espero que estejam bem, vamos ficar dentro de casa para que esse caos passe logo.
Um grande abraço e boa leitura

Capítulo 17 - Olá Mamãe


Fanfic / Fanfiction Amor é Tudo o que Dissemos que Não Era - Capítulo 17 - Olá Mamãe

- Argh!!! – gemia de dor.

- Me diga! Me diga com quem você estava falando?! – um rapaz ruivo me questionava, enquanto estava se aprontando para desferir outro golpe em meu estômago.

- Você... Você é patético. – ri nasalado - É-é só isso que têm?! – rangi os dentes. Já não estava suportando aquela dor miserável. Minha visão estava tão embaçada que mal conseguia enxergar um palmo á minha frente.

- Ha! Não me faça de idiota, acha que eu sou tonto? – puxou meu cabelo – Huh?! Acha que eu não sei que está se segurando para não suplicar “Oh por favor, não me mate”. Você é só uma pirralha miserável! – virei-me a cabeça e o mordi sua mão, não o soltei até que visse o sangue daquele cretino saindo. – Sua cadela! – fechei os olhos com força, já sabendo que iria me bater.

- Já chega! – essa voz... Shi-Shigaraki?!

- Ela me mordeu!

- Precisamos dela viva, a mãe dela não vai gostar de vê-la toda machucada. – ele se coçava de uma maneira agonizante.

- Por que me trouxe aqui? – juntei forças para falar, minha boca ardia, ao invés de saliva o sangue escorria pela minha boca.

- Foi um belo acordo. Era você ou o garoto verdinho em troca de mais poder. Pretendíamos fazer isso aos poucos, com cada um dos alunos daquela escola de merda.

- Quê? Você... Você acha que eu vou deixar você fazer alguma coisa comigo? Haha... – abaixei a cabeça – Vocês não vão encostar um dedo sequer em mim, ou naquelas pessoas.

- Olha... – desceu as escadas e vinha em minha direção, o ruivo abriu caminho para que ele pudesse me ver – Veja só o que uns meses com aqueles babacas conseguiram fazer com você. O Herói de todos deixou que sua preciosa Naomi morresse. Não foi isso?

- Eu estava errada! Foi infantilidade da minha parte pensar que eu poderia me vingar do All Might... Mas é ainda mais estúpido vocês pensarem que com os meus poderes vão poder matá-lo. – ri soprado.

- Eu só quero saber, onde é que ele tá.

- ...

- Eu vou fazer ela falar, chefe! – o ruivo puxou novamente o meu cabelo, mas Shigaraki fez gesto para que ele soltasse.

- Vamos... – coçou-se novamente – Não é tão difícil assim. Se você me dizer, eu não machuco você.

- Você quer saber tanto assim? – o olhei sorrindo – Então chega mais perto, assim o fez e cuspi meu sangue em seu rosto – Vai... Pro inferno. – ri.

- Sua merdinha! – o ruivo me bateu outra vez.

- Huh... – Shigaraki limpou seu rosto com a manga de sua blusa – Apaga ela, a mãe dela já tá quase chegando. Não quero ter que escutar essa voz irritante até lá.

- Deixa comigo. – estalou os dedos e pôs a mão em meu pescoço.

- Não encosta em mim! – criei espinhos pelo corpo.

- Aaargh!!! – o homem segurava sua mão agora com força, estancando o sangramento.

- Eu disse... – respirei fundo – você não vai encostar UM dedo em mim. – o olhei com a boca entreaberta, enquanto baixava os espinhos.

- Só certifique-se de que ela não vai se soltar daí e volte lá pra cima com os outros. – enfiou as mãos no bolso e deu de costas.

- Shigaraki! – parou de andar, mas não se virou – Você sabe... Que tudo isso vai dar errado, não sabe? Eles vão vir me buscar...

- É o que eu espero. - espantei-me.

- O que quer dizer? Ei! O que você quer dizer com isso?! SHIGARAKI!!!






- Saory foi o quê?! – a garota passou a mão entre os cabelos.

- Vocês não estavam com ela?! Não poderiam ter feito alguma coisa?! Ela só foi pra esse alojamento pra estar mais segura! Não foi pra isso que todos os alunos foram pra lá?! – o velhote parecia enfurecido, enquanto seus olhos lacrimejavam.

- Fiquem calmos. V-Você disse que estão indo atrás dela? – Hideo indagou, parecendo querer acalmá-los.

- Sim. Eu só queria avisá-los antes, caso alguma coisa de ruim aconteça... – cerrei os punhos – Mas eu a trarei de volta, aqueles cretinos não tem a mínima chance contra nós todos juntos.

- Eu sabia, eu sabia desde o começo que foi um erro apoiar ela a algo tão estúpido como estudar nessa escola perigosa.

- Kazuyuki, por favor se acalme. Está deixando a Rika ainda pior. – Hideo tentou tomar o controle.

- Bakugo, me leve com vocês. Eu posso ajudar, eu garanto. – ela parecia desesperada, foi a primeira vez que vi essa nanica séria.

- Não acho uma boa ideia, não temos certeza nem se nosso pessoal vai aguentar uma luta contra aqueles de sangue ruim. Levar você não vai se-

- Por favor! Eu imploro! Me leve junto! Eu sei como salvá-la. – agarrou-se nos meus braços.

- Hum... Meu professor está logo ali, rápido, temos que ir depressa. – ela apenas acenou com a cabeça.

- Hideo, fique aqui... Você sabe o que fazer. – Rika segurou suas mãos, o garoto parecia hesitante – É a única maneira dessa vez.

- Eu sei... Eu estou pronto.

- Bakugo! Estamos indo, venha depressa! Precisamos que você encontre a Saory por meio da canalização dela.



30 minutos mais tarde


- Você se lembra dela dizer sobre esta floresta? – acenei que sim com a cabeça.

- Certo, Yamochi, precisamos de você agora. – um garoto de outra turma apareceu atrás de uma moita. Estávamos á espreita.

- Bakugo, preciso que esvazie sua mente, se a Saory estiver acordada ou tentando fazer contato com você agora mesmo, tudo vai dar certo. Você pode falar com ela por pelo menos 6 minutos. Entende?

- Sim, entendi. Esvaziar a mente... – não vou dizer que isso é fácil pra mim. Pode não parecer, mas estou sempre pensando, em como me tomar mais forte pra que coisas assim não aconteçam com as pessoas que eu amo. Eu sei que sou cabeça dura, um valentão metido a besta, mas se eu não for duro com as pessoas e fazê-las entender que precisam crescer, quem vai? Eu errei tanto com a Saory, eu preciso encontrar ela. Por mim, para me redimir, pela família dela e por todos os seus amigos. Eu não posso falhar com ela... Não de novo.

- Saory...? Saory você está ? Pode me ouvir...?

- D...

- Saory?

- Bakugo... Es... Medo... Por fav... Ajud...

- Saory! Eu não... Eu não consigo ouvi-la direito. Onde você está?

- Pré... Io... Aband... Nad... Flores... Adent...

- Um prédio? Um prédio abandonado? É isso?

- Rápido... El... Eles vão me... Me matar

- Quem está com você? muitos deles? Eles te machucaram?!

- É... U... Armadil... Na... O... Venha...

- O-O quê? Eu não consigo entender.

- ...

- Saory? Saory?!


- Argh! – respirei fundo.

- Você está bem? – o garoto perguntou.

- Ela está num prédio abandonado, no meio da floresta. Devem ser apenas destroços! Eu não... Eu não consegui escutar tudo muito bem, ela parece não ter forças...

- Vamos continuar seguindo. Vamos achá-la! – Aizawa afirmou.

- Estão vindo, chefia. – disse o ruivo que estava fingindo ser eu o tempo todo.

- Hmm! Hmmp! – eu estava amordaçada, não consegui dizer ao Bakugo que tudo isso não passa de uma armadilha para pegá-los.

- Ótimo. – minha mãe deslizou a mão em minha cabeça – Não é ótimo, Saory querida. Seus colegas estão vindo resgatar você desses valentões malvados. – disse cínica, em seguida começou a rir – Vai ser uma noite e tanto.



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