História Amor em Guerra - Capítulo 59


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Categorias Histórias Originais
Tags Drama, Medieval, Mistério, Morte, Romance
Visualizações 17
Palavras 1.851
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Estupro, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá doçuras da minha vida, como vão?
Espero que bem!
Pois eu estou super empolgada por enfim estarmos na reta final da nossa querida fic... Não acredito que só vou finalizar essa fic depois de 6 anos que ela existe! Quantas vezes postei, apaguei, postei, desanimei... Mas saibam que se não fosse vocês eu não teria chegado tão longe assim. Amo vocês, espero que gostem! Beijooos

Capítulo 59 - A Hora da Verdade - parte 1




- oi Emilly. Te procurei no seu quarto, não era lá que deveria estar? - diz ele alternando os olhos entre Ethan e eu.

O ar do quarto rapidamente fica pesado.

- pedi para que me ajudasse com um corte em minhas costas, ela acabou de chegar... - diz Ethan me justificando.

- já acabou? - diz ele me olhando sério.

- estou finali... - digo.

- ótimo! - diz ele me interrompendo. - agora venha comigo.

- ainda não acabei, meu bem. - digo com um sorriso nervoso no rosto.

- Venha, Emilly. - diz ele completamente sério, apontado para fora do quarto. - Linda terminará por você.

Deixo tudo no baú, e cabisbaixa vou até Daniel.

Vai começar a tempestade. Aí caramba.

Vou andando até meu quarto, e Daniel vem atrás de mim. Que medindo entrar nesse quarto! Mas... Tive que entrar.

Quando entramos ele tranca a porta.

Eu me sento na cama de cabeça baixa, a culpa me pesa os ombros.

Daniel está com as mãos na cintura, também olhando o chão, aparenta estar pensando.

Depois de um longo suspiro, ele diz:

- queria ver você, receber o abraço seu, um abraço aliviado por saber que você está bem... E me deparo com a cena de você junto a Ethan, que ainda por cima estava semi-nu. - diz ele num tom de voz baixo.

- ele me pediu ajuda... eu não ia, mas fui, por isso chamei Linda para não ficar a sós com ele. - digo tentando me justificar de alguma forma.

Ele dar um passos a frente e cruza os braços.

- como acha que me sinto ao te ver com meu irmão? - diz ele.

Decido não responder, até porque não conseguiria diante da pressão do olhar de Daniel.

- e se fosse sua irmã que ficasse mexendo comigo? Como você ficaria ao ver que vou me casar com você, mas que morro de amores por ela? - diz ele com o tom um pouco mais firme.

Engulo em seco. Eu sei que dei motivo pra ele, se não tivesse ido até Ethan não estaria nessa situação.

- como você se sentiria Emilly? Anda, me diz!!! - diz ele alto.

- eu... ficaria arrasada por dentro. - digo olhando pro chão. Sinto um nó na garganta.

- pois eu, além de 'arrasado' estou arrependido de ter me lançado de cabeça na nossa relação. Sou o único que ama de nós dois. - diz ele com um tom triste.

Olho em seus olhos, e vejo lágrimas escorrendo. Ele não merece isso.

Naturalmente os meus olhos se enchem de lágrimas, e meu coração é tomado por uma tristeza...

- Ele já disse que confundiu os sentimentos, disse que é só grato a você, e você ainda fica indo atrás dele... e eu aqui, do seu lado com tanto pra ti dar... - diz ele.

Agora me deu vontade de chorar.

- me desculpe... - é a única palavra que consigo dizer.

Ele enxuga as lágrimas, mas é evidente que ele está extremamente triste.

- com certeza você deve ter abraçado ele, o recebido muito bem. Mas acho que a culpa é minha por não ter deixado algo claro: não quero ver você junto dele. Nem falando, nem olhando, nem nada! - diz ele firme. - será que fui claro agora?

- sim... foi sim. - digo entre lágrimas.

- ótimo. - diz ele. - porque hoje é quinta feira, Emilly. Vamos nos casar sábado. Já parou para pensar nisso? - Não... não havia pensado nisso. Meu Deeeeus... Tá bem aí! - chega de tristezas, ta bom? - diz ele.

- ta bom. - digo.

Ele se aproxima e me dar um beijo em minha testa.

- tenha paz, meu amor... está tudo bem, está desculpada. - diz ele me olhando nos olhos. Paro de chorar, mas a tristeza continua.

Ele passa a mão no meu rosto e enxuga as lágrimas.

- vou ir até minha mãe. Mais tarde ti pego pro almoço. - diz ele.

Ele sai do quarto, e eu fico ali sentada, com um enorme buraco de culpa no peito.

Droga... que raiva de mim.

Por que me deixei levar por Ethan?

Pego a tulipa que ele me entregou debaixo do travesseiro, e fico olhando para ela.

Vou até a janela e a abro, preciso de ar fresco. Está até uma bela manhã, apesar de tudo.

Puxo o ar puro para dentro, afim de substituir esse peso em mim, mas é em vão, claro.

Olho para o Jardim, e lá está o jardineiro poldando os arbustos. Acho que esse senhor tem a resposta que preciso.

Escondo a tulipa novamente, e saio do quarto. Vou até ele.

Ainda bem que não cruzei com ninguém pelo Palácio.

- Bom dia senhor. - digo ao jardineiro.

- Bom dia alteza. No que posso ajudar? - diz o senhor.

Alteza? Gostei.

- estou querendo enviar flores para a minha mãe, mas não queria errar. Será que o senhor pode me ajudar? - digo.

- posso sim. - diz ele. - ajudava muito o rei Estevan quando ele era jovem e cortejava a rainha Clarisse. Ele sempre escolhia as rosas vermelhas, demostrando o amor e desejo que tinha por ela.

- aaah... que legal. - digo surpresa. - estava pensando em tulipas amarelas... É uma boa escolha? - digo.

- não, minha jovem... Dê cravos, lírios, Lotus... que significam mais amor de família. - diz ele.

- mas o que significa a tulipa amarela? - pergunto.

- amor sem esperança... um amor que nunca poderá ser correspondido, porque é algo proibido. - diz ele para a minha surpresa.

Não pode ser mera coincidência, pois se encaixa exatamente na nossa situação.

- ah... muito obrigada senhor... - digo. - vou pensar melhor nas flores antes de enviar. - digo.

- se precisar de ajuda, estarei disponível para ti ajudar. - diz ele.

Volto para o meu quarto flutuando com o significado dessa flor.

Quer dizer que... que... que ele não confundiu paixão com gratidão... isso foi uma mera desculpa... isso quer dizer que... Aí meu Deus!

Quando chego a sala, Linda me espera no sofá, e estranha a minha reação de anestesiada.

- o que foi Emilly? - diz ela se aproximando.

- cadê Daniel? - sussurro.

- subiu para o quarto da rainha. - diz ela.

- e Ethan?

- ficou no quarto dele, ficou bem abatido depois que você se foi. - diz ela. - falou com o jardineiro?

- sim... mas, vamos conversar no pátio, aqui as paredes podem ouvir. - digo.

Vamos para o pátio e sentamos no banco branco de ferro.

- Linda... estou em choque. - digo. - eu nem sei o que pensar...

- o que foi?

- a tulipa amarela tem sim um significado... - digo meio nervosa. - e não pode ser mera coincidência...

- fala logo! - diz ela ansiosa.

- Linda... a Tulipa amarela representa o amor que Não pode ser correspondido! Um amor sem esperança! - digo.

- ai meu Deus! - diz ela surpresa com a mão na boca.

- ai Linda... - digo trêmula.

- Emilly! Ele inventou aquele papo que confundiu sentimentos com gratidão... ele... Ethan te ama!!!

- fala baixo Linda... - digo trampando a boca dela. - eu sei... por isso que estou em choque!!!

Ela destampa a boca.

- e como se sente sobre isso? - questiona ela

- eu... eu... - o que estou sentindo por saber disso? Por meros segundos paro para analisar o que se passa dentro de mim com essa notícia. - ai... eu estou triste, confusa... mas... mas também estou feliz Linda... - digo. - não era pra eu estar feliz por saber disso, meu Deus eu sou uma cachorra. - digo cobrindo o rosto.

Linda ri da minha cara.

- jamais imaginei que iria ti ouvir falando isso, Emilly. - diz ela.

- estou envergonhada... não posso me sentir assim. Vamos Linda, me ajude a parar de pensar em Ethan, vamos ressaltar as qualidades de Daniel. - digo.

- essa é boa... - diz ela rindo. - tá bom, vamos lá: ele é um excelente cavalheiro, te trata bem, te defende, ama você de verdade...

- sempre perdoa as minhas mancadas.... - digo. - até quando eu mesmo não perdoaria...

- e sem falar que é dono de uma beleza encantadora, não é um galã como Ethan, mas não é menos bonito. - diz Linda. - você será muito feliz com Daniel, só precisa aprender a amá-lo.

- pois é... eu sei que serei. - digo. - ele tem muitas qualidades apaixonantes... só preciso focar nele.

- isso é verdade. - diz Linda. - você tem que tirar Ethan do seu foco, porque as suas emoções estão todas apontadas pra ele.

- ai Linda... é verdade. - digo. - assumo que estão mesmo.

- você gosta dele Emilly? - pergunta ela pra mim com seus grandes olhos verdes me olhando. - seja sincera.

Engulo em seco. Meu coração está acelerado.

Não... não... não posso estar gostando dele... não!!!

Isso que pulsa em mim não pode ser por ele.

Preciso engolir isso, estou confundindo o gostar com me sentir atraída com ele... eu só acho ele bonito, não passa disso... não posso me enganar, ele é só bonito.

- Emilly? - diz Linda me trazendo de volta a realidade. - e Aí?

- não... - digo. - não gosto não... eu posso estar atraída, ou...

- ou apaixonada? - questiona Linda.

- não! - digo assustada.

- ué? É a palavra que define melhor. - diz ela.

- tá, que seja... mas é algo que vai passar! E ponto final. - digo firme.

- tipo, não é algo sólido...

- isso... vai passar... - digo.

.
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O dia passou voando, Daniel e eu almoçamos e jantamos juntos, mesmo com um clima um pouco estranho entre nós, ele foi até gentil comigo. Amanhã vamos passear juntos.

Inclusive comunicados foram enviados aos convidados avisando sobre o casamento sábado. 

Estou deitada em minha cama agora, e não sei explicar o que estou sentindo... é tanta coisa pra processar que minha cabeça está doendo...

Penso tanto, que meus olhos pesam e durmo.

(...)

.
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Sinto um braço envolvendo a minha cintura. No princípio ignoro, mas depois percebo que não estou sonhando.

Abro os olhos, e ainda é madrugada.

Sinto o calor da respiração dessa pessoa que está abraçada a mim por trás no meu cabelo, assim como consigo sentir o seu perfume... Aquele perfume que sempre fica no meu travesseiro das outras vezes que veio me visitar, só que nunca fora flagranteado... até agora.

Pego em sua mão sutilmente, e lentamente tento virar-me de frente para ele, o que o faz recuar para não ser descoberto, mas seguro firme em seu braço, e me viro para ele, olhando em seus olhos verdes que me olham surpresos.

Dou um singelo sorriso para acalma-lo, enquanto a minha mão ainda está sobre a dele em minha cintura.

- oi Ethan. - sussurro. - Estava mesmo querendo falar com você.


Notas Finais


Aaaaaaaaaaah meu coração vai explodir!!!!
Kkkkkk
Quero saber detalhe por detalhe do que estão achando, e por quem estão torcendo! Beijoooooooos


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