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História Amor em outro mundo - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Um mundo depois desse.


Fanfic / Fanfiction Amor em outro mundo - Capítulo 1 - Um mundo depois desse.


Uma garota, vendo um filme sobre um cachorro pela quinta vez, o mesmo final, ele morre, o mesmo sentimento, a tristeza, pega um lenço do seu lado e assoa o nariz, seus cabelo bagunçados, um moletom que devia ter sido lavado a muito tempo e o mesmo filme pela quinta vez, eu? Não, estou apenas sentada do seu lado olhando a tela e imaginando o motivo de ficar triste com uma coisa dessas, todos sabem que a morte chega mais cedo  ou mais tarde, mas não aceitam isso, pelo contrario, choram, choram muito:
- O que pensa que está fazendo? - ouço uma voz, viro a cabeça vagarosamente em sua direção.
- O de sempre, por quê? - olho sua expressão nervosa de sempre.
- Idiota. - bufou e seguro nos ombros da garota.
- Cansei. - a garota pega o controle da TV e desliga-a.
Ela se levanta sorridente e tira a roupa jogando no chão, minutos depois sai com um vestido florido e um sorriso largo, pega as chaves e abre a porta deixando o apartamento, suspiro e me levanto saindo pela janela do quinto andar:
- Não pode se intrometer todas as vezes. - minha voz serena enquanto tenho uma visão de cima das pessoas andando ou paradas.
- Como não? - irritada - pessoas se amam por causa da sua mágoa, é...
- Triste, exatamente, o que queria? - meus pés tocam o chão e começo a andar - elas precisam disso.
- Não, é horrível. - vejo um garoto olhando a bola de sorvete caída no chão, vou até lá colocando tocando em sua cabeça logo começa a chorar chamando atenção do pai ao seu lado.
- Calma, compramos outro. - ele o pega no colo acalmando-o e andando.
A irritada, por mais que possa deixar muitos em duvida é a alegria, talvez possa ficar assim, mas é sempre que me vê, tirando isso é feliz, uma menina de cabelos curtos azuis celeste, sorrisos largos e o vestido verde repleto de margaridas, os pés pequenos e descalços que amam tocar o chão frio do mundo humano, ela acabou seguindo seu caminho e eu o meu, nada demais, o de sempre, meus sapato fazem o som unico quando em atrito com o concreto frio das calçada, olho as pessoas, vivendo, muitas tristes e poucas felizes, coloco a mesma mecha junto ao resto do cabelo longo branco, ajeito o grande sobretudo negro no corpo, quando sento passo o dedo pelos rasgos nos joelhos da calça tocando a pele morena, sentada ao lado se um homem de 40 anos, fumando um cigarro, logo se levanta, coloca-se no meio da rua onde veículos passavam rapidamente, rapidamente um caminhão lhe acerta em cheio, não demora muito pra que a Morte chegue, me aproximo:
- Chegou sua hora meu caro. - ajoelhada ela retira uma caixinha antiga do bolso e abre.
Do corpo cheio de sangue, em meio as muitas pessoas que chegaram perto pra ver o que tinha acontecido sai uma pequena esfera brilhante, essa era a alma dele que seria levada pra outro lugar, nunca tive curiosidade pra saber qual é, a morte se levanta e fecha a caixinha:
- Já vai? - assenti - posso te acompanhar? - ela estende a mão e eu a pego indo instantaneamente para o outro mundo.
Nesse mundo não tinha uma noção de tempo, não tinha o que fazer, lá se encontrava os outros espíritos que mantinham o equilíbrio do mundo, começamos a caminhar:
- Ela se entrometeu novamente? - olhou pra mim com aqueles olhos negros.
- O de sempre. - suspiro cansada - um dia talvez aprenda, ou fique assim. - dou de ombros - ela só quer que tudo seja... feliz.
- Mas não vai. - Morte passa a mão nos cabelos vermelhos scarlet deixando-os pra trás - nos encontraremos mais tarde. - toma o seu caminho enquanto eu continuo seguindo reto.
Olho o homem carregando a caixinha de almas, alto, o terno branco, a unica coisa que se destetava nele era os cabelos, scarlet, os olhos também da mesma cor e a caixinha velha:
- Tristeza. - volto a cabeça pra frente - vamos tomar chá. - assinto.
O garotinho acenando pra mim, o corpo cheio de cicatrizes, os cabelos loiros e o olhos verdes, Ódio, mesmo sorrindo inocentemente podia causar uma destruição enorme, como guerras, sentamos numa mesa e ele me serve:
- Soube que a Alegria se intrometeu de novo. - dou um gole no chá amargo - devia falar com ela.
- É, mas... não vai me ouvir. - suspiro - e você?
- Um homem bateu na esposa, por que ela não foge?
- Do que adiantaria, se apaixonar por outro igual ou pior. - outro gole e um suspiro.
- Posso me juntar? - uma voz baixa, quase rouca surge.
- Claro. - o garotinho sorri.
A dona da voz era o Amor, sua pele rosada, seus cabelos que chegavam até o chão e cobriam parte do rosto, tão rosa, seus olhos vivos e de um azul claro:
- Estão falando do que?
- Alegria. - o garotinho fala sorridente.
- Ah... novamente? - assenti - ela aprende. - na sua xícara vai varias colheres de açúcar. 
Enquanto conversam eu olho para os lados até que meu olhos se encontrem com outros dourados, Alegria, no encaramos por mais um tempo até que ela desvia nervosa e sai, suspiro e me retiro da mesa voltando para o mundo humano.
O dia segue com uma chuva, me pergunto porquê  com ela tudo fica mais triste, um dia ouvi que é porque se parecem com lagrimas, uma mãe disse significa que o mundo esta se lavando das maldades, um filme me contou que quando brigamos começa a chover, um cientista diz que é apenas a condensação da água:
- Desculpa, mas não podemos continuar com isso. - o homem sai pela porta e o outro começa a chorar.
- Por favor, fica. - ele soluça e se ajoelha no chão.
Um relacionamento chegou no seu fim, isso tinha que acontecer, então por quê ficam assim? Nada é eterno aqui, os humanos um dia morrem, um dia se separam dos outros e um dia perdem algo valioso, então qual o motivo de tristeza se ja sabem que esse dia vai chegar? Apenas continuo olhando, mas logo volto a andar por ai, repentinamente vejo um casal se beijando numa mesa de restaurante, entre eles o Amor, ela me olha e da um sorriso fraco, retribuo e sigo meu caminho, passo no parque e debaixo duma arvore vejo umas crianças se protegendo da chuva, junto a elas estava a Alegria,  seria me encara, dou de ombros e sigo meu caminho, nem tudo pode ser feliz.


Notas Finais


Agradeço por ler, espero que tenha gostado e que leia os próximos capítulos


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