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História Amor em outro mundo - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Por que me odeia?


Fanfic / Fanfiction Amor em outro mundo - Capítulo 2 - Por que me odeia?


Primavera, é uma estação bem colorida, Alegria provavelmente já percorre o mundo inteiro, pelo menos a parte que se preenche com tantas felicidade, mas e eu, meio que agora estou conversando com o Ódio:
- Suicídio. - falo.
- Homicídio. - confiante.
- Vamos fazer do outro jeito.
É um tanto confuso começar pelo meio... então vamos para o começo, estamos numa casa comum, com uma família comum, tirando o fato da mulher estar com uma arma apontada na cabeça do marido, os filhos, foram passar um fim de semana com os avós, tudo propositalmente planejado por ela, uns dias atrás descobriu a traição do marido com outra mulher, triste, então esse é um momento decisivo, mas ela esta confusa, se divide entre tirar a vida do marido traidor ou a sua amargura, então em uma decisão certa vamos pelo jeito antigo, cada um de nós dois pegamos uma das suas mãos, no meu caso seu ombro, ela escolhe o que quer, deixar a raiva tomar conta e mata-lo, ou me permitir tirar sua própria vida:
- Ela engatilhou a arma. - Ódio sorri.
- Espere. - no ultimo segundo ela sorri e vira a arma pra sua cabeça dando um único tiro e caindo no chão - preferiu acabar com sua dor do melhor jeito.
- Devia ter matado ele, traição não tem perdão. - Ódio sai com desgosto e no mesmo momento chega a Morte.
- Triste, hora de ir querida. - se ajoelha e tira a mesma caixinha.
- O que ela faria depois se mata-se ele, se arrependeria? - olho para o marido que fazia uma ligação no telefone apavorado - acha que poderia ter sido diferente, Morte?
- Não, só havia duas opções, teria que vir aqui indiferente da decisão entre vocês dois. - se levanta e vai embora.
Talvez estivesse certo, traição não pode se perdoar, mas ela ainda escolheu a mim, preferiu a própria vida do que a dele, por quê? 
- Óbvio que ainda amava ele. - Amor tinha uma voz doce mesmo quando falando dessas coisas.
- Amar alguém que te trai, humanos são estranhos.
- Talvez, mas eles escolhem ser assim. - ela tropeça na longa saia do seu vestido e cai.
- É, mas... - ajudo-a se levantar - não acha que é ridículo algumas coisas que fazem, como chorar quando alguém morre.
- Perder alguém que ama é doloroso, saber que nunca mais vera ele. - arruma o vestido longo e voltamos a andar.
- Deve mesmo, ser muito ruim.
Depois encontro um senhor lendo um livro, era uma boa história, mas acho que ele não tinha a mesma opinião, já que jogou-o pra longe quando terminou, caminhei até o livro e peguei-o carregando-o comigo:
- Por que? - novamente a voz nervosa da Felicidade.
- Parece ser uma boa história. - tiro a sujeira dele - parece mais feliz que o normal.
- Primavera minha cara Tristeza, não vejo motivo pra você estar aqui.
- Vê sim, só não quer admitir. - olhei-a - aliás... por quê me odeia tanto, estou fazendo o meu trabalho, não estou?
- Tristeza não devia ser trabalho, se não existisse tudo seria melhor.
- Por que? - ela abre a boca, porém uma única palavra se quer sai dali - qual a graça de ser sempre feliz, humanos se enjoam tão rápido que nem parecem querer aproveitar o pouco de vida que lhes resta, admita, quanto mais cedo aceitar isso melhor vai ser pra todos. - dou as costas - além do mais, você só existe porquê eu estou aqui e vice versa.
- Nunca, você é horrível, a pior de todas. - suspiro - e com todas minhas forças vou acabar com você.
- Boa sorte, espero que possa alcançar isso que chama de objetivo. 
Decido passar em um hospital, eles não costumam ser tão agradáveis, me considero um tanto claustrofóbica, logo ouço um choro, sigo-o até uma sala, lá dentro um nascimento, um bebê que acabar de sair do útero da sua mãe, perto dele a Vida:
- Bonito, não? - ela me olha sorridente.
- Ele não tem dentes. - sem tirar que eu achava nojentos a camada de gordura e sangues que cobris ele, ela ri.
- Ainda não. - logo a Morte chega.
- Fez um bom trabalho. - do outro lado da cama, de costa pra mim passa a mão pela testa suada da mãe.
- Espere. - Vida segura a caixinha - ela precisa vê-lo. 
O médico que segurava o bebê coloca-o no colo da mãe sorrindo como nunca, parecia ter sido o seu ultimo desejo, seus olhos concentram sua ultima força pra ficarem abertos, a Vida tira a mão da caixinha da Morte, a mãe fecha os olhos e morre, o homem do seu lado se desespera e os médicos tentam ressuscita-la, tudo sem sucesso:
- Como conseguem? - olho o corpo sem vida daquela mulher que já não segurava o bebê.
- Querida. - Vida se aproxima - pra tudo tem uma hora, aquela mulher deu a sua vida para o filho, tudo uma escolha.
Vida era tão madura, uma mulher linda demais, seus cabelos eram cobertos por um véu branco, ela tinha um olhar de mãe, do tipo que só quer o bem, mas sabe exatamente quando não dá certo:
- Vamos? - a Morte lhe estende a mão e as duas vão embora.
Sempre me chamou a atenção como as duas tinham um equilíbrio, como sabiam a hora certa e nunca discutiam, também, não consigo imaginar como seria uma briga entre a Vida e a Morte, fico mais um pouco com o homem que segurava a mão daquele corpo morto, penso em como seria perder algo que ama, triste.


Notas Finais


Espero que tenha gostado


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