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História Amor em risco - Capítulo 6


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Notas do Autor


Olá amores,
Mais um capítulo com muito carinho, espero que apreciem.

Se puder, deixe um comentário, favorite a história, a autora aqui fica muito feliz!
Beijos 😘😘😘😘

Capítulo 6 - Toque-me


Fanfic / Fanfiction Amor em risco - Capítulo 6 - Toque-me

Sempre achou que o medo era o sentimento mais limitador que existia e lutara contra ele a vida inteira, mas agora estava praticamente paralisada no quarto por causa de um ruído, que muito provavelmente teria sido causado por um gato.

O barulho se repetiu. Mais uma e outra vez!  

Céus, pareciam passos sobre o telhado da varanda e ela precisava correr e fechar a janela. O pânico crescente a paralisou e Rosa precisou reprimir um grito, quando Claude irrompeu o quarto dela, usando apenas a calça do smoking e a camisa completamente aberta, empunhando uma arma. Ele a olhou, fazendo sinal para que ficasse em silêncio e ela apenas assentiu, recuando alguns passos até encostar na parede do quarto. 

Claude chegou até a grande janela. Apoiou-se no parapeito, olhando atentamente para cima, abriu as portas francesas que davam para a elegante varanda e, após uma inspeção detalhada, trancou portas, janelas e fechou as cortinas, retornando para junto dela.

-Eu ouvi um barulho e... A voz dela ainda estava trêmula, mas agora parecia ser pelo fato dele estar tão próximo, com a camisa aberta, os músculos tensos e a respiração quente e rápida tocando-lhe o rosto. Aquela visão era tudo o que Rosa precisava para uma noite insone e cheia de sonhos quentes com seu lindo guarda costas.

Esse homem está me enlouquecendo!

Ela pensou, quando contrariando seus modos discretos, se permitiu, aliás, não se permitir, mas também não conseguiu evitar de correr os olhos avidamente por seu peito e abdômen, sem deixar de reparar também nas coxas firmes. 

Ela deu um suspiro e sentiu um desejo incontrolável que certamente a deixou corada. Estava quente, desejosa e sentia-se um pouco tonta. Nunca havia experimentado uma atração tão intensa por alguém.

-Fique tranquila! – Claude guardou a arma e a olhou preocupado. A voz suave pareceu retirá-la do transe e ela o olhou nos olhos. – Talvez tenha sido só um gato.

-Obrigada! Foi tudo o que conseguiu dizer.

-Já é tarde e, apesar de estarmos na cobertura, é bom manter as portas e janelas fechadas a esta hora. – A recomendação dele a fez parecer uma criança idiota.

-Vou deixá-la descansar! – Ele endireitou a postura, se encaminhando até a porta.

-Claude! Ela a chamou com a voz rouca e extremamente sensual, na opinião dele. 

-Rosa? Ele se virou para ela.

-Já que está aqui. – Ela andou alguns passos até ele e Claude engoliu seco, diante da onda de excitação que o invadiu. 

A forma sensual e decidida como caminhava, o sorriso leve e insinuante. Ainda usava o belo vestido de veludo preto, que ele tinha absoluta certeza que demoraria muito tempo para esquecer, mas agora os cabelos estavam soltos e os olhos brilhavam de um jeito perigoso. Um homem poderia facilmente se afogar neles. Isto é, se fosse ingênuo ou louco o suficiente para chegar assim tão perto dela, Claude jamais se considerara ingênuo, muito menos louco, mas estava se afogando.

-Vou precisar de ajuda com o zíper! Ela parou bem perto dele e, lançando-lhe um último olhar, virou-se de costas.

Claude precisou de algum tempo para processar a situação em que ela o havia colocado.

Ficaram alguns segundos assim, ele não se mexia e Rosa tinha medo de virar a encará-lo. 

-Claude? Ela o chamou baixinho, com a voz trêmula. Ele não respondeu.

Não conseguiria!

Seu coração estava tão acelerado que temeu que Rosa pudesse ouvir, estava paralisado, pela surpresa, pelo desejo e por sentir o perfume doce e inebriante, além do calor que emanava da pele dela.

Quando a ouviu dizer seu nome, Claude finalmente pareceu sair do transe.

Mortificada, pela rejeição sutil, mas extremamente dolorosa, Rosa deu um passo para se afastar dele, quando o ouviu fazendo o mesmo atrás de si. Um segundo depois sentiu uma leve carícia em seu braço esquerdo. Foi tão sutil que ela pensou que pudesse ter imaginado. 

Com a respiração presa sentiu o corpo dele se aproximando de si. Sentiu seus cabelos serem afastados da nuca com extrema delicadeza e mais delicado ainda foi o toque que veio a seguir, um pouco acima de onde começava o vestido. 

Foi como se ele fizesse questão de lhe tocar a pele. Era tão sutil e delicado, que ela apenas fechou os olhos. Com extrema lentidão, Claude levou a mão ao zíper do vestido, o abrindo. 

Ainda sem fôlego Rosa sentiu as pontas dos dedos dele em suas costas, acariciando-a como se fosse de cristal e, alguns segundos depois, o roçar dos dedos dele bem de leve em sua cintura, era quase como se não fosse intencional, mas ela sentia que era e se deliciou com o fato de que Claude parecia desejá-la tanto quanto ela.

Repentinamente, ele interrompeu o contato e Rosa mal pôde esconder a estranha frustração que sentiu. Segurando o vestido, com os braços cruzados sobre os seios, se virou para encará-lo. Estava corada e seus olhos brilhavam de pura excitação.

Os olhos dele tinham o mesmo brilho, mas suas feições estavam tensas, parecia preocupado e ela deu um passo à frente, aproximando-se ainda mais.

Seus corpos estavam bem próximos, as respirações ofegantes, os olhos dela se ergueram encontrando-se com os dele e seu nome mais uma vez escapou-lhe dos lábios.

-Claude! Ela sussurrou tão suavemente, que foi quase como se ela apenas tivesse movido os lábios. 

Ele ansiava por atender àquele chamado, cada célula de seu corpo desejava aquela mulher. A desejava com loucura e com uma intensidade assustadora, mas era um homem racional e ela era sua cliente, deveria protegê-la, cuidar de sua segurança e só poderia fazer um bom trabalho se estivesse completamente focado.

Lembrou-se do incidente daquela tarde. Havia sido omisso e se conhecia bem o suficiente para saber que se torturaria por aquela falha enquanto vivesse, então decidiu, seria profissional e se empenharia ao máximo para cuidar daquela mulher, mesmo que para isso precisasse negar toda a atração que sentia por ela.

Rosa achou, que assim como os dela, os olhos de Claude estariam em chamas, mas para sua surpresa, os olhos dele pareciam lagos congelados, escuros e frios, como se uma camada mínima de gelo os cobrisse, uma camada que parecia que iria se partir a qualquer instante.

-Claude! Ela o chamou mais uma vez e, sentindo um leve tremor percorrer seu corpo, ele acenou como se pedisse desculpas, saindo apressado do quarto.

Claude passou quase a noite inteira olhando para o teto e pensando na mulher que dormia no quarto ao lado. Sentia como se estivesse prestes a cair de um precipício. Deveria sentir medo, recuar, mas tudo o que queria era dar um passo à frente e se deixar cair nas profundezas daquela mulher.

Relembrou daquele momento entre eles, ciente de que precisou recorrer a cada fragmento de força de vontade que ainda lhe restava para não esticar a mão até as costas dela e acariciá-la livremente. Ele via tudo em sua mente, seus lábios se encontrando com os dela, num beijo ardente e apaixonado, certamente o melhor beijo que experimentaria na vida!  

Então seus lábios desceriam pela pele delicada do pescoço e ele adoraria ouvir os sons que ela faria. Talvez dissesse seu nome daquela mesma forma doce e sensual de horas atrás. 

Céus, ele se lembrou de quando ela disse que gostava de seu nome e do que sentiu ao ouvir isso. Só pôde imaginá-la nua, sob seu corpo, gemendo e murmurando seu nome, enquanto ele a fazia sua.

Imaginou que ela retiraria os braços que protegiam o corpo e os levaria até seu pescoço. Ele certamente iria arfar com o toque quente em sua pele e veria o vestido deslizar tentadoramente pelo corpo dela, até os seios ficarem expostos. 

Claude imaginava como eles seriam e, não deveria, não era certo, nem sensato, mas os imaginava e, por alguma razão que desconhecia, sabia que eram perfeitos. Envolveria um deles com a mão e, devagar, sem pressa e sem se preocupar com o amanhã ou com qualquer outra coisa, curvaria a cabeça até que pudesse tocá-lo com a língua. Ela gemeria e ele a provocaria um pouco mais, segurando-a com tanta firmeza que não conseguiria se mover. Quando a cabeça dela se curvasse para trás e ela estivesse sem ar, substituiria a língua pelos lábios e sugaria até que gritasse de prazer. 

Queria aquilo com todas as forças, e sentiu como se fosse explodir, se não a tivesse.

Ele se revirou na cama!

Sequer estava dormindo, não fora um sonho, eram apenas seus pensamentos, vívidos e dolorosamente excitantes. E aquilo só confirmava que nunca havia desejado uma mulher de forma tão enlouquecedora.

Já havia estado com muitas mulheres antes. Tantas, que perdera totalmente a conta. Mas, ao olhar para Rosa, todos os outros rostos e nomes se esvaíram de sua mente. 

Quisesse admitir ou não, uma coisa era certa, ela era completamente diferente de qualquer outra mulher que já tivesse conhecido. 

E era exatamente aquilo que a fazia tão perigosa. 




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