História Amor entre ruínas - Capítulo 6


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Categorias Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Clary Fairchild (Clary Fray), Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Magnus Bane
Tags Alec Lightwood, Magnus Bane, Malec
Visualizações 65
Palavras 2.071
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Lemon, LGBT, Magia, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Finalmente mais um capítulo <3

Nos desculpem pela demora, mas nós duas, Srta. Lilian e a Thata, estamos trabalhando horrores praticamente sem folgas. Por isso anda difícil postar com frequência. :(

Maaaas prometemos que nos próximas capítulos o relacionamento dos nossos meninos vai ir se desenrolando. Muitas emoções (boas e ruins) ainda vem por ai. Espero que amem muuitoooo.

Beijos e até as notas finais <3

Capítulo 6 - Por um fio


Duas semanas se passaram e Alec não conseguia esquecer de Magnus e da noite maravilhosa que tiveram juntos. As vezes sorria sozinho pensando nos vagalumes e como eles o fizeram rir como nunca tinha feito antes.

 

Com Aldertree de volta, o jovem Shadowhunter não teve tempo para ver o lindo asiático outra vez. Ele parecia zangado e furioso por não ter descoberto nada, já que ninguém em Shadoword daria informações para um Shadowhunter, principalmente para um homem arrogante como Aldertree que agia como se fosse superior a eles.

 

Ele estava lívido de ódio e até Alec sabia que responder ele naquele momento era a pior ideia. Aliás, todos os escravos da mansão estavam agindo por um fio, alguns até esperando Alec fazer algo de errado para que a fúria de Aldertree não caísse sobre eles.

 

E como todas as vezes que ele estava furioso e precisava mostrar seu poder. Ele deu uma festa.

 

Tal "festa" que era melhor traduzida como uma mesa de jogos ilegais, bebidas alcoólicas para todos os lados e garotas sendo arrastadas pelos braços para um dos inúmeros quartos da mansão.

 

Alec sentia pena delas e muitas vezes ajudava a concertar as roupas rasgadas ou só as ouvia. Elas precisavam de alguém que entendessem o que era se sentir usado e marcado de maneira irreparável.

 

O jovem Shadowhunter trabalhava como garçom ou na cozinha para não ficar perto daqueles homens e trocava os lençóis quando eles saiam e voltavam a beber.

 

E naquele momento era exatamente o que estava fazendo. Evely tinha ido se banhar e um homem cambaleante e fedendo a álcool saiu do quarto rindo, o mais novo tirava os lençóis sem pressa para ver se a garota iria precisar de algo.

 

Estava terminando de colocar os travesseiros no lugar quando a porta abriu novamente e um dos amigos de Aldertree apareceu trocando passos. - Olha só... Eu não sabia que ele também tinha garotos bonitos como você.

 

Continuou em silêncio e colocou a última almofada saindo do quarto em seguida, mas teve o braço segurado com força. - Espera ai... Quietinho, vamos conversar. Não quer beber alguma coisa?

 

- Me solte ou vou me defender, senhor. - Disse seco, a mão tremendo para não quebrar o pulso dele, pois se quebrasse acabaria pagando muito caro. Então tirou a mão dele e saiu do quarto sendo seguido pelo homem que não parecia nada feliz em ser rejeitado.

 

- Volte aqui agora mesmo, escravo! - O grito que ele deu fez toda a sala ficar em silêncio, os olhos verdes de Aldertree se focaram em Alec de uma maneira que fez toda sua coluna arrepiar. - Você vai me dar o que eu quero agora!

 

Alec sabia que estava perdido. Uma cena na frente dos convidados, mostrando que ele não tinha controle em sua própria casa. Já iria pagar por isso, então porque não desabafar tudo que quisesse logo? - Pois eu não faria sexo com você ou com qualquer um de vocês, nem que eu fosse morrer! E se tentar algo a força, irei arrancar isso no dente! 

 

- Lightwood! - Aldertree se levantou e Alec enrijeceu a postura, olhando para ele no fundo dos olhos enquanto os homens começaram a sair discretamente da mesa.

 

Seu coração batia tão forte que poderia ser ouvido a quilômetros por um vampiro. Aldertree veio a passos lentos, mais calmos e educados que o normal. - Na minha sala.

 

A postura, a maneira educada, todos eram sinais de que Alec pagaria caro, o jovem rapaz conhecia bem aquelas noites.

 

Na sala dele. Não no sótão, não no quintal. Na sala dele onde ele guardava aquilo.

 

Entrou em silêncio e tudo que eram ouvidos era os sons do relógio caro na parede. A porta foi aberta novamente e ele apareceu. O silêncio era perturbador e Alec mal respirava.

 

- Não entendo. Você nunca aprende. - Negou com a cabeça cercando Alec. - Eu não estou no meu melhor momento, confesso que ando... Frustrado. Mas eu gosto dos nossos momentos, Lightwood. Eu não quero que sofra mais do que pode aguentar. Então se voltar até lá e implorar perdão de joelhos como um bom escravo, reduzirei isso a duas horas de runa de agonia.

 

- Não. - Foi tudo que saiu de sua boca, já se preparando psicologicamente para tudo.

 

- Tisc... Você escolheu.

 

 

Foi a última coisa dita entre eles e Alec foi empurrado contra a mesa. Aprendeu ao longo dos anos que era melhor não lutar naqueles momentos, pois poderia ser muito pior.

 

Sua blusa foi rasgada por trás e Aldertree abriu seu armário de "instrumentos" favoritos, puxando uma vara fina, elegante e que parecia quase inofensiva diante dos outros brinquedos. Mas Alec sabia melhor do que ninguém que aquela era para quando ele queria marcar sua pele com novas cicatrizes. - Farei você chorar, Lightwood.

 

As coisas a partir daquele momento eram difíceis de distinguir. Quanto tempo ficou ali, ou quantas vezes aquele som do objeto cortando o ar o fazia prender a respiração. A mesa de madeira já tinha marcas de suas unhas que se cravavam ali como uma tábua de salvação.

 

Para alguém que tinha sangue de anjo, Aldertree parecia completamente possuído naqueles momentos e só parava quando seu pulso não aguentava mais. - Maldito...

 

Alec caiu de joelhos no chão enquanto seu corpo tremia por reflexo, sentia o suor e outra coisa escorrendo lentamente por suas costas e pingando no chão. Seu sangue puro que mais tarde seria limpo como se não passasse de uma poça de água.

 

Mais uma vez só o som do relógio era ouvido, antes de acabar perdendo a consciência no chão de madeira.

 

E em nenhum momento Alec chorou.

 

**********

 

 

Izzy voltou na semana seguinte, aparecendo dentro do celeiro onde Alec estava. Usava suas melhores roupas de inverno, com a neve caindo do lado de fora trazendo o frio intenso finalmente. Alec ainda mancava enquanto fazia seu trabalho e não falava com Izzy por mais que ela tentasse chamar sua atenção ou buscar assunto sobre seu encontro.

 

Quando vai ser o próximo?

 

Já gosta dele?

 

Aposto que vão se casar...

 

Ela não parava de falar, tentando provocar alguma reação do irmão que continuava apático, quieto e com a mesma expressão fria. - Alec, vamos... Sei que você quer também. Quando posso mandar a carta?!

 

- Cala a boca, Izzy! - Gritou pela primeira vez em anos, respirava com peso e olhava para ela com os olhos de avelã em chamas. - Eu não vou sair com ele de novo! Nunca mais!

 

Izzy arregalou os olhos com o que ele disse, ofegando baixo e surpresa por seu irmão sempre tão carinhoso e calmo estar tão nervoso. - Alec.. O que deu em você?

 

O mais velho fechou os olhos com força. Estava tremendo, ainda estava se recuperando, tentando colocar suas emoções no lugar, o que seria mais fácil se cada movimento seu não causasse ardência e dor. - Só... Me deixa em paz. Não hoje, me deixa em paz Izzy e esquece que o Magnus existe, que eu existo.

 

Ela olhou para o irmão por alguns minutos e viu as poucas manchas vermelhas na blusa dele, não conseguindo deixar de perder o ar com isso. – Ó... Eu, Alec...

 

- Não. - Negou com a cabeça e suspirou pesado colocando o feno no lugar. - Eu não posso Izzy, você não entende. Nenhum de vocês entendem. Por favor me deixa em paz. Não vou passar por isso, não vou gostar dele, não vou me apegar a uma ilusão. – Teve alguns segundos de pausa, não encontrando palavras para descrever sua dor. - Uma noite inesquecível e depois?! Volto pra cá! Volto pra ele! - Apontou para a mansão cansado. - Pare de achar que a vida é um conto de fadas e que ele é o príncipe encantado que vai me resgatar.

 

A mais nova não teve coragem de rebater aquilo, não com o estado do irmão todo machucado diante de seus olhos. Com isso abaixou o rosto tímida. - Me desculpe. Eu não quis menosprezar o que passa Alec, não é isso. Só que... você ficou tão feliz quando voltou naquela noite. Achei que estava precisando disso agora.

 

O mais velho baixou a cabeça, suspirando com peso e apoiou a mão na coluna dolorida. Se lembrou do carinho dos toques de Magnus, do sorriso gentil, da magia doce tocando sua pele e isso fez seu coração se apertar. -E-eu sinto falta dele, não vou mentir. M-mas isso não é certo, não posso enganar ele.

 

- Não vai ser por muito tempo, Alec. – Isabelle sussurrou com carinho e se aproximou agora que ele estava mais calmo. - Clary disse que daqui a três meses vai ter o dinheiro necessário, vai se casar com o Jace e fugir de Alicante. - Soltou sorrindo. - Ele vai entender depois.

 

No final acabou sendo convencido outra vez e Izzy saiu animada com o que Alec havia dito para escrever no bilhete.

 

"Gostaria de vê-lo novamente, amanhã, se puder estarei esperando nas ruínas.

 

Alexander.”

 

Alec se encolheu deixando o vento frio correr por suas costas, o fazendo relaxar finalmente por sentir aquilo em sua pele e mesmo que estivesse triste e extremamente assustado, sorriu ao pensar em ver Magnus outra vez.

 

 

 

**********

 

Naquela mesma manhã. Shadoword parecia um paraíso de inverno, sem perder as cores e a animação constante que Magnus havia implantado em seu reino com o passar das décadas. Mas o rei em si quase não saia mais de seu castelo.

 

Enxugou seu rosto com uma pequena toalha após um intenso treino de espadas no jardim. Já estava horas ali e não havia colocado nada no estômago ainda, muito menos se preocupado com a neve caindo em sua pele.

Ia completar 3 semanas que Alec não dava notícias e só conseguiu pensar em possibilidades negativas. 

 

Alec havia odiado o passeio.

 

Ou seus pais haviam trancafiado ele. 

 

Sinceramente não queria acreditar em nenhuma das duas opções. 

 

Por isso havia acordado bem cedo e manteve-se treinando sozinho desde então. Precisava distrair a cabeça até mesmo para a possibilidade de ter que esquecer o jovem shadowhunter antes que enlouquecesse. 

 

Foi então que um guarda anunciou que havia visita para ele e o nome pronunciado fez seu coração pulsar de alegria finalmente. - Com certeza. Podem deixar ela entrar.

 

A jovem e linda Shadowhunter entrou, deslizando em seu lindo salto e casaco branco de inverno, os cabelos escondidos no chapéu felpudo em sua cabeça. Sorriu abertamente mesmo escondendo por dentro toda a dor que estava em seu peito pelo irmão. – Magnus, como é bom te ver novamente.

 

- Assim como é sempre formidável vê-la, Isabelle. - Magnus educadamente tocou a mão dela e depositou um beijo cheio de gratidão sobre o fino tecido da luva que ela usava. - Mal posso encontrar palavras para descrever o quanto estou feliz com sua presença. Pelo menos dá última vez me trouxe ótimas notícias.

 

A caçadora sorriu novamente e não podia evitar adorar aquele homem que era charmoso doce e educado, tudo que qualquer um sonharia e o homem que Alec merecia. - Bem... Eu trouxe outra boa notícia, é um trabalho que eu gosto de ter. - Piscou charmosa e puxou um papelzinho do bolso com a letra masculina, bem escrita e elegante que era visível no pedaço de papel de carta. - Mas esta você lê ao invés de ouvir.

 

O feiticeiro aceitou o bilhete e passou seus olhos pelo papel e abriu mais seu sorriso a cada palavra. 

 

O coração quase saiu pela boca e olhou radiante para a irmã mais nova do garoto. - Diga a ele que não será necessário fazer o convite duas vezes. - Estalou os dedos e um outro bilhete se materializou entre seus dedos. 

 

"Estarei esperando ansiosamente para poder me inspirar com sua beleza.

 

Magnus"

 

- Leve isso a ele, Isabelle. Não pode imaginar como estou grato por sua ajuda.

 

Izzy guardou o papel com carinho. - Eu que agradeço, Magnus. - Segurou a mão dele, cumprimentando com carinho e deu um beijo doce em seu rosto. - Não faz ideia do quanto. - Disse carinhosa antes de se afastar. -Tenho de ir agora, preciso voltar para minha ronda, mas entregarei para ele antes do fim da noite.

Magnus sentiu seu coração disparar e correu para o estabulo onde ficava seu cavalo. Mal podia esperar para contar quem eles iriam ver no dia seguinte.


Notas Finais


Estamos tão ansiosas para saber se gostaram <3
É com muito carinho que escrevemos para vocês. Obrigada a todos que se dedicaram a chegar até aqui conosco.

Para o próximo capítulo vamos ter mais um encontro cheio de carinho e compreensão :*
Esperamos vocês!


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