História Amor estúpido - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Palavras 6.842
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


oiiii bom sei que demorei mttt pra postar, mas e pq eu agora sou uma universitária de psicologia!! ( grita grita grita) e to começando agora os estudos! então tenho que dedicar meu tempo pra isso rsrs mas prometo não abandonar a fic! espero que gostem e comenta ai!
ah mais uma coisa da like!

Capítulo 4 - Capitulo 4


Fanfic / Fanfiction Amor estúpido - Capítulo 4 - Capitulo 4

agora

Carlos parou o carro, Olhei lentamente para a porta da igreja. Flores com arranjos se espalhavam por todos os lados na entrada. Fechei os olhos tentando não chorar, com as mãos trêmulas me agarrei ao carro. Carlos tentou abrir a porta e eu não o impedi. Mas, pude perceber seu sorriso sumir ao me olhar nos olhos. Solucei enxugando as lagrimas - pode me dar alguns minutos? - ele assentiu.

Respirei fundo olhando para a porta da igreja, uma mulher de vermelho com uma espécie de prancheta na mão acenava.- quando eu me casei também fiquei nervoso. -o olhei  surpresa. - achei que iria desmaiar quando vi minha rosa Maria naquele vestido de renda. Mas então eu encontrei seus olhos, e uma paz tomou conta de mim..- sorriu.

- não sabia que era casado...

- e tenho dois ninhos senhora. - beijou um cordão. 

Olhei para a mulher na porta da igreja, Reprimi um grito. 
Carlos se abaixou na porta do carro, seu sorriso era gentil. - vai dar tudo certo. - segurou minha mão.

Gemi - c-como pode ter certeza?...

- eu tenho fé. 

- acho que minha fé se abalou.. - 
Uma lágrima rolou. - a tanto tempo não converso com papai... - me encolhi.

- nunca e tarde pra recomeçar com nossa fé - o olhei admirada,  Carlos tinha tudo para ser um homem terrível e mal encarado, mas seu coração era puro e cheio de alegria. Ele sorriu me estendendo a mão.  - vamos, eu sei que tem uma missão a cumprir. Mas eu juro, se sentir que não consegue, apenas pisque pra mim. E prometo dirigir pra mais longe que a gasolina poder nos levar.  - seu comentário me fez rir.

Mordi o lábio - acha que eu vou me sair bem? - a moça acenava freneticamente.

- eu sei que sim. Agora, enxugue essas lágrimas,  zola conta com você. - O olhei surpresa.

- como você?...

- eu sou chofer, mas também amigo. Eu sei sobre o contrato... - sorriu. - está pronta?

Respirei fundo. - acho que sim...

Sai do carro.

Atravessamos a rua, ele segurava minha mão gentilmente,  a capela era pequena e discreta. Para a minha tranqüilidade não haviam paparazzis nem repórteres na porta da capela, apenas seguranças e àquela moça de vermelho. Me aproximei e ela sorriu, olhei ao redor enjoada com todo aquele cheiro de perfumes. Olhei para as sombras das pessoas através da porta de vidro embasado, não eram muitas, mas mesmo assim me faziam tremer. Segurei o buquê,  e olhei para o meu lado, estava sozinha, sorri tentando não chorar.

não se preocupa. - ana sorria. - nem o papai nem a mamãe estão aqui, mas... eu to.

Gemi. Fechei os olhos, quando senti um braço devagarinho me conduzindo até a porta,  abri os olhos e o pai de barbara Monique, sorria para mim. - eu sei que não sou seu pai, e que você só me vê como um tio. Más você e como um filha pra mim, sempre foi. - o abracei sentindo todo o seu amor. De fato,  não havia pessoa melhor do que ele. - e como manda a tradição,  aqui está.  - abriu uma caixa azulada. Dentro havia um cordão com um pingente azul, uma tiara cheia de pedrinhas e um anel de plástico,  com uma joaninha em cima.  - uma coisa azul... - sorri emocionada, pós em meu pescoço. - uma coisa nova... - senti um lágrima escorrer. Pós a pequena tiara em minha cabeça.  -  uma coisa emprestada... - Pós o anel de joaninha em meu dedo mindinho.- Bárbara me disse que já tinha a coisa velha.

Sorri. - o vestido. - ele me girou. - era da mamãe. 

- ela ficaria orgulhosa de você. - sentia todo o carinho dele naquelas palavras. A moça de vestido nós chamou. - vamos, eu a levarei ao altar. - concordei e me posicionei de frente a porta. Ele segurou firme em meu braço, seu sorriso era de puro orgulho.

Fechei os olhos. As portas se abriram...

 

1 dia antes do casamento.
 

-ei... acorda! Já passam das 11:00, temos que organizar suas coisas. - pisquei sentindo os olhos secos, causando um leve desconforto.- garota! Que você tem?, ta pálida... teve pesadelos?

-acho que sim. -Gemi, envolto de varias cobertas. - droga,  eu tive sim...

Bah sentou ao meu lado. 
Pra ela era comum me ouvir gemer ou até mesmo gritar em meio a pesadelos. Bah ja havia presenciando vários surtos meus durante a mera ilusão de se estar sonhando com algo. Por muito tempo, ainda na escola de freiras a solidão e a tristeza foram minhas únicas companhias, naquela época era comum os país virem no Colégio afim de ver os trabalhos feitos pelos filhos, muitos até tinham o privilégio de passar o dia com os responsáveis pelo resto do dia. 
Mas isso não era um privilégio de uma garota órfã. Era óbvio que a madrinha kelly fazia de tudo para poder estar junto a mim, mas em dias normais estava sempre só. - as crianças são puras e sem preconceitos - era isso que ouvia dos adultos. 
Mas para alguém que está só no mundo,  crianças podem ser o pior pesadelo. Principalmente quando todas elas te chamam de maluca por ter uma amiga imaginária. Fechei os olhos tentando afastar as memórias de infância.

Seu olhar foi gentil - quer me contar como foi? - sorriu de forma suave.

Segurei suas mãos quentes. O sonho estava fixo em minha mente, e talvez me assombrasse por muito mais tempo do que estaria preparada, mas talvez eles fossem embora. Não é? Afinal, são assim que sonhos funcionam, certo?
Sorri de modo distraído, não iria deixa-lá apreensiva por uma bobagem como essa. Porém Um facho de memória me tomou derre pente.
Era natal, o dormitório estava vazio, muitas das meninas ja haviam ido para seus lares passar os feriados com a família. Essa era minha época favorita - não pela comida,  ou pelos brinquedos - era a época em que a família,  seja rica ou pobre, grande ou pequena tinha o privilégio de ficar junto.
Arrumava minha mochila enquanto ana pulava sobre a cama. Ela ria e eu pedia que ela fizesse silêncio, uma das professoras não tolerava bagunça.  Sentei na cama olhando teto, talvez na expectativa de que meu milagre de Natal fosse atendido.

- você enviou a carta pro endereço certo? - assenti enquanto conversava com minha irmã.  - e se ele não fizer?

- acho que vai fazer, eu fui boazinha o ano todo...além do mais   ...

Aporta se abriu. Alex ainda estava no Colégio, ela e sua turminha, nas horas livres gostavam de me chamar de maluca. - ora, ora...ora. oque temos aqui... a cabelo de salsicha ainda não foi pra casa... - me encolhi com sua voz. - oque foi órfã? Seu papai e mamãe não vieram te buscar?...

Ana segurava minha mão. 

- ah... eles não podem ne?! Porque estão mortos! - me empurrou sobre a cama - você matou seus pais! Sua aberração!

-terra chamando bianca!

Pisquei para bah que  se mantinha a espera de uma resposta. - sabe que eu nem me lembro, talvez eu so esteja cansada. Só isso...

Seus olhos azuis me olharam desafiadores, não seria fácil engana-la.

- hum....- me mediu - sei.

- a quanto tempo está aqui? - fui sutil

Ela franziu o cenho notoriamente preocupada.  - querida estou preocupada com você.  Estou te chamando a quase 20 minutos. - levantou a sobrancelha sugestiva - não ouviu nada?

Senti-me corar levemente enquanto desvia de sua atenção.  - não, ... acho que não. - sentei-me estralando os ledos das mãos,  e logo estava de pé. 

Ela sorriu.
- de toda forma, já está tarde e temos muito oque fazer, amanhã e o grande dia! - sorriu dando tapinhas de comemoração.  - quem ta animado?!- A olhei quase me jogando no chão de tanta vontade.  Bah riu fazendo uma vozinha fina. - ehhh! Eu estou animada!

[...]

Zanzei pelo apartamento por um longo tempo, bah falava ao telefone e Katherine digitava algo em seu tablet. As olhei sem emoção alguma, as duas pareciam tão ansiosas pelo grande dia que, por um segundo, cheguei a compartilhar do mesmo sentimento de euforia. Mas para o meu bel-prazer. Essa euforia toda durou apenas alguns minutos.

Era estranho ter que deixar minha casa, minha vida e tudo oque havia construído de lado por um ano.  Só pra viver uma farsa, com um homem arrogante e  que com toda a certeza iria me fazer querer pedir o divorcio em menos de um mês. Me inclinei sobre o sofá,  Grey's anatomy  passava na TV, era minha série de médico favorita. Olhei para mim mesma, aquele era o meu último dia de solteira,  o último dia para ser quem eu era.  não que fosse grande coisa ser eu. Minha vida não passava de séries, livros, comida e sono. Antigamente havia um  'trabalhar' no meio da lista, mas Igor já havia tirado isso de mim também. 
Pela parte da tarde, recebi um Telefonema de caio, demorou alguns segundos para decidir se eu atenderia ou não, afinal, nós não nos falávamos a dias. Não tinha ideia de como iria me tratar, mas fosse como fosse, precisava de espaço e com bah e katy na sala me ajudando a guardar minhas coisas ficava meio impossível, então,  calcei as pantufas e saí para o corredor de bermuda, uma blusinha fina e pantufas de unicórnio.  Atendi e ouvi sua voz relaxada e calma como a de um surfista de Miami.

oi, Bianca.

- oi, caio... qua...quanto tempo. - cocei a testa.

Ouvi seu suspiro. -olha, eu não curto rodeios,  então... por que não me contou? - fechei os olhos praguejando baixo.

E o prêmio de pior ser humano do mundo vai para....

- você já soube?... - chutei o chão.  - acredite, não é oque está pensando... na realidade e bem mais complicado que isso. - grudei a testa contra a parede fria.

droga!...se não me queria, era só me dar um fora. Eu... - sua respiração pesada fez a linha chiar por um estante. -  eu senti que havia outro... e se passaram semanas, e você não teve nem a humildade de me mandar um torpedo. Nem mesmo me procurou...

Abri os olhos sentindo uma pontada em meu peito. - desculpe... eu nunca quis te magoar.

Ele riu. - tudo bem, eu que fui burro de achar que seria páreo para o sr. Fodao Gonzáles!... - gritou. - espero que tenha válido apena. - engoli meu choro - e pensar... que você era diferente das outras... passar bem bianca.

Balbuciei algumas palavras mas quando percebi caio já havia desligado.

Fechei os olhos me sentindo confusa mas aliviada, porque,  de alguma forma manter caio fora disso era a melhor decisão. A parte ruim da coisa toda, era que, nesse exato momento, o cara mais legal e gentil do mundo, que estava afim de mim, agora me tinha como uma vadia do mal. E isso era quase irremediável.  grunhi, não tinha tempo para isso,  talvez depois que toda a poeira baixasse caio talvez, e só talvez, pudesse me olhar com outros olhos. 
Me agarrei a esperança de quê uma conversa ajustaria tudo entre nós.

você ta tão ferrada!

Olhei para a porta trancada a minha frente. Igor não estava mais residindo ali, nem mesmo a lua estava lá.  E agora um silêncio reinava no corredor como meses atrás.  
Pus uma mecha de cabelo atrás da orelha, meu lábio doía um pouco por causa da pressão que fazia com os dentes. Suspirei - eu sei..-  entrei de volta para o apartamento.

[...]

- eu não vou usar essa calcinha.

- por que não?  - a olhei - ela e sexy e misteriosa... tudo a ver com a nossa festinha.

Olhei para a calcinha de renda preta, aliás,  de pouquíssima renda. Praticamente apenas um cordão com alguns babados.

- que tipo de pessoa inventa uma coisa dessas? - ergui a peça.

Katy sorriu relaxada sobre a cama. - eu tenho quase certeza de que não foi uma mulher! - piscou - vamos lá bih! É sua despedida de solteiro! Ânimo mulher!

Suspirei, a ideia era ridícula.  - não,  não vai dar. Eu não vou usar isso... é... ridículo! - apontei.

Bah tentava ao máximo não grudar os cílios postiços de maneira errada em frente ao espelho. - qual é bih!  Esse e o tipo de noite que só acontece uma vez, Não estraga tudo! - girou sobre os calcanhares me observando. - vai, você coloca essa calcinha, e experimenta o vestido que eu te dei.

- o verde?

Ela assentiu satisfeita.

Depois de alguns minutos tentando e falhando, me acostumar com o pedaço de pano caríssimo. decidi ir com uma calcinha box, uma de verdade!. Finalmente sai do quarto, o vestido assim como eu já prévia havia ficado perfeito em mim. As pérolas no tecido esverdeado davam o toque delicado e um pouco sexy na peça.  Fiz uma maquiagem não muito elaborada, e enrolei os cabelos partindo-os ao meio. 
Todas prontas, nossa primeira parada foi um bar na quinta avenida com a Broadway. Katy falava de um ótimo pub de garotas que ela havia frequentado com algumas amigas. Depois de muitas brigas e risadas paramos para alguns drinques, e nosso próximo destino era Mumbai uma boate ao estilo Índia.  
Ver bah e katy virando todas aquelas doses de tequila, era no minimo assustador. Mas elas pareciam estar de divertido,  ou talvez só estivessem sobre o efeito do álcool.  A música do pub era de uma batida eletrônica, mas nada muito agressivo. E mesmo as duas tendo insistido para que eu não levasse o celular, não voltei a atrás com a decisão.  Afinal de contas,  e se o caio retornasse?!
Mais tarde, depois de termos saído do pub, dirigi ao som de Beyoncé até a boate. As duas já riam, alegrinhas com o álcool correndo no sangue, e quando repreendidas as respostas eram as mais criativas; - me deixa... hoje e dia de maldade... nos somos as gatas mais cobiçadas de nova York temos que gritar para o mundo...

Insanidade pura.

Fiquei surpresa de saber que na entrada da tal Mumbai  era de lei que tivéssemos que usar uma pintinha avermelhada no centro da testa, como as mulheres indianas usam em seu dia a dia. O lugar era magnífico, espelhos e cores por todos os lados, sem falar na música indiana tradicional com batidas remixadas. Haviam dançarinas nas laterais em pequenas elevações acima das pessoas, todas bem trajadas com um sari indiano e dançando lindamente com manda a tradição indu. 
A essa altura bah e katy tentavam e falhavam miseravelmente dançar como uma moça indu. Tentei fazer o mesmo mais tudo oque consegui foram apenas boas e longas risadas. A noite estava ligeiramente agradável,  e até agora nada havia a estragado de fato.  Até...

Um luz forte me segou por alguns estantes,  olhei ao redor enquanto muitas pessoas riam e dançavam na pista com figuras geométricas coloridas. Tentei avistar barbara tentando ter a certeza de onde estava quando outra vez um Flash me segou. Notei um homem com uma câmera fotográfica bem a minha frente, saltei para o lado com o susto. Ele sorriu e pediu para que eu lhe desse um sorriso.

Pisquei atônita e caminhei rumo ao bar o ignorando complemente. Quando voltei a olhar a pista ele ja não estava lá. 

Suspirei. - ei... uma água por favor.

- sim, claro.

Enquanto o bar tender me atendia senti uma leve vibração entre os seios.  Puxei o aparelho e era uma ligação do meu chef... igor. Mordi o lábio um pouco desapontada e finalmente atendi;

- achei que já estivesse bêbado em Vegas...- sorri agradecendo a água.

onde você está?

Sua voz parecia irritada e apressada.

- em uma boate perto do centro... Mumbai...- tentei me concentrar em sua voz, porque aparentemente não era só eu quem estava em alguma festa. A julgar pelo barulho na linha, ele também estava.

Ouvi seu grunhido - É, eu sei que esta na Mumbai! quero saber onde eu te encontro aqui?!  - pisquei.

- ah?... onde me encontra aqui?..

Olhei ao redor, varrendo com os olhos a multidão que pulava e se sacudia em meio a luzes e fumaça. Quando senti uma mão me apertar o traseiro, gritei me virando rapidamente e outro Flash surgiu me segando.

Um babaca de argola no nariz  tentava me agarrar, o empurrei e mais flashes surgiam do nada. Seu cheiro era de vinho barato - eu vi que você tava me encarando princesa...

- me solta idiota!- gritei.

- não se faz de santa, safada. Sei que você me quer... - desceu suas mãos pelas minhas pernas. - vou te deixar molhada - senti um volume cutucar minha bunda. Senti nojo.

O chutei - eu disse pra me soltar!

Mais flashes surgiram, o olhei gemer palavrões, tentei me controlar, a musica alta e as luzes estavam me deixando tonta, parecia que tudo ao redor ia explodir. Ele se recompôs e caminhou em minha direção.  - sua vadiazinha..- me encolhi, então eu ouvi o barulho de algo colidindo no chão e logo após o barulho de copos sendo estilhaçado no chão. Cobri a boca ao perceber quem era o outro brutamontes brigando com o babaca do bar. Uma roda de pessoas se abriu e eu me limitei a ficar em estado de choque parada no meio da confusão.  Ouvia seus rosnados - nunca mais toque na minha mulher!  - reconheci a voz mesmo com a música alta. ele se virou como um animal selvagem em minha direção. Igor punha os óculos quebrados de volta ao rosto, um pequeno corte de sangue corria em seu lábio, e o outro da testa.  Ofeguei trêmula quando ele parou centímetros de mim. - vamos.

Sua voz grosseira e fria me fez tremer.

- katy... elas..

Ele me lançou uma olhar cruel. - diga a elas que você vai comigo. - todos ao redor pareciam assustados.

Gemi - não. Igor,  Elas estão bebendo... não posso deixar que voltem sozinhas.

Ela caminhou até o paparazzi e arrancou a câmera de suas mãos a quebrando em vários pedacinhos. Solucei assustada e o homem de olhos arregalados correu, o olhei ainda imóvel.  -Carlos as levará para casa, agora vamos.

- posso ao menos avisa-las? - me detive.

Ele olhou ao redor. - ok, só... seja rápida.  Te espero la fora.

Assenti.

Caminhei assustada entre as  pessoas, ate que as Encontrei, ainda trêmula, tentava me recompor do choque com oque tinha visto. - bih onde sê tava?! acabou de rolar um maior barraco no bar! - pisquei ainda aeria com tudo. - sê ta bem?

- bah se concentra, igor está aqui... eu tenho que ir com ele. - tentei ser o mais coerente possível. - abriga.. o bar... eu...

Seus olhos me procuravam pedindo explicação

- bih... mais oque ouve?!

- olha, em casa eu te explico. O Carlos, vai levar vocês pra casa... eu tenho que ir. - a abracei e a deixei parada no meio da pista com os olhos ardendo em lágrimas de puro medo do que estaria por vir.

Sai na portaria e ela estava impaciente na porta do carro, caminhei lentamente tentando me manter calma.  Seus olhos encontraram os meus, e me senti congelar. Notei que duas mulheres, bem mais altas e sedutoras do que o normal o encaravam com um olhar diferente. Me senti pequena. Mas seus olhos estavam em mim, mesmo com as duas praticamente caindo por cima dele, seus olhos não desgrudaram dos meus. Na metade do caminho, ele se fez impaciente e agarrou meu braço,  suas mãos grosseiras me fizeram andar mais depressa até a porta. Não o olhei nenhuma vez depois disso,  mas podia jurar que não havia um sorriso em seu rosto. Entrei no carro em silêncio e parcialmente apavorada com sua carranca diária. Em menos de dois meros segundos o carro estava em movimento. Me apoiei a alça acima da porta do carro, o olhei assustada. Igor dirigia como um louco.

- eu devia ter arrancado a cabeça daquele infeliz! - prendi a respiração tentando não perder a calma.

- na..não, você não devia... - as sombras da noite cobriam parte do seu rosto, me permitindo ver apenas uma parte da testa e dos olhos. - diminui a velocidade Igor...

Ele riu de maneira fria. -coloque você o cinto de segurança - Parecia querer me assustar, e estava conseguindo.- oque deu na sua cabeça pra se meter nesse fim de mundo?!, pior! As vésperas do casamento!... - abri a boca mas fui interrompida - PORRA! EU VOU VOLTAR LÁ!  - paramos em um sinal.

-NÃO!... e.. olha me.. me leva pra algum lugar.. ta bom? - ri nervosa - só... me leva pra algum lugar.

Com certa relutância,  ele concordou, em poucos minutos estávamos em uma área abandonada com vista para a cidade e a estátua da liberdade.

- como sabia que estava na Mumbai ? - um alívio me varreu quando o senti desacelerando o carro. Seu maxilar trincou, e uma veia pulsava nitidamente em sua testa.  Engoli em seco, seu silêncio me fez crer que não havia ouvido minha pergunta, então resolvi ficar quieta.

A vista era linda, e o ar frio da noite fazia meus braços arrepiarem. Fiquei em silêncio com as mãos sobre o colo, o esmalte azul já gasto estranhamente me fazia lembrar do oceano. Em encostei no acento de olhos fechados, inspirei profundamente.  Senti que ele fazia o mesmo, virei o rosto o olhando contra uma luz fraca vinda do medidor de gasolina do carro. Tirei os sapatos ainda em silêncio e voltei a olha-lo. Era constrangedor o encarar assim tão de perto, mas não queria quebrar o silêncio entre nós. 

- quando era adolescente... - ele começou ainda de olhos fechados. - no verão, meu tio connor me trazia aqui, ele conversava comigo durante horas... até o sol sumir por entre os prédios. - ele sorriu.

- aposto que falavam sobre garotas e futebol. - ri.

Ele gargalhou, de um jeito gostoso de se ouvir. - é,  quase isso.

Mordi o lábio - sobre o que falavam?

- garotas e futebol.

Ri socando seu braço.  - falo sério!

- ah... bom, ele falava sobre tudo comigo. Sobre família,  amigos, negócios... falávamos sobre tudo, e sobre nada ao mesmo tempo. - ele abriu os olhos - se hoje eu sou esse homem que você vê,  devo tudo a ele. - suspirei o olhando. - ele curtia muito música pop, oque era bem estranho pra um adulto da idade dele. - seus olhos brilhavam de admiração - e pra um adolescente problemático... sem nada. Ter connor como um pai, um guia, um irmão... foi..- suspirou - incrível. 

- música pop?
Franzi o cenho tentando não rir. 
Ele tossiu - ele me ensinou a gostar dos Backstreet Boys, e eu o ensinei a gostar do nirvana...

- não sabia que gostava de bandas assim, e que quando olho pra você.. eu só... penso em jazz ou blues. - cocei a testa.

- ta brincando? - estava sério.  - eu já fugi de casa três vezes só pra ver o slash tocar um solo de guitarra em um lolapaloza... - estalou a língua. 

- lolapaloza?!... não brinca! - ri olhando o teto. - ah.. ok, eu... já fiquei de castigo por um mês por ter ido a um concerto da Amy Winehouse. - mordi a língua.

- fala sério?  Em um concerto da Amy ? - cruzou os braços. - que loucura.

- eh!..., sabe , eu nem me lembro quando foi a última vez em que fui em um show de verdade... - olhei para as luzes da cidade.

- eu... adoro o cold play. - parecia em nostalgia pura.

- eu também,  mas tenho um fraco pelo one Republic. - abri o porta luvas olhando alguns CDs,  e entre tantos, achei uma pérola escondida.

- minha música favorita e the scientist.

Liguei o som e logo o som do piano invadiu o carro. Era cold play, era antigo mas o melhor single. Um globo gigante e amarelo em movimento estampava a capa do CD.  Me encostei novamente no acento, e ele sorriu. 
Era estranha essa conexão que nós dois tínhamos,  mas admito,  estava gostando. 
Olhei para o horizonte - eu... queria saber, sobre ela. - ele me olhou calmo - sobre a zola.. onde estão os pais biologicos dela?

- talvez outra hora...- notei que ele estava tenso. Meio exitante toquei em seu braço, sorri meio sem jeito e ele suspirou - olha, não e uma estoria feliz. Mas se insiste, quando os conheci, os dois estavam muito doentes, o pai tinha um caso grave de desnutrição e tuberculose. Fora as outra doenças infecciosas... - pisquei - a mãe, Quitana, também sofria com as desnutrição e a cólera os atingia de forma grave... sem falar nós surtos de ebola. - passou as mãos pelo cabelo bagunçado - a mãe,  não podia alimentar a filha, então,  zola desenvolveu um caso de anemias crítica e desnutrição crônica. Ela mau conseguia ficar sentada, os ossos amostra sobre a pele ressecada. - seus olhos estavam perdidos no nada - ela pesava 12 kilos. Uma criança de 3 anos, pesando... - sua voz embargada cessou por um momento. - ela era tão pequena... - respirou.  - os conflitos entre estados e governos da angola nunca para. Tem ideia de como e isso? - me olhou mostrando o terror em seu rosto - nunca ter paz, já não bastando a dor, a fome, ainda ter guerras por onde quer que vá. - engoli em seco.  Ele procedeu - quando eu... cheguei a ONG,  eu me deparei com um senário de guerra, um senário de destruição... muitos morreram sem nem mesmo ter a chance de viver. Mas não minha garotinha, Zola é especial para mim, quando.. Quitana morreu, zola ficou sozinha no mundo... assim como muitas outras crianças... só que, foi diferente... - olhei para as luzes - ela... ela roubou meu coração. Quando eu a vi, ela... - uma lágrima descia até o canto da boca. Seu sorriso me encheu de força - me fez querer ser melhor... me fez querer ajudar aos outros, ela e minha garotinha, minha princesa..   não me imagino um dia sem ela. Eu a amo bianca, você não tem ideia do quanto.

Sorri, admirada com aquele homem incrível a minha frente.

- acho que tenho ideia sim... 

Sorriu de lado.

[...]

Entramos em um bairro de classe média no outro lado de Manhattan, aonde babás e crianças com seus tablets e ipod's andavam lado a lado como em um filme de 'riquinho'.  O carro parou em frente a uma "pequena mansão" de cor azul.  Me segurei ao banco tentando manter os pensamentos em ordem, a porta da garagem se abriu e ele finalmente desligou o motor. Ofeguei assustada com sua saída súbita do carro, ele rodeou e abriu a porta ao lado, tremi a principio mais saí sem emitir som algum. Olhei em volta, havia uma canoa na parede, juntamente com uma bike e uma prancha de surf. O segui, pelo pequeno corredor até oque achava que era a sua sala de visitas. 
O bom gosto para os móveis acinzentados era inegável, apesar de tudo ali cheirar a testosterona pura.

Notei que seus óculos horrorosos estávamos quebrados, com uma das lentes trincadas. - me de um segundo. - seus passos eram quase como os de uma dança. 

Acenti e o vi desaparecer em um dos corredores. Tirei os saltos e observei a lente trincada, quando meus olhos me fizeram paralisar no mesmo lugar. Ela caminhava como um predador, vestindo uma camiseta de super herói e jeans largos. Engoli em seco, enquanto uma mancha de sangue descia de seu lábio, ele puxou uma cadeira e se sentou a minha frente.

Ofeguei.

Avia algo nos cabelos desarrumados que o deixava extremamente sexy e com cara de perigoso.

- quantos anos você tem?...
Apesar da voz calma, eu sabia que não avia boa coisa vindo.

- oque ouve?...

- isso! - virou o tablet para mim, uma foto nossa na boate. O olhei horrorizada, e ela me fulminou com os olhos. - então eu te pergunto, quantos anos você tem?!

Pisquei. - o suficiente...

Igor se inclinou - tem certeza?... a julgar por sua brincadeirinha de menina de 5 anos hoje, me custa a acreditar que tenha mesmo idade suficiente!  - respirou fundo.

- igor...do que está falando?! Eu não fiz nada de errado! - apontei.

Sua risada me fez corar. - você estava dançando naquele lugar imundo ! Cheio de pervertidos!  E ainda sendo fotografada por um.. por um... ah! Bianca! - me encolhi o olhando. - podia estar em situação pior se eu não tivesse chegado a tempo.

O olhei pensativa - se eu não... tivesse chegado a tempo? - pisquei. - pelo telefone você me disse que sabia que estava na boate. como sabia que estava na Mumbai?  - seu corpo ficou rijo. Insisti - como sabia onde eu estava?....- seu silêncio me fez explodir - responde!

-o mundo e um lugar cheio de informações, sabia bianca?   - respirou observando minha reação.

Minha boca secou - SARCASMO? TA USANDO SARCASMO?!

Sem nenhuma dúvida ele cuspiu - eu nunca uso sarcasmo bianca, eu apenas contratei duas pessoas para seguir você e fazer sua segurança.  - se voltou para o celular me ignorando completamente. 

- VOCÊ... NÃO PODE FAZER ISSO! - gritei

- eu posso.. e eu fiz.

- você e um babaca de merda sábia?!- caminhei pela sala , O olhei horrorizada quando uma pintura de uma maça pela metade com um formato de borboleta tomava a parede, me chamou a atenção.  Caminhei lentamente ficando a poucos metros do artefato. toquei a tela com cuidado e senti a espessura da tela, as marcas da pintura ainda estavam nítidas.
Senti os ombros caírem - por favor, me diz que isso não é um Vladimir Kush original...- respirei fundo ao sentir seus passos cessarem bem atrás de mim. Podia sentir sua respiração se chocar contra meus cabelos.
Me virei o encarando, seus cabelos bagunçados com a camiseta horrível de herói o deixava tão normal que me assustava.  - igor... porque eu to aqui?

- porque não queria que se machucasse...

Pisquei - hum... mas aviam dois seguranças comigo...

Seu olhar estava tão compenetrado ao meu que seria impossível desviar. - eu... eu sei, mas... me arrependi de ter mandado aqueles homens... então pedi sua última localização... e..fui até você, e quando eu vi quele babaca tocando em você eu.. - fechou os olhos - eu só... fiquei com medo que não gostasse dos seguranças...

Era obvio que uma certa paz queria reinar entre nós,  mas não podia deixar que esse assunto ficasse mau resolvido - e fez isso sem nem me consultar. - apontei calmamente.

Sua postura mudou - Bianca, muitas pessoas te machucariam só pra me atingir. Como queria que eu lidasse com isso?!

Pisquei - falando assim, parece até que se importa comigo.  - minhas mãos tremiam, mas se acalmaram quando vi seu olhar petrificado com minha resposta. - se importa? - seus lábios se mexiam,  mas não ouvia som algum, apenas piscadas frenéticas e respirações confusas.
Por um segundo, pensei que talvez ele se importasse, mas seu súbito desvio de conversa me fez perceber que... éramos apenas negócios.  Nada mas.

- sim, e um Vladimir Kush , original. - suas mãos descansavam nos bolsos.

Segurei o olhar o quanto pude, mas estava decepcionada, frustrada, assustada e quase pedindo arrego com tudo oque estava acontecendo. - eu vou pra casa -Juntei os sapatos indo de volta para a garagem - ha... tem sangue no seu lábio.  - não olhei para trás.  Apenas entrei no carro e segurei o volante contemplando o nada antes de dar partida. 

- que Burra...

Liguei o carro e a porta da garagem se abriu me dando passagem. Sai confusa e angustiada pelas ruas, até me deparar sozinha com as mãos no volante, em frente a meu prédio.

[...]

O dia já havia amanhecido, e com ele o corre corre em meu apartamento. Katy falava ao telefone enquanto barbara e uma mulher um pouco mais velha tirava minhas sobrancelhas com uma pinça. Duas mulheres sentadas em banquinhos mexiam em minhas unhas, tanto do pé quanto da mãos.  Me sentia como uma rato em um laboratório, assustada e esperando um cientista maluco entrar a qualquer segundo pela porta com um bisturi e uma seringa enorme cheia de anestesia. Suspirando profundamente e tentando não chorar com os pelinhos sendo arrancados de meu rosto, tentei ser forte enquanto as lágrimas brotavam no canto dos olhos vez ou outra, mas logo sumiam ,dando assim lugar a novas lágrimas. O dia iria ser longo, tantas coisas para o jantar ainda estavam sendo decididas,  e a única que estava dando conta de tudo era katy. 
Não tinha visto Igor ou falado com ele desde a noite passada, por vezes me pegava pensando em sua pessoa. Em como ele se sentia com o casamento,  ou em como ele me enxergava de fato. Se como uma garotinha ou como uma mulher. 
Quando finalmente a tortura nas sobrancelhas tiveram fim, senti algo quente sendo espalhado em minhas pernas, reprimi o grito e logo senti um puxão seguido de uma dormência dolorosa. 
Bah ria do outro lado do balcão,  com uma costureira que apertava o vestido e trocava algumas perolas já quebradas do meio costura.

Pela parte da tarde, com as pernas depiladas, sobrancelhas tiradas e unhas feitas, uma homem de mechas azuis no cabelo preto e liso me olhava fixamente, fazendo minhas bochechas queimarem.

- então... - ri sem jeito.-você vai fazer meu cabelo ou...

- xii! - me silenciava. - você acha que meu trabalho e só chegar aqui e cortar eu cabelo? NÃO!  - pulei na cabeira. - meu trabalho monamur, e transformar o feio e belo, o bruto em fino, e lapidar as estrelas. - olhei de canto de olho para katy e aparentemente parecia satisfeita com aquela esquisitice.

- e só cortar um pouco e..

Suas risadas fanhas e irônicas me fizeram encolher na cadeira.

- NÃO!  renne del fa! Nunca!, nunca! " só corta um cabelo" , Renne del fa, faz obras de arte.- se curvou diante da tesoura.- primeiro eu preciso sentir quem e você,  depois preciso sentir a emoção que você e passa, e só então irei fazer o mais belo penteado da história.  - sorri o achando engraçado.

- ok.. então,  fique à vontade.

O homem me deixava nervosa e isso era um fato, mas nada tão tenso como no dia em que meu chef... igor. Me entrevistou. Ou quando cuidei dele quando estava doente, ou quando... suspirei perdida em lembranças.

-hum... a cabelo e virgem de fato. - seus dedos analisaram a fibra e o comprimento. - sim... sim... vejo muitas possibilidades!.

Depois de alguns minutos me olhando fixamente o homem me rodeou e tocou em meu cabelo, sorriu e voltou a me olhar. - primeiro, me responda a primeira coisa que vier a mente. - assenti envergonhada. - flores?

-campo.

-casa? - estreitou os olhos me fazendo sorrir.

- abrigo.

Bah falava ao Telefone entretida em alguma conversa com chuck, que aliás,  fazia tempos que não via.

- família?

Engoli em seco, pensei por um segundo. Meu silêncio despertou sua curiosidade,  seus lábios finos beijaram minhas mãos.

- mamãe? - sorriu.

Senti um sorriso se formar em meu rosto.  - tudo.

-Papai?

- proteção.

-sente saudades?

Pisquei. - sim - soltei suas mãos.  - olha.. eu não quero mais brincar. - cruzei os braços levemente desviando de seu olhar .

-princesa? - levantou meu rosto com delicadeza.  - eu sei exatamente oque fazer em você. e prometo, será a mais bela noiva que ja tive o prazer de arrumar -

O homem sorriu, e penteou meus cabelos. Senti mechas de cabelo caindo pelos meus ombros , e percebi que ele também cortou na frente, depois o secador e o fixador. Meus cabelos estavam presos com bobs por todos os lados, e uma trança lateral descia enrolada em um dos bobs. Uma toca foi colocada no cabelo, e quando dei por mim já era quase noitinha lá fora.

O dia havia passado rápido.

[...]

-meu Deus...

Ela sorria segurando uma de minhas mãos.  Tentei conter a emoção,  mas falhei covardemente. A costureira havia deixado impressionantemente igual quando era novo. Toquei as pérolas e a lateral do vestido, entorpecida com o momento, um momento que não tinha ideia de que um dia iria  chegar. 
Todos sorriam para mim, me olhou no espelho assustada com minha imagem. Bah tirava selfs, como prova de uma despedida de solteira.  Katy bebericava vez ou outra em uma taça com vinho tinto de uma safra de 89,  seus olhos eram de pura admiração. 

- aposto que seu futuro boy magia vai vibrar quando te ver assim lindinha - renne ria de forma relaxada, enquanto suas pernas cruzadas sobre o sofá balançavam graciosamente. 

- Igor e um homem de sorte... - Katherine levantou a taça. 

Sorri ainda admirando o espelho. A porta se abriu e Camila sorria entrando com a cadela no apartamento.  Assim como eu ja estava arrumada, com um vestido solto e florido e os cabelos presos em uma trança frouxa. Lua latia ao me ver, sua animação era nítida.  
Desci dos saltos e abracei como se fosse uma amiga que a muito não via mais. Seu perfume era de hortelã.

- toc toc, posso entrar?! - gritei animada - Bianca, uau! - sorriu analisando o vestido.  - você ta incrível!

Girei fazendo o vestido rodar levemente. - obrigado, quando chegou? - a abracei novamente.

Parecia estranho, mas sentia como se eu e ela tivéssemos uma intimidade de anos. Suas tatoos desciam pelo ombro até as mãos.

- ontem, recebi o convite a alguns dias mas só consegui o avião ontem. - assobiou - mas me diz. cacete... - parecia constrangida. - eu saio de viagem e quando volto você ta noiva do meu irmão! - riu segurando lua pela coleira que tentava de toda forma se livrar de sua dona. - me diz, como isso e possível?! , quando sai o gugu t
Estava morrendo por aquela vaca magra. Aliás,  amei a franja..

Katy levantou a taça em concordância.

Sentei na cadeira pronta para tirar os bobs do cabelo, já eram quase 4:37 da tarde, logo logo seria a hora de ir. Barbara se maquiava enquanto renne terminava meu cabelo. 
Não havia como dizer a verdade para camila, nem para ninguém.  E mesmo que quisesse dizer, estava silenciada por uma cláusula contratual que igor havia posto no documento. Era mais do que óbvio que não queria mentir, mas maquiar a verdade não seria mentira, seria?

Cruzei as pernas - bom, nós ficamos muito próximos e acabamos nos envolvendo,  e quando dei por mim. Bum! - ri envergonhada - vamos nos casar...

Camila piscava sem reação alguma. Tentei ser convincente com meu sorriso e com mudança de assunto. Pestanejei - mas me diz, como foi de viagem? - renne tirava os bobs e sentia as mechas caindo em minhas costas.

Camila bufou, parecia exausta. - foi maravilhosa, só que o papai ficou ligando toda hora dizendo que " uma Gonzáles de verdade não pode manchar o nome da família como eu estou fazendo, ou, que vai me tirar os cartões de crédito... bla bla..- lua lambia meus dedos.

- e uma pena ele ser assim - sussurrei mais para mim mesma que para Camila. - as vezes os adultos são tão chatos...

- nem me diga. - bufou. - mas.. olha, não se preocupa com nada, você ta linda e sei que meu irmão vai cuidar muito bem de você. 

Senti cabelo sobre meus olhos, toquei a testa e senti uma franja sobre os olhos, tremi. depois do cabelo pronto pus o vestido e vi tudo meu sendo levado para dentro de uma mala, suspirei olhando o guarda roupa vazio, um frio em minha barriga me fazia tremer constantemente. olhei a rachadura do teto uma ultima vez, ri e fechei a porta.

bah me ajudava com o vestido, para a minha sorte o elevador já havia sido concertado, oque facilitou em muito minha vida. vez ou outra sorria para ela, e ela erguia as sobrancelhas em forma de conforto. me despedi com um beijo e bah entrou em um carro diferente do meu, segui pela portaria ate o sedã preto, aonde carlos me esperava ansioso.

- se me permite, esta incrível senhora. - ri envergonhada.

- Carlos, oque e isso?, questionei, senhora?, sabe que gosto que me chame de bianca.- ele abriu a porta e entrei. - obrigado

-como quiser, bianca.

sorri nervosa, minhas bochechas doíam por conta do esforço que fazia para me manter 'parcialmente feliz' olhei uma ultima vez para o prédio. hoje começava minha nova vida...

 

mas sera que estava pronta mesmo para isso?


Notas Finais


oiiiiii rsrsr espero que tenham gostado ! comentem ou sei la... rsr pirem o cabeção aqui nos comentários. bjjj


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