História Amor estúpido - Capítulo 6


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


oioi gente !
eu sei que estou sumida.... desculpem por isso... mas tem cap novo pra vcs hoje! rsrs espero que gostem bj

Capítulo 6 - Capitulo 6


Fanfic / Fanfiction Amor estúpido - Capítulo 6 - Capitulo 6

 

Vesti uma calça jeans e uma camisa sem magas de cor clara, prendi os cabelos e optei por um tênis.  Igor havia descido para buscar um carro, e eu bebia o resto do suco de laranja ainda tentando entender como foi que dormi tanto ao Ponto de acordar já na cama do hotel. Fechei os olhos sentindo o calor vindo juntamente com a brisa suave e quase imperceptível na janela. 

Senti a telefone vibrar em meu bolso,  destravei a tela ainda bebendo o suco.

Nova mensagem

"Ja estou no saguão, te espero. 
Ps: pode pegar meu chapel dentro da minha bolsa? 
Igor. "

Travei o telefone e caminhei rumo a sua bolsa,  tudo perfeitamente arrumado e dobrado, haviam blusas e calças, até as meias estavam dobradas. Revirei os olhos para sua organização bizarra. O chapel estava bem em cima das roupas o tirei e notei que havia uma caixinha preta como a de nossas alianças. Olhei para meu dedo e meu anel estava ali, pensei por um segundo em abrir a caixinha e matar minha curiosidade mas me contive e fechei a bolsa. 

- qual é bianca, se fosse pra você abrir ele teria dado pra você.  - um sentimento estranho me preencheu.

Não era ciúmes,  e-eu não tinha ciúmes do meu chefe.

- ha! Você tem sim!

não eu não tenho, e só... curiosidade.

- me engana que eu gosto.

- cala a boca!  Eu não estou com ciúmes, e nem tenho porque ter. Não somos nada um do outro. -  Conclui que oque ele fazia ou deixava de fazer,  pra quem ele dava joias ou deixa de dar não era problema meu.

Desci as escadas pondo os fones de ouvido, não queria ouvir aquela vozinha chata e irritante que ficava na minha mente chamada Ana. Pus o chapel e escolhi alguma música qualquer na play liste. O saguão estava cheio de turistas, a grande maioria deles pareciam franceses ou europeus, não dei muita atenção. 

Igor estava lá fora encostado no carro com aqueles óculos horrorosos como o fundo de duas garrafas. Observei algumas garotas de roupas de banho e saltos altos sorrindo e tentando chamar a sua atenção.  Caminhei lentamente até  ele e aquele sentimento estranho...me fez querer enforcar aquelas duas peruas de salto. Sorri o máximo que pude e ele parecia relaxado enquanto me olhava para logo a sua frente.

- e esse o chapel? - tirei ele da cabeça.

Ele gargalhou - seu cabelo parece que passou por um furacão.  - pisquei.

Soltei ele tentando arrumar o mais rápido o possível.  Mas suas mãos me pararam - qual é a sua?

- porque fez isso? - me olho como se fosse alguma louca.

- fiz isso oque?  - as peruas ainda nós olhavam atentamente perto de uma vazo com orquídeas. - você disse que ele estava feio...

- eu não disse que estava feio, disse que parecia que você havia passado por um furacão. - voltou a rir.

- e a mesma coisa igor...

Penteei com os dedos me olhando pelo vidro do carro. Ele pós uma mecha atrás de minha orelha rindo - não, não é. Eu gosto dele assim... bagunçado. 

O fitei sem reação alguma.  Ele realmente tinha me feito um elogio?
Igor rodeou o carro e entrou, abri a porta ainda sem reação,  sentei e o olhei pensativa.

Pus os fones de ouvido e prendi novamente os cabelos deixando alguns fios soltos, ele pôs o boné e logo o ronco do motor deu início a nosso trajeto. 

Passamos pela cidade e por áreas bombardeadas na Angola, em cada lugar que passávamos ele apontava para alguma estrutura em ruínas e dizia oque àquilo era antes das bombas. Meu coração se apertava ao pensar em todas aquelas pessoas sofrendo por conta de brigas bobas pelo poder,  pelo dinheiro, por uma perfeição inalcançável.  Países entrando em guerra contra outros países,  por puro orgulho.

E pequenas diferenças que acabavam se tornando uma rixa por anos e anos.

O mundo deveria ser um lugar de todos e para todos, e não um lugar para guerras e conflitos.  Um no se formava em minha garganta, e ali eu percebi que agora eu tinha um ano para fazer com que uma garotinha de 5 anos assustada e sozinha esquecesse de toda a tristeza e guerra que antes fazia parte do seu mundo.  E eu ia ser a melhor mãe do mundo para ela, a melhor.

- chegamos, é aqui. - ele desceu do carro e parou na frente de um prédio de no máximo 2 andares. Todo espelhado nas cores azul e a branco.

Bati os calcanhares levemente ainda sentada, estava receosa ele pareceu notar meu medo e se apoiou na janela do carro. - tudo bem com você?

Assenti enxugando as mãos na calça jeans folgada.

Não era a guerra que me assustava,  mas sim uma criança de 5 anos que esperava algo de mim que eu não fazia ideia se poderia dar ou não.  Respirei e sai do carro, tentei parecer o mais calma o possível. 

Entramos na recepção, tudo estava muito bem cuidado e limpo. Sorri para todos que me olhavam, alguns médicos apenas corriam pelos corredores não fazendo ideia de quem éramos ou porque estávamos em uma área restrita. O frio do corredor verde claro me fazia lembrar de um hospital. Olhei para meu chefe que acenava para alguns pacientes nos quartos, ele parecia tranqüilo. 
Queria sair correndo para bem longe daquele cheiro de iodo e álcool líquido.  Me apoiei em uma das paredes por um segundo e voltei a caminhar, sem perceber o perigo agarrei sua mão. 

Talvez a minha mão estivesse gelada, ou quem sabe era a dele que estava muito quente.  De todos os modos igor me segurou e pareceu não se importar em me dar apoio para passar pela área hospitalar.

Para o meu alívio,  ouvi crianças cantando e rindo logo a frente.  O olhei e ele riu, sua mão se soltou da minha e pela primeira vez o vi correr em direção a um vidro que separava as crianças em uma sala de brinquedos. 
Parei no corredor, o olhando a pontar para alguém na vidraça. Logo uma porta se abriu e ele se abaixou de braços abertos,  prendi minha respiração.

Ela o abraçava de forma quase que sufocante, os cabelos cacheados e o sorriso bem aberto cheio de dentinhos separados, tudo... absolutamente tudo naquele pedacinho de gente me paralisou. Ela tinha um unicórnio azul em uma das mãos,  igor me olhou ainda sorrindo e me chamou com uma das mãos. 

Caminhei lentamente quase tendo um ataque de pânico.  

Ele a ergueu e veio ao meu encontro, sorri envergonhada.

Zola sorria segurando seu brinquedo,  mas ao me ver seu sorriso sumiu dando lugar a uma confusão de olhares. Tentei ser simpática,  mas estava quase gritando de pânico.

- zola, essa e a bianca... sua nova mamãe.

A toquei de forma suave e ela o abraçou fortemente, tentando não ter contato comigo. Igor a persuadiu mais ela continuava a me ignorar, sorri e tentei pega-la no colo. Porém os gritos foram instantâneos.

Me afastei e ele tentou amenizar seu choro. - calma, ela só está assustada por não te conhecer... já vai passar. - acariciou seus cachinhos e voltou para a sala a deixando lá dentro.

quis chorar.... por me sentir idiota... por ter uma leve impressão que aquilo não ia dar certo... e por que eu não estava pronta pra ser mãe.

[...]

A assistente social carimbava e assinava várias e várias vias de documentos de adoção.  O barulho do carimbo me distraia da cena de segundos atrás,  quando meu chefe me encontrou dentro de um dos banheiros chorando feito uma idiota que não sabe se portar perto de uma criança.  - preciso que assine nesta linha e nesta página senhora Gonzáles. 

Pisquei atônita.  - oque?... desculpe. - peguei a caneta assinando tudo oque ela me pedia.

Igor assinou e voltou a me encarar. - quanto tempo acha que vamos levar para concluir a adoção?

seus olhos desviaram dos meus, mas sua mão ainda estava sobre a minha.

Fechei os olhos ouvindo os trâmites do processo.- bom primeiro, sera feita a análise do casal. O senhor sabe que toda a nossa burocracia e bem demorada, e como vocês não São naturais da Angola e bem provável que demore um pouco mais. Primeiro e necessário fazer uma experiência com a zola, vamos ver se ela se adapta a vocês e se aceita como os novos pais. - igor ouvia tudo com muita calma. - até lá zola não poderá sair do país.

Abri os olhos. - então... como vamos fazer a experiência de adaptação?

A morena de óculos enormes na ponta do nariz sorriu. - o indicado e que se mudem para a Angola nesse período. 

Igor riu. - qual é ava... já fizemos esse teste antes, sabe que a zola já me considera como seu pai. - a assistente respirou fundo.

- sim, já fizemos.  Mas você trocou de noiva em menos de um ano igor, já viu os noticiários?. Não sei o quanto sabe sobre o programa da sharona no canal 79 mas acredite ela não diz coisas boas a seu respeito.  - ele riu de forma irritada.  - igor, compreenda que e para o bem da zola. Ela não precisa de um lar desestruturado, e nem de mais traumas do que já possui... zola precisa de uma mãe e um pai que possa lhe dar amor e uma família estável. - fechou uma pagela. - se ama mesmo essa menina e quer que ela seja sua filha, lute por ela. Sei das suas intenções e seu que nobre e gentil, mas eu não vou mentir... os putos da vara da criança e adolescente não vão ligar para as suas intenções. Não depois de tudo oque a mídia especulou sobre vocês dois.

Me mantive quieta.

Igor refletia sobre a proposta até que enfim falou - se ficarmos aqui nesse período,  zola vai poder ir ainda hoje para nossa casa?

Ela nos olhou - se tiverem moradia própria com tudo oque ela precisa... acredito que não à problema algum.

Seria impossível encontrar uma casa toda mobilhada em um lugar seguro que cumprisse com todas as normas de segurança exigidas em um dia.

Toquei em seu braço aflita. - igor, isso e impossível...nunca vamos achar uma casa que supra tudo isso em um dia.

Ele sorriu - onde eu assino para levar ela agora mesmo?

Ava ria de minha expressão de pura confusão.  - ela ainda não sabe? - passou os papeis sobre a mesa.

Os observei curiosa.

- não,  eu não tive a oportunidade de falar...

Corei - saber oque?

[...]

-ta de sacanagem...

Paramos o carro no gramado de uma pequena mansão. As paredes de vidro com uma piscina e uma casa de Jardim a poucos metros do casarão. Desci do carro ainda surpresa com todo aquele luxo  rústicos, por um segundo pensei estar em algum filme em que uma garota comum se casa com um cara rico e eles... espera!

-vamos zola, não esquece o seu bebê.  - sorri para ela na esperança de conquistar seu afeto ou dua confiança. 

Mas como da outra vez, zola se escondeu no abraço de igor.

Pus as mãos nos bolsos de trás um pouco cansada.

Igor caminhou ao meu lado, parecia preocupado comigo - ei... ela vai se acostumar. Não desiste assim tão fácil...

Abri a porta assentindo pesadamente. O lugar era bem simples e rústico por dentro, logo de cara podia ver a sala coma sofás e uma lareira toda em cores pastéis,  mais a frente um pouco uma mesa de jantar com um belo lustre em cima,  o tapete felpudo e cinza dava um charme as colunas de madeira bruta envernizada. Uma escada com os degraus fincados na parede e quadros e uma TV gigante na parede.  As paredes com pedaços mármores bruto de uma forma estranha deixava tudo muito... harmonioso.

- uau!... - disse ao tocar com as pontas dos dedos em cada objeto da mesa de jantar. - a quanto tempo tem essa casa?

Olhei para o lugar ao meu redor, nunca havia visto algo tão lindo e harmoniosos na vida. Igor se mantinha parado com aquele olhar duro em mim, suas mãos atrás das costas o deixava perigoso. Achei graça em sua posição de chefe mandão - porque está me olhando assim?

Ele manteve se serio - por nada.

-...- dei de ombros indo em direção a porta.  Minha maleta com algumas roupas, não era tão pesada, e dependendo de onde fosse meu quarto carrega-la não seria difícil.  - pode me mostrar meu quarto?

- sim, claro. - pegou minha mala e subiu as escadas não me dando tempo algum para protestar.

Não fazia ideia de onde zola estava naquele momento, mas meu coração se aliviou a ouvir sua voz e seus pulos no colchão de molas de seu quarto no mesmo corredor que o meu. A porta entre aberta mostrava o quarto rosa com brinquedos e uma luminária em foma de nuvem perto da cama. Sorri e igor também,  ela parecia estar feliz em estar de volta ao seu quarto.

- é esse. - o olhei e abri a porta, a cama de casal com uma bela janela dando acesso a uma varanda me fez perder o ar. - se quiser pode trocar as cores ou redecorar do jeito que bem intender.

- não,  está perfeito... - mordi o lábio prendendo um sorriso. Me voltei para a porta - obrigado... eu adorei.

- ah... que bom. Então... fique a vontade, tem um closet ali e o banheiro naquela outra porta. - deixou a mala sobre a cama. Cocei a testa meio sem jeito com a nossa conversa - bom... e-eu vou resolver algumas coisas. 

Ri concordando - ok, ah... sabe se tem algo na dispensa?

Ele franziu o cenho - não faço ideia, mas... eu vou no mercado com a zola, podemos trazer pizza se você concordar.

Inspirei - ta, pizza ta bom.

Ele olhou ao redor - bom, se precisar de algo, e só chamar... - saiu ao rumo da porta - ah! É... meu quarto é esse aqui na frente... só pra você saber. - olhou ao redor e acenou de forma desengonçada.

Depois de ouvir a porta bater me joguei na cama me enrolando com os travesseiros. - ok, isso não e um treino... agora e pra valer, tem uma criança e um homem morando com você, precisa ser a mãe da casa. Vai ser fácil... vai ser fácil.

Quando a noite chegou me vi sozinha no casarão.  Igor não havia voltado do mercado com zola e o silêncio estava assustador, caminhei pela casa a procura do que fazer, as luzes todas acessas me deram a visão nítida do jardim, da piscina e da casa do jardim. 
Desci as escadas indo diretamente para a cozinha, havia uma bancada no meio do cômodo e tanto a geladeira quanto o fogão era embutidos na parede. Abri a geladeira e estava vazia, os armários também estavam vazios. - agora eu sei porquê a demora dos dois...

Peguei meus fones e minha caixa de jujuba de emergência,  caminhei pela piscina e admirei a casa de longe. Havia uma parede de vidro la lateral da casa, mas não se podia ver oque estava lá dentro, uma cortinha branca aparentemente pesada dava privacidade ao comodo esquecido.  Sentei em uma das espreguiçadeiras e observei a lua no céu.

- oi, Deus. - comecei cautelosa.  - eu sei...faz muito tempo que eu não falo com o senhor. - pensei um pouco em como iria conversar com ele sobre minha vida... meus problemas. - bom, eu... to perdida. - ri envergonhada - olha, me perdoa.  Eu to errando muito na minha vida, eu... só... olha, eu sei que que errei mas me desculpa, e não me abandona. Por favor, não me deixa sozinha... e me ajuda a passar por isso. - fechei os olhos. - amém...

O farol do carro iluminou um pouco a frente da casa, tirei os fones e fui ajudar igor com as sacolas. Ao entrar vi zola conversar com ele, sua voz era meiga e meio rouca. Sorri e ela ficou quieta de novo, suspirei  e fui até o carro pegar outra sacola, haviam tantas , olhei para a porta aberta - como eu vou conquistar você zola.

Peguei outra sacola e entrei na casa, pus sobre o balcão e igor sorriu vendo a pequena o ajudar a guardar as compras. Tirei as jujubas do bolso e comi um pedaço,  sua atenção se voltou para mim. A olhei e ofereci o doce, ela me olhou curiosa e pegou um tubinho de jujubas de minha mão.  
Mordi outro pedaço e sai para buscar outras sacolas, fiz o mesmo processo duas ou três vezes. E em todas elas zola comia outra jujuba que eu dava, na última vez quando me virei para ir até a cozinha ela sorria para mim na porta. 
Estendi a mão e ela segurou me acompanhando até a cozinha, pus as compras sobre a mesa e os observei guardar as compras.

Estava feliz com essa pequena aproximação, sabia que aos poucos ela ia me aceitar, e que eu seria uma boa mãe para ela.

Igor estava quieto, ele apenas guardava as compras e ofegava com o peso das compras. No ambiente havia um clima frio e pesado, então decidi o ajudar.

Me abaixei guardando as coisas na dispensa, igor estava ao meu lado. - quer ajuda?

- sim, obrigado.

O olhei por um curto tempo, e sorri guardando as compras. - que sabor de pizza comprou?

Ele deu de ombros - de mussarela. 

Sentei no chão encostada na bancada. - aconteceu alguma coisa?

Ele ajustou os óculos,  parecia irritado - depois conversarmos. 

Assenti.

[...]

Depois do jantar assistimos um filme, nunca pensei na vida que filmes infantis seriam tão engraçados e criativos. Zola não piscava ao ver a Rapunzel surtar por ter saído da torre. 
Estávamos sentados no chão,  zola sentava no nosso meio, vez ou outra ele me olhava e revirava os olhos com as piadinhas que faziam a pequena rir.

Mas antes do filme terminar zola dormia encostada em mim, enquanto me matinha concentrada na estória.

Os cabelos perderam o poder de cura, e o Príncipe dela estava morrendo. Ambos de declararam e juraram seu amor, desviei meu olhar da tela para minhas mãos.  Senti igor me olhar, derre pente lembrei de todas as coisas que passamos juntos, nas palavras ditas que nunca foram de fato apagadas de minha mente. Do beijo na roda gigante, da tarde no escritório... de como fui burra todo esse tempo, e por cada lágrima idiota que derramei por alguém que me fez flutuar...

O olhei. Ele sorriu, eu sorri. Porém, me lembrei do que ouvi na última vez em que fui ao escritório. No dia em que o mundo caiu sob mim...

Franzi o cenho, peguei minha louça e fui para a cozinha.

Me encostei na pia olhando pela janela as estrelas la fora. Ouvi seus passos em direção a os quartos no andar de cima, prendi os cabelos e me concentrei em lavar a louça.  
Estava tão perdida em pensamentos que não percebi que havia mais alguém no ambiente, senti seu peito rijo e quente me tocar nas costas. Gelei.


minhas pernas bambearam, e todo o meu corpo estremeceu, estava em estado de pavor total.

Uma de suas mãos passaram perto de minha cabeça e pegaram um saca rolhas que estava pendido em um gancho na parede. Prendi minha respiração,  ele me deixou e eu permaneci imóvel. Porque ele tinha que fazer isso comigo?, oque igor estava tentando provar?, fosse oque fosse estava protegida por uma clausula de restrição.

 enxuguei as mãos, tentei esconder os dedos trêmulos pondo as mãos nos bolsos da roupa. o olhei, ele sorriu.

essa era a pior sensação do mundo, como esse homem podia me fazer parecer tão boba e inofensiva só com um olhar?, as vezes me pegava pensando em como minha vida as vezes parecia uma novela ou serie. odiava essa sensação tosca de ser fraca e complicada. minha garganta ardia e um nó se formava nela, só por tentar ser forte e não chorar com essa sensação. 

- vai beber? - soprei. 

Igor ficou serio - só hoje, prometo que vai ser a ultima vez...

- sei... - me voltei para a pia.

fechei os olhos querendo engolir aquele no que se formava em minha garganta. suspirei - com licença...


corri rumo as escadas. tranquei a porta e liguei a água da banheira e pia, queria abafar o som do meu choro sem razão definida. me senti burra, idiota, inútil, confusa, como uma mulher qualquer que se vende por dinheiro. desliguei a água na pia e entrei na banheira e fiquei submersa de olhos fechados, podia sentir as lagrimas quentes se misturarem a água pouco fria em que estava submersa. fiquei lá ate não conseguir mais prender a respiração. 
meu coração estava acelerado e meu folego estava quase que gritante, a água molhou o chão com meu solavanco repentino, tentei controlar meu folego e voltei a olhar para o nada, não sabia quanto tempo já tinha ficado dentro da banheira, mas presumia que já havia sido tempo suficiente para deixar meus dedos enrugados.

- estou parecendo uma suicida....

sai da banheira e ainda de toalha me joguei na cama, me encolhi ali e fechei os olhos ate perder minha inconsciência.

alguém batia na porta, grunhi baixinho e fechei o roupão - espera... - tentei não parecer desesperada. abri a porta e Igor sorria com os cabelos dessa rumados - entra, eu tava... olhei ao redor, ... enfim...

seus olhos cresceram, parecia estar tentando segurar o riso. 

- que?

- nada... e só que... acho que a sua maquiagem não saiu muito bem. - caminhei rumo ao espelho do banheiro. 

quis rir, parecia uma louca em estado de surto de TPM. lavei o rosto e ele se encostou na porta, me observava quieto. lavei o rosto e sequei tentando e falhando em tirar toda a mascara de cílios. 

- oque houve com seu banheiro ? - ele apontou risonho.

era mais do que obvio que não ai dizer que estava chorando e pensando em meus sentimentos por ele de baixo d'água. não era tão burra assim, igor podia ter me salvado de varias coisas e me feito flutuar também, mas todas as vezes em que o olhava e sentia esse sentimento renascer... suas palavras tão rancorosas e cheias de vingança me vinha a mente novamente. 

-nada... acho que enchi ela demais.

-entendo...- sentei ainda limpando o rosto. ele parecia inquieto - lembra quando eu disse que cuidar da zola... assumir essa familia não seria uma coisa muito facil...

assenti ainda concentrada em meu rosto.

ele prosseguiu - pois bem, eu estava escolhendo umas frutas, coisas que meninas gostam, e deixei zola na sessão de doces, queria que ela comprasse alguma besteira pra comer mais tarde... - passei a dar mais atenção a conversa. - só que ela não estava lá. corri pelo lugar ja sentindo uma certa agonia, quando eu a vi sentada em um banquinho perto de um policial ou coisa do tipo. -ele respirou - me aproximei ainda assustado, e percebi que um funcionário dizia algo com certa ignorância ao telefone. perguntei se ela havia quebrado algo... ou se tinha aberto algum pacote de doces. - igor estava vermelho outra vez. - ele me olhou com certo sorriso e disse que não precisava me preocupar com ela, que a 'pedinte' já iria ser levada para a sua favela novamente...

minha boca se abriu lentamente, não tinha ideia de como meu semblante estava, mas a julgar pelo espelho quase trincando em minha mão, tinha certeza que minha raiva era explicita.

- disse que era o pai dela, e quase soquei aquele imbecil preconceituoso. aquele.... bastardo...

- devia ter feito!

- acredite, vontade não me faltou...- fechei os olhos ainda irritada. - ele pediu desculpas, disse que não tinha ideia que ela era minha filha... já que eu era a porra de um homem branco. 

ri com ironia. - por favor me diz que você não deixou isso passar em branco ?!

- eu não deixei... liguei para cristina depois que saí do mercado, vou voltar para nova york na segunda. tenho que resolver umas coisas, e, vou tomar as medidas apropriadas. - pós as mãos possessivamente outra vez nas costas. 

um silencio estranho pairou sobre nós. - quanto tempo vai ficar fora ?  

- alguns dias, eu não sei, tenho que ver como meu filho está. - assenti. - acha que vai ficar bem aqui esses dias, sem... mim... ?

sorriu de forma distraída.

revirei os olhos - não vou encendia a casa Igor...

- Agora eu fiquei preocupado, devo deixar uma baba com você ? - apoiou as mão na cama uma em cada lado de minhas pernas, estava quase deitado sobre mim. 

- você e muito convencido não e ?

seu sorriso sem dentes o fez parecer infantil. - talvez eu seja

prendi a respiração enquanto olhava em seus olhos castanhos com pequenas pontas verdes. queria o mandar ir embora, ou simplesmente falar algo que o fizesse não se aproximar mais de mim... mas, estava imersa em seu olhar, e queria tanto permanecer assim... tentei não fraquejar, acredite eu tentei.

ele tocou sutilmente em meus lábios com a ponta dos dedos, suspirei lentamente ainda em transe com seu toque. - e melhor eu ir dormir... - concordei ainda zonza.

-boa noite ruivinha... - ficou de pé e caminhou rumo a porta.

- boa noite... - a porta se fechou - igor..


Notas Finais


então kkkkkkkkk
comente! e me deem ideias para escrever... to meio sem inspiração!
quero ouvir teorias! bjjjjj


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