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História Amor Eterno - Capítulo 17


Escrita por: moniquetayahh

Notas do Autor


Sim é um capítulo da Zelena, mas ta pequeno.
Boa leitura!

Capítulo 17 - Tudo que quero - Zelena


Meu coração pulsava em meu peito, mesmo sendo algo invisível naquele mundo, eu conseguia sentir o tom verde querer me consumir. Graças a aquele universo sem graça minha cor não mudaria, aquela sim era uma das dádivas de Storybrooke.

Os pais de Emma e aquelas três estranhas crianças surgiram não sei de onde. Apareceram apenas para atrapalhar todos os meus planos. Pelas minhas contas apenas quatro meses se passaram desde o começo do meu lindo e perfeito final feliz. Lembro-me com exatidão que Snow ainda grávida, junto com seu marido e meu recém-nascido sobrinho desapareceram antes mesmo de eu chegar, porém não tinha visto nenhum bebê com eles. Aquilo era uma coisa que estava me intrigando, mas teria que deixar para resolver depois. Emma e Henry eram o meu foco naquele momento, Regina não ia tirá-los de mim, eu não poderia perder tudo que havia construído.

Assim que mandei Emma para um lugar bem seguro corri para o Granny’s, eu tinha que pegar Henry o mais rápido possível, eu precisava fazê-los esquecer a sem graça da minha irmã. Talvez plantar algumas falsas e péssimas memórias neles, fazê-los odiá-la mais que tudo na vida.

Quando entrei pela porta a primeira coisa que vi foi Glinda, todo meu corpo reagiu, tive que me manter firme para não perder o foco. Tive que prender a respiração por alguns segundos, se não acabaria gritando com aquela mulher que acreditei nunca mais ver na vida. A bruxa boa do Sul – que também surgiu do nada – estava do lado deles, mas diferente da outra vez ela não me faria perder o rumo dos meus planos.

– Vamos para casa, Henry. – Tentei falar naturalmente, mas a presença de Glinda e todas as minhas dúvidas estavam me correndo, não estava conseguindo pensar direito, eu tinha que tirar Henry dali o mais rápido possível.

– Cadê minha mãe? – Ele perguntou de um jeito diferente, desconfiado, algo havia acontecido.

– Me pediu para vir buscá-lo. – Eu tentava manter minha respiração regular.

– Só saio daqui com minha mãe. – A coragem em sua voz me fez ferver ainda mais, ele nunca havia falando comigo daquela maneira.

– Eu também sou sua mãe, então levante e vamos. Não tenho o dia todo. – Tentei parecer uma mãe chateada, mas acho que soou muito mais raivoso do que deveria.

– Não, ele não é seu filho. – Aquela era a voz da Regina, da minha irmã Regina e não da Florista. – E não, ele não vai com você! – Não era possível, não tinha como eles terem recuperado as memórias. Me recompus e sorri mostrando-lhe que aquilo não me abalaria e nem faria com que eu desistisse.

– Ora, ora... Olha quem está colocando as garrinhas de fora. – Eu sorri ainda mais, será mesmo que ela tinha recuperado suas memórias?

– Cadê a Emma? – Regina perguntou autoritária e com raiva. Aquilo apenas confirmou minha dúvida. Regina e Henry tinham suas memórias de volta. Me senti ainda mais forte, nada melhor do que ter a certeza que eu a veria agonizando de tanta tristeza e raiva ao me ver tirar tudo dela outra vez.

– Ela é minha, Regina. – Sorri a encarando. – Pode ficar com o pirralho por enquanto... – Eu dei um passo para trás deixando-a acreditar que tinha ganhado aquela batalha. Passei rapidamente os olhos por Glinda que me olhava com tristeza, mas voltei a minha irmãzinha. – Aproveite bem...

Quando passei os olhos pelas duas meninas que pareciam prontas para me atacar, eu vi Emma e Regina nelas. Não precisei de confirmação, o meu novo sobrinho na verdade eram duas meninas, que por mais estranho aquilo fosse, elas já estavam bem crescidas para quatro meses. Mas aquilo não importava, eu ia amar tirá-las de Regina também.

Dei mais um passo para trás junto com meu melhor sorriso.

– Que logo você perderá tudo outra vez, incluindo elas... – Apontei para minhas lindas sobrinhas.

– Você que vai perder sua bruxa verde! – A menina que era a cara da Emma disse igualmente a Regina em tom alto e bravo. Foi inevitável não sorri ainda mais.

– Não vou não, queridinha. – Amei aquela menina, fiquei ainda mais ansiosa para tê-la. – Até mais... – Não ousei olhar para Glinda outra vez, dei as costas e sai as pressas. Eu tinha alguns feitiços para fazer, e também não podia deixar minha linda Emma passar fome.

Muitos pensamentos e sentimentos se passavam ao mesmo tempo, dos quais eu não queria pensar e muito menos sentir. Ao respirar e repetir algumas vezes que tudo sairia como eu desejava, consegui voltar ao eixo e tive todo meu corpo voltado para o assunto principal: fazer Emma esquecer e odiar Regina, depois eu pensaria em Henry e naquelas duas criaturinhas que também seriam minhas.

Fui até minha casa e esconderijo particular – em um lugar esquecido naquela cidade – fiz donuts com magia e entrei lentamente no refugio de tornados.

– Emma, querida, trouxe donuts para me desculpar pela falta de conforto que está passando. – Eu sabia que ela amava aquelas porcarias e sempre as comia escondido de mim.

– Me tira daqui Zelena! – Ela levantou as pressas agarrando com força nas barras de ferro que nos separavam.

– Não fique brava, amor... – Fui dócil. – Logo logo isso vai passar e você nem vai se lembrar que esteve aqui dentro. – Sorri ao lhe estender a caixinha de donuts

– Me tira daqui agora! – Ela nem se quer olhou para a caixa.

– Tenho certeza que na primeira mordida seu humor já vai melhor.

– Zelena, abre isso agora! – Seu tom era cada vez mais alto e mais bravo. - Você não pode me manter presa, você não pode me fazer desistir do divorcio, nada que você faça depois vai amenizar o que está fazendo agora. Então abre logo essa merda e me deixa sair.

– Você só vai sair dai quando tudo estiver pronto, não vou te deixar vulnerável enquanto aquela mulher está apenas esperando para de pegar. – Tentei não ser tão dura.

– Você está falando como uma louca. – Seus olhos estavam assustados, mas logo voltariam a me olhar como antes, apenas tentei manter aquilo em mente e relevar suas palavras. - Na verdade tudo aqui parece loucura, eu nem quero pensar em como foi que eu vim parar aqui dentro. – Ela olhou ao redor, mas voltou a me encarar ainda segurando as barras – Zelena... – Sua voz saiu mais mansa. – Se você me soltar agora, eu juro que vou deixar para lá e fingir que isso nunca aconteceu. Então me solta e vamos conversar como duas adultas normais.

– Eu trouxe seus donuts preferidos. – Dei uma pequena sacudida na caixa para que ela a olhasse, mas foi em vão.

– Eu não quero isso, quero que me tire daqui, eu tenho coisas a fazer, tenho que buscar o Henry, tenho que trabalhar, tenho uma vida para viver. – A raiva estava nítida em seus olhos, fazia muito tempo que eu não a via daquele jeito, desde antes da maldição para ser mais exata. – Abre logo essa merda, Zelena! Eu já estou ficando de saco cheio! Vou ser obrigada a te prender caso não me tire daqui agora! Isso é sequestro!

– Bem... você só sai dai quando estiver odiando Regina e como ainda não fiz sua poção vai ter que se contentar com o escuro. Porque nem mesmo os donuts você vai ter por ser tão mal educada... – Eu os fiz desaparecer com magia, que fez sua expressão de raiva mudar bruscamente para assustada.

– Zelena...! Me tira daqui! Tenho que buscar meu filho! – Eu dei as costas com toda a calma do mundo e fui em direção aos degraus. – Zelena! Volta aqui! Zelena! – Emma gritava para que eu a saltasse, implorando para não a deixa sozinha outra vez.

Regina tinha suas memórias, Glinda estava do lado dela, eu sabia que não eram fortes o bastante para me derrotar, mas eu tinha que ser rápida com os feitiços, tinha que fazer Emma odiar minha irmã antes que se vissem outra vez, eu não podia correr o risco de ter minha maldição quebrada.

Assim que cheguei a superfície dei de cara com a última pessoa que eu queria ver naquele momento, ou na vida.

– Solta ela, Zelena. – Glinda falou em tom baixo e olhos tristes.

Minha primeira reação foi me virar para o abrigo de tornado e sela-lo com magia, voltando a encara-la a menos de dois metros de distância.

Eu amei a Glinda, eu a amei como nunca havia amado ninguém, eu me entreguei completamente, deixei que ela me levasse com aquela voz doce, e aquele jeito angelical. Mas como todos em minha vida ela também me deixou, me virou as costas, simplesmente protegeu e escolheu Dorothy. Aquela garota que não tinha nada de especial, tomou o meu lugar no coração de Glinda e mais uma vez eu me vi perdida, eu vi a inveja e o ódio tomar conta de toda a minha alma lentamente.

– Vai embora. – Eu consegui dizer em meio de um turbilhão de emoções ao estar a sós com ela depois de tanto tempo.

– Solta a Emma e vamos conversar. – Ela pediu daquele jeito único e amoroso de sempre.

Meu coração batia forte de um jeito que não fazia há anos e anos. Senti vontade de abraça-la, mas em vez disso cerrei as mãos em punho para me controlar. Minha cabeça, meu instinto de defesa me mandava joga-la longo, talvez até manda-la de volta para o lugar de onde veio. Mas fiquei parada sem saber o que fazer. Aquele era um efeito que apenas Glinda causava em mim, e eu a odiava por isso.

– Por favor, Zelena... Solte ela... – Sua voz com o mesmo carinho de antes. Ela tinha que ser tão doce sempre?

– Vai embora. – Repeti completamente rígida. Eu tinha que recuperar minhas forças e voltar ao eixo.

Ela fez silêncio ao me analisar com calma.

Quando a amaldiçoei, mandando-a para um lugar que eu jamais encontraria e de fato nunca encontrei, eu tive a certeza que nada no mundo seria meu, enquanto eu não tivesse tudo que me foi tirado ao nascer.

No instante em que ela desapareceu, eu... Eu foquei todo o sentimento que tinha por ela em me vingar de Regina. Porque até mesmo aquilo, até mesmo a única pessoa que conseguia gostar de mim por quem era, parecia estar do lado dela. E por causa daquela garotinha idiota da Dorothy, e pela Regina eu perdi a única coisa que amava, eu perdi Glinda.

Ter aquela mulher parada na minha frente depois de tanto tempo, era como... era como se o destino quisesse pregar uma peça em mim. Eu já havia a perdido uma vez, não tinha volta, não tinha mais como ser quem ela queria que eu fosse. Porém, Regina, sim... Ela pagaria por tudo, pagaria por me tirar a vida que eu merecia.

– Faz tanto tempo... – Glinda sussurrou de um jeito diferente, e tinha também aquele sorrisinho cheio de bons sentimentos, que fazia meu estomago estremecer. – Não sei quanto tempo faz para você... Mas para mim, se passou mais de um século. – Abriu o sorriso meio sem jeito, me fazendo prender o ar.

– Não... Não passou nem meio século! Não seja tão dramática, querida. – Eu tentei com todas as minhas forças, mostrar que sua presença nada me afetava. Mas minha respiração estava quase me entregando, eu tinha que manter a calma e o foco nos meus planos.

– Não... é serio. – Ela ainda sorria. – Lá em Nárnia... o tempo meio que passa diferente dos outros reinos. – Explicava com calma. – Tanto que se passou em media quatro meses desde que você lançou a maldição, mas para Mary, David e as crianças se passaram nove anos.

– Então é por isso que não vi nenhum bebê com eles. – Falei mais para mim do que para ela. Aquela confirmação me deixou bem irritada e excitada ao mesmo tempo. – Melhor ainda, minha família irá aumentar, sempre quis ter uma menininha, duas é melhor ainda. – Eu sorri já me sentindo vitoriosa.

– Zelena... – Ela deu um meio passo em minha direção o que me fez levantar umas das mãos para que ela não se aproximasse mais. Ela prosseguiu após voltar ao lugar. – Você tem que libertar a Emma, você tem que deixar Regina e sua família em paz. Você precisa deixar a inveja e as trevas de lado, você precisa voltar a ser quem realmente é.

– Essa aqui sou eu, amor.

– Não é não. – Ela disse dura, mas sem aumentar o tom. - E nada disso que está fazendo agora, nada disso vai cobrir essa dor e esse vazio que tem dentro do peito. Nada vai fazer com que você sinta que tem uma família de verdade, se ela não for realmente verdadeira. Não adianta implantar memórias ou tira-las, o amor é insubstituível, o amor é a magia mais poderosa de todas. – Glinda respirou fundo. - Então solta ela e faça o que você fez há anos atrás... seja dona do próprio destino.

– Mas eu sou, por isso sou eu quem mando e dou as cartas. Sou eu quem controlo, até mesmo esse tal de amor. Eu sou forte o bastante para ter tudo que quero.

– Exatamente, Zelena! Você é forte o bastante para ter tudo que deseja, não precisa roubar o final feliz da sua irmã, você pode ter o seu! Você pode ter um que seja somente teu! – Seu sorriso se abriu e seus olhos me imploravam com tristeza para que eu lhe escutasse.

Meu coração batia cada vez mais forte, por mais uma vez acreditar em suas palavras, por acreditar que eu poderia sim ter o meu próprio final feliz. Aqueles olhos, aquela voz, tudo em Glinda era sempre tão convincente. Entretanto minha mente não me deixou ser tola o bastante mais uma vez, minha mente ordenou que eu saísse de lá, coisa que eu já deveria ter feito desde o início.

– É exatamente o que eu estou fazendo! Emma, Henry e aquelas duas meninas serão meus. Somente meus! – Sorri antes de me transportar diretamente para meu escritório na mansão.

{Cena extra}

(Glinda)

Zelena sumiu da minha frente em sua fumaça verde, me deixando sem chão por alguns segundos. Respirei fundo algumas vezes para manter a paz. Talvez fosse mais difícil do que antes, mas eu sabia que aquela Zelena que eu tanto admirava estava dentro dela. Em alguns momentos eu até vi em seus olhos azuis a inocência que sempre teve. Não foi de primeira, porem eu ia conseguir. Se mudou uma vez, poderia mudar de novo. E com toda aquela ajuda que eu estava tendo, eu tinha mais que certeza, que tudo daria certo, mas dessa vez, seria realmente um final feliz.

Tentei abrir a porta de ferro que dava para o chão no meio do terreno, eu sabia que Emma estava ali, mas Zelena a tinha trancado com magia. Eu precisaria de ajuda com aquilo também.

Me transportei diretamente para o banheiro do Granny’s. Tínhamos que tirar Emma de lá antes mesmo de Zelena voltar. Seja lá o que ela estivesse planejando, não poderíamos deixar acontecer. Antes de qualquer coisa, tínhamos que ter Emma ao nosso lado e não do dela.

– Eu sei onde Emma está! – Eu disse em tom baixo ao me aproximar as pressas da mesa onde todos ainda estavam.

– Onde? – Regina praticamente gritou já se levantando.

– Você saiu pela porta da frente... E veio do banheiro agora... – Henry falou também em tom baixo meio confuso.

– Magia seu bobo! – Elise respondeu Henry por mim que apenas afirmei com a cabeça.

– Sim... Não estou surpreso com a magia e sim com a rapidez. Enfim... – Ele voltou seus olhos para mim, assim como todos. – Onde minha mãe está, aconteceu alguma coisa com ela?

– Eu não sei explicar e nem chagar lá andando, só com magia... Então... Regina, Elise, Sarah podemos ir pelo banheiro, o resto nos espera em algum lugar...

– Mas eu também tenho magia... – Levi reclamou.

– Sim, mas eu preciso que você ajude os outros, caso alguma coisa aconteça. – Sorri lhe motivando a ser o herói entrei os outros, que sorriu ainda mais satisfeito.enryHenry

– Assim que pegarmos Emma nos encontramos no lugar marcado.

– Então vamos! – Regina falou aflita, já querendo ir para o banheiro.

– Onde a gente encontra vocês? – Henry perguntou.

– Nas docas, encontra a gente nas docas. – Regina falou indo em direção ao filho. – Se cuide, eu volto logo. – Ela beijou sua testa. – Te amo. – Ela sorriu para ele que sorriu de volta. – Leve o livro com você.

– Ok, mãe. – Ele assentiu. – Eu também te amo. – Ele disse ao vê-la se afastar.

– Vamos, antes que Zelena volte. – Eu disse logo atrás de Regina, Elise e Sarah. Meu coração estava em chamas, eu podia sentir em todo meu corpo que o amor venceria mais uma vez.



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