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História Amor Eterno - Capítulo 20


Escrita por: moniquetayahh

Notas do Autor


Está chegando ao fim, espero que tenham se divertido durante esse tempo aqui comigo <3

Boa leitura!

Capítulo 20 - Todo mundo merece ser feliz - Emma Glinda


{Emma}

Acordei com alguém batendo na porta, em seguida pude ouvir Henry me chamar do lado de fora.

Olhei para Regina que dormia profundamente, de bruços, com as costas nuas, o cabelo bagunçado e um leve sorriso nos lábios.

Levantei ainda sonolenta, coloquei o hobby que estava jogado ao chão, fui até a porta e entreabri, deixando apenas uma fresta para que ele não pudesse ver o lado de dentro.

– Bom dia! – Henry, Sarah e Elise falaram juntos.

Henry no meio delas com uma bandeja de café da manhã recheada de coisas. Sarah sorria feliz, Elise tinha um meio sorriso sapeca, já Henry sorriu sem graça junto com uma careta.

– Fizemos o café da manhã. – Sarah estava brilhando de tanta felicidade.

– Eu mesma fiz os ovos. – Elise se vangloriou ao olhar para a bandeja.

– Fizeram isso tudo para gente? – Perguntei sorrindo achando aquilo a coisa mais linda de todo o mundo, confesso que prendi o choro.

– Nem tudo... Snow ajudou um pouco. – Elise contou dando de ombros.

– Tá... – Olhei para a cama onde Regina ainda estava apagada e nua. – Esperem só um minuto ok? – Eu falei diretamente com Henry, que fez careta mais uma vez, mas riu da minha cara achando graça da situação.

Fechei a porta com um sorriso de orelha a orelha, passei a mão no rosto e olhei ao redor. Catei com pressa as coisas jogadas ao chão, fui até o banheiro as jogando sobre a pia de qualquer jeito. Peguei meu roupão e voltei correndo para acordar Regina.

– Regina... – Coloquei minha mão sobre suas costas ao sentar na beira da cama. – Acorda Regina, as crianças fizeram nosso café da manhã. – Ela resmungou algo que eu não entendi. – Acorda meu amor... – Falei próximo ao seu ouvido. – Acorda... – Sussurrei ao beijar seu pescoço.

– Pare... – Sua voz rouca saiu como um gemido.

– As crianças meu amor... Elas estão na porta... Fizeram nosso café da manhã. – Eu repeti ao ver que estava despertando.

– O que...? – Perguntou ainda do mesmo jeito que antes, ao se virar, espreguiçar-se lentamente e abrir os olhos já com um sorriso no rosto.

– As crianças... – Apontei para a porta com a cabeça. – Estão ai... – Sorri.

– Aconteceu alguma coisa? – Sentou-se apressada e um pouco assustada.

– Eles trouxeram nosso café da manhã. – Levantei e estendi o roupão para ela. – Veste isso que eu vou abrir a porta. – Ela soltou o ar aliviada ao pega-lo de minha mão.

– Que horas são? – Levantou já vestindo meu roupão. – E porque está com meu hobby?

– Foi a primeira coisa que vi. – Contei indo em direção à porta. – Bem... horas? Não faço ideia de que horas são... – sorri – mas acredito que ainda seja bem cedo, porque parece que não dormi absolutamente nada. – Sorri mais uma vez para ela antes de abrir a porta.

– Que demora! – Elise reclamou ao entrar.

Nosso primeiro café da amanhã em família não tinha como ser melhor. Meus filhos eram mais que perfeitos. Eu sentia vontade de beija-los e aperta-los o tempo todo. Depois de tudo que eu havia passado, não tinha como não ter me tornado uma sentimental. Aquela era a primeira vez que eu deixava, vez ou outra, lagrimas se formarem em meu rosto, sem nenhum medo de ser “julgada” fraca. Na verdade só ali com minha família, que eu tinha entendido... chorar de amor era apenas para os fortes.

As magias, as risadas, as descobertas estavam maravilhosas. Porém era segunda-feira, tínhamos quebrado uma maldição no dia anterior, Zelena estava presa e tínhamos que resolver o que fazer com ela.

Nossa vida estava de volta, mas ainda tínhamos que resolver algumas pequenas coisas.

{Glinda}

Escolhi em não dizer uma palavra, escolhi em deixa-la pensar, escolhi esperar que se acalmasse. Nada melhor do que o silêncio e uma noite de sono para refletir sobre a vida. Porém, a grande diferença era que eu não sairia do lado dela de jeito nenhum, eu ficaria ali até que ela saísse também.

Quando acordei pela manhã Zelena estava dormindo. Me aproximei das grades e observei seu lindo rosto, cansado e amargurado. Mesmo com as feições da “derrota” estampada em seu rosto, no fundo eu conseguia ver que ainda era aquela menina inocente, implorando para ser amada.

Seu sono parecia profundo, mas era como se soubesse que eu estava ali, lhe observando e desejando mais que tudo que ela conseguisse ser feliz. Seus olhos se abriram repentinamente olhando diretamente para os meus. Sua magia não existia mais, entretanto havia algo bem maior entre nós, disso eu sempre tive certeza.

– Porque você ainda está aqui? – Foi a primeira vez que ela falou comigo desde que chegamos.

Eu suspirei ao acompanhar seus movimentos, que sentou com calma arrumando os cabelos ruivos, passou a mãos em seu rosto e voltou a me encarar.

Como eu esperava... dentro dos seus olhos consegui ver o que tanto queria, a chama da esperança ascendeu-se. Aquele era o momento em que poderíamos começar a nossa conversa. O momento exato em que poderíamos simplesmente falar o que pensávamos e sentíamos, sem todo o ódio e adrenalina do dia anterior.

– Lembra se da vez em que caminhávamos pela estrada de tijolos amarelos, para irmos a Cidade as Esmeraldas e você disse... que estava sentindo coisas tão boas, que jamais imaginou que aquelas sensações pudessem existir? – Zelena apenas afirmou com a cabeça, o que me fez prosseguir. – Lembra do livro dos registros? Onde contem tudo que aconteceu, acontece e irá acontecer em Oz? – Mais uma vez ela apenas afirmou. – Tem uma coisa nele que eu não te contei... não por não confiar em você... mas apenas porque eu não estava entendo na época... não estava entendendo o que o Livro queria me dizer... Aquilo era algo que eu nunca tinha visto em minha vida. – Respirei fundo antes de prosseguir. – As paginas que mostravam o futuro simplesmente desapareceram, se foram, como se nunca tivessem existido... E no final... lá na ultima pagina que estava em branco, tinha seu nome escrito. – Fiz uma pausa para pensar, enquanto ela apenas me olhava imóvel, sem expressão. Mas seus olhos pareciam assustados. – Quando você me mandou para Nárnia eu ainda levei um bom tempo para entender tudo que estava acontecendo... Só depois de algumas semanas, analisando o desaparecimento do futuro, eu achei que havia entendido, achei que elas sumiram por apenas um motivo... meu futuro não pertencia mais a Oz. Eu jamais voltaria para lá...

Zelena permaneceu estática olhando em meus olhos, sentada naquela cama atrás das grades. Eu já tinha falado bastante coisa, mas ao mesmo tempo não tinha dito nada. Me apoiei na cela e respirei fundo para tentar mais uma vez.

– Quando Mary Margaret, David, Levi, Sarah e Elise entraram em minha vida, mesmo sem saber o porquê... depois de mais de um século presa em Nárnia, eu tive esperança... esperança da qual eu não fazia ideia do que. Eu os ensinei, eu os amei, eu me dediquei a ajudar aqueles três... E no final, quando eu descobri que eles também estavam lá por sua causa... – Foi inevitável eu não sorrir. – Que eles iam sair de lá para te encontrar... Foi ai que eu verdadeiramente entendi o que o livro tinha me mostrado... o motivo real do futuro ter sumido e seu nome ter aparecido na última pagina... – Eu dei de ombros ao soltar o ar com força pelo nariz. Eu estava tentando evitar as lagrimas. – Não era só porque eu não voltaria para Oz, era mais que isso... Meu futuro era incerto, porém ele pertencia a você. – Seus olhos se estreitaram, sua boca se comprimiu, achei que ela fosse dizer algo, mas continuo calada e parada. Prossegui. – E ai está você... Na minha frente... Do mesmo jeito que esteve há tanto tempo... – Fiz uma pequena pausa. - Eu sou o amor... E por ser ele, eu não tenho medo de amar, Zelena... Eu amo... Eu amo, com todo meu ser, todo o seu ser, todos os seus erros. Porque o amor é isso... é amar o lado bom, mas também amar o lado ruim.... O amor é sempre querer a felicidade do outro, mesmo que não seja ao meu lado... Eu amo sua inocência e eu amo suas trevas também, porque elas fazem parte do que você é... Mas sei que você só poderá me retribuir se conseguir deixar a escuridão no passado, se deixar as trevas serem apenas parte de você e não inteira. Que você seja inocente, mas nunca tola... Quero que esqueça a vida ruim que teve, para que as coisas boas possam chegar... – Fiz uma pausa para apenas encara-la, seus olhos estavam vermelhos e suas pupilas dilatadas. Eu a conhecia, uma batalha acontecia dentro dela naquele momento. - Eu te amo, Zelena! – Falei com convicção, por um segundo vi seus lábios tremerem. - Espero o tempo que for preciso para você ser quem é. Nossas almas são eternas... – Sorrir. – E se não for nessa vida, será em outra... Eu não tenho pressa...

Eu tinha dito tudo, não havia mais nada a declarar naquele momento. Esperei que ela se pronunciasse ou até se movesse, porém nada aconteceu. Me desencostei das grades e sorri para ela.

– Vou buscar algo para comermos... – Falei com calma ao dar as costas.

– Glinda, seu bolso... – A voz de Zelena falhou um pouco.

Não era o que eu esperava que ela dissesse, mas assim que peguei seu cordão em meu bolso eu me assustei ao vê-lo brilhar como uma estrela, fazendo seu tom escuro ser quase um verde claro. Quando eu havia dado aquele colar a Zelena ele era branco como o de todas da irmandade, mas ao deixar as trevas tomarem conta de seu coração ele se tornado verde escuro.

Algo estava acontecendo. O colar estava brilhando em minhas mãos, eu sorri para ela que me olhava assustada, deixei uma lagrima escorrer. Eu não teria que esperar mais.

– Eu peguei o livro dos registros escondida de você... – Ela começou a falar, mas seus olhos eram fixos em suas próprias mãos. – Eu queria saber mais sobre a Dorothy... Procurei pelo futuro e não achei nada... não obter respostas sobre ela me deixou com muito medo e muito irritada também. – Ela olhou para mim por um segundo, mas voltou para suas mãos. – Parei diante daquela última página em branco e apenas perguntei mentalmente o que deveria fazer... Foi quando seu nome surgiu para mim. - Me olhou intensamente parando seus olhos nos meus. – É claro que eu não entendi aquilo... Que porcaria o livro estava querendo dizer com seu nome? Então eu fui correndo te contar o que estava acontecendo e o que eu tinha visto... mas lá estava você e Dorothy comendo biscoitos e rindo no jardim... – Sua voz era áspera e sua raiva nítida em seus olhos. - Eu fiquei cega... Me senti trocado, traída, sozinha... – Disse de maneira fria. - Lembro-me de fechar os olhos e deixar todo o ódio entrar, o livro me disse seu nome, mas você parecia muito mais feliz ao lado daquela garotinha do que comigo... – Ela olhou ao redor da cela, mas voltou a e me encarar com mais calma. - Cega pelas trevas eu achei que a única solução fosse matar a tola sem magia... As coisas aconteceram tão rápido... – Fez uma pausa - Eu não planejava te mandar a lugar nenhum eu nunca quis que você partisse... – Ela estava segurando as lagrimas - E quando você se se foi... tudo que me restou foi meu odeio por Regina...

Ela levantou da cama passando a mão em seus cabelos parando a minha frente.

– A culpa de tudo ter dado errado em minha vida sempre foi minha... Mas eu precisava fazer algo... precisava me sentir viva... – Deu um passo a frente antes de prosseguir - E como eu jamais te veria novamente, eu tinha que me apegar a algo, mesmo que fosse uma vingança sem sentido... – Ela fez uma longa pausa ao segurar uma das barras com uma mão. - Sem esse colar em mim... Sem o poder da magia... Tudo parece tão claro agora... Tudo me parece tão... inútil... – Ela olhou para baixo daquele jeitinho que costumava fazer quando sentia vergonha, mas voltou com um leve sorriso nos lábios. - Foram tantos anos me dedicando a ter o que Regina tinha... Quando o que eu tinha era muito melhor do que ela... E eu... simplesmente joguei tudo fora... – Zelena se afastou dando-me as costas. – Eu não mereço você, Glinda...

– Todo mundo merece ser feliz. – Eu disse ao me colocar dentro da cela pondo uma de minhas mãos em seu ombro, fazendo-a se afastar ainda mais, mas ficando de frente para mim.

– Não depois de tudo que eu fiz...

– Você conhece a historia da sua irmã? Você sabe o que ela fez? O que ela passou? Sabe o quanto batalhou para ter o que tem? Tudo de bom e de ruim na vida de Regina foi causado por ela... Mas ela conseguiu dar a volta por cima, ela conseguiu ser feliz. Com você não é diferente... Se fechou os olhos e deixou a inveja e a escuridão entrarem, feche-os novamente e deixe tudo de ruim partir. Seja quem realmente é! E acredite, você pode ser feliz de verdade mesmo depois de tudo isso... – Eu levantei a mão mostrando o pingente que ficava cada vez mais claro. – Isso é a prova de que pode sim ser feliz...

– O que você está fazendo? – Uma voz raivosa perguntou atrás de nós.

{Emma}

Glinda estava dentro da cela com o pingente estendido para Zelena. É claro que eu perdi a cabeça, é claro que eu não consegui ouvir nada e nem ninguém enquanto arrancava a loira de lá e a jogava no sofá. O medo de perder tudo de novo foi tão grande que se Regina não tivesse me segurado eu teria batido na mulher assustada.

– Por favor, não a machuque. – Foi Zelena quem pediu ao segurar com força nas grades.

O silêncio depois de seu pedido foi intenso e demorado. Todos nós olhamos para ela sem entender que tom de voz era aquele. Não foi uma ordem, foi uma suplica.

Olhei para Regina que me olhou no mesmo instante. Minha respiração estava alterada, mas não fez com que minha mulher deixasse de entender o que eu disse com os olhos. Algo estava acontecendo ali, algo que eu não esperava.

Enquanto as meninas sentavam e ajudavam Glinda a se recuperar do meu “ataque”. Eu puxei uma cadeira e me sentei frente a elas.

– Desculpa. – Eu disse mais para minhas filhas do que para a tal mulher. – Fiquei com medo... – Assumi agora diretamente para a loira a minha frente. – No que você estava pensando em? Porque ia dar o colar para ela? – Eu mudei meu tom novamente.

– Sabia que não deveríamos confiar nela... – Regina resmungou ao meu lado

– Parem de acusar Glinda, está bem? – Sarah falou com raiva.

– Querida, ela ia dar o cordão para Zelena. – Regina disse com cuidado para a filha.

– Você ia? – Elise perguntou diretamente para Glinda, que apenas negou com a cabeça. – Viu, estão acusando ela a toa.

– Nós vimos... Assim que entramos vimos você estender a mão com o pingente brilhando para Zelena. – Regina a acusou também.

– Parem! Está bem? Parem! – Sarah exigiu ao ficar de pé, fazendo todos a olharem assustados. – O que estava acontecendo Glinda? – Ela perguntou para mulher com calma.

– Olhem para o pingente... – Glinda disse sorrindo. – É a prova de que ainda existe esperança.

– Que? – Eu perguntei ao abrir minha mão deixando que todos o vissem. – Esperança de que?

– De que Zelena também pode deixar a escuridão... – Glinda olhou para Zelena ainda com um sorriso nos olhos. – Esperança de que ainda há felicidade para todos. – Zelena e Glinda ficaram se olhando tempo demais, enquanto o pingente brilhava e brilhava...

– Interessante. – Uma voz sorridente surgiu do outro lado da delegacia. Era Tinker.

Foi impossível eu não lembrar-me daquele dia em que a fada tinha o coração de Regina em mãos, que ele brilhou para mim, só por mim. Foi inevitável eu não sorri para Tinker que se aproximou também sorrindo. Tudo terminaria bem, na verdade melhor do que imaginávamos.

– Então é final feliz para todo mundo? – Tinker riu ao se aproximar de Regina.

– É acredito que sim. – Regina sorriu para mim, seus olhos me disseram o que eu tinha em mente: havia amor verdadeiro ali. – Você está livre Zelena. – Regina disse para ela.

– O que? – Zelena perguntou confusa.

– Você está livre para viver sua vida aqui em Storybrooke.

– Por quê? – Ela não estava acreditando.

– Zelena... Eu não sei até hoje o que te levou a pensar que eu tive culpa da sua vida ser ruim... Se é que foi... – Regina comentou ironicamente em tom baixo voltando, mas logo ao natural. – Eu não posso dizer que meus motivos que me levaram as trevas foram justificáveis, mas posso dizer que por mais tolos eles fossem eu acho que até tinham fundamentos... Enfim... – Ambas reviraram os olhos igualmente. – Sua magia fica comigo... apenas por motivos de precaução... – Regina pegou o cordão de minhas mãos o fazendo desaparecer em sua fumaça roxa. – Mas você Zelena, você está livre, livre para tentar assim como eu, ter um final feliz de verdade... Então... – Ela olhou para Glinda, mas voltou para a irmã – Como acho que atrapalhamos um momento... especial... vocês já podem ir. – Regina moveu suas mãos fazendo Zelena e Glinda desaparecerem.

– Regina? – Eu chamei sua atenção.

– Elas estão no antigo loft da Snow. – Regina explicou.

– Glinda vai ficar bem, não vai? – Elise perguntou desconfiada. – Ela não vai embora, vai?

– Não sei princesa, isso somente ela pode decidir. – Regina falou com calma.

– Acreditem em mim, vai dar tudo certo. – Henry falou para as irmãs. – Enquanto isso porque não vamos lá para praça? Vocês duas não queriam criar um portal?

– Portal? – Tinker perguntou.

Regina e eu apenas olhamos feio para Henry, ele não podia incentivá-las. Criar um portal era algo provavelmente impossível.

– É, nos vamos criar um, você quer ver? – Elise falou com orgulho para a Fada que nos olhou ainda sem entender.

– Elas vão tentar. – Regina explicou para Tinker.

Estávamos na praça, meus pais e meu irmão também se juntaram a gente. E antes delas fazerem a primeira tentativa, Regina e eu fomos falar com elas.

– Queridas... – Regina começou, mas Sarah a interrompeu.

– Nós sabemos que estão preocupadas de não conseguirmos...

– E sabemos das tais regras também... – Elise completou a contragosto.

– Nós já decidimos tudo, está bem? – Sarah falou diretamente comigo e Regina. – O portal tem tempo e momento para funcionar... – Ela começou a explicar. – Será uma porta grande e bonita. Funcionará ao amanhecer durante uma hora e ao entardecer também durante uma hora. Só quem deixou Storybrooke pode voltar para Storybrooke, caso alguém quiser trazer outra pessoa de fora, terá que ter autorização do conselho da cidade. – Ela apontou para nós, presentes ali. Todos sorriam com seu jeitinho de falar. – Ah, eu disse que funciona todos os dias? – Perguntou sorrindo.

– Quem concorda com as regras levante a mão direita. – Minha mãe falou totalmente no clima de que aquilo daria certo. Todos levantaram a mão.

– Não vão ficar frustradas ok? – Regina disse uma ultima vez.

– Mãe? – Elise se aproximou dela e pegou em sua mão. – Fica fria tá bem? – Ela riu ao fazer pequenos flocos de neve surgirem sobre a cabeça de Regina.

– Está bem... – Regina sorriu ao mover as mãos fazendo a neve desaparecer. – Boa sorte. – Regina deu um empurrãozinho na filha para se juntar a outra.

Sarah e Elise deram as costas para nós. Se olharam por um segundo. Levaram suas mãos fechadas pouco acima da cabeça. Ficaram naquela posição imóvel até abrirem as mãozinhas e luzes saírem delas. A energia era forte que eu podia sentir de onde estava.

Em um segundo tudo era luz, no outro lá estava a grande e linda porta que Sarah tinha dito.

Eu fiquei em choque, completamente emocionada com o que elas tinham feito. Minhas filhas haviam feito um portal... Elas eram o próprio amor verdadeiro, em carne e osso a nossa frente.

Sarah e Elise eram minhas e de Regina, nós a tínhamos feito. Eu tinha orgulho daquilo. Eu estava chorando.



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