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História Amor Eterno - Capítulo 5


Escrita por: moniquetayahh

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 5 - Regina dos sonhos - Regina


Aquela não era eu, era a Regina dos meus sonhos, ela existia dentro de mim e me tomou completamente depois que a Xerife me olhou de um jeito que me pareceu tão familiar. Não só eu como Swan também, tudo ali parecia ser comum, parecia ser natural, era como se não fosse a primeira vez. Seus olhares, aquela conversa, seu corpo tão próximo, o beijo, a maneira com que me segurou... Foi igual aos sonhos, eu já tinha sentido, eu já tinha provado aquilo, varias e varias vezes enquanto dormia.

O beijo que era de fato o primeiro tinha gosto de saudade misturado com o prazer do proibido, foi intenso e ao mesmo tempo sutil, me tirou o folego e me deu paz, senti como se tivesse encontrado a resposta para todos os meus problemas, mas no instante em que me largou me senti ainda mais perdida que antes.

Quando voltei para mesa desnorteada, com todas as minhas confusões gritando em mim, achando que nada poderia ficar pior, uma mulher - que eu já havia visto em meus sonhos - estava sentada no meu lugar, a frente de Henry. Era ela, a bruxa verde que me causava todo o sofrimento enquanto eu dormia, ela era meu real pesadelo em carne e osso a minha frente, mas sem aquela cor de vilã de contos de fadas.

A estranha de olhos azuis olhou-me dos pés a cabeça com um desprezo que me fez engolir a seco, mas não de medo e sim de raiva, um ódio tão grande tomou conta de mim, que fechei minhas mãos com força para não avançar em cima dela. Eu não a conhecia, nunca a tinha visto – a não ser nos sonhos – mas o sentimento de revolta estava tão grande, que se fosse possível eu arrancaria o coração dela e o esmagaria com toda a minha vontade.

— Amor... – Swan disse sem jeito para a mulher que a olhou com desconfiança. – Não ia ficar no trabalho até tarde hoje?

— É... – A mulher me olhou da cabeça aos pés outra vez, parando por alguns segundos na jaqueta que Swan havia me emprestado, eu podia ver com clareza algo negro dentro daqueles olhos tão azuis. – Eu ainda vou... – Ela voltou a olhar para a Xerife. – Passei aqui só para comprar alguma coisa para comer e encontrei o nosso filho sentado sozinho. – Ao dizer “nosso” ela me olhou de relance, fazendo-me prender o ar com mais ódio que antes.

— É que Henry acidentalmente derramou suco na Srta. Mills. – Ela explicou a mulher que não parecia nada satisfeita.

— Ele me falou. – disse seca, mas forçou um sorriso.

— Então, essa aqui é a Regina Mills, a florista. – Emma me apresentou completamente sem jeito.

— Prazer. – Ela se levantou e me estendeu a mão. – Sou a Prefeita... Zelena. – Eu não queria, mas apertei sua mão fria. – Mulher da Xerife Swan e a outra mãe do Henry. – Seu sorriso era sádico e suas palavras me doeram mais que o coração, foi como partir minha alma, eu só queria sair dali.

— Como a Xerife disse, Regina Mills, a florista. – Eu forcei um sorriso.

— É a mesma florista que está ajudando meu querido Henry com o dever? – Seu tom de voz soava sínico.

— Sim. – Eu tinha que sair dali.

— Fico muito grata por estar fazendo isso por ele. Eu não sei lidar com essas coisas. – Ela sorriu falsamente antes de se virar para a esposa.

— Emma, querida, eu só vim para pegar algo para comer, tenho que voltar para a prefeitura. – Ela se aproximou da Xerife. – Gostaria de ter sido convidada para o almoço, mas não tem problema. – A prefeita a segurou pela cintura a puxando para mais perto. – A gente se vê no jantar. – Ela deu um beijo selado em Emma que me fez ficar paralisada com tanto ódio dentro de mim.

Um sentimento de posse e de proteção me invadiu, quase me fazendo explodir. Aquilo não estava certo, nada fazia sentido. Desde os meus sentimentos, ao acontecimento real a minha frente. Meus sonhos não eram reais, aquela mulher não parecia real, o beijo dado minutos antes também não deveria ser... Talvez eu estivesse sonhando, na verdade mais parecia um pesadelo, do qual nem mesmo um beliscão me ajudaria a voltar para a realidade, que ali naquele instante eu não fazia ideia de qual era.

— E Srta. Mills. – A prefeita falou diretamente comigo ao largar a esposa. – Você será nossa convidada de honra hoje à noite. – Não, ela não estava me convidado para o jantar, era mesmo um pesadelo. – Faço questão que venha jantar comigo e minha família, estou ansiosa pra conhecer melhor a mulher do qual meu filho falou tão bem.

— Mas hoje? – Eu busquei em minha mente completamente confusa uma desculpa para dar a ela.

— Não aceito não como resposta, se tiver algo marcado, ainda da tempo de desmarcar. – Ela era autoritária e fria, falava como se tivesse poder sobre tudo e todos.

Foi o seu tom, o seu jeito sádico de me olhar que me fez ferver ainda mais por dentro. Uma batalha tinha se iniciado em meu ser. Um lado me mandava fugir e me esconder em casa, ficar lá para o resto de minha vida, enquanto o outro queria ir além, queria enfrentar aquela mulher de olhos azuis tão negros, queria marcar território e derruba-la do degrau mais alto, queria faze-la sofrer e vê-la destruída aos meus pés.

— As sete está bom para você? – Seu sorriso era falso, assim como o meu.

— Está. – Eu me limitei em dizer.

Por mais que meu novo lado sombrio tenha ganhado, a batalha ainda continuava a mil dentro de mim. E além da guerra que acontecia na minha cabeça, ainda tinha o fato de estar completamente perdida, se era real, se era sonho, ou nada daquilo.

Eu não estava me reconhecendo e mesmo aquela Regina sendo estranhamente familiar ela não era eu, todo aquele turbilhão de novas emoções não tinha nada a ver com a pessoa que eu era. Todo aquele ódio, aquela sede de vingança, aquele desejo absurdo de acabar com a vida de uma pessoa que eu nem ao menos conhecia, não fazia parte de nada em mim.

Confesso que por mais assustador que fosse, o meu outro eu foi quem fez com que eu me sentisse viva pela primeira vez desde que eu me lembrava. E mesmo travando uma batalha sem fim dentro de mim, foi aquela outra Regina que me fez bater a porta tão familiar de numero 108, as sete em ponto.

— Sra. Mills! – Foi Henry quem abriu a porta com um sorriso feliz. – Chegou na hora. – Ele me deu passagem. – Entra, minhas mães estão te esperando.

Aquela casa, eu conhecia aquela lugar. A nostalgia me invadiu, a saudade ficou tão grande que por um momento eu me arrependi de ter me deixando levar por aqueles sentimentos tão intensos. Mas por outro lado, era como está próxima, muito próxima ao meu objetivo, do qual eu não sabia qual era, mas o sentia profundamente.

Durante todo o jantar eu deixei a Regina dos sonhos me guiar. Ela me fazia sentir um poder que eu nunca havia experimentado em toda a minha existência. Eu de fato me sentia como uma rainha, o poder era revigorante.

Zelena foi falsamente simpática o tempo todo. Vez ou outra me olhava com prazer, como se soubesse de toda a minha confusão mental. Se não fosse por ela ali, o jantar teria sido perfeito.

Henry era um menino de ouro, muito educado, inteligente e com uma personalidade única. E tê-lo próximo a mim, sorrindo e me fazendo rir, me dava uma paz tão grande, que eu queria fazer daquele jantar meu eterno momento feliz.

Emma por sua vez, estava me evitando ao máximo, mal me olhava ou falava diretamente comigo. Aquilo sim me deixou incomodada, por mais que eu entendesse o real motivo de seu afastamento, eu não queria aceitar que depois que havia me beijado ela nem se quer estava olhando em meus olhos.

Era doloroso ver a minha frente à família que eles eram, era doloroso saber que no fim do jantar eu voltaria para casa e para a vida sem graça que eu tinha, era doloroso saber que Emma e Henry não me pertenciam e que eram meus apenas em momentos loucos de sonhos sem sentidos. Mas por mais doloroso tudo fosse, foi o que me fez querer lutar por minha felicidade, mesmo eu não sabendo ao certo onde ela estava.

Ao acabar eu me levantei já pronta para retirar a louça, o que fez Emma fazer o mesmo, com a intenção de me ajudar.

— Não amor, deixa que eu faço isso. – A prefeita falou com a xerife, lhe tomando o prato. – Eu ajudo a Srta. Mills, nos espere na sala... E Henry... – Ela olhou para ele. – Pode ir para o seu quarto se quiser.

Eu não fiquei esperando, fui direto para a cozinha já colocando os pratos dentro da pia. Zelena apareceu logo depois, sem aquele sorriso sínico, mas com o mesmo olhar sombrio de antes. Ela se colocou ao meu lado e se virou para mim, me olhando com um desprezo tão grande, que fez meu sangue ferver.

— Eles gostam muito de você... – Ela me analisava.

— É, você tem uma família muito boa. – Eu não coloquei emoção no que disse.

— Eu sei que gosta deles... Sei que está confusa com muitas coisas... – Zelena forçou um sorriso de compreensão. – Mas Emma e Henry são meus. – Seus olhos ficaram ainda mais negros que antes. – E você não vai conseguir tira-los de mim... irmã. – Sua expressão era perturbadora.

Ela era a mesma mulher dos meus pesadelos e o que havia me dito, a maneira com que me ameaçou, me deixou tão confusa, tão perdida no que era real e no que não era, que eu precisava ir embora, precisava relaxar e parar de bancar a poderosa do mundo dos sonhos. Eu estava ficando maluca, aquilo não me pertencia. Não fazia nem uma semana que Emma e Henry tinham entrado em minha vida, mas já haviam feito uma mudança tão grande, que mais parecia que eu os conhecia há anos.

— Me desculpe Sra. Prefeita, mas eu não faço ideia do que esteja falando. – Diferente do que eu queria realmente fazer, que era ir embora, eu a desafiei com o olhar me fazendo de completa inocente.

— Que continue desse jeito então. – Ela sorriu de canto, aceitando minha provocação. – Porque o máximo que você vai conseguir é isso... Espero que tenha aproveitado o jantar com minha família.

Zelena me deixou sozinha naquela cozinha familiar, que por mais que eu quisesse partir para a minha casa e nunca mais voltar ali, eu estava me sentindo confortável. Era como se a Zelena tivesse que ir e não eu, como se ela fosse o real erro de toda aquela confusão e não meus devaneios sem sentido.

Mas a minha realidade era bem diferente e todo aquele conflito de sentimentos e personalidade. Eu não tinha mais o que fazer ali, estava claro que ela sabia de alguma coisa, seja lá qual fosse, porque eu mesma não sabia de nada, além do fato de ter sido beijada mais cedo pela mulher da própria, coisa que acredito que ela não tenha visto e nem descoberto.

Cheguei à sala já decidida a ir embora e mesmo que meu lado dos sonhos quisesse que eu ficasse eu não ia me deixar levar, eu tinha que voltar a ter o controle sobre as coisas. E que por mais legal e emocionante estivesse sendo eu estava me machucando também, tudo aquilo ficaria guardado para eu sofrer depois e eu não estava nem um pouco disposta a deixar a tristeza me abater e se a outra Regina continuasse no comando, era exatamente o que aconteceria.

— Já está tarde, eu preciso ir. – Eu falei olhando diretamente com Emma, eu não queria mais ter que olhar para Zelena.

— Tudo bem, eu te levo até a porta. – A Xerife disse olhando rapidamente para a esposa, como se pedisse autorização, que apenas assentiu com aquele sorriso falso de sempre.

— Obrigada por ter vindo Srta. Mills, foi um prazer tê-la em minha casa. – Ela sorriu de canto e piscou um dos olhos assim que Swan se virou para vir em minha direção, ela era a pior pessoa que eu já havia conhecido em minha vida, inacreditável como uma pessoa como a Xerife tinha escolhido ela para se casar.

— O prazer foi meu. – Eu não sorri, apenas dei as costas e fui em direção à porta de saída.

— Te espero no quarto amor. – Eu pude ouvir Zelena dizer em tom alto, assim que Swan veio atrás de mim.

Fomos até a porta no mesmo instante em que a prefeita subiu as escadas indo para o segundo andar.

Partir daquela casa como uma visita, fazia com que eu me sentisse tão estranha que eu não via a hora de poder deitar, dormir e sonhar.

— Obrigada por ter vindo mesmo depois do que aconteceu... E por ter sido discreta... – Swan disse em tom baixo, de braços cruzados encostada ao vão da porta, enquanto eu, do lado de fora, pronta para ir.

— É claro. – Mesmo sem entender eu fiquei brava com o que ela tinha dito.

— Eu peço desculpas pelo o que rolou na lavanderia, é que você... – Ela parou de falar por alguns segundos. – Bem, não vai acontecer de novo, eu sou casada, tenho um filho, uma vida...

— É problema seu... – Eu estava realmente com raiva das coisas que ela estava dizendo, mas mesmo assim ainda não conseguia dar as costas e partir.

— É eu sei... Mas... – Ela estava meio perdida em suas palavras. – Adeus Srta. Mills. – Ela deu as costas e bateu a porta praticamente na minha cara.

Ao chegar a minha casa, mais confusa do que nunca, eu abri uma garrafa de vinho e a bebi em minha cama. Antes do ultimo gole eu apaguei e fui para o mundo que era mil vezes melhor do que aquele.

Estávamos na sala de reunião, no castelo dos Charmings, do qual Rumple, Emma e eu a protegemos com magia, para que Zelena não ficasse sabendo de jeito nenhum dos nossos planos. Não podíamos entregar tudo para ela de bandeja. Éramos muitos e ela apenas uma. Com sorte a derrotaríamos antes mesmo que ela lançasse a minha maldição.

Emma, Henry, Snow, Charming, Rumple, Belle, Red, Granny, Tinker, Azul e eu, todos sentados em volta da grande mesa. Era a primeira vez que eu estava literalmente sentada com os mocinhos, planejando algo contra um vilão. Eu não era o alvo e aquilo fez com que eu me sentisse orgulhosa e em paz. Eu era parte da família, mesmo sem ninguém saber sobre meu relacionamento com a princesinha do reino.

— Vocês podem ficar quietos? – Rumple pediu em tom alto ao ficar de pé, fazendo todos se calarem. – Eu... – Ele fez uma pausa como se pensasse bem no que ia dizer. – Eu tive uma visão... Só não falei antes porque estava tudo muito desconexo, não que já esteja claro, mas já consigo entender muitas coisas. – Ele fez mais uma pausa, estava medindo suas palavras.

— E qual foi? O que você viu? – Charming perguntou ansioso o que fez Rumple soltar uma risada típica.

— Quanto mais eu vivo, mas eu vejo que ainda posso me surpreender. Seria até cômico se não fosse trágico. – Ele fazia alguns gestos com as mãos. – Mas o nosso futuro está mais uma vez nas mãos de quem ainda nem nasceu.

De imediato Snow e Charming se olharam assustados, o que fez os dois levarem suas mãos até a barriga dela, como se quisessem proteger o que havia ali. Mas o que exatamente tinha, ela estava grávida?

— Não esse, queridos. – Rumple falou com um sorriso de canto ao apontar para a barriga de Snow, se divertindo com aquilo. – A história se repete, mas não é com vocês desta vez. – Fez uma pausa ao se virar para mim ainda com seu sorriso debochado, incrível como algumas coisas não mudavam.

— Calma, você está grávida? – Emma perguntou a Snow.

— Descobrimos há pouco tempo, estávamos esperando o momento de contar. – David respondeu por ela.

— Tá, então se a história se repete e mais uma vez é um bebê que é a salvação de todos. – Emma dizia com ironia. – E não é o meu recém descoberto irmãozinho, quem é?

— Essa era a parte da visão que estava me confundindo... Mas de uns dias para cá, eu entendi do que se tratava. – Rumple parecia querer me dizer algo com os olhos, mas eu não captei absolutamente nada.

— Então diga logo, já estou cansada de tanto rodeio, diga quem é esse novo bebê salvador. – Eu falei em tom alto colocando meu lado Evil Queen para fora.

— Nosso novo salvador, na verdade, são duas meninas, gêmeas, não são idênticas, mas são gêmeas. – Rumple fechava os olhos como se pudesse ver o que dizia. – E quando completarem...

— Deixe-me adivinhar, vinte e oito anos... – Emma disse com desdém, nitidamente achando tudo bem irritante.

— Não... – Rumple fechou os olhos com força voltando a abri-los. – Nove, nove anos, elas regressarão de uma terra distante e juntas quebrarão a maldição, trazendo de volta o tão esperado final feliz.

— Tá, mas cadê a mãe dessas meninas, tem mais alguém gravida além da Snow? – Eu perguntei confusa, talvez Belle tenha aproveitado bastante os dias em que passou viajando com Rumple, mas ele parecia calmo para um pai que perderia seu filho outra vez, caso ela estivesse grávida.

— Você não sabe mesmo quem é, Regina? – Seu tom de voz soou como se eu soubesse, fazendo todos pararem para me analisar.

— E eu deveria? – Respondi confusa, mas sem deixar de ser autoritária.

— É você, Regina. – Ele falou com naturalidade. – Você está grávida. – Ao ouvir aquilo eu tive que rir, fazendo todos os outros me olharem sem entender.

— Sério Rumple, quem é? – Eu perguntei impaciente.

— Você Regina, está grávida! – Ele exclamou sério, o que me fez entrar em desespero, não tinha como ser eu, aquilo era impossível.

— Você está grávida? – Emma perguntou com os olhos completamente perdidos, como se eu a tivesse traído de alguma maneira.

— Não seja ridícula! – Eu disse brava, sem acreditar na pergunta dela. – Você sabe que é impossível eu estar grávida! – Eu revirei os olhos e olhei ao redor parando em Snow que parecia ver dentro da minha alma, mas voltei a olhar para Emma.

— Eu não sei... – Emma me olhava meio desconfiada e meio irritada.

— Emma... Me diz... – Eu a desafiei. – Me diz se é possível eu estar grávida... É possível?

— Não sei, me diz você! – Ela estava bastante irritada, fazia muito tempo que eu não a via me olhar com tanta raiva.

— Chega! – Snow falou em tom alto ao ficar de pé. – Você tem certeza disso Rumple?

— Claro que ele não tem, é humanamente impossível eu estar grávida! – Eu também me levantei exaltada. – Pelo o que eu saiba é preciso de um homem e uma mulher para se fazer um filho... Então queridos, eu não estou grávida! – Eu me sentei bufando de raiva. – A não ser que eu seja uma raridade da natureza e faça filhos sozinha. – Eu cruzei os braços ao olhar para Emma que ainda estava me julgando com os olhos.

— Acalme-se querida, isso não vai fazer bem para as meninas... – Rumple me provocou ainda mais, ele estava querendo acabar com meu relacionamento. Se ele continuasse a insistir com aquela ideia idiota, Emma e eu não íamos nem ter o trabalho de contar a todos os idiotas que estávamos juntas, porque não iria existir mais nada para se contar.

— Para de ficar colocando coisa da cabeça deles. – Eu falei em tom baixo, mas autoritário. - Eu não estou grávida, essa sua visão deve está com defeito, não deveria mais confiar nela. Ou talvez devesse procurar alguém que saiba te consertar.

— Regina, Regina... – Ele começou a andar pela sala, mas logo voltou ao seu lugar me encarando com calma. – Você mais do que ninguém aqui já deveria saber... O amor verdadeiro é capaz de fazer qualquer coisa, ele é a única magia poderosa suficiente para quebrar qualquer maldição e para transcender reinos... é a magia mais poderosa de todas. – Suas palavras estavam me fazendo tremer por dentro, eu estava apavorada com a ideia de está verdadeiramente grávida - Quantas vezes na sua vida você viu o amor verdadeiro fazer o impossível? Quantas vezes você presenciou coisas que nada poderia reverter a tal situação... Mas o amor verdadeiro fez com que tudo se resolvesse? – Todos calados e até um pouco assustados com o seu discurso. – Então reflita por alguns segundos e me diga se estou errado. Tente se lembrar de algum momento em que viu com nitidez o amor verdadeiro transbordar, a ponto da magia se dissipar do mesmo jeito que acontece quando se quebra uma maldição.

— Eu me lembro disso... – Snow franziu suas sobrancelhas em minha direção. – Quero dizer... No dia em que... – Ela parou de falar ao olhar para Henry e Emma. – Encomendamos o nosso bebê... – Emma e Henry a olharam com certo nojo.

— Sem detalhes... – Emma pediu ainda de cara feia.

— Então... No dia, antes de... – Ela parou por alguns segundos como se tentasse arrumar um jeito de falar sem tocar no assunto. – Charming e eu estávamos conversando e de repente uma energia passou por nós, o jeito foi bem igual as vezes que as maldições foram quebradas, mas o amor que a magia deixou em nós, foi algo tão intenso que o resultado foi isso aqui. – Ela passou a mão em sua própria barriga.

Todos começaram a comentar que também sentiram aquilo, o que me fez ficar em choque. Na noite em que Emma e eu fizemos amor pela primeira vez, foi algo tão extraordinário que quando chegamos ao ápice juntas, algo mágico aconteceu. Confesso que algumas mudanças em meu corpo comeram a acontecer nas semanas seguinda, mas achei que era apenas o estresse de tudo que estava acontecendo, por que eu jamais imaginaria que uma noite tão especial seria capaz de me engravidar, eu nem mesmo sabia que era possível algo parecido acontecer.

— Agora sou eu quem pergunto. - Rumple me olhava como se tivesse toda a razão do mundo. – Você está gravida, Regina?

— É... estou. – Eu coloquei uma de minhas mãos em minha barriga ao olhar para Emma, que parecia tão chocada quanto eu, seus olhos arregalados e sua boa entreaberta como se quisesse dizer algo.

— Em frente a uma situação como essa, não tem mais porque manter segredo não acha? – Rumple perguntou ao olhar para Emma e eu.

— Que segredo? – Snow perguntou diretamente para Rumple.

— Mãe, pai... – Emma encarou os pais com seriedade, mas fraquejou por alguns segundos. – O bebê da Regina...

— São duas meninas, querida, duas. – Rumple a corrigiu baixinho, mas ela nem se quer olhou para ele.

— Os bebes que Regina está esperando, são meus também. – Ela praticamente vomitou as palavras como se as tivesse guardando por muito tempo, soltando também o ar que estava prendendo há alguns segundos.

Todos que estavam naquela sala não esboçaram surpresa, apenas sorriram como se tivessem recebido um belo presente de natal. O que me deixou ainda mais confusa, eles estavam felizes com o que Emma tinha acabado de confessar?

— Por que ninguém parece surpreso nesse momento? – Emma tirou as palavras de minha boca.

— Porque estávamos esperando ansiosamente por esse dia. – Charming disse com um sorriso nos lábios.

— Vocês sabiam que eu estava grávida? – Eu perguntei bem confusa.

— Não... Isso é uma surpresa boa e bem inesperada para falar a verdade, mas sobre vocês duas estarem... – Snow dizia com aquele sorriso de sempre. – Estarem juntas...

— Calma. – Emma pediu sem entender. – Há quanto tempo vocês sabem? Porque nunca me falaram nada?

— Emma... – Snow ainda tinha aquele sorriso nos lábios. – Charming e eu somos seus pais e os pais sempre sabem das coisas... Nós conhecemos você, e conhecemos Regina também. – Ela passou os olhos por mim. - E eu acredito que descobrimos até antes mesmo de vocês... Nós sabemos reconhecer o amor verdadeiro quando o encontramos.

— Mas... por que nunca me perguntou nada, por que me fizeram acreditar que não sabiam?

— Nós apenas demos espaço para vocês. – Foi Charming quem respondeu. – Demos até mesmo algumas chances de fazê-las contar, mas sentimos que ainda não estavam prontas, então esperamos até que se sentissem confortável. É uma pena que esse momento teve que ser algo forçado e não de coração. – Ele fez uma cara triste junto com Snow.

— E vocês não ligam? – Emma perguntou com receio.

— Como assim não ligamos? – Snow a olhou sem entender a pergunta.

— Vocês... Aceitam nossa relação?

— Emma, querida... Eu amo a Regina desde o dia em que a conheci. – Snow me olhou rapidamente, mas voltou a olhar para a filha. - E por mais que a gente tenha passado mais tempo tentando se matar do que qualquer outra coisa, eu queria que ela fosse feliz, que abrisse seu coração para o amor, e pudesse ser aquela pessoa maravilhosa que me salvou quando eu ainda era uma menina. E você... você é minha filha, nada mais no mundo me importa do que a sua felicidade. Então não tem o que aceita aqui, apenas admirar o rumo que o destino tomou. Não existe nada mais perfeito do que o amor verdadeiro. E esses bebês que Regina está esperando só nos prova o quanto é puro e poderoso o amor que vocês tem.

Eu fiquei mais emocionada do que deveria. Aquela declaração da Snow me fez ver o quanto não existia mesmo nenhum rancor em seu coração. E o quanto eu fui cruel todos aqueles anos em que queria destruir sua vida. Não me arrependia, porque se não eu não estaria tão feliz com Emma e Henry, mas mais uma vez Snow me ensinava que mesmo depois de tanta guerra ainda podia se ter paz e amor.

— Agora que está tudo bem e vocês já podem andar de mãos dadas publicamente, temos um assunto mais importante para tratarmos. – Rumple cortou o momento lindo que estava acontecendo nos trazendo de volta à realidade.

Foi naquele instante em que entrei em desespero. Se eu estava grávida de duas meninas e elas eram as responsáveis por nossa salvação no futuro, isso queria dizer que eu teria que abrir mão delas. Que eu teria que deixa-las partir e esperar que um dia elas regressassem para finalmente termos nossos finais felizes. Aquilo não me parecia uma solução e sim uma tortura.


Notas Finais


Como estamos?


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