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História Amor, férias, vôlei e algumas coisas estranhas no meio - Capítulo 38


Escrita por:


Notas do Autor


Hey pessoal, desculpa por sumir por uma semana e por atrasar essa capítulo. Eu tive alguns problemas e algumas coisas para fazer, por isso o atraso, mas aqui está ele, lindo, pronto, cheio de coisas fofas e saindo do forno direito para vocês!

Nesse mês de Julho foi um pouco mais fácil para escrever, pois eu tive mais tempo, já que eu estava de férias, mas entre essas duas primeiras semanas de Agostos minhas aulas na faculdade vão voltar e talvez meu tempo fique um pouco mais apertado, caso eu sinta que não estou conseguindo conciliar as duas coisas, vou pensar num jeito de dar certo e aviso vocês, porém é meio complicado avisar por aqui, por exemplo, algumas pessoas só estão sabendo agora o porque de eu ter atrasado, mas as pessoas que estão no grupo do Telegram ficaram sabendo um pouco antes.

NÃO estou dizendo que vocês são obrigados a entrar no grupo, mas lá eu converso um pouco om vocês, explico algumas coisas e eu aviso alguns minutos antes de postar os capítulos, vou deixar o link nas notas finais :D

Espero que gostem do capítulo e leiam as notas finais, vou falar sobre outra coisa lá!

Capítulo 38 - Capítulo 3: Tóquio - Tanaka X Ennoshita


Fanfic / Fanfiction Amor, férias, vôlei e algumas coisas estranhas no meio - Capítulo 38 - Capítulo 3: Tóquio - Tanaka X Ennoshita

POR FAVOR, LEIAM AS NOTAS DO AUTOR E AS NOTAS FINAIS!

 

Tanaka

Os ônibus em Tóquio são sempre cheios, isso foi bem fácil de perceber, pois ontem quando estávamos voltando para casa quase perdemos Hinata e Nishinoya no meio das pessoas.

E agora Ennoshita e eu estamos tendo mais um gostinho do transporte público lotado, porém hoje estamos utilizando o metrô enquanto o resto está indo de ônibus (o nosso ônibus) para Sanrio Puroland, não que todos tenham concordado, mas a votação para ir ganhou.

“Mas porque você e Ennoshita não estão com eles?”, vocês devem estar se perguntando.

Bom, aconteceu que ontem antes de irmos dormir, minha irmã me ligou e me pediu para comprar uma coisa para ela em uma loja x em um lugar y, e ela disse que eu deveria ir amanhã, pois esse seria o único dia em que a coisa que ela quer estará disponível.

Takeda-sensei não gostou muito da ideia, mas concordou quando Ennoshita disse que iria comigo, acho que ele acha que eu posso me perder se eu andar sozinho por Tóquio, não que eu discorde disso.

Finalmente o trem para na estação em que temos que descer e, graças a alguma entidade divina, várias pessoas também descem, se elas não tivessem saído nós nunca conseguiríamos passar.

- O que é essa coisa que sua irmã precisa, afinal de contas? - Ennoshita pergunta depois que nos afastamos da plataforma.

Sinto meu rosto corar um pouco. Acho que ele pode ficar um pouco irritado quando souber o que estamos indo buscar, mas é melhor falar antes que ele veja.

- Aqui em Tóquio é o único lugar que tem uma loja, que é a única que vende um doce que minha irmã ama. - Falo enquanto subimos pela escada rolante. - Acontece que esse doce chega apenas quatro vezes no ano e uma dessas vezes é hoje, e ele também vende muito rápido, mas uma pessoa da loja está guardando para quando chegarmos. - Paro no final da escada rolante e olho para Ennoshita, que está sem expressão.

- E que doce seria esse? - Ele pergunta bem sério.

Respiro fundo, tenho uma leve sensação de que o humor dele depende bastante da minha resposta, então eu respiro fundo, outra vez, rezo para qualquer entidade conhecida e respondo:

- Chocolate com pimenta. - Falo rápido e ele ergue as duas sobrancelhas. - É de uma marca mexicana que minha irmã ama, por isso ela me pediu. - Complemento.

Ennoshita apenas suspira e concorda com a cabeça. Ele não parece muito feliz com isso, mas não acho que ele fosse preferir estar num parque temático... Ou será que ele preferia ir ao parque com o pessoal do que vir até aqui comigo?

Vejam bem, eu não o julgo, pegamos um ônibus um pouco cheio, depois fomos esmagados no metro e agora temos que andar por um bom tempo até chegarmos numa loja que, possivelmente, estará lotada e, para piorar, está o maior calor.

- Você preferia ir para o parque? - Pergunto enquanto caminhamos de mãos dadas pelas ruas.

- Ah, não é bem isso. - Ele responde sem me olhar nos olhos. - É claro que eu amaria ir ao parque, mas aqui também está legal e eu só pensei que essa coisa para a sua irmã fosse algo mega raro. - Ele sorri fraco, mas vejo em seus olhos que ele está omitindo alguma coisa.

- Entendo, a grande questão mesmo é a marca e de onde vem o chocolate. - Falo o puxando para virarmos numa rua. - Ela diz que as outras não tem o mesmo gosto. - Dou de ombros sem conseguir imaginar isso, já que já comi esse chocolate e para mim todos tem o mesmo sabor. - E, caso você queira, nós podemos ir ao parque depois.

- Ah não, não é tão importante assim! - Ele diz isso, mas posso ver em seus olhos que não é verdade.

Aperto mais sua mão na minha, entrelaçando os nossos dedos.

- Posso ver que é, eu só nunca imaginei que você gostasse dessas coisas. - Comendo o vendo corar e o achando a coisa mais fofa do mundo.

- É que é fofinho... - Ele murmura abaixando a cabeça.

Puxo-o pela mão para ficar mais perto, onde eu consigo abraça-lo e o aperto com força, fazendo algumas pessoas nos olhar de forma um pouco estranha.

- Você que é fofinho. - Digo depositando um beijo em sua bochecha e voltando a andar com o meu braço por cima de seu ombro. - Tão fofo que eu poderia te beijar aqui. - Falo um pouco mais baixo, apenas para ele ouvir e corar como um pimentão.

- Ryu, as pessoas estão olhando... - Ele diz baixinho tentando sair do meu meio abraço, mas eu o seguro.

- Que olhem.

Por um momento toda a alegria que senti ao ver meu namorado fofo se foram, odeio que as pessoas fiquem olhando, isso deixa Chikara com vergonha, mas se um casal de homem e mulher podem andar na rua de mãos e até se abraçar ou beijar, por que eu não posso fazer isso com o meu namorado?

- Mas...

- Não precisa ter vergonha ou ficar constrangido. - Interrompo sua fala. - Somos um casal como qualquer outro e nossa vida particular não é da conta dos outros. - Beijo o topo de sua cabeça e ele sorri enquanto concorda.

Sinto seus ombros ficarem menos tensos e sorrio. Ontem, quando estávamos andando e ele se recusou a ficar muito perto de mim eu pensei que ele tinha algum tipo de vergonha de estar namorando com outro homem, mas quando perguntei de noite ele me disse que não gosta da forma que as pessoas ficam olhando.

Não o culpo, por muitas vezes é melhor manter a discrição, nunca se sabe quando...

- Licença, mas será que vocês podem para com isso? - A voz de um homem me tira de meus pensamentos.

Olho para o lado, no momento nós estamos parados esperado o farol abrir junto de outras pessoas e o homem que disse isso está bem ao meu lado. O encarei de cima para baixo, já que sou maior que ele e olhei para quem estava ao seu lado: uma mulher com cara azeda e uma criança que nos olhava com curiosidade.

- Desculpe, com “isso” o que? - Pergunto.

- De se abraçarem! - O homem praticamente grita, chamando a atenção das outras pessoas. - Onde já se viu, dois HOMENS se abraçando na rua, isso é incomodo! - Ele diz ainda mais alto.

Sinto Chikara ficar tenso e tentar se afastar de mim, mas não deixo.

- Na verdade, eu acho que quem está incomodando as pessoas é o senhor, que está gritando no meio da rua. - Falo me virando de frente para ele. - E por que eu deveria parar de abraçar o meu namorado? - Questiono levantando uma sobrancelha.

- Porque crianças como o meu filho ficam perguntando, já que isso é errado e o que eu devo falar para ele? - O homem pergunta irritado. - Que dois homens mantém uma relação? E se...

- É exatamente isso que o senhor deve falar. - O corto já sem paciência. - Assim como o senhor e a mãe dele mantém uma relação, dois homens ou duas mulheres também podem manter uma relação e o senhor também deve ensinar para o seu filho que ele não deve incomodar as pessoas por conta disso, como o pai está fazendo, já que a vida dos outros não é da conta de terceiros. E se quando ele for maior, ele também se apaixonar por um homem, ensine a ele que isso não é errado, já que nenhuma forma de amar é errado.

Assim que terminei de falar, algumas pessoas aplaudiram e começaram a falar várias coisas para o homem, que foi ficando cada vez mais vermelho, só não sei se era de raiva ou de vergonha, também não pude descobrir, já que assim que o sinal abriu, Chikara me puxou para seguirmos nosso caminho.

- Ei! - Reclamei depois de algumas quadras com ele me puxando feito um doido. - Será que você...

- Como você... - Ele me cortou.

Seu passo foi diminuindo até que ele parou totalmente e me encarou com os olhos cheios de água. Aproximei-me mais dele, ficando com o meu rosto a apenas alguns centímetros do dele.

- O que foi? - Minha voz sai baixa e eu acaricio sua bochecha.

Chikara me abraça com força, enfiando seu rosto em meu peito e chorando de soluçar.

- Como você tem coragem? - Ele pergunta baixinho. - Aquele homem foi tão grosso e o olhar na cara dele, o olhar de repulsa... - Ele soluçou.

Abracei-o com força e distribui vários beijos por sua cabeça até ele se acalmar e me encarar.

- Nunca vou deixar alguém dizer que meu relacionamento com você é errado. - Lhe dou um beijo casto e o puxo para andarmos.

Chikara passou o resto do caminho até a loja agarrado ao meu corpo e em silencio, isso me assustou um pouco, já que nunca imaginei ele uma pessoa tão forte quanto ele fosse reagir assim.

Quando chegamos na loja, os olhos dele brilharam como os de uma criança que acabou de ganhar um presente.

- Isso é...

- Sim. - Respondo antes dele completar. - Uma loja apenas de doces nacionais e internacionais. - Aperto seu ombro e aproximo minha boca de sua orelha. - Pode pegar quantos doces quiser enquanto eu vou pegar o chocolate.

Ele me olha com o sorriso mais lindo que já o vi dar e sai correndo para dentro da loja sem nem se despedir. Pois é, acho que ele não é tão maduro quanto a sua imagem passa, também acho que doces são mais importantes que eu... Ah, que vida triste a minha.

O sigo para dentro da loja, mas vou direto para um balcão que tem lá nos fundos, onde sei que o contato de minha irmã estará. Faz muito tempo que não a vejo, só espero que ela não tenha mudado muito...

- Ryu! - Uma menina grita e sinto algo pular em meus braços, me abraçando com força.

Retribuo o abraço dela algum tempo depois, com toda certeza seu jeito não mudou, mas seu corpo sim, já que sinto duas coisas que não estavam lá da última vez que a encontrei.

- Bom te ver também, Mel. - Digo a soltando.

Melissa é uma amiga antiga de minha irmã e ela não é do Japão, na verdade ela é do Brasil e veio estudar aqui, mas se apaixonou por nosso país e agora mora aqui. Elas duas se conheceram na faculdade e foi Mel que ensinou minha irmã a abraçar as pessoas, já que, aparentemente, no Brasil eles fazem isso com mais frequência que aqui no Japão.

- Fique aqui, vou pegar o chocolate e ai nós conversamos. - Ela diz do seu jeito animado e eu concordo com a cabeça.

Olhando agora, só consigo pensar que ela é muito parecida com Hinata: pequena, agitada e as vezes ela da uns pulos bem altos, mas as semelhanças param ai, já que ela tem olhos verdes e cabelos castanhos claros, além de ser uma menina.

Encostei-me no balcão e fiquei olhando o movimento da loja até localizar Chikara vindo na minha direção, achei estranho que ele não parecia tão feliz assim agora, mas deve ser porque a loja está muito lotada.

No mesmo momento que ele chegou, Mel voltou dos fundos com uma caixa não muito grande em suas mãos, parecia pesado, mas ela estava com cara de quem estava carregando uma pena.

- Aqui está! - Ela disse colocando a caixa em cima do balcão e me dirigindo um sorriso gentil. - Você cresceu muito, Ryu! - Comenta alegre.

- E você está um pouco diferente. - Falo em relação ao seu cabelo, antes ela tinha cabelo no ombro, mas agora ele parece estar bem mais longo.

- Ah, então você percebeu... - Ela diz num tom malicioso, me deixando confuso. - Coloquei silicone! - Seu tom feliz e o sorriso que ela deu poderiam significar que ela disse qualquer coisa que não fosse aquilo.

Senti a presença de Chikara ao meu lado ficar diferente, ameaçadora. Talvez não tenha sido a loja que mudou o humor dele...

- Ah... - Falo meio sem graça. - Eu estava falado do seu cabelo, ele parece estar bem maior, mas fico feliz que tenha realizado esse sonho. - Parabenizo, Mel sempre disse que queria ter seios maiores.

- Obrigada! - Ela sorriu e deu a volta no balcão, parando bem na minha frente. - Gostou deles? - Pergunta apontando para os seios.

Sinto um arrepio passar por minha coluna. Eu não olharia para os seios de uma mulher, acho isso falta de respeito, mas sinto que se eu sequer piscar agora, Chikara vai me matar com algum doce em sua mão.

- Hum... Mel, gostaria de te apresentar o meu namorado, Chikara Ennoshita. - Digo apressado enquanto sinalizo para o moreno ao meu lado. - Chikara, essa é Melissa, uma amiga antiga que estudou na faculdade com a Saeko.

Por um momento os dois se encararam sem falar nada. O sorriso no rosto de Mel foi morrendo até parecer falso e forçado enquanto um sorriso se abriu no rosto de Chikara, como se ele tivesse sugado o sorriso dela.

- Prazer em te conhecer, Melissa. - Chikara disse estendendo a mão.

- Prazer. - Ela respondeu um pouco seca. - Achei que fosse hetero. - Uau, por essa eu não esperava.

Encarei Mel um pouco surpreso, tanto por ela estar séria, quanto por sua fala nada esperada e até um pouco rude.

- Bom... - Fico sem saber o que falar.

A verdade é que eu também achei, pois sempre me apaixonei por meninas e já tive algumas namoradas, por isso foi uma surpresa quando percebi o que sentia por Chikara.

- Não acho que eu seja gay, mas também não sou hetero. - Falo coçando a nuca.

- Tipo uma pessoa bissexual? - Ela pergunta.

Hum... Eu já li sobre isso, Bissexuais são pessoas que gostam dos dois gêneros, feminino e masculino, mas não são iguais aos Pansexuais, que, se eu não me engano, não se importam com o gênero, coisa que importa para os Bissexuais.

- É, acho que sim. - Falo pensativo.

- Então mulheres também te traem? - Ela pergunta se aproximando mais de mim.

Antes eu não me importaria com essa aproximação, nós somos amigos a muitos anos e eu sei que esse é jeito dela, que ela gosta de estar perto e de tocar nas pessoas, mas por algum motivo, talvez o jeito que ela perguntou ou o sorriso estranho em seu rosto, eu me afastei até ficar bem ao lado de Chikara e sentir sua mão perto da minha.

- Bem, considerando que já namorei meninas, sim, mas no momento eu só tenho olhos para uma pessoa. - Respondo forçando um sorriso.

- Entendo... - Ela murmura voltando para trás do balcão. - Já vão pagar? - Pergunta sem me olhar.

- Sim. - Viro-me para Chikara que não para de encarar Mel como se quisesse furar sua cabeça. - Dê seus doces para ela passar. - Falo buscando o dinheiro na carteira.

- Pode deixar que eu...

- Não. - Falo pegando os doces de sua mão e colocando no balcão. - Eu disse que te daria os doces, então eu vou te dar os doces. - Lhe dou um beijo na bochecha e viro para Mel, que estava olhando a cena. - Quanto deu?

- O chocolate da Saeko é 100 e doces ficaram 30. - Ela responde enquanto colocava as coisas dentro de uma sacola.

- Ok, passe os doces no dinheiro. - Entrego a ela a quantidade certa e pego um cartão dentro da carteira. - E o da Saeko aqui. - A entrego o cartão e ela o passa na maquininha.

- Não sabia que tinha um cartão. - Chikara comenta.

- Minha irmã me deu para emergência e ontem disse que eu podia usar para comprar o doce dela, que ela iria repor o dinheiro certo depois. - Explico colocando a senha e logo pegando o cartão de volta.

Pego a sacola de doces e a entrego para Chikara, me viro e pego a caixa média de chocolates.

- Obrigada Mel, até a próxima. - Digo sorrindo.

- Até. - Ela responde um pouco seca, mas então um sorriso brota em seu rosto. - Talvez eu te ligue mais tarde para marcar de te encontrar. - Ela pisca para mim e então sai rebolando exageradamente para onde tinha ido pegar a caixa de Saeko.

Olhei da porta para Chikara, que estava com um olhar nada bom no rosto, aparentemente a provocação dela deu muito certo, mas eu não o julgo, eu também ficaria muito bravo e é possível que eu não teria o controle que ele teve.

Saímos da loja em silencio, silencio esse que se prolongou até voltarmos para a estação de metrô, Chikara nem me deixou segurar em sua mão. Nós só voltamos a nos aproximar quando entramos no metrô e ele estava cheio, novamente, nos fazendo ficar bem juntinhos.

- Está bravo comigo. - Falo baixo para apenas ele ouvir.

- Por que acha isso? - Eu poderia dizer que o tom seco dele já é uma resposta, mas não acho que isso vá melhorar as coisas.

- Não sei o que deu na Mel. - Falo pegando em seu queixo para ele me encarar. - Ela nunca fez nada do tipo, fiquei tão surpreso quanto você ficou com raiva. - Acariciei um pouco de sua bochecha. - Mesmo que ela me ligue, não vou atender se isso te deixa nervoso.

Chikara apenas concorda com a cabeça e se aproxima mais de mim, usando meu corpo como apoio para não cair no chão.

Estava tudo bem e apertado, até que o sinto ficar tenso e o vejo erguer a cabeça com os olhos arregalados na minha direção. Sua mão segura minhas camisa com força e ele morde o lábio inferior até sangrar um pouco.

- O que foi? - Pergunto baixo e ele apenas olha para baixo.

Sigo seu olhar e o que vejo me deixa chocado e com raiva.

No metrô, eu estava encostado em uma das laterais e Chikara na minha frente, de lado para mim e com o seu ombro encostando em meu peito. Quando segui seu olhar, o que encontrei foi uma mão que não pertencia nem a mim ou a Chikara, subindo por sua perna e quase chegando em... Bem, em seu membro.

Raiva subiu pela minha coluna. Peguei o ombro dele com minha mão direita e com a esquerda segurei a mão, troquei de lugar com ele e encarei o dono da mão, que era um homem velho de chapéu.

- Onde exatamente o senhor  acha que está colocando a mão? - Pergunto alto o suficiente para as pessoas ao redor ouvirem.

- Ah, desculpe, não percebi. - Ele disse rápido, puxou sua mão do meu aperto e desceu na estação seguinte.

Vire-me de costas para as pessoas, ficando de frente com Chikara que estava encarando o nada, me aproximei mais dele, praticamente o abraçando sem nem me importar com a caixa dentro da sacola em minha mão ou com as pessoas em volta.

Ficamos em silencio por todo o caminho até a casa de Kageyama, achei melhor leva-lo para casa ao invés do parque, já que ele parecia meio fora de órbita e porque muita coisa já tinha acontecido por um dia.

 

POR FAVOR, LEIAM AS NOTAS DO AUTOR E AS NOTAS FINAIS!


Notas Finais


Hey, espero que tenham gostado do capítulo, desculpe pelos erros :D

Eu queria dizer para vocês que eu estou planejando postar outra história, que já tem alguns capítulos prontos e ela não é de Haikyuu, é de Naruto. Quando eu postar eu deixo o link aqui para vocês verem se gostam ou não, mas por que eu estou falando dessa outra história? É que podem ocorrer mudanças nas postagens de capítulos para que eu consiga encaixar tudo no tempo que eu vou ter.

A principio eu planejo continuar como está, postando um capítulo por semana das duas histórias, porém se eu ficar sobrecarregada eu vou pensar em outro jeito :D

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