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História Amor Imperfeito (BakuDeku),(Em Revisão) - Capítulo 11


Escrita por:


Notas do Autor


Pequeno né?viram o tanto de palavras? Perdão, eu fiz cedo.
Literalmente eu acordei e pensei "pqp eu tenho que escrever aquela fic agora". Se eu não fizesse isso naquela hora não iria fazer tão cedo(era 5 da manhã)

Perdão erros ortográficos, eu estava "viajando" e acabou que o capítulo talvez tenha saído meio brisado.

Boa leitura!

Capítulo 11 - O passo da reaproximação


CAPÍTULO 11- O PASSO DA REAPROXIMAÇÃO 


"Os traumas do passado não podem ser desfeitos, mas podem sim, ser superados"


O esverdeado chorava desolado depois de acabar de contar a lembrança que mais lhe doía ao loiro. Seu peito doía só de lembrar daquela maldita noite, suas mãos tremiam e ele só queria morrer. A cada flash de lembraça que tinha ele se sentia sujo, nojento, com o passar dos anos passou a odiar seu próprio corpo.

Katsuki estava pasmo, chocado e enfurecido. Óbvio que ele sentia ódio, sentia ódio do maldito homem que invadiu o corpo do menor, sentia ódio por aquilo ter acontecido com seu bem mais preciso....sentia ódio de si mesmo por não ter estado lá. Midoriya havia passado por uma verdadeira tragédia e onde ele estava quando ele precisou? E por quê? Por que existe pessoas daquele jeito?Izuku nunca fez mal a ninguém!ninguém merecia passar pelo que o menor passou.

─Deku...─ Sussurrou fitando a expressão alheia. O esverdeado chorava em prantos, chorava como uma criança. Katsuki sentiu seus olhos arderem novamente, o sentimento de inutilidade tomou conta de si. ─ é tudo culpa minha!─ abaixou a cabeça com as lágrimas ja descendo.

Midoriya estava farto, o fardo que pensava ter sido descarregado continuava ali e seus olhos já estavam inchando. Mas ouvir aquilo sair da boca alheia o fez chorar mais ainda, ele não queria ouvir aquilo, por que iria?o que estava feito não tinha concerto. Ele aguentou aquela dor por longos 7 anos, aquelas palavras não lhe ajudavam em nada.

Fora então que Katsuki se tocou do que tinha falado, como pôde?Izuku não queria saber de quem era a culpa, afinal já estava feito. Ele aguentou tudo aquilo sozinho por anos e agora havia lhe dito, ele com certeza não esperava apenas "a culpa é minha".

Por isso sem pensou antes de enrolar o menor em um abraço, seus braços rodearam o corpo pequeno que embora não tenha retribuído se sentia mais leve, aquele era um abraço necessitado que ele esperou por anos, enfim havia chegado.

─você foi forte─ murmurou no ouvido alheio. Midoriya sentiu aquilo lhe acertar em cheio, ele já tinha ouvido aquelas mesmas palavras de sua terapeuta:"você foi forte", "você é forte", "você consegue". Palavras comum a quem faz terapia, mas sempre que o sardento ouvia aquelas palavras nada mudava, não lhe afetavam em nada. Então por que se sentia afetado quando Katsuki falou? apertou os punhos sentindo como se a dor estivesse neles.

─eu tô' aqui com você...─ acariciou os fios verdes que estavam bagunçados, aquele cabelo rebelde nunca mudaria. ─Eu não vou mais te deixar sozinho ─ os braços do menor receiaram um pouco em corresponder ao abraço. ─eu prometo!─ levantou delicadamente o rosto do sardento que ouvia tudo atentamente. ─eu prometo que vamos superar isso juntos!

"Típico", foi o que Izuku pensou. Aquilo seria algo típico de Katsuki se ele ainda tivesse 10 anos. Ele não havia mudado por completo, o sardento só não sabia dizer se àquilo era bom ou ruim. Mas uma coisa ele sabia, aquelas palavras por mais invão que parecessem haviam lhe deixado mais leve. Podiam ser apenas promessas que no fim não seriam compridas mas ele se sentia mais confortável com o loiro e nem ele entedia o motivo. Era por que eram melhores amigos?por que ambos já haviam sofrido? Ele não sabia e nem se importava, mesmo que algo em si gritasse palavras como "ele vai te deixar", "ele não vai cumprir essa promessa", ele acreditou nas palavras do loiro.

___°____°____°

─ se sente melhor?─ perguntou preocupado estendendo o copo de chocolate quente para o outro que pegou assentindo se sentando melhor no sofá.

Meia hora havia se passado depois de todo o desabafo, os olhos de ambos continuavam inchados mas aquilo não parecia ser problema no momento. Os dois pareciam mais calmo e Katsuki se sentia mais leve vendo que o menor não chorava como antes.

Ele sabia que ter desabafado tudo aquilo deve ter sido difícil e doloroso, os flash acompanhado do dor...o loiro sente seu coração apertar só de lembrar o que o esverdeado passou e vivenciou.

─quer dormir aqui hoje?─ quebrou o silêncio fazendo Izuku se surpreender. Midoriya não sabia se aceitava ou não, tivera sido tão de repente e até minutos atrás ele só queria ir embora. Mas depois de tudo que passou ele não queria dormir sozinho, não hoje, não depois de relembrar aquelas malditas memórias.

─sua mãe não vai achar estranho? Digo, ela deve achar que cortamos amizade ─ respondeu meio receoso lembrando da maneira de recebeu a mulher em sua casa.

─ a velha não é problema, ela te adora então nem tem que se preocupar ─ disse simplista e novamente olhou para o menor ─mas...e sua mãe?─

Aquela era uma pergunta e tanto, mas e Inko?Katsuki podia jurar que essa lhe odiava, depois de tudo que Midoriya passou por sua causa ele nem estranharia.

Mas Izuku sabia que não era bem assim, a mulher não o odiava porém também não gostava de si. Inko atualmente tem sentimentos conturbados quanto ao loiro, nem Midoriya sabe se sua mãe o odeia ou não. Temia que sim.

─eu posso ligar pra' ela ─ deu ombros tirando o aparelho do bolso e notando agora as três ligações perdida de sua mãe. Por que ele colocou o celular no silencioso? Sua mãe agora estava preocupada por sua culpa.

Ele levantou e colocou o copo em cima da pequena mesa, andou até a cozinha e suspirou receoso antes de ligar. Depois de cinco segundos a mulher atendeu.

-filho!onde você tá'?está bem?!

-mãe, se acalma, eu estou bem. Tô' na casa da tia Mitsuki

-...

-olha mãe, eu sei que é difícil para você, também é para mim mas...

-você está me preocupando Izu

-não é nada grave!mas...eu vou dormir na casa do Katsuki hoje, tudo bem para você mãe? 

-...

10 segundos se passaram em silêncio e Izuku temia o pior, talvez recebesse um belo e claro "não", ou sua mãe aparecesse ali e o levasse de lá. Ele não sabia ao certo

-mãe?

-você está bem com isso filho? 

Claramente ele entendeu a pergunta. Inko ainda tinha receio em deixar o filho com o antigo amigo, sempre quando estavam juntos o sardento acabava se machucando e se dependesse de Inko os dois não se veriam por um bom tempo. Mas, Izuku era um rapaz crescido que em breve completaria 18 anos, ele precisava tomar suas próprias decisões e superar seu passado. Inko sabia disso, sabia muito bem que não podia prender e cuidar do filho para sempre, ele mesmo teria de fazer isso.

-sim

-então tudo bem

-sério?!

Mesmo não querendo, sua voz acabou saindo um pouco animada. Não por dormir na casa do antigo amigo mas sim por sua mãe está superando aos poucos aquelas barreiras deixada pelo passado.

-cuide-se filho, não esqueça de comer e escovar os dentes 

-eu sei mãe 

Deu uma pequena risada nasal.

-eu te amo Izu

-também te amo mãe

O logo se encerrou a ligação.

Midoriya estava feliz por sua mãe, ele sabia que depois do trauma de Infância a mulher havia ficado bastante mal, o trauma afetou ambos de forma inimaginável. Izuku lembrava de como foi triste ver sua mãe entrar na depressão por sentimentos de culpa pelo que aconteceu. Não era sua culpa, aquilo era óbvio mas como mãe, Inko se sentiu quebrada quando viu o estado físico e mental do filho.

Os dois superariam tudo aquilo juntos, ou melhor, os três superariam aquilo juntos. Sim, três. Por mais que fosse bobo, Midoriya havia acreditado profundamente nas palavras do loiro.


Notas Finais


Não foi completamente revisado, farei isso mais tarde.

Já superaram o capítulo anterior ?sinto que não:_: é difícil, eu entendo.

Foi pequeno né?teve lágrimas e risos nesse capítulo. Pra quem tá cansado do drama e tristeza, relaxem, agora vai começar as coisas boas e fofas, a reaproximação! De pouco a pouco. Afinal esta é uma fic de arcos, terá vários!(ou eu espero).

O que acharam?


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