História Amor inesperado - Capítulo 39


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Categorias Ashley Benson, Demi Lovato, Ian Harding, Keegan Allen, Lucy Hale, Pretty Little Liars, Shay Mitchell, Troian Bellisario, Tyler Blackburn
Personagens Ashley Benson, Demi Lovato, Lucy Hale, Shay Mitchell, Troian Bellisario
Visualizações 47
Palavras 2.707
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


ALELUIA SENHOR!

Vamos levantar as mãos para o céu e agradecer que finalmente eu tirei essa bichinha do poço. Agora que estou de férias quero tentar voltar a escrever ela. Me desculpem pelo capítulo ruim, eu sei que ficou uma bosta mas eu prometo que me esforçarei mais para os próximos.

Pretendo postar sábado sim, sábado não. Okay? Então, como já publiquei hoje nos veremos dia 29 de setembro.

Beijo no coração e boa leitura.

Capítulo 39 - Eu juro que tentei


Fanfic / Fanfiction Amor inesperado - Capítulo 39 - Eu juro que tentei

Descer de um avião nunca foi tão bom para mim, era a marca do fim de uma era sombria. O ar puro do aeroporto tinha uma energia leve e revigorante de recomeço. Comecei a sorrir mesmo sem notar, porque era mesmo difícil não me encher de esperanças e previsões otimistas depois dos últimos acontecimentos. Na minha frente, Ashley e Shay desfilavam em seus saltos agulha agarradas nos braços uma da outra enquanto cochichavam sobre algum mistério inerente apenas à elas, em meio aos nossos fãs.

Durante o vôo do Brasil para Los Angeles pude escutar alguns sussurros do Tyler nos bancos traseiros do nosso compartimento e ele se oferecendo para pegar um tipo louco de suco de limão com chá verde, que a Ash é vidrada, para ela e depois que ele voltou os dois não pararam mais de conversar. Eu ainda não sei bem o que se desenrolou desse pequeno momento de irmandade entre eles, já que ela só parecia estar empolgada para contar sobre para a Shay. Mas sabe, não vou mentir que me incomoda ser deixada de lado porque seria hipocrisia da minha parte e eu odeio pessoas sem caráter. Porém, também não me julgo por sentir enciumada. Passei grande parte dessa viagem tentando unir o casal do ano e quando parece dar certo, a minha amiga está mais empolgada em falar disso com outra pessoa e nem sequer me dá bola. Mas por outro lado, estou tão, tão contente em ver o clima entre nós amenizando que larguei um foda-se meu incômodo. Estou mais feliz por ela do que isso. É muito mais importante ver a Ash feliz e o Tyler menos tenso. Olhei para trás e o vi descendo a pequena escada do transporte aéreo e tinha um ar presunçoso em seu sorriso quando me encarou. Eu sorri de ladinho, insinuando claramente minhas desconfianças e tive a completa certeza que ou Keegan já havia contado algo ao Ty sobre nossa volta ou Tyler me procuraria para falar sobre Ashley mais tarde.

Os meus últimos dias no Brasil foram simplesmente encantadores e eu acho que nunca serei capaz de esquecer do que vivi por aqui. As discussões bobas, as lágrimas, as declarações, a imagem de Keegan tocando sobre nós no hotel, a forma como descobri que ele SIM se importava conosco. Eu fui capaz de aprender tanto! É claro que fiquei magoada quando disparou o boato, verdadeiro, sobre eu e meu irmão e Keegan me ofendeu. Fiquei arrasada porque a gente nunca quer ser julgado, ainda mais quando se trata de sentimentos ou convicções suas... De verdade, eu pensei que não seria capaz de perdoá-lo, mas aqui estou eu sorrindo boba porque sei que estamos juntos novamente e agora, talvez... Eu me sinta segura o suficiente para assumir nosso amor para o mundo. Foi aqui que eu comecei a repensar minhas atitudes. Uma vez, depois da nossa volta, nos bastidores daquele programa de televisão, dei de cara com um senhor de idade que estava sentado na beira da calçada perto da saída de um restaurante onde fui almoçar com o Keegs. Eu saí primeiro para não levantar suspeitas e aquele moço de pele escurecida pelo sol, barba branca embaraçada e cabeços longos tomados pelo mau-cheiro costumeiro de alguém que não tinha uma casa, ou sequer um prato para comer e hábitos diários de higiene, começou a falar sozinho. Eu me aproximei um pouco assustada porque estava tarde da noite e o questionei se ele estava perdido e precisava de ajuda para voltar para casa.

O senhor, muito educadamente negou com a cabeça e disse que família é quem te ama e nem sempre as pessoas que tem nosso sangue merecem esse título. Pressupus, portanto, que ele não tinha um familiar para a quem recorrer. Ele olhou para a calçada suja ao nosso redor e sorriu sarcástico para um mundo de ilusões que claramente só existia na cabeça dele, mas de alguma forma eu não pude deixar de me identificar com suas palavras intensas. Ele balançava a cabeça para um lado e para o outro lentamente enquanto emitia sons baixos e reflexivos dizendo que rancor é um buraco na alma. Ele repetia a frase como se tentasse se livrar de uma lembrança ruim. Eu me questionei se ele havia perdido a família dele assim, por brigas impulsionadas por rancor. Dizia que, não se pode limpar o chão se estiver com os pés sujos. Você não pode desejar felicidade se a constrói sobre um oceano de inseguranças e memórias ruins de um passado que não existe. Um peso sobre meu ombro direito me fez saltar, mas então me dei conta de que era apenas a mão de Keegan me tocando. Seus olhos azuis doces cheios de preocupação procurando pelos meus como se tentasse ler os meus sentimentos. Senti meu coração aquecer naquele momento, será que o perdão era mesmo a melhor solução? Não sou limpa, também tenho os mesmos pés sujos que Keegan quando me julgou então eu deveria apenas aceita-lo e ajudar a limpar nossos passos futuros juntos? Aquele senhor, eu quis voltar para agradecê-lo por me fazer enxergar o que já estava a um palmo da minha face, mas acabei não saindo do meu carro luxuoso para voltar a lhe oferecer ao menos uma refeição decente e me senti pela primeira vez um completo lixo. Anotei na minha lista mental que talvez eu devesse tentar oferecer alguma ajuda a pessoas necessitadas quando voltasse para casa.

Quantas vezes eu passei homens como ele e não ofereci sequer um centavo para ajudar a juntar para suas necessidades básicas? Será que ele tinha ao menos a chance de ter um tratamento médico ideal em seu país? Ele parecia tão debilitado, mas ainda estava consciente então ainda era possível a chance de uma recuperação. Depois daquele dia eu mudei minha postura com o Keegs e ninguém entendeu o que tinha passado comigo. Ficavam perguntando coisas, como: — O que diabos deu em você? — Mas eu não tinha como responder. Eu devo muito ao Brasil. Devo pelo amor que recebi, pelos aprendizados, pela renovação espiritual que sua vegetação rara me proporcionou e pelas memórias lindas que criei com Keegan em suas terras depois que, enfim, decidimos voltar. Agora eu não conseguia parar de pensar em como nossas mãos se encaixavam bem uma na outra e da sensação gostosa de vir o vôo todo agarradinha com ele. O frio estava intenso durante a madrugada, já que precisávamos e estar dispostos durante a tarde em Los Angeles para a primeira reunião de PLL antes da volta às gravações. Ele esfregava a pontinha do nariz no meu pescoço preguiçoso e murmurava baixinho o quanto ele era apaixonado pelo cheiro da minha pele. O jeitinho grave da voz dele quando estava sonolento me arrepiando até a nuca e deixando um sorriso besta desenhar meus lábios. Meu peito batia afoito enquanto ele esfregava o polegar sobre as costas da minha mãe, em seguida entrelaçando nossos dedos. Acabei adormecendo com ele assim, encostado com a cabeça todo tortinho no meu ombro.

Shay estava rindo elétrica quando acordei ouvindo seus sons histéricos comuns de quando tinha crise de risos. Lucy balançava a cabeça para os lados sorrindo no cantinho com sua postura de ‘não quero me envolver’, mas envolvida até o pescoço. Demorei a entender do que elas estavam rindo, mas uma onda de realismo passou pelos meus olhos assim que vi o celular apontado para a minha direção e de Keegan e o bolinho que ela, Tyler e Ash faziam ao redor do aparelho.

— Me diga que vocês não fizeram isso! — Clamei com os olhos arregalados, já me sentindo apavorada. Mas minhas suplicas a deus e todos os santos para que nenhuma foto minha de amorezinhos com meu quase-namorado fosse publicada nas redes sociais foram por água abaixo, assim que levantei afoita e peguei o celular das mãos delas e vi a bendita. Ela já tinha publicado. Keegan levantou meio perdido por ter perdido seu travesseiro de repente e piscava lento olhando para os lados tentando descobrir onde estava e eu até daria risada e beijaria lentamente suas bochechas por ele conseguir ser tão lindo em momentos simples como esse, mas não dava. Eu ainda estava petrificada querendo esganar essas pestes que tinham acabado de me explanar para todo mundo.

— Vocês tem merda no lugar do cérebro? — Resmunguei rabugenta esfregando a mão sobre meu couro cabeludo. Eles só sabiam rir, de mim, da cara de Keegan ainda sem entender retirando o cinto ao ver que já estávamos pousados, da foto, das conseqüências. Eles simplesmente achavam hilário o fato de expor uma foto das nossas mãos juntas dormindo agarrados em meio a um vôo de trabalho. Já eu, sabia que mesmo sem mostrar nossos rostos dava para saber quem era e que de qualquer maneira alguém ali poderia sofrer com essa brincadeira. Rian levantou batendo palmas como se dissipasse um punhado de vacas em um pasto.

— Vamos sair logo, chega de fofoquinha! — Gritou se aproximando de nós enquanto a equipe aérea abria a porta e começava a nos direcionar para fora.

Se eu ainda estava puta? Talvez um pouco, mas um lado do meu coração se aquecia com a possibilidade de mais dessas fotos virarem rotina nas nossas páginas pessoais e começar a demonstrar em público o quanto eu amo aquele homem. E, de fato, a foto estava mesmo muito bonita. Todo o nosso amor explícito naquele momento era palpável e sincero e se eu tivesse coragem esfregaria na cara da sociedade. O vento balançava meus cachos desgrenhados por toda a minha face e eu me perguntei por que ainda estava usando meus óculos ridículos de leitura. Keegan veio caminhando lentamente até onde eu estava enquanto eu tentava disfarçadamente tirar os óculos de grau e colocar na minha mala de mão de couro preto. O vento não me ajudava muito a enxergar em qual bolso estava colocando, mas depois teria tempo para procurar melhor. Gritos se intensificaram e minhas bochechas queimaram quando eu notei que o toque leve nas minhas costas era das mãos do Keegs e que aqueles gritos eram para a gente. Levantei meu olhar em choque enquanto olhava para frente assustada demais com aquele som ensurdecedor.

Meus passos travaram e eu sentia que iria desmaiar se não fosse pela força que os dedos de Keeg fizeram na minha cintura me mantendo de pé. Ele estreitou os nossos corpos e deu um sorriso de lado, daqueles estonteantes que marcavam os lados da sua boca. Shay olhou para trás assim que atravessou os portões para a saída do aeroporto, em frente ao nosso carro, e se uniu aos fãs dando pulinhos com os braços para o alto gritando ‘lindos’ e ‘meus filhos’ enquanto Lucy gargalhou e complementou com um ‘fui eu quem criei’ antes de empurrar as meninas para dentro do veículo. Passamos pelo meio dos nossos fãs e eu fiquei ainda mais tonta com toda aquela agitação. Então era isso? Eles estavam gritando... Por nós? Olhei para o meio da multidão tentando enxergar os olhinhos brilhosos de alguns fãs e chorosos de outros. Eles nos diziam palavras de apoio, de amor. Alguns flashes disparavam em nossa direção e pude reconhecer uns jornalistas conhecidos no meio das pessoas amontoadas ao redor do veículo. Eles pareciam vidrados no acontecimento, mas eu não fazia a menor ideia do motivo por trás de todo esse alvoroço até entrar no carro. Não era apenas por causa da quase confirmação de um suposto namoro de elenco.

Era devido àquela confirmação escandalosa!

Entramos no veículo e encontramos nos bancos da frente Ryan, Marlene e duas mulheres que eu pessoalmente não reconhecia, mas elas me conheciam muito bem. A senhora King nos fitou por cima dos ombros com um olhar um tanto repreensor, porém, também amoroso. Estremeci um pouco sentindo-me como uma criança que fez merda prestes a levar um puxão de orelha dos seus responsáveis. Keegan não olhou para mim, mas disfarçadamente apertou meus dedos entre os seus passando a mensagem silenciosa de que de alguma forma ficaríamos bem.


***

— Qual é a sua decisão?


A mulher deixou sua bolsa sobre a mesa da sala de Marlene e apoiou as palmas das mãos sobre a mesma encarando-a. Um sorriso divertido esboçado entre os lábios daquela mulher maldita que infernizava sua vida desde que se conheceram. Marlene jogou a cabeça para trás pousando sobre o apoio da cadeira com um semblante cansado.

 

— Podia ter apenas mandado uma mensagem, não precisava vir até aqui para perguntar isso.


Ela puxou o lugar vago ao seu lado e sentou elegante cruzando as pernas com o salto agulha avermelhado pendendo no ar. Os óculos escuros davam um ar misterioso à Joy Mangano que fazia de seu rosto triangular e fios channel dourados a personificação de empoderamento. Curvou-se sobre a mesa virando o rosto delicado de lado, um sorriso singelo entre os lábios finos.

 

— Vamos lá, temos pouco tempo. — Incentivou. — Além do mais, eu acho que já lhe dei prazo suficiente para que possa decidir. Caso contrário, não ficarei nem um pouco triste em mandar os dois embora.

 

Marlene levantou o rosto, levemente empalidecido, no exato momento em que Joy ergueu seus óculos e mostrou o brilho cruel dos seus olhos esverdeados.

 

— Vocês pretendem mesmo demiti-los? Não podem fazer isso, eles são nossos atores principais. Será impossível dar um desfecho decente a minha criação sem a Troian e o Keegan.

 

— Marlene, decida-se. Ou ela ou ele, você não pode manter os dois nesse elenco e eu não abrirei mão da minha decisão.

 

— Seu posicionamento é insensato, Joy. Por que o relacionamento dos dois não pode acontecer? Qual a relevância da vida pessoal deles para a companhia? Que eu saiba, não existe nenhuma lei que os proíba de se relacionarem.

 

A mulher bufou cansada e deslizou as mãos uma sobre a perna pousando sobre o joelho.

 

— Queridinha, seja inteligente. Por que eu arriscaria a imagem da minha empresa para apoiar uma pouca vergonha como essa? Troian Bellisario está envolvida em um escândalo que só tende a ficar pior. Não quero que sobre nenhum resquício dessa merda em que ela se envolveu para nós. — Ela levantou-se da cadeira, puxou a bolsa que estava apoiada na mesa e deu as costas para a mulher marchando rumo à saída. — Quero o roteiro na próxima temporada na minha mesa até sexta-feira, ou considere-se demitida.

 

O som oco da porta se batendo soou, Marlene debruçou-se sobre os próprios braços na mesa. De repente, ela se sentia exausta e desesperada. Sexta-feira era o seu último prazo, então. O barulho ecoando em sua cabeça parecia não ter fim ficava cada minuto mais alto tirando-a da pouca capacidade de concentração que ainda corria em seu cérebro. A secretária bateu na porta e entrou portando uma pasta com documentos nas mãos chamando-a. Marlene ergueu o corpo se sentindo mole e atordoada ao mesmo tempo. O amontoado de papéis pareciam ser apenas contratos a serem assinados de início. Mas aos poucos, a imagem já borrada começou a formar uma figura coerente. Piscou algumas vezes, a secretária perguntava se estava se sentindo bem, mas sua voz parecia distante e levemente distorcida. Ela pousou os papéis sobre o notebook fechado a frente da diretora e se deu conta de que não eram contratos. Aquelas folhas acinzentadas portavam de letras garrafais, o título “The New York Times” e uma fotografia imensa de Donald Bellisario sendo levado em uma maca para dentro do hospital. Abaixo, uma foto antiga da adolescência de Troian abraçada ao seu irmão Chad e a mensagem: “Atriz é culpada pela hospitalização do pai, um dos maiores diretores de Hollywood”. Ela tomou o jornal nas mãos e folheou depressa em busca da reportagem. A matéria tinha quatro laudas completas, diversas ilustrações com fotos de antigas à recentes de Troian e do irmão e uma descrição detalhada e mentirosa de como o produtor Donald Bellisario havia infartado após tomar conhecimento do relacionamento incestuoso entre a filha e o enteado.

— Oh, droga! Aquela filha da puta me enganou. — Berrou, jogando o jornal longe. O nome de Lindsay ocupada a última linha assinando o ultimato que acabaria com seu trabalho duro.



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