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História Amor Inmortal - Capítulo 10


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Notas do Autor


Ahh quarentena viu...hehehe
Bom gente, eu vou deixar a minha inspiração de figurino e entrada triunfal do Kevin para o capitulo de hoje e vou deixar também a trilha sonora principal da fic...
Espero que vocês gostem :)

Capítulo 10 - First look


Nosso anfitrião descia as escadas de forma bastante altiva, olhando pessoa por pessoa naquele salão e pude notar que algumas mulheres faziam comentários ou soltavam algumas risadinhas quando ele passava por elas. Ele tinha os cabelos longos e negros, um cavanhaque bem feito no rosto, vestia um longo casaco bordô, uma camisa branca com um colete da mesma cor do casaco. O casaco tinha pequenos detalhes dourados nos punhos e nos botões, vestia calças pretas e um par de botas também pretas e bem lustrosas.

Ao chegar ao pé das escadas, foi interpelado pelo prefeito da cidade, sua esposa e filha.

- É com imenso prazer que recebemos em nossa cidade o conde de Rickshere! – ele estendeu a mão

- O prazer é meu por ser tão bem acolhido, senhor prefeito! – apertou a mão dele – Espero que tenham uma noite agradável – pegou uma taça de champanhe que um empregado trouxe – Saúde! – todos ergueram a taça juntos e brindaram no ar.

Logo a banda começou a tocar e no meio do salão, se formou uma pequena “quadrilha”. Os casais dançavam animadamente e ao redor, os demais conversavam e riam de amenidades! Eu aproveitei para caminhar entre as pessoas, fui percorrendo os cantos do salão de baile até chegar numa sala onde estava minha mãe, tia Helen e outras senhoras conversando.

- Amy! – minha mãe me viu e veio me abraçar – meu amor, quantas saudades!

- Muitas, mamãe – nos olhamos – Como você está? Aquele ogro lhe fez alguma coisa? – olhei ela dos pés à cabeça e notei que em 3 meses, minha mãe parecia ter ficado mais “velha”.

Ela carregava um semblante cansado e triste, mesmo com toda a maquiagem feita para a ocasião, seus olhos já não brilhavam como antes e pude notar alguns cabelos grisalhos querendo escapar de seu penteado. Mas seu sorriso era o que me confortava, seu abraço quente e cheio de amor me acalentava!

- Está tudo bem, minha filha e por favor, não chame seu pai de ogro! Ele não está nada bem – eu fiz uma careta

- Mãe, você não quer enxergar a verdade, ele perdeu completamente a razão e.. – voltamos a nossa atenção para o final do corredor

Algumas vozes alteradas ecoavam por detrás da porta, claro que os demais convidados sequer perceberam o que estava ocorrendo naquela sala, afinal, música e bebidas regavam aquela noite. Nosso grupo estava um pouco mais perto e conseguia escutar algumas palavras como “Isso nunca vai acontecer”, “Eu não aceito” e “Eu preciso de mais tempo”.

Então vi meu pai sair apressado e atrás, tio Robert tentando acalmá-lo. Eles disseram alguma coisa e depois seguiram pelo corredor. Eu fui caminhando por onde eles haviam passado e os encontrei na porta de acesso ao jardim do palacete.

- Thomas fique calmo! Não é assim que irá resolver as coisas. – tio Robert falava com meu pai

- Eu não quero me acalmar, Robert – ele olhou para meu tio – Eu quero acabar com a raça desse bastardo desgraçado! – ele gritou

- Pai, Tio..tá tudo bem? – me aproximei e eles me olharam

- Quando eu achei que a noite estava ruim, ela ficou pior ainda – meu pai passou por mim pisando forte e me jogando para o batente da porta

- Thomas! – tio Robert foi atrás dele

Eu já estava cansada de ser maltratada por Thomas Adams e fui atrás de ambos. Assim que voltei para o salão de baile, vi ele arrastando minha mãe pelo braço, meus tios tentando apaziguar o escândalo que meu pai estava causando e tentar, assim, acalmar a situação.

- Thomas por favor, vamos conversar! – ele segurou no braço de meu pai, que se esquivou

- Eu não tenho mais nada para falar com você, com aquele bastardo ou com quem mais for.

- Nem mesmo com a sua filha? – eu apareci – Ou se esquece que carrego seu sangue em minhas veias também?

- Você – ele veio para perto de mim, mas tio Robert o segurou – tudo isso é culpa tua! – ele apontou o dedo

- Mais uma para colocar na minha listinha de “culpas” – abri os braços ironicamente – qual foi o meu “pecado” dessa vez, sr.Thomas? – cheguei perto

- Não me faça perder a cabeça com você garota! – ele tinha os olhos avermelhados

- Thomas, chega! – minha mãe entrou na frente dele – Você está...está bêbado de novo? – ela sentiu o cheiro forte de Bourbon em seu hálito e virou o rosto com ânsia

- A carruagem chegou, Robert ajude-o a entrar – tia Helen se afastou com minha mãe

- O que aconteceu mamãe? – Louise chegou e estava acompanhada de um rapaz

- Nada minha filha, seu tio que não está se sentindo muito bem – ela o olhou por cima dos ombros – meu amor, por favor, leve sua prima para dentro.

- Claro – ela veio na minha direção - Amy, vamos dançar? – ela tocou no meu braço e eu a olhei

- Eu não quero dançar, Louise – me desvencilhei dela – Quero que o grandessíssimo senhor Thomas me diga qual é a minha culpa de hoje, já que tudo o que acontece de errado com ele, é de minha responsabilidade! – ele me olhou e veio na minha direção

- Sua atrevida – ele ia levantar a mão para me bater

- Já chega Thomas! – tio Robert gritou com ele – Eu vou levar você neste exato momento – arrastou ele para a carruagem.

- Me esperem um minuto – minha mãe se aproximou de mim – se cuida meu amor! – ela deu um beijo em meu rosto

- Mãe, não vá.. – ela me olhou e disse “nos vemos outro dia” e entrou na carruagem.

Meu tio trocou algumas palavras com tia Helen, deu um beijo nela, em Amy e em mim e entrou com minha mãe na carruagem. Assim que eles cruzaram o portão, tia Helen e Amy tentaram me levar para dentro do salão de bailes, mas eu não queria! Minha vontade era de estar junto de minha mãe e entender o que estava acontecendo com meu pai.

- Amy, minha querida, vamos - Tia Helen pedia – não adianta nada ficar aqui parada!

- O que aconteceu com meus pais tia? Com a minha vida? Porque tudo isso? – eu a olhei com os olhos marejados

- Ah criança – ela me abraçou – eu gostaria de poder responder suas perguntas, mas infelizmente o que posso te dizer agora é: esqueça tudo por alguns momentos e vamos tentar nos divertir! – ela levantou meu rosto

- Vamos dançar um pouco Amy, você vai se sentir bem melhor – Louise passou o braço por meus ombros

Voltamos para o salão, mas eu não tinha a mínima vontade de dançar e Louise, pelo contrário, se divertia no meio do salão. Ela estava bastante empolgada com seu par durante as valsas, podia escutar sua risada animada e ver certos olhares entre eles. Tia Helen estava um pouco mais afastada, sentada numa mesa com várias outras senhoras e rindo de amenidades qualquer.

- Champanhe senhorita? – um serviçal apareceu me oferecendo uma taça. Eu peguei e agradeci

- Boa noite! – aquela voz rouca surgiu atrás de mim – Acho que não fomos apresentados?! – eu o olhei por cima dos ombros e depois me virei para ele. Era ele, o anfitrião da noite e aqueles olhos verdes que havia visto anteriormente.

- Não, não fomos apresentados – eu segurava firme a taça de champanhe em uma mão, enquanto a outra, ele levava aos lábios para depositar um beijo

- Kevin Scott Richardson, a seu dispor senhorita..?! – ele me olhou enquanto beijava minha mão e acariciava de leve

- Amélia Adams – fiz uma pequena reverência

Naquele momento, um arrepio tomava meu corpo dos pés a cabeça.


Notas Finais




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