História Amor, loucura e preconceito - Capítulo 2


Escrita por: e AnimeRKun

Postado
Categorias Naruto
Personagens Anko Mitarashi, Asuma Sarutobi, Chouji Akimichi, Chouza Akimichi, Danzou Shimura, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hana Inuzuka, Hanabi Hyuuga, Hinata Hyuuga, Hiruzen Sarutobi, Hyuuga Hiashi, Ino Yamanaka, Inochi Yamanaka, Iruka Umino, Itachi Uchiha, Jiraiya, Kabuto, Kakashi Hatake, Kankuro, Kiba Inuzuka, Kisame Hoshigaki, Konohamaru, Kurenai Yuuhi, Madara Uchiha, Maito Gai, Muta Aburame, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Personagens Originais, Rock Lee, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shibi Aburame, Shikaku Nara, Shikamaru Nara, Shino Aburame, Temari, TenTen Mitsashi, Torune Aburame, Tsume Inuzuka, Tsunade Senju, Udon, Yamashiro Aoba
Tags Shibi
Visualizações 13
Palavras 1.642
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Hentai, LGBT, Luta, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi! Aqui estou para perguntar a vocês o que acham da história! É então? Como ficou esse capítulo?

Capítulo 2 - A situação do clã Aburame


Fanfic / Fanfiction Amor, loucura e preconceito - Capítulo 2 - A situação do clã Aburame

°•♡•° Malu: °•♡•°

Acordo e sigo pro banheiro pra escovar os dentes e pentear o cabelo, passando vinte minutos nesse processo.

Em seguida vou em direção à cozinha preparando um copo de achocolatado e tomando com biscoitos.

Deixo o copo na pia e sigo para fora de casa.

"O que fazer às sete e meia da manhã num sábado?", ir pra casa do Marcos perturbar! Satisfeita com isso sigo pela rua.

É então que tudo fica cinza e os sons param.

Na minha frente a imagem de um corpo se forma, alguém mais alto que usava um sobretudo típico dos Aburame.

Por um segundo sinto uma fagulha e isso me faz tocar no ombro dele, é quando tudo ao redor muda e eu posso ver uma clareira.

A fagulha no peito se intensifica e arde como uma pequena chama que parecia me ligar com aquela pessoa.

Malu: Você tá bem?

Foi quando ele se virou me deixando de frente com seus óculos escuros fundo de garrafa.

A gola alta me impedia de ver sua boca, mas os cantos dos olhos estavam molhados com lágrimas.

?: Quem é você?

Malu: Meu nome é Malu, e o seu?

?: Kyoya

Malu: Você não parece bem, o que aconteceu?

Kyoya: Nada de mais

Malu: Me conte em tom casual então

Kyoya: Nada de mais

Malu: O que exatamente?

Kyoya: Não precisa saber

Malu: Você parece precisar que alguém te ouça

Kyoya: Impressão sua

Malu: Pode ser, como pode não ser

O garoto não me responde.

Malu: Quantos anos você tem?

Kyoya: Isso não é importante

Malu: Eu tenho quinze e você?

Kyoya: Por que fala essas coisas para alguém que não conhece?

Malu: Não acho que você seja o lobo mau pra que eu tenha medo - Pisco um olho

Kyoya: Como pode ter tanta certeza?

Malu: Não tenho, só acho

O garoto suspirou.

Kyoya: Dezessete

Malu: Agora que nós nos apresentamos... Me diga… Qual sua cor preferida?

Kyoya: Para que isso?

Malu: Nenhum objetivo específico

Kyoya: Não vejo motivos para responder nesse caso

Malu: Oh, você é daquelas pessoas?

Kyoya: Pessoas?

Malu: Que precisam de uma explicação pra tudo e não tem um sentido pra viver

Kyoya: Sou desse tipo

Malu: Isso quer dizer que você não tem uma cor preferida?

Kyoya: Não tenho motivo de responder

Malu: Realmente, isso não deixa a situação melhor

Kyoya: Não tenho nada a ver com isso

Malu: Estamos falando nós então você tem meio que haver

Kyoya: Não

Malu: Salgado ou doce?

Kyoya: Que?

Malu: Dango

Kyoya: O que tem dango?

Malu: Você gosta dos dangos doces ou salgados?

Kyoya: Por que está me perguntando isso?

Malu: Distração

Kyoya: Distração?

Malu: Sim

Kyoya: Para que?

Malu: A vida é muito ruim sem distrações

Kyoya: Ela é assim quer queira ou não

Malu: Eu sei em primeira mão como ela é, por isso que se eu estou perdendo a guerra eu altero os fatores do campo de batalha

Kyoya: Não adianta, você só está atrasando o inevitável

Malu: Você pode vencer a guerra trocando de general

Ele não me responde, no seu silêncio eu sinto um laço sutil se formando entre nós.

Kyoya: Eu prefiro o preto

Malu: Eu gosto de cinza

Kyoya: Como você entrou nesse campo de treinamento?

Malu: Não sei, acho que tem haver com o meu chefe... Ele é meio surtado e gosta de me mandar pra lugares aleatórios

Kyoya: Mas como ele fez isso? Até onde eu lembro você foi se formando aos poucos

Malu: Deuses são surtados assim mesmo

Kyoya: Deuses?

Malu: Não me pergunte, entrei nesse negócio ontem

Kyoya: Como assim?

Malu: Ganhei esse negócio de aparecer do nada ontem

Kyoya: Como?

Malu: Conheci algo poderoso...

O encaro, por detrás daqueles óculos posso ver alguém que precisa falar.

Um jovem que teve as idéias presas, quais idéias foram enclausuradas? As de revolução, só não sei de quê ou quais.

Malu: Você está em guerra com quem?

Kyoya: Do que você tá falando?

Malu: Você está em guerra com alguém - Afirmo pacientemente

Kyoya: Não estou em nenhuma guerra

Malu: Se você não está em guerra é porque seu inimigo é forte demais pra ser vencido sozinho

Kyoya: Mas não estou em guerra

Malu: Oh, você está... Sua vontade de lutar fará você entrar no campo de batalha em algum momento

Kyoya: Você está errada

Malu: Você não precisa me contar, o que não munda a sua situação

Houve mais um momento de silêncio, infinitos minutos onde nós nos encaramos e respeitamos o limite um do outro.

Foi quando eu senti uma linha fazendo uma conexão entre mim e Kyoya.

Um pequeno suspiro veio do Aburame que logo arrumou os óculos

Kyoya: Quase todas as crianças do meu clã estão sofrendo na escola por conta de xingamentos além de estarem sendo isoladas e os pais tratam como frescura porque não gostam dos próprios filhos, a maioria se juntou por conta de ficarem mal vistos pelos anciãos que acreditam que é necessário casar cedo para manter a linhagem já que ninguém se interessaria por um de nós

Malu: Isso é pesado, mas não é a situação toda há algo mais que te incomoda e fere

Kyoya: Ninguém se interessaria por um Aburame

Malu: Por que?

Kyoya: Somos todos ignorados... Tratados como algo inexistente ou aberrações

Malu: É, eu sei qual a sensação de ser evitado como se fosse uma praga

Kyoya: Não tem como você saber

Malu: É o que acontece quando você tenta se matar e as pessoas descobrem

Kyoya: Por que tentou se matar?

Malu: Eu sempre fui a criança isolada, eu preferia livros e calças a vestidos e maquiagens... Nunca tive muitos amigos e as outras pessoas me xingavam por eu ser como sou... Falaram da minha aparência em um ponto que eu não consigo me sentir bonita na maioria dos dias, fora que eu sempre pareço ser insuficiente...

Uma pausa se inicia, encaramos um ao outro antes que ele prossiga.

Kyoya: Já nós adolescentes queremos poder agir do jeito que achamos melhor, só que os anciãos do clã acham que isso é inadmissível... Que não podemos escolher a forma de nos vestir e o que usar, consideram que isso desonra o nosso sangue

Malu: É o seu líder? Não faz nada?

Kyoya: Ele não se mexe, por algum motivo ele é apenas o cão do Conselho

Malu: Como assim?

Kyoya: Ele segue fielmente o conselho de anciãos

Malu: É o que vocês estão fazendo?

Kyoya: Estamos todos tendo que seguir as ordens dos anciãos, não temos palavra contra eles

Malu: Talvez tenham

Kyoya: Não temos

Malu: Você procurou nos lugares certos?

Kyoya: Lugares?

Malu: O que você sabe sobre a história do seu clã?

Kyoya: O que todo o clã sabe, que os Aburame aparecem em relatos cinco séculos após Rikudou Senin

Malu: Nesse caso existe um templo onde o seu clã presta homenagens

Kyoya: Como você sabe?

Malu: Os Aburame são um clã de mistério, respeito e estudo... Isso torna a vida entediante, mas até vocês precisam de algo pra acreditar

Kyoya: Como sabe disso?

Malu: Porque eu preciso de algo em que acreditar, é natural do ser humano

Kyoya: E como sabe disso?

Malu: Humanos ainda são humanos independente da armadura que coloquem, ou seja, independente de em que posição um homem está e por mais racional que ele pareça, em meio ao desespero ele ainda pedirá a algo superior uma iluminação

Kyoya: Todos são assim, é conhecimento universal

Malu: Até os Aburame estão inclusos nessa regra

Kyoya: Sim, e como sabe tanto do meu clã?

Malu: Ah, eu não sei muito sobre o seu clã

Kyoya: Como não?

Malu: Eu sei muito sobre os seres humanos, e os Aburame são humanos

Ele me encara como se eu fosse a primeira pessoa a afirmar isso para ele, como se ninguém mais tivesse lhe dito que ele é um ser humano e que por isso acredita em deuses independente do quanto estude a ciência, que ainda precisa desabafar sob estresse.

Humano.

Apenas humano.

Malu: Tem algo que você pode fazer pra ganhar um trunfo nessa guerra

Kyoya: O que tenho que fazer?

Malu: Vá ao templo do seu clã e peça as regras de conduta, provavelmente será uma sacerdotisa que lhe indicará onde os pergaminhos vão estar, lembre-se que ela é uma autoridade e a trate com respeito... Quando ela lhe perguntar para que você quer o livro responda que você precisa entender a verdade sobre seu clã, se ele é um grupo político ou uma família

Kyoya: Por que deveria fazer isso?

Malu: As leis de conduta são as leis do clã, o que tiver nelas é oficial e não pode ser revogado por ninguém consiga copiar todas elas com precisão e você terá um fato

Kyoya: Então eu terei algo pra trabalhar...

Malu: Estude as leis do seu clã e veja o que é vigente e o que não é, esse vai ser o primeiro passo que você deve dar

Kyoya: Como assim?

Malu: Você está contra os anciãos, o Conselho e o próprio líder do seu clã, se você quiser vencer comece entendendo o campo de batalha

Kyoya: Isso é um conselho de guerra

Malu: É onde estamos não é?

Trocamos um olhar e a conexão que sinto se torna firme, em um breve segundo posso ver uma corda azul médio me conectando a Kyoya antes que ela suma.

Por alguma razão posso compreender que só eu a vi.

Kyoya: Eu irei assim que possível, mas terei que esperar para não parecer suspeito

Malu: Tudo bem -Puxo ele para um abraço - Boa sorte

Após um breve choque ele também me abraça, quando nós nos soltamos o mundo fica cinza de novo e eu posso ver a cozinha se formar diante dos meus olhos.

O ponteiro do relógio sai da estática e se mexe, com o seu "Tec" o mundo volta a ter cor e se mexer.

Olho para o relógio.

12:00 horas.

O tempo havia voado.

Malu: Eu preciso dormir mais um pouco pra digerir isso

Subo as escadas e volto a dormir.

Que porra eu acabei de fazer?



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