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História Amor Manchado - Capítulo 2


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Notas do Autor


I'm back friends! Então, quero-lhes lhes dar um pequeno aviso em relação à postagens dos capítulos, eu estive pensado em que momento irei postar os capítulos. Como a fic está no começo eu estou ultra-mega empolgado para postar, então, provavelmente nesse começo eu poste os capítulos de três em três dias. Talvez eu mude com o tempo, mas por enquanto será isso.(Eu pelo menos vou tentar né). Enfim, boa leitura á todos:)

Capítulo 2 - A Visita


                                                                                            A Visita

 

                                                                                            Fuli

 

   A luz solar que se estendia do horizonte e refletia sobre toda área ao redor da savana, iniciando um novo dia que iria por vir. O som dos pássaros causara um leve despertar em mim, embora o sono e a preguiça se aliassem contra a minha vontade de acordar, juntamente a maciez da grama que parecia me puxar mais para o chão.

   Eu sinto esse sentimento de relaxamento se completar quando braços se envolvem em volta de meu corpo me puxando para perto de si. Me viro, e pude contemplar o belo guepardo dormindo docemente, era incrível pensar que até dormindo ele era lindo. Passo meus braços em volta de si completando o abraço, eu podia escutar sua respiração leve enquanto seus olhos permaneciam fechados. Levemente, aproximo meu rosto do dele e lhe dou um beijo calmo. Ação que o faz abrir os olhos, sorrindo docemente quando me vê.

 

— Bom dia, gatinha. — Dizia docemente.

 

— Bom dia. — Digo no mesmo tom.

 

    Apesar dele vir novamente com esses apelidos idiotas, eu não consegui ficar com raiva dele, ainda mais agora que acabamos de acordar. Sinto ele apertar o abraço, mais uma vez nos aproximando um do outro.  Novamente fechamos os olhos, apreciando esse momento tão belo.

 

— Estamos interrompendo algo? — Afirmava rainha Rani, nos pegando de surpresa.

 

    Senti que meu coração iria pular pela minha boca, confesso que mesmo estando deitada eu quase dei um  pulo. Olho para o guepardo ao meu lado, e seu rosto estava quase da cor da mesma juba de Kion de tanto que estava vermelho, e eu provavelmente não estava diferente.

 

— Rainha Rani, eu fiz a patrulha como prometido. — Dizia tentando aliviar a situação.

 

   Notei que Nirmala e Kion me olhavam com um sorriso malicioso, no qual eu retribuo revirando os olhos.

 

— Falando na patrulha... — Dizia o ratel, atraindo a atenção de todos para si. —Você podia mandar o seu namorado pegar um pouco mais leve, Fuli.

 

   Levanto uma das sobrancelhas dando sinal de que não intendi a pergunta, noto que ambos lançavam olhares de desprezo um para o outro.

 

— Bem, não tenho culpa se você é tão sedentário e não consegue me acompanhar. — Dizia debochadamente.

 

— Ai, tá me chamando de gordo!? 

 

— Será que dá pra vocês dois calarem a boca!?

 

   Eu estava praticamente discutindo com dois filhotes pelo que parecia. Infelizmente minha ordem não deu tão certo, já que Bunga parecia ignorar completamente minhas palavras e continuava resmungando.

 

— Te acompanhar? Você fez a gente dar mais de três voltas no reino inteiro!

 

— Na verdade... — Dizia Rani se entrometendo na conversa. — Eu que dei essa ordem ao Azaad.

 

   Noto que o ratel arqueia a sobrancelha com curiosidade, ao mesmo tempo em que o guepardo lhe dá um olhar de reprovação.

 

— Eu pedi que ele fizesse uma patrulha mais profunda, não quero que ninguém estrague a surpresa. — Dizia dando ênfase à última frase.

 

   Tanto o silêncio quanto a curiosidade passou a pairar sobre nós, todos olhavam para a rainha esperando por alguma resposta ou pista. Até que Bunga resolveu quebrar o silêncio.

 

— Que surpresa é essa?

 

— Bem... — Dizia olhando carinhosamente para o seu companheiro do seu lado. — Eu convidei o Rei Simba e a Rainha Nala para fazer uma visita à Árvore da Vida.

 

— Legal. Espera, o que!? — Questionava o leão, finalmente se dando conta do que se tratava a surpresa.

 

   Pelo visto o único que realmente estava surpreso era o Kion. Esse lance de conhecer a família de quem você ama parece ser realmente algo bem embaraçoso, por sorte eu e Azaad nunca tivemos que passar por isso.

 

— Gostou da surpresa?

 

— Bem, sim. Obrigado. — Respondia finalmente conseguindo se acalmar um pouco.

 

   Minha decepção se completa agora, eu tive que acordar cedo em um momento tão relaxante achando era algo importante quando na verdade era apenas um ''caso de família''. Respiro fundo e volto a me deitar em baixo da árvore pronta para adormecer de novo, os outros provavelmente estavam me achando ignorante, mas eu não ligava.

 

— Bem, irei dar uma volta, quando os reis chegarem me chamem.

 

   Ele diz que gosta de passar tempo comigo mas sempre tem que correr né, sorte dele que estou com a pata machucada, se não o segundo lugar de mais rápido das terras noturnas iria continuar com ele. Resolvo finalmente fechar meus olhos e voltar ao meu sono pacífico.

 

 

                                                                                            Algumas Horas Depois...

 

 

   Começo a sentir o leve despertar em mim, o brisa do vento batendo levemente sobre o meu pelo, causando um leve desconforto. Passo as patas sobre minhas pálpebras afim de ajudar no meu despertar, me deito de bruços finalmente abrindo meus olhos e contemplando a visão em minha frente. O tom alaranjado que o lugar mantinha mostrava que já estava de tarde, realmente eu havia dormido um bom tempo. Minhas orelhas se agitam quando escuto passos rápidos vindo de trás de mim.

 

— Como dormiu, minha gatinha?

 

   Me viro para encara-lo, seus olhos demonstravam empolgação por estar conversando comigo.

 

— Bem, acho que um pouco demais. — Digo voltando a olhar para o horizonte.

 

— Os pais do Kion já chegaram? — Indago, me lembrando um dos motivos de eu ter acordado tão cedo.

 

— Por esse mesmo motivo que eu vim  te buscar.

 

   Me levanto com um pouco de dificuldade e passo a andar ao seu lado, apesar de eu gostar dessa minha ''folga'' eu tinha medo de quando eu voltasse à ativa meu corpo não estivesse acostumado as atividades.

 

— Eles já chegaram há muito tempo?

 

— Não, acho que você acordou quase que na hora certa. — Dizia sem me olhar nos olhos, apenas seguindo seu caminho.

 

   Começo a notar que ele andava um pouco mais rápido que eu, não sei se ele estava empolgado ou se eu que estava um pouco desabilitada, a segunda opção parecia mais plausível. Um terceiro motivo se torna claro quando a dor passa a  se estender em minha pata.

 

— Ai... De novo!

 

— Sua pata?

 

— Sim, Nirmala tinha dito que iria passar em pouco tempo, mas até agora não mudou nada!

 

— É, os médicos são assim, eles dizem essas coisas para você não ficar desanimado. Mas não se preocupe, eu tenho uma ideia. — Dizia com um sorriso ousado no rosto.

 

— O que está fazendo? — Questiono quando o vejo se aproximar de mim.

 

— Não é óbvio? Vou te carregar até lá. É bem mais rápido.

 

— O que!? Nem pensar! — É sério que ele estava sugerindo isso? Esse sem duvida seria a maior vergonha que eu poderia passar como guepardo.

 

   Esse guepardo estava de brincadeira com a minha cara. Não é possível pois ele sabe que eu sou orgulhosa, não igual a ele claro, mas depois de tantas lutas eu não ia deixar me passar por isso. Meu foco muda quando ele respira fundo e me olha com reprovação.

 

— Em primeiro lugar, estamos no final da tarde, poucos animais ficam foras de suas tocas essas horas. Em segundo lugar você e eu estamos juntos a mais de um mês, praticamente o reino inteiro sabe sobre nós, não seria vergonha alguém me ver te carregando. E terceiro nós estamos indo para uma ocasião especial, então deixe seu orgulho de lado pelo menos uma vez, você não gostaria se atrasar para um evento envolvendo seu melhor amigo não é?

 

   Droga, ele realmente acabou comigo dessa vez, acho que é a primeira vez que perco pra ele em algo. Se bem que ele falar para alguém abaixar o orgulho é bem irônico. Finalmente aceito minha derrota e subo em suas costas, não vou negar que era confortável, se ele não corresse tão rápido eu até poderia relaxar um bom tempo em seu corpo.

   Não demora muito tempo até chegarmos na grandiosa e magnífica Árvore da Vida. Já podia escutar as risadas animadas dos leões. Espero que ninguém tenha me visto nas costas de Azaad, principalmente Bunga já que o ratel provavelmente zombaria de mim a semana inteira.

 

— Azaad! — Dizia o ruivo vindo até nós, confesso que não vejo o Kion tão animado assim há tanto tempo. — Poderia mostrar o reino para o meu pai?

 

— Mas é claro! Seria uma honra vossa majestade. — Dizia ao rei fazendo reverência.

 

— Obrigado Azaad. — Agradecia amigavelmente.

 

— E a propósito, gatinha. Fique aqui, eu não vou demorar.

 

— O que? Por que não posso ir?

 

— Bem, digamos que é  questão de honra. — Afirmava com seu jeito clássico de deboche.

 

   É sério isso? Lhe dou um olhar de pura insatisfação, no qual ele retribui com um sorriso meigo. Apenas me viro e deito no chão, o ignorando, sinal no qual ele entendeu como um sim.

 

— Machos... — Expressava insatisfeita.

 

Meu foco alterna quando algumas vozes um pouco conhecidas passam pelos meus ouvidos, pelo tom da voz eu nem precisei olhar para saber que eram Tiifu e Zuri, as melhores amigas da da princesa Kiara, só não entendi o motivo delas vierem junto com o Rei Simba, já que elas não ficam mais de três metros longe da irmã mais velha do Kion.

 

— E você, Fulizinha? Como está? — Chamava minha atenção enquanto se deitava ao meu lado.

 

   É sério isso? Fulizinha? Nem Azaad me chamava assim, ou melhor, nem ele inventava apelidos tão ruins quanto esses.

 

— Estou bem, diga-se de passagem. — Afirmo indiretamente.

 

   A leoa de olhos azuis dá um leve sorriso ousado e malicioso para sua melhor amiga. Enquanto voltava a me olhar dessa vez mais atentamente. Demonstrando um certo interesse por mim.

 

— Estou falando sobre você e o seu... Namorado...

 

— O Azaad? bem, ele é legal

 

   De alguma forma eu não era muito boa para conversar, ainda mais se tratando de assuntos desse tipo, novamente ela me olha com um sorriso ousado, porém com um leve toque de malícia. Por algum motivo aleatório um leve constrangimento estava a surgir pelo meu ser.

 

— Não é isso bobinha, eu quero saber se... Você e o Azaad já... Transaram?

 

Céus, por que ela faria esse tipo de pergunta? Está certo que isso é bem a cara dela, mas será que essa leoa não tinha um pouco de senso, meu constrangimento aumenta quando Tiifu da uma risadinha abafada.

 

— O que!? N-não, nós... nós nunca fizemos isso. — Respondo como se eu tivesse tomado um banho de água fria, de tanto que minha voz tremia.

 

— Zuri! Não fale isso, tá na cara que ela não entende dessas coisas.

 

   A ''defesa'' da outra leoa certamente não havia me ajudado nem um pouco sequer. Merda, já não bastava Rani e os outros me flagrando com Azaad hoje mais cedo, agora eu tenho que aturar perguntas desse nível? Era demais pra mim, não dava.  

 

— Fala sério amiga, você acredita mesmo nisso? Eu até entendo a Fuli, um guepardo lindo daqueles não pode deixar passar não é? Nessas horas eu até pediria para um rei do passado me transformar em guepardo...

 

   Me levanto e começo a me afastar lentamente, passo despercebida pelas duas jovens que continuaram sua discussão um tanto ''empolgante'', o que não posso dizer sobre Surak e Nirmala, enquanto a curandeira ria e me olhava de um jeito debochado o leão balançava a cabeça negativamente enquanto pronunciava palavras que, apesar de eu considerar que passassem uma imagem negativa de mim, eu concordava totalmente com ele.

 

— Esses adolescentes de hoje em dia não pensam em nada além disso. — Expressava em um tom de sabedoria.

 

Dou uma acelerada em meus passos, se não fosse a pata machucada era provável que eu estivesse correndo. Meus passos médios me trazem até um lago um tanto belo, por mais que tivesse desgosto por água, esse lago realmente me trazia uma belíssima sensação de paz. 

 

— Olá, Fuli.

 

   Para minha sorte, dessa vez era alguém com maturidade. A Rainha Nala, minha relação com ela tem crescido muito desde que eu saí das terras do reino. Minha relação com a rainha era igual a de Nirmala, diferentes mas respeitosas. 

 

— Tiifu e Zuri estavam lhe atormentando?

 

— Ah, nem me fale, acho que estou precisando de alguém mais normal para conversar.

 

—  Pelo que vi vocês estavam conversando sobre sua relação com aquele guepardo, estou certa?

 

— Ah, é meio difícil de dizer, eu gosto dele. Mas ele é orgulhoso demais e só parece pensar naquilo... Sabe?

 

   Diferente das outras duas leoas, eu conseguia conversar com Nala sobre esse assunto sem parecer embaraçoso. Pode parecer loucura, mas as vezes eu via Nala como uma mãe. E eu acho que as mães ajudam bastante nesse tipo de conversa.

 

— Na verdade, você deveria se acostumar, afinal esse é um problemas que todos os machos têm. — Dizia com uma leve risada.

 

— Até o Rei Simba? — Questiono um pouco curiosa.

 

— As vezes, pra falar a verdade eu nem sei quando foi nossa última vez.

 

   Nossa conversa permaneceu sendo bem variada, embora sempre focada à respeito sobre amar, e isso certamente eu acho que era algo que eu ainda preciso aprender. Não que seja algo que influencie no meu relacionamento com Azaad, mas eu sempre pensei que minha vida inteira eu seria solitária, e quanto aquele guepardo apareceu eu senti que o rumo da minha vida havia mudado.

 

— Mas Fuli... — Chamava minha atenção enquanto eu finalmente virava meu rosto para vê-la. — Não é o lado bom ou ruim de alguém que vai definir o que você sente. No meu primeiro encontro com Simba nós brigamos, mas mesmo assim nosso amor permaneceu intacto.

 

   Cada palavra que saía da boca da rainha entrava em meus ouvidos e permanecia lá como se estivesse grudado em meu cérebro. Não sabia o porquê, mas eu sentia que essas palavras significariam muito para mim. E assim foi, as palavras ficavam rodeando minha cabeça pelo resto do dia.



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