História A.m.o.r (Namjin, Jikook) - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS), Got7
Personagens Jackson, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Mark, Rap Monster, V
Tags Jikook, Markson, Namjin
Visualizações 387
Palavras 2.117
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 13 - Perdão e Amor


Capitulo – Doze

Pov Namjoon.

08, Junho 2017...

O frio era intenso, a monótona marcha fúnebre tocava fazendo meu corpo gelar, em menos de uma ano é o segundo velório que eu tenho que vir, de duas das pessoas mais importantes de minha vida, eu já estava completamente desestruturado, minhas pernas se assemelhavam a barbantes, acho que nunca chorei tanto em toda a minha vida, meu espirito estava quase que se esvaindo por completo, eu precisava de uma estrutura para que eu pudesse me encostar e desabar... Molho meu paletó com algumas lagrimas, manchando um pouco também o azul claro de minha camisa social, sinto uma pequena preção em meu ombro direito e alguém me virar.

-Mark... – dou um sorriso sôfrego e ele me abraça – O que faz aqui – digo com dificuldade.

-Vim te ajudar...

-Minha mãe se foi... o Jin se foi... – ele aperta o abraço e acaricia meus fios.

-Eu estou aqui com você Joonie...

[...]

22, Junho 2017...

Eu estava em casa cuidado do meu irmãozinho, meu pai o batizou de Jung Hoseok, usou o nome de solteira de minha mãe como uma espécie de memória para a mais velha, o que eu achei perfeito, ele era muito parecido com a mamãe. Eu acariciava suas bochechas enquanto dava mamadeira para o hobi, ele teve de se acostumar logo, já como nossa mãe morreu... não tinha como amamenta-lo. Ele sorria com as gracinhas que eu fazia deixando um pouco do leite escorrer por sua pequena boca, o que me arrancava alguns sorrisos. Hoseok era muito risonho e agitado.

-Sabe Hobi... você ia gostar de ter conhecido a nossa mãe... Ela tinha seus momentos de chatice, mas toda a mãe é assim, ela sabia como amar e ser amada, sabia a hora de brincar e a hora de ser séria, se bem que ela brincava muito mais do que ficava seria – rio – você também ai amar o Jin... não mais do que eu amo... mas iria, ele seria uma segunda mãe para você, ele era lindo e divertido, e como a mamãe, sabia brincar e ficar sério, eles se davam muito bem... Ela até torcia para que a gente ficasse junto... Aigoo você já acabou, você come muito Saeng! – o coloquei em meu ombro e comecei dar leves batidas em sua costa para ele arrotar, o que não demorou, sentei-me em uma cadeira de balanço e o coloquei em meus braços para fazê-lo dormir.

– Mas... Hoseokinho... Você vai conhecer outras pessoas que também velem muito a pena, como o Jungkook, ele é novinho, mas sempre impressiona com o seu modo de pensar... ou o Jimin, namorado dele – Hoseok faz um barulhinho fofo – Mas olha... mal nasceu e já se esperta quando eu falo de namorar... – Começo a rir – o Jimin vai querer te apertar muito quando te ver, ele é meio doidinho, sabe... – começo a rir mais ainda – e.. Também tem o Mark, ele é mutio parecido com o Jin, em vários aspectos, e posso dizer que quando estou com ele, sinto um leve borbulhar em meu estomago... Acho que isso é por que gostou muito da sua companhia...

-Eu também gosto da sua – assusto-me ao ver Mark parado na porta do quarto, me olhando – O garoto mal nasceu e você já está enchendo a cabecinha dele namjoon!

-Ma-Mark... – Gaguejei

-Calma moço, não precisa ficar nervoso – Rimos – Vim te chamar para dar uma volta na praça com o Hoseok, tomar um chocolate e aproveitar que está de manhã para ele tomar banho de sol.

-Pode ser, deixa só eu pegar as coisinhas dele, até por que eu já fiz de tudo para ele dormir, mas ele não quer de jeito nem um, nunca vi um recém-nascido com tanta disposição

 [...]

 

Assim que chegamos na praça, eu e Mark compramos um chocolate quente e nos sentamos em um banco qualquer, hoseok olhava vidrado para o seus bichinhos no teto do carinho. Eu tomava tranquilamente minha bebida quente enquanto olhava para a paisagem, quando escuto a risada de Mark, não entendo muito bem e olho em volta a procura do que possa ser tão engraçado.

-quem é a criança, mesmo? Você ou o Hoseok?

- O que? – pergunto confuso

-Sua boca, Aigoo Joonie, você está todo sujo!

-o-onde? – pergunto passando minha mão por meus lábios.

-Espera – ele pega o guardanapo que vem enrolado no copo dele e passa em meu queixo – Pontinho.

-Obrigado - digo e sorrio tímido ao perceber o quanto estamos próximos, e também o vejo corar.

 [...]

 

20, Dezembro 2017...

Estávamos em minha casa, eu e mark deitamos no chão do quarto de hoseok enquanto ele dormia calmamente no berço, olhávamos para as estrelas fosforescentes que colamos no teto e conversávamos sobre tudo. O ano estava sendo dificil para mim, faltava apenas um dia para que Seokjin completasse um ano de falecido, mas eu ainda continuava sem conseguir aceitar sua morte, todos ao meu redor continuavam suas vidas, mas para mim era tão dificil continuar, principalmente depois da morte de minha mãe, o que veio para somar minhas procupações.

- Você acha que existe vida após a morte namjoon? - Mark chamou, tomando minha atenção.

- Eu espero que sim... Poder ver minha mãe e o Jin de novo... isso com certeza é algo que eu adoraria fazer.

- Nam... E se o Jin não estivesse morto? – ele disse um pouco nervoso.

-O.. O que? – perguntei me levantando um pouco do chão, ficando sentado – como assim?

- Se...- ele pensa enquanto se senta para me olhar melhor – você tivesse conseguido cumprir o trato... seria diferente? Teria se declarado e estariam juntos hoje?

- E-Eu não sei... Na última carta que recebi ele deixou bem claro o que sentia por mim, mas mesmo assim se matou... eu acho que ele sabia que eu não conseguiria, não acho que seus sentimentos eram fortes...

-Namjoon, ele te amava mais que tudo!

-Como pode ter tanta certeza? Você não o conhecia. - ditei um pouco grosso de mais, mas aquele assunto me irritava.

- sim - ele abaixou a cabeça e sorriu sem graça - mas ninguém que não ame alguém de verdade se dá o trabalho de escrever cartas para a pessoa que ama não sentir culpa, eu para no meio de uma tentativa de suicídio ao lembrar dela...

-Vocês realmente são muito parecidos - ditei frustrado.

-Não vai me beijar de novo, não é? – ele disse e rimos ao mesmo tempo, nos deitamos mais uma vez no chão e nos olhamos – você é muito bonito namjoon – ele admite mais para si do que para mim, sorrindo ao terminar sua fala.

-Você também Mark... - digo enrrolado, me sentindo um pouco incomodado com o clima que formou-se.

-Nam... - chamou baixinho - O que eu tenho que é tão parecido com o Jin? – suspiro e o analiso.

- Jeito... forma de pensar e agir, porte físico... olhos...

- e os meus lábios? – ele diz e se aproxima, quando percebo estamos ligados por um leve selar, a mão de Mark está em meu rosto, suas mãos suaves, e seus olhos fechados, fico levemente sem reação e de olhos arregalados. Afasto-me e vejo que o mais novo está corado e surpreso com seu próprio ato... – Nam... me perdoa...Eu – o interrompo.

-Mark, tudo bem... - tento amenizar a situação, rindo nervoso e me sentando mais uma vez -  estamos quites agora.

-Não! - ele imita meu ato - Não estou pedindo desculpa pelo o beijo... – ele diz e vejo seus olhos lagrimarem.

- E-então... o que?

-Eu acho que... estou gostando de você...

- O – o que?

Eu ainda não sabia o que dizer, meu coração doía muito, eu... Não posso, eu não correspondo aos sentimos dele, eu... Eu amo o Jin, ele pode estar morto, mas não existe coisa pior do que ficar com uma pessoa enquanto ama outra, não é certo, é ilusão! Olho para os brinquedos empilhados de Hoseok na estante na esperança falha de encontrar algo para ser dito, a cada instante que passa eu fico mais envergonhado e Mark não está nem um pouco diferente. 

-Namjoon... Não precisa me responder nada, pode ignorar se quiser, na verdade eu acho que seria até melhor. - acordo de meu transe e o olho incrédulo. 

-Claro que não! - ele arregala os olhos - eu posso não corresponder seus sentimentos, te peço desculpa por isso, mas ninguém que se declara deve ser ignorado. Isso pode até ser considerado desumano. 

-Então ignore o beijo... Eu apenas me deixei levar... - Ele toca os próprios lábios e fecha os olhos com força, se odiando pelo o que fez - Você realmente nunca o esqueceu, não é? 

 

-Não tem como, ele é o amor da minha vida. E olha que eu tentei... 

- Vo-Você tentou esquecê-lo? 

-sim... No velório dele... Enquanto eu levava os meninos, sempre que eu parava em um semáforo eu mandava uma mensagem para o antigo número de Jin... A mensagem aparece como enviada... Mas nunca foi ou será visualizada... 

- e... O que era a mensagem? 

-uma promessa - digo apoiando meu braço em meu joelho e fitando a parede. 

- que tipo de promessa? 

- Prometi que o esqueceria... Que fingiria nunca o ter conhecido... Mas meu coração dói só de pensar em uma vida que não foi vivida ao lado dele, existe vida longe de Seokjin?

- Sim! A sua hoje - ele disse frio - Namjoon, que tal você fazer um jogo? 

-jo-jogo? 

-sim, aposte com você mesmo. Veja se consegue viver sem o Jin por uma semana, sem pensar nele ou querer estar com ele... Se sim, eu te ajudo a continuar a viver sem ele. - fiquei calado por um tempo. 

- e se a resposta for não? 

-eu te conto uma história de amor. - o olho confuso e o mais novo me dá um sorriso sôfrego. 

-História de amor? 

-Sim, uma muito linda que tenho certeza que você amará. Acho... Que... Ela vai te ajudar a continuar. 

Olho em seus olhos e tento entender o que acabou de ser dito. Mark segura o meu rosto com um de suas mãos e sela nossos lábios em um simples encostar, fico sem reação e quando vou me afastar, ele se retira por primeiro e me abraça. Passa seus braços por meu pescoço e eu abraço sua cintura, mesmo estando um pouco relutante.

- obrigado joonie, por não ter ignorado meus sentimos. 

- obrigado Markie, por querer me ajudar. 

 

Pov Jungkook

 

“Hoje nessa tarde de quinta-feira, foi preso um casal acusado de espancar seu sobrinho, por função de sua opção sexual. Kim Seokjin um Rapaz de vinte anos fugiu de casa por conta dos maus tratos que recebia em casa por seus tios. Horas depois, seu corpo foi encontrado as margens de um rio afastado de seul em dezembro do ano passado, hoje dia vinte e um, faz um ano desde a sua morte, a polícia sul-coreana recebeu uma gravação anônima do momento exato em que o garoto é agredido. Seus tios estavam vivendo fora do pais, e assim que chegaram em solo coreano, foram apreendidos no aeroporto depois e agora estão em processo de Julgamento”

 

Olho para Jimin e mordo minha bochecha em nervosismo, o mais velho passa seu braço por meus ombros e me puxa para mais perto de seu corpo, passando o máximo de segurança possível, suspiro um pouco menos nervoso e beijo seus lábios. Meu coração está acelerado e assim que o beijo se finda, enterro meu rosto em seu pescoço, solto algumas lagrimas e o percebo que ele desligou a televisão.

-E agora Minnie? – pergunto receoso.

-Já fizemos nossa parte, meu amor.

-Vai dar tudo certo?

- Eles já estão presos, agora a questão é perdão e amor. – Ficamos um pouco em silencio apenas abraçado com jimin passando tranquilidade para mim com um carinho em minha costa.

- Eu te amo Jimin...

-Eu também te amo amor...

Jimin me carrega e me leva até o seu quarto, assim que chegamos ele me coloca na cama e pega uma coberta mais quente, o inverno já estava na porta, assim que ele puxa os lençóis acaba deixando cair a caixa em que estava as cartas que jin nos escreveu. Suspiro enquanto ele pega os objetos do chão e o vejo ir pegar o DVD.

-Amor... – ele me olha – destrói esse DVD... a polícia já tem uma cópia, eu nunca mais quero ver o que tem ai – digo com os olhos marejados e ele assente, sai do quarto e volta sem nada nas mãos, pega o edredom e deita comigo na cama, me ajeito em seu peito e depois de alguns minutos recebendo o seu carinho em meu cabelo, acabo caindo no sono.

 

 

 



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