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História Amor (não) Correspondido - Capítulo 8


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Notas do Autor


Atualização dupla.

Perdoem os erros e boa leitura!

Capítulo 8 - (08)Chapter eight


Fanfic / Fanfiction Amor (não) Correspondido - Capítulo 8 - (08)Chapter eight

— Acho que ainda temos coisas a resolver, certo? 


Jimin disse assim que ele e Jeon terminaram de fechar a chácara. Ambos caminharam de volta para dentro da mansão a passos lentos, aproveitando do vento gostoso que fazia.


— Teremos tempo de sobra para isso, sim? — Jeon sorriu. Já estavam os dois mais calmos e relaxados, então o clima se tornou minimamente agradável entre eles.


Jimin tinha as mãos atadas atrás do corpo, olhando vire-mexe para o céu pouco estrelado. Está ao lado de Jeon era bom, mesmo que seu coração estivesse confuso e ele se sentisse um tanto péssimo por não ter esquecido de vez os sentimentos “errados” que tinha para com o amigo como queria, como deveria. Pois, veja bem, Jungkook namora e está prestes a noivar para em seguida casar. Ele tinha que fazer o mesmo: seguir em frente. Sua mente ainda turbilhava com isso. Ele sabia. Sabia que Jeon nunca seria dele; que ele não esqueceu o amor pelo amigo, mas que deveria; que ainda sim criava expectativas para algo que nunca iria acontecer. Talvez se apaixonar por um amigo seja realmente uma merda. Seja tolice.


— Sabe, Jimin… Já que agora você namora, poderíamos marcar um encontro de casais, o que acha? — Jeon olhou para o mais velho, buscando por uma resposta sua.


— Hum, acho bom. — Respondeu baixo e simples, sorrindo mínimo e sem deixar amostra os dentes. — Jungkook? — Chamou pelo outro – já que esse tinha olhado para o céu. — Eu… Eu… Eu, estou muito feliz em estarmos juntos de novo.


Park carregava um sorriso forçado nos lábios. Não era isso que queria dizer de fato, queria dizer que havia mentido sobre seus sentimentos, porém, tanta coisa estava em jogo. O relacionamento de Jungkook, o seu… Machucaria dois corações e perderia uma amizade de anos se insistisse naquilo. Pelo menos era o que pensava.


— Eu também estou, Jimin. 


«·»


— Yeon, o que eu faço, huh? Ele ainda passeia em minha mente, com aquele sorriso tão lindo que ele só lançava a mim. — A bola de pelos marrom e preto apenas virou-se de barriga para cima, querendo mais carinho. O ruivo riu.


Hoseok estava em sua casa, apenas com a luz do abajur ligada e jogado em sua cama. Sua casa não era grande, apenas composta por três cômodos: um grande espaço onde era divido por um balcão ficando assim a cozinha e sala, seu quarto (era até espaçoso) e um banheiro de tamanho médio. Era tudo que precisava e tudo alí tinha um ar colorido como ele gostava. Yeontan estava ao seu lado recebendo um carinho de si na barriga, enquanto o dono pensava e “conversava” consigo.


— Awn, Yeon, bem que você poderia falar, hein! — Olhou para o animal ao seu lado, com um bico nos lábios bonitos. — Como ele ainda está aqui? Já tem tanto tempo. — Reclamou, frustado.


Yeontan acabou por sair da cama, indo direto a sua, fazendo Jung rir. 


— Eu sei que sou chato, ok? — Questionou, deitando-se melhor na cama e pôs o antebraço atrás da cabeça. As lembranças ainda pareciam frescas em sua memória. Amar alguém e não ser correspondido dói e nem sempre passa. A gente só acostuma a viver com a dor de ter sido ignorado. Afinal, ninguém é obrigado a amar ninguém. É o coração quem escolhe, como dizem por aí.



“— Eu sempre te farei sorrir. — Beijou a pontinha do nariz do mais novo. — Sempre serei a sua esperança, Tae-ah. — Sorriu, recebendo em troca um olhar tímido e bochechas vermelhinhas. — Nunca divide disso.


Ao redor, a neve caía e vários alunos estavam sentados em alguns bancos, cobertos de roupas quentes e confortáveis; uns conversavam, outros se acariciavam e outros apenas escreviam em seus cadernos ou ouviam algo em seu aparelho. Jung acabou por arrumar os cabelos e cachecol do acastanhado, que estava torto.


— Promete que nunca vai me deixar? — Perguntou de repente, olhando no fundo dos olhos de Hoseok.


— Só te deixo se você me deixar ou pedir que eu te deixe. — Respondeu, olhando para o mais novo na mesma intensidade: profunda. Hoseok gostava demais do Kim, porém, Jung sabia que ele lhe escondia algo, mesmo que dissesse confiar em si e que ele era seu confidente. Taehyung não te contava tudo. Sabia sim, que Sr. Kim não era uma pessoa boa, mas não sabia o grau e isso o deixava preocupado. — Me deixe te proteger sempre, Taehy…


— Sempre é muito tempo… Talvez esse sempre não exista. Talvez eu prometa mas não cumpra, porque promessas são só promessas; vazias. — A voz do Kim saía dolorosa, como se uma faca estivesse lhe atingindo. Ele já sentia que aquela sua felicidade logo acabaria. Havia durado até mais do que imaginou; três anos foi além das expectativas que tinha.  


Jung não o respondeu. Taehyung era sempre profundo. Desde que o conheceu fora assim, a diferença era que ele conseguiu faze-lo se abrir um tantinho e sorrir mais para si. Tirando isso, Taehyung ainda era metade preto. Obscuro em muitos assuntos, principalmente família.


Taehyung odiava falar como era sua vida dentro de casa.”



— Vamos dormir, Yeontan. Sobe aqui. — Chamou pelo animal de estimação, batendo leve na cama. — Papai promete calar a boca agora. — Afagou os pelos macios do bicho, puxando a colcha para cobrir suas pernas e assim desligar o abajur.


Precisava dormir. Mas, até em seus sonhos, Taehyung insistia em aparecer; invadi-los.


«·»


Havia feito meia hora desde que Jimin e Jungkook voltaram para dentro. Jungkook havia ido atrás de Taehyung, enquanto Jimin estava esperando algum aviso do namorado.


Estava inquieto.


Nervoso o definiria melhor. Ultimamente ele andava muito nervoso, até; as mãos sempre suando. Desde que decidiu voltar para Seul e concertar tudo, o loiro não tinha suas mãos secas mais, sempre muito suadas e escorregadias, até mesmo gélidas. 


— Estava te procurando. — Assustou-se um pouco, erguendo a cabeça e encontrando o amigo alí. — Onde estava?


— Com o Jungkook. — Segredou, os olhos direcionando para a janela, observando além da vidraça. 


Kim suspirou, ficando ao lado do amigo mais novo.


— Tudo seguiu bem?


— Sim. — Ditou. — Nós conversámos, quer dizer, não tudo. Ainda ficou uns fios soltos. Prometemos reconstruir a parte destruída da nossa amizade. 


Namjoon molhou os lábios com a ponta da língua.


— Vocês só precisam de tempo. Apenas espere. — Sua mão pousou sobre o ombro de Jimin. — O que terá de ser, será. 


Park não respondeu. Apenas deu um breve sorriso. Até que algo acendeu em sua memória.


— Quando irei conhecer o seu namorado? — Indagou, virando para olhar o mais alto.


— Em breve. — Foi apenas o que disse, sorrindo ao lembrar do mais velho. — Você irá gostar dele, Hyung. Ele é legal. — Namjoon disse. 


— Se ele te faz bem, é o que importa. Apenas seja feliz, Joonie. — Sorriu para ele, deixando amostra seu dentinho disfarçadamente torto da frente e seus olhos fecharam em duas linhas.


Park voltou a olhar para janela, mas agora ele refletia uma imagem atrás de si. Taehyung e Jungkook pareciam bem; feitos um para o outro. Não havia espaço para Jimin ali. Só havia espaço para Jimin ao lado de Minseok, e se não houvesse nem ao lado deste, viveria sozinho. Era o que lhe restava e soava melhor que nada.


— Acho que alguém chegou. — Namjoon falou. Jimin agora focava as vistas do lado de fora da casa, em um carro preto e um cara muito bem vestido. É, era o seu namorado. Alguém que ele queria amar, mas não conseguia. Estava preso ao melhor amigo, talvez.


Park afastou-se do amigo com um mero sorriso. Não poderia estar assim, afinal, apresentaria seu namorado a família e amigos próximos. 


Caminhou para fora da casa, indo de encontro ao moreno parado ao lado do carro.


— Não sabia que tinha carro em Seul. — Fora a primeira coisa que comentou. Minseok o encarou, sorrindo como sempre.


— É do meu pai. Ele me emprestou para que eu voltasse em segurança. — Disse, rodeando os braços em torno da cintura de Jimin, o apertando ali.


Park rodeou o pescoço do mais alto – alguns dois centímetros –, levantando um pouco o corpo para beija-ló. 


— Está pronto? — Questionou, percebendo os músculos do outro enrijecer. Jimin riu. — Fique calmo, eles não mordem. — Nem ele mesmo estava calmo. Mas, talvez, ambos estivessem nervosos por motivos distintos.


Kim apenas puxou o ar para os pulmões em demasiado, sorrindo para o mais velho e sendo retribuido. Caminharam para dentro da casa, ganhando todos os olhares para ambos. Jimin molhou os lábios com a ponta da língua quente, atando sua mão ao do namorado e apertando com certa força.


— E eu quem não deveria estar nervoso. — Minseok murmurou, ganhando um tapinha na mão do namorado. Ele sorriu contido.


— Pare de graça. — Park murmurou entredentes. Seus pais e padrinhos vinham em sua direção, assim como o restante das trista pessoas alí.


Jieun olhou para mãos atadas do irmão e seus olhos dobraram de tamanho. Estava surpresa e… Chateada. Já imaginava quem era aquele sujeito ao lado do irmão mais velho. E, ah! Aquilo era injusto. Desde pequena sempre fora a da família que mais queria que Jimin e Jungkook ficassem juntos. Antes mesmo deles terem dado seu primeiro beijo.


Danbi não estava diferente da filha. Em hipótese alguma imaginou o filho mais velho com alguém. Jimin parecia tão frágil e apaixonado por Jungkook. Havia superado tão rápido em apenas três anos? Wah!, talvez ele não conseguisse, talvez chorasse por no máximo seis anos se Taehyun a deixasse. Falando em Taehyun, esse olhava sério para o sujeito ao lado do filho; observando e analisando a peça. 


— Mãe. Pai. Esse é o Minseok, meu namorado. — Jimin declarou, buscando forçar um sorriso em seus lábios. — Digam olá, por favor. — Pediu ao que seus pais ainda continuavam a encarar o Kim, sem ao menos sorrir para o seu namorado.


— É um prazer conhecê-lo, Minseok. Sinta-se a vontade, querido. — Danbi sorriu cordial.


— O prazer é todo meu, Sra. Park. — Minseok devolveu o sorriso, adorável.


Danbi lhe deu um meio aceno, voltando a fica do lado do marido.


— Jeon Jungkook, prazer. — Park espremeu os lábios um no outro, apertando ainda mais os dedos de Minseok, esse que olhou diretamente para Jungkook.

Eles trocaram um olhar intenso. Somente eles pareciam existir no momento.

Kim era familiar. Seu rosto lembrava alguém. Jungkook só não sabia quem, ou, talvez fosse coisa da sua cabeça. Ele iria descobrir de qualquer forma.




Notas Finais


Acham que está muito demorado o desenvolvimento dos casais? Me digam nos comentários, por favor.

Espero que tenham gostado do capítulo e até breve!


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