História Amor não é só um jogo de sedução - Capítulo 9


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Notas do Autor


oiiiii, tudo bem com vocês?
Hoje trago mais um cap dessa fic que vcs tanto amam

Espero que gostem e até mais

(Soft Sex alert)

Capítulo 9 - Achi: Doce como um cupcake


Fanfic / Fanfiction Amor não é só um jogo de sedução - Capítulo 9 - Achi: Doce como um cupcake

P.O.V: Narrador

- Esse está sendo o melhor dia da minha vida, até agora -. O loiro com mechas ditou, encarando o teto por um momento, sua voz estava profunda e até um pouco confusa, mas um sorriso carnal pelo que havia acabado de ocorrer pintava seus lábios. O mesmo não se importava se alguém o julgaria ou com a dor de cabeça infernal que viria ao amanhecer, ele apenas aproveita aquele pequeno momento com o esverdeado que estava deitado ao seu lado encarando o teto também.

- É o meu também -. O esverdeado disse em um tom de voz mais baixo que um sussurro, parecia mais baixo que o normal por conta da música abafada do andar debaixo, mas Kaminari pode escutar o que Midoriya disse. Ambos se encararam de relance e logo iam fechar os olhos para descansar, pensando no que poderia vir a seguir. Mas antes que seus músculos relaxassem, a pergunta mental foi respondida.

- BRIGA, BRIGA, BRIGA -. A frase familiar que nunca era um bom sinal foi escutada pelo par, atiçando a curiosidade dos dois e se perguntando se isso tinha sido causado por algum colega de sala.

Ambos não iriam ficar ali parados, se levantaram e correram pro andar debaixo, apenas para encontrar uma multidão em forma de círculo, e o espetáculo principal estava acontecendo no olho daquele furacão.

Uma cabeleira loira espetada foi vista por Midoriya, logo o fazendo se arrepiar... Tinha que ser ele... Ao ver o oponente que poderia ter causado tanta raiva em Bakugou que fez o mesmo armar essa confusão publica, Midoriya quase caiu para atrás. Katsuki estava encarando Shindo, numa posição de que avançar.

- Você sabe que ele nunca vai te amar, né? – O loiro dizia, sua voz estava alterada, tanto em quesito de estar em um tom alto quanto por conta da bebida, seu corpo se sentia tenso, mesmo tendo confiança de suas habilidades, ele conhecia os poderes de Yo e sua força. O de cabelos pretos só mudou sua compostura de bom menino para um semblante venenoso como uma cobra e frio como uma geleira.

- E você acha que ele te amaria? Um mimado que não aceita um não, se acha melhor que ele em tudo e que nunca o apreciaria de verdade -. As palavras acidas de Shindo queimavam o orgulho do loiro, ele se sentia horrível, se perguntava se era assim mesmo, ele não conseguiria trazer felicidade para seu amado? – Além do mais, eu tenho certeza que eu consigo foder ele muito melhor que você -. Aquele sorriso debochado do mais velho sempre foi sua melhor característica em sua forma verdadeira, seu plano era quebrar o psicológico de Katsuki para só o finalizar com um golpe.

Os olhos frios e venenosos do de cabelos pretos brigavam com o olhar furioso do loiro. Midoriya sabia que aquilo acabaria mal se continuasse, sua determinação aumentou ainda mais quando ouviu o comentário de Shindo sobre si, a raiva emanava como um combustível para o ajuda-lo, o esverdeado encarou Kaminari por um momento, vendo o mesmo o encarar de volta e acenar de forma muda que havia o entendido quando Deku apontou com a cabeça para o balcão do bar. Eles se separaram, o loiro de mechas pretas correu para perto do bar, vendo uma caixa de energia atrás do balcão do mesmo, dando um sorriso malicioso em seguida.

A força havia caído quando Denki apenas encostou seu dedo anelar na caixa, sobrecarregando-a com um pouco de eletricidade a mais. Midoriya conseguia ver bem pouco, mas o suficiente para enxergar que havia uma mesa perto de Bakugou com uma garrafa de vidro. O esverdeado fez uma pressão com seus dedos usando seus poderes herdados, para criar uma onda de ar que quebrou a garrafa.

O loiro de cabelos espetados, reagiu ao barulho mandando uma mini explosão, denunciando sua localização. Antes que Izuku pudesse fazer algo, ele viu uma silhueta familiar chegando perto de Bakugou e o fazendo flutuar em um movimento rápido, que fez o mesmo atingir o teto.

- Quem sabe se eu tivesse usado isso no festival, eu tivesse ganhado de você -. Uraraka falava em um tom de deboche ao ver Katsuki com raiva, o loiro a olhava do teto com ódio por ter impedido de quebrar a cara daquele mauricinho de uma figa.

Uraraka notou que as mãos de Yo pareciam agitadas, revelando que o mesmo ia usar sua individualidade na parede para acertar Bakugou, mas antes que Shindo pudesse tentar fazer algo de ruim ao loiro, a de bochechas rosadas o derrubou em uma rasteira.

Ochaco ia fazer o mesmo flutuar para acabar com aquilo logo, mas alguém havia tocado em seu ombro, e ao ver quem era, Uraraka abriu um sorriso maligno. Shindo ainda caído no chão viu a silhueta de uma pessoa o estendendo a mão.

- Você está bem? – O desconhecido o perguntou

- Sim -. Ao responder com quase de forma muda e se levantar daquele chão sujo, sentiu seu corpo não reagir mais, não tinha mais controle de si mesmo, era como se houvesse uma nevoa em volta de sua mente, se sentia leve e não conseguia fazer nada, só pensar.

- Não cause mais nenhum problema a mim e aos meus amigos, apenas durma essa noite -. O de cabelos pretos não pode fazer nada, a não ser obedecer ao arroxeado a sua frente, perdendo a consciência logo em seguida ao ouvir as palavras. – Nada de Bakugou na próxima festa que a gente for -. Hitoshi ditou, rindo de forma anasalada e olhando o loiro que estava no teto pelos poderes de Uraraka. – Ta bem, Katsuki? – O arroxeado falou em um sorriso amigável.

- O que você acha... – O loiro se amaldiçoou mentalmente quando notara que havia respondido, agora ele estava no mesmo estado de Yo, porém Shinso não o ordenou nada, apenas o deixou nesse estado para não tentar avançar no de cabelos pretos que estava desacordado.

Kaminari ligou a luz novamente ao ver que os dois briguentos haviam sido parados. O loiro quase morreu de rir ao ver Bakugou grudado ao teto, agora babando por ter caído no controle mental de Shinso, ao ver o arroxeado sorrindo por conta da situação, Denki sentiu seu peito acelerar um pouco e seu rosto esquentar, mas apenas iria culpar a bebida e desviou o olhar de Hitoshi.

P.O.V: Uraraka

- Okay, como a gente vai fazer ele descer sem cair no chão com tudo? – Eu pergunto em um tom alto pro esverdeado do meu lado que se aproximou quando viu que estava falando com ele, notei algumas mordidas em seu pescoço, algumas marcas roxas de chupão e pelo mesmo estar de cropped, dava para se ver uma mordida gigantesca no ultimo gominho do seu abdômen, vou juntas as meninas e a gente vai interrogar essa poc. Midoriya murmurava provavelmente pensando num plano para tirar o biribinha de lá de cima.

-Eu pego ele, pode soltar, vai ser que nem no festival esportivo -. Sero se aproximou da gente, o mesmo estava trajando uma roupa meio gótica só que neutra ao mesmo tempo, sua calça jeans era preta, da mesma cor de sua camisa que tinha um desenho de circuitos no centro, a blusa aberta xadrez cinza com branco cobria uma parte de sua camisa, e ele estava usando também várias pulseiras de corrente no seu braço direito. O de cabelos pretos e sorriso triangular levantou as mangas de sua blusa pra poder usar sua individualidade em Bakugou.

- Liberar -. Digo desativando minha individualidade juntando meus dedos, quando o corpo de Bakugou começou a cair numa velocidade rápida, Sero usou suas fitas para o pegar no meio do ar, o trazendo para perto da gente. Por incrível que pareça, o impacto não foi forte o suficiente para o tirar do controle de Shinso. Quando o arroxeado viu que conseguimos o tirar de lá de cima, o mesmo ordenou para o loiro dormir, que obedeceu de bom grado e perdeu sua consciência naquele momento, assim como Shindo.

- Alguém vai ter que levar ele pro dormitório -. Hanta diz colocando o corpo desacordado de Bakugou no puff que o mesmo estava sentado anteriormente.

- Eu faço, não sou muito fã de festas assim mesmo, e provável que ainda role um after -. Todoroki disse em um tom tedioso, o bicolor parecia – Ao meu ver – desconfortável com toda aquela situação que havia acontecido. Antes que eu ou Midoriya pudéssemos protestar para o mesmo ficar mais um tempo, Shouto apenas pegou o corpo desacordado e o colocou em suas costas, seguindo para saída.

Eu estava com um peso na consciência, mas resolvi continuar na festa com meu grupinho. Mina – Que apareceu de Narnia, já que a bichinha tava desaparecida quando o Deku sumiu-   havia sugerido a ideia de jogarmos eu nunca com bebida. Reparei detalhadamente na rosada e notei que seu batom de cor neon estava borrado, ao olhar em volta, vi que Toru estava manchada com cores neons no lugar que devia ser o seu pescoço e sua boca. Pois muito que bem, mais duas para interrogar. E esse jogo do eu nunca ia ser a oportunidade perfeita para isso.

- Ta, quem começa? – Diz Kaminari soluçando as vezes, esse ai já passou da cota faz tempo, certeza que não vai lembrar de quase nada do que rolou hoje. Após a frase dita pelo loiro, todos que iam participar – Quase todo mundo da sala resumidamente, menos o Bakugou e o Todoroki por motivos óbvios – sentaram em um círculo com seus respectivos copos e uma garrafa de tequila no meio.

- Oi, desculpa atrapalhar vocês – Uma menina loira diz tocando em meu ombro, se me lembro bem, seu nome é Tatami Nakagame, nos encontramos no teste de licença provisória. – Podem ficar a vontade aqui, só saiam antes das 3, que é quando os veteranos vem arrumar aqui -. Tatami proferiu, e seguiu até o corpo de Shindo, que ainda estava sobre os efeitos da individualidade de Shinso. – Vamos lá, poc, eu só não te bato agora porque você está dormindo e dá dó - A loira disse enquanto erguia Yo e o apoiou em seus ombros, o ajudando a chegar até a saída.

- Okay, continuando – Digo quando a mais velha saiu com o corpo desacordado do insuportável do Shindo. – A Mina começa, já que ela que deu a ideia, ai segue dela em diante -. Ao dizer isso, alguns suspiraram em desaprovação mas só concordaram para o jogo começar.

- Eu nunca peguei mais de 3 numa noite – A rosada falou, pegando a garrafa, enchendo seu copo com a bebida e virando logo em seguida... Que eu saiba era pra ela falar algo que ela nunca fez, mas okay. Sero, Jirou, Kaminari e Shouji viraram as bebidas, fazendo caretas logo em seguida.

- Isso foi inesperado -. Diz Momo chocada com o fato de que não sabia da Jirou, ela encarou a mesma para depois desviar o olhar logo em seguida.

– Tua vez, Midoriya – Mina diz, encostando no ombro de Kaminari, que estava do seu lado.

- Eu nunca cortei a franja sozinho e me fudi – O esverdeado diz, rindo de não se sabe o que, eu pego a garrafa, encho meu copo e depois viro. Fazendo com que todo mundo na rodinha risse. Oras, ninguém nunca tentou isso não, é? Eles foram parando de rir aos poucos.

- Sua vez, Asui – Midoriya proferiu e passou como se fosse um microfone imaginário para a esverdeada.

- Obrigado meus fans, gero -. Asui disse segurando o microfone imaginário e rindo da brincadeira logo em seguida. – Eu nunca dei Pt -. Tsuyu falou, vendo Kaminari, Sero, Kirishima, Mina, Tokoyami, e Jirou pegando a bebida e virando.

- Pergunta isso amanhã de manhã para ver se a resposta não vai ser diferente -. Momo falou, me fazendo rir imaginando que eu provavelmente seria uma dessas pessoas.

- Momo, sua vez -. Asui disse passando o microfone imaginário para a mesma.

- Eu nunca peguei uma amiga ou amigo minha -. Yaomomo diz em um tom debochado, olhando diretamente para Mina e Toru logo em seguida. Parece que eu não sou a única que reparou.

- Ai você quebra minhas pernas, vou voltar com mais um PT contado na lista -. Kaminari diz esbravejando com a mais velha do grupo, Momo apenas riu vendo que metade dos meninos haviam bebido, quando Mina e Hagakure pegaram a bebida para beber, eu dei um mini berrinho fazendo todos olharem pra mim, disfarcei fingindo que nada aconteceu. – O koda não bebeu uma vez, esse menino é um anjo meu pai -. O loiro de mechas pretas proferiu rindo, fazendo Koji e metade do círculo rir junto.

- Sua vez, minha cara Hagakure -. Momo falou com um sorriso de vitória em seu rosto.

- Eu nunca gostei de um amigo -. Toru disse pegando a bebida e virando logo em seguida, fazendo a mesma sumir em sua garganta invisível, literalmente todos do círculo a seguiram – Até Koda -, fazendo com que a bebida da garrafa acabasse. – Ura, pega mais uma garrafa e é a sua vez -. Hagakure disse cambaleando um pouco e com sua voz um pouco arrastada, acho que a bebida está fazendo efeito nela já.

- Eu nunca paguei um boquete para ninguém, ou levei um -. Digo indo até o balcão de bebidas e pedindo mais uma garrafa de tequila, provavelmente que o bar tender deve estar odiando a gente com todas as forças já que somos os únicos no cômodo, o impedindo de ir embora mais cedo. Ao voltar com a garrafa em mãos e a colocar no meio do círculo novamente, Izuku, Kaminari e Sero pegaram a bebida e viraram. – MIDORIYA, VOCE JÁ FEZ? EM QUEM?  – Meu tom de voz saiu em um tom de orgulho mas ao mesmo tempo de choque.

- Guarda as perguntas pra de manhã, ou com o eu nunca certo, você consegue sua resposta -. Ele diz em um tom debochado com um sorriso venenoso, ai que vontade de socar essa poc. Pois muito que bem, vamos competir então.

(2 horas e quarenta minutos depois)

Já estávamos na sexta garrafa, e ninguém conseguiu tirar a verdade do Midoriya com perguntas indiretas, eu me dei por vencida e desisti. Meu corpo já não aguentava mais uma gota de álcool, mais um pouco de bebida, e minha consciência ia pros ares.

Me levantei, sentindo meu corpo ficar leve demais e eu quase cair, fechei os olhos esperando a queda. Até sentir braços me envolvendo e me impedindo de cair no chão duro, frio e sujo daquele dormitório que mais parecia uma boate. Ao abrir os olhos, vejo que quem me segurou era Asui, nunca admiti pra mim mesma, mas ela fica fofa com essa roupa, na verdade ela fica fofa de qualquer jeito.

- Acho melhor já irmos, já é 2:55, os estudantes do terceiro ano provável que chegaram daqui a pouco para limpar essa bagunça que a gente fez -. Tsuyu falou em um tom calmo, ela era a que mais tinha bebido e continuava com uma postura neutra, até Iida, Momo e Tokoyami estavam com seus rostos vermelhos de tanto álcool ingerido e fora de si.

- Boa ideia -. Sero disse, se distraindo com seus próprios dedos e começando a brincar com os fios dos cabelos de Kaminari que já dormia no colo do mais velho, eu queria tirar uma foto mas estou sem um pingo de forças para fazer isso. Sinto Tsuyu me colocar de pé e sinto meu equilíbrio voltar aos poucos. – Vamos se dividir em grupos, o que estiver mais sobreo cuida dos outros de cada grupo -. Hanta proferiu, nossa... Ele fica mais esperto bêbado, se desse para beber antes das provas do ectoplasm, era estaria como o estudante mais inteligente.

Asui dividiu os grupos desse jeito: Ela cuidaria das meninas, Sero cuidaria de metade dos meninos e Shoji cuidaria da outra metade dos meninos, já que o corpo do mais alto da sala parecia aguentar uma quantidade massiva de álcool assim como Tsuyu.

Eu – Em meu máximo de consciência naquele momento – peguei o celular da Momo e pedi um uber para as meninas até o nosso dormitório, espero que Aizawa esteja de folga nesse fim de semana.

P.O.V: Narrador

Tudo ia conforme do plano, os meninos estavam quietos até, só que Midoriya e Kirishima – Que estavam do lado de Sero na divisão de grupos – resolveram parar em um parquinho que havia no caminho do dormitório, Hanta nem notara quando os mesmos se separaram do grupo então já era tarde demais e estava longe demais

- Isso é divertido demais -. Kirishima disse quando fez o peso de seu corpo empurrar a gangorra para baixo, fazendo o lado de Midoriya ir para cima, o mesmo estava rindo como se fosse uma criança de 5 anos, ele estava se divertindo mais com isso do que com a festa anterior. As bochechas de Midoriya estavam coradas por conta do Álcool, mas ficaram rubras quando viu o avermelhado se divertindo genuinamente também, a energia que Kirishima passa alegrava Izuku e recarregava suas energias por completo, a determinação do maior era algo que Midoriya também admirava, como alguém que parecia um brutamontes e com uma individualidade tão bruta podia ser tão... Doce, como um cupcake de morango.

O esverdeado não era o único reparando nos mínimos detalhes, quando Deku parou de reparar em Kirishima e continuou a aproveitar o momento, Eijirou começou a encara-lo e admira-lo. Izuku era perfeito na perspectiva de Kirishima, suas sardas eram como um mapa para as estrelas do céu, seu jeito fofo e bondoso era como se fosse um adorável coelho, seus olhos esmeraldas eram as pedras preciosas mais lindas que o avermelhado já havia visto, seu corpo construído com esforço, sendo forte e ao mesmo tempo delicado. Eijirou havia se tocado que estava se apaixonando mais e mais a cada momento que compartilhava com o pequeno, quando o viu usando sua camisa no encontro com Yo, jurou para si mesmo que nunca havia visto uma visão mais bonita no mundo do que aquela.

Quando haviam enjoado do brinquedo, passaram para o balanço, o avermelhado sentia um semblante triste vindo do esverdeado. Aquele semblante cortava seu coração em mil pedaços, vê-lo assim... O trazia uma tristeza enorme, queria ver Izuku feliz e guardar cada sorriso que o mesmo desse direcionado a si como uma lembrança de algo bom e maravilhoso, um momento perfeito.

- O que aconteceu, cara? – Eijirou se amaldiçoou por causa de sua mania de falar “cara” e “mano” a cada dois segundos, mas o questionamento ainda foi sincero por sua parte. O esverdeado levantou seu olhar e encontrou os olhos rubi de Kirishima.

- Não é nada demais, uma besteira minha -. Midoriya dizia inflando sua bochecha direita por causa de sua paranoia ter preocupado o maior, não queria faze-lo se preocupar consigo como se fosse uma criança, só queria aproveitar aquele momento com o mesmo.

- Pode até ser uma besteira, mas é algo que te preocupa, então me preocupa também, mesmo que seja bobo -. Kirishima falou com determinação, sua preocupação genuína fez Midoriya o olhar novamente. Havia um brilho no olhar de ambos e Izuku se sentiu confortável de conversar sobre suas paranoias.

- Desde que eu despertei essa individualidade, um sentimento que as pessoas só querem ficar comigo por causa disso floresceu em mim -. Midoriya disse desviando o olhar para seus joelhos e balançando um pouco o brinquedo que estava, o esverdeado sentiu algumas lagrimas descerem por seus olhos, ele não queria desabar ali, mas precisava tirar aquilo de seu peito. – Sei que egoísmo, mas me machuca, só quero alguém que me ame de verdade -. O esverdeado virou seus olhos em direção do avermelhado, e aquela visão destruiu Kirishima. Os olhinhos de Izuku estavam levemente vermelhos e as lagrimas continuaram descendo pela bochecha do menor, por instinto, Eijirou limpou as lagrimas com seu dedo anelar das bochechas do esverdeado, Midoriya fechou os olhos ao sentir o leve carinho em sua bochecha. – A porra do Shindo me iludiu pra caralho, disse que gostava de mim, mas só me usou como um objeto de foda na discussão dele contra o Kacchan -. Izuku finalmente tirou todo aquele sentimento de seu peito.

- Ele é um puta babaca -. Kirishima diz fazendo o menor dar uma risada anasalada, Eijirou continuou o carinho mesmo depois que as lagrimas pararam de descer, e quando Midoriya abriu os olhos, Eijirou se aproximou. – Mas de uma coisa eu sei, eu te amo pelo que você é -. O avermelhado falou seus sentimentos verdadeiros ao pequeno naquele momento, Izuku se sentiu envergonhado mas gostou de saber do fato. A outra mão de Kirishima agora segurava as pequenas mãos de Izuku.

E então seus rostos se aproximaram mais, fazendo ambos conseguirem sentir a respiração um do outro naquele momento. Izuku encarou por um momento os lábios de Kirishima e depois seguiu para seus olhos, eram vermelhos como de Kacchan, mas tão mais calmos e tranquilizadores. O esverdeado sentiu a mão que antes estava em sua bochecha seguir para suas costas, e o puxar para mais perto. E então... Sentiu os lábios que o ansiavam faz tempo.

O avermelhado tinha expectativas de como seria a textura e o gosto dos lábios do esverdeado, mas na realidade era muito melhor de imaginara, os lábios macios de Midoriya eram deliciosos nos seus. E quando aprofundaram o beijo, colocando as línguas em sincronia, não havia malicia ou desejos a mais, só apenas o mais verdadeiro e puro amor.

Ambos não queriam sair daquele momento nunca, porém ambos sentiram algumas gotas caírem em suas cabeças, quando pensaram em ignorar, as gotas ficaram mais fortes, anunciando a chuva que havia começado. Se separam do beijo mais perfeito de suas vidas e se encararam por um momento, com as testas coladas uma na outra, sentindo as gotas caírem por sua pele quente e esfriando a mesma.

Izuku não achara que o avermelhado conseguia ficar mais lindo do que já era, mas estava enganado, sua beleza com sua pele molhada por causa da chuva era comparada aos deuses. E Eijirou pensou o mesmo do pequeno, as roupas do mesmo ficaram mais coladas ainda fazendo uma visão quase sexy mas Kirishima só pensava em o quão fofo o esverdeado ficava nelas.

Colaram seus lábios novamente, sentindo faíscas das sensações corporais de suas línguas se chocando, e a sensação da chuva aumentava a intensidade daquilo. A chuva apertou ainda mais, suas gotas grossas quase machucavam a pele de ambos, mas eles não prestavam atenção, apenas sentiam que o mundo girava em torno dos dois, como se estivessem protegidos por uma bolha, de todo o sofrimento e mal que o mundo poderia os causar.

Quando a bolha finalmente havia estourado e o senso dos mesmos havia voltado. Notaram seus corpos molhados e a chuva aumentando ainda mais, seus celulares provavelmente já haviam tido três curtos circuitos seguidos, e nem estavam na metade do caminho pro dormitório. E então, como uma brincadeira boba de crianças, Midoriya tocou no peitoral de Kirishima e disse “Ta com você” de um jeito bem infantil, e saiu correndo na frente virando a esquina e sendo perseguido por Kirishima que esbanjava um sorriso por conta da brincadeira infantil de seu pequeno.

(Quebra de tempo)

Ao avistar o portão de entrada da U.A, Midoriya diminuiu o ritmo de seus passos, parando perto de um poste e antes que pudesse pensar, um corpo mais pesado que o seu pulou em cima de si, fazendo ambos caírem no chão. Izuku começou a rir sem parar da palhaçada de Eijirou, o avermelhado apenas ficou admirando seu pequeno estar verdadeiramente feliz ao seu lado, e sorriu ao ver a cena. Kirishima se levantou, erguendo a mão para Midoriya que a segurou, e com um impulso só, se levantou e ficou de frente a frente com o avermelhado. Se não estivessem molhados e precisassem ir correndo para o dormitório, Midoriya beijaria o maior mais uma vez.

Batendo os bolsos de sua calça, Kirishima achou seu cartão de estudante e o passou no sistema de segurança do portão principal. O avermelhado não queria deixar Izuku passar seu cartão para o mesmo não ter problemas com Aizawa, se fosse para alguém arcar com as consequências de chegar mais tarde do que os demais, deveria ser ele.

Ao cruzarem o portão, seguirão para o dormitório, e quando viram as portas abertas, agradeceram não ter que incomodar ninguém para abrir a porta para ambos. Todo o dormitório estava escuro, não dava para se ver nenhuma luz acesa no primeiro andar inteiro, então o quase casal seguiu para o elevador, tentando não fazer barulho nenhum, imaginando que todos já estavam em seus quartos dormindo essa hora.

O esverdeado queria deixar o avermelhado em seu quarto antes de seguir para o seu, então apertou o botão para o elevador subir para o quarto andar. Izuku estava distraído com as luzes da grande caixa de metal, até sentir olhos o encarando, quando virou para Kirishima viu que o mesmo encarava seus lábios.

Midoriya puxou Eijirou pelo pescoço e grudou seus lábios ao do maior. Kirishima nunca se acostumaria com a sensação maravilhosa dos lábios do pequeno, mas iria aproveitar o máximo que poderia essa noite. Suas mãos seguiram para as coxas de Midoriya, e quando ouviu o elevador avisar que estavam no quarto andar, Kirishima ergueu Izuku e separou de seus lábios, focando agora o pescoço do menor, fazendo pequenos arrepios na pele do mesmo. Ao chegar na frente da porta do quarto do avermelhado, o mesmo apenas abriu a porta segurando as coxas de Izuku com um braço só.

Jogou o esverdeado em sua cama, fechando a porta em seguida. Izuku encarava cada movimento do parceiro, ansiava por aquilo que viria, porém se sentia inseguro por não ter experiências nessa área.  O avermelhado seguiu para cama em um ritmo lento, e voltou a atacar o pescoço de Midoriya com mordidas, deixando várias marcas que ficariam completamente roxas de manhã.

- Kiri... – Izuku gemeu o nome do outro, apertando seus ombros com força, fazendo o mais velho o olhar. – Eu sei que é meio inesperado, mas é minha primeira vez... – O esverdeado proferiu, sentindo suas bochechas e orelhas esquentarem com a revelação ao avermelhado. Kirishima apenas deu um gargalhada e colou sua testa na de Midoriya.

- Então eu vou fazer ser especial para você -. Kirishima disse com um brilho no olhar, ele cuidaria de seu pequeno o máximo que pudesse. Eijirou colocou Izuku em seu colo, o sentando, fazendo o mesmo sentir sua ereção e voltar a beijar os lábios do mesmo.

Antes o que era para ser um ritmo sexual e lascivo, agora tinha um ar de carinho e cuidado. Kirishima beijou cada extremidade do rosto de Midoriya, principalmente suas sardas, que eram como estrelas no céu. Retirou a camisa e o cropped do esverdeado com cuidado, conseguindo ver o corpo definido do pequeno.

 Ao ver os mamilos rosados do mesmo, depositou um beijo do direito e começou a suga-lo, passando sua língua, depositando mais beijos e puxando com cuidado para não machucar a área sensível do pequeno com seus dentes afiados. Midoriya sentia um prazer enorme, nem conseguia pensar direito porém sentia o calor do corpo de Kirishima, fazendo-o voltar aos poucos a realidade. Quando terminou o carinho em um dos mamilos do esverdeado, passou para o outro, fazendo os mesmos movimentos e mordendo levemente.

Kirishima seguiu a trilha do abdômen de Midoriya com beijos, e arranhando com seus dentes levemente. Izuku se sentia envergonhado mas o prazer que aquela exploração minuciosa era bem maior que a vergonha. Eijirou foi tirando aos poucos a calça jeans de Midoriya, o deixando apenas com uma única peça de roupa antes de ficar totalmente nu.

Kirishima se levantou da cama e tirou toda a parte de cima de sua roupa, e parecia que havia ficado ainda mais quente, quando sentiu o leve cheiro de morango vindo de Midoriya, o mesmo ativou sua individualidade sem ter noção, mas controlando para deixar na dose mais fraca possível. Izuku admirava cada musculo exposto enquanto Kirishima terminava de se despir, quando só ficou de boxer, Eijirou partiu para cama de novo, vendo o menor ficar mais ansioso do que antes.

- Calma, eu vou te preparar e irei devagar -. Kirishima sentou na frente das pernas de Midoriya, as abrindo de leve e tirando a boxer do menor aos poucos, quando sentiu as mesmas descendo pelas coxas fartas e pernas lisas de seu pequeno, Eijirou ficou mais excitado do que já estava.

O avermelhado levou os dedos até a boca de Midoriya, e o mesmo começou a chupa-los sem aviso, ambos ficaram excitados com a ação menor. Kirishima tirou seus dedos pingando de saliva da boca do menor e desceu pelas coxas do mesmo devagar, querendo provoca-lo.

Izuku sentiu seu rosto esquentar ainda mais quando dedo anelar de Eijirou havia parado perto de sua entrada, o avermelhado introduziu aos poucos, para não machucar Midoriya, e quando viu que o mesmo já estava confortável o suficiente, introduziu outro digito no menor, aumentando a velocidade das dedadas. O esverdeado deu um gemido fino e alto ao sentir tanto prazer vindo daquele ato.

-K-Kiri -. Midoriya gemeu o nome do maior, causando arrepios no pescoço do mesmo e sentindo sua ereção apertar ainda mais na boxer. – Pode ir, e-eu to pronto já -. Izuku falou hesitante e com vergonha, porém Kirishima apenas assentiu e tirou os dedos de dentro do interior de seu pequeno, retirou totalmente sua boxer e segurou seu membro na frente da entrada de Midoriya, esfregando ali e não o introduzindo ainda, para provocar o menor, que apenas suspirou em desaprovação.

Quando viu um movimento de Kirishima e se sentiu ser preenchido, a cabeça de Midoriya foi para o paraíso e voltou, ardia mas o prazer que crescia aos poucos fazia a dor quase ser nula. Eijirou deu um gemido arrastado, o interior de Midoriya era quente e muito apertado, ficava nervoso de se mexer para não causar dor ao mais novo. Porém quando sentiu um olhar de puro desejo de Izuku, o avermelhado começou a estoca-lo devagar.

Midoriya arranhava as costas de Kirishima, fazendo leves cortes que ardiam e davam prazer para o avermelhado. Eijirou começou a aumentar a velocidade das estocadas, fazendo Izuku pirar e gemer ainda mais alto. Não se importavam se acordassem o prédio inteiro, só queriam explorar os corpos um do outro naquela noite.

Izuku viu que Kirishima estava cansado e resolveu mudar de posição, pediu para o avermelhado parar, e o mesmo saiu de dentro de Midoriya achando que tinha feito algo errado. Mas o esverdeado deitou Eijirou e colocou o membro do mesmo dentro de si. O choque de peso foi grande, mas era completamente prazeroso... Prazer, era o que Midoriya mais queria naquele momento em que seu coração estava em conflito e sua mente cheia de coisas ruins.

O esverdeado começou a cavalgar em uma velocidade alta, e sentiu Kirishima apertar sua cintura, o ajudando com os movimentos. Eijirou se levantou e começou a beijar o pescoço de Izuku, fazendo o menor parar e depositou um beijo nos lábios do mesmo. As línguas se mexiam em sincronia e o Izuku começou a rebolar com o membro do outro dentro de si, causando um prazer inesperado no maior.

Ao finalizar o beijo, Izuku continuou quicando no colo de Kirishima, sentindo ser preenchido e sua próstata ser surrada. Sua mente já começa a ficar em branco, mas os movimentos agora eram por instinto e quando sentiu que estava perto de seu clímax, continuou a beijar o avermelhado. Ele também estava perto de seu orgasmo, então, jogou Midoriya de volta deitado para cama, colocando suas pernas em seus ombros e começou as estocadas em um ritmo rápido.

Izuku foi o primeiro a gozar, sujando sua própria barriga com liquido branco e viscoso, e antes mesmo que pudesse pensar em algo, sentiu Kirishima gozar em seu interior. A semente do avermelhado fez Midoriya se sentir quente e quase desmaiou com a sensação.  Ambos deitaram um do lado do outro e continuaram se encarando com o suor pingando em suas testas.

“Me desculpa, Kiri. Eu não consigo retribuir seus sentimentos agora, mas oportunidades ainda viram” Midoriya pensou antes de puxar o avermelhado para mais um beijo, pedindo passagem com a língua, quando o mesmo concedeu, o esverdeado ativou sua individualidade na saliva para fazer o mesmo cair no sono, o efeito aconteceu assim que a mesma entrou em contato com as papilas gustativas de Eijirou, assim como o menor havia feito com Bakugou naquela vez.

Izuku se levantou e colocou sua boxer, se sentia grudento por conta do suor e por conta do gozo que havia em sua barriga e em seu interior naquele momento. O esverdeado seguiu até o elevador, e por conta de sua consciência estar alterada por conta do álcool, o mesmo acabou apertando o botão do 5° andar invés do 2° andar, que era onde seu quarto ficava.

Quando chegou no andar que pensava ser o seu, seguiu reto até o que achava ser seu quarto e se jogou na cama e dormiu ali mesmo.

P.O.V: Todoroki

Quando eu sai do banheiro no primeiro andar e subi pelas escadas até o meu andar e meu quarto, acabo vendo uma cena diferente. Midoriya estava deitava na minha cama quase sem roupa.

Senti meu rosto e minhas orelhas ficando vermelhas, porém resolvi seguir meus modos e peguei uma de minhas camisas, balancei o esverdeado e quando o mesmo acordou, me abraçou, por instinto, comecei a fazer carinho na cabeça do mesmo.

Parei o carinho e coloquei a camisa no mesmo, que ficou rindo pela mesma ser muito maior que ele, e ficar quase como se fosse um vestido. Pedi para Izuku se deitar e o mesmo assim o fez, eu iria sair o quarto e seguir para o quarto do menor, quando senti o mesmo segurar em minha mão quando me virei para saída.

- Fica e me abraça, por favor -. Havia um tom triste na voz do esverdeado, e eu acabei não conseguindo negar, me deitei na outra extremidade da cama e abracei seu corpo por trás como o mesmo havia pedido. Assim que senti o esverdeado ir dormir, abri um sorriso e acabei me deixando levar pelo sono também.


Notas Finais


Sera que um dia, Midoriya vai retribuir os sentimentos do Kirishima? Sera que as coisas entre ele e o Shouto vão dar uma avançada? Esperem os proximos caps e vcs veram.

Espero que tenham gostado, se não gostaram, deixem um feedback, isso me ajuda a melhorar muito. Beijos de um doce para o outro e até mais.


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