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História Amor obsessivo - Capítulo 76


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Capítulo 76 - Capítulo 76


"A conexão entre duas pessoas não pode ser apagada, mesmo que cheguem a se odiar sempre sentirão carinho em seu coração, uma parte de um sempre viverá no outro."

Estava deitada em minha cama, quando ouvi alguém abrir a porta, mas percebi que era a Francinny, não queria que ela me visse chorando ou ouvisse meus soluços, mas não deu para evitar.

Estava virada para o outro lado da cama, estava esperando ela ir embora, mas a mesma não fez, ela fez outra coisa que me deixou muito surpresa. Senti ela se aproximando e sentando ao meu lado, e logo em seguida me abraçando, e era isso o que eu precisava, daquele abraço, do abraço de conforto dela. Assim que ela me abraçou, senti meus olhos marejarem mais e novamente comecei a chorar, mas as lágrimas que saíram, foi um grande desabafo.

P.O.V. Francinny
Eu estava indo para a minha aula de matemática, mas lembrei de que eu tinha esquecido meus livros, então tive que voltar para o quarto.

Ao chegar no mesmo, abri a porta e a  fechei, e assim que entrei vi a Charlotte deitada na cama, não consegui ver seu rosto, pois ela estava virada para o outro lado, mas logo percebi que ela estava chorando, ouvi seus soluços abafados. Eu queria ignorá-la, mas eu não consegui, ela ainda era a minha prima, e eu sabia o que ela estava passando, eu não poderia abandoná-la alí, naquele estado, talvez ela estivesse precisando de um abraço, e foi isso o que eu fiz. Me aproximei de sua cama e sentei ao seu lado, e logo em seguida a abracei. A mesma pegou em minha mão e começou a chorar, aquilo partiu meu coração, ouvir aquele choro de dor, tristeza e desabafo.

P.O.V. Leon
Estava em meu quarto, deitado em minha cama pensando no que a Charlotte tinha dito, confesso que fiquei irritado, mas me senti culpado e meu coração apertou muito ao vê-la chorando e implorando. Eu comecei a pensar bem sobre o ocorrido, e percebi de verdade que isso a machucava muito, que ela sofria demais por minha culpa, e que ela não estava nada bem psicologicamente. Eu me senti um verdadeiro idiota, um imbecil que estragou a vida dela, eu me sentia um monstro. Mas eu era a minha própria vítima, eu sabia quais eram os meus problemas e sabia que eu deveria tomar meus remédios todos os dias, mas eu não o fiz. Eu tinha que conversar com a Charlotte, eu precisava.

P.O.V. Charlotte
Sequei minhas lágrimas e me sentei na cama.

-Obrigada pelo o abraço, eu estava precisando

-Sem problemas, você está melhor?

-Sim, eu estou

-Eu senti a sua falta, muito mesmo -Sorriu levemente

-Eu também, e você não faz idéia

Rapidamente eu a abracei novamente, e logo em seguida vi o Leon entrar no quarto.

-Charlotte, eu posso falar com você? -Perguntou encostado no batente da porta

-É... Claro -Olhei para a Francinny

-Eu já estou indo

Assim que a Francinny se retirou e fechou a porta, Leon se aproximou e sentou ao meu lado. Percebi que o mesmo estava nervoso, pela primeira vez o vi tenso.

Engoliu a seco -Eu pensei no que você disse, e realmente vai ser a maior dificuldade que eu vou ter que lidar, porque vai ser muito difícil ficar longe de você, não poder te tocar, não poder fazer nada, mas eu vou tentar Charlotte, vou tentar por você! E eu sei que eu fui um verdadeiro monstro com você, bruto, te machuquei muito, te fiz chorar, te fiz sofrer, e meu coração se aperta só de pensar em todas as coisas que eu já lhe fiz, e sim, eu deveria me controlar mais, eu deveria só... Me perdoa, mas saiba que mesmo longe de você, eu nunca, jamais, irei desistir de você -Falou com os olhos cheios de lágrimas

Minhas lágrimas escorreram -Eu agradeço pelo o que você está tentando fazer, por você ter pensado no que eu disse, eu só espero que você melhore

-Me perdoe por tudo que eu te fiz ou falei, por ter te batido, por ter... Te forçado a fazer algo que você não queria, por ter te feito sofrer, por te machucar, por machucar o seu amigo e por ter te ameaçado... Eu não queria ter feito aquelas coisas, eu era a minha própria vítima, eu não conseguia pensar, eu não conseguia simplesmente me controlar... E você não sabe como eu me odeio por isso, você não sabe como eu queria ser uma outra pessoa, uma pessoa melhor, sem todos esses problemas, eu simplesmente odeio tudo isso -Disse chorando

-Eu só... Eu... -Respirei  -Eu entendo o seu lado, eu entendo sobre os seus problemas, você só deveria ter percebido isso bem antes, bem antes de tudo isso, mas eu fico aliviada por você ter vindo conversar comigo e ter se aberto emocionalmente com os seus problemas, eu só espero que você possa melhorar de verdade, e que você consiga se controlar para não me machucar mais -Falei secando minhas lágrimas

-E acredite, eu vou tentar, e muito, eu não quero te machucar mais do que você está. Enfim, eu vou voltar para o meu quarto, eu só vim para esclarecer tudo isso. Antes de ir, eu posso lhe dar um abraço? -Perguntou com os olhos marejados

Eu estava com dó dele e ao mesmo tempo receosa, não sabia se era uma boa dar um abraço nele, mas eu deixei de lado e o abracei.

Ele parecia confortável me abraçando, ele estava chorando demais, talvez eu tenha sido idiota de ter o abraçado, mas talvez ele precise, como todos nós precisamos em algum momento.

Continue...



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