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História Amor ou Poder? - Capítulo 31


Escrita por:


Notas do Autor


Gente, voltei. Demorei um pouquinho, né? Mas já é de praxe. (Rsrs)
Enfim, espero que gostem do capítulo de hoje. Não esqueçam de comentar o que acharam do capítulo, é importante saber o que estão achando.
Boa Leitura!

Capítulo 31 - Capítulo 31


Eu juro por Deus, quando eu voltar para casa
Eu vou te abraçar tão forte
Eu juro por Deus que, quando eu voltar para casa
Nunca mais te deixarei ir embora

Como um rio, eu fluo
Para oceanos conhecidos
E você me puxa para perto
Guiando-me para casa

E eu preciso que você saiba que nós estamos caindo muito rápido
Nós estamos caindo como as estrelas
Nós estamos nos apaixonando
E eu não tenho medo de dizer essas palavras
Com você eu estou seguro
Nós estamos caindo como as estrelas
Nós estamos nos apaixonando

Falling like the stars – James Arthur

P.O.V Autora

Enquanto Maxon a encarava com seriedade, Kriss mantinha um sorriso afetado no rosto, como se estivesse aproveitando cada momento ali.

– O que você quer? – Maxon falou de forma impaciente, querendo se livrar logo daquela situação e voltar para casa, para finalmente resolver as coisas com a sua esposa.

– Tenho uma informação importante a lhe dizer sobre a sua querida esposa. – Kriss sorria como se soubesse de algo que ele não sabia, mas Maxon não se deixou afetar. Não podia acreditar em nada que saía da boca dela.

– Você disse que tem algo a ver com América e Aspen. – Maxon retrucou e viu ela assentir. Ele sorriu. – Nem desperdice sua saliva, não há nada sobre eles dois que eu já não saiba. Então nem pense em usar isso para me separar da América, pois não vai funcionar.

O sorriso de Kriss murchou rapidamente, como uma flor no deserto, deixando Maxon com a sensação de satisfação, por simplesmente acabar com qualquer que fosse a armação dela.

– Você não entende. – Ela disse, depois de se recuperar.

Maxon, no entanto, não quis dá atenção e continuou andando em direção ao seu carro, sem se importar com ela em seu caminho.

– Eles já foram namorados. – Kriss continuou apelando, enquanto Maxon continuou a ignorando. – Não seria surpresa se os dois fossem amantes ainda.

Maxon parou e voltou a olhar para ela lentamente, e soltou um riso de escárnio.

– Eu já sei que isso não é verdade. – Ele se virou novamente, mas Kriss não parou.

– Então você sempre soube disso? – Ele voltou-se novamente para ela. Kriss se aproximou dele de forma cautelosa, cada passo sendo premeditado. Ele conseguia perceber isso. – Sempre soube desse relacionamento deles?

Maxon hesitou ligeiramente, seus pés pareciam ter sido colados no chão, ainda assim tentou fingir que nada tinha.

– Isso não te interessa. – Maxon soou rude, mas Kriss sorriu.

– Não sabia, né? – Kriss parecia uma criança que tinha acabado de ganhar um doce. – Não acha estranho ela ter escondido isso de você por todo esse tempo? Por que motivo ela faria isso, se não tivesse mais nada com Aspen?

Maxon engoliu em seco, enquanto as palavras venenosas invadiram sua mente e a contaminaram. De repente foi como se toda a conversa que acabara de ter com Aspen, e todas as conclusões que teve a partir daquilo tivessem simplesmente evaporado de sua mente, deixando novamente apenas as dúvidas e inseguranças.

Maldita Kriss!

– É bem óbvio que ainda rola alguma coisa. Por isso vim te alertar, Maxon. Não merece ser feito de idiota. – O cinismo era evidente em seu tom de voz, deixando Maxon ainda mais raivoso.

– Já chega! – Ele disse com firmeza. Não podia se deixar abater por aquilo, não se deixaria ser envenenado por ela.

– Eu posso até parar de falar o óbvio, mas é claro que você já entendeu o que estou dizendo. – Kriss sorriu. – E é ainda mais óbvio que você já percebeu, bem lá no fundo, que eu estou certa. Mesmo que não queria admitir.

Mandando um beijo de forma irônica para ele, Kriss virou-se para ir embora, enquanto Maxon assimilava tudo que acabara de acontecer. Só podia ser o carma!

***

Assim que Maxon passou pela porta de casa avistou América sentada no sofá, parecendo nervosa e ansiosa. Ela levantou o olhar rapidamente assim que percebeu sua presença, parecendo estar esperando por ele.

– Maxon, eu quero falar com você. Acho que devemos resolver nossa situação de uma vez. Não aguento mais isso, estamos assim há uma semana. – Ela foi direta, pegando Maxon desprevenido.

Inexplicavelmente, não queria ter aquela conversa naquele momento, algo dentro dele se revirava. América, no entanto, ficou esperando por uma resposta sua, enquanto Maxon a olhava com profundidade como se a analisasse.

– Por favor, não me ignore mais. – Ela lhe olhava com os olhos brilhando de esperança e expectativa e tudo o que ele mais queria naquele momento era ir em sua direção e lhe abraçar, mas ele sabia que ainda não era o momento. Ela estava certa, precisavam conversar e resolver tudo de uma vez.

– Vamos conversar. – Ele foi em direção ao sofá e se sentou, colocando certas distâncias entre seus corpos. Maxon sentia tanta falta de tê-la por perto que poderia simplesmente lhe agarrar e esquecer da conversa.

– Maxon eu já pedi perdão por ter escondido aquilo de você. Eu sei que errei. – Ela começou parecendo hesitante.

– Eu fui conversar com Aspen. – Ele disse, lhe deixando surpresa. América o olhou em silêncio por um instante, como se estivesse assimilando a informação.

– Por quê? – O tom dela tinha algo estranho que Maxon não soube identificar.

– Eu precisava esclarecer algumas coisas com ele. Meu irmão tentou ficar com você, enquanto já estava comigo. Óbvio que tinha algo a resolver com ele. – Maxon explicou, mas o olhar dela não mudou. Ao contrário, eles ficaram nublados.

América levantou abruptamente do sofá, ficando em um silêncio que surpreendeu Maxon.

– Foi perguntar para ele se já tivemos alguma coisa durante esse tempo? – Ela parecia estar quase explodindo, o que deixou Maxon surpreso.

– Claro que não. – Maxon não tinha, de fato, perguntado isso diretamente a Aspen, mas não pôde negar que quis confirmar aquela informação.

Parecendo compreender seus pensamentos América soltou um riso irônico, enquanto seus olhos marejaram levemente. Apesar disso, nenhuma lágrima foi derramada.

– Então para acreditar em mim, teve que ir perguntar para ele? A minha palavra obviamente não é o suficiente para você acreditar em mim.

Maxon mordeu a língua antes que dissesse algo sem pensar, pois, iria se arrepender bastante se o fizesse.

– Eu já disse que não fiz isso.

– Pode não ter dito diretamente, mas com certeza não acreditou em mim. Com certeza, ainda duvida.

Maxon suspirou, não imaginava que a conversa tomaria aquele rumo. Como, de repente, aquilo tinha chegado a tal ponto? Por que tudo estava daquele jeito? Ele estava magoando a pessoa que mais amava no mundo, da mesma forma que ela o tinha magoado dias antes.

Como eles dois tinham chegado a esse ponto?

– Eu acho que não é uma boa ideia ter essa conversa agora. Estamos nervosos, e tudo vamos conseguir é magoar mais um ao outro. – Maxon queria acabar com aquilo, precisava pensar sobre muitas coisas, era o momento errado para conversar.

América não lhe respondeu imediatamente, então ele deu por encerrada a conversa, e se virou para sair dali.

– Não! – América então se pronunciou fazendo Maxon parar e respirar fundo antes de olhar para ela. – Já adiamos demais essa conversa, o que quer que vamos resolver sobre o nosso futuro, o futuro do nosso casamento, deverá ser hoje. Agora!

Maxon apenas a encarou em silêncio, enquanto seus pensamentos estavam o mais puro caos. A conversa que tivera com Aspen batalhava com as palavras de Kriss, aquilo o deixava maluco, por não saber exatamente o que estava acontecendo. Ele tinha perdido o total controle da situação, e por mais que não quisesse admitir, seu casamento estava por fio, sua confiança em América estava por um fio.

Tudo o que ele queria era esquecer que aquilo tinha acontecido, esquecer o que ela lhe dissera. Estava tudo perfeito antes de saber daquilo, agora milhões de dúvidas, inseguranças, desconfianças rodavam sua mente sem parar, fazendo-o acreditar que talvez tudo o que tinha vivido até aquele momento fosse uma completa mentira.

Mas ele não podia negar que amava América. A amava mais do que a sua própria vida, e não podia simplesmente desistir de tudo o que eles já tinham passado até aquele momento, não podia deixar que os pensamentos ruins tomassem conta de sua mente, e conduzissem suas ações.

– Tudo bem. Você está certa. – Maxon voltou a se sentar no sofá e a encarou.

– Eu cansei. Cansei de me desculpar, cansei de dizer que eu nunca te traí. – América o olhava com os olhos brilhando pelas lágrimas não derramadas. – Eu passei uma semana inteira suportando sua indiferença, e sim eu sei que eu errei. Eu já disse isso milhares de vezes, eu errei. Assumo meus atos, mas tudo o que eu fiz foi esconder uma parte do meu passado que não importa mais, que não faz a menor diferença no nosso futuro. Mas não importa mais o que eu diga, não importa mais o que eu faça, você sempre vai me olhar assim. Com desconfiança, vai avaliar cada palavra que sair da minha boca para descobrir se estou sendo sincera. E para quê? Para me torturar? Para torturar o nosso casamento? Eu sei da minha parcela de culpa em tudo isso Maxon, mas eu simplesmente não posso mais.

Maxon permaneceu em silêncio, enquanto as palavras dela ecoavam em sua mente várias vezes. Ele simplesmente não sabia o que dizer.

– É isso? Não vai dizer nada? – América se aproximou dele lentamente e parou na sua frente.

Maxon conseguia sentir o peso do olhar dela sobre si, e era tão pesado que ele sentiu como se estivesse sendo lentamente esmagado. Era aterrorizante.

– Você está certa, América. – Ele se levantou do sofá, parando a pouco centímetros do rosto dela. – Eu só fico pensando e pensando e não consigo entender. O problema não é você ter namorado o Aspen, o problema é você ter escondido e mentido sobre isso. Mentido sobre conhece-lo. Sabe quantas hipóteses eu criei na minha cabeça por isso?

– Acha que eu menti por que tinha um caso com ele? – América sussurrou.

– Não sei. – Maxon quase grita. – Eu sempre confiei em você, eu sempre te dei abertura para confiar em mim também, para me falar tudo o que você quisesse. Mas você escondeu isso, quando teve tantas chances de me falar.

– Eu tive medo, Maxon. – América disse baixinho. – No começo, a mentira foi no automático, simplesmente escapou que eu não conhecia. Depois o tempo foi passando e eu simplesmente esqueci disso, até o Aspen reaparecer na minha frente. Já tinha passado tanto tempo, tinha virado uma bola de neve, que crescia cada vez mais, foi tudo se complicando. Ficava cada vez mais difícil contar para você. Cada vez que dizia que confiava plenamente em mim, era como uma facada, eu não podia suportar aquilo tudo. 

– Eu entendo. Mas tente me entender também, se coloque no meu lugar. Imagine que fosse eu que tivesse escondido isso de você. Não ficaria chateada? Magoada?

– Ficaria sim, não nego. Mas te pergunto, como se sentiria seu olhasse para você com essa desconfiança? Se eu tivesse ido conversar com outra pessoa, para confirmar se estaria dizendo a verdade.

Maxon ficou em silêncio, apenas a encarando. América sorriu.

– Você tinha razão, Maxon. Tudo o que estamos conseguindo com essa conversa é magoar um ao outro. É inútil. Nunca vamos chegar a lugar nenhum.

Maxon apenas balançou a cabeça negativamente.

– Está errada, eu também. Essa conversa serviu para muito mais do que apenas nos magoar, ela serviu para sanar nossas dúvidas. Minhas desconfianças. Você não entende que eu estou morrendo de ciúmes de você?

América o encarou em silêncio.

– E nunca me considerei ciumento. América, eu te amo. Nada mais importa para mim. Eu acredito em você quando disse que nunca teve nada com Aspen depois que ficamos juntos. E apesar de não entender o porquê da sua mentira, e não entendo mesmo, estou disposto passar uma borracha em tudo, esquecer o passado e seguir em frente. Porque você é mais importante para mim e não estou disposto a te perder.

Uma lágrima solitária escorreu pela face pálida de América enquanto assimilava o que estava acontecendo. Ela sorriu.

– Me desculpe ter mentido, eu não deveria ter feito isso, só fiquei com tanto medo de te perder. – América chorou e Maxon a abraçou fortemente.

– Tudo bem, meu amor, tudo bem. – Então ele a beija, e é como se tudo estivesse bem. Apesar de Maxon ainda sentir um leve comichão atrás da orelha.

*** 

Meses depois...

América sentiu as mãos tremerem. O medo e a expectativa disputavam espaço dentro dela, fazendo ela sentir ofegante e receosa. Ela simplesmente custava a acreditar que aquilo acontecia novamente em sua vida, e só de lembrar que a primeira vez não tinha ido bem ela se sentia temerosa. Será que aconteceria novamente?

– Você está tremendo! – Afirmou Lucy com um sorriso singelo em seu rosto. Segurou sua mão livre com força, lhe dando conforto.

– Estou nervosa. – América confessou enquanto a outra lhe encarou com compreensão.

América observou enquanto Lucy desceu a mão para a própria barriga que já estava aparecendo, afinal ela acabara de entrar no quinto mês, e até já sabia que estava esperando uma menina.

– No começo também foi difícil para mim, não esperava ficar grávida. Mas aqui estou eu, e simplesmente amo meu bebê. Vamos, olhe. – Lucy a incentivou, e América respirou fundo.

– Só estou com medo. Já fiquei grávida uma vez e você sabe o que aconteceu. – América já se sentia emotiva só de lembrar do que acontecera.

– Eu sei, mas não vai acontecer novamente. E você ainda não tem certeza se está mesmo grávida, ainda nem olhou o resultado do teste.

América assentiu, e virou o teste para si. Positivo. Ela estava grávida. Novamente. Ela paralisou por alguns segundos. A notícia era, no mínimo, estarrecedora. Ela estava radiante e ao mesmo tempo com medo. Passou a mão sobre o próprio ventre, enquanto prometia a si mesma, que daquela vez não deixaria nada acontecer com seu bebê. Seria cuidadosa, pois sabia que se perdesse outro filho, ficaria perdida para sempre.

– Vai dá tudo certo. – Lucy lhe sorriu, tentando passar confiança. – Os bebês vão nascer quase juntos.

América sorriu em expectativa. Queria segurar seu bebê no colo, acariciar sua pele macia, sentir o seu cheirinho. Claro que aquilo ainda poderia demorar, afinal ela nem sabia de quanto tempo estava. Precisava ir ao médico e confirmar. Então voltaria para casa e contaria tudo para o seu marido, era um novo começo para eles, depois de tudo o que acontecera.

– Mal posso esperar para contar para Maxon, ele vai ficar tão feliz, assim como eu. – América suspirou.

– Tenho certeza que sim. – Lucy sorriu em resposta.

Depois de conversarem por mais algum tempo, Lucy vai embora, e América fica sozinha pensando em como contaria para Maxon. Ela queria que fosse algo especial.

Foi tomar banho, e olhou sua barriga no espelho. Ela sorriu, sentindo seu coração se revirar dentro do peito. 

*

Maxon afrouxou a gravata assim que passou pela porta de casa, sentia-se esgotado e tudo o que queria era tomar um banho e dormir. Se surpreendeu ao avistar América no sofá, ela parecia estar lhe esperando, pois deu um pulo ao vê-lo entrar.

– Tudo bem? – Ele perguntou indo em direção a ela, retirando o paletó e jogando no sofá.

– Tudo ótimo. Estava apenas te esperando. – Ela veio em sua direção e lhe abraçou de forma amorosa.

Maxon retribuiu o abraço, passando os braços pela cintura dela e lhe deu um beijo nos lábios.

– Posso saber o que fiz para merecer tanto carinho? – Ele perguntou em tom de brincadeira, enquanto sentia os dedos dela afundarem em seu cabelo.

– Eu te amo! – Ela respondeu e aprofundou o beijo deles.

Maxon interrompeu.

– Amor, vou tomar um banho. Estou cansando. – Ele lhe deu um beijo na testa e se afastou.

– Eu descobri uma coisa hoje. – Maxon virou-se para ela lentamente, curioso a respeito do que ela falara.

– O quê? – Ele sorriu em expectativa, enquanto a via respirar fundo.

– Estou grávida.

Maxon sentiu o sorriso se fechando lentamente em seu rosto, substituído por uma expressão de surpresa e choque.

– Grávida? – Ele repetiu ainda incrédulo com a notícia.

– Sim. – América pareceu ficar aborrecida pela falta de entusiasmo dele. – Você não gostou? Não parece feliz por isso.

Maxon abriu a boca, mas simplesmente não conseguiu responder nada a ela. As palavras não saíam. Ele se sentou no sofá e enterrou o rosto nas mãos, enquanto a notícia ainda era digerida.

– Maxon? – América lhe chamou, e se aproximou dele. – Qual é o problema? – Ela parecia aflita e torcia os dedos, enquanto esperava uma resposta concreta dele.

– Eu... – Várias coisas passavam por sua cabeça, mas ele não conseguia esboçar nenhuma reação.

Ele se levantou bruscamente do sofá e pegou o paletó no sofá.

– Eu preciso de um ar. Eu já volto. – Sem esperar uma resposta, ele se vestiu e saiu, deixando-a sozinha para trás.

Ele não era do tipo que bebia, mas se viu indo diretamente ao um bar. Tudo o que ele precisava era de alguns goles para acalmar sua mente confusa. Apesar de saber que iria beber bem mais que apenas alguns goles.  


Notas Finais


Gostaram? Não esqueçam de comentar.
Se tiver algum erro, ignorem, não revisei. Depois eu conserto.
Beijos!


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