História Amor-Perfeito - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Boyslove, Bts, Jihope, Taegi, Taejin, Yaoi, Yoonmin
Visualizações 22
Palavras 2.464
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Adultério, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura, leiam as notas finais se possível! <3

Capítulo 2 - Conf(l)ormismo


Fanfic / Fanfiction Amor-Perfeito - Capítulo 2 - Conf(l)ormismo

“And I feel like I'm drowning, the waves crashing over me...”


 

Encarou o cursor de texto piscando sem parar e a página completamente em branco; manteve os braços dobrados para frente, as pontas dos dedos sobre as teclas macias do teclado do notebook...

No entanto, o que tinha para dizer?

Muita coisa, de fato. Mas nada saía... Não conseguia fazer o que mais amava por conta da ansiedade que lhe tomava ao somente abrir uma nova página de texto. Os acontecimentos recentes o assombravam a noite, sempre que fechava os olhos via a imprensa derrubando sua porta, o ex-namorado que nada dizia para desmentir as falsas acusações, os olhares reprovadores de todos... Não conseguia relaxar, nem mesmo no fim do mundo.

O pior de tudo era já estar se habituando a fingir que tudo ia bem.

Mesmo recebendo ajuda de Jungkook, quem ajeitou toda a mudança, não conseguia se sentir seguro. Sempre que saía pelas ruas da pacata cidade atraía os olhares para si, talvez por ser um novo morador, já que esse tipo de coisa não acontecia com frequência. Conheceu Seokjin, irmão mais velho de seu (antigo) editor, quem o auxiliou a se adaptar à cidade. Era uma pessoa bem compreensiva, não lhe fez pergunta alguma mesmo não sabendo o motivo da mudança repentina, a única coisa que disse foi que confiava no irmão caçula. No momento em que ouviu aquelas palavras, a inveja fisgou seu coração. Era filho único e sempre se sentiu sozinho, apesar de ter tido toda a atenção dos pais.

Jimin cresceu em uma família bem sucedida, recebeu muito amor de seus pais e desde que se entende por gente, é apaixonado pela escrita. Já fez livros e mais livros, muitos deles ainda não publicados justamente por serem mais íntimos, afinal gostava de escrever sobre as próprias divagações e experiências, mas não queria se expor tanto quanto fez com seu relacionamento com o apresentador.

Talvez esse tenha sido seu erro.

Jung Hoseok sempre foi um rapaz animado, caloroso e extravagante. Único. Contagiou seu coração em um piscar de olhos e quando se deu conta, já estava apaixonado. Conheceu o apresentador em uma de suas coletivas, quando ele ainda era um repórter na época em que seu primeiro livro fez bastante sucesso e todos queriam saber quem era Park Jimin. O Park era uma pessoa simples e mesmo estranhando o convite para jantar a sós, aceitou. Algo no sorriso dele fez com que não pensasse duas vezes antes de dizer sim àquela proposta.

Sentiu alguém se aproximando e então lembrou de que estava no café que havia em frente ao apartamento onde morava. Olhou para a tela do notebook, notando que uma aba no navegador estava aberta e nela várias fotos de Hoseok podiam ser vistas.

Não queria admitir, mas sentia falta dele.

“Quer outro café, Jimin?”

Olhou para o rapaz alto que lhe sorria amigavelmente. Tentou retribuir o gesto, sem muito sucesso.

“Sim, por favor. O café está ótimo hoje também, Jin.” Sentiu os lábios se curvarem em um sorrisinho involuntário ao ver a expressão do outro se tornar ainda mais alegre. Era sempre assim quando elogiava o café.

“Eu disse que você pode me chamar de hyung, não precisamos ser tão formais. Já lhe trago outra xícara.”

Agradeceu-o com a cabeça, acompanhando o mesmo com o olhar até vê-lo cruzar o balcão para ir à cozinha.

Já estava morando na cidade há quase três semanas. Sua rotina consistia em acordar cedo, ir ao café, encarar o notebook por horas na esperança de conseguir escrever algo e então desistir e voltar para o apartamento, onde ficaria o restante do dia mofando e sufocando nos próprios sentimentos.

Queria esquecer. Ainda mais quando via, através da internet, que as pessoas ainda o procuravam. Ainda queriam tirar satisfações, apesar de nunca terem acreditado em sua palavra... Sabia que no fundo, só queriam ouvi-lo confirmar a história que sequer sabe quem inventou sobre a suposta traição à Hoseok.

Fechou o navegador e suspirou enquanto passava os dedos por entre os fios agora loiros na tentativa de se acalmar quando viu o mais velho se aproximar mais uma vez, trazendo consigo a pequena xícara de café.

“Obrigado... hyung.” Encarou o líquido fumegante e inalou o aroma gostoso do mesmo. Segurou a xícara com ambas as mãos para esquentá-las, mesmo ainda sendo primavera, as manhãs na pequenina cidade eram bastante frias.

“Você quer conversar?” Encarou o mais novo com um leve aperto no coração, não conseguia ignorar a expressão de tristeza que sempre estampava a face dele. Sentou-se na cadeira, de frente para o mesmo. “Sabe, Jimin, pode desabafar comigo. Eu já te vejo como um irmãozinho, você se parece bastante com o Kookie.”

Não conteve um pequeno sorriso ao ouvir o apelido do rapaz. Conseguia sentir o carinho que Jin nutria pelo irmão mais novo.

“Ah, eu acho que é só abstinência, hyung.” Suspirou e bebeu um pouco do café quente que aqueceu seu corpo imediatamente. Agradeceu mentalmente quando o gosto amargo preencheu a boca. “Sinto falta de fumar, estou estressado porque não consigo escrever e preciso me esforçar para não voltar ao vício.”

Havia parado com o fumo desde que Hoseok pedira. Com ele ao seu lado, não sentia a ansiedade lhe consumir como fazia antes, e foi exatamente por isso que não precisou mais de cigarros. Embora tenha fumado durante as últimas semanas por conta do nervosismo, decidiu não ter outra recaída. Afinal, o Jung detestava o cheiro forte e ruim do tabaco e no fundo ainda mantinha uma pequena centelha de esperança em se reconciliar com o apresentador um dia.

“Estou há dois dias sem fumar e mesmo que já tenham se passado anos desde que larguei, é como se eu não tivesse parado.”

Viu o olhar curioso e penetrante do mais velho vasculhando a própria feição como se estivesse questionando se o que dissera era verdade. Não era mentira, mas aquilo não o deixaria tão mal ao ponto de viver suspirando e contendo o choro como estava.

Ainda não tinha chorado de verdade, não conseguia desabafar se não fosse através da escrita e por esse motivo, as lágrimas continuavam presas em si.

“Certo, mas não hesite em me procurar caso precise de alguém, sim? Kookie o confiou a mim.”

Concordou com a cabeça e então recebeu outro sorriso. Jin era uma pessoa que conseguia acalmar as outras, mesmo ele não sendo a própria tranquilidade em si.

O barulho da porta chamou a atenção dos dois e o mais velho murmurou um “até logo” antes de se levantar e ir ao rapaz que adentrava o café.

Reconheceu ser o vizinho, dono da floricultura ao lado de seu apartamento. Ele trazia consigo um pequeno vaso com uma flor que nunca tinha visto. Era linda, branca, pequena e seu interior era amarelado, bem delicado.

“Oh, Yoongi. Elas estão lindas! Obrigado.” Viu Jin pegar o vaso e agradecer o rapaz de cabelos negros. “Sente-se, vou trazer café.”

Era sempre assim, todos os dias naquele mesmo horário, Yoongi trazia alguma muda de flor para o Kim e recebia cafés em troca. Ele passava por si e ia até a mesa mais afastada, onde sentava e bebia seu café completamente sozinho, encarando a xícara como se pudesse ver através do liquido quente, como se pudesse ler algo na pequena fumaça que subia por conta da alta temperatura...

Todos os dias eram iguais.

Exceto por aquele cheiro.

Seguiu-o com o olhar até vê-lo se sentar e relaxar na cadeira de madeira. Inalou o aroma, completamente incerto do que sentia, seria doce? Algum perfume? Ou seriam as flores? O rapaz vivia cercado delas, todos os dias, provavelmente seriam as flores. Os olhos dele cruzaram com os seus e algo dentro de si remexeu quando o mesmo moveu a cabeça levemente em um cumprimento.

Ele parecia ser uma pessoa fechada e quieta, mas algo naquele cheiro dizia mais alguma coisa... Não conseguia entender.

Virou-se logo depois de retribuir o cumprimento e segurou Jin que estava indo levar o café até o de cabelos negros.

“Hyung!” Puxou-o sutilmente por reflexo, e mesmo se sentindo meio sem jeito, continuou ao ver que ele prestava atenção em si. “Está sentindo esse cheiro?”

O de cabelos castanhos inflou os pulmões com ar em busca do tal cheiro, mas somente o olhou com confusão.

“Que cheiro?”

“Esse cheiro... É diferente.” Respirou fundo mais uma vez, inspirando fortemente e sentindo mais uma vez o cheiro desconhecido.

“Oh, provavelmente são as Jasmins que Yoongi trouxe. Eu não senti nada... Você tem um bom olfato!”

Desviou o olhar para as flores no momento em que Jin seguiu seu caminho até a mesa do florista, o vaso estava posicionado sobre o balcão. Levantou-se depois de guardar o notebook na pasta e colocá-la sob um dos braços, seguiu o caminho até a planta.

Antes de realmente fazer o que queria, encarou o vaso. O cheiro era bom, podia dizer inclusive que era instigante, atiçou algo em si que não sabia o que era, mas que o deixou distante de todo o alvoroço de semanas atrás que ainda embaralhava seu interior. Precisava povoar o apartamento com aquele cheiro...

Inclinou-se sobre a planta e inalou o perfume da mesma. Era completamente diferente, adocicado e bem sutil. Não eram as flores.

“Vejo que gostou das flores, sabe o que elas significam?” Jin perguntou ao notar o interesse do mais novo pela planta.

“Não, nem sabia que as flores tinham significados...” Encarou o vaso mais uma vez, quase se perdendo nos próprios pensamentos.

“Você já vai tão cedo?”

“Vou sim, hyung.” Notou o olhar do mais velho sobre sua mão com o dinheiro dos cafés e olhou em volta, um pouco nervoso, percebendo a falta do outro rapaz. “Ele já foi?”

“Yoongi?” Imitou o mais novo e vasculhou o café com os olhos. “Sim, foi abrir a loja.”

“Obrigado, hyung!” Deixou o dinheiro sobre o balcão e saiu quase às pressas com o notebook ainda sob um dos braços.

Atravessou a rua como sempre fazia depois de sair do café, mas dessa vez estava intrigado, não podia ir assim para casa. Abriu a porta da floricultura e olhou em volta, nunca havia estado ali até então. O local era colorido, apesar do verde predominar boa parte de tudo; flores e mais flores que nunca vira antes estavam em vasos pendurados ou no chão, outras em uma estante próximo à vidraça que dava vista para a rua; mais para o centro da pequena loja, tinha um balcão onde Yoongi provavelmente montava arranjos e buquês.

O cheiro do local era diferente, lembrava grama molhada.

“Em que posso ajudar?”

Surpreendeu-se ao ouvir a voz baixa e grossa do moreno que acabara de chegar dos fundos da loja. Estava atrás do balcão, o olhar que era direcionado à si não continha nada mais do que curiosidade, certamente por nunca ter estado ali naquelas quase três semanas.

Então, de repente, se sentiu nervoso. Parecia ser analisado pelo outro, estava sendo fitado fixamente e era como se ele conseguisse ver através de seus olhos. Estava agindo como um tolo, seguindo o florista até ali para questioná-lo sobre um cheiro que possivelmente era invenção da própria mente cansada e perturbada...

Notou que ele ainda esperava pela resposta e então olhou em volta como se buscasse ajuda em todas aquelas flores.

“Err... Eu quero uma flor para decorar meu apartamento!” Praguejou mentalmente, sentindo-se muito bobo por não ter coragem de fazer uma pergunta tão simples. Nem parecia o adulto que era.

“Park, certo? Qual você prefere?”

Quase suspirou aliviado ao ver que ele tinha acreditado em si.

“Oh, por favor, me chame somente de Jimin. E... Hum...” Olhou em volta mais uma vez, e então fitou o rapaz de cabelos negros novamente. “Eu não sei, nunca comprei flores antes...”

Yoongi saiu de trás do balcão e se aproximou devagar, sem desviar o olhar do dele. Jimin sentiu seu estômago se remexer levemente em um pequeno desconforto, mais por estar sem jeito do que pela proximidade.

“Você pode me indicar alguma? Com um perfume bom...”

“Deixe-me ver... Uma flor para Park Jimin...”

Ele o fitou durante alguns segundos como se avaliasse sua imagem para poder escolher a flor. Em seguida, andou pela loja e pegou um dos vasos que se encontravam no chão, as flores eram vermelho puro, muito belas e pequenas. Então se aproximou novamente e entregou o vaso ao loiro.

“Estas são Gerânios.”

Jimin segurou o pequeno vaso e encostou a ponta do nariz em uma das flores para inalar seu cheiro. Era realmente gostoso, um pouco forte e até mesmo fazia seu estômago se acalmar dentro do corpo. Acabou esboçando um pequeno sorriso em seguida.

Entretanto, aquele ainda não era o cheiro que sentira anteriormente no café.

“Hum... Obrigado...”

“Yoongi.” Disse ao perceber a relutância do mais novo em chamá-lo pelo nome, como se não se sentisse confortável ao fazer aquilo sem sua permissão. “Aqui tem um pequeno manual de como cuidar delas, mas se tiver qualquer dúvida, pode me procurar.” Entregou ao mesmo o pequeno livro com todas as informações sobre a planta.

“Oh sim, obrigado, Yoongi. Quanto lhe devo?” Remexeu-se meio desajeitado em busca da carteira, pois segurava o vaso e o manual com as duas mãos e a pasta embaixo de um dos braços.

“Não é necessário. Fica como um presente de boas vindas...”

Ia contestar e fazer questão de pagar, mas o pequeno sorriso do moreno o pegou desprevenido.

Acabou aceitando o presente e indo para o apartamento em seguida, ainda sem reação.

Colocou o vaso florido sobre a sacada e o ajeitou onde o sol não batia muito. Foi até o sofá da sala e se jogou nele, com o pequeno manual em mãos para ler, afinal, tinha sido um presente, seria no mínimo extremamente rude deixar a planta morrer.

Observou o vermelho vivo e se lembrou das palavras de Jin. Será que tinham algum significado também?

Pegou o celular e pesquisou, abrindo a primeira página que apareceu só por desencargo de curiosidade. Rolou os olhos pelo texto e pela foto, até algo chamar sua atenção:

 

Gerânios vermelhos significam consolo. Presentear alguém com Gerânios vermelhos é o mesmo que dizer “Vai passar”.

 

Yoongi sabia o que significava, certo?

Teria escolhido a flor propositalmente?

Fitou as flores mais uma vez e então sentiu, novamente, aquele cheiro peculiar. Foi até a sacada, seguindo o aroma, observou a pequena loja logo ao lado no térreo do prédio vizinho que era idêntico ao qual morava de somente dois andares.

Gerânios vermelhos significam consolo...

Algo em si fez crescer a vontade de descobrir o que de fato era aquele aroma e de onde vinha, e de saber mais sobre o moreno que era envolto por flores e mistério, nem que para isso seu apartamento tivesse de ficar completamente florido.


 


Notas Finais


E então, estão gostando? Espero que sim!
Enfim, eu vou inserir a história no mundo das flores, por isso se ficar alguma dúvida, podem me perguntar.
Espero também que não tenha ficado confuso... Jimin é um escritor que namorava Hoseok, um apresentador de tv famoso que não desmentiu os boatos de que o namorado tinha traído ele. É basicamente isso.

Obrigada por ler <3


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