História Amor Perigoso - Fourth season - Capítulo 15


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Palavras 10.311
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Policial, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 15 - Desavenças


              P.O.V'S Melissa Petrovich

   Devidamente vestida com uma jeans e uma blusa simples de linho cinza, peguei minha bolsa e chequei se todos os materiais necessários estavam ali. Depois de certificar-me de que sim, tudo estava ali, guardei a caixinha dos meus óculos dentro da bolsa e o celular no bolso de minha calça. Abri a porta de meu quarto retirando-me instantes depois, assim descendo as escadas com rapidez. Meus pais ainda não haviam chegado de sua viagem, portanto, só estávamos eu, meu irmão e Roxie ali em casa. Sem paciência ou fome para comer alguma coisa, apenas peguei a chave de um dos carros e sai.

   Peguei o Range Rover da minha mãe e dirigi para minha faculdade, só de pensar que terei que encarar Danny andando pelos corredores da faculdade distribuindo sorrisinhos para aquela Elisa, meu estômago já revirava. Ao chegar estacionei o carro em uma das várias vagas vazias e sai pegando minha bolsa e a jogando em meu ombro. Guardei minhas chaves dentro da bolsa e caminhei em direção à entrada da faculdade. Adentrei a mesma e algumas pessoas já circulavam por ali, tão felizes que chegava a incomodar. Apesar de que eles não têm culpa alguma da minha vida estar uma grande merda.

   Olhei as horas em meu relógio de pulso e faltavam ainda vinte minutos para o começo das aulas. Bufei e sem ter muitas opções fui para a lanchonete esperar. Me sentei em uma das mesas deixando a bolsa na cadeira ao lado. Retirei um dos meus cadernos e o abri dando uma passada de olho nas matérias da semana passada. Até que percebi a presença de outra pessoa logo em minha frente. Ergui meu olhar encontrando Ethan parado me olhando fixamente com um sorriso nos lábios.

   - Bom dia Mel – cumprimentou sentando-se logo em minha frente, ofereci um sorriso de lado – Você passou perto de mim feito um raio e nem me cumprimentou – comentou franzindo o cenho.

   - Desculpa, ultimamente tenho andando com a cabeça cheia demais – falei fechando o caderno que estava sobre a mesa – São tantos problemas que nem sei mais o que fazer.

   - O que está rolando? – perguntou, as linhas de preocupação tomando seu rosto – Tem haver com o Danny e Elisa?

   - Tem tudo haver com eles – falei suspirando ao fim – Danny agora não desgruda daquela garota, ele nem olha pra mim direito – comento decepcionada.

   - Olha Mel, não fica assim. Quando ele perceber o que perdeu, ele vem atrás de você – Ethan disse buscando minha mão sobre a mesa e a apertando – E tem mais, você é bonita demais para ficar se lamentando pelos cantos.

   - Obrigada – agradeci sorrindo, Ethan apertou minha mão, em seguida afastou-a de mim. No mesmo instante em que Danny e Elisa entraram na lanchonete – Por falar no diabo – murmurei lançando um olhar à eles. Danny me olha, mas em seguida desvia o olhar e eles sentam-se em uma mesa afastada de nós. 

   - Essa garota é uma vadia – Ethan afirma, olho para ele curiosa. Ele parecia saber bem o que dizia. Ergui as sobrancelhas em questionamento – Sabia que ela foi a causa do término da minha irmã e o namorado?

   - Não – falei um tanto surpresa – O que ela fez?

   - Dormiu com o namorado da minha irmã – falou me deixando ainda mais surpresa e até com uma pulga atrás da orelha – O ex-namorado da minha irmã estava igual o Danny, defendia ela sempre que minha irmã falava mal dela. Até que ela descobriu a traição dos dois.

   - E você acha que Danny podia estar me traindo com ela? – perguntei querendo, rezando que a resposta fosse não.

   - Eu acho que Danny não seria tão baixo à esse ponto – Ethan afirma passando as mãos pelos cabelos sedosos – Além do mais eu vejo que ele te ama, e já, já ele volta correndo pra você.

   - Eu acho que não – afirmo balançando a cabeça em negação – Antes do término discutíamos muito, sempre por causa da Elisa. E se essa amizade entre eles não for desfeita não há como voltar. Além do mais brigamos noite passada novamente. Até mesmo separados a gente briga.

   - Porque vocês se amam Mel, quem ama realmente briga – Ethan diz tentando ao máximo me passar conforto – Vocês só são orgulhosos demais para enxergar o quanto estão errados. Não só ele, e não só você. Mas os dois.

   - Talvez... – murmurei desanimada.

(...)

   As horas passavam lentamente, até parecia uma tartaruga andando. E cada minuto parecia uma tortura, eu não me sentia bem e muito menos estava com cabeça para escutar o que o professor dizia. Metade das aulas passei dispersa em pensamentos voltados ao Danny, e na outra metade me lamentando pelo fim do relacionamento. Ao soar do sono agradeci mentalmente por aquilo ter enfim acabado, não aguentaria mais nenhum segundo dentro daquela sala. Peguei minhas coisas e sai com rapidez de dentro da sala. Caminhando pelo corredor da faculdade escutei quando meu nome foi pronunciado.

   - Mel – olhei por cima do ombro e Ethan corria em minha direção, até que enfim me alcançou – Poderia me dar uma carona até em casa? Meu carro está na revisão e minha irmã não veio a aula hoje.

   - Claro Ethan – afirmei sorrindo de lado, caminhamos juntos conversando sobre aleatoriedades.

   Até que vi a pior cena da minha vida, bem no final do  corredor, estavam Danny e Elisa se beijando. Aquilo me quebrou em milhares de pedaços, e só confirmou que Danny realmente partiu para outra. Eu me encontrava paralisada diante aquela cena, com os olhos cheios de lágrimas que não ousaram cair. A visão meio distorcida por causa do acúmulo de água, a dor latente e aguda em meu peito. O mundo parecia ter congelado naquele exato instante. Fechei as mãos em punho apertando-as com força. 

   - Mel, você está bem? – Ethan perguntou pegando uma das minhas mãos, então desviei meu olhar para ele.

   - Estou – falo engolindo o choro – Vamos embora – falei pegando o braço dele.

   - Melissa... – escuto a voz de Danny atravessar meus tímpanos assim que já estamos do lado de fora. Me viro com os olhos ainda meio embaçados – Eu posso explicar.

   - Não precisa explicar nada – falei sorrindo e levantando a mão para ele – A gente não tem mais nada, você não me deve satisfações.

   - Por favor, me deixa explicar – pediu fazendo aquela cara de cachorro sem dono. Em seguida olha para Ethan ao meu lado – Você pode nos dar dez minutos? – perguntou.

   - Eu te espero no carro Mel – Ethan avisou, em seguida saiu de perto de nós.

   - Te vejo mais tarde docinho – Elisa falou em tom de provocação beijando a bochecha de Danny e saindo em seguida.

   - Mel, não é nada do que você está pensando – Danny falou buscando por meus olhos ardendo em raiva – A gente... – tenta falar, mas o interrompo.

   - Eu não estou pensando nada Danny, eu vi com meus próprios olhos – falei cínica, ele recuou – Agora também vai dizer que eu estou ficando louca e não vi você enfiando sua língua na boca dela?! – perguntei rindo debochada – Você estava gostando daquilo Danny. E não sei se você fez isso pra me machucar, pra se vingar de mim, mas doeu. 

   - O que? É isso o que você pensa de mim Mel? Acha mesmo que eu ficaria com a Elisa só pra machucar você? – ele pergunta se aproximando e pegando meu braço com firmeza, mas sem me machucar – Você mais que ninguém sabe que eu nunca faria nada para machucar você.

   - Mas fez, intencionalmente ou não – retruquei deixando algumas lágrimas caírem, Danny me olhou no fundo dos olhos e enxugou minhas lágrimas – Eu não quero que você ache que estou te culpando por seguir em frente. Mas tinha que ser justo com a garota que causou nosso fim? A garota que odeio?

   - Me desculpa Melissa – ele fala me pressionando contra a parede fria da faculdade. Danny põe um dos braços ao lado da minha cabeça enquanto sua mão livre se ocupa com minha cintura – Você sabe que eu não machucaria você assim. Sabe que te amo. 

   - Você não me ama Danny – afirmei olhando em seus olhos azuis enquanto enxugo as lágrimas que caiam – Se me amasse mesmo ainda estaria comigo, e não se agarrando com qualquer uma por aí.

   - Para Mel, você sabe que isso não é verdade – alega ele acariciando meu rosto – A Elisa me pegou de surpresa com aquele beijo.

   - Você estava retribuindo ao beijo dela Danny – gritei, e ele me olhou um pouco irritado por causa do grito agudo – Você retribuiu, você estava gostando daquilo. E não vem mentir pra mim dizendo que eu estou ficando louca e que não é nada disso.

   - Odeio quando grita – Danny solta enfurecido, fungo algumas vezes – Vou te mostrar que é você quem eu amo Melissa.

   Sem que eu pudesse retruca-lo os lábios dele são colados aos meus em um ato repentino e rápido. A sua mão que estava em minha cintura apertou minha carne e me puxou para mais perto dele. Puxei sua nuca aprofundando o beijo. Deixando-o mais intenso, nos beijávamos com urgência, com saudade. Já tinha um bom tempo que eu não provava o sabor de hortelã de sua boca. Quando me dei conta do que estava acontecendo o empurrei para longe de mim, quebrando o beijo.

   - Um beijo não prova que me ama – falei já passando por ele, mas Danny agarrou meu braço antes que eu o deixasse para trás – Me solta – pedi trincando os dentes.

   - Por favor, Mel... – sussurrou, soltei meu braço de sua mão com brutalidade e dei as costas à ele. E fui embora, dessa vez sem ser interrompida.

(...)

   O silêncio dentro do carro era quase palpável, Ethan não se atrevia a dizer nada, muito menos eu. Quando cheguei ao carro um pouco mais cedo, ele até me questionou sobre o que teria acontecido, no entanto, lhe disse que aquele não era um bom momento. E realmente não era. Me sentia machucada demais para tocar naquele assunto, naquele momento. As imagens ainda estava frescas em minha memória, e suas palavras também. E tudo aquilo me machucava ao ponto de me deixar completamente sem palavras para expressar a dor.

   - Quer entrar e conversar? – Ethan pergunta ao pararmos em frente à sua casa, virei meu olhar em sua direção.

   - Tudo bem – dei-me por vencida, uma hora outra eu precisaria desabafar com alguém.

   Saímos do carro e deixei minha bolsa com o celular lá dentro. Segui Ethan até a porta de sua casa e o mesmo destrancou a porta empurrando a madeira em seguida. Adentrei em sua sala logo atrás dele, eu já tinha vindo aqui algumas vezes, em festas que a irmã dele organizava. Ethan era um bom amigo, e uma boa pessoa também. Esforçado, inteligente, compreensivo, um bom ouvinte além de ser lindo. Ele é mesmo um homem atraente. Com seus cabelos sedosos em um loiro escuro, a pele tão branca contrastava com seus lábios vermelhos e bem desenhados. Olhos esverdeados que brilhavam intensamente, a barba bem feita, além dos músculos de seu corpo.

   - Senta aí – disse apontando para o sofá estofado de couro preto – Quer desabafar? Me contar o que está rolando entre você e o Danny?

   Suspirei me sentando ao seu lado e me virando para ele de modo que ficássemos de frente um para o outro. Depois de alguns minutos tomando coragem, comecei a contar tudo à ele, desde o término até o episódio de minutos atrás. E era impossível contar tudo aquilo para ele sem derramar as lágrimas presas dentro de mim. O loiro apenas me ouvia atentamente, sem me questionar ou me interromper.  Ao fim de tudo, eu me sentia um pouco mais leve por enfim dar conta de desabafar e por tudo aquilo pra fora.

   - Não chora Mel – Ethan disse tocando meu rosto e enxugando as lágrimas – Relacionamentos são complicados, e sempre tem suas desavenças. Mas você sempre foi uma garota forte e vai superar isso. E eu estou aqui para te ajudar. Tudo bem? – ele pergunta e eu assinto.

   Ethan me puxa para um abraço e afundo meu rosto em seu peitoral sentindo seus músculos rígidos. Seus braços me envolveram de forma reconfortante, acariciando minhas costas com as pontas de seus dedos. Apertei o seu tronco, me afundando um pouco mais em seu corpo, podendo sentir o cheiro maravilhoso que ele exalava. Aos poucos os soluços se tornaram inaudíveis, as lágrimas cessaram como se elas nunca houvessem caído. Fui erguendo meu rosto aos poucos até encontrar os olhos verdes que me fitavam intensamente.

   Meus olhos caíram para seus lábios avermelhados e úmidos. E por um momento desejei que sua boca estivesse envolvendo a minha. Era errado deseja-lo mesmo amando outro? Eu me questionava. Seus olhos tornaram-se curiosos sobre mim quando me aproximei bem mais e toquei o seu rosto. Deslizei meu polegar para seus lábios carnudos, entreabrindo-os. Por dentro eu estava praguejando-me por estar fazendo aquilo. Uma parte de mim queria aquilo tanto quanto ele, e a outra parte me culpava pelo ato que viria a seguir. Foi quando tomei seus lábios para mim em um beijo quente e desejoso.

   Ethan apesar de parecer surpreso me correspondeu na mesma intensidade apertando a minha cintura firmemente com suas mãos grandes. Senti que ele se ajeitou sobre o sofá e deslizei até me sentar em seu colo. Meu corpo parecia estar pegando fogo, e eu estava me deixando levar pelo desejo. Novamente Ethan se ajeitou e acabei me sentando em cima de sua crescente ereção. Ele gemeu quando rebolei sobre ele, apertando minha bunda com certa força. Separei-nos do beijo deixando minha testa repousada sobre a dele, ofegante.

   Depois de um tempo o encarando desci meus lábios tocando a pele quente de seu pescoço, agora arrepiada. Ele gemia baixo a cada novo toque em sua pele, enquanto suas mãos brincavam em minha cintura. Senti quando Ethan se levantou comigo em seu colo e subiu as escadas. Minutos depois minhas costas entraram em contato com o colchão macio. Meus olhos estavam presos aos dele que me encaravam desejosos. Seu polegar tocou meus lábios e um sorriso se estampou em meu rosto, o homem se abaixou até mim e deixou um selinho rápido em meus lábios.

   - Tem certeza que quer isso? – ele pergunta receoso.

   - Sim – respondi normalmente.

   Ele sorriu e não demorou para que suas mãos estivessem retirando a minha blusa, ele admirou meu corpo por um certo tempo. Então seus dedos grandes e gélidos tocaram a minha pele quente, deslizando pelo meio dos meus seios, barriga até encontrar o botão da calça. Sem demoras aquela peça deslizou por meu corpo e se perdeu em meio ao quarto. Eu estava quente, e meu corpo todo estremecia aos seus toques. Depois de dias sem sexo, eu estava mais sensível aos toques. Fechei meus olhos assim que senti seus lábios úmidos tocando minha barriga.

   Levantei o quadril encontrando o membro dele por cima da calça, Ethan gemeu. Abri os olhos novamente e ajudei Ethan a tirar seu casaco e em seguida sua camisa. Meus olhos queimaram sobre seus músculos rígidos e trincados. Ele tinha um corpo perfeito, barriga trincada, músculos rígidos, braços grandes e fortes. Minhas mãos foram de encontro ao botão da calça dele, ajudei-o a tira-la até onde pude e ele tirou o resto. Minha calcinha e sutiã também se perderam junto as outras peças. Ethan arrancou sua cueca expondo seu membro grande e ereto, umedeci os lábios.

   Depois de protegido ele se deitou sobre mim controlando seu peso, colou sua testa à minha e sorriu. Retribui ao seu sorriso, e ele se enterrou dentro de mim. Rebolei meu quadril contra o dele arrancando gemidos de ambos. Puxei-o para um beijo ao qual ele retribuiu de forma quente e desejosa. Sua língua explorou minha boca carinhosamente sem deixar de ser quente. Sua mão apertou meu quadril com força e com certeza deixaria uma marca ali. Mordi seu lábios nos separando, Ethan deixou sua boca repousada próxima ao meu ouvido enquanto gemia.

   Podia sentir sua respiração quente batendo contra minha pele quente e suada, arranhei suas costas quando ele aumentou o ritmo das entocadas. Mordi o pescoço dele mostrando o prazer que ele me proporcionava ali naquele momento. Apertei os braços dele quando gozei em torno dele chamando por seu nome. Algumas entocadas depois e ele também gozou, caindo sobre mim. Nossos corpos estavam grudados pelo suor, e ainda muito quentes. 

              P.O.V'S Danny Styles

Domingo, 11:40 AM

   A família estava toda reunida na casa dos meus avôs, todos em volta da grande mesa de madeira que localizava-se no meio do grande jardim traseiro. Eu e Mel não trocamos nenhuma palavra desde que chegamos aqui. Por causa daquele beijo que Elisa me deu, Melissa ficou bastante chateada comigo e mal olhava na minha cara. Eu não a culpava por estar com raiva, chateada comigo, mas ficar longe dela, estava sendo insuportável. Vi o exato momento em que ela se retirou da mesa sem que ninguém a visse. Um certo tempo depois também me retirei.

   Todos estavam tão concentrados que nem perceberam nossa saída. Segui para dentro da casa procurando por Melissa. Depois de atravessar a cozinha e passar pelo corredor, vi ela saindo do banheiro e parei ali mesmo no meio do corredor. Ela estava tão linda dentro daquele vestido florido. As cores vivas do tecido contrastavam com sua pele. Seus lábios avermelhados, os olhos puxados brilhando intensamente e suas bochechas levemente ruborizadas. Fui até ela atraindo sua atenção.

   - Precisamos conversar – afirmei, ela respirou fundo tentando passar por mim. No entanto, segurei seu braço – Deixa de ser infantil Melissa – pedi.

   - Vai se foder Danny – falou raivosa, pressionei-a contra a parede – Me deixa sair, não temos nada o que conversar um com o outro.

   - Claro que temos – afirmei apoiando uma das mãos na parede – Até quando vai ficar chateada comigo?

   - Isso importa? – pergunta debochada – Você foi babaca comigo várias vezes Danny. Jogou nosso relacionamento fora por causa de uma vagabunda, brigou comigo naquela boate, e depois estava beijando a garota que você sempre disse ser apenas amigo.

   - Primeiro: você também tem culpa do término do nosso namoro. Segundo: nossas brigas sempre foram por culpa dos seus ciúmes excessivo. Terceiro: eu e Elisa somos só amigos. E quarto: eu não a beijei, ela que me beijou – falei buscando por seus olhos castanho quase negros – Você sabe que também tem parte da culpa nisso.

   - Danny, não me venha com essa agora. Você retribuiu ao beijo dela, isso já é motivo suficiente para eu ficar chateada – pronunciou brava, revirei meus olhos – Está vendo como você é babaca? – perguntou me empurrando pelo ombro.

   - Babaca por que? Por que eu estou achando patético seu drama em relação ao beijo? – perguntei cínico, os olhos de Melissa pegavam fogo de raiva – Qual é Mel, você também beijou outro carinha na boate aquele dia. Nem por isso fiquei chateado.

   - Quer saber? Eu não só beijei um carinha – falou me fazendo franzir o cenho confuso – Eu transei com o Ethan – jogou e meu sangue ferveu.

   - Você o que? – perguntei raivoso, ela sorriu cínica se divertindo com a situação – Você transou com o Ethan, Melissa?

   - Transei sim, mas isso não é da sua conta – despejou venenosa – Não mais.

   - Vadia – cuspi com toda a raiva que havia em mim. Senti meu rosto virar e arder depois de um tapa vindo dela.

   - Olha o jeito que fala comigo Danny, eu não sou as vagabundas que andam com você – informou em tom de irritação. Me virei rapidamente com os olhos pegando fogo e segurei seu braço com força.

   - E você não bate em mim porra – gritei empurrando-a contra a parede enquanto apertava seu braço – Me ouviu? Nunca mais coloque as mãos em mim Melissa.

   - Me solta, está machucando meu braço – gritou tentando se soltar, mas quanto mais ela tentava mais eu a apertava – Me solta Danny.

   - Cala a porra da boca – gritei, Melissa me encarava com raiva enquanto eu apertava seu braço e a pressionava contra a parede – Você é uma garota muito birrenta, cheia de vontades, desconfiada, e se irrita por qualquer coisa. Mas, não pense que só por isso eu vou deixar você me bater assim – afirmei.

   - Para – gritou tentando se livrar de mim – Meu braço Danny.

   - O que está acontecendo aqui? – escutamos a voz de meu pai, mas nenhum de nós desviou o olhar um do outro – Danny – meu pai chamou, não o olhei.

   - O que é isso? – agora era a voz grossa e séria de Mikhail que questionava.

   - Danny solta ela – meu pai ordenou, mas não o fiz – Danny – falou pausadamente como um aviso.

   - Solta ela Danny, agora – Mikhail exigiu – Se não solta-la vamos acabar nos desentendendo rapaz – com aquela frase acabei soltando Melissa aos poucos – Agora expliquem que merda está acontecendo aqui. Escutamos os gritos de vocês lá do jardim – Mikhail disse e enfim nos viramos encontrando quase todos ali nos olhando.

   - Não é nada – Melissa afirmou mais calma – Quer saber, eu vou subir – disse dando as costas à todos nós e saindo. E então todos os olhares pararam em mim, em busca de explicações.

   - Esqueçam essa merda – falei também saindo.

(...)

   Depois de um sermão do meu pai sobre o ocorrido, me senti culpado pelo modo estúpido que agi com Melissa. Eu posso até tê-la machucado mais cedo, por causa da minha raiva. Tomei uma água para que me acalmasse e subi as escadas procurando em todos os quartos onde Melissa estaria. Achei a mesma no último quarto do corredor, ela estava em pé de frente para a janela e de costas para mim. Fechei a porta e me aproximei dela. A mesma percebeu minha presença, tanto é que sua respiração ficou pesada com a minha presença.

   - Vim te pedir desculpas – falei tocando o braço dela, a mesma se virou me encarando – Desculpa pelo que fiz lá embaixo e por ter sido tão idiota todo esse tempo. Não quero mais ficar brigando com você Mel. 

   - Eu também não Danny – Melissa disse agora mais calma.

   - Sinto sua falta – falei puxando-a para um abraço, que ela retribui. Seu braços me apertam contra ela – Faz amor comigo.

   Mel se afastou encarando meus olhos, toquei seu rosto levemente e puxei sua cintura grudando nossos corpos um ao outro. Beijei seu pescoço levemente e fui subindo até encontrar seus lábios grossos, pedi espaço que me foi concedido. Minha língua escorregou para dentro de sua boca dando início a um beijo intenso e quente. Apertei sua cintura me virando junto à ela e a deitando sobre a cama, suas mãos foram parar em minhas costas. Puxei sua boca finalizando o beijo e nos ajeitando corretamente sobre a cama. Tirei meus sapatos e também os sapatos dela. Retirei o vestido e o sutiã dela fazendo as peças se perderem em meio ao quarto.

   Me abaixei puxando o bico do seio dela entre meus dentes o que a faz arfar, rodei a língua em torno de seu mamilo e ela gemeu baixo agarrando meus cabelos. Enquanto sugo um de seus seios massageio o outro e ela gemia roucamente em meu ouvido, me deixando insano. As mãos de Melissa puxam minha camisa e paro com o que faço para ajuda-la a tirar. Puxo a camisa por trás tirando-a de meu corpo, a mulher abaixo de mim deixa suas mãos deslizarem por meu corpo. Me abaixo novamente deixando um selinho nos lábios dela enquanto minhas mãos deslizam por seu corpo quase nu. Tiro minha calça ficando agora apenas de cueca, meu membro já ereto pulsava dentro da cueca apertada. Virei Melissa sobre a cama de modo que ela ficasse agora de costas para mim.

   Me deitei sobre ela e afastei seus cabelos beijando sua pele quente, meu membro estava pressionado contra a bunda dela fazendo-a gemer. Distribui chupões, beijos e mordidas por suas costas até chegar em sua bunda onde depositei uma mordida, que a fez gemer. Deixei que minhas mãos percorressem por todo seu corpo até encontrar sua calcinha e começar a tira-la de seu corpo. Tirei minha cueca, me estiquei até minha calça onde peguei minha carteira tirando de lá uma camisinha. Protejo-me e me deito novamente sobre ela penetrando-a, Melissa geme. Começo com movimentos ritmados e devagar, entrelaçando nossas mãos enquanto penetro-a. 

   Suas costas estavam grudadas em meu peitoral fazendo que nossas peles quentes se roçassem uma à outra. Mel vira um pouco o seu rosto de modo que eu consiga beija-la. Minha língua adentra em sua boca e se movimenta vagarosamente, enquanto aperto sua cintura. Depois de tanto tempo sem toca-la me sentia aliviado, afinal, só ela conseguia me satisfazer por completo. Separo nossos lábios novamente e aproximo minha boca de seu ouvido sussurrando coisas sujas para ela que se arrepia e geme.

   - Eu te amo – sussurro beijando seu pescoço, vejo-a sorrir minimamente – Geme meu nome amor – peço bem baixo.

   - Oh Danny, mais rápido – praticamente suplica.

   Saio de dentro dela e viro-a sobre a cama deixando-a de barriga para cima, me encaixo no meio de suas pernas e me enterro dentro dela. Tinha a visão perfeita de seu rosto naquele momento, seus olhos transbordavam luxúria e desejo. Seus lábios entreabertos sopravam a respiração quente em meu rosto. As mãos dela se encaixam em minhas costas e não demora para que suas unhas comecem a rasgar minha pele. Gemo baixo mordendo o lábio inferior à medida que aumento a velocidade e intensidade dos movimentos.

   O bico dos seios de Melissa se esfregavam em meu peitoral a todo momento, deixando tudo ainda mais excitante. Estava sentindo que Melissa estava bem próxima ao seu orgasmo, por isso tomei seus lábios para mim, evitando que ela gemesse alto demais e chamasse a atenção de nossos familiares. Não demorou para que os músculos do sexo dela apertassem meu membro dando à ela sua libertação. Seus dentes apertaram meu lábio inferior indicando sua satisfação. Algumas poucas entocadas depois e acabei gozando.

   Meu corpo caiu sobre o dela em um baque surdo, e ficamos ali por um bom tempo. Comigo ainda dentro dela sentindo o pulsar de sua intimidade quente contra meu membro. Depois de um longo tempo recuperando meu fôlego, e acalmando meus batimentos cardíacos enfim sai de dentro dela. Me levantei e fui ao banheiro onde descartei a camisinha e lavei as mãos voltando ao quarto. Mel estava deitada sobre a cama encarando o teto, ainda completamente nua. Vesti minhas roupas rapidamente e me sentei de costas para ela.

   - Estava com saudade de você – sussurrou logo atrás de mim.

   - Eu também estava – sussurrei de volta ainda sem encara-la.

   - Ei, o que você tem? – ela pergunta tocando meu ombro, olho por cima do mesmo encontrado seu rosto sugestivo bem próximo ao meu – Ainda está chateado comigo por causa do Ethan? – perguntou curiosa.

   - Não – afirmei negando brevemente com a cabeça – É só que isso não devia ter acontecido – falei voltando o olhar para frente e escutando a respiração dela pesar.

   - Por que? Eu não estou te entendendo – declarou com sua voz rouca e baixa.

   - Eu não quero te dar falsas esperanças Mel – disse fechando os olhos por alguns instantes – Eu e você estamos em vibes diferentes no momento. Você provavelmente quer um relacionamento sério, mas eu não quero isso no momento.

   - Como assim Danny? – perguntou e pude ouvir uma movimentação nos lençóis – E isso o que acabou de acontecer? Não significou nada pra você?

   - Não é isso Melissa, é claro que significou algo pra mim. Eu amo você – falei enfim me virando para encara-la – Mas não é o nosso momento, não é o momento de ficarmos juntos – proferi encontrando seus olhos cansados e tristes.

   - Esquece Danny – ela falou balançando a cabeça negativamente enquanto sorria ironicamente. Ela se levantou e começou a se vestir – Eu realmente achei que ainda havia chances pra nós, mas não há. Eu preferi acreditar no meu conto de fadas, do que na merda da realidade.

   - As coisas não são bem assim Melissa, ainda há chances pra nós, mas não agora – falei me levantando e me pondo à frente dela – Eu preciso mesmo de um tempo sozinho, ainda somos novos. Precisamos conhecer o mundo, as pessoas.

   - Eu já entendi a sua lógica de vida Danny – Melissa disse soando fria – Pode ir conhecer o mundo, as pessoas, pode ir se divertir. Vai mesmo. Comece a frequentar todas as baladas possíveis e conhecer pessoas tão ou mais vazias que você. Beije o máximo de bocas possíveis, e liste todas as garotas que você ficar. Transe com todo mundo e se vanglorie disso. Beba tudo que você tem direito, até não se lembrar qual seu nome ou onde mora – falava amargamente enquanto fitava meus olhos – Mas quando você se cansar dessa vida, olhe pra trás e veja se tudo isso valeu a pena – despejou amargamente esbarrando no meu ombro e indo em direção à porta, observei-a – Mais uma coisa. Por favor, não me use de estepe quando perceber que a vida que você quer não valeu a pena – finalizou saindo e batendo a porta.

   Fiquei ali igual idiota encarando a porta fechada, digerindo as palavras de Melissa. De certa forma, aquelas palavras me baquearam de forma descomunal. Talvez Melissa estivesse certa e essa vida que eu quero não valha a pena. Mas eu preciso arriscar um pouco. 

            P.O.V'S Nolan Petrovich

   Já era noite e tínhamos acabado de voltar da casa da minha avó. Melissa ainda estava emburrada por causa de tudo o que rolou com Danny. Por isso nem me meto em relacionamentos, porque só trazem problemas. Além do mais, mulheres são complicadas demais e vivem dando dor de cabeça. Até mesmo Roxie, e olha que nem temos nada um com o outro. Mas ela acha que pode me cobrar satisfações simplesmente pelo fato de termos dormido juntos. E isso só aconteceu uma vez, porque eu estava bêbado. Só tem uma coisa que eu gosto por tê-la aqui em casa, assim eu tenho alguém para irritar. E digamos, que ela se irrita facilmente.

   Hoje mais cedo havia recebido a notícia dos meus pais que os negócios na Rússia não tem andando muito bem, por isso me decide que estaria me mudando para lá ainda hoje. Meu pai e minha mãe concordaram com tal decisão, afinal, comigo lá seria mais fácil de administrar tudo. Além de diminuir razoavelmente as idas do meu pai até lá. Para mim não era um má ideia, assim eu conheceria pessoas novas. Além de poder conhecer várias russas gostosas, e mudar um pouco o cardápio.

   As minhas malas já estavam devidamente arrumadas sobre minha cama, e o jatinho me esperava no heliporto sobre a casa. Depois de checar tudo ali em meu quarto, sai do mesmo e desci as escadas rapidamente. Atravessei a sala vazia, em seguida a cozinha chegando ao corredor que me levava ao quarto de Roxie. Quando cheguei à porta encontrei a garota de costas para mim, vestida apenas com uma lingerie vermelha provocante.

   Mordi o lábio inferior e fui me aproximando dela, puxei sua cintura grudando suas costas em meu peitoral. Roxie se arrepiou com o toque da minha mão em sua barriga nua e um suspiro escapou por seus lábios. Beijei sua pele quente deixando seus poros eriçados, e ela respondeu ao meu toque apertando meu braço. Virei-a de frente para mim e seus olhos me fitaram com intensidade. Pressionei ela contra a cômoda e comecei a beijar sua pele e apertar ela contra mim. Fui aproximando meus lábios de seu ouvido aos poucos.

   - Você fica uma tentação vestida assim – sussurrei mordendo seu pescoço e recebendo um gemido em resposta.

   - Para Nolan – exigiu colocando suas mãos em meu peito, no entanto, continuei com o que fazia – Para – impôs me empurrando para longe dela.

   - Qual foi Roxie – falei irritado encarando-a – Eu sei que você quer, vadias como você não recusam uma boa noite comigo – disse debochado me aproximando dela novamente. Foi então que ela deu um tapa em meu rosto.

   - Não fala assim comigo, eu não sou suas putas – declarou enfurecida.

   - Está ficando maluca garota? – perguntei agarrando o braço dela e a jogando em cima da cama – Eu já falei pra você não bater em mim filha da puta.

   - Você que é um abusado e não mede suas palavras – gritou se levantando da cama e pondo-se em minha frente – Agora vaza daqui – ordenou e dei risada, o que a deixou mais irritada.

   - Você não está em posição de dar ordens minha cara – falei tocando seu rosto, ela travou o maxilar – Agora arrume suas malas que hoje mesmo estaremos nos mudando.

   - Eu não vou a lugar nenhum com você – declarou tirando minha mão de perto dela e fechando a cara – Você não pode me obrigar a ir onde não quero.

   - Não só posso, como farei – falei sorrindo debochado – Quando eu voltar aqui nesse quarto, em dez minutos, quero duas malas prontas. Me ouviu? – perguntei.

   - Sai Nolan – falou irritada.

   - Eu vou, mas volto daqui a pouco – proferi apertando a bochecha dela e saindo.

   Roxie acha mesmo que está em posição de ordenar alguma coisa aqui, mas ela está redondamente enganada. Desde o dia em que a capturei na casa do pai, ela se tornou minha e deve seguir as minhas ordens. Agora só falta ela entender isso de uma vez e começar a seguir as regras. Sai dos meus devaneios e caminhei em direção à porta da sala. Abri a mesma e sai por ali indo até um dos seguranças mais próximos.

   - Pegue minhas malas no meu quarto e as leve para o jatinho – ordenei e ele assentiu indo fazer o que pedi – E você vá até o quarto de Roxie e veja se ela já está pronta – decretei ao outro.

   Assim que o homem retirou-se, tomei meu celular mas mãos e mandei algumas mensagens aos homens que trabalham na casa da Rússia. Também aproveitei para fazer algumas ligações importantes com negociantes. Depois de tudo feito guardei o celular no exato momento em que o segurança parou ao meu lado.

   - A garota disse que não vai com o senhor, patrão – declarou me olhando fixamente.

   - Aquela garota está testando a minha paciência – falei raivoso, dando as costas ao segurança e voltando a entrar na casa. Com rapidez me dirigi ao quarto dela – Você está me testando, não está? – perguntei assim que pus os pés no quarto dela.

   - Me deixa em paz – Roxie falou da cama, onde estava deitada debaixo das cobertas.

   - Levanta da porra dessa cama agora – exigi abrindo o guarda roupas dela. Peguei algumas roupas e arremessei sobre a cama – Vista-se – falei sem olhar para ela.

   Peguei uma mala e dentro dela fui jogando roupas e objetos pessoais enquanto Roxie reclamava atrás de mim. Bufei irritado com a falação dela e me virei para encara-la, com um olhar apenas ela se calou. Percebendo que eu realmente estava estressado e não estava para brincadeiras. Um tempo depois me voltei para a mala terminando de arrumar a mesma. Depois de pronto virei para Roxie que já estava devidamente vestida com as roupas que eu havia escolhido.

   - Agora vem – ordenei pegando a mala e segurando o braço dela.

   - Eu sei andar sozinha, não precisa me arrastar – declarou me fazendo olha-la de lado com cara de poucos amigos – Idiota.

   - Vadia – sussurrei.

   Encerramos a conversa por ali mesmo e em pouco tempo já estávamos no heliporto. Não ia nem mesmo me despedir dos meus pais, porque devido à hora eles já estariam dormindo. Um dos homens que estavam ali pegou a mala da minha mão e guardou a mesma. Sem demoras entrei no jatinho arrastando Roxie junto à mim. Ela se sentou em uma das poltronas assim que soltei seu braço e fiz o mesmo me sentando ao lado dela. A loira virou seu rosto para o lado oposto, emburrada. Não dei a mínima ao seu chilique e logo já estávamos decolando.

(...)

   Depois de passar algumas horas dentro daquele jatinho junto de Roxie e suas reclamações, finalmente havíamos pousado. Desci do heliporto sobre a mansão com a loira junto à mim. Descemos algumas poucas escadas chegando ao corredor dos quartos. Já tinha vindo aqui algumas poucas vezes e era realmente grande.

   - Escolha um dos quartos pra você – disse olhando-a, a mesma passou por mim indo escolher um quarto.

   Dois dos meus segurança desceram com as malas, um deles levou a mala de Roxie e outro colocou as minhas no meu quarto. Entrei no mesmo e dispensei o segurança, fechei a porta e me despi rapidamente indo até o banheiro. Entrei no box e comecei a tomar um banho relaxante, para esquecer um pouco o estresse e diminuir a tensão de meus músculos. Após o banho voltei ao quarto e me vesti com apenas uma cueca e me joguei na cama. Precisava dormir um pouco, descansar depois de uma longa viagem.

   - Nolan – escutei a voz de Roxie atravessar a porta, e murmurei um “entra”. A porta se abriu e virei meu rosto em sua direção, suas bochechas coraram ao notar minha quase nudez – Tem um homem chamando por você no andar de baixo – explicou.

   - Diz que já estou indo – falei bufando em seguida, a mesma assentiu se retirando – Que merda.

   Me levantei com o mau-humor latente, a dor de cabeça fina, e os músculos cansados. Me troquei com certa rapidez e sai do quarto, logo descendo as escadas. Já ali na sala um homem de aparência mais velha, cabelos grisalhos, pele branca com os olhos azuis contrastando e roupas completamente negras e chiques esperava-me sentando ao lado de Roxie. Os dois conversavam distraidamente que nem notaram minha presença. Pigarrei chamando-lhes a atenção.

   - Petrovich – o senhor fala se levantando – Eu sou Ivan Makarov, trabalho junto com seu pai faz um bom tempo. Ele me pediu que te mostrasse como funciona tudo aqui.

   - Claro, me acompanhe – pedi me direcionando para o corredor e logo adentrando o escritório. Caminhei até a mesa e me sentei atrás da mesma – Sente-se – pedi apontando para a cadeira logo em minha frente.

   - Então, como deve saber as coisas por aqui não tem andando muito bem – comenta, e acabo por assentir – Ultimamente a Yakuza tem nos dado muitos prejuízos, além das pequenas gangues que vem se formando aqui na Rússia. 

   - Sim, eu estou a par de tudo isso – falei cruzando as mãos sobre a mesa – Quais providências tem sido tomadas quanto ao que vem acontecendo?

   - Estamos tentando acabar com os problemas das gangues daqui primeiro, para depois lidar com os problemas maiores – proferiu seriamente – Não creio que será fácil acabar com os japoneses rapidamente.

   - Entendo – falei me acomodando sobre a cadeira – De qualquer forma temos que acabar com as gangues daqui, porque pelo que sei tivemos muitos prejuízos por causa deles.

   - Sim – concordou – Quanto a isso nossos homens já estão em ação. Essas gangues são fracas e não vai ser difícil derruba-las.

   - Acho bom – conclui.

(...)

   Depois de um longo banho, me troquei e me arrumei rapidamente. Iria visitar uma das boates que meu pai tem por aqui e ver como andam os negócios por lá. Não queria deixar Roxie aqui sozinha, mas não tinha muitas escolhas. Sai do quarto pegando as chaves do carro, atravessei o longo corredor escuro e não demorou para que começasse a descer as escadas. Ao atingir o final dela escutei a voz de Roxie.

   - Vai sair? – perguntou, procurei-a com o olhar, a encontrando escorada no batente da porta.

   - Não que isso seja da sua conta, mas sim – falei de modo simples.

   - Grosso – murmurou colocando a colher na boca, então percebi que ela estava detonando um pote de sorvete – Pelo menos terei paz nessa casa – pronunciou se jogando sobre o sofá e ligando a TV.

   - Sabe que mudei de ideia – falei deixando-a confusa – Você vai comigo. Vai se trocar.

   - Mas eu não quero ir – declarou sem mais cerimônias, revirei os olhos.

   - Eu não perguntei se quer ou não ir, só mandei ir se trocar – falei me sentando ao seu lado no sofá – Agora vá se trocar antes que me estresse.

   - Você não manda em mim Nolan – prontificou-se a dizer, olhando a TV.

   - Roxie, por favor, não me irrita – falei encarando-a, percebendo o sorrisinho de deboche em seu rosto – E tira esse sorrisinho de deboche, antes que eu tire por você – exprimi agarrando fortemente o seu rosto.

   - Para – pediu segurando meu pulso, soltei seu rosto – Babaca – xingou, revirei os olhos tirando o pote de sorvete da mão dela.

   - Acabei de mudar de ideia de novo – falei me aproximando mais dela – Acho que podemos fazer coisas melhores por aqui – proferi agarrando a cintura dela.

   Puxei-a para meu colo e ataquei seus lábios, puxei seus cabelos enquanto beijava-a com voracidade. Suas mãos se entrelaçaram em minha nuca e ela se ajeitou em meu colo ficando em cima do meu membro. Apertei ela contra mim recebendo gemidos de aprovação de sua parte. Não demorou para que cada peça que vestíamos estivessem jogadas no meio da sala. Assim como não demorou para que eu estivesse dentro dela, penetrando-a com força e rapidez.

   - Você não resiste à mim Roxie – sussurrei no ouvido dela enquanto me movia com rapidez. Ela gemeu.

   Me ajeitei no sofá ficando melhor encaixado no meio de suas pernas, enquanto a fodia. Os olhos da loira traziam um misto dos sentimentos mais impuros e aquele brilho intenso. Lambi seu pescoço, mordendo seu maxilar o que a faz gemer e arranhar minhas costas. Seus seios estavam pressionados contra meu peitoral e vez ou outra sentia o bico deles roçando em minha pele. Aproximei meus lábios de seu ouvido e deixei palavras sujas saírem da minha boca, deixando tudo mais excitante. Roxie gemia contra meu ouvido o que me estimulava ainda mais a continuar com o que fazia.

                  P.O.V'S Hope Styles 

   Senti os dedos de Bryan tocando meu braço, fazendo com que meus pelos se arrepiassem. Olhei de canto para ele esboçando um sorriso, sua mão segurou firmemente minha nuca e puxou-me. Nossos lábios se tocaram levemente e logo sua língua escorregou para dentro da minha boca. Senti o gosto de whisky em contato com minha língua e aquilo bastou para que eu me embriagasse em seu beijo. Subi em seu colo ficando com uma perna de cada lado do seu corpo, em cima de seu membro. As mãos dele apertaram minha cintura com vontade, destreza e força. Quando rebolei em cima dele, Bryan mordeu minha boca.

   De repente meus lábios caíram em seu pescoço beijando sua pele quente e tatuada. As mãos dele pressionaram meu quadril pra baixo de modo que eu sentisse sua crescente ereção contra minha intimidade coberta. Gemi e chupei o pescoço dele recebendo um puxão no cabelo em resposta. Olhei nos olhos azuis intensos dele e comecei a rebolar em cima dele, sempre o encarando. Puxei o lábio inferior dele para mim ainda rebolando nele. 

   - Para Hope – Bryan pediu com a voz rouca, bem próximo ao meu ouvido – Para de me provocar – advertiu novamente me fazendo olha-lo, incrédula.

   - Qual foi dessa vez Bryan? – perguntei franzindo o cenho e esperando respostas.

   - Não vou transar com você aqui – respondeu, revirei meus olhos me irritando com aquilo.

   - Esquece Bryan – falei saindo do colo dele e me sentando no banco oposto, um suspiro escapou dos lábios dele – Toda vez é isso, quando a gente está no clima você não quer.

   - Hope, eu já te expliquei os motivos – falou, bufei enfurecida com aquele papo de sempre – Qual é nem estamos namorando ainda, seus pais nem sabem da gente. E eu não vou transar com você só por transar.

   - E desde quando precisamos de um relacionamento pra transar? – perguntei olhando para ele, Bryan me olhou com cara de poucos amigos.

   - Eu não sei com que tipo de cara você está acostumada. Mas eu sou assim, e eu não vou mudar Hope – declarou com certa frieza – Eu não vou transar com você enquanto não conversar com seus pais sobre nós.

   - Faz o que você quiser Bryan – respondo virando para frente e cruzando os braços.

   Depois disso escutei Bryan bufar e o ronco do motor sendo ligado. Segundos depois estávamos em locomoção, saindo daquele galpão que vínhamos sempre. Eu ainda estava irritada. Já fazia dias que eu não transava, e sempre que ia chegar lá, Bryan sempre parava no meio do caminho. Isso me dava raiva, porque ele não tomava atitude de ir conversar com meus pais, desse jeito ficarei sem sexo pro resto da vida.

   - Vai ficar chateada comigo mesmo? – ele perguntou.

   - Vou – respondi seca, enquanto olhava as unhas.

(...)

Noite seguinte...

   Depois de dar a desculpa aos meus pais que faria um trabalho e dormiria na casa de Anna, meu pai me deixou na casa dela. No entanto, assim que cheguei lá pedi que minha amiga me desse cobertura e me levasse até a casa de Bryan, ela sem ter muitas opções e sabendo que eu iria encher o saco dela, acabou cedendo. Estávamos no caminho da casa dele, em silêncio, sem trocar nenhuma palavra, afinal, Anna não aprovava meu comportamento. Minutos depois e havíamos chegado.

   - Se cuida Hope – advertiu e a olhei, sorrindo.

   - Você também amiga – falei abraçando-a – Obrigada.

   Depois de agradecer e deixar um beijo em sua bochecha, saltei do carro e me despedi com um tchauzinho. Esperei que o carro dela sumisse no fim da rua e virei sobre meus calcanhares indo em direção à porta da casa de Bryan. Bati na mesma e esperei impacientemente por ser atendida, e não demorou para que acontecesse. O loiro apareceu em minha frente vestido com apenas uma calça de moletom e sem camisa, expondo suas inúmeras tatuagens. Logo as linhas de confusão tomaram seu rosto já que ele não sabia que eu viria.

   - O que faz aqui Hope? – ele pergunta passando a mão na nuca.

   - Vim te ver – falei sendo simples, ele me deu espaço para entrar e assim fiz, em seguida escutei o barulho da porta sendo fechada atrás de mim – Estava com saudade – falei jogando minha bolsa no chão e me virando para ele.

   Sem esperar que ele respondesse pulei em seu pescoço e o beijei desejosa. Eu já não aguentava mais esperar para que ele me tocasse. Precisava daquilo, precisava dos seus lábios deslizando por meu corpo, precisava dele dizendo coisas sujas para mim, precisava dele dentro de mim. De repente meu corpo é jogado contra a parede me fazendo gemer entre os lábios do loiro. Puxei os fios de cabelo de sua nuca à medida que o beijo ganhava intensidade.

   - Também estava com saudade – ele sussurra assim que se separa de mim, sorrio – Vai passar a noite aqui? – perguntou curioso.

   - Sim – respondi assentindo – Bryan, eu preciso de você. Não aguento mais – desabafei.

   - Hope... – murmurou e eu já sabia o que aquilo significava.

   - Esquece Bryan – falei respirando pesadamente – Acho que foi um erro ter vindo aqui.

   - O que? Claro que não Hope – disse pegando em meu braço – Podemos fazer alguma outra coisa, sei lá, ver um filme.

   - Eu vou te fazer uma pergunta e quero que me responda sinceramente – falei – Você não sente tesão em mim?

   - Claro que sinto Hope – fala se aproximando e agarrando minha cintura – Eu tenho até demais, e você me deixa louco, mas a aprovação dos seus pais ao nosso namoro é realmente importante pra mim.

   - Tá bom Bryan – falei por fim, cansada de sempre voltar no mesmo assunto.

   Bryan me puxou para sentar no sofá junto à ele, o mesmo me aconchegou em seus braços e não trocamos mais nenhuma palavra. Na TV passava um filme qualquer que eu nem mesmo me dei ao trabalho de saber qual era. Estava mesmo ficando frustrada com aquela situação chata entre nós dois. Ele nunca cede, e isso me incomoda. Porque a cada vez que ele me nega, eu sinto que ele não sente atração por mim e isso me deixa bastante frustrada. Algumas horas depois quando o filme enfim havia acabado, Bryan arrumou um quarto para mim e foi para o dele. 

   Acho que ele tem medo de que o ataque durante a noite, e isso bastou para me frustrar mais ainda. Me aprontei para dormir, vestindo minha camisola, apaguei as luzes e me joguei na cama. Logo aquela vontade louca de ter Bryan no meio das minhas pernas me invadiu. Cheia de pensamentos impuros e com os hormônios em ebulição deixei minhas mãos escorregarem por meu corpo até encontrar minha calcinha e tira-la do meu corpo. Comecei a tocar em minha intimidade pensando em Bryan me tocando daquele jeito. Na sua boca me beijando, das mãos dele deslizando por todo meu corpo.

   Penetrei dois dedos dentro de mim imaginando ser os dedos de Bryan e o gemido escapou do fundo da minha garganta. Comecei com os movimentos de vai e vem devagar, mas que bastavam para me deixar completamente fora de mim. Já fazia um bom tempo que não fazia aquilo, e posso dizer que estava conseguindo me satisfazer em partes. Meus gemidos se tornaram mais altos, à medida que aumentava a intensidade dos movimentos dentro de mim. Escutei a porta ser aberta e pela pouca luz vinda do corredor vi a silhueta de Bryan. Seus olhos caíram sobre mim e no que eu fazia, e não parei um só minuto de me estimular.

   - O que está fazendo? – perguntou acendendo a luz do quarto.

   Não o respondi e continuei a me estimular o olhando safada. Bryan continuou ali parado no meio do quarto, me olhando fixamente com os olhos pegando fogo. Até que enfim, gozei em meus dedos gemendo alto. O loiro caminhou até a cama e se encaixou no meio das minhas pernas. Segurou minha mão tirando meus dedos de dentro de mim e os levando até a boca, lambendo qualquer vestígio do meu líquido.

   - Seus sabor é delicioso – ele sussurra próximo ao meu ouvido ainda segurando minha mão – Agora eu vou te mostrar como se fode gostoso – disse deixando uma mordida no lóbulo de minha orelha.

   Bryan mal acabou de dizer tais palavras e foi logo tirando minha camisola, fazendo a peça se perder em meio ao quarto. Seus lábios logo cairiam em minha pele beijando-me, amando-me. Suspiros escapavam de meus lábios com aqueles toques tão íntimos e quentes. Fechei meus olhos quando sua língua tocou o bico do meu seio, gemi sentindo-o sugar meu mamilo. Suas mãos grandes e quentes tocavam sem pudor todo meu corpo nu. Ergui meu quadril, nossas intimidades se chocaram, espasmos percorreram meu corpo e gemidos baixos escaparam de meus lábios.

   De repente sinto minha cintura ser puxada para baixo e o rosto de Bryan estava novamente perto do meu. Sua respiração batendo contra meus lábios úmidos, seus olhos observando-me com atenção e desejo. Perdida no brilho intenso de seu olhar, sou puxada para a realidade quando o loiro com agilidade tirou sua calça de moletom e sua cueca, expondo seu membro grande e ereto. Mordi os lábios com a perfeita visão dele. O loiro buscou por um preservativo na primeira gaveta da cômoda e se protegeu. E não demorou para que seu membro estivesse escorregando para dentro de mim com precisão, me causando arrepios e arrancando gemidos de ambos.

   Minha intimidade pulsante acomodou perfeitamente seu membro dentro de mim. Puxei sua nuca grudando nossos lábios, minha língua invadiu a boca dele com rapidez, em busca do sabor de sua boca. Rebolei contra ele e recebi um tapa na bunda em resposta, Bryan é um homem quente e sabe perfeitamente o que faz. Seu pênis se movia dentro de mim com exatidão, urgência, como se ele precisasse daquilo, tanto quanto à mim. Puxei sua boca entre meus dentes fazendo-o gemer. Segurei seus braços tatuados que se encontravam ao lado da minha cabeça, apertando-os em demonstração do meu prazer. 

   - Tão apertada meu amor – sua voz rouca, porém grossa, atravessou meus tímpanos causando calafrios em meu corpo. Ligeiramente o loiro saiu de dentro de mim e me deixou de quatro – Empina essa bunda gostosa pra mim – exigiu e foi o que fiz. 

   E novamente ele penetrou em mim, dessa vez com mais força, mais intensidade. Suas mãos se posicionaram em minhas costas empurrando-me para frente. Meus seios tocaram os lençóis de algodão e meu rosto ficou de lado, apoiado no travesseiro. Gemia enquanto ele penetrava em mim e me apertava cada vez mais. Bryan se debruçou sobre mim, e uma de suas mãos parou em minha barriga, erguendo um pouco meu tronco. Seus braços agora apoiados dos lados da minha cabeça, davam à ele mais impulso para a penetração. O olhei por cima do ombro e o loiro se aproximou um pouco me beijando, um beijo ardente e carinhoso ao mesmo tempo. Ele deixou uma mordida na ponta da minha língua nos separando.

   Ele ficou me encarando com o olhar safado por um tempo, até que seu rosto caiu em meu ombro beijando o local. Os movimentos dele se tornaram mais intensos, mais fortes e mais rápidos. E a medida que isso acontecia eu gemia mais alto. Agarrei os lençóis com força quando senti meu baixo ventre se contraindo e acabei gozando, deixando o nome de Bryan atravessar meu lábios. Ele por sua vez apertou meu quadril com força quando gozou. Seu corpo cansado, suado e quente caiu sobre o meu e continuamos naquela posição, ele deitado sobre minhas costas e meus seios pressionados ao colchão. Agora com nossas mãos entrelaçadas. E foi então que ele deixou as três palavras saírem por seus lábios e me atingirem como um baque.

   - Eu te amo – foi o que ele pronunciou.

   - Eu também te amo – falei de olhos fechados enquanto sorria.

                P.O.V'S Anthony Bieber 

   Abri meus olhos vagarosamente ao toque do meu despertador, apalpei a cômoda e o desliguei rapidamente. Me sentei sobre a cama com os pés para fora da mesma e encarei a janela, o céu ainda escuro pelo fato de ser madrugada. Sem opções me levantei e fui até o banheiro, onde fiz minhas higienes e joguei uma água fria no rosto, para me alertar. Exatamente as cinco horas da madrugada chegaria um carregamento de armas e eu precisava estar lá para recebê-lo, já que Nolan havia ido embora. Quando voltei ao quarto Lindsay estava acordada, quando me encarou sorriu.

   - Vai sair? – perguntou curiosa, assenti me aproximando da cama – Onde vai?

   - Preciso fazer umas coisas, mas não demoro a voltar – falei me sentando ao seu lado – Farei o possível para estar aqui antes do almoço.

   - Tudo bem – respondeu sorrindo, toquei o rosto dela com o polegar.

   - Volta a dormir querida – falei beijando sua testa e em seguida seus lábios.

   Lindsay fechou os olhos vagarosamente e eu sorri observando-a. Me levantei novamente e fui até o closet onde me troquei com rapidez. Voltei ao quarto e peguei meu celular, abri a primeira gaveta da cômoda pegando minha arma. Guardei-a atrás de minhas costas, saindo do quarto em seguida. Desci as escadas e a luz da cozinha estava acessa, indicando que meu pai já estava acordado. Assim que entrei na mesma, tive a confirmação. Lá estava ele com uma xícara de café nas mãos, escorado na roda banca.

   - Quer café? – perguntou erguendo sua xícara, assenti me aproximando da ilha, me sentando em um dos bancos e ele preencheu a xícara com o líquido negro.

   - Obrigado – agradeci, ele sorriu. Tomei um gole do café e o olhei – Quem mais vai estar lá com a gente? – perguntei.

   - Provavelmente seu tio Mikhail e a Ariela – respondeu pondo a xícara vazia sobre a ilha, balancei a cabeça em concordância. Meu pai se debruçou sobre a ilha e senti que ele queria pergunta alguma coisa, por isso o encarei sugestivo – Conseguiu descobrir alguma coisa sobre o passado da garota? – perguntou referindo-se à Lindsay.

   - Não, o passado dela é como um grande vazio – falei frustrado. Passei semanas, dias, noites e madrugadas procurando por alguma coisa, mas nada – Já estou quase desistindo disso.

   - Você não pode – meu pai advertiu, e franzi o cenho – Anthony, vamos lá, sabemos que não é seguro manter essa garota aqui sem saber alguma coisa do passado dela. Esses surtos dela, não são normais e algo me diz que há muito por trás do passado dela.

   - Tipo? – perguntei curioso erguendo as sobrancelhas.

   - Não acha suspeito o modo como essa garota apareceu na sua vida? – ele perguntou e dei de ombros – Você não acha que ela pode estar tentando enganar você? Algo me diz que ela não é tão boba assim.

   - Pai, qual é, ela é só uma adolescente que precisa de ajuda – falei tentando convencer à mim mesmo, no entanto, meu pai estava conseguindo plantar dúvidas em mim – Vamos embora, não podemos nos atrasar – falei mudando de assunto.

   - Tudo bem, mas fique de olhos abertos – advertiu passando em minha frente.

   Respirei fundo deixando a xícara sobre a ilha e me levantando. Acompanhei meu pai até o carro logo entrando no mesmo, com aquela dúvida martelando em minha mente. E se ele estiver certo? E se eu estiver enganado quanto à Lindsay? E se ela não for o que eu estou pensando? O passado dela é um completo vazio para mim, procurei por todo lugar e não achei nada. De qualquer forma se ela estiver me enganando eu vou descobrir, e se for verdade eu vou acabar com ela.

(...)

   Já estávamos ali no ponto de encontro fazia uma hora, como previsto meus tios estavam ali. Eles e meu pai conversavam sobre negócios, mas eu me mantinha alheio a tudo isso. Todas aquelas perguntas sobre Lindsay estavam rondando minha cabeça e me enlouquecendo. Meu pai parecia ter percebido meu incômodo quanto aos questionamentos dele, mas nada disse. E achei melhor assim. Mais um tempo depois e o caminhão com o carregamento apontou no início da estrada de terra. Os seguranças que nos acompanharam já ficaram alerta.

   - Fique atento – meu pai orientou e foi o que fiz, aos poucos o caminhão foi parando. O motorista saiu e veio até nós – Anthony cheque a carga – ordenou.

   Me distanciei deles passando ao lado do motorista tatuado e carrancudo, ele cheirava a cigarro e whisky baratos. Tirei a arma das costas e com cuidado fui até a traseira do caminhão. Abri as grandes portas apontando minha arma para dentro, me certifique que não havia ninguém por ali e depois de ter certeza que não havia subi no mesmo. Abri algumas caixas e conferi a carga, havia muitas armas e munições russas ali.

   - Aqui está tudo certo pai – falei saltando do caminhão, meu pai me olhou assentindo – Podem começar a transferência – dei as ordens aos homens do meu pai e eles começaram a fazer o que mandei. Me aproximei dos demais.

   - Todo o dinheiro das armas já estão nas contas que me passou – meu pai disse olhando o brutamontes em sua frente – Foi um prazer fechar negócios com você – informou apertando a mão do homem.

   Um tempo depois toda a transferência foi feita para nosso caminhão e o homem que havia trazido as armas foi embora. Fizemos o mesmo, só que ao invés de irmos para casa meu pai insistiu que iríamos ao galpão onde as armas ficariam. Concordei com ele, afinal, não tinha nada para fazer e muito menos escolhas.

(...)

   Ao meio dia voltamos para casa, o caminho todo meu pai e eu ficamos em silêncio. Ele sabia que havia conseguido implantar dúvidas em mim e que eu precisava pensar. Agradecia mentalmente por sua compreensão. De alguma forma eu precisava descobrir o que estava rolando, saber quais eram as intenções de Lindsay, sobre o passado dela e principalmente se ela está me usando para alguma coisa. Quando chegamos em casa, sai do carro, apressado, e caminhei em direção à porta de entrada. Adentrei a sala vazia, subi as escadas e caminhei em direção ao meu quarto. Chegando mais perto pude escutar que Lindsay falava com alguém, pela brecha da porta vi ela com o telefone na mão.

   - Eu não consigo mais fazer isso – falou com a voz séria soando um pouco triste – Eles já estão desconfiando – quando ela disse isso, sai de mim. Bati a mão na porta atraindo sua atenção, ela me olhou assustada e com rapidez desligou o telefone.

   - O que você não consegue mais fazer Lindsay? – perguntei adentrando o quarto e caminhando até ela – Agora você vai me contar tudo o que está acontecendo – falei raivoso pegando minha arma e apontando para ela.

   - Anthony, calma – pediu com a voz trêmula, a olhei com raiva – Eu... eu... – tentava dizer algo, mas nada pronunciava.

   - Fala porra – gritei apontando a arma pra ela – Senta – ordenei trincando os dentes, ela não moveu um músculo. Ainda estava assustada – Senta aí porra – gritei agarrando o braço dela e a jogando na cama.

   - O que está acontecendo aqui? – meu pai perguntou apontando na porta junto da minha mãe – Abaixa essa arma Anthony – ele pediu.

   - Está acontecendo que essa vagabunda estava me enganando esse tempo todo – gritei com raiva olhando para Lindsay que se mantinha assustada – Fica fora disso pai, eu e ela temos uma longa conversa – falei indo até a porta e a trancando.

   - Anthony me desculpa – pediu com a voz trêmula, me virei para ela lentamente – Por favor, eu posso explicar.

   - E você vai explicar sua vadia – falei sorrindo cínico, agachei na frente dela – Vai me explicar tudinho Lindsay, se não quiser que eu espalhe cada pedacinho do seu corpo por esse estado – ameacei sorrindo cínico e passando o cano da arma em seu rosto. 


Notas Finais


Depois de um tempão sem postar, novamente estou aqui! Espero que gostem! ❤


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