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História Amor Perigoso (Jikook) - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


EU TO MUITO NERVOSA OHOHIHOHO
Eu nunca pensei que postar o primeiro capítulo de uma fanfic pudesse dar tanto nervoso
Mas oi, gente. Eu sou a Jeane e adoro escrever <3
Adoro livros de ação e romance. Isso me inspirou a criar a AP (Amor Perigoso)
Lembrem-se, gente: não se envolvam com coisa errada, ok? Só leiam mesmo HAHAHAHAH
Boa leitura <3

Capítulo 1 - Prólogo.


Depois de anos longe de Juggi, Park Jimin estava de volta à cidade.

Enquanto muitos especulavam os motivos do seu retorno, ele corria contra o tempo. Precisava, acima de tudo, encontrar com Jungkook e impedi-lo de cometer os mesmos erros que um dia ele cometeu.

Conhecido e poderoso do jeito que era, o Park não demorou para descobrir onde Jungkook se escondia. Embora fosse treinado para agir com violência caso não acatassem seus desejos, ele sabia como persuadir as pessoas do jeito certo. No final das contas, sempre conseguia tudo que queria sem precisar sujar suas mãos. Seu lema era: "para as pessoas te respeitarem, você não tem que fazê-las ter medo de você. Basta dar motivos para que elas queiram, por conta própria, te respeitar". E, até agora, essa maneira de ver as coisas tem dado certo. Eram poucos aqueles que o respeitavam por receio do que ele poderia fazer. A maioria realmente acreditava que Jimin se tratava de um ser superior e que, devido a isso, era dever de cada um obedecer suas ordens sem pestanejo.

Jimin não era hipócrita ao ponto de dizer que não gostava desse poder. Sim, ele gostava. E gostava muito. Segundo seus pensamentos, essa era a única vantagem em ser o esposo do maior mafioso dos últimos tempos. O resto não era nada mais, nada menos do que o próprio inferno na terra. Desse modo, o Park tinha que abrir os olhos de Jungkook sobre a máfia, pois recentemente fora descoberto que além dele estar diretamente envolvido com ela, seu começo estava sendo promissor. Surpreendentemente ou não, apenas o marido de Jimin havia tido um começo tão bom. 

Em consideração a amizade bonita que já teve com o moreno, Jimin queria alertá-lo sobre todos os perigos. Por mais que o mundinho do crime parecesse fodidamente atrativo, o caminho percorrido não tinha volta. Tudo que uma pessoa fazia depois que entrava em definitivo para a máfia era sujo e vazio. Não adiantava tentar fugir dessa podridão, ela impregnava na alma e deixava marcas irreversíveis. Marcas estas que Jimin sabia bem.

 

Chegando ao que achava ser a casa de Jungkook, o loiro bateu na porta. Estava ansioso e nervoso. Ele não recebia nenhuma informação do seu amigo de infância desde que se atreveu a ir embora de Juggi sem se despedir. Contudo, nunca passou pela sua cabeça que, quando voltasse a saber dele, receberia a merda da notícia de que ele estava metido com coisa errada.

Quando criança, Jungkook era a pessoa mais dócil e certinha do mundo. Um anjo em forma de gente. Jimin o admirava e queria ser exatamente como ele, queria iluminar a vida de todos do jeito que somente Jungkook fazia. Todavia, isso não foi possível, uma vez que Jimin nunca foi flor que se cheirasse. Não que ele fosse uma pessoa ruim, mas também não era o que muitos chamam de "boa pessoa".

Por algum motivo, o errado sempre lhe pareceu muito mais interessante do que o certo.

Percebendo que ninguém veio atendê-lo, Jimin bateu na porta novamente. E de novo. De novo. E de novo. Internamente, amaldiçoou o mensageiro que lhe deu uma informação incorreta e o fez vir parar em uma casa que, pelo que parecia, estava desocupada. 

Prestes a ir embora, o Park foi surpreendido. A porta se abriu e alguém, que com certeza não era o Jungkook, apareceu em seu campo de visão.

— O que deseja? — Um rapaz perguntou baixinho para Jimin, levemente sonolento. Ele estava tentando dormir quando ouviu a porta ser esmurrada pelo jovem loiro.

— Desculpe te incomodar. Foi um engano, eu acho. Mas já que estou aqui: você sabe me dizer onde mora um homem chamado Jeon Jungkook?

Imediatamente, o desconhecido arregalou os olhos. E o que aconteceu em seguida pegou Jimin totalmente de surpresa. Uma hora, ele estava perguntando sobre Jungkook. Na outra, estava sendo puxado para dentro da casa e empurrado contra a porta. Grunhiu de dor. O impacto foi forte, suas costas queimavam.

— Como chegou até aqui? Como sabe de Jungkook? — A voz saiu entrecortada e desesperada.

— Em primeiro lugar, se você não tirar as mãos de mim agora mesmo, eu juro que acabo com você. — O sangue do Park estava fervendo. Em todos esses anos, nunca sentiu-se tão desrespeitado. Não só porque estava a ponto de ser agredido por aquele maldito, mas porque ele parecia não fazer ideia de com quem estava mexendo.

Como assim alguém não sabia quem era Park Jimin?

— Eu quero ver você tentar. — Desafiou-o.

A paciência de Jimin foi por água abaixo. 

Em um movimento muito rápido, ele usou todas as suas forças para reverter a situação, tendo êxito - para o seu próprio alívio -. Mesmo o desconhecido sendo infinitamente maior e mais forte que ele, Jimin conseguiu deixá-lo encurralado. Seu cotovelo se apoiava na garganta do rapaz, enforcando-o. A outra mão percorria sua calça, procurando a arma da cor de ouro que, até então, encontrava-se posicionada em seu bolso traseiro.

Dois fatos sobre Jimin: ele não gostava de violência, mas sabia ser violento quando necessário. Não gostava de armas, mas não saía para lugar nenhum sem a sua queridinha.

Levando em consideração quem ele era e quem era o seu marido, ele nunca sabia o que podia acontecer. Tinha que estar sempre prevenido.

— Que merda você falou? — O Park, que havia adquirido uma tonalidade avermelhada no rosto, perguntou num sussurro. Sua arma mirava a barriga do estranho, o que o fazia sentir um misto de sentimentos. Como ele odiava agir assim... 

Mas também odiava ser confrontado.

— Eu... — Tentou falar, mas foi impedido.

— Você tem noção de quem eu sou? — Seu tom de voz soou mais rude.

— Acho... que... n-não. — Respondeu com dificuldade, dado que o cotovelo de Jimin pressionava com mais firmeza sua garganta.

— Eu tenho certeza que não. — Deu um sorrisinho irônico, quase diabólico. — E isso pode te custar muito caro. — Levantou a arma, percorrendo-a pelo corpo do desconhecido e pausando-a em seu peitoral, pertinho do coração. — Eu sou Park Jimin, esposo de Kwan Jong-in. — Quase gargalhou quando o homem à sua frente prendeu a respiração. A expressão dele, a cada segundo que passava, se transformava mais e mais em algo baseado em puro pavor. Pela primeira vez na vida, Jimin gostou de causar medo em alguém. — Sou o dono de um império. O rei de tudo. Talvez você ache que deve obediência e lealdade ao Jungkook, mas saiba que a mim você deve o dobro. O triplo.

— Me perdoe, senhor. Eu não fazia ideia. — Lamentou, pávido. Apertou os olhos e Jimin pôde jurar que viu uma lágrima escorrer pela face dele. — Nunca pensei que você... digo, o senhor... pudesse vir a lugar como esse. Além do mais, eu não sei de muitas coisas morando aqui, nesse fim de mundo. Por favor, senhor, olhe ao redor. — Implorou.

Atendendo ao pedido do garoto amedrontado, Jimin mexeu sua cabeça, olhando para os lados. E a visão que teve o incomodou profundamente. A pobreza concentrada naquele local lembrava a sua infância e adolescência. 

Durante muitos anos, Jimin sofreu com a falta de condições financeiras. Além de passar dias sem comer, ainda apanhava dia e noite de seu pai, que bebia com frequência por achar-se incapaz de sustentar a própria família. Para completar, perdeu sua mãe para as drogas, pois ela também não se conformava com a vida medíocre que tinha. 

Assim como o Sr. Park achava conforto no álcool, a Sra. Park achava conforto em coisas como a cocaína. 

E quando menos esperava, o Park soube que a sua mãe teve a morte encomendada por um homem poderoso que, pelo que lhe contaram, disse que "ela estava dando problemas demais e precisava ser eliminada". 

Preso em suas péssimas recordações, Jimin acabou por soltar o rapaz, deixando-o respirar aliviado. O encarou e colocou a arma de volta no bolso.

— Onde o Jungkook está? — Foi a única coisa que conseguiu perguntar.

— Senhor, se eu disser, ele me mata. Jungkook está com problemas com a polícia e....

— E se você não me disser, quem te mata sou eu. E eu não vou ter piedade. — Falou ríspido, ainda mergulhado em sensações que não sabia explicar.

— No momento, ele está morando a algumas ruas daqui. Não é muito longe. Vou anotar o endereço em um papel. — Avisou e Jimin assentiu.

Esperando pelo endereço, o loiro resolveu olhar de novo para a casa. Estava empoeirada e nojenta. Perguntou-se há quanto tempo esse cara não fazia uma faxina.

Em seus vários anos vivendo como pobre, ele sempre se preocupou em deixar a sua morada minimamente apresentável. Não que alguém fosse visitá-lo, porque isso raramente acontecia. Mas ele odiava sujeira. Não é à toa que contratou três empregadas para fazer a faxina da sua atual casa (lê-se mansão), na qual morava com o seu marido. Uma ou duas empregadas não eram suficientes para arrumar tudo do jeito que ele gostava.

— Aqui está. — O estranho entregou-lhe o papel. O Park leu rapidamente o que estava escrito e suspirou.

Merda. Eu conheço esse lugar. Não acredito que ele está morando lá.

— Por que Jungkook está tendo problemas com a polícia? — Não conteve sua curiosidade. Antes de vir para cá, Jimin achava que estava tudo perfeito para Jungkook. Entretanto, parecia que ele estava conhecendo as desvantagens dessa droga de vida antes mesmo de Jimin precisar falar alguma coisa.

— Jungkook é gerente, senhor. Ele estava comandando uma quadrilha quando descobriu que um dos soldados, em meio a um trabalho sujo, o entregou. Desde então, ele está sendo caçado por todos os lugares de Juggi. É provável que tenha que mudar de cidade em breve.

— E o que aconteceu com esse filho da puta que o entregou? Espero que esteja morto. — Jimin trincou os dentes. Na máfia, a lealdade estava acima de qualquer coisa. Era inadmissível que um soldado - nome dado para aqueles que cometiam crimes a mando de alguém - entregasse seu superior. 

— Sim. Ele está morto.

— Muito bem. — Analisou o papel outra vez. — Tem certeza que esse é o endereço certo? Eu não estou para brincadeiras.

— Pode confiar, senhor.

E ele confiou.

Chegou ao endereço que lhe foi dado e tocou a campainha da casa, que era infinitamente maior e mais apresentável que a que ele estava anteriormente. Olhou ao redor, preocupado com a tamanha exposição que estava tendo em um único dia. Para ter privacidade com Jungkook, ele dispensou seus seguranças, mesmo sabendo que essa era a maior loucura que alguém tão poderoso como ele podia fazer.

Em instantes, a porta foi aberta e nela surgiu um rosto que, ainda que os anos tivessem passado e o feito amadurecer, ele nunca esqueceria.

Era ele. Era Jungkook.

— Ji-Jimin? — Perguntou, assustado. Ele só abriu a porta porque pensou ser uma visita de Taehyung, seu melhor amigo.

— Olá, Jeon.


Notas Finais


Espero que vocês gostem da personalidade de ambos nessa história, principalmente a do Jimin HAHAHAHAHA
Até a próxima. Um beijo no coração de vocês <3


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