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História Amor Por Acidente (Malec) - Capítulo 12


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Capítulo 12 - Almoço


Pov Alec


-Quando Catarina me disse, eu não acreditei.. tive que vir ver com meus próprios olhos. –Camille debochou enquanto se aproximava da lanchonete.


Eu achei que meu dia hoje iria ser tranquilo. Eu já estava trabalhando há uma semana e definitivamente havia pegado o jeito, mas isso não queria dizer que era um trabalho fácil.


-Deseja alguma coisa, ou só veio encher o saco? –Olhei discretamente para os lados para ver se Maria, minha chefe, não estava por perto. Ela me mataria se presenciasse eu falando dessa forma com uma cliente.


-Como você é baixo, Alexander.. conseguiu arrumar esse emprego apenas para ficar mais perto do meu namorado.. você é ridículo! –Me insultou, mas eu já havia sido chamado de coisas piores, além disso, a duquesa gostava muito de me lembrar que Magnus era namorado dela, e só por se dar a esse trabalho, já dava pra perceber que ela se sentia insegura quanto a minha aproximação com ele.


-Na verdade, Duquesa, eu só estou trabalhando aqui porque preciso muito e não tenho vergonha nenhuma em dizer.. e eu também não tenho vergonha nenhuma em dizer que não é nada desagradável ver Magnus passando pra lá e pra cá com toda sua beleza o dia todo.. –Camille de repente ficou vermelha de raiva, mas logo em seguida ela fingiu um sorriso despreocupado.


-Pode olhar o quanto quiser, sua cobra, mas sou eu quem deita com ele toda noite, sou eu quem beija aquela boca e sou eu que provo aquele homem. 


-Vamos ver até quando, minha querida. –Pisquei pra ela, e logo em seguida fiz um barulhinho de naja com a boca. Camille revirou os olhos antes de sair.


(...)


Hoje Clary estava muito ocupada, e por isso eu tive que almoçar sozinho.


Peguei uma vasilha cheia de pães de queijo recém saídos do forno, junto com um suco e sentei em uma das mesas da lanchonete. Eu também estava sem touca e sem o avental, porque eles eram horríveis e todas as vezes que eu não fosse obrigado a usar aquilo, eu não iria usar.


Comi os pães de queijo tranquilamente enquanto observava as pessoas. A lanchonete parecia um mundo paralelo comparado ao resto do hospital.


O hospital era um lugar frio, sem vida e triste. Era uma correria de médicos, enfermeiros e pacientes tristes ou quase mortos, diferente daqui onde os funcionários se juntavam com seus respectivos grupos e comiam enquanto conversavam e davam risadas. Realmente, comer melhora o humor de qualquer um, e eu era grato por poder comer o que eu quisesse na lanchonete por ser um funcionário de lá, aliás, também era grato por Clary me fazer correr todo santo dia de manhã, porque se não fosse ela, eu já estaria a cima do peso de tanto comer pão de queijo e hambúrguer.


Senti meu celular vibrar, e logo vi a foto de Jace aparecer na tela. Ele estava me ligando a dias, mas eu não atendia suas ligações, porque não queria que ele tentasse resolver os meus problemas dessa vez.


-Namorado? –Tomei um puta susto quando ouvi a voz de Magnus, e logo depois percebi que ele estava atrás de mim, olhando por cima do meu ombro. –Desculpe, não quis te assustar e nem me intrometer na sua vida.. –Falou envergonhado enquanto se sentava em uma das cadeiras da mesa que eu estava.


-Não é meu namorado.. é meu irmão. –Magnus fez uma cara surpresa. –Ele é adotado. –Completei, e ele assentiu.


-Onde está a Clarissa?


-Está ocupada com os pacientes. –Respondi. –Quer? –Empurrei a vasilha com os pães de queijo em sua direção e Magnus aceitou.


-Obrigado. –Respondeu sorrindo, antes de jogar o pão de queijo pra dentro da boca.


Puta merda que sorriso lindo.


-Não me diga que esse é o seu almoço, Alexander. –Eu assenti. –Nada disso, vem, almoça comigo. –Fez um sinal com a cabeça para que eu me levantasse e eu não pensei duas vezes antes de aceitar o convite.


Peguei minha vasilha e fui com Magnus até o elevador.


Enquanto andávamos pelo corredor, eu vi Clary passando com uma prancheta, e quando ela me viu com Magnus arregalou os olhos.


“Depois você me conta tudo” –Sussurrou com os lábios e eu assenti.


Entramos no consultório dele, e Magnus fechou a porta.


-Fique a vontade. –Falou e eu me sentei no sofá. Eu estava tão exausto de ficar em pé a manhã toda que minha vontade era de deitar naquele sofá maravilhoso.


Magnus foi até uma salinha que havia ali, e logo depois voltou com uma caixa de pizza.


-Pizza? –Perguntei incrédulo. –Vamos almoçar pizza?


-Você não gosta? –Perguntou se sentando no sofá também.


-Eu amo! Mas achei que você como médico, iria me obrigar a comer folhas! –Respondi e Magnus desatou a gargalhar.


-Antes de ser médico, eu sou um ser humano que ama pizza, está bem? –Disse com bom humor. –Além disso, eu só como pizza uma vez por mês, apenas duas fatias e compro a menos calórica possível.


-Meu deus, e eu achando que finalmente havia achado um defeito seu, ou seja, achei que você comesse pizza mesmo dizendo para os seus paciente que é proibido.. mas tô vendo que até pra comer uma pizza você segue as regras. –Magnus deu uma risada fofa.


-Não é assim, eu não proíbo os meus pacientes, eu apenas alerto que tudo em excesso prejudica, além do mais, existem pizzas até veganas hoje em dia, então uma fatia de pizza uma vez ou outra não mata ninguém. –Magnus no modo doutor era o meu paraíso particular. –Estou sendo chato né? Desculpa..


-Não, claro que não! –Neguei rapidamente. –Eu adoro te ouvir falar.. –Falei meio que sem pensar, mas era a mais pura verdade. –O que está fazendo? –Perguntei quando Magnus colocou uma fatia de pizza em um prato, e logo depois colocou em outro.


-Como assim? –Perguntou confuso.


-Por que está usando pratos? Não me diga que vai comer com garfo e faca também?


-Bom.. sim. –Respondeu sem entender. –Por quê?


-Meu deus, você faz muito jus aos apelidos “Dr. Perfeito” e “Dr. Certinho”. –Falei rindo, mas ele ainda estava confuso. –Vamos comer essa pizza com a mão, doutor. –Peguei a minha fatia e ele pensou um pouco, mas logo pegou a dele também.


-Vou atender os meus pacientes cheirando a pepperoni por sua causa. –Brincou antes de dar uma mordida na pizza.


-Magnus, você não deve comer pizza com garfo e faca, é um crime! – Falei. –Infelizmente eu vou ter que estar presente toda vez que você for comer pizza.. sabe, pra verificar.


-Ah sim. –Magnus disse dando uma risada. –Não tenho nenhuma objeção quanto a isso, aliás, sempre que Clary estiver ocupada, você pode subir e almoçar comigo.. o que acha? –Eu tentava ver se havia alguma malicia naquela proposta, mas só havia gentileza e simpatia.


-Pois ela vai estar ocupada todos os dias. –Brinquei e Magnus deu uma gargalhada.


-Almocemos juntos todos os dias então! –Falou sorrindo e eu sorri pra ele também.


(...)


-Como assim não rolou nada??? –Clary perguntou indignada assim que eu terminei de contar sobre meu almoço com Magnus.


Estávamos no estacionamento do prédio onde morávamos. Havíamos acabado de chegar do supermercado, e eu estava tirando as sacolas do porta malas.


-Ele é o homem mais certinho que eu já conheci em toda minha vida.. mais gostoso também.. você acha que ele trairia a duquesa pra ficar comigo? Clary ele seria incapaz.


-Tem razão.. –Concordou. –Mas vocês irão almoçar juntos todos os dias agora, isso já é mais do que qualquer um naquele hospital já teve! Magnus sempre foi muito reservado, então se ele conversa com você..


-Sobre trabalho... –Acrescentei. Clary estava tão empolgada que parecia que eu e Magnus iriamos namorar a partir de agora.


-De qualquer forma, vocês conversam muito, são super amigos, depois irão se beijar, transar e casar! –Exclamou em um tom alto e eu gargalhei.


-Não está chateada por eu almoçar com ele? sabe, eu sempre almocei com você e..


-Claro que não, idiota! –Me deu um tapinha no braço. –Se Magnus Bane me chamasse pra almoçar, eu não pensaria duas vezes em trocar você por ele. –Disse e depois gargalhou da minha expressão indignada. Peguei as sacolas, e nós andamos em direção ao elevador.


-Ah porra.. –Clary murmurou assim que vimos uma placa indicando que o elevador estava quebrado. –Eu odeio subir essas escadas. –Suspirou.


-Ah, sobe ai. –Me virei e agachei para que ela subisse nas minhas costas.


-Tá brincando né?


-Eu não vou oferecer duas vezes, Clarissa. –Ela deu uma risada infantil, antes de subir. Felizmente não eram muitas sacolas, então não estava tão pesado.


-Você é incrível sabia? –Clary falou enquanto eu subia as escadas com ela nas costas e as sacolas nas mãos.


-Fica quieta, se não vamos cair.. –Murmurei, mas na verdade eu não sabia o que dizer diante a um elogio. –Parece que as corridas matinais não estão dando resultado. –Brinquei e ela bufou. Felizmente já estava no ultimo degrau.


-Cala boca. –Respondeu descendo das minhas costas. Eu ia responde-la, mas fiquei estático quando vi uma pessoa bem familiar parado na nossa porta.


-Jace? –Falei completamente chocado. Até esse dias ele estava em Nova York, mas eu devia esperar que ele viesse atrás de mim, já que eu não estava atendendo suas ligações.


-Lembra de mim, Alec?


-Claro que sim..


-Então por que não atendeu nenhuma das minhas ligações?


-Que saudade! –Falei o abraçando, para deixa-lo um pouco menos bravo.


-Também estava, irmão, muita saudade. –Falou retribuindo o abraço, e eu quase chorei. Tive que me segurar muito para não deixar as lágrimas rolarem.


Eram meses sem vê-lo, meses sem ver Izzy. Eles eram as únicas pessoas que me amavam de verdade e eu precisava sentir esse amor novamente depois de tudo que havia passado.


-Bom.. –Falei limpando as lagrimas rapidamente. Clary me olhou como se eu fosse um ET. Obviamente ela não esperava me ver tão emotivo. -.. vamos entrar. –Clary abriu a porta e nós entramos.


Coloquei as sacolas na cozinha e fui para sala, onde Jace observava tudo atentamente. Ele usava um terno preto, e estava com a cara de executivo que meu pai tanto queria ver em mim.


-Clary, esse é o meu irmão Jace. –Clary estendeu a mão para ele. –Jace, essa é minha amiga, e dona dessa casa, Clarissa. –Jace beijou a mão dela, e Clary suspirou completamente rendida.


-É um prazer. –Ela falou sorridente.


-O prazer é todo meu. –Se olharam de uma forma esquisita, e eu fui obrigado a cortar o clima.


-Quando chegou? –Perguntei a ele, e Jace se sentou em uma das poltronas antes de me responder.


-Agora pouco, eu vim do aeroporto direto pra cá. –Eu perguntaria como ele havia conseguido meu endereço, mas sabia que pra me encontrar Jace acharia até o inferno. –Me conte o que aconteceu, Alec.


-Nada, de mais..


-Nada de mais?! O que você fez pra ser expulso de casa? –Perguntou com o típico tom de irmão mais velho, e eu tive que contar a verdade a ele.


Contei tudo detalhadamente, e Jace estava a ponto de me matar.


-Alec, o que você fez foi tão..


-Eu sei, idiota.. –Completei revirando os olhos. Clary havia ido para o quarto, mesmo sem que eu pedisse.


-Eu ia dizer irresponsável. –Falou calmo. –Mas tudo bem, vamos resolver isso.. está bem? Começando pelo vídeo.. não se preocupe que eu vou tira-lo da internet.


Jace estava fazendo tudo que o meu pai se recusou a fazer, mas desde sempre foi assim, toda vez que eu errava quando era criança e ele um adolescente, meu pai me humilhava e brigava comigo, enquanto Jace apenas me repreendia dizendo que o que havia feito era errado, e depois me ajudava a resolver o problema.


-Vou conversar com o nosso pai e tentar faze-lo voltar atrás na decisão de te deserdar.. você é o filho dele, não é justo o que ele fez. –Falou. –Enquanto isso fique com o meu cartão. –Estendeu um dos seus cartões bancários pra mim, e meus olhos brilharam. Céus como eu havia sentido falta de ter dinheiro, mas para a minha própria surpresa, eu recusei.


-Não precisa.. Izzy não te contou? Estou trabalhando!


-Contou, mas eu achei que ela estivesse brincando. –Respondeu enquanto guardava o cartão. –Onde trabalha?


-Na lanchonete do hospital onde Clary é enfermeira.


-Se quiser eu te arrumo outro emprego e..


-Eu agradeço, mas não é necessário.. eu gosto de trabalhar lá. –Respondi tentando ser convincente. Na realidade o meu emprego era um saco, mas eu sabia que estava na hora de crescer e resolver os meus próprios problemas. Ninguém havia me obrigado a beber e depois dirigir e ninguém me obrigou a ficar com o promotor do meu caso, tudo havia sido escolha minha e eu tinha que resolver isso sozinho também. Além do mais, não era sacrifício nenhum trabalhar perto de Magnus.


-Eu preciso ir pra casa, mas volto amanhã. –Disse se levantando da poltrona.


-Amanhã eu vou estar no trabalho.. trabalho de nove as seis.


-Tudo bem, eu passo no hospital amanhã.


-Quando você volta pra Nova York? 


-Não vou voltar agora, Alec. Vou ficar aqui até  saber que você realmente tomou juízo. –Brincou bagunçando meus cabelos.


-Pois você vai ficar surpreso com o quanto eu sou responsável agora!


-Espero que sim. –Jace me deu um abraço apertado e depois saiu.


Bati na porta do quarto de Clary, e entrei depois que ela me deu permissão. 


-Garoto, qual o seu problema? –Perguntou me dando um tapa razoavelmente forte no braço.


-Ai! O que eu fiz agora? –Perguntei massageando o local.


-Como assim você não aceita um cartão de credito que o seu irmão te oferece??


-Não era de crédito, era um cartão bancário direto na conta milionária dele. –Clary me bateu novamente.


-Por que não aceitou??? Não tá vendo que estamos na merda?


-Você deveria estar orgulhosa de mim por querer andar com as minhas próprias pernas, e não me bater! -Ela bufou, respirou fundo e depois me deu um abraço me pegando totalmente de surpresa.


-Estou orgulhosa. –Falou. –Mas eu queria tanto fazer minhas unhas em um salão chique! –Choramingou e eu comecei a rir.


-Não se preocupe, Clarissa.. eu tenho um plano.


-Que tipo de plano? –Perguntou, mas ela ainda estava agarrada a mim, e pelo seu tamanho ela parecia uma criança.


-Nós vamos administrar corretamente o nosso dinheiro, vamos começar uma faculdade juntos.. eu de economia, você de medicina.. vamos nos formar, você finalmente vai ser médica e eu.. vou me tornar o presidente da empresa do meu pai, nem que pra isso eu tenha que passar por cima dele. –Falei convicto e decidido. Clary se sentou na cama, e olhou como se não acreditasse.


-Essas faculdades são muito caras, Alec.


-Não importa, eu trabalho em dois empregos se necessário, eu trabalho nas minhas folgas e também sei desenhar joias, aprendi com a minha mãe.. eu posso criar novos modelos e vender pra empresa do meu pai, anonimamente é claro.. não se preocupe, cabelos de fogo, você será uma médica pediatra. –Clary sorriu.





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