História Amor Por Contrato - Capítulo 3


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Categorias Soul Eater
Personagens Maka Albarn, Soul Eater Evans
Tags Maka Albarn, Soma, Soul Eater
Visualizações 36
Palavras 2.335
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Comédia, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Depois de um século enrolando, cá vos trago um novo capítulo
Me perdoem pela demora mas espero que gostem UwU

Capítulo 3 - E Outros Problemas Surgem


Fanfic / Fanfiction Amor Por Contrato - Capítulo 3 - E Outros Problemas Surgem

Quando vieram servir nossos pratos, os empregados saíram em fila ao mesmo tempo em que algumas pessoas entravam. Violinistas, saxofonistas e... O que seria aquele violino gigante? 

Enquanto serviam o prato, começaram á tocar uma música irritante que tenho certeza de que já ouvi antes.

Vi Soul franzir o cenho e nos entreolhamos, reprimindo uma careta e segurei o riso. Eles estão empenhados na música, seria ruim pedir para saírem.

- Isso é do seu irmão?- perguntei e ele respirou fundo.

- O show de horrores começou. – anunciando, começando a comer.

Enquanto jantávamos, uma variedade de músicas foi tocada. Também teve uma apresentação de tango. Tudo isso em menos de duas horas. Quando nos despedimos, ele disse que iria cancelar o compromisso e que em poucos dias, eu receberia a confirmação formal de que estava de acordo com esse término.

Cheguei em casa completamente renovada. Um jantar divertido com alguém legal e nada arrogante, e que concorda comigo com o lance de que casar por contrato é ridículo e absurdo! E que está disposto a me dar uma compensação mensal pelo término.

Soul é um cara legal. E vou sair dessa bagunça feita pelo meu pai sem perder um centavo, o que já é um lucro! Minha mesada não daria pra cobrir uma compensação. Acho que deve ser bem cara, não é?




Então... Já faz um mês...

E nunca mais ouvi falar sobre ele.

Digo, na primeira semana, achei que deveria haver mais burocracia e por isso a demora, mas demorar um mês para fazer uns papeizinhos?

Por isso decidi falar com ele, não importa o quê.

Descobri sua turma perguntando pro presidente do conselho estudantil, que parece ter medo de mim. Pela primeira vez, vi que era conveniente ser filha do meu pai. Um pouco.

É o segundo intervalo e falta menos de cinco minutos para a aula voltar, e ainda não o vi na sua sala. Obviamente todos parecem nervosos comigo parada aqui, por isso a sala está em um silêncio estranho.

- Oe. – falei e todos estremeceram. – Aonde está o garoto do cabelo branco?

- Soul-kun?- alguns cochicharam, confusos.

- Ele... Não costuma sair da sala. – um garoto disse.

- Ele estaria dormindo agora. – outra completou.

- Não quero saber o que ele faz, quero saber aonde está. – todos voltaram ao silêncio. Parece que não sabem. Acho que vou voltar pra minha sala...

- Ah!- essa voz...- Maka. – movi a cabeça na direção do corredor e o vi bem atrás de mim, segurando uma latinha aberta de chá gelado.

- Apareceu!- exclamei, vendo ele tombar a cabeça confuso.

- Você nunca me deu uma resposta. Eu realmente acho que seria mais fácil se... – cobri sua boca, vendo que todos nos olhavam com curiosidade e outra vez ele parecia surpreso. O que raios há com essa franja cobrindo ambos os olhos?

- Podemos conversar em outro lugar?- resmunguei e ele concordou, com um leve aceno de cabeça.

- Está bonita como sempre. – disse assim que tirei a mão de sua boca e senti umas palpitações esquisitas.

- Para com isso!- exclamei, o puxando pelo pulso pelo corredor, ouvindo diversos cochichos pela sala. Céus, que vergonha! Ele não tem noção de que deve parecer que se declarou pra mim diante da turma toda?! Esse...

- Quando prende o cabelo assim, fica realmente fofa. – afirmou, me seguindo obedientemente, como um cachorro gigante.

- Tudo bem, já entendi! Você não tem vergonha em falar o que vem na cabeça, certo?- perguntei, vendo que por onde nós passemos, chamávamos atenção e só consegui pensar em um lugar para ir. 

O terraço. A porta deve estar trancada mas o alto das escadas deve servir.

Quando o soltei, ele voltou a tomar de sua bebida, afundando a mão livre no bolso e apoiei ambas as mãos na cintura, o encarando.

- O que quer dizer com resposta?

- Sobre o cancelamento do nosso casamento. – disse calmamente. – Enviei um documento com o contrato rescindido. Tudo o que precisa é da sua assinatura para que tudo esteja resolvido, mas nunca o reenviou.

- O quê? Nunca recebi algo assim. Não se enganou?

- Ah, com certeza não. Eu consegui resolver tudo com meus advogados e o dinheiro da minha família. Em dois dias, o documento já estava sendo enviado para você, mas ainda sequer o recebeu?- hmm... Isso é estranho...

- Sua família é podre de rica, não é?

- Hmm... Um pouco... Eu acho... Nunca me envolvi com os negócios deles então não tenho muita certeza...

- Então já sei o por quê desse documento nunca chegar nas minhas mãos. – ele tombou a cabeça outra vez e como é grande e parece inofensivo, não consegui deixar de imaginar orelhas caninas despontando do meio do seu cabelo, se abaixando junto desse movimento. Por favor, você é tão passivo que me dá vontade de te bulinar, não faça isso... – Você pode vir para a minha casa hoje?

- Hmmmm... – murmurou enquanto pensava, semicerrando os olhos. – Isso está se tornando cada vez mais problemático...

- Acho que só vou conseguir intimidar ele se você estiver lá.

- Ehh? Não gosto de intimidar os outros. É cansativo...

- Mas se eu não mostrar pro meu pai que nem eu e nem o “noivo” queremos isso, ele vai continuar sumindo com os documentos.

- Seu pai fez algo assim? Que infantil...

- Ah, Spirit é bem pior do que uma criança. Pode vir?

- Sim, claro. Se eu servir de ajuda, claro...

- Você vai ser. – resmunguei, descendo as escadas, mas parei e o encarei. – Por que cobre o rosto com a franja?

- Hmm... – e tornou a tombar a cabeça, pensando no que dizia. Ele é muito passivo... – Eu não sei. Fica mais escuro para dormir mais rápido na sala.

- Só por isso? Não tropeça por aí? Como vê o quadro?

- Eu não sei. Geralmente estou dormindo. - ... o quê?

- Bem, tanto faz. – suspirei, voltando a descer as escadas. – Se sair mais cedo, me espere no portão.

- Okay. – ouvi sua resposta. Ele não vem?

Olhei por cima dos ombros e vi que ele se sentava nas escadas, ainda bebendo seu chá.

Cheguei na sala depois do sinal e ao invés de me repreender pelo atraso, o professor apenas me mandou sentar de uma vez com a voz trêmula.

É sempre assim. Não importa o que eu faça, sempre relevam e passam a mão na minha cabeça.

Bando de idiotas...



Todavia ele realmente estava me esperando.

Assim como meu carro.

- Podemos ir. – falei e ele me olhou, com uma cara de sono. Estava dormindo, está na cara. – Quer alguma coisa pra acordar de uma vez?- negou com um rápido aceno de cabeça, enquanto seguíamos pro meu carro e podia ver diversas pessoas nos encarando, curiosas. Ele entrou primeiro e quando entrei, o motorista me olhou, confuso. Apenas sinalizei para que seguisse e assim ele o fez.

Soul estava em silêncio, olhando para frente e pensei que ele poderia estar irritado comigo mas quando me inclinei pra frente, vi que estava de olhos fechados. Ele estava dormindo outra vez.

Suspirei e voltei a me ajeitar no banco, olhando pra frente.

Por algum motivo, me sinto um pouco nervosa. Não por enfrentar meu pai, mas sim por estar arrastando Soul nisso. Ele deve achar um pé no saco, mas meu pai é teimoso e infantil demais para conseguir arrancar a verdade dele sozinha.

Me desculpe, Soul. Essa é a primeira e última vez que o atraio para esse tipo de problema.

Quando chegamos, o cumprimento animado e respeitoso dos subordinados foi menos agitado do que de costume. Todos encaravam Soul como se ele fosse louco de vir aqui, mas Soul, recém desperto, tem uma face que nunca vi antes. A face ideal de um delinquente, fechada e medonha. Com isso, o deixaram passar tranquilamente, mas parei antes de entrar em casa e fiz com que me seguisse pelo jardim.

- Sua casa é enorme. – disse, enquanto me seguia como um cachorro gigante (como pode alguém parecer tão passivo assim?) e concordei, meio sem jeito.

- Fica parado ali. – apontei para uma porta de correr, junto á varanda e ele me olhou confuso. – E faça uma cara medonha quando ela se abrir. 

Mesmo confuso, ele concordou, parando onde pedi e segui de volta pra entrada.

Entrei em casa seguindo direto para o escritório do papa, passando por alguns corredores e abri a porta sem sequer bater antes. Ele me olhou surpreso, enquanto mexia em alguns documentos, mas logo sorriu.

- Bem vinda de volta, Makinha. – disse, animado e semicerrei os olhos, apoiando as mãos na cintura.

- Papa... – vi ele começar á empalidecer, enquanto eu me aproximava. – Por acaso chegou algum documento endereçado pra mim?- ele arregalou os olhos, olhando para o canto, tal como uma criança pega em uma mentira faria. – Você... – antes que eu terminasse, ele se levantou, jogando as folhas em que mexia pro ar e abriu a porta atrás de si, pretendendo correr como sempre faz. Geralmente eu o persigo pelo jardim e o capturo o enganando, como se faria com um cachorro fugindo, mas Soul estava ali, o olhando de cima, com um olhar medonho.

- HYAAAH!- berrou pelo susto, voltando pra trás e caindo no chão. Soul entrou e fechou a porta atrás de si, quando papa me olhou exaltado. – Quem é?!- apontou pro Soul e arqueei uma sobrancelha.

- Meu noivo. – falei, vendo ele tornar a encarar Soul.

- Era fofinho e pequeno como um feijão! Impossível!- cuspiu, se arrastando pelo chão e se afastando. – Makinhaaa...

- Aonde estão os documentos?- resmunguei e ele fez bico, desviando os olhos outra vez. – Soul... – sem que eu terminasse, ele segurou meu pai pela gola da blusa e o ergueu do chão. Soul ganha do meu pai por alguns centímetros, mas não pensei que fosse forte também...

- Tá bem, tá bem! Me perdoa, filhota!- ele choramingou, encurralado.



Diante de nós, estava meu pai, fazendo um profundo dogeza*, com a cabeça no chão. Se vissem um líder yakuza assim, pensariam que é alguma piada. Mas não, é apenas o meu pai fazendo besteiras e agindo como um subordinado.

- E o que fez com os documentos?- perguntei, cruzando os braços, enquanto Soul obedientemente fazia guarda na porta.

- Picotei e queimei, depois comi as cinzas para evitar de levantar suas suspeitas. – quê? – Filhota... Não quero que cancele esse casamento...

- Mas não fui eu quem propôs! Foi ele!- apontei pro Soul e papa choramingou.

- T-tem... Uma coisa que não contei sobre o contrato... – ele se sentou, com a cabeça baixa e franzi o cenho. – Se ele cancelar o casamento, os Evans nos darão metade do seu patrimônio, seja em terras... Imóveis... Automóveis... Ou dinheiro...

- Isso seria ótimo pra nós!- berrei, sem entender qual é a da birra.

- O-o mesmo ocorre caso o cancelamento venha da nossa parte!

- Mas não fui eu quem cancelei!

- Mas se eu aceitar esse término, Mason não vai mais querer olhar na minha cara!- ele bufou. – Que tipo de homem eu seria por perder uma amizade em troca de dinheiro?

- E que tipo de homem o pai dele seria se se irritasse por uma cláusula que ele mesmo planejou a quatorze anos?!

- Estávamos bêbados! Queríamos unir nossas famílias, sem dar chances de fuga para vocês dois!

- Isso... Vocês são bem mesquinhos, hein?- resmunguei.

- Posso pedir para os meus advogados encontrarem uma brecha nesse contrato. – Soul disse. – Para poder analisá-lo, preciso de uma cópia.

- Ehh... Não quero. – papa fez careta e o olhei realmente irritada. - M-Makinha nunca... Vai se casar se continuar assim...

- E de quem acha que é a culpa?!- berrei, sentindo a vergonha me consumindo. Ele não pode ter realmente dito isso. – O quão egoísta você pode ainda se mostrar, hein?- me aproximei e o segurei pela gola da blusa, mas ele apenas olhou pro lado, suando frio.

- Ainda não viu nem metade. – disse e antes que eu acertasse um murro nele, Soul me segurou, me puxando pra trás.

- Acalme-se. – disse, sem parecer sequer abalado com tudo isso, enquanto me colocava no chão. – Posso tentar convencer meu irmão á me dar uma cópia.

- É-é mesmo. Sua família também deve ter uma cópia!- exclamei, me virando e o encarando. – Me desculpa por continuar te causando problemas...

- Não se desculpe. Acho que quem está causando problemas é ele. – ele apontou pro papa e quando o olhei, não estava ali. A porta estava aberta e respirei fundo, controlando meus instintos assassinos implorando para que eu o perseguisse com a espada que está pendurada na parede. Antes que eu o fizesse, Soul começou á rir. – Seu pai é bem estranho, não é?

- É doido, isso sim! Aloprado!- falei, enquanto ele continuava á rir. – Sério, obrigada por vir aqui... Mas isso não serviu de nada... Papa simplesmente vai fazer o mesmo se reenviar os documentos.

- Por isso que vou rescindir o contrato original. Eu apenas redigi a proposta matrimonial e o desejo de cancelamento, mas se pudermos rescindir o contrato original, sequer vamos precisar de assinaturas.

- Você entende um bocado disso, hein?

- Ah, não, só estou repetindo a explicação que meu advogado me deu. A resumindo, na verdade.

- ... Se quiser me pedir um favor... Eu gostaria de retribuir de alguma forma. – realmente me sinto mal por arrastá-lo pra essa execução...

- Um favor?- parecia pensativo, quando sorriu. – Então faça meu almoço.

- .... Quê?

- Meu almoço. – repetiu. – Tenho que ir pra casa agora, então amanhã lembre-se de levar meu almoço, okay?- eh, m-mas... Isso não é um pouco...?- Ah, e não soque seu pai. É errado.

E com essa advertência, seguiu pra fora, pela porta do jardim. Fiquei parada alguns instantes, atordoada com esse pedido repentino e quando um estalo soou nos meus ouvidos, senti meu rosto começar á queimar, enquanto meu coração batia forte. I-isso não é algo que... Namorados fazem? I-isso... Ele é doido?!


Notas Finais


Ui, Maka do céu, papa não tá afim de cancelar esse casamento de jeito nenhum...
E Soul, tadinho, arrastado pra isso e segue todo pleno sem um pingo de vergonha na cara UwU
Alguém já caiu mas demora pra perceber... Ai ai...

E então? Espero que tenham gostado. Esse foi curto -eu acho- mas o próximo será mais longo, prometo :V


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