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História Amor por contrato Destiel - Capítulo 26


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Capítulo 26 - Capítulo 26


Fanfic / Fanfiction Amor por contrato Destiel - Capítulo 26 - Capítulo 26

Quando Castiel acordou teve a certeza de que nunca na vida havia acordado tão... esgotado. A luz que refletia na janela não era do sol, e sim da lua, indicando que ainda não havia amanhecido. Ele se virou na cama tentando achar alguma posição confortável Pura perda de tempo. Como uma ultima tentativa ele espichou todo o corpo se espreguiçando, e foi quando sentiu uma fisgada na perna, e logo outra... e outra.. até ter certeza que aquilo era uma câimbra. 

 

 

 

 

Mordeu o lábio inferior. Não iria gritar! Se recusava a gritar. Ainda se lembrava muito bem de ultima vez que fora vencido pelas caibras e gritará pedindo ajuda a Dean. 

 

 

 

Porem não agora... não com eles brigados. 

 

 

 

Era orgulhoso de mais para isso. Gemendo de dor, ele começou a massagear a própria perna até o que músculo parasse de se contrair

 

 

 

 

 

A dor era insuportável! Ele e o seu maldito problema com o potássio!

 

 

 

 


Assim que as dores diminuíram ele desceu as escadas e foi até a cozinha. Tomou água, comeu algumas bananas e teve a certeza de que o sono não voltaria.

 

 

 

 


Pegando o controle da tv e se deitando no sofá, em meio a casa completamente escura, ele ligou a televisão e abaixou o volume até que somente ele pudesse ouvir. 

 

 

 

Procurou por alguma coisa interessante e começou a prestar atenção, até que a suas pálpebras pareceram pesar uma tonelada, e ele jogou a cabeça para trás respirando fundo e fechando um pouco os olhos... só um pouquinho. Porem foi somente isso que precisou para que dormisse profundamente, ali, com a tv ainda ligada.

 

 

 


Castiel estava com a cabeça jogada pra trás, e com a boca aberta, numa postura nada confortável. E foi exatamente assim que Dean o encontrou pela manhã quando desceu as escadas atrasado para ir para a empresa.

 

 

 

 


- Castiel? - ele disse para se certificar que ele dormia. O menor nem se mexeu e ele foi obrigado a rir.

 

 

 

 


Como alguém conseguia dormir naquela posição?

 

 

 


Ele olhou o relógio.. já devia ter saído de casa... mas como sairia e o deixaria ali? Tão... mal acomodado?

 

 

 

 


Ele se aproximou e chamou duas, três quatro vezes e nada. 

 

 

 

 


- Castiel, acorde! -  disse lhe cutucando o braço, lutando com o desejo primitivo de lhe beijar a boca – acorde! - ficou repetindo até que o moreno fechou a boca, engoliu a saliva e abriu os olhos.

 

 

 


Cas piscou duas vezes e conseguiu distinguir a teto da sala de estar... havia dormido no sofá.

 

 


- Acordou? - a voz de Dean lhe inundou os ouvidos.

 

 

 


Apressado ele tentou olhá-lo, mas soltou um grito quando tentou mexer o pescoço:

 

 

 


- O que foi? - o Winchester quis saber já com olhos arregalados

 

 

 

 


- Meu pescoço. -  disse com calma – Acho que tive torcicolo. - murmurou massageando o próprio pescoço.

 

 

 


- Não me admira. Veja a posição que dormiu. - falou o repreendendo.

 

 

 

 


- Eu só fechei os olhos por alguns instantes. - se defendeu

 

 

 

 


- Oh sim, você sempre fala a mesma coisa. “Eu só fui descansar os olhos”, “Eu só fechei por um momento os olhos” - disse imitando a sua voz

 

 

 

 


Não querendo outra discussão entre eles, Castiel revirou os olhos e se levantou do sofá continuando a olhar para cima, para que o pescoço não doe-se:

 

 

 


- O que vai fazer? - quis saber

 

 

 

- Eu vou subir até o meu quarto e pegar uma pomada que esta em cima da penteadeira pra ajudar com a dor. - respondeu ainda andando e olhando pra cima.

 

 

 

 


- Nada disso... -  disse agarrando a cintura dele e fazendo com que ele se sentasse novamente no sofá – Eu mesmo subo e pego a tal pomada.

 

 

 

 


Cas pensou em discutir, realmente pensou mas, ele já estava subindo as escadas de dois em dois degraus, apressado, dizendo a si mesmo que não tinha nada de mais ajudá-lo mesmo estando atrasado. Afinal qualquer um faria isso...

 

 

 

 


Ele entrou no quarto e sentiu o cheiro dele queimando suas vias nasais. A cama estava desarrumada e um roupão também estava jogado ao chão.

 

 

 


Ignorando a primeira gaveta aberta, onde podia avistar suas cuecas, ele foi até a penteadeira e encontrou a tal pomada que tinha no rotulo o enunciado “dores musculares/alivio imediato”.

 

 

 

 

 


Ele voltou a descer as escadas, surpreso por o menor continuar sentado no sofá.

 

 

 


- Aqui esta. - anunciou lhe entregando o remédio

 

 

 

 


- Obrigado. - disse espalhando um pouco de pomada na mãos e iniciando uma massagem pelo próprio pescoço. A substância tinha um cheiro terrível, mas o Winchester nem percebeu ocupado de mais vendo-o se massagear. Como estava com vontade de beijá-lo... Sentiu um comichão na virilha e logo tratou de mudar de assunto:

 

 

 


- Porque você dormiu no sofá? - fez a primeira pergunta que vinha em mente

 

 

 

 


- De madrugada eu tive câimbras, desci para tomar água e acabei deitando no sofá para ver TV. - deu de ombros – Dormi.

 

 

 

 


- Você teve câimbras? - perguntou parecendo surpreso

 

 

 

 

 


- Sim.

 

 

 

 


- E porque diabos não me chamou? Ou gritou como da última vez? - o tom de sua voz era bravo

 

 

 

 


- Não achei que fosse preciso. - mentiu – As dores não foram tão fortes assim. - disse já podendo mexer melhor o pescoço

 

 

 

 

 


- Okeey, - falou irônico – agora conta a verdade. Quantas vezes vou ter que te falar que você não sabe mentir?

 

 

 

 

 

 

 


- Mas essa é a verdad... - ele se auto interrompeu suspirando quando por fim conseguiu mirá-lo nos olhos. Não tinha como mentir – Eu não quis te chamar porque você esta brigado comigo... Eu sei que não quer falar comigo.

 

 

 

 

 

 


Dean suspirou pesadamente, esfregando as mãos no próprio rosto.

 

 

 

 

 

 


- Eu estou atrasado agora. - anunciou mudando completamente de assunto.

 

 

 

 

 

 


Ele não havia ouvido o que o menor acabará de dizer?

 

 

 

 

 


- Você ficará bem se eu for, ou quer que eu fique e lhe ajude com o torcicolo?

 

 

 

 

 

 


“Idiota, idiota, idiota desde aquela maldita vaga no estacionamento!”

 

 

 

 

 

 


- Não, eu ficarei bem. - a voz dele saiu mais estrangulada do que ele gostaria

 

 

 

 

 

 

 


- Tudo bem. - disse parecendo dividido entre ficar e partir – Tenha um bom dia.

 

 

 

 

 

 

 


Dean pegou a sua maleta e saiu pela porta, o deixando ali, sozinho...

 

 

 

 

 


Ele prometeu a si mesmo que não iria chorar, mas quebrou sua promessa assim que os olhos já não puderam segurar tantas lagrimas e o peito pareceu sufocar implorando por um soluço de choro sentido.

 

 

 

 

 

 

~”~

 

 

 

 

 

 

Dean tinha plena certeza que nunca em sua vida, havia ido para a empresa tão angustiado. Se estava bravo com Castiel? Oh sim estava, mas a vontade te beijar-lhe a boca e lhe levar até o ápice do prazer era muito maior... Tão maior que chegava a ser sufocante.

 

 

 

 


Ele afrouxou a gravata e a voz de Lucifer lhe tirou dos pensamentos:

 

 

 

 


- Dean? - ele disse estralando os dedos na frente dele

 

 

 

 

 

- Perdão. - falou limpando a garganta - Falávamos sobre …?

 

 

 

 

 


- Esta tudo bem com você? - Luci perguntou parecendo realmente preocupado

 

 

 

 


- Sim. Prossiga por favor.

 

 

 

 


Lucifer continuou lhe falando sobre os compromissos e as reuniões que ele teria naquela manhã, e ele teve de fazer uma força tremenda para prestar atenção em tudo o que o secretário dizia.

 

 

 


Quando por fim a última reunião foi encerrada já eram quase quatro da tarde, e Sam estava impaciente ao seu lado:

 

 

 

 


- Não acredito que ainda nem almoçamos! - reclamou novamente

 

 

 


- Você tem quantos anos? Cinco? - Dean disse revirando os olhos

 

 

 


- Fome não tem idade. - falou bravo fazendo Lucifer rir.

 

 

 

 


- Vou ver se consigo algo para vocês comerem. - Luci falou caminhando para fora da sala.

 

 

 

 


- Lucifer... - ele virou-se - … antes de tudo, ligue para minha casa e pergunte como Castiel esta se sentindo.

 

 

 

 


Ele assentiu e passou pela porta com passos largos.

 

 

 


- Aconteceu alguma coisa? - Sam perguntou parecendo esquecer um pouco da fome

 

 

 

 


- Castiel teve um torcicolo. Quero apenas saber se a dor já passou. - respondeu começando a digitar algo que parecia importante no computador.

 

 

 

 


- Vocês estão brigados? - Dean o encarou sério – Notei vocês distantes no jantar, e o seu humor também não esta dos melhores hoje.

 

 

 

 

 


- Você é pago para ser meu advogado ou meu psicólogo?

 

 

 

 


- Nossa, e não é que a briga foi feia! - disse ignorando a arrogância do amigo – Quer me contar alguma coisa?

 

 

 

 


- Não. Definitivamente não.

 

 

 


- Mas você sabe que … - o loiro o interrompeu

 

 

 


- Mais uma palavra, e eu vou despedir você. - ameaçou

 

 

 


- Tudo bem, mas … - voltou a ser interrompido

 

 

 

 


- Mais uma, e alem de despedi-lo eu também vou lhe dar um soco!

 

 

 

 


Samuel jogou a cabeça para traz e riu com vontade, porem preferiu ficar calado. 

 

 

 

Provocar Dean nem sempre era seguro o bastante.

 

 

 


Lucifer entrou novamente na sala. Porem agora suas mãos estavam ocupadas com uma bandeja que continha comida e dois copos de suco.

 

 

 


- Oh, muito obrigado. - Sam disse começando a comer.

 

 

 

 


- Você fez o que eu lhe pedi? - Dean perguntou parecendo não se importar com a bandeja recheada posta sobre a sua mesa

 

 

 


- Ah sim! - respondeu depois de alguns segundos parecendo ter que lembrar do que seu chefe falava – Eu liguei, mas ninguém atendeu. Castiel deve estar dormindo.

 

 

 


Algo no tom da voz dele fez Dean apertar os olhos e franzir a testa, ainda mais bravo:

 

 

 

 

 


- Não seja indelicado. É do meu homem que você esta falando. - disse ríspido o bastante para que Lucifer ficasse sem jeito.

 

 

 

 

Sam parou de mastigar e olhou de um para o outro, surpreso.

 

 

 

 


- Perdão Dean, não quis ser indelicado. Apenas fiz um comentário. -  disse parecendo corado – Se me dão licença... - pronunciou forçando um sorriso e se encaminhando até a porta.

 

 

 

 


Assim que a porta bateu, o olhar de Sam voltou-se para o amigo:

 

 

 

 


- Você foi meio que... ríspido quando ele falou de Castiel. - assim que o olhar de ambos se encontraram ele completou – Ríspido até de mais. Tem algo que eu ainda não sei Dean?

 

 

 


- Não entendi a pergunta. - falou se fazendo de desentendido

 

 

 

 


- Entendeu sim. - Sam disse tomando um gole de suco – O que à entre você e o Castiel afinal?

 

 

 

 


- Não tem nada de mais. -  deu de ombros – Apenas não gostei do tom que ele usou quando disse que Castiel estava dormindo.

 

 

 

 


- As vezes eu acho que esse casamento de vocês não é tão de mentira assim...

 

 

 

 

 


- Não seja estupido

 

 

 

 


- … e Gabriel pensa a mesma coisa. - 

 

 

 

 

 

 

Dean ficou um tempo em silencio e depois perguntou :

 

 

 

 


- Castiel disse algo a Gabriel ou .. - Foi a vez de Sam interrompê-lo

 

 

 

 

 


- Talvez sim... mas Gabe nunca me contaria. - ele deu de ombros – Porem, ele tem a mesma opinião que eu. Ambos achamos que há algo mais.

 

 

 


- Pois são dois tontos. -  disse começando a juntar os seus papeis.

 

 

 

 


- Tontos são você e Castiel, que só o que sabem fazer é perder tempo. Confesse pro seu amigão aqui... - falou apontando para si mesmo – Você esta caidinho nele não éh?

 

 

 

 


- Claro que não!

 

 

 

 


- Oh meu Deus, esse olhar! - Sam começou a gritar – Eu conheço esse olhar! Você esta apaixonado por ele!

 

 

 

 


- Pare de criar fatos fictícios, Samuel.- rugiu como um leão – Tudo isso é patético.

 

 

 

 


- Pode apostar que depois do jeito que você defendeu ele aqui nesta sala, diante dos meus olhos, nada mais é patético amigo.

 

 


Dean suspirou bravo:

 

 

 


- Como você reagiria se ele falasse de Gabriel?

 

 

 


A pergunta do loiro não o pegou de surpresa pelo contrario:

 

 

 


- Eu faria a mesma coisa que você. - respondeu de imediato

 

 

 

 


- Viu?! - Dean disse vanglorioso

 

 

 

 


- Afinal, - Sam completou – eu sim admito que estou completamente maluco por Gabriel. E isso meu amigo, é só mais uma prova de que você se encontra na mesma situação com Castiel.

 

 

 

 

 

 


Indignado por ter sido preso em sua própria armadilha ele anunciou com a voz grossa:

 

 

 

 

 


- Estou indo pra casa.

 

 

 

 


Quando girou a maçaneta a voz de Sam o chamou novamente:

 

 

 

 

 


- Como seu advogado e amigo eu te alerto Dean, não perca tempo. No contrato que eu mesmo redigi esta bastante claro: 6 meses. O tempo não para amigo... não para.

 

 

 

 

 

 

~”~

 

 

 

 

 

 

 

Dean estacionou seu esportivo vermelho em frente a sua casa, e entrou sem fazer barulho.

 

 


Não precisou pensar muito sobre onde encontrar Castiel. Pelo contrário, afrouxando a gravata ele foi logo para o pequeno “jardim” improvisado.

 

 

 


Ele estava agachado com os cabelos bagunçado e com com uma tesoura na mão parecendo muito concentrado em tirar as folhas murchas da pomposa flor que ele não soube identificar.

 

 

 

 


Ficou alguns segundos quieto, extremamente indeciso. Depois da conversa com Sam, desconhecia outra palavra que o descreve-se naquele momento além de confuso. Extremamente confuso.

 

 

 

 


- Melhorou do torcicolo? - perguntou de repente.

 

 

 


Completamente assustado e pego de surpresa, Cas gritou e caiu sentado no chão frio e sujo de terra.

 

 

 


Diante de tal cena, a última coisa que Dean conseguiu fazer foi ficar sério. Ele se desmanchou em gargalhadas.

 

 

 

 


- Que droga! - o menor disse virando-se para ele – Quase morri do coração! - falou respirando fundo com a mão em cima do peito.

 

 

 

 


- Desculpe. Não quis assustá-lo. -  respondeu ainda com um largo sorriso nos lábios

 

 

 

 


- Tudo bem, sem problemas. Só estava distraído. Que horas são? Não é cedo para você já ter chegado em casa?

 

 

 

 


- Saí mais cedo. - deu de ombros como se não tivesse importância – Você ainda não me respondeu.

 

 

 

 


- Sobre o qu.. Ah, o torcicolo. -  disse lembrando – Esta melhor. Já não me doí. - garantiu sorrindo

 

 

 

 


- Fico feliz. - retribuiu o sorriso

 

 

 


Pelo menos o susto havia feito as coisas ficarem menos pesadas entre eles.

 

 

 


O silencio caiu sobre eles e ambos não disseram mais nenhuma palavra.

 

 

 


Dean mergulhou no mar daqueles olhos grandes e brilhosos que lhes deixou sem folego, e parecendo afundar-se ainda mais, ele foi até um abismo de incertezas e medos, o deixando ainda mais confuso.

 

 

 

 


- Bom... - disse sentindo a garganta fechar – Te-tenho que trabalhar. Qualquer coisa estarei em meu escritó-tório.

 

 

 

 


O Winchester saiu com passos largos e apressados. 

 

 

 


Por Deus ele havia mesmo gaguejado?!

 

 

 


Castiel era um feiticeiro por conseguir fazer isso com ele.

 

 

 


Assim que a porta do escritório se fechou e ele se sentiu seguro, desabou em umas cadeira respirando fundo.

 

 

 


As palavras de Sam ainda atormentavam sua mente e nublavam seus pensamentos.

 

 


Ele nunca admitiria para si mesmo o real motivo para aquele suor frio que começou a lhe molhar a testa, e nem do frio terrivelmente desconfortável que estava no seu estomago. Porem, mesmo não admitindo, estava com medo... Medo de que Sam tivesse realmente razão.



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