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História Amor por telepatía - Capítulo 1


Escrita por: piscesxvi

Notas do Autor


Olá, primeira Eremin e eu postei originalmente em outro site no dia 10 de março se não me engano. Escrevi ela em inglês, então pode ser que tenha errinhos pq juro nem revisei nem nada, só traduzi e BAM aqui estamos. Se tiver algum trecho esquisito ou confuso devido a tradução, só me falar nos comentários (com jeitinho, é claro kkkk).

Espero que vocês curtam muito, tenho planos para escrever outras eremin com temáticas diferentes e tudo mais, porém veremos.

Boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Amor por telepatía - Capítulo 1 - Capítulo Único

Eu consigo escutar os seus pensamentos assim como uma melodia 

Aparentemente, a sua maneira de demonstrar amor expressava-se em atender todos os mínimos desejos de Armin. 

Desde que eram crianças, um jovem Eren viu-se atento a cada mudança sutil no rosto ou comportamento do amigo, o pequeno loiro sempre fora um pouco inseguro e demasiadamente tímido, por isso não estava acostumado a expor seus verdadeiros pensamentos em voz alta. 

Mas sempre pôde confiar em Eren para ouví-lo, por mais que estivesse em silêncio, mordendo os lábios mais de uma vez devido a incapacidade em permitir que as palavras encontrassem caminho para fora de sua boca rosada. Arlert fazia o que estava ao seu alcance, mostrando os próprios sinais singulares, esperando que alguém o compreendesse sem a necessidade de orações. 

Eren sempre ia a seu encontro, mesmo que estivesse na metade do caminho, o ajudando a chegar até o destino final. Os dois trabalhavam tão perfeitamente tal como a peça mais refinada de um relógio, eles pertenciam juntos. 

E foi assim desde que se lembravam, comunicando sem palavras e apesar de às vezes, Mikasa os encarasse de maneira divertida, não havia nada de complexo naquela relação, ao menos para os dois amigos. Era simplesmente natural, em sintonia. 

Logo, por culpa desta “arma secreta de melhores amigos”,  o pequeno Yeager se vangloriava. Com uma presunção que apenas um Eren de sete anos conseguiria ter, este tagarelava sobre como ele conhecia Armin melhor do que ninguém! Quais insetos ele gostava de capturar, como suas muitas sardas brilhavam à luz do Sol, qual era sua história de dormir preferida… a lista poderia continuar por horas a fio. Eren poderia até mesmo ser um tanto quanto “descuidado” em relação às disciplinas escolares, mas era um sabichão daqueles quando se tratava do querido amigo de infância. 

À medida que ambos os rapazes cresciam, a percepção de Eren sobre o comportamento de Armin só se tornou ainda mais afiada. Por isso, ficou absurdamente incomodado quando percebeu a quantidade de sorrisos falsos que fizeram morada no rosto tão bonito de Armin. 

Da mesma maneira em que havia melhorado sua leitura sobre Arlert, este também se esforçava para esconder os próprios sentimentos, deixando de ser um livro aberto. Mas claro que, teimoso como era, Eren não o deixaria escapar tão facilmente. 

Levando isto em consideração, num dia de verão aparentemente aleatório, Eren convidou Armin para jogar, ou melhor, ele iria jogar videogame enquanto Armin provavelmente iria ler algo no celular ou então optaria por segurar a mão suada do moreno, como sempre fazia. Yeager tinha esperança de poder descobrir o que se passava dentro daquela cabecinha loira e a razão pela qual ele hesitava toda vez que Eren insistia em perguntar o que havia de errado. 

— Puta que pariu! — Xingou ao ver seu personagem no jogo morrer de novo, pois Jean era um manézão da porra mesmo on-line. 

Puto, atirou seu joystick e fone para longe. Decidiu virar-se a fim de conversar com Armin, mas quando o encontrou… pôde ver o cabelo loiro esparramado brilhando em suas almofadas, como se o garoto pertencesse ali e talvez, pertencesse de fato. Agora ambos tinham dezessete anos de idade e as madeixas de Armin tornaram-se ainda mais longas, longas o suficiente para quase alcançar sua fina cintura, deixando o garoto parecido com um príncipe. 

Percebendo a atenção do amigo em si, Arlert sorriu, porém a ação não chegou até seus olhos como de costume e o coração de Eren apertou-se. 

— Ei, já acabou de jogar? — Perguntou ele, tímido. 

— Acho que sim — murmurou Eren, tentando deitar ao lado de Armin naquele pequeno espaço limitado de sua cama. Ele desejava que ambos ainda fossem aquelas crianças remelentas, assim poderia abusar da liberdade de jogar todos os seus marshmallows dentro da caneca de chocolate quente de Armin, pois sabia da paixão latente do outro por doces. Após tais exageros (ou demonstrações de amizade, como Yeager preferia dizer), o loiro sempre olhava para o amigo com o maior sorriso de todos, como se Eren fosse o rei do mundo. Mas ao invés de fazer algo do tipo, ele apenas suspirou resignado. — Sobre o que está lendo?

— É sobre um rapaz que viaja pelo mundo e conhece todo o tipo de gente. Em cada lugar que vai, acaba recebendo um conselho valioso. 

Hmm… — Murmurou distraidamente, usando a mão direita para acariciar os fios dourados do outro. Eren tentou abraçar Armin e repousar seu nariz no pescoço do outro quando Arlert o impediu. 

Yaeger franziu o cenho, costumavam fazer isso sempre, um ato tão natural quanto o ar que respiravam. Contudo, nas últimas semanas, ele apenas recebia esta mesma reação. Parecia que estava perdendo o seu melhor amigo de alguma forma, lentamente. 

Na mente de Eren, as coisas eram simples, talvez simples demais para o gosto de Armin, que tinha uma tendência de se preocupar com absolutamente tudo que fazia. Mas o de cabelo escuro não possuía uma restrição sequer, nunca teve e continuaria assim até o fim dos tempos. Se quisesse abraçar Armin, assim o faria! Se sentisse vontade de segurar sua mão durante o intervalo, ele o faria e se quisesse bater nos veteranos que gostavam de fazer piada com o cabelo comprido do outro, então que assim seja. Nunca questionou seus impulsos quando se tratava do loiro, não havia razão para tal, mas parecia que o seu amigo pensava de forma diferente agora.

Mas Eren estava sedento, necessitado de formas que antes não pensava ser possível. Sentia falta da maneira que os dedos finos de Armin apertavam os seus. 

— Talvez não devêssemos continuar fazendo este tipo de coisa… — Explicou, o que era novo considerando o fato de que Arlert apenas rejeitava os toques de Eren nas últimas semanas, sem qualquer justificativa. Deixando o Yeager louco. — As pessoas estão começando a notar. 

— Não me importo com o que as outras pessoas pensam! — Disse, talvez mais agressivo que o necessário. — E você também não deveria. 

— Eu sei, mas… quero dizer, olha o Jean e o Connie, eles são melhores amigos e disseram que seria estranho caso agissem como nós — terminou de falar, quase tentado a virar-se na cama e fingir que esta conversa nunca havia existido, todavia o suor na parte de trás do seu pescoço era real demais para esquecer. Hoje foi um dia quente e o corpo de Eren tão próximo ao seu assim tornou tudo ainda mais difícil de suportar. Armin engoliu o bolo na garganta na esperança de que suas bochechas não estivessem tão vermelhas quanto sentia. 

— Mas isto não é sobre eles, não é? É sobre nós — disse Eren casualmente, tentando não assustar o amigo com a forma que tocou seu pulso, atraindo-o delicadamente para sua armadilha. — É sobre você. 

A luz do Sol transbordava através das cortinas transparentes, afogando os dois num belo brilho laranja, fazendo o rosto de Armin parecer ainda mais acerejado do que realmente estava, porém mesmo assim, continuava encantador para Eren. 

— Sempre fomos diferentes dos outros, Armin. E você sabe disso, certo? Não havia outra possibilidade de sermos diferentes do que somos hoje em dia, do que sempre fomos para o outro desde… sempre — seguiu em frente, aproximando cada seu próprio rosto cada vez mais, mas como não poderia fazer isto quando assim, era capaz de admirar as orbes azuis de Armin de forma que não fazia há semanas, parecia que não havia nada mais azul neste mundo.

Brilhando apenas para ele. 

O loiro permaneceu calado, como muitas vezes era, mas o seu hálito quente acariciou ternamente os lábios de Eren.  

— Armin, se há algo que gostaria de me dizer, mas não sabe como pôr em palavras, não precisa falar nada — sussurrou, como se houvesse uma intimidade preciosa ali entre eles, mesmo deitados na sua pequena cama num dia de verão, era um segredo que ninguém poderia tirar deles. — Eu sempre irei te encontrar, sempre. Só basta me mostrar. 

E assim, beijaram-se como se fosse predestinado e talvez fosse um pouco bobo de sua parte, mas Eren gostava de pensar que era sim. Os lábios de Armin queimavam e curavam ao mesmo tempo, muito de uma vez, e quando suas línguas se tocaram pela primeira vez, ambos suspiraram derretendo-se em meio ao momento como mel. 

Atirando qualquer medo que estivesse o segurando antes pela janela, Armin pressionou o corpo de Eren sobre o colchão como se já tivesse feito isto um milhão de vezes, com uma familiaridade que vinha de seus sonhos, sempre imaginando como se sentiria se este dia chegasse, quando talvez já tivesse acontecido, mas não lhe foi permitido recordar. Apenas acompanhado do desespero como seu guia.

E quando Arlert puxou seus cabelos escuros, Eren não pôde deixar de gemer dentro daquela boca doce. Sabendo que estava amaldiçoado devido a forma como aqueles olhos azuis pareciam conter o poder de um oceano implacável. 

Pois sabia que não havia nada no mundo que não faria por aquele garoto sentado em seu quadril. 

    Eren sempre fora demasiadamente desesperado, impaciente demais, queimando e destruindo tudo no seu caminho tal qual um fogo incontrolável, muitas vezes sendo visto como um desordeiro qualquer pelos seus pais ou mesmo por alguns professores da universidade. Mas com Armin, ele continuava a ser tudo isso se não pior, exceto que com ele, Eren não precisava se intimidar, era livre para agir de maneira necessitada. Desejando ser desejado de forma tão violenta que quase era capaz de sentir o sabor do sangue na boca. 

    Voraz por um propósito. 

    E descobriu logo cedo que seu propósito era servir Armin, respirando o perfume de seu pescoço como se este fosse o único ar que precisava, afogando-se no seu oceano que era calmo, mas talvez impiedoso. 

    Lembrava do dia em que ambos eram jovens e curiosos sobre a nova natureza da relação e Eren tomou a virgindade de Armin, mas sentiu como se fosse o contrário a levar pela forma como estava tão desesperado, perdido no novo mundo que descobriu quando seus quadris encontravam os de Armin, misturando-se na essência do outro, tornando-se um só.

    Não havia dúvida de que Eren faria qualquer coisa por Arlert, incluindo dar-se voluntariamente ao outro. Os seus amigos diziam constantemente que o moreno parecia com um cachorrinho a seguir o dono, mas ele estava demasiadamente apaixonado para se importar com tais comentários, apaixonado pela maneira que o loiro explicava as coisas mais bobas para si, sabendo que Eren estava fingindo ser estúpido demais para compreender apenas para ouví-lo mais uma vez.

(Talvez o termo lhe caísse bem, afinal de contas).

    Então Eren rezou mais de uma vez com seus lábios contra o ouvido do loiro, dizendo “por favor, por favor, por favor”, embora ele mesmo não soubesse exatamente o que estava a pedir, mas a necessidade era tão latente que os olhos ardiam com lágrimas que ainda não transbordaram, seu amor por Armin tão intenso que lhe machucava. Desejava nada mais do que se oferecer numa bandeja de prata para que outro lhe devorasse como quisesse. Que estapeasse o seu rosto até doer, segurasse-lhe a garganta até que não conseguisse mais respirar, era dele para ser usado. 

Eren não se importava qual seria o tratamento, desde que fosse executado pelas mãos de Armin. 

    Tal como o outro, o de cabelo escuro não sabia como colocar estes sentimentos em palavras e enquanto Armin demonstrava os seus através de olhares e controle, Eren oferecia seu corpo ao invés de frases quebradas e carentes. 

    Visto de fora, as pessoas tendiam a descobrir tardiamente que Eren podia curva-se facilmente a todos e cada um dos caprichos de Armin. Ignorantes a maneira que o moreno iria se ajoelhar sem pensar duas vezes como isso o faria parecer, a vulnerabilidade que se dane. Porque quando Armin puxava seu cabelo e mordia seus lábios, Eren dizia “obrigado”.

    Encontrando liberdade apenas na forma de um escravo, sua libertação existindo somente em cada curva do sorriso de Armin. 


 


Notas Finais


E então?? Essa fanfic praticamente se escreveu sozinha, estava maior tempão sem abrir um docs na minha vida e então deu no que deu. Acho interessante dessa ideia de liberdade x escravo no eren já que a libertação que ele encontrou foi servindo e amando outra pessoa kkkkkkkk mas e vocês? Deixem um comentáriozinho humilde aí e beijos!!


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