1. Spirit Fanfics >
  2. Amor pra toda vida! >
  3. Sequestro

História Amor pra toda vida! - Capítulo 144


Escrita por:


Capítulo 144 - Sequestro


Fanfic / Fanfiction Amor pra toda vida! - Capítulo 144 - Sequestro

A noite chegou e as duas que estavam no quarto recebiam o doutor.

-Boa noite! -Disse o jovem -como está a paciente?

-Estou melhor -sorriu.

-E aí, doutor? Ela pode ir embora? -Perguntou a mãe se aproximando da filha.

-Pois bem, a senhorita está de alta, mas deve ter atenção máxima para não acontecer novamente -respondeu.

-Doutor, eu e meu marido ficaremos atentos em relação a ela.

-Se for assim, então tudo certo.

-Obrigada!

-Eu que agradeço pela confiança.

Sendo assim, Lili ligou para o marido avisando sobre a alta da filha mas do outro lado da ligação nada estava bem. E sem saber o que fazer a mesma se sentou no sofá.

-Mãe? O que aconteceu? Por que a senhora está assim? -Perguntou.

-É...filha...-gaguejou -bom, na verdade eu não sei como te dizer isso.

-Isso o que mãe? É alguma coisa com a minha avó, meu pai...as crianças?

-Então...-se levantou, ainda em estado de choque -seu pai não vai poder vir buscar nós.

-Ah mãe é isso? Poxa, que susto que a senhora me deu -riu- a gente pega um uber, táxi...isso é de menos.

-Não é só isso meu amor...ele não vai poder vir porque aconteceu uma coisa lá em casa que...enfim, não sei como irá reagir sobre isso mas te peço muita calma- segurou a mão da filha- a Sofia escapou da cadeia, foi lá em casa e sem perceber...- disse entre muitas lágrimas- ela prendeu todos por lá e pegou o Chris -finalizou.

-Oi? Tá brincando né? Não tem como isso, ou tem como? Mãe, por favor não esconda nada.

-E você acha que estou assim porque? Eu não iria brincar com uma coisa dessas, meu amor. Eu estou em choque assim como você também.

-Mãe, eu quero o meu filho, o meu Christopher...

-Ei, você não pode ficar nervosa...por favor. O meu deus, porque eu não evitei isso -disse a si mesma- filha...

-Mãe, vamos embora logo. Ou melhor, eu vou atrás da Sofia e você vai para casa.

-Ei, você não pode ir atrás dela...isso só vai piorar as coisas.

-Eu vou sim, querendo ou não.

-Seu pai está atrás de pistas, vamos aguardar.

-Mãe, em qual parte você ainda não entendeu? Eu vou ir atrás do meu filho.

-Você não vai -disse num tom sério- se você insistir eu sou capaz de pedir ao médico para te deixar aqui.

-A senhora não tem coragem.

-Ah, eu não tenho? Vamos ver então- disse apertando o botão de emergência.

Imediatamente os enfermeiros entraram no quarto, Lili pediu ajuda deles para que a filha não cometesse loucura e logo os mesmos deram uma injeção nela, era calmante. A pobre menina então caiu desmaiada na cama. Sua mãe não queria isso mas era uma solução melhor.

Não demorou muito, Germano deixou o amigo da filha tomando conta da mansão e seguiu para o hospital para acompanhar a mulher. Chegando por lá, ele encontra ela andando de um lado para o outro no quarto com a vida na cama inconsciente.

[Lili] Eu já estava muito nervosa, sem saber se estava fazendo a coisa certa ou não. Mas quando meu marido chegou fiquei um pouco aliviada.

-Ei, está tudo sobre controle. Já localizaram a Sofia e tudo dará certo -confortou- o único problemas é que ela está no interior de São Paulo e só vão pegar o pequeno amanhã.

-Germano, nós devemos conversar com o médico e pedir para...

-Meu amor, ela pode voltar para casa hoje... Vamos contar a verdade, ela vai compreender.

-Ela não vai, o jeito que ela está é incontrolável.

-Calma!

-Como estão...

-Eu mandei sua mãe levar as crianças para Angra, só assim eles não vão passar por nada e é melhor. E o Dani tá lá em casa para receber as notícias.

-Bom, é bom que eles fossem para lá -secou suas lágrimas- você tem certeza de voltarmos com a nossa filha para casa? Não acha arriscado?

-Lili, a Sofia está em São Paulo.

-Sim, mais ela é capaz de qualquer coisa.

-Ela já pegou o sobrinho.

-Bom, eu já não sei de mais nada.

-Vamos esperar ela acordar, para chegarmos em um acordo.

-Amor, acho melhor ficarmos aqui...porque ela pode ter ataque novamente.

-Acredito que não, bom não sei.

Nós dois ficamos por ali um bom tempo, até a nossa filha acordar chamando pela gente: -Mãe, pai.

-Oi meu amor, estamos aqui -respondi.

-Oi filha...

-Papai, cadê o meu menino? Eu quero o meu menino.

-Ei, calma! Está tudo sobre controle.

-Filha, já acharam ele mas só vamos poder vê-lo amanhã -conclui.

-Mais como assim?

-A Sofia levou ele para São Paulo e lá localizaram eles, mas como o tempo não colabora os policiais de lá renderam ela e pegou o bebê, que está sendo super cuidado.

-Bom...sendo assim, eu fico menos preocupada -respirou- eu ainda estou com medo da minha irmã. Eu não vou suportar viver dessa maneira. Vocês precisam fazer algo.

-Já tomei todas as providências, pode ficar tranquila... O que aconteceu hoje foi um descuido mas não irá se repetir.

-Tomara! Eu não quero sentir a dor de perder meus filhos, vocês...

-Não pense assim, meu amor -mexi em seus cabelos - a gente vai conseguir viver em paz, nós conseguiremos.

-Mãe, pai...prometem cuidar dos meus meninos assim como cuidaram de mim?

-Ei, que papo é esse? Não fale besteiras. Todos nós iremos cuidar de cada um de nós -respondeu meu marido- além do mais, somos uma família.

-Seu pai tem razão.

Ao ouvir aquele pedido dela, me arrepiei toda...senti medo naquelas palavras ditas. Germano sentiu ao olhar dentro dos meus olhos uma grande preocupação, um medo terrível diante daquilo, logo me abraçou fortemente e murmurou em meu ouvido: -não tenha medo! eu e você ainda venceremos essa batalha ao lado da nossa família.

Nada respondi, apenas selei com um beijo que foi retribuído logo em seguida. Estar ao lado dele me fazia ficar forte cada vez mais e isso era incrível.

Em cinco minutos alguns enfermeiros vieram no quarto avaliar a menina para saber de poderia dar alta e a resposta foi sim. Era notável que ela estava bem e consequentemente ela poderia ir para casa.

~**~

Já em casa, Lili e Germano resolveram ir descansar, deixando a filha com o amigo, a pedido da mesma.

-Dia longo! -Comentou o rapaz- sabia que você é uma verdadeira guerreira?

-Põe longo nisso -riu- é, eu tô sabendo. Nos últimos dias tive que ser forte o suficiente para lidar com as coisas.

-Gosto de gente assim.

-Ai Dani, tô sentindo falta do meu bebê. De sentir aquela mordida dele, do seu cheiro...de tudo que envolve ele.

-Calma, ele estará aqui amanhã.

-Tomara! Eu não vejo a hora de pegá-lo no meu colo.

-Eu imagino. Olha, quando eu vi a sua irmã saindo com ele por aquela porta, só imaginei a sua dor. Sei lá, eu também senti umas coisas, como medo, angústia... Mas quando seu pai disse que acharam eu fiquei aliviado.

-Cara, quando a minha mãe me contou na hora achei que era mentira...mas, a ficha foi caindo...e eu pirei ao ponto de me doparem.

-Seu pai me contou. Sinto muito por isso.

-Pensei até que não receberia alta mais. Meu braço já tava pedindo socorro para sair dali.

-Doida!

-Bom, eu acho que precisamos descansar né? -Olhou o relógio que estava no pulso dele- eu então, preciso de um bom banho.

-É verdade! Eu vou indo então...

-Por favor fique...me ajude a subir.

-Tem certeza?

-Absoluta!

-Ok então.

Ambos subiram para o quarto da moça que estava totalmente bagunçado, porém, a mesma decidiu usar apenas o banheiro e dormir no outro quarto.

-Dani, você pode ver se a minha mae ainda esta acordada?

-Posso sim. Volto já!

Assim ele atendeu o pedido dela, chamar a mãe. Mas ao chegar no quarto, os pais já se encontravam dormindo. A mãe acordou ao sentir o rapaz e devagar se levantou: -está tudo bem?

-Está sim tia. É que a Silvia mandou te chamar.

-Ah sim...

Ambos foram para o quarto da moça.

-Mãe desculpa te acordar é que eu preciso tomar banho e tô sem forças.

-Tudo bem, eu te ajudo.

-Bom, eu vou indo então.

-Dani fique, minha mãe precisará de você.

-Tudo bem.

[Silvia] No banheiro, minha mãe me ajudava a tomar banho, já que eu não sentia meu braço de tantas anestesias e furadas de agulhas.

-Vou chamar ele para te levar para o outro quarto, ok?

-Ok, mãe.

Assim ela fez, me vestiu e logo o Daniel que estava aguardando no quarto, me levou para o outro quarto. Nós estávamos lá deitados, eu e ele vendo alguns filmes para me distrair mas eu não prestava muito atenção, apenas pensava no meu pequeno que estava longe de mim.

A cada instante eu me perguntava se ele estava bem, se havia se alimentado, se estavam cuidando bem dele...sem perceber, os meus olhos enchiam de lágrimas e logo comecei a chorar em silêncio, ao ponto de soluçar e a pessoa perceber.

-Oh meu deus, não fique assim. Ele está sendo bem cuidado.

-Será?

-Claro! Ouvi seu pai falar com o delegado que está cuidando dele lá. E está tudo certo.

-Espero! Eu não vou me desculpar se acontecer alguma coisa com ele.

-A culpa não foi sua, meu amor.

-Foi sim!

-Ei não pense assim, seu pai já disse que está tudo bem e isso é o que importa.

-Enquanto ele não estiver comigo, nada estará bem. Cara, ele só tem dois dias de vida, que tipo de pessoa pensa maldade de um recém-nascido?

-Sua irmã não quer saber disso, aliás ela nunca pensou em uma coisa boa.

-Ela já foi uma pessoa boa -recordei- mas, tudo isso é o resultado das péssimas companhias que encontramos durante a vida. Por exemplo, quando eu era mais nova eu passei por cada coisa e olha hoje tô aqui, com três filhos. Não muito feliz porque perdi o meu marido, pai do meu filho.

-Ué, ele não é o pai das meninas? -Estranhou.

-É, acho que falei demais- balancei meus ombros- então, pouquíssimas pessoas sabem que elas não são. Quando eu fui sequestrada eu transei com um outro homem e elas foram fruto disso, mas o Vini sempre se mostrou um bom pai e acabei deixando assim.

-Nossa!

-É tudo muito louco. Mas, graças a deus o Christopher é o único filho legítimo dele.

-Que bom né?

-Ei, um dia você vai saber o que é isso. Você terá ótimos filhos.

-Sabe, eu não me vejo com outra mulher a não ser você.

-Oh meu deus...

-Sério! -Olhou fixamente para mim- você sabe o que eu penso.

-E você também sabe o que eu penso.

-Tudo indica que a senhorita ainda vai mudar de ideia.

-Quem sabe um dia -respondi com um beijo em seu rosto.

-Bom, acho que você precisa descansar...

-Daqui a pouco pego no sono.

-Eu mesmo!

-Ei, você pode dormir aqui. Não vou me importar -comentei- vai ser um prazer. 

-Tudo bem, já que está pedindo -sorriu- eu só vou tomar banho então. 

-Olha, lá no fundo do armário tem umas roupas do meu irmão...pode usar já que ele não mora mais aqui. 

-Ok! Volto já. 

-Beleza! -Me ajeitei na cama, com a intenção de esperar ele voltar mas não consegui e peguei no sono. 

~**~ 

No dia seguinte, Germano e Lili aguardava pela ligação do delegado de Sampa para saber do neto. E para o alívio deles, o bebê já estaria a caminho do Rio, já a filha ficaria por lá um bom tempo e para a segurança da família. 

-Bom, vamos avisar a Silvia -comentou Germano. 

-Amor, deixa ela descansar...ela está precisando disso. Quando ela acordar ela verá ele e vai ser melhor assim. 

-Você tem razão. Será que o Dani está aí? 

-Acredito que sim, ela pediu que ele ficasse.

-Não sei não hein, isso vai longe. 

-Tomara né? Ela tá precisando de uma pessoa assim. 

-Verdade! -Sorriu- eu estava pensando...podemos namorar um pouco né?

-Hum... será? -se fez de difícil- vem cá, meu bebê- puxou o para cima de si.

Ambos se beijaram lentamente naquele mesmo local por minutos. Lili estava sendo precionada contra a parede pelo marido. A mesma adorava quando ele fazia isso, pois ela sempre conseguia sentir o pênis de dele bem ereto. 

Mas o que eles não sabiam é que ali naquele mesmo ambiente havia mais uma pessoa. E ao evitar de fazer barulho não deu muito certo. 

-Desculpa! -Pediu Daniel envergonhado- Eu tentei evitar, mas…

-Ei, tudo bem…-respondeu Lili de ajeitando- Bom dia! 

-Bom dia rapaz...acho que a gente devia ter cuidado disso antes -sorriu- relaxa, não estava acontecendo nada demais. E a Silvia? -mudou o rumo da conversa- ele já acordou? 

-Ah, tudo certo então...ela está dormindo. Nós fomos dormir tarde e acredito que ela descansará por um bom tempo, melhor assim né? 

-Que assim seja. É...o Chris já está a caminho, para o nosso alívio. 

-Oba, que notícia boa! -Sorriu. 

-Sim! Nós devemos comemorar, o que acha? 

-Comemorar amor? Acho que não precisamos disso, não é um momento bom -rebateu Lili- que tal fazermos um café da manhã especial? 

-É melhor, eu concordo com ela. 

-Tudo bem! Vamos preparar então. 

-Claro! 

Logo os três foram preparar algo 


Notas Finais


É, parece que está chegando no fim...😬


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...