História Amor Prisioneiro - Mitw - Capítulo 5


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Ficção, Lemon, LGBT, Policial, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 5 - The time will be a great ally or a great enemy


❝The time will be a great ally or a great enemy❞

No Condado de King, estava localizado a cidade de Washington nomeada como Renton. Nessa cidade possui uma gigantesca avenida chamada Rainier Avenue South, avenida que se inicia em Seattle e termina em Renton. Bem nessa gigantesca avenida havia uma pequena casa de madeira, com a aparência de um pequeno chalé, próxima ao fim desta avenida, na cidade de Renton.

Na varanda coberta da frente da entrada do pequeno chalé, Linnyker relaxava em seu banco de dois lugares estofados com macias almofadas para aconchego.

O jornal em suas mãos transmitia as últimas notícias. Uma expressão carrancuda enfeiava o belo rosto de Linnyker. As sobrancelhas franzidas para baixo, frustrado; os lábios prensados entre si, comprimidos em uma linha reta, desprezante; os orbes acastanhadas que ardiam em fúria, indignadas.

Como pode cometer tal erro?

Na primeira página, em grandes letras impressas estava o seguinte título: "Assassinato de funcionário da Casa Branca".

Os dentes rangeram. Os dedos apertaram a folha de jornal, amassando-a. Estava com toda as certezas do mundo irritado. Irritado com duas coisas, sendo uma delas ele mesmo. Nunca se sentiu tão fracassado.

— Merda. — Bravejou.

A grande reportagem do jornal sobre o assassinato do faxineiro Bryan Russell não passava nenhuma das informações que Linnyker queria saber, e isso apenas o irritava mais ainda. Nada estava o ajudando. A notícia transmitida pelo jornal em suas mãos era inútil ao ver de Mikhael, e realmente aquele texto não lhe seria útil em nenhum momento.

Dobrou o jornal ao meio, largando-o no banco vazio ao seu lado. Suspirou encostando-se no banco, fechando os olhos para tentar relaxar.

A brisa da manhã batia em seu rosto. Ainda não tinha ido dormir, estava de pé a muito tempo. Sentia-se cansado, mas não havia tempo para descansar. Ah, mas não havia mesmo.

Abriu os olhos, encarando o teto da varanda. A porta de casa, uma porta de vidro, estava aberta ao lado do banco. O cheiro forte de café preenchendo o local, indo em direção as narinas de Linnyker chamou sua atenção. Levantou-se entrando para dentro da casa, andando em passos apressados em direção a cozinha.

— Ah, que cheiro bom... — Relaxou os ombros que estava tensos pela sensação de fúria que lhe consumia a instantes anteriores — O café está pronto.

Arrumando o bulê de café, Mikhael respirou fundo para apreciar o cheiro do café.

Precisava se acalmar. Andava muito estressado desde sua falha significativa que cometeu nessa mesma madrugada. O forte cheiro de café, o qual Linnyker não economizou nem um pouco nas colheradas de pó preto, preenchia o primeiro andar inteiro do pequeno chalé de estilo rústico com seu cheiro.

Abriu o armário de parede branco, pegando uma xícara com pires de porcelana branca. As pequenas hortênsias pintadas de azul cobalto, com suas raízes na coloração violeta e as folhas prendidas ao caule azul persa eram pintadas na cor do belíssimo mar mediterrâneo.

Todos os detalhes das pequenas hortênsias eram puxadas para a cor da frieza, dos rios, do mar e do céu; o azul. Foi Linnyker que as fez, ele mesmo as pintou com seus pincéis na porcelana branca tanto da xícara quanto no pires.

Colocou a pequena porcelana sobre a bancada, virando o bulê e deixando o líquido escorrer para dentro da xícara. O vapor subiu em forma de uma deliciosa fumaça, cheirosa e apetitosa. O apetite surgiu em Linnyker, que lambeu os lábios em excitação ao pensar que logo estaria bebendo seu café.

Largou o bulê ao lado da bancada, segurando com seus pálidos dedos a porcelana. Aproximou a xícara até sua boca, cheirando fundo a fragrância do líquido preto. Sem açúcar e sem leite nenhum, Mikhael deu o primeiro gole em seu café. O sabor amargo preencheu sua boca, e uma sensação de deleite correu pelo seu corpo.

Delicioso, saboroso, apetitoso, deleitoso e saborido. Tantos nomes para definir tal sabor, tal sensação de beber pela manhã um bom gole de café preto recém feito, quentinho.

Mais um gole, seguido de outro e mais outro. Quando Linnyker deu-se por si, já tinha que encher de novo a xícara se quisesse continuar bebendo. Encheu novamente a porcelana, levantando-a pelo pires e saindo da cozinha. Voltou para a varanda e se sentou no mesmo lugar de antes, no mesmo banco que anteriormente estava sentado a ler a matéria jornalística.

Bebeu mais um gole, olhando o céu ao horizonte. Abaixou o olhar, direcionado-o ao jornal ao seu lado no banco. Pegou-o entre as mãos, olhando mais uma vez para o texto. Entre todos os parágrafos, frases e palavras daquele enorme texto, um pequeno parágrafo de chamou sua atenção.

"O assassinato de Bryan Russell foi associado a algum ato terrorismo, tendo como responsável pelo caso o departamento de polícia do Federal Bureau of Investigation. O FBI decidiu não se pronunciar sobre a investigação."

— Hmm... — Pelo menos uma notícia boa. Pensou ao sorrir de canto, satisfatório.

Se o Federal Bureau of Investigation não assumiu detalhes específicos sobre a investigação, isso quer dizer que eles estavam escondendo algo. Todos sabiam que o FBI esteve na Casa Branca investigando o caso, o jornal deixou claro isso. Mas nada foi esclarecido sobre o que aconteceu lá dentro. Pistas, provas, interrogatórios... Nada foi revelado a imprensa, o FBI decidiu se manter calado perante o caso.

Isso deixava claro a Linnyker que algo foi descoberto. E se sua hipótese estivesse certa, algo foi descoberto pelo Federal Bureau of Investigation, e a descoberta estaria completamente envolvida com os Phoenix's.

— Sejam bem-vindos a sede do FBI agentes! — Zaghetti diz, bem-humorado

O grupo especializado e o agente de investigações fechadas seguiam o policial de rua, que estava deverás animado.

O FBI é um departamento especializado para casos de terrorismo, mas também abrange serviços de investigações e inteligência interna. Além disso, várias filiais desse departamento de polícia estavam espalhadas pelo Estado Unidos da América. Sua principal sede era localizada em Washington DC, onde os seis agentes encarregados pelo caso do faxineiro assassinado estavam nesse exato instante.

Rafael Lange, o agente de investigações internas, trabalhava na sede de Nova York do FBI. Já o pequeno grupo de agentes do departamento especializado trabalhavam independentemente, sem uma sede do FBI fixa. Sendo do departamento especial, eles trabalhavam em qualquer caso que eram chamados. Viviam viajando pelo Estados Unidos para resolverem os casos que lhes eram dados, e apenas em momentos raros que trabalhavam com outros agentes de outros departamentos, como esse caso que estavam investigando-o com um agente do departamento de investigações fechadas, como um detetive da polícia, e um agente de investigações abertas, um simples policial de rua.

— Onde faremos a investigação, agente Zaghetti? — Pacagnan pergunta, caminhando ao lado de Felipe.

— O meu chefe ao saber que estou envolvido com um caso de extrema importância que incluí os agentes especiais do FBI logo se responsabilizou em arranjar um lugar mais amplo e com menos pessoas para trabalharmos. — Sorriu — Acompanhem-me. — Acelerou os passos.

Indo em direção ao elevador, todos subiram para uns andares acima - um tanto alertando pela grande quantidade de pessoas para pouco espaço naquelas quatro paredes de metal. As portas do elevador se abriram, revelando uma espaçosa sala composta por equipamentos tecnológicos de última geração. Poucas pessoas se situavam nesse andar. Essa pouca gente se colocava em frente aos computadores, enquanto mínimas delas estavam de pés com papéis em mãos.

Logo um homem, de terno e gravata, se aproximou do pequeno grupo de seis integrantes. Os cabelos grisalhos, penteados e fixados por gel para trás, as orbes pintadas por um forte âmbar que contornavam a pequena pupila, as vestes sociais, a pele pálida e enrugada, e a pequena verruga no queixo eram as características do homem que sorria abertamente com seus lábios finos para os seis agentes.

— Agente Zaghetti. — Cumprimentou o homem, sorridente. Deveria ter em volta dos cinquenta e cinco anos — Vocês devem ser os agentes especiais e o agente de investigações fechadas, estou correto? — Pergunta bem-humorado, olhando o grupo como um todo.

A leveza de seus movimentos demonstrava que não estava nem um pouco incomodado ou intimidado pelos novos agentes presentes ali.

— Somos sim. — E como um bom líder, Tarik se opõe e responde por todos — O senhor deve ser o chefe do departamento de investigações abertas da sede do FBI de Washington, o senhor Torres. Estou certo em afirmar tal fato? — E com a sobrancelha franzida, Tarik sorri humorado para o senhor de cabelos grisalhos.

— Está certíssimo! — Riu — Para os que não me conhecem, sou Dylan Torres, chefe do departamento de operações abertas do FBI. — Apresenta-se o senhor — Vim aqui apenas para dar minhas boas-vindas. Não preciso explicar muito o que fazer, vocês são profissionais e não precisam de instruções. Bem, senhores e senhorita, me sem licença que tenho outros assuntos para tratar. Divirtam-se com sua investigação! — Assim o senhor de cabelos grisalhos despede-se, indo embora elevador adentro

Olhando ao redor da enorme sala, Yong observou as pessoas que agora trabalhariam consigo. Sabia que elas estariam ali apenas para suporte, uma ajuda extra. Quem realmente teria que agir, tomar as providências e assumir todas as responsabilidades do caso eram eles.

— Bem pessoal, vamos pôr a mão na obra. — Diz Steve, com seu maldito sorriso de canto que significava que coisa boa não estava vindo. Aquele sorriso significa que agora que as coisas realmente iriam esquentar.

O que Steve não esperava era que tudo iria esquentar tanto que em um momento de sua missão, iria derreter.

Voltei, mulher! — A voz grogue do marido não passou despercebida pela mulher que estava lhe esperando sentada desde a noite passada.

A pobre mulher, a qual não conseguia acreditar no rumo que sua vida seguiu, sentia as pálpebras tremerem, lutando para manter os manter aberto. Olheiras se formaram embaixo de seus olhos da noite inteira sem dormir, a espera do marido que nunca chegava e nem atendia as dezenas de ligações da esposa.

— Bernard Evans! — Levantou-se da poltrona, irada — Onde esteve a noite inteira para não atender minhas ligações? Por acaso esteve bebendo de novo?! — A entonação de sua voz deixava claro que sua pergunta na verdade, era uma afirmação — Não acredito que voltaste a beber naquele bar! Deixou-me desesperada, passei a noite inteira acordada seu desgraçado! Filho da mãe, desgraçado, idiota!! — A raiva lhe consumiu. Não era a primeira vez, não aguentaria mais tal humilhação em ver o próprio marido voltando toda semana embriagado e às vezes com marcas de batom de outra mulher — Você é um grande idiota!! — Gritou sentindo os olhos arderem. Lágrimas de raiva alguns diria, mas para quem conhecesse o que se passava debaixo dos panos daquele casal saberia que eram apenas lágrimas de crocodilo.

Mas esse era o principal problema. Ninguém além deles sabia o que acontecia debaixo daquele teto. Apenas os dois sabiam, e os dois escondiam toda a verdade. Ninguém poderia saber.

— Como se atreve? — O homem range os dentes, começando a se frustrar com o comportamento da esposa.

Quando percebeu a aproximação brusca do marido, a mulher afastou-se de imediato.

— Sai de perto de mim! — Esbravejou — Não se aproxime de mim! Não encoste em mim! Não toque-me! — Pegou a primeira coisa que apareceu na sua frente - no caso, um vaso de cerâmica caro - e jogou-lhe contra o marido enquanto fervorosas lágrimas caíam de seus olhos raivosos.

Simples lágrimas de crocodilo.

— Zaghetti. — Tarik chama o policial de rua — O que conseguimos na investigação manual da madrugada anterior?

— Bem… — Felipe alcança o relatório da investigação que fizeram onde o faxineiro forá morto. Folheou as folhas grampeadas, procurando a página desejada sobre tal assunto — Encontramos o de sempre. Fios de cabelos, digitais, objetos, etc. — Olha para Pacagnan — Porém todos esses eram da vítima. Nada que confirme ou nos ajude a identificar o culpado. — Arruma a postura, sentindo uma leve dor nas costas. Trabalho exaustivo, Felipe precisava tirar um dias de folga. Porém, isso ficaria para depois.

— Entendi… — Pacagnan coça o queixo — Sayuri, relatório sobre o crime.

— Sim, senhor. — A mulher, sempre de postura impecável e um rosto de expressão sempre disposta. Uma agente invejável, Sayuri sabia muito bem honrar seu título de agente do departamento especializado do Federal Bureau of Investigation

Pegando um pequeno bloco de anotações do bolso, a jovem mulher começa a formular seu texto de acordo com as anotações embaraçosas e com uma letra cursiva quase ilegível por causa da rapidez que teve que escrever - a famosa letra de médico.

— Bryan Russell, vinte e seis anos de idade. — Sua voz séria era uma bela melodia para se ouvir; eufônica — Funcionário temporário da Casa Branca, limpava a Ala Oeste todos os dias da semana no período de noite, terminando o serviço pela madrugada. — Meras informações as quais Felipe já tinha acesso faz pouco tempo — Faculdade de engenharia civil incompleta. Esse fato foi a única coisa a qual acabamos por estranhar, pois pelo o que aparentava, seus pais o sustentavam de bom grado. — A mulher franziu o cenho, pensando o quão idiota aquele homem era.

Largar uma faculdade? E por sinal, uma faculdade de engenharia civil particular? Céus, esse homem deveria ser ridículo. Apenas mais um homem covarde nesse mundo. Pensava a garota, não querendo expor sua opinião. Não importa como, sua opinião própria não era relevante para sua profissão. Trabalhava com fatos, dados e referências, não com suas próprias opiniões sobre a vítima, culpado, suspeito, pessoas envolvidas diretamente e indiretamente com os crimes.

Lange pigarreou alto, clamando atenção - a qual foi muito bem conquistada. Após ver que todos os olhavam, curiosos, decidiu finalmente falar. O loiro estava apenas esperando o momento certo para dizer o que queria, sem ser desrespeitoso com os demais que estavam conversando sobre a investigação.

— Hoje de manhã, decidi tentar buscar mais dados sobre a vítima de tal homicídio. — Rafael se pronuncia após conseguir a atenção de todos — Tentei achar o endereço de trabalho ou de moradia dos pais da vítima. — Sua expressão tornou-se de séria para confusa — O problema é que eu não encontrei absolutamente nada. Endereços, CPF’s, empresas, nenhum sinal que indique que os pais desse cara existem. — Puxou uma pasta preta transparente debaixo do braço, a qual já chamará a atenção de Yong desde que entraram no prédio. Abriu a pasta, retirando folhas com longos textos impressos e gráficos — Me dei ao luxo de pesquisar mais a fundo, aliás esse é meu trabalho como agente do departamento de investigações fechadas. — Sorriu, metade debochado e a outra metade séria — Gráficos sobre trabalhadores da Casa Branca, dados sobre a possível vida passada de Bryan Russell, relatos de pessoas que a equipe original do agente Zaghetti conseguiu pegar o depoimento, e por assim vai.

Felipe se aproximou das folhas expostas da mesa, encarando-as especificamente, porém ligeiro. Precisava achar algo que lhe chamasse a atenção, e se nada lhe despertasse interesse teria que ler-las uma por uma. Como um policial, não era bom arriscar na sorte da intuição primitiva do homem, porém Felipe poderia ser uma mera exceção por não apenas utilizar sorte, e sim seu passado como referência. Possuía um bom histórico, bom o suficiente para já saber o que era fundamental e o que era descartável.

Seus olhos pararam em uma distante folha, encoberta por outro. Os demais agentes também haviam se aproximado, começando a ler os textos e observar os gráficos enquanto o agente Lange fazia meras observações sobre o que havia pesquisado.

Felipe retirou aquela folha que encobria a outra, puxando a debaixo. Segurou-a, ouvindo o barulho do papel se mexendo.

— Phoenix. — Pensou alto, chamando a atenção dos demais parceiros de investigações

Zaghetti encarou a enorme imagem daquela folha. Era exatamente igual ao pássaro lendário da mitologia grega Fênix a qual encontraram naquela carta de mais cedo. Carta que agora estava embalada em um plástico, guardada na sessão de arquivos detrás de um provável cofre de aço, muito bem protegida.

— Não achaste nada sobre esses Phoenix's? — Felipe pergunta, olhando para Lange

— Nada. — O agente de cabelos loiros respondeu — Não existe nada na internet que diga sobre eles, e existem pouquíssimos dados nos arquivos do FBI que dizem sobre eles. — Procurando entre as folhas, o loiro puxou um pequeno texto de dois parágrafos e entrega a Zaghetti — Esse foi o máximo que consegui achar sobre eles em minhas buscas.

— Apenas isso? — Yong se surpreendeu pelo tamanha do texto. Era minúsculo, apenas como míseras frasinhas que não ajudariam em nada

— “Phoenix são um grupo de numeração de participantes desconhecidos que se nomeiam uma sociedade auto suficiente mundial. Seu objetivo é tornar-se uma superpotência maior que os Estados Unidos. Já demonstraram ser contra o governo americano, fazendo muitos acreditarem que suas origens surgem do fim da Guerra Fria, por parte da União Soviética.” — Zaghetti lê o texto — “Pouco se sabe sobre eles, são cuidadosos com seus membros. Aparentam possuir regras violentas e possuem armamento de fogo pesado. Extremamente perigosos.

Silêncio. Ninguém se atreveu a pronunciar uma única palavra, todos ficaram naquele súbito momento sem cominação; sem sons, sem palavras. Apenas o barulho das poucas pessoas ao seu redor, afastadas, era ouvido.

— E? — Alguém se pronuncia. Era o ex-militar, esperando impacientemente o policial de rua continuar lendo o texto

— O texto acaba aqui. — O moreno larga a folha sobre a mesa, suspirando fundo

— Apenas isso? — Shin se levanta da cadeira giratória que estava sentando, exaltado com a quantidade pequena de informações — Nada mais? Nenhuma informação extra, algum relatório perdido, uma entrevista com algum preso envolvido com esses Phoenix's ou algo do gênero? Só temos isso? — Apontou para o pequeno texto

— Só temos isso. — Esclarece o policial — Temos apenas isso nos dados do FBI. Nenhuma informação a mais. Se algum policial do departamento sabe algo sobre os Phoenix's que não está contactado nos dados, ele provavelmente não os relatou. Teremos que começar por aqui. — Jogou o papel de volta para a mesa, onde todas as outras folhas continuavam embaralhadas

— Posso fazer uma observação? — Agora foi Steve que se pronunciou, recebendo um aceno do agente Pacagnan dizendo que poderia continuar — Só eu que percebi que Bryan Russell estava de peruca? — A pergunta - mas parecida com uma afirmação - chamou a atenção e curiosidade do policial Felipe

— Também percebi isso. — Pacagnan se pronuncia, aliviando de certa forma Zaghetti. Não foi o único que percebeu isso, mas por quê ainda tinha dúvidas que eles não teriam percebido tal fato? São agentes do departamento especial, qualquer detalhe, desde o mais notável até o mais insignificante, não passa pelos olhos atentos deles.

— Por que ele estaria de peruca se já era um trabalhador local? — Sayuri, com a mão no queixo e o olhar para baixo, pensava alto — Isso não faz sentido.

— Talvez ele não quisesse ser descoberto. — Agente Lange dá de ombros — Não acho que o plano dele era deixar aquela cápsula na Casa Branca para depois morrer.

— Faz certo sentido. — Sayuri continua pensativa — Mas não podemos deixar de lado o fato que o que acabou de falar, agente Lange, é apenas uma teoria. Não temos fatos que comprovem sua oposição, mesmo que possivelmente seja o que você falou. — A mulher se virou para Felipe — Agente Zaghetti, o senhor trabalha neste lugar a anos. Sabemos que as evidências dessa investigação estão nesse prédio. Poderia nos fazer o favor de ir a sala de evidências pegar a peruca? — Gentil, como sempre, a mulher sorri docemente. Persuasão feminina? Talvez.

— Primeiramente, não sou tão velho para me chamarem de senhor. Você está suficiente para mim. — Sorri — E segundamente, já estou indo pegar a peruca. — Inclinou-se, fazendo uma rápida saudação - por puro costume - virando as costas para todos os companheiros de investigação.

O policial chamou o elevador, entrando nas quatros paredes de metal e desaparecendo assim que as portas automáticas se fecharam, trancando-o ali.

Realmente, Zaghetti não gostava de elevadores. Um embrulho do estômago se fez presente assim que sentiu o elevador descer. Por que não peguei as escadas? Pensava o policial claustrofóbico.

O relógio batia as suas queridas badaladas. O ponteiro do segundo, na cor vermelha, passeava pelos números. Logo uma volta foi dada e lá estava ele; um minuto já havia se passado.

Tic, tac. Tic, tac. — O homem sentado na grande poltrona de couro preto cantarolou ao ritmo das batidas do relógio exposto na parede ao seu lado

Felicidade era pouco para definir sua alegria. Sentia-se perfeito, um deus. Seu ego estava mais inflado que o normal, e isso era perigoso. Um sinal extremo de perigo.

Pedro Afonso era uma área nuclear totalmente radioativa. Uma simples placa de perigo não era suficiente para mostrar as pessoas do que realmente estariam prestes a sofrerem nas mãos daquele homem.

Bryan Russell foi apenas um peão em seu xadrez, um peão insignificante o qual já foi tirado do tabuleiro com sucesso. Apenas  um mero sacrifício para o próximo movimento. Tinha que dar os méritos a Linnyker, esse tinha feito um excelente trabalho ao assassinar seu funcionário com uma arma branca. Mikhael achava que tinha atrapalhado seus planos. Ah, mas como era ingênuo. Linnyker nem chegou perto de o atrapalhar, passou longe. Ele tinha era o ajudado ao se livrar de Bryan, esse seria apenas um inútil aos planos de Pedro após cumprir a missão dentro da Casa Branca. A morte de Bryan era inevitável, Mikhael apenas a acelerou.

Largou a caneta de tinteiro a qual escrevia a segunda carta, observado atentamente o texto escrito por si para certificar-se que não cometeu nenhum erro. Apesar de todo o cuidado que tomou durante sua escrita, erros eram inevitáveis. Queria ter certeza, tudo tinha que ser perfeito.

Perfeição era seu sonho, seu caminho e seu destino. Tudo tinha que ser perfeito, intocável e sem falhas. Perfeitamente perfeito.

— O tempo será meu aliado agora, Mikhael. — Pronuncia junto a uma linha sedenta por sangue nos lábios, curvadas para cima abrindo um enorme sorriso sádico. Largou a carta sobre a mesa, olhando pelas persianas entreabertas na janela que deixavam o Sol entrar livremente — E para você, desejo-lhe que ele lhe seja um incrível inimigo.


Notas Finais


Bilo--> Agora sim que a coisa começou de verdade! Investigações, traições e ações. Essa bagaça tá linda, meu Deus eu amo escrever essa fanfic!

[revisado]

Bilo--> Sério, se esse capítulo tiver erros eu ME MATO! Olhem só:

- A Duda (beta) revisou o capítulo;
- Eu revisei pelo Google Drive assim que a Duda me entregou o capítulo já revisado
- E revisei novamente antes de postar

[Duda não comentou nada hoje]


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