História Amor proibido - Capítulo 2


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Categorias Harry Potter
Personagens Lílian Evans, Sirius Black, Tiago S. Potter
Tags Amor, Drama, Europa, Fanfic, Harry Potter, James Potter, Jily, Lily Evans, Londres, Luxo, Paris, Riqueza, Sirius Black, Traição, Triângulo Amoroso, Viagens
Visualizações 3
Palavras 4.847
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Luta, Mistério, Poesias, Policial, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Negócios acima de tudo


2006
(Lily e James com 7 anos)

Quando o carro foi estacionado no meio fio, papai e mamãe saíram, cada um indo por um lado das portas do passageiro para poder tirar uma de nós.

Papai tirou o cinto de segurança e me ajudou a sair da cadeirinha, me pegando no colo e me depositando no chão.

Mamãe deu a volta no carro com a pequena Alison em seus braços.

Parados em frente aquela casa enorme, admiravamos a mansão que papai levou anos para conseguir comprar.

Aquele era o nosso novo lar.

Olhei para a casa vizinha, que apenas nos separava pelos nossos jardins e a cerca.

Vi um garotinho parado com uma bola em mãos, observando a movimentação no nosso jardim.

Seus cabelos bagunçados e os óculos quebrados mesmo que eu fosse criança naquela época me fez ter certo nojo dele, desajeitado, sujo e bagunçado, sem contar que era um menino.

- Credo, papai!- Bufei, apontando para o quintal dos vizinhos.- Você não falou que teria isso... eca, meninos!

O garotinho se aproximou da cerca, parecendo emburrado e irritado com o que eu tinha acabado de falar.

- Eca, mamãe, os vizinhos novos tem uma água de salsicha como filha!- Mostrou-me a língua.

Agachei-me, tirando um pouco de terra entre as gramas e mirei nele.

Ele balançou os cabelos, tentando tirar a terra dos cabelos.

Gargalhei gostoso.

- Mil perdões, sinto muito pela minha filha- Mamãe se desculpou com a mulher que surgiu atrás do garotinho.

A mãe dele apenas sorriu.

- Crianças são assim, relaxa.

O garotinho me fuzilava e enquanto eu ria ele me pegou de surpresa acertando a na na minha cabeça.

Fiz um bico de choro, acariciando minha própria cabeça enquanto caia no choro.

Papai abraçou-me de lado.

- Toda ação tem consequências querida.- Papai beijou minha testa.

- Agora que eles dois já são bons amigos, - a mãe dele ironizou - eu sou Euphemia Potter, esse é James meu filho e meu marido Fleamont está trabalhando. É uma prazer receber vocês na vizinhança.

— Essa é a Lily, eu sou Nate, Clarice e aquela é a pequena Alison Evans.

Não ligava muito para a conversa, por isso me aproximei lentamente da cerca, olhando fixamente para o garotinho insuportável.

Ele também me olhava.

- Você vai ver, seu moleque!

Belisquei ele.

- E esses dois, um dia eles vão se casar brigando desse jeito como cão e gato.- Euphemia brincou.

Mesmo odiando James Potter a primeira vista, mal sabia eu que teríamos a mais linda e pura amizade. Anos brigando na infância e a amizade dos nossos pais acabaram fazendo nos tornamos melhores amigos.

Estudamos juntos por anos, ajudavamos um ao outro, íamos a todos os eventos de família juntos, éramos como namorados, apenas não nos beijávamos.

Durante o ensino médio James era o jogador de futebol, galanteador e tinha praticamente todas as garotas na escola aos pés dele, enquanto eu era a garota queridinha que organizava festas, bailes e estudava muito, obviamente nem todos gostavam de mim.

Acabei namorando Severo Snape, um cara problemático, com problemas em casa, um pai extremamente violento e isso causava depressão no meu namorado, e as vezes ele acabava descontando os problemas em mim, um relacionamento que James nunca aprovou, mas que não se recusava a me ouvir falando dele.

James namorou Emmeline Johnson, líder de torcida, loira, extremamente gata e que partiu o coração dele quando ele descobriu que ela traia ele.

Estávamos tão ocupados com nossos problemas no último ano de ensino médio, a namorada dele que traia ele, meu namorado com problemas, logo depois nossos términos de namoro, nós dois indo como par no baile, roupa para o baile e outras milhões de coisas que mal percebiamos os problemas que estavam dentro de nossas próprias casas.

Os pais de James se divorciaram, Fleamont trocou Euphemia por uma modelo quarenta anos mais nova e abandonou a próprias casa, o filho e a mulher. O dinheiro não estava dando para sustentar a mansão, os empregados, então James e Euphemia venderam a casa, perdendo cinquenta porcento do que ela realmente valia e se mudaram para um apartamento.

Me distrai ajudando James, principalmente quando pai dele voltou meses depois, abandonado pela modelo, ela arrancou uma boa grana dele e ele estava na fase final do câncer. Euphemia e James cuidaram dele até o final e quando eu podia, ajudava também.

Após a morte de Fleamont, enquanto consolava James outra bomba estourou, só que em minha vida.

A empresa faliu e quando meu pai percebeu que ele não podia fazer mais nada, se matou.

Tivemos dívidas tão grandes que não podíamos nem ao menos pagar o enterro. Se não fosse por James e Euphemia terem ajudado, meu pai teria sido enterrado como indigente.

Minha mãe tinha algumas economias, o que deu pra salvar nossa casa por um tempo e manter Alison e eu na escola.

Quando as economias da minha mãe acabaram, ela já estava em contato com a família Black a algum tempo e o filho caçula deles, Sirius Black, era um rapaz rico, inteligente, famoso e com uma péssima fama. Modelos, bares, drogas, álcool, vários boatos e fofocas pairando no ar.

Sirius Black tinha o dinheiro pra salvar tudo o que meu pai tinha construído e eu podia salvar a péssima reputação dele.

Mas e James Potter? Onde James Potter ficava nessa história toda?

Dias atuais

Meu rosto estava doendo de tanto tempo forçando um sorriso, meus pés estavam me matando e tudo o que eu queria era deitar na minha cama e dormir. Dormir por uns bons dias quem sabe.

Após todos desejarem parabéns e felicidades para nós, Sirius continuava com sua mão na minha cintura e de vez em quando acariciava minhas costas e acariciava meu rosto.

No jardim tinham várias mesas espalhadas pelo jardim, flores, um palco com alguns músicos no centro, garçons atendendo a todos e fotógrafos tirando fotos o tempo todo.

- Maninha, maninha!- Alison, aos seus doze anos de idade puxava a barra do meu vestido, tentando chamar minha atenção.- Você está linda, parecendo uma princesa hoje! Quando eu crescer quero encontrar alguém como o Sirius e me casar como vocês dois!

Olhei para ele, vendo ele sorrir timidamente.

- E você vai, você já é uma princesa.- Sirius se agachou para ficar na altura dela.- E com certeza ele vai te fazer feliz, mil vezes feliz e você vai ser a segunda mulher mais feliz do mundo.

- Porque a segunda?- Perguntou emburrada, cruzando os braços.

- Porque eu vou fazer sua irmã ser a primeira.

Mesmo que eu não amasse Sirius, olhando para ele do jeito que ele estava disposto a cuidar de nós, pude perceber que se eu me esforçasse um dia eu o amaria. Não do jeito que amo o James, mas com o tempo eu acabaria amando Sirius.

Quando ela se afastou, Sirius entrelaçou nossas mãos e me guiou até uma mesa especialmente para nós dois, os noivos.

- Estou cansado.- Suspirou.- Eu preferia que você uma coisa menor, apenas os amigos, a família.

Sorri, concordando com a cabeça.

- Sim, eu também! Tem gente aqui que eu nem conheço.

- Sério?! Achei que fossem seus convidados!

O silêncio se instalou.

Um silêncio constrangedor.

Não faziam nem ao menos duas horas que tínhamos nos casado e não tínhamos química alguma, tinha respeito acima de tudo, mas não tinha amor.

Sirius aproximou seu rosto, o inclinando na minha direção e eu aprendi a respirar naqueles breves instantes.

Ele estava perto, tão perto.

- Sirius, meu filhão, já está querendo consumar o casamento?!- Senhor Black nos interrompeu.

Me afastei rapidamente de Sirius, abrindo um sorriso envergonhado.

Enquanto Sirius e seu pai conversavam sobre algo, me distrai vendo todas aquelas pessoas felizes, brindando ao que deveria ser o dia mais feliz da minha vida, todas sorridentes e alegres, mas felizes do que nós dois que éramos os noivos.

Olhei para meu marido.

Ele era jovem, bonito e atraente.

O que ele estava esperando daquela união?

E agora que o pai dele tinha acabado de falar em consumar... mais tarde seria nossa lua de mel. Como faríamos? Sexo totalmente sem amor, sem carinho... não conseguimos nem se beijar direito, imagina transar!

Pelo menos para mim, sexo precisava de um pouco de amor. Mas Sirius era mais galinha, deve ter feito sexo sem ter amor todas as vezes sem se importar e eu seria apenas mais uma dessas vezes.

Sem falar que Sirius tinha saído com várias modelos, várias Angel's da Victoria Secrets e bom, eu era apenas eu, Lily Evans, agora Lily Evans Black. Um pouco mais baixa do que a média e um corpo que não deveria chegar aos pés de nenhuma daquelas modelos. Sem contar que eu amava meu melhor amigo.

Olhei de relance para a mesa que mamãe estava com Tunia, James e a família Black.

James me olhava, então forcei um sorriso para ele e ele fez o mesmo.

- Querida, sinto muito sair assim no meio do nosso casamento, mas tenho que resolver algumas coisas.- Sirius tocou no meu ombro, informando meio sem jeito.

- Está tudo bem, pode ir lá.

Ele depositou um beijo na minha testa antes de ir.

Tinha breves segundos pra descansar antes que a cerimonialista aparecesse querendo que eu fosse tirar foto com alguém ou fazer alguma coisa, por isso aproveitei esse tempinho livre pra descansar meus pés descalços naquela grama macia e tentar aliviar as bolhas.

— Senhora Black. Senhora Black!– Me assustei ao ver a garçonete ao meu lado, não estava acostumada com ninguém me chamando de senhora e além de tudo senhora Black, então demorei a perceber que era comigo.— Seu marido pediu para que eu trouxesse esse suco para a senhora.

Suco de abacaxi com hortelã.

Olhei para a casa, vendo Sirius na janela do escritório encostado a mesa falando ao celular. Ele apenas acenou e eu retribui.

Aceitei o suco de abacaxi, olhando para ele estranhamente.

Nós dois não tivemos exatamente muito tempo para nos conhecermos, ele sempre ocupado, então acabamos começando a conversar e nos conhecermos já planejando o casamento.

Ele odiava planejar casamento, mas me ajudou a escolher e provar tudo, cada detalhe ele estava lá, ele ia praticamente forçado (não pelos pais dele, o pai dele não ligava muito, só deu o cheque pra mim gastar com tudo e a mãe dele ia sempre, mas Sirius foi por vontade própria) e ele sorria sempre, forçado o sorriso, mas sorria.

E ele tinha acertado o suco de abacaxi com hortelã, meu favorito.

— Nos primeiros dias eu também estranhei ser chamada de senhora Black, mas com o tempo vamos nos acostumando.– A mãe dele falou, se sentando ao meu lado.— Com um nome poderoso assim vem coisas boas, mas também muita responsabilidade.

— A senhora parece ter lidado bem, soube criar seus filhos e deixar sua família tão unida.– Olhei para ela, vendo ela sorrir.

— E você criará os seus melhor ainda, Sirius será uma grande pai babão e esse jardim vai estar cheio todos os domingos.– Ela olhou tudo ao seu redor.— Em mais de cinquenta anos como uma Black, nunca tinha visto esse jardim tão lotado, se depender de você e de Sirius ele sempre estará assim!

Olhei novamente para o andar de cima da casa, vendo a cerimonialista conversar algo com Sirius e ele apenas respirar fundo e assentir.

Senhora Black acompanhou meu olhar.

— Eles estão sempre ocupados, principalmente agora que Sirius está entrando pra carreira política, mas ele sempre terá tempo pra você.– Ela agarrou minha mão, vendo a aliança.— Essa aliança está há gerações na família e eu fico feliz que você seja uma das poucas mulheres que usaram.

— Obrigada, senhora Black.

E ela se foi.

Olhei para James novamente e decidi ir falar com ele, mas quando estava quase perto da mesa em que ele estava, minha cerimonialista e Sirius chegaram e me impediram.

— A primeira dança dos noivos!– Eve, a cerimonialista, anunciou no microfone para todos ouvirem.

Para abrir a pista de dança, Sirius e eu escolhemos uma música calma para ser a nossa primeira como casados

Nos dirigimos ao centro da pista de dança e Sirius me olhava intensamente, pronto para fazer tudo o que tínhamos aprendido.

Agarrei uma de duas mãos e a outra levei até o seu ombro, enquanto uma de duas mãos caiu na minha cintura.

Ensaiamos um milhão de vezes, mas mesmo assim eu me sentia nervosa.

Era uma dança calma e em alguns momentos tinha um movimento mais rápido, mais normalmente Sirius que o fazia.

Tinhamos pensado em várias músicas para a primeira dança, mas uma das exigências da mãe dele foi a valsa clássica e tocar Danúbio azul (música comum em valsa).

— Hoje era pra termos nossa lua de mel e eu vou ter que resolver negócios.– Comentou entre a dança, o que me pegou de surpresa.

Ele me girou, mas logo me puxou de volta para si.

— Se quiser posso ir com você...– Comentei.

Me afastei dele e ele agarrou meu braço colocando em seu pescoço, me puxando para mais perto dele e tirando meus pés do chão.

Agarrei a ponta do meu vestido, fazendo um efeito lindo para quem via de fora.

Dançamos com toda intensidade, fogo e paixão que tínhamos aprendido nas aulas de dança, sorrindo e deixando uma paixão (inexistente entre nós) transparecer para todos.

Quando terminamos, Sirius me beijou na frente de todos.

Todos aplaudiam, gravavam, tiravam fotos e assobiavam.

— Não precisa, pode ficar aí hoje e amanhã fazemos nosso roteiro para a lua de mel completa pela Europa.

Não insisti, apenas sorri.

A mãe dele o puxou para uma dança e eu me senti completamente sozinha naquela pista de dança.

A dança do pai da noiva com a noiva e da mãe do noivo com o noivo.

Queria que meu pai estivesse ali, independente de qualquer coisa e da situação em que eu estava me casando, queria meu pai ali.

Senti braços me rodearem, começando a dançar calmamente comigo.

James pareceu ser o primeiro a se tocar que meu pai tinha morrido e não tinha ninguém pra dançar comigo, por isso ele veio rapidamente até mim.

— Sua mãe está me apresentando uma prima do seu marido, – debochou ao falar marido — acredita que ela tá torcendo pra ser o próximo casamento?

Ri.

— Desde que você me falou que casaria com esse aí, achei que não doeria tanto te ver nos braços de outro, casada com ele... mas doeu.– Senti sua respiração no meu pescoço.— E como doeu.

— Eu não queria que fosse assim, não queria te causar essa dor.– Murmurei timidamente.

— E não é sua culpa, mas acho que vou beber o bastante pra esquecer que hoje a noite você vai ser dele.– Ele beijou minha mão, antes de sair da pista de dança.

Todos começaram a ir para a pista de dança, agitar e se animar, mas Sirius estava saindo, por isso aproveitei para segui-lo.

— Posso ajudar em alguma coisa?– Perguntei, subindo os degraus do hall de entrada atrás dele.— Olha, tudo bem por mim adiar a lua de mel, podemos viajar em um lugar melhor...

Ele me calou com um beijo.

— Me sinto um péssimo marido, saindo assim, na festa do nosso casamento, indo resolver negócios...

— Eu posso ir.

— Não posso estregar a sua e a minha noite, apenas a minha ok, agora a sua... não. Fica e curte, é tudo meu, é tudo seu, tudo nosso.

Um barulho alto vindo das caixas de som me fez tampar os ouvidos.

— Boa noite pessoal.– Uma voz embarganhada falou no microfone. Vi Sirius ficar tenso.— Meu nome é Remo Lupin e eu sou o melhor amigo do noivo. Talvez alguns de vocês devam estar se perguntando porque eu sou melhor amigo dele e não sou o padrinho, querem saber o porquê?

Desci os degraus, curiosa para saber o porquê, mas não dava mais pra ouvir.

O microfone tinha sido desligado. Ele gritou, mas por cima da música ninguém ouviu nada.

Só vi o rapaz vomitar e cair do palco, em cima do próprio vômito.

— Vou pedir pra alguém cuidar dele.– Falei, indo procurar algum segurança pra carregar o rapaz todo vomitado pra dentro da casa.

— Eu cuido dele. Aproveito que a casa dele é caminho para o trabalho e deixo ele lá.– Me deu um selinho.— Prometo te recompensar por tudo na nossa lua de mel.

— Está tudo bem...– Forcei um sorriso.

Esperei que Sirius já tivesse saído do campo de vista para parar de sorrir.

Tive que aguentar até o fim da noite sozinha aquela festa, sorrindo e tirando fotos com os convidados, foi difícil, mas a cada convidado que se despedia e ia embora, eu me sentia mais feliz.

Em duas horas até minha mãe e minha irmã tinham ido para casa e nenhum sinal de James.

Aos poucos não sobrou mais ninguém além dos músicos juntando suas coisas, dos garçons levando docinhos e bastante coisa que sobrou da festa de volta para a cozinha.

Terminei a noite do meu casamento daquele jeito, sozinha sentada em uma mesa vendo todos arrumarem as coisas.

A família de Sirius deixou a casa para nós dois para que pudéssemos curtir a noite de núpcias, por isso eu teria a casa toda apenas para mim até amanhã de manhã.

Agradeci aos fotógrafos e aos músicos e me despedi de todos que fizeram daquele casamento possível antes de entrar para casa, sozinha.

A casa estava vazia, por isso aproveitei para ter um tempo apenas para mim e chorar o quanto quisesse.

Passei na cozinha, vendo os garçons  e os cozinheiros terminando de arrumarem as coisas, então entrei eu mesma e tirei uma garrafa de whisky de trinta e cinco anos.

— Sobrou muita comida, levem os docinhos, bolos, cervejas e o que tiver sobrado para casa e para suas famílias. Dividam com os fotógrafos, os músicos, seguranças e todos que trabalharam essa noite. Obrigada por tudo pessoal.– Acenei, me despedindo.

Subi as escadas me arrastando praticamente, apenas com a garrafa de whisky em mãos.

Quando cheguei até o topo da escada olhei para baixo, vendo a sala com vários presentes de todos os tamanhos espalhados.

Nós não precisávamos de nada daquilo, mas tínhamos ganhado tudo.

Decidi deixá-los ali e abrir apenas quando nos mudassemos.

Fui até o quarto de luxo, o quarto de ouro, o quarto mais chique da casa que tinha sido escolhido para ser o quarto da nossa primeira noite como casados.

Abri a porta, vendo tudo arrumado perfeitamente.

Chocolate e morangos, champanhe e a cama com um lençol branco repleto de pétalas de flores.

Fechei a porta, me encostando nela e escorregando até sentar no chão.

Naquele momento eu me permiti chorar todo o choro que eu vinha acumulando a algum tempo.

Não era tão fácil ser Lily Evans... Lily Evans Black. Não era uma tarefa fácil, era difícil e eu tinha que aguentar todas as barras com um sorriso no rosto e lidar com absolutamente tudo.

Não chorava desde a morte do meu pai, três anos atrás, por isso tinha muito choro acumulado.

Abri a garrafa de whisky e enfiei ela na minha boca, bebendo desajeitadamente e deixando escapar uma boa parte do líquido para fora, molhando meu peito e o vestido.

Tirei os saltos, jogando eles em qualquer lugar do quarto.

Chorar, soluçar e beber ao mesmo tempo sentada no chão da suite do meu quarto da noite de núpcias não era exatamente o que eu imaginava como casamento perfeito.

— Quem está aí?– Uma voz rouca perguntou do banheiro, me dando um baita susto.— Lily é você?

Me levantei, indo até o banheiro e abrindo a porta.

Encontrei uma cena engraçada, James Potter dentro da banheira, a banheira sem água e ele vestindo o terno, deitado quase dormindo.

— O que você está fazendo aí?– Perguntei, cruzando os braços e me encostando no batente da porta.

— Eu... não sei. Entrei aqui e só imaginei você e seu marido, então fiquei sem coragem de sair e me deitei aqui, pra pensar em tudo o que aconteceu.

Suspirei.

— Como antigamente né, passando as festas deitado na banheira.– Brinquei.— Tem espaço pra mim? Tenho uma garrafa de whisky de trinta e cinco anos.

Estendi a mão, mostrando pra ele.

— Sempre cabe você.

Ele sorriu, encolhendo as pernas e me dando espaço para entrar.

Entrei meio desajeitadamente dentro da banheira e o vestido quase não coube, por isso não consegui entrar.

James gargalhou, me ajudando a me levantar.

— Vou tirar a parte de cima e tentar entrar.– Comentei, mexendo na costura do meu vestido.

Ele imediatamente tampou os olhos e eu acabei rindo da cena.

— Me ajuda, Jay.– Pedi, mas ele nem ao menos se moveu.— Não vou ficar pelada, vou apenas tirar esse saião e usar como se fosse vestido de festa.

Me virei de costas para ele, apontando para a parte da costura e dos botões que ele deveria desabotoar e me ajudar a sair de dentro.

Senti suas mãos desabotoarem com dificuldade meu vestido, ele demorou um pouquinho mas conseguiu.

Com a ajuda dele sai de dentro do saião, ficando apenas com a parte de cima com mangas cumpridas, bastante renda, um decote em V e bastante pérolas e uma saia um pouco justa indo até o joelho.

Entrei dentro da banheira, me sentando meio entre as pernas dele.

Entrelacei nossas mãos, brincando com seus dedos e os acariciando levemente, enquanto via James apenas me observar.

— O que estamos fazendo, Lily?– Perguntou, quando eu me sentei no seu colo, passando meus joelhos para cada lado do seu corpo.

Ele desceu sua mão pela minha cintura, me agarrando com firmeza.

— Eu não quero ficar entre você e o seu...– Interrompi ele, depositando um dedo sobre seu lábio e fazendo um shh para que ele ficasse calado.

— Quando tínhamos dezesseis anos e você começou a namorar com a Emmeline Johnson eu senti algo, provavelmente era ciúmes, mas para mim na época era apenas medo de você me esquecer por causa dela, mas hoje vejo que era realmente ciúme.– Pausei, brincando com a gravata dele entre meus dedos.

— Onde você quer chegar?

— Eu quero chegar no ponto em que eu demorei a perceber que te amava e ironicamente descobri apenas no dia do meu casamento com outro, quero dizer que o universo é cheio desses truques e por algum motivo tudo aconteceu hoje, justamente hoje. Não sei o que é isso para você, mas para mim não é um jogo, não mesmo, James.

Ele acariciou meu rosto, olhando no fundo dos meus olhos por alguns segundos, antes de se aproximar lentamente de mim, fechando seus olhos e avançando seus lábios no meu.

Um beijo intenso, quente e com paixão, coisa que apenas nós dois tínhamos.

Senti ele se levantar junto comigo ainda em seu colo, meio desajeitada cruzei minhas pernas em volta da sua cintura e passei os braços ao redor do seu pescoço, dando continuidade ao beijo.

Minhas costas foram contra a porta, James estava tão concentrador no nosso beijo que nem ao menos reparou que tínhamos passado a porta.

Ele pausou o beijo, nos afastando da porta e a abrindo, me fazendo rir da situação.

Enquanto ele abria a porta beijava seu pescoço, depositando beijos e chupões, sentindo ele se arrepiar todo e assim que ele abriu a porta, me encostou contra ela novamente, mandando seu membro um tanto quanto animado por cima de todo seu terno contra minhas pernas abertas apenas com a calcinha e o vestido todo afastado, mas aquilo fez com que eu gemesse.

Ele pareceu gostar do meu gemido, pois logo em seguida passou seu dedo por cima da minha calcinha, me fazendo quase perder o equilibrio e segurar seu braço que fazia aquilo com um pouco mais de força, acabei gemendo baixo em seu ouvido, sentindo meu corpo todo se arrepiar.

— Eu pagaria para ter seu gemido no Itunes.

Senti minha calcinha ser colocada de lado e senti ele deslizar seu dedo para minha entrada, brincando com a região ao sentir ela molhada e deslizar o polegar até o meu clitóris, acariciando o local enquanto com o dedo indicador me penetrava fazendo um vai e vem que quase me levou a loucura.

— James.- Gemi seu nome, implorando por mais.

— Pede que eu te dou.

— James...- Gemi ofegante, sentindo que ele tinha parado, esperando pelo pedido.—Me fode James Potter, me fode de quatro.- Implorei, olhando para ele enquanto mordia meus lábios com tesão.— Ou vou ter que fazer isso sozinha?- Brinquei deslizando minha mão até minha calcinha.

Ele me olhou ofendido, mas deu uma risadinha.

— Nunca vai precisar disso, comigo não, eu faço o trabalho todo.

Fui depositada na cama e James se manteve em cima de mim, acariciando cada parte do meu corpo.

Estávamos com tanta roupa que dificultava o contato, mas ele não pareceu se importar quando desceu até minha virilha e agarrou minhas pernas, abrindo elas e me fazendo sentir algo que eu nunca tinha sentido.

Tive que me agarrar nos lençóis e acabei gemendo alto.

Ele passava sua língua por tudo, em movimentos círculares ou em zig zag, as vezes revezando; enquanto passava sua língua pelo meu clitóris me penetrava com o dedo; ou quando me penetrava com a língua acariciava meu clitóris com o dedo.

Com uma mão ele fazia o trabalho e com a outra ele apertava eventualmente meus seios, minha bunda ou minhas coxas. Estava gritando de prazer e estava quase chegando lá quando ele simplesmente parou, levantando seu rosto para olhar no fundo dos meus olhos.

Reclamei gemendo manhosa, praticamente implorando por mais.

— Ainda não, prometo te dar algo muito melhor.- Passou a mão por cima da calça, dando uma visibilidade para seu membro.

Me ajoelhei, andando de joelhos até ele e o empurrei para onde antes eu estava, vendo ele se deitar observando cade movimento que eu fazia.

Me sentei em cima do seu membro e vi ele gemer, abrindo sua boca e dando um gemido tão gostoso que aproveitei para repetir o movimento, subi e desci e ele gemeu novamente. Me afastei, fingindo que sairia de cima dele, mas ele agarrou minha cintura e me ajudou a move-las, como se eu estivesse dançando para ele.

Abri a camisa social dele, arrancando ela e jogando para qualquer canto do quarto e fui descendo do seu pescoço até seu V line com beijos e chupões, deixando marcas por todos os cantos.

Quando cheguei em sua calça, ele prestava atenção e quase não piscava.

Abri o zipper da calça, vendo sua cueca box preta deixando seu membro totalmente ereto a mostra, por isso acariciei por cima da calça como tortura e vingança, já que ele fez o mesmo comigo.

Quando tirei ele da cueca, James jogou a cabeça para trás e fechou os olhos ao sentir minhas mãos em seu membro, deslizando por todo ele e massageando.

Depositei alguns beijinhos e logo em seguida passei a língua por toda sua glande, então coloquei ele em minha boca, fazendo alguns movimentos e logo James começou a me ajudar, segurando minha cabeça e meus cabelos.

Olhei no fundo dos olhos dele, vendo a reação dele que me motivava a fazer mais e mais.

Queria ver ele chegar no limite, mas quando ele percebeu que não aguentaria mais, me empurrou e me jogou de quatro, apenas levantando a saia do meu vestido e colocando minha calcinha de lado.

— Vai James, me faz sua, apenas sua.- Murmurei ofegante, desejando muito por aquilo.

Senti ele passar seu pênis por toda minha entrada, brincando e me provocando, mas sem penetrar ou colocar apenas a cabecinha, me deixando frustada e praticamente implorando.

Foi quando ele meteu sem aviso algum, me fazendo dar um gemido alto e me segurar na cama quando sentir ele entrar e sair de dentro de mim, ele segurava minha cintura e eu comecei a rebolar, indo de encontro com a dele, fazendo um barulho alto dos nossos corpos indo um contra o outro e os nossos gemidos.

Nossos gemidos e o barulho dos nossos corpos se chocando era como música naquela casa vazia e silenciosa, me fazendo querer mais e mais.

Recebi um tapa na minha bunda, o que me fez gemer alto.

Ele enrolou meus cabelos em sua mão, puxando eles o que me fez ficar com a cabeça meio jogada para trás, vendo o rosto dele e os movimentos que ele fazia

— Vamos Lily, fala, grita meu nome, grita pra todo mundo saber quem é o seu homem.

— James.– Gritei, sentindo minhas pernas fraquejarem quando ele meteu mais forte.

Estava quase lá e bastou um estímulo de James em meu clitóris para que eu caísse deitada na cama, exausta.

Ele saiu de mim e eu senti seu líquido escorrendo pela minha perna, vendo ele se deitar sobre minhas costas, passando seu penis na minha bunda enquanto me abraçava.

— Quer descansar ou quer mais uma?– Sussurrou no meu ouvido enquanto acariciava meu seio.

Olhei ele de lado, abrindo um sorrisinho maroto, me levantando e empurrando ele, tomando controle da situação.

— Sempre topo mais uma.

 



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