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História Amor proibido - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Acho que ... Devo desejar um feliz aniversário para alguém aqui... Né minha bebê, tu sabe que tô falando de tu:3♥️

Capítulo 1 - Seu destruidor de família


Desperto com gritos eufóricos, Taehyung se encolhia na cama querendo dormir mais um pouco, colocando os travesseiros no rosto para abafar o barulho da janela agonizante que sua mãe abria.

— Acorda querido.

Taehyung, era um jovem de 17 anos que morava com dona Anna, sua mãe. Uma mulher que sempre procurou dar o melhor para seu único filho, quanto ao seu marido e pai do jovem, não morava na mesma casa, haviam se separado tem dois anos e as esperanças de reatar o casamento se esgotaram.

 Mas Taehyung sempre fora perseverante de que seus pais algum dia pudessem voltar a ficar juntos além de ser também o que o garoto mais desejasse.

Anna assim que abriu as janelas e as cortinas deixando a forte luz do dia entrar no ambiente, o jovem só se encolhia ainda mais  na cama se escondendo nos lençóis.

— Fecha isso mãe...

Sua mãe estava alegre e sorridente, coisa que todos dias fazia, mas hoje, era um dia diferente, estava até cantarolando, coisa rara de se vê.

— Bom dia filhinho, levanta que já são 10hs e tá na hora do café. – disse puxando as cobertas de cima do filho que insistentemente tentava se cobrir de volta puxando do outro lado.

— Bom dia o quê mãe? Me deixe dormir.

— Dormir? O que você fez da noite? – sentou-se na beirada da cama  o olhando cobrir o rosto com o travesseiro novamente.

— Nada… me deixa dormir

— Como nada se está morto de sono?

— Virei jogando, melhorei muito minha agilidade no jogo graças às minhas altas horas de treinos – revelou.

— O que diabos é isso?

— A senhora é velha, não entende disso. Me deixa dormir, só um pouquinho.

— Velho é seu pai. Tenho 35 anos, e ainda nem tenho cabelos brancos, então não me chame de velha.

— Você é linda até cheia de rugas mãe.

— Não tenho rugas – começa a torturar o filho com cócegas, Taehyung tentava se livrar das mãos da mãe que parou um instante. 

— Que foi? Tá pensativa – o jovem senta na cama preocupado com a mudança repentina da mãe.

— Eu não sei como te falar isso mas…

— Fala logo mãe, estou começando a ficar preocupado.

— Estou namorando… desculpa acabar com suas esperanças de voltar com seu pai, mas é que estou apaixonada, ele é tão lindo…

— Aaah então esse é o motivo do seu sorriso hoje… mãe, não se preocupe comigo, se não tem mais jeito, é porque não era pra dar certo. E de verdade, o que me importa é sua felicidade não importa com quem seja. Tudo bem?

Taehyung segurava as mãos da mãe enquanto dava seu discurso para apoiá-la nessa escolha, jamais ficaria contra ela, ao menos pensava. Sua mãe merecia ter alguém incrível para amá-la assim como seu pai que a amou muito, não entende o porquê do relacionamento ter acabado.

— Não sei o que faria sem você meu anjo. – o abraçou.

— Você continuaria sendo uma mulher incrível como é agora, eu é que sem você não seria e nem faria nada. Só não aceito a ideia de ter um padrasto, mas por você, encaro qualquer coisa.

— Muito bem, pois levante e cuide em descer pra tomar café. – se apressou em levantar e voltar pra cozinha — ah e… Taehyung, ele vem jantar hoje com a gente… tente ser educado por favor, pela mamãe.

— Aff… tá, por você. Já, já tô descendo, e… eu te amo mãe.

Logo se arrumou e desceu pro café, comeu uma torradas com leite, pensando sobre esse namoro de sua mãe, assim do nada, mas também já estava na hora dela encontrar alguém pra seguir a vida já que com seu pai não havia dado certo.

Assim que terminou de comer, foi pra frente da TV assistir alguma coisa.

— Meu anjo, eu vou ali comprar alguma coisa pro jantar, vai querer algo?

— Não, pode ir mãe.

Já sozinho jogado no sofá, Taehyung se sentia entediado, pensou em voltar pro quarto. Quando deu o primeiro passo em direção as escadas a campainha tocou.

— Mas que diabos, só porque eu ia voltar pro meu cantinho? – ao abrir a porta se deparou com sua amiga, Lana, em sua frente mexendo no celular que nem notou a porta aberta. — Vai entrar ou vai ficar aí fora mexendo nesse celular?

— Grosso! – guardou o objeto e entrou apertando as bochechas do mais velho.

— E grande também. – disse em um tom malicioso.

— O que?? – fez cara de descrente.

— Para de fazer essa cara, até parece que não entra nas minhas brincadeiras também. Não vem que não é santa.

— Mas também eu não sou tarada – concluiu sentando no sofá com os olhos ainda no celular.

— Eu também não – sentou imitando a moça. Sua presença foi ignorada o tempo inteiro. — Tá mais se você vai ficar nesse celular é melhor ir embora, se for pra ficar sozinho, quero ficar sozinho mesmo e não um sozinho acompanhado.

— Calma aí. É que eu tô esperando uma mensagem de um cara que conheci ontem e vim te contar o babado.

— Conta, ele é bonito? Gostoso? Sentiu o volume? É grande?

— Credo Taehyung!

— O quê? Eu checo tudo isso antes de sair com alguém.

— Tarado!

— Sou não! Isso se chama observar. Vai continua. – foi pra cozinha buscar alguma coisa pra beber, um suco.

— Queria te chamar pra sair com a gente hoje a noite, você só vai conhecer ele em? Esse é meu e você não toca!

— Credo, nem quero, se não tiver volume eu nem quero.

— Então, vamos? Vai você, eu e o Hoseok.  Ele vai pra pegar geral.

— Vamos então… espera… não vai dá. – se lembrou do compromisso.

— Por que não? Já planejou sair e nem me chamou piranha? Bonito, tô vendo que nossa amizade não vale de nada.

— Credo Lana, não exagere. É que hoje, vai ter um jantar de família aqui em casa… minha mãe vai apresentar o novo namorado dela… e não vai dá por causa disso.

— Então acabou mesmo a chance dela voltar com seu pai?

— Parece que sim...

Lana era uma grande e velha amiga Taehyung, esteve ao lado dele quando a dura separação aconteceu, não foi fácil aturar o amigo chorão, mas essa fase já passou.

— Tá pensando em aceitar isso assim do nada? – perguntou a garota um tanto revoltada. Tinha medo de seu amigo sofrer novamente com isso.

— Relaxa, só hoje que vou ser bonzinho… mas vou fazer da vida desse cara, quem quer que seja, um completo e verdadeiro inferno. – sorriu ironicamente.

— Prefiro sua mãe com seu pai.

— Eu também, casamento é casamento. Se fosse pra separar não devia nem casar.

— Mas também ninguém prevê as coisas né querido.

— Foda-se. Mas se você for, me conte os babado do rolê. – bebericou o suco amarelo.

Lana, era uma garota bonita, de cabelos longos e ondulados, uma franja média até a altura da sobrancelha, uma boca pequena mas com um sorriso de tirar qualquer mal do caminho. Tinha uma bela cintura e vivia usando aquelas botas de saltos com meia calça para parecer um tanto mais alta que Taehyung, mas isso era só possível notar de longe.

Ela e o jovem namoraram por uns dois anos até ele mesmo descobrir que tinha interesses também por garotos, mas como fôra um relacionamento saudável, a amizade se manteve e hoje é mais forte que qualquer coisa, se consideram até irmãos e conselheiros.

— Bem, eu vim só pra isso mesmo, até breve. Ei, me mantenha informada de tudo sobre esse intruso. – piscou e saiu.

— Só vou me comportar porque minha mãe me pediu – se despediu e fechou a porta subindo pro quarto e se jogando na cama voltando a dormir, sua mãe o havia acordado muito cedo. Quando acordou era quase 17hrs da tarde. Estranhou sua mãe não ter ido de encher o saco.

Taehyung também era um tanto safado, ele mesmo admitia isso para si, mas era mais atentado quando o assunto era homens bonitos e charmosos, por ser um garoto de 17 anos a espera da maioridade que não demoraria muito para chegar, sempre procurou diversão, nunca nada sério. E em sua cabeça, nada disso iria mudar.

Novamente foi acordado por sua mãe que havia chegado das compras, parece que a única coisa que ela fazia era aborrecer ao jovem que vivia com sono.

— Taehyung acorda! Vamos levanta! – acendeu as luzes e sacudiu o filho na cama.

— Que desgraça, ô mãe me deixe dormir.

— Querido, não esqueça do que combinamos ela hoje à noite.

— Eu não esqueci. Mas é só de noite. Agora dê licença do meu quarto.

— Não senhor, é daqui a pouco. 19:30 ele tá chegando e já são… 18:45, vamos, se apresse em se aprontar.– concluiu olhando o relógio e empurrando o garoto.

— Ainda tá longe… até lá durmo o quinto sono.

— Taehyung não me decepcione! – falou sério — São seja como seu pai!

— Você quer que eu desça né? Então não fala do meu pai! – virou pro outro lado.

— Eu te quero lá embaixo em dez minutos… daqui a pouco ele chega e não quero ter que brigar com você e te obrigar a descer.

— Ainda nem casou e já tá mostrando as garras mamãe? Se isso continuar assim, eu vou morar com meu pai, eu já falei que daqui a pouco eu vou, agora me dá licença por favor? Quero dormir. 

De vez em quando os dois brigavam, era raro mas quando discutiam, ambos falavam verdades que machucavam o peito, algumas vezes Taehyung culpava a mãe pela separação e outras a mãe culpava o filho. A mulher saiu do quarto irritada, não aceitaria seu filho acabar com tudo, mas quando o destino é quem escreve a história, nada pode mudá-la.

Alguns minutos depois, Taehyung do quarto ouviu o barulho da campainha e contra sua vontade teve que levantar e se arrumar para o suposto jantar em família.

— Família.… Como isso pode ser chamado de família? – foi pro banheiro.

Enquanto isso, lá embaixo, Anna  havia ido atender a porta. Um homem entrou por ela,ela seu namorado. Um namoro que durava dois meses, com dito antes, Anna tinha 35 anos e seu namorado alguns anos mais novo com 32, mas ainda sim ele parecia ser mais velho por conta do tamanho e também porque mulher faz de tudo pra não envelhecer mesmo com a idade chegando né?

— Oi querido, entre.

— Oi linda. Estou atrasado? – deu um beijo.

— Não, chegou bem na hora. Sinta-se a vontade para se sentar. Espere aqui que eu volto logo. – sorriu e logo Anna subiu atrás do filho que já estava terminando de se aprontar.

— Está pronto querido? — bateu na porta.

— Tô. Já tô descendo.

Retornou pra baixo pra conversar com seu namorado, hoje tinha que ser tudo perfeito. Taehyung já estava descendo as escadas quando os dois o olharam como se estivessem vendo um ser diferente. Ignorou aqueles olhos e parou perto do sofá ao lado da mãe encarando aquele homem que havia destruído suas esperanças e por esse motivo, o jovem o odiava mesmo sem antes conhecê-lo.

— Taehyung esse é Jungkook, e Jungkook esse é Taehyung, meu filho do qual eu te falei.

— Muito prazer mocinho. — estendeu a mão sorrindo.

— Digo o mesmo – apertou a mão do homem com um sorriso forçado tentando manter uma boa postura e não chutar o saco daquele ser.

"Quanto tempo vai durar?" – pensou consigo mesmo – "não vou ser bonzinho com esse canalha". 

Sentou no outro sofá mexendo no celular e de vez em quando olhava com ódio para aquele homem.


– Lana, a desgraça tá acontecendo, e eu já não fui com a cara desse cara… mais tarde vem aqui, preciso conversar…


– Ele já tá na sua casa?


– Tá… eu quero chorar… e matar ele.


– Calma, eu vou te visitar mais tarde, posso? Quero garantir que você não vai fazer nenhuma besteira.


– Tá bem, depois te aviso quando esse pesadelo acabar.


– Tá bom, tente se controlar… não mate ele sem mim!


— Sai desse celular meu filho, seja educado e venha conversar um pouco – pediu gentilmente a mulher que foi totalmente ignorada.

— Querida, poderia me dá um copo de água?

— Claro. Taehyung – o chamou novamente.

Dessa vez o garoto notou os olhos da mãe com ódio sobre si, rapidamente levantou e foi pra cozinha pegar o copo de água. Sorriu pensando em realizar sua primeira travessura, pegou um copo, encheu com água da torneira, colocou açúcar e depois voltou pra sala com um sorriso no rosto e entregando o copo ao homem.

— Toma – falou com indiferença.

— Obrigado – Jungkook quando começou a beber, sentiu um gosto estranho, sem contar que a água estava quente na temperatura ambiente, não estava fria. Fez uma careta meio que discreta cobrindo a boca com o dorso da mão. Seus olhos percorreram e pararam no garoto que ria o olhando.

É, realmente não vai ser fácil lidar com esse pirralho insolente.

Sua mãe não notou nada, mas estranhou ao ver o copo do namorado ainda cheio e bem no fundo do recipiente, notou alguns grãozinho transparente. Não era possível que seu filho tivesse feito uma maldade dessas e tacado algo dentro da água.

— Não vai beber querido?

— Ah, eu já bebi, não estava com muita sede. – sorriu fraco.

A mulher se levantou, pegou o copo e foi pra cozinha preparar a mesa para finalmente acontecer o famoso jantar. Taehyung ainda mexia no celular ignorando aquela matéria que estava ocupando espaço.

Jeon o olhava, não estava com raiva, entendia o porquê de tudo isso. Para o jovem, ele era um intruso e parecia que isso nunca iria mudar, mas tentaria ao menos ser amigo do adolescente difícil que era Taehyung.

— O jantar está pronto, por favor amor, venha.

— Ah, é claro. Cheirinho bom… foi você quem cozinhou? – abraçou a mulher e deu um beijo rápido em seus lábios.

— Foi sim, pode sentar. Eu preciso falar um momento com esse mocinho.

O menino levantou a cabeça e observou sua mãe o olhar com a cara fechada.

— O que foi agora?

— Será que dá pra parar Taehyung? – se aproximou sussurrando somente para o filho ouvir — já basta o copo de água, agora vai fazer o quê mais? Olha eu sei que você não gostou dele, mas dá pra fingir isso? Pelo menos?

— Só pedir pra ele não falar comigo, aí não faço nada.

— Ele tá tentando ser amigável com você. Olha, mais uma travessura e você vai subir – apontou pra cima.

— Mãe não exagera.

— Vai pra mesa, agora.

Taehyung se levantou do sofá onde havia deixado o celular e foi pra cozinha com sua mãe logo atrás.

— Senta aí – apontou pra cadeira que ficava de frente para Jungkook que arrumava as madeixas escurecidas. Obedeceu, com as pernas debaixo da mesa se segurava para não chutar o saco dele.

Dona Anna levou colocar a mesa para todos se servirem e se sentou do outro lado da mesa olhando os dois que estavam frente a frente. Será que seria digo boa ideia deixaria dois assim?

O garoto começou a colocar comida no prato mas apenas brincava com a comida, não queria comer, e muito menos ter um padrasto e essa ideia martelava seu cérebro causando dor de cabeça.

— Então, por que não conversamos? – iniciou sua mãe para suavizar o clima e Jungkook entrou na ideia antes de comer o que estava no prato.

— Acho uma boa ideia. Taehyung, me conte mais sobre você e as coisas que gosta de fazer – arriscou dirigindo-se ao jovem.

— Nada.

— Não seja mal educado! – repreendeu sua mãe.

— Tudo bem querida, eu entendo. Não gosta de fazer nada?

— Apenas jogar – respondeu a contragosto.

— Hum… não gosta de sair?

— Não tenho motivos pra sair casa. Por quê? Trabalha pro FBI?

Jungkook sorriu ironicamente entrando na brincadeira.

— Não gosta de mim não é?

— Notou isso agora foi? Seu destruidor de família.

— Agora chega Kim Taehyung! Vai agora pro seu quarto! – gritou a mãe na mesa.

— Como quiser mãezinha. – saiu da mesa largando os talheres, passando pela sala pegando o celular no sofá e subindo irritado pro seu quarto batendo o pé. 

— Desculpa por isso Jungkook é que… ele não aceita que eu tenha um novo relacionamento. – falou tristonha.

— Tudo bem querida, eu entendo. É jovem e... ainda está na fase da adolescência. Eu não ligo pra isso, tá tudo bem. – levantou da cadeira e se aproximou da mulher que ainda se encontrava sentada e a abraçou por trás dando um selar na bochecha.

— Eu vou conversar com ele. Você não pode ser tratado assim, dessa maneira com falta de respeito.

— De minha parte, eu vou tentar me entender com ele querida, não se preocupe. 

— Obrigada amor, não sei o que faria se você não me apoiasse e nem me entendesse – sorriu e beijou seu homem. 

Taehyung no quarto, bufava de raiva e mandava mensagens sem parar para sua única e melhor amiga, Lana.


– Lana vem aqui, pelo amor de Deus


– Já tô indo, não faça besteira.


Notas Finais


Esse é meu presente pra você :3♥️ irra


FELIZ ANIVERSÁRIO MEU ANJINHO @Waifufofa ♥️♥️♥️


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