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História Amor Proibido - Capítulo 2


Escrita por: e Jackbaek


Notas do Autor


Boa noitee, bem vindos ao segundo capítulo!

Espero que gostem e boa leitura!

Capítulo 2 - Alimentando Sentimentos Proibidos


— Q-Quem é você? — indagou, confuso, o anjo deitado.


— Eu sou LuHan… E aquele é o meu amigo KyungSoo. — apontou para o jovem que estava paralisado. — Nós encontramos você ferido em frente ao lago, então resolvemos lhe ajudar.


O outro se sentou rapidamente para se afastar de LuHan, abraçando suas pernas e encarando o rosto alheio, começando a gritar desesperado.


— Ei,ei! Calma! Fique calmo, está tudo bem! — o príncipe falava mexendo as mãos. — Não vamos machucar você! Calma!


— Isso só pode ser um pesadelo! — levou ambas as mãos para seus fios pretos, os bagunçando mais ainda.


— Pare de gritar! Não vamos lhe fazer mal! — tentava acalmar o rapaz. — Pense bem, se quiséssemos te fazer mal, já teríamos feito, não é? Estou dizendo a verdade, só queremos lhe ajudar.


Eufórico, o homem cessou os gritos, apenas olhando de um jeito assustado para o menor.


— Isso… — abaixou as mãos devagar. — Se acalme… Quer um pouco de água?


Olhou para o amigo e o pediu para trazer um copo e, mesmo com a pernas bambas, KyungSoo foi até ele lhe entregando o que foi pedido.


— Aqui… Pode beber — com cautela, se aproximou estendendo o braço.


O outro, ainda meio desconfiado, levou um tempinho para poder pegar o pequeno copo.


— Isto não está envenenado, está? — olhou para a água.


— Não! Claro que não, pode ficar tranquilo — sorriu, tentando convencê-lo de sua palavra.


E por alguma sensação estranha, o homem sentia que aquele garoto estava lhe dizendo a verdade, mas sempre que seguia seus sentimentos se dava mal. Então, se encontrava em uma dúvida cruel e difícil de se escolher, alternava seu olhar entre a bebida e os dois anjos ali, confuso.


— Então... Qual seu nome? — perguntou LuHan, curioso em saber do mais alto.


Ele hesitou em dizer sua identidade.


— Sehun… Meu nome é Sehun. — respondeu. — E vou logo avisando, sou o filho do rei de Velvally, se fizerem algo comigo, eles virão atrás de vocês! 


KyungSoo arregalou os olhos pensando no que havia se metido, mas seu amigo sorria abertamente.


— Oh, céus… Um príncipe, era só o que me faltava! Com certeza vão vir atrás dele! LuHan, olha onde você foi me meter! Se eu morrer...


— KyungSoo! Ninguém vai morrer, se acalma — negou com a cabeça para o outro.


O acastanhado voltou a olhar para Sehun.


— Como você deve ter escutado, eu sou o LuHan e esse é o meu amigo, Kyungs...


— Ele também é um príncipe! — o baixinho o cortou. — E eu o melhor amigo dele! Ou seja, se mexer com a gente, você também vai se dar mal!


— O que eu tenho que fazer, para que você cale a boca?! — o jovem bateu o pé no chão.


Sehun, observando a discussão dos dois, notou que de ameaçador eles não tinham nada, estavam tão assustados quanto a si mesmo. Deu uma risada baixa da situação.


— Vocês são patéticos.


— E você um ingrato! Nós fomos até lá pr— LuHan cobriu a boca do amigo antes que este dissesse mais besteiras.


— O que ele quis dizer, é que nós tentamos ajudá-lo quando estava caído próximo ao lago, então esperávamos um simples… Obrigado, talvez.


— Hm. — levantou-se devagar — Tem razão… Obrigado pela boa intenção. Mas por que fizeram isso?


— Porque meu amigo é louco… — KyungSoo sussurrou, recebendo uma cotovelada em seguida.


— Olha, Sehun, nem eu sei bem explicar o que me deu para ajudar você… É uma coisa minha, de querer ajudar o outro — explicou-se.


— Bem… Por uma parte, você foi louco sim, poderia ter causado uma grande confusão, mas... obrigado. — esboçou um belo sorriso agradecido.


LuHan retribuiu o ato, olhando para ele de forma encantada. Seus olhos brilhavam tanto e ele sentia uma sensação maravilhosa e inexplicável.


— Eu… Vou precisar ir agora, foi bom conhecer vocês — estendeu a mão para comprimentar os anjos. — Isso seria o início de uma nova amizade?


— Se você não nos trazer confusão, então sim — o de olhos grandes apertou a mão alheia.


— Não irei trazer — sorriu, balançando levemente ambas as mãos.


— Então, vamos ser bons amigos — deram risada, encerrando o gesto.


— Quando vamos nos ver novamente? — indagou o príncipe, curioso.


— Logo, quem sabe — respondeu Sehun, apertando a mão alheia.


Assim que se tocaram, ambos os jovens sentiram um arrepio percorrer por todo o corpo. Os corações aceleraram, deixando-os eufóricos em meio as pulsações; quando os olhares se encontraram, outro arrepio surgiu por suas nucas. LuHan tremeu levemente depois daquilo, ainda focado naqueles olhos tão chamativos e belos; Sehun finalmente pôde analisar aquele rosto tão angelical que antes. O toque das mãos não parecia tão atraente quanto agora, aquele jovem havia conseguido despertado o seu interesse como nunca havia acontecido antes.


Enquanto ainda se olhavam de um jeito cada vez mais profundo, KyungSoo estranhou aquele momento, se perguntando do porquê dos dois anjos terem paralisado daquela forma misteriosa.


— Vão ficar aí até quando? — disse o menor, erguendo uma sobrancelha.


Mas pelo visto eles não o escutaram, então, teve de afastá-los gentilmente.


— Vocês estão bem? — voltou a falar.


— A-Acho que sim... — respondeu o maior. — E-Eu não posso demorar mais um minuto, lamento, mas tenho que ir agora.


— Está bem… — Lu respondeu baixo, quase inaudível.


Os três caminharam para fora do lugar confusos pelo o que acabou de acontecer. Quando o sol bateu em seu rosto, Sehun cobriu os olhos pela falta de costume com a claridade.


— Obrigado mais uma vez. — repetiu, antes de se retirar.


— LuHan? Pode me explicar o que aconteceu ali dentro? — cruzou os braços.


O outro, meio avoado vendo Sehun ir embora pelos céus, disse:


— E-Eu não sei… Devo estar mais confuso do que você.


[...]


Depois de atravessar uma grande floresta neblinada, Sehun chegou em seu reino, que se escondia atrás de duas altas montanhas. Seu castelo ficava no alto de um penhasco altíssimo e os cidadãos poucos distantes da casa de seu rei. Falando em rei, o jovem já previa o grande discurso que seu pai iria dar assim que pisasse na sala do trono real.


Sehun, ao entrar pelo enorme portão de madeira escura, caminhou pelo tapete vermelho no corredor principal, este que era cheio de enfeites como espadas e escudos pendurados sobre a parede, bandeiras vermelhas simbolizando o reino, armaduras de soldados em pé segurando algum tipo de arma e grandes lustres luxuosos sobre sua cabeça.


Quando chegou onde precisava estar, viu seu pai caminhar de um lado para o outro com os braços para trás e seus dois irmãos ali, em pé, ao lado do trono de cabeças abaixadas. Não podia mais fugir, agora tinha de enfrentar o furacão de Yifan sobre si. Caminhou mais para perto.


— Pai… — falou, os fazendo notar sua presença.


O rei parou em sua frente com um semblante furioso no rosto.


— Quem você pensa que é para fugir no meio de uma reunião importante e sumir por uma noite inteira?! — disse em um tom grosso. — Que irresponsável, Sehun! Você é o meu primogênito, deveria ser um exemplo para seus irmãos!


— Desculpe pai… — curvou-se.


— Estou decepcionado com você! É o meu filho mais forte, pensei que fosse me dar orgulho de ser seu pai, mas você está passando dos limites! — o olhava fixamente. — Essa foi a última vez que você foge de mim, pois se voltar a fazer isto, sou capaz de surtar, Sehun! De surtar! Porque você é o meu herdeiro mais qualificado para isso, ou ao menos era.


— Pai, eu...


— Eu não terminei de falar! — o interrompeu fazendo-o engolir suas palavras. — O que vai acontecer com o nosso povo quando souberem que o meu sucessor é um rebelde irresponsável?! Já deu dos seus dramas, Sehun! Nunca mais saia deste reino sem a minha permissão! Você entendeu?


Sehun suspirou pesadamente, encarando o rei.


— Eu lhe fiz uma pergunta! Responda!


— Eu não posso ser o próximo rei, pai! Eu não faço a menor ideia do que dizer aos súditos, do que fazer e de como agir! O meu irmão seria um rei melhor do que eu! — apontou para o rapaz assustado.


— Não entende que essas são as leis reais?! Seu irmão não pode assumir o lugar, você é o primogênito e de ordem, você deve ser o rei!


Sehun bufou, virando-se e saindo dali rapidamente.


— Onde pensa que vai?! Volte aqui imediatamente seu... argh! — bateu o pé no chão fechando as mãos em dois punhos furiosos. — Jongin… Vá conversar com seu irmão. — ordenou.


— Sim, pai. — fez uma reverência rápida e foi atrás do homem que quase explodia em raiva.


Caminharam pelos longos corredores, até entrarem no quarto do mais velho.


— Sehun… Sehun, se acalme — fechou a porta, enquanto o citado rodava o quarto.


— Que ódio! — gritou. — Por que justamente eu tinha que ser o primogênito?! Por que ele não muda as regras?! Eu não tenho capacidade para isto!


— Sehun, pare! Você é incrível, como não percebe? — se aproximou do outro para segurar em seu braços. — Aposto que você vai conseguir, acredite!


— Não, eu não acredito! É muita responsabilidade sendo jogada sobre mim, eu não tenho idéia do que fazer! — puxava levemente seus fios de cabelo. — Nosso pai quer me deixar louco!


Aish, vamos, sente-se agora, vamos ver se você seria um rei ruim — o empurrou sobre uma poltrona, lhe deixando ali.


— O que está pensando em fazer? — indagou curioso.


— Vou lhe fazer algumas perguntas e você finge ser um rei, respondendo como acha certo, ok? É simples!


— Jongin… — negou com a cabeça.


— Vamos, teimoso — insistiu.


Sehun fez um gesto com a mão, permitindo que ele prosseguisse.


— Vamos lá, o reino está sendo atacado pelos inimigos, o que pretende fazer?


— Fugir para bem longe! — cruzou os braços.


— Não! Sehun, seja sério! Um rei nunca foge de seus deveres, um rei sempre é corajoso! — disse ao outro. — Agora vai, responda minha pergunta.


— Hm. — fez um leve bico pensativo. — Bem, então… Iria pedir para o nosso exército formar uma barreira em frente ao castelo.


— Isso, e enquanto aos nossos cidadãos?


— Eu… Os abrigaria dentro de nosso palácio.


— Muito bem — sorriu. — Agora, a situação piorou, o exercício não está dando conta, o que deve ser feito?


— Mandaria acionar nossas catapultas com bolas de fogo letais — respondeu. 


— Viu só? Você foi bem! 


— Você acha, é? — ergueu uma sobrancelha.


— Claro que foi! — sorriu, se abaixando ao lado do maior. — Eu acredito que você possa conseguir sim…


— Queria que o Sr.Yifan fosse calmo como você e me ajudasse, ao invés de gritar comigo.


— Sehun, essa foi a terceira vez que você foge de uma reunião sobre o reino, ele só quer que você comece a aprender algumas coisas para quando chegar seu dia, você estar apto para governar. — Acariciava a mão alheia.


— Mas… Ele exige demais de mim desde quando era pequeno, isso me deixa louco! 


— Eu sei… Mas, todos aqui de Velvally sabem que você é o filho preferido do papai, ele nem sabe esconder isso e às vezes acaba machucando eu e o JaeYeon, nosso caçula — suspirou levemente. — Você ganha toda a atenção dele, não faz ideia de como ele fica preocupado com você quando foge.


Aish… — bagunçou os fios de cabelo. — Ele deveria saber que você e o Jae também são fortes e inteligentes.


— Sim, mas o Jae ainda é jovem demais para se tornar rei, ainda é meio imaturo para isso — riu, lembrando do adolescente.


— Jongin, eu aposto mil vezes que você é o cara certo para isso.


— E mesmo que fosse, nosso pai não veria isso — soltou um leve suspiro. — Mas, enfim, você ficou a noite fora, estava morrendo de preocupação. Onde dormiu?


— Depois de quase me arrebentar para despistar os guardas, passando entre as árvores daquela floresta, eu fui parar próximo de uma cachoeira. Me deitei ali na grama e estando muito exausto, dormi sem demora — explicou-se.


Oh, meu irmão, que perigoso! E se alguém o encontrasse? — acariciou o rosto fino.


Sehun encarava o outro, lembrando daqueles dois pequenos anjos que conheceu, ficando em dúvida se dizia algo sobre isso ou não.


— O que foi? Por que está me olhando assim? — perguntou, receoso.


— Jongin, vou lhe contar uma coisa, mas não é para você dizer nada a mais ninguém, ok? Será um segredo nosso… 


Aish, por que sinto que é algo ruim? — disse com medo.


O mais velho mordeu seu lábio inferior, pronto para divulgar o que aconteceu mais cedo.


— Eu encontrei dois anjos do reino de Trondell… Na verdade, foram eles que me acharam.


— Está brincando comigo?! — levantou-se rapidamente, incrédulo com o que acabara de escutar. — Sehun você é louco?! Eles podiam ter...


Shiu! — saiu de onde estava sentado, indo cobrir a boca do moreno. — Não grita, seu tonto, podem te ouvir!


— Sehun, o que lhe deu em sua cabeça?! — sussurrou um grito. — Tem noção do quanto isso foi perigoso?!


— Eu sei, sim! Não sou burro — cruzou os braços. — Mas foram eles que me encontraram, eles estavam tentando me ajudar.


— Sério? — fez um semblante surpreso. — Não era armação deles?


— Também pensei ser isso, mas… Eles estavam mais assustados do que eu — lembrava dos dois pequenos discutindo entre si. — E um deles é o filho do rei.


— Essa não, tome cuidado, Hun, não sabemos do que eles são capazes de fazer! Por favor, me prometa que nunca mais vai voltar a vê-los! — juntou as duas mãos, implorando.


— Acho que não vou poder fazer isso… Aconteceu uma coisa muito estranha quando toquei em sua mão, queria saber o que é.


— O que aconteceu? — ficou mais próximo do irmão, olhando-o curioso.


— Eu senti arrepios, meu coração disparou e eu não conseguia deixar de olhar para ele... — mordeu o lábio outra vez. — O que pode ser isso?


— Algo muito ruim, eu aposto… — colocou suas mãos sobre a cintura. — Nosso pai já nos disse algo desse tipo, não foi? 


— Disse? Oh, eu não lembro.


Jongin riu.


— Vamos esquecer isso, uma hora vamos saber o que é — segurou a mão do irmão. — Agora, vá tomar um banho para você relaxar, depois vá comer para então, se resolver com nosso pai.


— Deseje sorte para mim — revirou os olhos.


[...]


Em Trondell, o príncipe havia acabado de retornar para seu castelo junto de seu amigo. Os dois foram ao quarto real do jovem e ali ficaram dialogando sobre o acontecido de mais cedo, LuHan ainda estava muito curioso em saber do porquê ele ter tido aquelas reações ao tocar na mão de Sehun. Iriam, sim, tirar dúvidas com o rei, mas não detalhariam certas coisas por medo de uma reação muito negativa.


Depois de esperarem o soberano voltar aos seus aposentos, os jovens foram atrás dele.


— Pai? — disse o menor, batendo em sua porta. — Posso entrar?


— Claro, Lu. — respondeu.


Ao abrir a porta, KyungSoo segurou em sua mão, tentando lhe passar um apoio. O mais velho sorriu largamente ao ver o filho.


— Não achei que voltaria assim tão cedo, aconteceu alguma coisa? — colocou seus braços para trás.


— A-Ah… Sim, aconteceu sim… — engoliu a seco e então, começou a seguir com o combinado que havia feito com KyungSoo. — Eu e o Soo queríamos lhe perguntar algo.


— Sim? — olhou os garotos, curioso.


— Bem, o KyungSoo conheceu um rapaz hoje e, ele sentiu algo quando tocou nele. Queríamos saber o que poderia ser isso.


— Sentiu algo…? Viria a ser sentimentos ou umas espécies de arrepios? 


— I-Isso… Foram arrepios, M-Meu corpo estremeceu e… Senti uma forte atração pelo rapaz — falou KyungSoo, nervoso.


— Oh sim… Acho que sei o que pode ter sido isso. — sorriu dócil — Também já senti algo parecido em minha adolescência.


— Já? E o que isso significa? — perguntou o príncipe.


— Significa que o KyungSoo encontrou sua alma gêmea. A pessoa que deverá ficar ao seu lado o resto de sua vida, o amor verdadeiro… — se aproximou do baixinho e acariciou o ombro alheio. — Parabéns, Soo, isso é muito importante para nós, tome cuidado para não perder essa pessoa; ela será essencial na sua vida, isso só acontece uma única vez.


LuHan arregalou os olhos e segurou o enorme grito que quase escapou de seus lábios. Almas gêmeas?! Como podem ser almas gêmeas? Por que tinha que ser justo aquele rapaz?


— Obrigado, senhor… — KyungSoo sorriu, completando sua atuação.


— De nada, meninos — retribuiu o sorriso e tirou a coroa cintilante de sua cabeça, passando as mãos pelos fios de cabelo grisalhos. — Meu filho, você já é um adulto, um homem feito… Isso ainda não aconteceu com você?


— E-Er… Não… Não, pai, ainda não… — tentava esconder seu semblante assustado.


— Uma pena, mas uma hora a pessoa certa aparecerá, meu bem. — acariciou o rosto do filho. — Não vou fazer como meu pai, eu quero que você se case com alguém que ame.


— Obrigado… — sua voz saiu baixa.


— Foi boa a nossa conversa meninos… — colocou a jóia novamente sobre sua cabeça. — Mas eu preciso ir agora, ok? Se precisarem de mim, sabem onde me encontrar.


Bagunçou os fios de KyungSoo e deixou um selar na testa de seu filho e, após isso, se retirou dali sem dizer mais nada.


— E-Eu estou completamente encrencado, Soo… 


— Eu queria poder te amparar, mas… É, você está encrencado mesmo — mordeu o lábio.


— O que eu faço agora? — olhou para o amigo.


— Não faço a menor ideia… Quem sabe, se você dizer a verdade ao seu pai? Não ouviu o que ele disse sobre você se casar?


— Sim, mas… KyungSoo, se o rapaz ao menos fosse de Trondell, mas ele é do reino inimigo, tem noção do ódio que existe entre esses dois mundos? — levou sua mão para a nuca, acariciando ali.


— Eu sei, mas tempos não vêm tendo guerras, e se acabarem mudando de opinião?


— Você acha? — ergueu uma sobrancelha.


Este caso era realmente difícil de se tirar conclusões, não sabiam como andavam pensando os anjos de Velvally, eles poderiam estar planejando algo com boas ou más intenções. LuHan tinha medo de criar uma confusão em grande escala, aquelas em que só seria possível resolver com violência, pois o diálogo poderia ser mal compreendido e a situação pioraria.


Com os dias se passando rápido, o príncipe e seu amigo sempre voltavam para aquela pequena cabana e ali ficavam na esperança de Sehun voltar em algum momento. Passavam boa parte do dia esperando por ele, queriam conversar sobre aquele ocorrido e, se possível, dar um basta em qualquer sentimento criado, mesmo com o aviso de seu pai para não o perder. LuHan apenas não queria que os velhos tempos voltassem.


Mas aquele lindo homem não saía de sua cabeça e, no dia em que ele retornou, seu plano foi por água abaixo. Quando o tocou pela segunda vez, a reação foi mais forte, desta vez sentiram um leve choque e, com isso, seus corações palpitavam sem parar em um ritmo frenético, sentiram sensações boas e uma imensa vontade de se verem sempre acompanhados por pensamentos amorosos que vinham a todo instante.


Sehun ainda não podia acreditar que justo aquele jovem era sua alma gêmea. Com mais dias e noites passando rapidamente, acabou cedendo e se entregando ao amor. Não pôde resistir aos encantos daquele rapaz tão cativante, estava completamente apaixonado por ele e só foi descobrir isso quando se pegou sorrindo sozinho ao lembrar da bela risada que o outro deu tal dia.


Ambos estavam muito conectados, porém, ainda tinham medo, medo de dar tudo errado e acabarem perdendo tudo. E, quando se diz tudo, se trata de suas vidas estarem em jogo.


O irmão mais novo de Sehun, Jongin, era o único de sua família em que ele confiava o suficiente para lhe contar esse segredo. O moreno achou um completo absurdo e até surtou com medo de irmão se dar mal, mas nem por isso deixou de apoiá-lo em sua aventura romântica e arriscada. Jongin sempre dava cobertura ao seu irmão quando este resolvia sair às escondidas para se encontrar com LuHan, mas isso estava quase saindo do controle e se Sehun não tomasse cuidado, logo iriam estranhar e começar os questionamentos sem fim.


O pai de Lu nunca suspeitou de nada, até porque antes disso, seu filho vivia saindo sem parar do castelo à qualquer hora que ele quisesse, então para ele nada havia mudado em sua rotina, apenas do fato do jovem estar voltando cada vez mais tarde para seus aposentos. Já Sehun, apenas saía quando Yifan lhe chamava para uma reunião, fora isso, o príncipe ficava trancado boa parte do dia em seu quarto e Jongin já estava começando a ficar sem desculpas para dar ao seu pai sobre seu irmão.


O caçula, JaeYeon, foi o primeiro a notar o jeito estranho dos outros de agir e, primeiramente, focou em seu irmão mais velho, nunca o via agir de tal forma, pois Sehun sempre foi quieto, de poucas palavras e agora por algum motivo, ele passou a sorrir mais. JaeYeon também percebeu que os dois estavam conversando muito entre si sem o consultar, isso estava o deixando confuso e, ao mesmo tempo, muito curioso.


E neste dia, Sehun se atreveu outra vez em sair justamente quando seu pai iria o chamar. Ele saiu cedo sem que notassem e voou para aquele mesmo local do início, sentou-se sobre a grama e ali ficou a espera de seu amado. Hoje mesmo ele iria dizer tudo o que sente e tomaria uma iniciativa valiosa nesse início de relacionamento.


Demorou mais que o esperado, ficou ali plantado boa parte do dia, estava começando a ficar preocupado com o menor e várias perguntas em seus pensamentos começaram a correr sem parar. Quando o céu começou a se tornar um leve degradê, Sehun prestes a ir embora ouviu uma voz o chamar.


Era LuHan vindo à seu encontro.


— LuHan! — sorriu abertamente, caminhando até este, assim que tocou o chão — Você demorou, fiquei preocupado.


— Me perdoe por isso… Meu pai não deixou eu sair de lá até que eu resolvesse tudo sobre minha coroação. — riu baixo, negando com a cabeça.


— Coroação? Oh, você vai ser um rei incrível.


— Obrigado, Hun, eu demorei para compreender, mas agora eu acredito que eu possa governar Trondell muito bem... — sorriu puxando o outro para se sentarem. — Mas… Tem um lado ruim.


— Qual? — o olhou curioso.


— Eu não vou poder mais ver você… Terei de ficar o tempo todo por lá — fez um leve bico.


Oh… Entendo… — suspirou. — Logo eu também serei coroado e então, acho que é aí que nunca mais nos veríamos de novo… Mas eu queria poder aproveitar mais um pouco desse tempo ao seu lado.


— Aproveitar como?


— Nós dois sabemos que somos almas gêmeas, então, por que continuamos segurando o que sentimos? — se aproximou mais do outro. — Lu, eu estou caído de paixão por você… E eu queria poder… P-Poder…


— Poder? — o incentivou a continuar a frase, observando seu belo rosto corado.


— Eu quero poder ter algo com você… Eu quero te abraçar e-e te beijar, Quero fazer tudo o que pudermos aproveitar agora, antes de nunca mais nos vermos… — levou sua mão a bochecha macia do outro, acariciando ali carinhosamente. — Eu amo você Lu…


— S-Sehun… — seus olhos se encheram de lágrimas. — Eu também quero isso… E muito, m-mas é tão complicado, podemos causar uma confusão muito grande…


— Sim, sei das dolorosas consequências, mas eu preciso saber como é viver um amor de verdade… Por favor…


— E-E se isso for uma péssima ideia?


— Só vamos descobrir se tentarmos… O que me diz? Vamos viver o nosso amor proíbido? — insistiu, continuando as carícias na pele macia.


LuHan não teve outra escolha, amava tanto Sehun que se negasse essa oportunidade provavelmente se arrependeria amargamente no futuro. Mas talvez, se ele se apegasse ainda mais ao maior, seria doloroso ter de deixá-lo ir embora e dificilmente iria esquecê-lo.


Disposto a essa loucura, LuHan agiu por impulso ao beijá-lo sem pensar, apenas fechou os olhos e juntou ambos os lábios calmamente tendo em seguida uma sensação incrível, talvez por ser seu primeiro beijo. Sehun, mesmo com a surpresa, tentou retribuir o gesto, dando início à movimentos calmos e saborosos. Quando separaram as bocas, o menor teve suas bochechas fortemente coradas e o outro estava até eufórico pelas rápidas batidas de seu coração.


— D-Desculpe por isso… E-Eu não pensei bem… — falou o príncipe, envergonhado.


— Não precisa se desculpar, eu estava a ponto de fazer o mesmo. — sorriu. — Foi o meu primeiro beijo…


— S-Sério?... O meu também… — sorriu de volta.


— Foi diferente de como eu imaginava… — acariciava o queixo alheio. — Simples, mas incrível…


— Acha mesmo isso? — o outro concordou. — Eu estou morrendo de vergonha…


— Own, bobo... — riu do menor. — Depois disso, pode me beijar quantas vezes quiser.


— Até pegarmos o jeito? — riram outra vez.


— Isso mesmo. — roubou um selinho dos lábios rosados.


— Eu te amo… — falou baixo, envolvendo o maior em um abraço.


— Eu também amo você… — deu um selar nos fios castanhos, retribuindo o gesto. — Esses dias que passei com você, foram os melhores da minha vida… Pude me sentir livre, finalmente.


— Fico feliz em ouvir isso, também achei que esses dias foram uma aventura incrível…


— O melhor de tudo, foi o KyungSoo escorregando na pedra e caindo na água. — gargalharam juntos.


— Sim! E depois tivemos que socorrê-lo.


— Ele é muito engraçado, notei isso desde a primeira vez que o vi. — comentou.


— Sim ele é, por isso é meu melhor amigo. — sorriu. — Ele só não pôde vir hoje porque teve de ajudar seu pai.


— Oh, que coisa… Amanhã vejo ele, será?


— Talvez sim… — olhava o por do sol e então, soltou um suspiro.


— O que foi? — o observou.


— Daqui a pouco terei de ir…. Não gosto de me afastar de você — deitou a cabeça no peitoral alheio.


— Também não gosto disso, mas o que podemos fazer se somos duas almas gêmeas rebeldes? — o outro riu baixinho.


— Você me faz tão bem… — olhou para o rosto bonito. — Queria poder te levar para casa.


— Adoraria conhecer seu reino… Mas, isso vai apenas ficar em nossos sonhos, infelizmente.


— Sim… — levantou-se, ajudando o maior a fazer o mesmo. — Então… Nos vemos amanhã?


— Com certeza… — puxou LuHan para um abraço apertado e depois o beijou. — Vou sonhar com seus lábios hoje. — sorriu bobo.


— E eu com os seus! — riu. — Até, Sehun… 


— Até, Lu…


Segurou nas pequenas mãos alheias e as beijou, antes de dar passos para trás e soltá-las conforme a distância os separava. Odiavam quando era hora de partir, mas sabiam que era preciso para manter seu amor em segredo e seguro. Assim que cada um foi para um lado, a noite chegava devagar trazendo um céu estrelado.


Ao pousar na varanda de seu quarto, Sehun olhou para trás, pensando em seu amado, desejando que ele ficasse bem até o dia seguinte. Quando abriu as portas de vidro para entrar em seus aposentos, levou um grande susto ao ver seu irmão mais novo ali, sentado em sua poltrona.


— JaeYeon!? Que susto, garoto! O que faz aqui? — fechou a janela, indo até o outro.


— Pergunta errada, meu irmão... — Sehun o olhou confuso. — A pergunta certa é: onde você estava, e com quem?


Notas Finais


É isto por hoje, beijos até o próximo ♥️


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