História Amor proibido - Capítulo 23


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Categorias X-Men
Personagens Anna Marie (Vampira), Dr. Henry "Hank" McCoy (Fera), Erik Lehnsherr (Magneto), James "Logan" Howlett (Wolverine), Jean Grey (Garota Marvel / Fênix), Katherine "Kitty" Pride (Lince Negra), Ororo Monroe (Tempestade), Personagens Originais, Piotr "Peter" Rasputin (Colossus), Professor Charles Xavier, Raven Darkhölme (Mística), Rémy LeBeau (Gambit), Robert "Bobby" Drake (Homem de Gelo), Scott Summers (Ciclope)
Tags Amor Proibido, Gambit, Remy, Rogue, Romance, Vampira, X-men
Visualizações 36
Palavras 2.287
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 23 - Escolhas desesperadas


Fanfic / Fanfiction Amor proibido - Capítulo 23 - Escolhas desesperadas


A brisa gélida tocava sua pele macia, o que a fazia arrepiar.Na sacada do prédio, de frente para a tão famosa e bela torre Eiffel ela via as águas do Sena correrem tranquilas,o único barulho que ouvia era o sopro solitário do vento. 


Já era madrugada e Vampira não conseguia pegar no sono, aliás a insônia vinha se tornando uma fiel companheira,sempre ao seu lado nas noites longas e cansativas.As horas corriam, ela andava pelo metro quadrado angustiada,seus pensamentos diluíam e quando percebia, o dia já havia chegado.Ela sentia-se como o cigarro que tragava, desaparecendo pouco a pouco.O medo,a incerteza, as mentiras, as piores eram as que contava a si mesmo, pois era uma tentativa desesperada de se convencer de que as escolhas que havia feito eram as certas, mesmo sabendo que não eram.


Gambit dormiu por duas horas, mais parecia que foram dias.A tensão em seu corpo havia esvaido, agora sentia-se leve,totalmente revigorado.
Ele se espreguiçou e rolou pela enorme cama.Seus olhos rubros a procuraram de imediato e ficaram surpresos e um tanto desapontados quando encontraram apenas lençóis revirados.


Aonde aquele gatuna havia ido? 


As cortinas brancas se contorciam em uma espécie de dança misteriosa, o vento gelado entrava sem cerimônia alguma pela sacada, tornando o quarto que antes queimava, em um frio congelante.

Quando a viu perdida em pensamentos,exitou, parecia estar em uma outra dimensão. Gambit permaneceu onde estava e se encostou no batente da sacada, ficou a observando, como já havia feito várias vezes quando estavam juntos naquela pequena cidadela longe de tudo.Ele sempre a observava em silêncio, para um bom ladrão ser atento e observador era natural,mais havia algo a mais,ele a observava por que gostava de como ela emanava calma e tranquilidade, principalmente quando estava dormindo ou quando estava distraída, isso era algo raro em sua vida, tranquilidade era tudo o que queria nesses últimos meses.


Mais dessa vez não era bem assim, Vampira agora estava tensa, Gambit percebeu pela sua postura, seus ombros enrijecidos, parecia estar carregando algo muito pesado nas costas.Ele notou a fumaça saindo de sua boca,olhou para seu casaco que foi arremessado no chão e agora estava cima da cabeceira da cama.Era dele ou havia arranjado? Pela agilidade que tinha com as mãos não havia começado a pouco tempo,estranho, pois da última vez que a tinha visto com um cigarro sua expressão não foi de agrado. Ele sorriu quando lembrou daquela noite, foi a noite que em se conheceram.


-Dormiu bem, gatinho? Gambit se sobressaltou.Foi pego de surpresa.Ele voltou seus olhos para ela e se deparou com um sorriso sacana.


-Como um bebê, mon amour. Aquela foi a deixa para ele se aproximar. Sem pedir, tirou o cigarro de sua mão e deu uma tragada. -Novos vícios?  Perguntou com ironia.


-Aprendi com um certo, cajun. Ela o fitou como uma indireta. -Então… não vai me dizer o que houve aqui? Perguntou endurecendo o semblante.


-Ora, chérie! Você sabe o que houve aqui.. Não foi a primeira vez que fizemos isso. Ele deu um sorriso malicioso,Vampira não esboçou reação alguma.


-Eu estou falando sério, Gambit.. Como você pode me tocar? Só pode ter sido algo com você, em mim nada mudou. Ela abaixou os olhos por um instante, parecia pautar o que ia dizer em seguida. -Tem alguma coisa haver com o jeito que você chegou aqui? 


-Do que está falando? Ele sorriu, nervoso.Seu olhar ia em todas as direções menos de encontro com o dela. -De quelle manière?


-Inquieto.. Agitado.. Como se estivesse sobre carregado. Ela o encarou, ele recuou.


-É o trabalho, chèrie. Ele deu ombros com indiferença. -Você sabe que a vida de ladrão non é fácil, principalmente agora que virou uma também.


-Eu não virei nada. Rebateu Vampira com rispidez. -Eu não estava roubando, estava apenas pegando de volta.


-Está bien, está bien, non precisa ficar brava. 


Ela se distanciou. Gambit percebeu que não era apenas o vento que estava gelado, o clima entre os dois também, e poderia piorar se não pensasse bem no que ia dizer.Quando veio até ela não parou para pensar em nada, só sentia um desejo incontrolável de te-la em seus braços, e tinha que matar esse aquilo, antes que aquilo o matasse, era questão de sobrevivência. Mais agora que o sangue havia esfriado,nem ele sabia como havia conseguido toca-la sem que os seus poderes o afetassem,mais em uma coisa ela estava certa, nela nada havia mudado, então o problema só podia ser com ele.


-Ei, por que non esquecemos isso, heim? Gambit se aproximou, passou a mão pela sua cintura e a trouxe para perto.Sentiu receio da parte dela quando suas peles se tocaram, a dele ainda quente. -Vamos embora, só eu e você.. Vamos recomeçar, construir uma família,ter filhos, cachorro e tudo mais dessas coisas clichês. Vampira balançou a cabeça e sorriu, abandonando a expressão séria.


-Filhos? Indagou, surpresa.


A cada dia achava aquele cajun mais doido, assim como também o amava cada vez mais,cada vez que o olhava,cada vez que o tocava,a cada vez que se imaginava o tocando, a cada vez que dizia ou pensava em seu nome, a cada noite que sonhava com ele a cada vez que seu coração batia o seu amor por ele aumentava.


-Três.. Dois meninos, e uma menina que é pra mim mima-la. O sorriso de Vampira aumentou e ela sentiu seus olhos se encherem de lágrimas.
-Você é maluco. Disse com a voz embargada. 


-Por você. Ele sussurrou e ela o abraçou afundando o rosto em seu ombro para esconder as lágrimas que não conseguiu segurar.


-Eu non sabia que você curtia tatuagem. Disse Gambit quando viu um símbolo desenhado em seu braço direito.


-Eu fiz já faz um tempo… Acho que estava um pouco bêbada. Disse ela se afastando sem jeito. 


-Eu gostei.. É sexy. Brincou ele dando uma piscadela, o que fez Vampira finalmente dar um sorriso espontâneo.Vê-la sorrir novamente e melhor, saber que ele a fez sorrir era o melhor presente que Remy poderia ganhar. -O que acha de continuarmos de onde paramos, senhorita Marie?


-Acho uma ótima ideia, senhor LeBeau. 


Ambos haviam tomado decisões opostas,seguido por caminhos que mais cedo ou mais tarde os cobrariam por suas escolhas, mais nada disso importava agora, se essa fosse a última vez, aproveitariam cada minuto ao máximo.



Parecia que o tempo havia regredido, era assim que Gambit sentia-se quando conseguia esquecer a real situação.Deitados em uma cama macia,ela dormia serena em seus braços novamente,era a mais perfeita vida,tudo o que ele desejava, não precisava demais nada, apenas dela.


Mais aquele momento estava condenado a ter um fim e eles estavam condenados a se separarem e viver de momentos como aquele, e quando teriam aquilo novamente? Nunca poderiam ter uma vida como um casal de verdade.Quando pensou que ansiaria por isso? Gambit se perguntava. Ter uma vida normal, dormir com a mesma mulher toda as noites.Se lhe dissessem isso a alguns anos atrás com certeza gargalharia na cara do infeliz. Mais ele não era mais o mesmo, ela havia o mudado para sempre.

Ela nem percebeu quando ele saiu no meio da noite e voltou a mansão de Sinistro. Gambit não queria fazer aquilo, sentia-se sujo e a pior pessoa do mundo por estar traindo a mulher que amava mais uma vez, mais não tinha outra escolha.O que faria? Deixaria ir embora novamente com a mesma desculpa de que não podiam ficar juntos? Quantas vezes a veria partir sem poder fazer nada, pois ela estava certa.Tinha fazer alguma coisa, mesmo que lhe custasse a vida ou pior, sua sanidade.


Estava tudo silêncioso e escuro apenas a fraca luz do abajur iluminava o lugar.Entrar não foi difícil, nunca é, a prova de fogo mesmo é sair.Não é mesmo ladrãozinho?


Logo Gambit o viu sentado no sofá,quieto e arisco como um lobo.Segurava um copo em uma mão e na outra papel que parecia ser uma carta. Seus olhos estavam fechados,uma vitrola tocava uma canção fúnebre,enquanto ele parecia passar a mesma coisa em sua mente, várias e várias vezes.


-Eu vou fazer o que você quer. A voz de Remy ecoou pela grande sala, sobressaindo-se a musica. -Vou trazer os outros diários que faltam e você me devolve o poder que tirou de mim.


-Ora, ora, o bom filho a casa torna. O sorriso em seu rosto era de pura satisfação. -A minha proposta foi tentadora o suficiente para você, Gambit? Perguntou com a ironia de quem já esperava por aquilo.


-Então, temos um acordo? Perguntou o mutante ignorando a pergunta sarcástica.


-Um pacto.. Nós temos um pacto a dez anos, Gambit.. E e eu sempre o honrei, você sabe.



10 anos atrás - Nova Orleans 


Ele conhecia a todos e todos o conheciam.Ali era a sua área, cresceu naquelas ruas e não havia um comerciante em Nova Orleans inteira que já não tivesse sido tapeado por Remy LeBeau. Desde muito criança aprendeu a roubar, no começo por sobrevivência, mais quando viram que o menino franzino de olhos negros era bom no oficio, não demorou muito para aparecer interessados, e logo ele virou, Gambit, o ladrão mais famoso do sul dos Estados Unidos.


As garotas o adoravam, por onde passava atraia olhares apaixonados, ele gostava da cobiça e a disputa por um pouco de sua atenção, se divertia e aproveitava também,mais com a mesma facilidade que que atraia mulheres também atraia inimigos.


Eram poucos os que confiava e madame Camille estava no topo da lista.Uma mulher excêntrica,mais de bom coração,era dona de uma pensão no centro da cidade, onde Remy sempre ia tomar café da manhã.


-Olha só quem apareceu. Disse Madame com a mesma ironia e pose de mandona de sempre quando o viu adentrar a pensão.Já estava retirando a mesa do café. -Pela sua aparência horrível a noitada foi boa, não é patife? 


-Você sabe que eu non sou homem de noitadas, mon chér.


-Bien sûr que non, Gambit.. Bien sûr que non. Remy lhe abraçou por trás como sempre fazia e lhe deu um beijo na bochecha. Madame Camille era o mais próximo de mãe que ele tinha e ele tinha por ela um grande carinho. -Aquele sujeito estranho está a sua procura. Cochichou. -Eu disse que não sabia se você vinha, mais ele insistiu em esperar. 


Gambit olhou de rabo de olho e viu perto a janela um homem alto,usava roupas sociais,logo se via que era um sujeito de posses.Parecia ser um cliente, mais normalmente eles costumavam lhe procurar no clube onde frequenta a noite, não na pensão de Madame Camille e nem no horário de seu café da manhã.O estranho acaso lhe chamou atenção.


-Merci, mon chér. Remy roubou um selinho de madame antes de ir a encontro ao sujeito, coisa que a deixava brava, mais ele fazia mesmo assim para provoca-la. -Bonjour, mon ami! Soube que está a minha procura.. Em que posso ajuda-lo?


-Remy LeBeua? Perguntou o homem lhe avaliando dos pés a cabeça.O ladrão não se intimidou.


-Em pessoa.. E.. pardon pela pergunta, mais quem é você? Non me parece ser da área, e ainda estou em duvida se veio requisitar meus serviços ou se veio me vender alguma coisa.  


-Eu tenho cara de vendedor? Perguntou o sujeito com cara de poucos amigos.O cajun deu de ombros. -Gostei do seu espirito.. Meu nome é Nathaniel Essex. Ele estendeu a mão, Gambit a fitou com certa desconfiança. -Eu vim lhe fazer uma proposta.


Seus instintos estavam em alerta.Tudo sinalizava para uma armadilha.Aquele cara não era um cliente e também não era boa coisa. Gambit não deixou de reparar em seus olhos, eram vermelhos como o fogo, muito parecidos com os seus,mais havia algo diferente,eles eram assustadoramente demoníacos.


-Très bien. Disse Gambit apertando a mão do sujeito. -Vamos ver se a sua proposta é tentadora o suficiente.
 


Dias de hoje.. 


-Eu não tinha escolha, você sabe.. Eu era um perigo, pra mim e para os outros. A voz de Gambit era pesarosa.


-Sim, eu sei.. Você vivia perdendo o controle, a sua fama não era apenas de melhor ladrão de Nova Orleans, mais também a de uma bomba relógio que a qualquer momento podia explodir e levar quem estivesse perto junto. Sinistro adorava jogar aquilo em sua cara,sempre usou sua fraqueza como uma arma contra ele. -Até seus parceiros de clã tinham medo do que podia acontecer. 


-Então você sabe também que eu não tinha escolha. Disse Gambit exaltado.


-Sim, você tinha.. Era só recusar a minha proposta, eu nunca te obriguei a nada.


-Eu non tinha outra opção, se tivesse eu nunca teria aceitado aquela maldita proposta.. Você non sabe o quanto eu me arrependo.. A voz de Gambit morreu, ele sentiu o peso do que fez. Algo tão terrível que não tinha coragem de pronunciar em voz alta,mais não podia apagar aquilo da sua mente, nem de seu passado.


-E agora? O que mudou? Você ainda não pode controlar seus poderes e no entanto está aqui, me pedindo-os de volta.


-Essa.. é a minha única opção. Sinistro sorriu.Sabia que havia ganho.


Para Gambit aquilo era a pior das humilhações,se unir aquele homem foi seu pior pecado e até hoje pagava por ele.Quando imaginaria que Vampira e Sinistro teriam o mesmo interesse e que para tê-la, primeiro teria que trai-la.Para aliviar sua culpa, ele tentou se convencer que estava fazendo o melhor para ela, mais do qualquer um Gambit sabia que remexer o passado nunca dava em boa coisa, talvez fosse melhor para ela ficar longe daqueles diários, ele estava a livrando de mais sofrimento.Pegaria os que faltavam, entregaria a Sinistro e então a convenceria a esquecer aquilo tudo e os dois iriam embora juntos, tudo iria acabar bem.


Poderia viver com mais um peso em sua consciência, mais não poderia viver sem ela.

 

 



Continua.....

 













 
 


Notas Finais


Está aí o capítulo,espero tenha valido a demora KKKKKKK Tomara que gostem e até a próxima, beijoos


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